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Feirantes em Natal se revoltam com Prefeitura e citam “injustiça oficializada” com exigência de 2m de distanciamento entre bancas

Feirantes em Natal assinaram um abaixo-assinado com mais de 2.200 assinaturas em documento que classificam como “injustiça oficializada”. Há uma revolta dessa classe trabalhadora, que diz que a Prefeitura ‘resolveu então desencadear uma verdadeira perseguição sobre as feiras livres”, através da secretaria SEMSUR.

Reclamam da exigência de distanciamento entre as bancas das feiras de 2 metros. “Bancas transmitem Covid? Pasmem, no mundo inteiro, o distanciamento indicado pela OMS, é de 1,50 metros entre as pessoas”, questiona um trecho.

Os feirantes citam a distância de 1,50m em supermercado ou num banco, e dizem que somente em Natal, o prefeito lança um decreto com 2 metros de distância entre as bancas das feiras.

“Não havendo possibilidade de ampliação do espaço físico das feiras, o resultado disso é que dezenas e dezenas de feirantes, por falta de espaço, sem nenhum tipo de auxílio da parte da Prefeitura, estão sendo cortados das feiras livres. Impedidas de trabalharem num ofício que foi considerado essencial à vida pela Governadora do Estado”, queixam-se os feirantes.

A classe ainda diz que o “Prefeito precisa entender que o que é essencial não é somente a mercadoria e sim, o feirante e seu ofício”.

E ainda reforça a crítica:

“Os fiscais da SEMSUR vão às feiras e, em meio a gritos, choro e ranger de dentes, fazem cumprir o decreto do Prefeito e quando perguntados onde está a base científica para esse distanciamento exagerado, ineficaz e prejudicial, eles respondem: não sabemos, estamos aqui para cumprir ordens”.

No documento, os feirantes ainda destacam a importância das bancas:

“1º – É o objeto de exposição de sua mercadoria. Todos nós sabemos que um dos princípios do marketing do comércio e das vendas é a exposição daquilo que se pretende vender. Ninguém vende nada escondendo seu produto. O feirante não vai acordar de madrugada, ir para o Ceasa e depois ir para a feira para manter o seu produto dentro de caixas. As caixas são para o transporte da sua mercadoria assim como as bancas são para a exposição das mesmas”.

E pontuam:

“Fazendo uma simples comparação, as bancas equivalem às gôndolas de um supermercado. Pergunto: O prefeito decretou a retirada das gôndolas dos supermercados? Resposta: Não. Porque? Por que a formiga sabe a folha que corta”.

A classe também cita outro ponto sobre a banca:

“2º – As bancas protegem os feirantes e os clientes. Como assim? O feirante chega às 4h da manhã na feira e sai às 16h da tarde. Resumindo, passa tranquilamente umas 12 horas na feira. O cliente vem de casa ou do trabalho, entra na feira e, em cerca de uma hora, compra sua mercadoria e vai embora. Resumindo, o feirante tem durante o dia, muito mais tempo de exposição e risco de contrair a covid-19”.

“As bancas são para as feiras assim como são as gôndolas para o supermercado, restringindo e distanciando pessoas. E o que o Prefeito faz? Retira as bancas contribuindo com o desemprego, o prejuízo financeiro e com a propagação da covid-19”, reclamam os feirantes em abaixo-assinado, que ainda destacam que não conseguiram contato direto com a Semsur.

 

 

Opinião dos leitores

  1. Tem que ter mais fiscalização nas feiras. Quem faz o tumulto são as pessoas que vão fazer compras e maioria estão sem máscaras.

  2. não tem como uma feira que já esta diminuída pela metade ter que diminuir mais ainda,nós feirantes fazemos de tudo pra fazer como pedem mas não tem como diminuir ainda mas nosso espaço de trabalho,eles deveriam eram fiscalizar mas as pessoas que vão comprar na feira que nem máscaras usam !!!!

  3. Boa tarde
    A feira livre pra mim cumpre todos os padroes diante do que estamos vivendo nao posso criticar, mas ninguem ver nem comenta nem citar a vetaçao de onibus cheio ,trem lotados supermercados alguem tem em foto algum distanciamento no que citei as bancas estao tendo distanciamentos sim dai usar mascara e conciencia de cada um nao so nas feiras mas em qualquer estabelecimento.

  4. Nas geiras são exigidos 2 meteos de distância entre as bancas alegando que as feiras são um ambiente de transmissão do covid mas enquanto isso os ônibus continuam lotados e ninguem faz nada não se vê não se sabe de nada e só nas feiras que o covid é transmitido? Me diga aí senhor prefeito que lógica é essa?

