Economia

Flávio Rocha: "o ambiente no Rio Grande do Norte é hostil ao empresariado"

Excelente entrevista de Flávio Rocha a Tribuna do Norte, a leitura desta entrevista deveria ser obrigatoria. Segue:

A Riachuelo, uma das maiores redes de varejo de moda do Brasil, vai muito bem, obrigado. A empresa pretende inaugurar 30 lojas este ano. Média que deverá se manter nos anos seguintes. A empresa, que é dona de quase 150 lojas e emprega mais de 40 mil trabalhadores no país, vive a maior expansão de sua história, afirma Flávio Rocha, presidente da Riachuelo e vice-presidente do grupo Guararapes. O executivo potiguar falará sobre o modelo vencedor adotado pelo grupo durante o Fórum Empresarial do Rio Grande do Norte, na próxima terça-feira. O evento será promovido pelo K&M Group, em parceria com a TRIBUNA DO NORTE, no Teatro Riachuelo. Em entrevista à TRIBUNA, Rocha antecipou novos investimentos dentro e fora do estado, como a ampliação do Midway Mall, a chegada de novas marcas – entre elas a Casas Bahia – e a construção de uma nova fábrica no Ceará. A indústria potiguar, observa Flávio, não tem conseguido acompanhar o crescimento do restante do grupo. Enquanto as vendas sobem, a produção própria cai. A fábrica do RN, onde tudo começou, chegou a dispensar sete mil empregados em menos de dois anos e deflagrar um processo de desaceleração difícil de ser revertido. Para Flávio, o ambiente no estado é hostil ao empresariado. “A Guararapes vai muito bem obrigado, agora o Rio Grande do Norte está jogando fora uma oportunidade”.

Marcelo BarrosoFlávio Rocha, presidente da Riachuelo e vice presidente do grupo Guararapes

A Riachuelo espera abrir 30 lojas este ano. A meta está mantida?

Estamos no período de maior expansão da história da empresa. Nossa meta é abrir 30 lojas este ano, mas está havendo um problema. As construtoras não estão conseguindo entregar as obras. Isso nos preocupa. Como havia uma concentração muito grande de inaugurações em novembro, muitas estão sendo deixadas para o ano que vem. De nossa parte, a meta está mantida. Temos até mais contratos assinados. Acredito que vamos chegar muito perto desta marca, que é um recorde histórico. Lembrando também que no nosso caso a expansão é um processo muito mais complexo. Como a nossa cadeia é toda  integrada, temos que investir em toda a cadeia para abastecer as lojas, inclusive reforçando o braço financeiro.

Quais os planos para o Rio Grande do Norte?

O call center é um investimento importante. Vai gerar muitos empregos. Estamos mais do que duplicando as posições.  É um investimento estratégico. Acredito que é o principal investimento para o estado este ano.

Pode dizer quanto está sendo investido na ampliação do call center?

Algo em torno de R$ 30 a R$ 40 milhões.

Vem mais investimento por aí?

Olha, o varejo de vestuário vai bem. Nosso modelo está mostrando sua superioridade. Mas existe um problema localizado na indústria têxtil de confecções. A razão é a escalada do custo Brasil. A loja aguenta o tranco do custo Brasil, mas a indústria enfrenta uma concorrência muito violenta e até desigual em alguns aspectos  da extremamente eficiente indústria têxtil chinesa. Nossa fábrica no RN foi duramente afetada com a escalada do custo Brasil. Tem registrado grandes perdas de produtividade. A consequência disso são as demissões. Nós já chegamos a ter na fábrica de Natal 17,8 mil funcionários. Hoje estamos com 10,8 mil. Em 1 ano e meio, perdemos sete mil funcionários, em decorrência do aumento dos custos de produção.

Esta dificuldade em manter a produção acaba se refletindo nas lojas ou tem dado para amenizar os efeitos?

