Explosão em fábrica nos EUA deixa 5 mortos e mais de 170 feridos

A Polícia do Texas confirmou nesta quinta-feira que há pelo menos cinco mortos na explosão de uma fábrica de fertilizantes na cidade de West, a 193 km da capital Austin, na noite de quarta-feira. Os agentes, porém, afirmam que o número de mortos pode chegar a 15.

A explosão ocorreu por volta das 20h locais (22h em Brasília) e foi ouvida a um raio de mais de 70 km. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, em inglês) registrou um tremor de magnitude 2,1 causado pelo incêndio.

Segundo o porta-voz da polícia do condado de Waco, Patrick Swanton, outras 179 pessoas ficaram feridas e pelo menos três bombeiros que combatiam as chamas estão desaparecidos. A imprensa americana chegou a afirmar que o incêndio tinha deixado 60 mortos, mas a informação não foi confirmada.

Swanton afirma que a polícia continua a investigar a explosão, mas os agentes trabalham com a hipótese de que foi um acidente. “Não há nenhuma indicação de que esta explosão não tenha sido nada mais que um acidente industrial”, disse.

A preocupação com um atentado surgiu porque o incêndio aconteceu dois dias depois do atentado em Boston, que deixou três mortos e 176 feridos. Além da explosão na costa leste, cartas com veneno foram enviadas ao presidente Barack Obama e a senadores americanos.

A área foi cercada logo após o incêndio para facilitar os trabalhos da perícia. A Agência Federal de Tabaco, Álcool e Armas de Fogo dos EUA também ajuda nas investigações. Ainda não há informações de quantos operários estavam no momento na fábrica.

Os agentes também confirmaram que as buscas pelos desaparecidos continuam, em especial em casas e prédios próximos à planta de fertilizantes que foram destruídos. Mais cedo, o prefeito de West, Tommy Muska, afirmou que entre 50 e 75 construções em seis quadras foram gravemente danificadas.

Dentre elas, está um prédio que, segundo policiais, foi totalmente destruído, uma escola secundária, um posto policial e um asilo com 133 pacientes, vários deles em cadeiras de rodas. “Nós tivemos muitas pessoas que ficaram feridas, muitas mesmo, que não estarão aqui amanhã”, disse Muska.