    1. 👆Muito bem lembrado. Meus 👏👏👏👏👏

  5. Boa tarde, as pessoas que estão criticando os feirante não compra na feira sim em supermercados. As feiras livre já tem a muitos anos, garanto que seus bisavó tataravó comprava em feiras, são alimentos bom saudáveis, limpos. Nunca vir pessoas reclamando do bom atendimento, agora vejo pessoas criticando os feirante, que são pai de família que precisa do sustentar suas famílias. Estou vendo aí um jogo de interesse, que está contra o prefeito e a população de bem que querem trabalhar. As pessoas que estão contra as feiras são empresários mercadinho e super mercado são minoria.
    Vão comprar na feira pessoa de várias classe social e muito fácil criticar, as pessoas usa máscara sim em que não usam são aqueles não usam em canto nenhum.

  6. Essa é fácil! Amigo, o decreto ordena 2 metros sem permissão para a ampliação do espaço já existente da Feira! Me ensina como se faz essa mágica de distanciar 2 metros sem poder ampliar à Feira que eu te dou um doce! Apropósito, seu nome está errado! O certo é Deyvid Coperfild.

  7. Deveriam agradecer a SEMSUR que está através da fiscalização mantendo as feiras funcionando. No dia que a vigilância sanitária for fiscalizar, as feiras serão todas suspensas, um lugar insalubre onde o feirante deixa tudo sujo. Não devolvem um centavo para a prefeitura, só reclamam. A SEMSUR já deveria ter colocado essas feiras para acontecer só no sábado e domingo, não tem necessidade de ter feira todo dia, iria dinamizar o trabalho da prefeitura e diminuir os gastos.

    1. São 21 Feiras em toda Natal durante à semana! Você fala sem conhecimento de causa! Sabemos que às tendas de uma Feira são retiradas para cobrir às tendas de uma outra Feira. Me explica como que à Prefeitura faria para cobrir todas às 21 Feiras em Únicos 2 dias?

  8. O bg não publicou meu comentário que desmascarava toda essa face mentirosa..
    Mais vou ser mais breve.
    Compará a seriedade dos supermercados que respeitam os decretos com o furdunço das feiras livres de Natal é ridiculo senhores feirantes..vcs nem.mascaras querem usarem , quanto mais distanciamento..vcs só pensam em dinheiro e nada mais..
    Qual o controle de entrada e saida nas feiras alguém sabe?

    1. Me explica aonde é à entrada de uma Feira e eu lhe explico se é possível o controle de entrada e saída dela! Já é também do conhecimento de todos que à Feira se entra nela por diversos lados. Toda à Feira é uma entrada e uma saída! Dá pra ver que você não frequenta às Feiras tem tempo! Obrigado pelo seu comentário, ele fortalece o meu.

  9. Olha Sou feirante e não me sinto perseguida pela semsur não. Estive várias vezes para reunião lá inclusive com o secretario arapuã e sempre fui bem recebida. Sobre os fiscal não tem o falar não.

    1. Boa tarde! Me responda de qual Feira você foi cortada? É fácil falar quando você não foi atingida. Olhe para seus Amigos que ficaram sem o direito de trabalhar que você vai sair do lado dos fiscais e passar para o lado dos Feirantes. Que à propósito é o seu, se você for Feirante.