O que acontece é que várias linhas de produção são desativadas e isso atinge o coração do meu pai, que é aficcionado pela geração de emprego no estado. Quando a gente mostra que precisa desativar cada linha e procurar uma alternativa – como buscar novo fornecedor – ele sofre muito. Mas temos que nos curvar a realidade dos números. Infelizmente a empresa cresceu enormemente nestes últimos dois anos e a produção da fábrica não acompanhou. Não só não está acompanhando o crescimento da empresa, como também está perdendo espaço. Não há sensibilidade, no estado, para este problema. Existem pessoas que acham que estão fazendo bem para o trabalhador, mas estão fazendo um grande mal. Tirando a competitividade do setor. Isto é dramático. Há pessoas que pensam que estão prestando um serviço ao trabalhador potiguar, mas estão prestando um bom serviço ao trabalhador da China. Botaram para fora a Coteminas (que anunciou há alguns meses a desativação parcial de uma de suas unidades fabris no estado). E estão querendo colocar para fora a Guararapes. Para Guararapes e para a Riachuelo, na verdade, tanto faz produzir no RN ou produzir no Ceará. Hoje, por exemplo, nós só temos investimentos industriais no Ceará. No Rio Grande do Norte, paramos todos os investimentos. Estamos construindo uma outra fábrica no Ceará, que poderia muito bem estar no Rio Grande do Norte. Não é isso?

Vocês estão construindo uma outra fábrica no Ceará?

Estamos. A fábrica era para estar no Rio Grande do Norte, mas está no Ceará, porque o ambiente no Rio Grande do Norte é hostil ao empresariado.

Esta fábrica no Ceará já começou a ser construída?

Está sendo construída, uma fábrica que emprega 2 mil pessoas. E vamos abrir outra. Estamos buscando outros estados. O Rio Grande do Norte é bem contrastante. Existe uma hostilidade, por parte dos reguladores,  que não existe em outros países. Somos empregadores em 25 estados brasileiros. Mas não existe tanta hostilidade a figura do empregador como existe no RN.

As duas fábricas são para o Ceará?

A Riachuelo vai duplicar o número de lojas em dois anos. Ela precisa  se abastecer. Ela podia se abastecer no RN. Isso traria um impacto maravilhoso para o estado. A Riachuelo tem quase 150 lojas. Ela vai ter mil lojas no Brasil. Antes cada loja que a Riachuelo abria, com 100 funcionários, gerava 200 empregos em Natal. Isso mudou completamente.

Falando ainda desta nova fábrica no Ceará, o investimento é de quanto?

Uns R$ 30 milhões. Mas isso não é o importante. O que move Nevaldo Rocha, presidente do grupo Guararapes, não é o lucro. O que o move é a geração de emprego no RN. Então, quando ele vê que vários postos de trabalho foram fechados ele fica muito triste. Para Guararapes, tanto faz. Isso não está diminuindo em nada o ritmo de crescimento da Riachuelo. A Riachuelo está de vento em popa. Não está produzindo no RN, mas está importando da China. Está ampliando presença no Ceará e vai construir fábricas no Centro Oeste. Seu Nevaldo fica triste com isso, mas nós como somos os gestores da empresa temos que ser racionais. Eu sou norte-rio-grandense e também sofro um pouco. A empresa está num momento maravilhoso. O RN está perdendo oportunidades. A Guararapes vai muito bem obrigado, agora o Rio Grande do Norte está jogando fora uma oportunidade.

O grupo queria expandir a produção no estado…

É lógico, mas estamos sendo expulsos. E olha, não falta exemplos de empresas seríssimas que estão sendo expulsas do RN.

Diante de tanta dificuldade, quais as perspectivas para a companhia?

Estou otimista. As perspectivas são boas. Nossa rede está crescendo. Se mantivermos este ritmo, aumentaremos nossa participação nesta imensidão que é o mercado brasileiro de vestuário. Estamos assistindo a ascensão de 50 milhões de pessoas, recém-chegadas no mundo do consumo. As pessoas estão descobrindo a moda.

