Escândalo das Organizações Sociais repercute na Folha de São Paulo

Também deu na Folha. O impresso da capital paulista repercutiu a notícia sobre a operação Assepsia, desencadeada pelo MP-RN. Segue, na íntegra, o texto:

O Ministério Público estadual do Rio Grande do Norte descobriu um esquema de licitações fraudadas e desvios de recursos públicos na instalação e administração de UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento) e ambulatórios médicos, em Natal.

De acordo com as investigações, o esquema teria sido montado por empresários do Rio, que também administram UPAs no Estado, e secretários da prefeitura local.

A Justiça decretou a prisão de oito pessoas. Entre elas, o empresário Tufi Soares Meres, que até a tarde de ontem estava foragido.

Também foi determinado o bloqueio de R$ 22 milhões de bens de pessoas e empresas envolvidas no esquema.

Meres é apontado pelo Ministério Público como chefe da quadrilha.

Na denúncia, os promotores dizem que ele ganhou contratos sem licitação para administrar UPAs através de sua OS (Organização Social) Associação Marca.

A equipe do Ministério Público do Rio, que apoiou as investigações, descobriu ainda que no mesmo endereço da Marca fica a Salute Sociale, ONG que tem contratos com os governos no Rio, Goiás e de Natal.

Meres já foi alvo de investigação do Ministério Público do Rio.

Em 2006, na presidência do diretório do PMDB, em Petrópolis, região serrana do Rio, foi apontado como responsável por desvio de dinheiro público para a campanha presidencial de Anthony Garotinho.

Desde o início do ano, a Associação Marca já recebeu da prefeitura do Rio R$ 13 milhões para administrar UPAs. Da prefeitura de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, a organização social já recebeu R$ 40 milhões para realizar o mesmo trabalho.

A Associação Marca informou que seu departamento jurídico estuda o caso e por isso não irá se pronunciar. Meres está foragido e não constituiu advogado até o momento.

Fonte: Folha de São Paulo