    2. Dizaldi, seria vc ou seu tio banqueiro ? Seu nome não me é estranho. Talvez na feira do carrasco e rocas?

  10. SUPERMECADOS OU BANCOS TEM O CONTROLE DE ACESSO POR METRO QUADRADO, TEMPERATURA DAS PESSOAS NAQUELES LOCAIS.COISA QUE NA FEIRA LIVRE NAO TEM!
    TODOS USAM MÁSCARA EM SUPERMECADOS E BANCOS.NAS FEIRAS O PRÓPRIO FEIRANTE NEM USAM (UMA PARTE CONSIDERÁVEL)
    “Bancas transmitem Covid?” NÃO SEI, MAIS TRANSMITEM INÚMEROS VÍRUS E BACTERIAS! SÂO BANCAS DE MADEIRAS! MAU ACONDICIONADAS EM TERRENOS INSALUBRES, O PRÓPRIO FEIRANTE JOGA SEU LIXO AO RELENTO.
    EXISTE SIM ESPAÇO PARA TODOS OS FEIRANTES, O GRANDE PROBLEMA E A GANÂNCIA DO BANQUEIRO(PESSOAS QUE ALUGAM BANCAS PARA OS FEIRANTES LIVRE DE TAXAS OU IMPOSTOS PUBLICOS) QUE DISPÕE MAIS BANCAS DO QUE O PERMITIDO POR FEIRANTE.
    NOS MÊS DE ABRIL E MAIO HOUVERAM REUNIÕES COM BANQUEIROS PARA DISCUTIR E ACORDAR ENTRE ELES E PREFEITURA DIRETRIZES PARA O CONTROLE, ORDENAMENTO E QUANTITATIVO DE BANCAS POR BANQUEIROS.
    EM NENHUM MOMENTO FOI PROIBIDO A EXPOSIÇÃO DE MERCADORIAS OU RETIRADA DE BANCAS, O QUE HOUVE FOI UM ORDENAMENTO, ONDE SE EXISTIA UMA DISCREPÂNCIA ENORME NA DISTRIBUIÇÃO DAS MESMAS, ONDE FEIRANTE “A” POSSUIA MAIS BANCAS QUE FEIRANTE “B”.
    COMPARAR UMA GÔNDOLA DE SUPERMECADO COM BANCA DE FEIRA CHEGA SER UMA COMPARAÇÃO MUITO ESDRÚXULA!
    ANTES DE QUERER AVILTAR O TRABALHO FEITO DE MANEIRA IMPESSOAL, COM LISURA E DENTRO DA RAZOABILIDADE, PELAS SECRETARIAS SEMSUR E SEMURB, ESQUEÇAM A POLITICAGEM E PENSE NO FEIRANTE COMO PESSOA GERADORA DE RENDA, NAO COMO PESSOA QUE LHE DARÁ VOTO.
    PENSEM EM ORDENAR E CLASSIFICAR AS FEIRAS LIVRES, PENSEM EM PADRONIZAR AS BANCAS, ACABANDO COM AS BANCAS INSALUBRES DE MADEIRAS!
    PENSEM NO CLIENTE QUE VAI ATÉ A FEIRA EM BUSCA DE MERCADORIAS COM QUALIDADE E PREÇO JUSTO, PENSEM NISSO!!!

    1. Eu ia me dar ao trabalho de lhe responder! Mas como à sua argumentação está dentro das anteriores, isso significa de que certa forma já lhe respondi; acho também que pelo seus escritos que você é um comissionado da Prefeitura! É por isso que ao invés do seu nome você colocou CIDADÃO?

  11. Hoje sem sombras de dúvidas as feiras livres de Natal, são os maiores focos de contaminação. Tira por exemplo a feira daqui da cidade da esperança. Um corredor de circulação apertado, cheio de carrinhos de ambulantes e caixas. Isso gera uma aglomeração sem tamanho no interior da feira.

    1. Maurício, concordo com vc. A prefeitura de Natal por meio dos órgãos se fiscalização deveriam iintensificar a fiscalização nesses espaços públicos. Não dá nem para imaginar o grau de contaminação nesses locais.

    2. Boa tarde! Você pode me dizer quantos Feirantes fazem parte dos números dos mortos por Covid? Eu sei! Mas fico aguardando à sua resposta. Espero que saiba, já que sabe que às Feiras são os maiores focos de contaminação! Se você não puder me responder das Feiras, pode me passar só dá Feira da Esperança por favor? Me pareceu você ser mais técnico dela.

  12. Sou morador do bairro das quintas e aqui na feira do bairro os espaços entre as bancas não tem nem meio metro, quanto mais 2. As bancas são coladas uma nas outras, não tem um minimo de espaço. Fica difícil até de andar pela feira. Sem falar que tanto os clientes e como os feirantes não usam máscaras.

    1. Meu amigo, vá lá na feira do Nova Natal no domingo. Aliás a feira é no domingo e as bancas já são colocadas na quinta feira, com isso atrapalha o trânsito. Já no domingo só a misericórdia de Deus. Fiscais não passa lá nem de avião.

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Pesquisa BTG/Nexus aponta que 49% dos eleitores desaprovam o presidente Lula

Ricardo Stuckert

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem desaprovação de 49% dos eleitores, de acordo com nova rodada de pesquisa da BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (10). O levantamento aponta ainda que o índice de aprovação é 46%.

De acordo com os dados, a percepção sobre o governo atual sofreu leve oscilação em relação ao levantamento anterior, divulgado no dia 3 de agosto. Naquela rodada da pesquisa, a aprovação era 47% e a desaprovação somava 48%.

