Unimed e Fluminense. Uma relação de patrocínio que extrapola o campo de jogo. Uma parceria que escolhe não só jogadores, mas também atores políticos. É o que revelam documentos obtidos pela ESPN. Entre os contratados da cooperativa de saúde há até cargos políticos do clube, como o vice-presidente de Futebol, Sandro Lima.
Integrante do restrito Conselho Diretor – que tem entre suas funções o gerenciamento dos contratos de patrocínio – Sandro recebe uma remuneração mensal da empresa há três anos. Tem entre as suas obrigações, por contrato, “supervisionar” e fazer “relatórios” sobre os patrocínios esportivos da empresa.
Ao tomar conhecimento dos documentos obtidos pela ESPN, na manhã desta terça-feira, Sandro Lima comunicou sua renúncia; a decisão foi acatada pelo presidente do Flu, Peter Siemsen – veja ao final desta matéria a íntegra da carta de despedida e a nota oficial do clube enviada à ESPN.
Veja abaixo os documentos obtidos pela ESPN que explicitam o conflito de interesses na relação entre Unimed e o agora ex-vice-presidente.
Sandro foi contratado dois meses antes da eleição de Peter Siemens em 2010. Durante os cinco primeiros meses, foi vice-presidente de Esportes Olímpicos, até assumir o posto no futebol. Vinte e um dias depois, a Unimed aumentou seu salário para o dobro. Pelo estatuto do Fluminense, os vice-presidentes não são remunerados.
Comunicado – Renúncia do vice-presidente de Futebol
Recebi ontem e acolho a renúncia do Vice-Presidente de Futebol, Sandro Lima, que, com a atitude, age novamente preocupado com a instituição. Agradeço o trabalho realizado por ele à frente do futebol do Fluminense nos últimos 38 meses, período em que o Clube teve conquistas importantes sem prejuízo para o trabalho de reestruturação interna e redução de custos. Com a saída do Vice-Presidente, assumo interinamente a função, na forma e no prazo estipulados pelo Estatuto do Clube.
Peter Siemsen, Presidente.
Comente aqui