No detalhamento qualitativo do governo federal, 34% dos entrevistados avaliam a administração petista como “ótima ou boa”, ao passo que 44% a classificam como “ruim ou péssima”. A parcela de eleitores que considera o desempenho da gestão “regular” soma 21%.

Rejeição dos candidatos

A pesquisa Nexus/BTG mostra que o senador Flávio Bolsonaro está numericamente à frente do presidente Lula no quesito rejeição entre o eleitorado brasileiro: 50% a 48%. Em relação à última pesquisa do instituto, o petista teve queda de 1 ponto percentual na taxa de rejeição, enquanto o adversário subiu o mesmo número.

  • Flávio Bolsonaro — 50%
  • Luiz Inácio Lula da Silva — 48%
  • Ronaldo Caiado (PSD) — 32%
  • Romeu Zema (Novo) — 31%
  • Renan Santos (Missão) — 29%

A corrida presidencial

A nova rodada da pesquisa BTG/Nexus aponta vantagem do presidente Lula sobre Flávio Bolsonaro nas intenções de voto no primeiro turno e empate técnico entre ambos os candidatos no segundo turno, na disputa pela Presidência da República.

Com informações do Metrópoles 

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Reforma muda tributação das bets no Brasil

Mulher usa plataforma de apostas online, conhecidas como bets, dentro de metrô, em São Paulo – Laryssa Toratti / Folhapress

A reforma tributária criou um regime específico para as bets. Também determinou que o Imposto Seletivo, tributo criado para incidir sobre bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, faça parte da base de cálculo do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), que serão cobrados a partir de 2027.

A nova tributação foi tema do Curso Reforma Tributária do Consumo, realizado pela Receita Federal em parceria com o CFC (Conselho Federal de Contabilidade), em um momento de expansão do mercado de apostas no país.

Estudo divulgado pelo Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda) aponta que as bets movimentaram R$ 350,97 bilhões em transferências via Pix em 2025, ano em que foram regulamentadas, enquanto as famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões líquidos para as plataformas de apostas esportivas no mesmo período.

Com a cobrança efetiva dos novos tributos criados pela reforma (IBS e CBS) no próximo ano, as casas de apostas passarão a seguir o regime específico dos chamados concursos de prognósticos, categoria que inclui apostas de quota fixa —como as bets—, loterias, sorteios, corridas de cavalo, fantasy sports (jogos baseados na escalação de times virtuais com jogadores reais) e outras modalidades de aposta, realizadas tanto em meio físico quanto virtual.

A tributação sobre o consumo dessas empresas não terá como base todo o volume movimentado pelos apostadores, mas a chamada receita própria. Seu cálculo considera o total arrecadado nas apostas com a exclusão dos valores pagos em prêmios e das destinações legais obrigatórias (previstas para órgãos, fundos públicos e outros beneficiários), e acréscimo do Imposto Seletivo.

Na prática, portanto, a tributação segue esta ordem: primeiro são consideradas as receitas da operação; depois são aplicadas as deduções previstas; em seguida é calculado o Imposto Seletivo; por fim, IBS e CBS incidem sobre a base já acrescida desse tributo.

Segundo a Receita, o ponto principal a ser observado no regime é que o Imposto Seletivo, cuja alíquota ainda não foi definida, não será apenas um tributo adicional sobre as bets, mas um componente do cálculo dos novos tributos sobre consumo. Isso significa que IBS e CBS incidirão sobre um valor que já inclui o próprio Imposto Seletivo, aumentando o montante sobre o qual serão calculados.

Em uma situação hipotética, há R$ 100 mil de receita total da venda de apostas, R$ 40 mil de premiações pagas, R$ 10 mil de destinações legais e R$ 2 mil de PIS, Cofins e ISS. Após os descontos das premiações, das destinações legais e de PIS, Cofins e ISS, que são dedutíveis, a base de cálculo do Imposto Seletivo seria de R$ 48 mil (R$ 100 mil – R$ 62 mil).

Imaginando uma alíquota de 15%, o Imposto Seletivo seria de R$ 7,2 mil (15% de R$ 48 mil). Esse valor seria então incorporado à base do IBS e da CBS (R$ 48 mil), elevando-a para R$ 55,2 mil (R$ 48 mil + R$ 7,2 mil). Supondo a alíquota de referência de 28% para CBS e IBS, estimada pelo Comitê Gestor do IBS no fim de julho deste ano, a tributação total seria de R$ 15.456 (28% de R$ 55,2 mil).

Durante o curso, a Receita esclareceu que, no que se refere aos prêmios, a dedução somente é possível quando eles forem efetivamente pagos ao apostador. Um prêmio concedido, mas não retirado pelo ganhador, portanto, permanecerá na receita da empresa e não poderá ser utilizado como dedução para reduzir a tributação.

Atualmente, sobre as bets autorizadas a operar no Brasil incidem os tributos corporativos tradicionais (IRPJ, CSLL), PIS, Cofins, ISS e a contribuição de 13% sobre GGR (Receita Bruta dos Jogos), destinada à seguridade Social, educação, segurança e outras finalidades.

Em 2027, à carga tributária atual das casas de apostas serão somados IBS e CBS (que substituirão PIS e Cofins), Imposto Seletivo e haverá majoração da contribuição sobre o GGR para 14% —a partir de 2028, o percentual será de 15%.

Segundo o estudo do Comsefaz, até meados de 2024, os pagamentos de pessoas físicas para empresas do setor de artes, cultura, esporte e recreação e os valores transferidos de volta por essas empresas permaneciam em níveis relativamente próximos. A partir de 2025, porém, os pagamentos destinados ao setor cresceram de forma expressiva, enquanto as transferências no sentido contrário aumentaram em ritmo muito mais moderado.

“Esse comportamento indica que o setor passou a absorver um volume substancial de recursos das famílias sem devolução proporcional, característica típica dos mercados de apostas, nos quais apenas uma parcela dos valores apostados retorna aos jogadores na forma de premiações”, diz o documento.

Folha de São Paulo

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Guerra contra o Irã esgota estoques de armamento dos EUA e alarma autoridades

Centro de pesquisa espacial iraniano, um dos locais atingidos durante a guerra, em Teerã, em 6 de julho de 2026 – Foto: Emile Ducke /NYT

A guerra do presidente Donald Trump contra o Irã esgotou os estoques de armamentos dos EUA a níveis preocupantes, desviando suprimentos da Ásia e da Europa, segundo autoridades.

O suprimento em rápido declínio de mísseis de defesa aérea e outros armamentos na Europa e na Ásia não apenas deixa o Exército americano menos equipado, mas também poderia deixar Rússia e China mais confiantes caso considerem um potencial conflito com os Estados Unidos, disseram especialistas.

Bombardear o Irã consumiu milhares de mísseis que contêm peças de precisão vindas de uma rede global de fornecedores —e que podem levar anos para serem produzidos. Defender-se das barragens de retaliação do Irã desgastou os estoques americanos de mísseis de defesa aérea a um ponto que alarmou, em particular, autoridades de alto escalão do governo Trump, e levou os EUA a atrasar entregas a clientes europeus e asiáticos.

A campanha contra o Irã forçou o Pentágono a deslocar às pressas navios, aeronaves e unidades de defesa aérea de toda a Europa e Ásia para o Oriente Médio, um esforço com consequências em cascata para a manutenção de equipamentos e o moral das tropas, disseram autoridades americanas.

O resultado é uma erosão significativa do poder de fogo dos EUA nessas regiões, uma mudança com implicações de longo prazo que é uma preocupação crescente nas comunidades militar e de inteligência, disseram autoridades dos EUA e do Ocidente.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que os EUA têm “poder de fogo mais do que suficiente para realizar qualquer operação que o presidente ordenar, a qualquer momento e lugar”. Mas especialistas dizem que é quase certo que a crise de munições —parte da qual Trump herdou do presidente Joe Biden — vai perdurar além de sua Presidência.

Tom Karako, membro sênior do Center for Strategic and International Studies, em Washington, disse que o esgotamento de munições representa uma “aniquilação geracional dos meios de dissuasão convencional”. O impacto sobre como as decisões são tomadas em Pequim e Moscou, segundo ele, pode ressoar por anos.

“É impossível que isso não tenha um efeito significativo no cálculo decisório da Rússia e da China”, disse Karako, que vem acompanhando os estoques de armamentos dos EUA. “Eles podem fazer algo bastante deliberado, no momento que escolherem, porque não se esqueçam, vamos levar anos para reconstituir os estoques.”

Em reuniões que antecederam a guerra contra o Irã, o general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, informou o presidente sobre os riscos de recorrer ainda mais aos estoques já reduzidos, segundo duas autoridades com conhecimento das conversas. Ainda assim, Trump decidiu seguir em frente, acreditando que a guerra terminaria rapidamente. Um porta-voz de Caine se recusou a comentar suas conversas privadas com o presidente.

Depois de atacar o Irã ao lado de Israel em 28 de fevereiro, Trump prometeu várias vezes a vitória em poucas semanas. Mais de cinco meses depois, ele continua incapaz de dobrar Teerã à sua vontade, ou de encontrar uma forma de encerrar a guerra.

Diz-se que a escassez de munições teve um papel em convencer Trump a adiar uma grande campanha de bombardeios no fim do mês passado. Mas isso também mostra como a decisão do presidente de atacar o Irã deixou os EUA e seus aliados mais vulneráveis a outras ameaças.

O governo Trump tem trabalhado com fornecedores militares para tentar acelerar e expandir a produção. Mas mesmo levando em conta esses esforços, pode levar mais de dois anos para os EUA reporem os mais de 1.500 mísseis interceptadores de defesa aérea Patriot usados na guerra contra o Irã. O estoque atual desses mísseis é de menos de 1.700, segundo duas pessoas informadas sobre o aasunto que falaram sob condição de anonimato para discutir detalhes militares sensíveis.

Trump ficou enfurecido com as reportagens sobre a escassez de munições. Ele ordenou uma ampla caçada a vazamentos em todo o governo e está exigindo processos criminais. Ele disse a assessores, em privado, que qualquer discussão sobre a crise de munições sinaliza fraqueza aos inimigos do país, e continua, em público, a minimizar o problema, negar que ele exista ou culpar seu antecessor.

“Nossas empresas de defesa estão fabricando mais munições do que nunca, ao mesmo tempo em que expandem rapidamente suas fábricas e equipamentos em níveis recordes”, escreveu Leavitt em comunicado. “Qualquer pessoa que tenha acesso a informações militares sigilosas e as vaze para a imprensa está traindo essa confiança e violando a lei federal, e deve ser processada com todo o rigor.”

Sean Parnell, principal porta-voz do Pentágono, disse que as reportagens sobre escassez de armamentos são falsas, acrescentando que os EUA têm “tudo o que é necessário para atacar no momento e no lugar escolhidos pelo presidente”.

Estadão

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BTG/Nexus: Lula empata com Flávio e Caiado em projeção de 2° turno

 Montagem com fotos de Stuckert, Luis Nova e Kebec Nogueira

Nova rodada da pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (10) aponta vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto no primeiro turno e um empate técnico entre ambos os candidatos no segundo turno, na disputa pela Presidência da República. O petista também empata tecnicamente em projeção de 2° turno com o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

No primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto, enquanto Flávio tem 35%. A diferença entre os dois está fora da margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O levantamento mostra estabilidade, dentro da margem de erro, entre os principais candidatos na comparação com a rodada anterior, divulgada em 3 de agosto, quando estavam tecnicamente empatados.

Naquela ocasião, Lula tinha 41% das intenções de voto (oscilou 1 ponto percentual para baixo na pesquisa desta segunda), contra 37% de Flávio Bolsonaro (2 pontos percentuais para baixo).

Em uma eventual disputa de segundo turno, o petista registra 47% das intenções de voto, contra 44% do candidato do PL – empate técnico. Lula também empata tecnicamente com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD): 46% x 42%.

Com informações do Metrópoles 

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O assessor do Planalto que abriu o Ministério da Saúde para Luchsinger

 Secretário-executivo do Ministério da Saúde, Swedenberger Barbosa, o Berge era o 2° na hierarquia da pasta. Franklin Paz/Ministério da Saúde

Um episódio do começo de 2025 mostra como atuava no Ministério da Saúde a lobista Roberta Luchsinger, amiga do empresário e biólogo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho primogênito do presidente Lula (PT). Segundo pessoas que conviveram com ela na pasta, Roberta se reunia com frequência com o então secretário-executivo do ministério, Swedenberger Barbosa, o Berge, e alegava ter influência sobre a liberação de recursos da saúde para Estados e municípios.

Berge foi o nº 2 na hierarquia do Ministério da Saúde de janeiro de 2023, no começo do terceiro mandato de Lula, até março de 2025, quando se tornou assessor da Presidência da República, despachando dentro do Palácio do Planalto.

Em março de 2025, pouco depois da posse de Alexandre Padilha como ministro da Saúde, um assessor dele foi procurado por um aliado do governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), a respeito de uma verba de R$ 40 milhões destinada ao Fundo Estadual de Saúde local.

O dinheiro estava retido porque a Comissão Intergestores Bipartite (CIB) local não tinha emitido a resolução necessária à liberação. Esse tipo de resolução é um acordo entre gestores estaduais e municipais sobre como será usado o dinheiro.

A verba tinha sido pedida a Padilha ainda em 2024, quando ele estava na Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência. O dinheiro foi empenhado (isto é, reservado), mas não tinha sido pago por conta da pendência. O empenho estava prestes a ser cancelado, pondo a verba a perder.

Ainda em março, o problema na CIB foi resolvido. A verba — uma parcela única destinada a procedimentos de média e alta complexidade — foi salva. O pagamento caiu na conta do Fundo Estadual maranhense no dia 4 de agosto de 2025.

Swedenberger Barbosa entra na história pouco depois disso. Segundo duas fontes ouvidas pela coluna, ele ligou para o governador Carlos Brandão — de dentro do gabinete da Presidência da República, onde já atuava — para informar que foi ele quem “liberou” os R$ 40 milhões. Segundo ele, a verba só saiu por causa dele e de Roberta Luchsinger. Procurado pela coluna, Carlos Brandão foi evasivo. Disse não ter “conhecimento sobre esse assunto”.

Enquanto esteve no Ministério da Saúde, Swedenberger Barbosa atuou para favorecer cidades governadas por prefeitos do PT ou de partidos aliados na distribuição de verbas da saúde.

Além de Swedenberger Barbosa, outro ex-assessor próximo de Lula que atuou na liberação das verbas foi Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Ex-chefe de gabinete de Lula, Marcola teve despesas pessoais suas pagas por Roberta Luchsinger. Ele nega irregularidades e diz que o dinheiro era parte de um empréstimo pessoal da lobista.

Metrópoles

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Sem Lula em debate, Flávio vira vidraça e PL veta participação

Foto: Wilton Junior/Estadão

A arena dos debates na TV começou neste domingo com os embates nos estados. Já na corrida presidencial, a largada será no próximo dia 23. No entanto, o confronto direto entre os dois principais adversários da disputa presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), não deve ocorrer no primeiro turno.

Teoricamente, o maior interesse em comparecer aos estúdios é da oposição, que necessita de espaço na mídia para desgastar a gestão atual. Mas, por ora, o PL veta, nos bastidores, a participação do filho “zero um” do ex-presidente Jair Bolsonaro se o petista não estiver presente.

A ausência do rival cria pontos de tensão para o grupo conservador. A análise é a seguinte: Com o presidente Lula presente, os holofotes se voltam contra a gestão atual, restando a Flávio Bolsonaro apenas alguns confrontos diretos com os outros postulantes ao cargo.

Sem Lula na bancada, o parlamentar fluminense pode atacar o governo livremente. Por outro lado, porém, passa a ser a principal vitrine do programa.

Concorrentes na corrida ao Planalto como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) podem mirar suas baterias contra o congressista do PL, cobrando inclusive o legado do governo de seu pai.

Outra observação levantada é que os outros opositores estão com pontuação baixa na pesquisa, sem chegar aos dois dígitos. Não haveria, portanto, uma necessidade de entrar neste confronto, até porque Flávio pode precisar de todos no segundo turno.

Até chegar o momento de Lula participar de debates, a expectativa é de que Flávio também já esteja mais treinado. Há uma preocupação sobre o preparo físico e emocional do candidato do PL para suportar a pressão do embate ao vivo.

Em 2016, Flávio passou mal e quase desmaiou durante um debate pela Prefeitura do Rio de Janeiro. Dez anos depois, ele está mais calejado na política. No entanto, ainda não foi submetido a um teste de tamanha tensão nacional.

Passar mal novamente na televisão seria um vexame para a campanha. Sua ausência, contudo, geraria risco de transmitir sinal de fraqueza.

Para a candidatura de Lula, a ausência gera menor desgaste político. Embora a falta continue sendo um desrespeito ao eleitor, que merece o confronto de ideias para decidir seu voto.

Além disso, há um histórico consolidado de ausências. O próprio ex-presidente Jair Bolsonaro faltou a encontros no primeiro turno de 2022, o que limita a margem para que o filho “Zero Um” explore a ausência do petista.

A pragmática história do boicote ao 1º turno

A recusa de candidatos à reeleição em participar de confrontos na TV no primeiro turno é uma tática consolidada no País desde a aprovação da emenda da reeleição, em 1997. O objetivo é sempre o mesmo: preservar a vantagem nas pesquisas e evitar servir de escada para os concorrentes.

  • Fernando Henrique Cardoso (1998): Ausentou-se de todos os debates no primeiro turno. A eleição foi liquidada sem a necessidade de um segundo turno.
  • Luiz Inácio Lula da Silva (2006): Faltou a todos os confrontos da primeira fase da campanha, inclusive aos promovidos por grandes redes como Band e TV Globo, retornando aos estúdios apenas no segundo turno.
  • Dilma Rousseff (2014): Quebrou o padrão dos antecessores e participou dos principais debates no primeiro e no segundo turno.
  • Jair Bolsonaro (2022): Adotou um modelo híbrido. Esteve presente nos debates da TV Bandeirantes e da TV Globo no primeiro turno, mas faltou aos confrontos organizados por pools de imprensa (como Veja/SBT/CNN e TV Aparecida). No segundo turno, compareceu a todos os embates.

    Estadão

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Geral

METRÓPOLES: Alfinetada de Robério Paulino dizendo que Allyson Bezerra é um ator e que quer “farmar aura” vira destaque nacional

Foto: Reprodução / Imagem Band RN

A alfinetada do professor Robério Paulino (PSol) dizendo que Allyson Bezerra (União Brasil) quer governar o Rio Grande do Norte “farmando aura” e fazendo “pirotecnia”, durante o debate na Band RN, neste domingo (9), foi destaque na imprensa nacional.

 

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O portal Metrópoles destacou o embate entre os dois candidatos. Robério Paulino também disse que Allyson Bezerra “é uma fantasia, um personagem e um ator sem propostas reais”.

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Eleições 2026

[VÍDEO] Álvaro afirma que Allyson fugiu de perguntas e vai ficar conhecido como “candidato da ilegalidade”

Imagem: Reprodução

No debate entre os candidatos a governador na Band RN, neste domingo (9), Álvaro Dias criticou Allyson Bezerra afirmando que o adversário deixou a maioria das perguntas sem resposta, principalmente quando questionado por que não forneceu as senhas dos celulares apreendidos pela Polícia Federal na casa dele em Mossoró durante a deflagração da Operação Mederi.

“Lamentar aqui o candidato Allyson não ter respondido às perguntas que nós fizemos e mais uma vez ter tergiversado, fugido das perguntas que nós fizemos. Quando perguntamos a ele sobre a senha do celular que ele negou à Polícia Federal, dentro da investigação da Operação Mederi, que é um dos maiores escândalos de corrupção da história do Rio Grande do Norte. Então, infelizmente, ele vai ficar conhecido como candidato da ilegalidade, porque recentemente cinco perfis foram derrubados porque faziam a propaganda antecipada do candidato”, criticou.

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Eleições 2026

[VÍDEO] Álvaro Dias para Allyson Bezerra: “Vou começar a lhe chamar de o candidato dos segredos inacabados ou dos segredos inconfessáveis”

Imagem: Reprodução

Durante o debate entre os candidatos a governador na Band RN, neste domingo (9), Álvaro Dias perguntou a Allyson Bezerra por que ele não forneceu a senha dos celulares apreendidos pela Polícia Federal durante a Operação Mederi, que investiga um esquema de desvio de recursos da saúda na Prefeitura de Mossoró.

“Você mora no condomínio mais luxuoso de Mossoró. Eu moro no mesmo apartamento há 26 anos. Você não respondeu à pergunta que eu fiz sobre por que ele não entregou o segredo do celular à Polícia Federal. Desse jeito, vou começar a lhe chamar de ‘o candidato dos segredos inacabados ou dos segredos inconfessáveis’”, ironizou Álvaro Dias.

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Eleições 2026

[VÍDEO] No Debate da Band RN, Álvaro Dias rebate falácia de candidato da esquerda sobre a engorda de Ponta Negra

Imagem: Reprodução

No primeiro debate entre os candidatos a governador, promovido pela Band RN, neste domingo (9), Álvaro Dias (PL) rebateu a falácia do candidato Robério Paulinho (PSOL), que disse que a obra da engorda “destruiu Ponta Negra”.

Álvaro Dias rebateu mostrando imagens da praia antes da obra da engorda. “Robério falou que a gente destruiu Ponta Negra. Desinformado. O professor não mora aqui em Nata. Eu vou mostrar aqui como era Ponta Negra antes da engorda. Era assim que o professor Robério queria a praia de Ponta Negra”, disse o candidato do PL, exibindo imagens antigas de Ponta Negra.

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