Por falar em moda, a Riachuelo criou um novo formato de loja, a Riachuelo Mulher. Por que segmentar o público?

Apesar de nossa expansão replicar o modelo das lojas de departamento, pensamos nesta outra alternativa para locais onde há restrição de espaço. Há locais que não comportam uma loja de três andares.

A Riachuelo montou um escritório de compras na China. Qual a vantagem de estar no território do principal concorrente?

Sobrevivência. Vivemos num mundo onde a concorrência é acirrada. Estamos comprometidos com a produção local, mas o mundo econômico não aceita este tipo de postura. Precisávamos encontrar uma forma de sobreviver. Perdemos sete mil empregos em um ano e meio. Precisamos defender os outros 40 mil empregos.

Porque a indústria têxtil e de confecções no Brasil enfrenta tantas dificuldades, diferentemente da indústria chinesa?

São várias coisas. Alta carga tributária, altas taxas de juros, encargos trabalhistas, alto custo de energia elétrica. A indústria tem um papel importante a desempenhar no Brasil. É necessário defender a competitividade da indústria brasileira. Não se trata de onerar o produto importado. Trata-se de desonerar o que é produzido no Brasil. O empregador tem que ser bem tratado. Mas não é isso que está acontecendo. Há uma espécie de rancor ideológico que faz do país um lugar hostil a quem emprega. Ao invés de receber o empregador de braços abertos, recebem o empregador com animosidade. Não só animosidade, mas rancor.

A desoneração da folha de pagamento dos segmentos têxtil e de confecções dará um fôlego extra para as fábricas?

É muito pequena esta desoneração. Isso é substituído por algumas outras medidas que oneram a produção e tiram a competitividade das unidades. No RN, o problema é mais sério. Não notamos isso em outros estados da Federação. É uma pena. A raiz de nossa empresa está no Rio Grande do Norte. O crescimento da Riachuelo poderia gerar um efeito espetacular do RN mais ou menos como ocorreu com a Zara na Galiza, Espanha. A Galiza era uma região muito pobre. Sempre que a Zara criava 100 empregos numa loja abria 200 novas vagas na fábrica na Galiza. Isso gerou uma revolução social na Espanha. O RN abriga a raiz de nossa planta. Nossa fábrica em Natal poderia empregar 20 mil pessoas (quase o dobro do que emprega), mas não está.

A Coteminas, uma das maiores companhias do segmento têxtil e de vestuário, anunciou a desativação de parte de sua fábrica no RN e a construção de um complexo residencial e comercial no local. A Guararapes, assim como a Coteminas, pensa em diversificar a sua atuação e apostar em setores sem relação direta com o segmento têxtil e de confecção?

Não. Estamos absolutamente focados no nosso negócio. Existem muitas lojas para inaugurar e muitos investimentos para serem feitos. O mercado brasileiro consome 9 bilhões de peças de roupas por ano. A Riachuelo vendeu no ano passado 120 milhões.

Sua resposta me fez lembrar algo que li no Valor Econômico. Túlio Queiroz, diretor financeiro e de relações com os investidores da Guararapes, estimava um potencial de mais 400 lojas Riachuelo no Brasil. Inaugurar estas 400 lojas está nos planos do grupo?

Olha, o potencial é muito maior do que isso. A Riachuelo tem 1% de participação no mercado. Acredito que podemos alcançar 10% de participação no mercado. Há muito espaço para crescer. Lá fora, os líderes de mercado tem 10 ou 20%. Às vezes, 30% de participação do mercado. Nosso esforço, mais especificamente o esforço de seu Nevaldo (fundador do grupo Guararapes), é tirar proveito da descoberta da moda para gerar um impacto positivo na economia do Rio Grande do Norte.

Como o grupo poderia aumentar o impacto positivo no estado? Abrindo mais lojas?

Não. O modelo da Riachuelo está voltado para cidades de mais de 200 mil habitantes. Acho que tem até espaço para mais alguma loja em Natal ou Mossoró.

Estaria ou não nos planos da Guararapes abrir mais lojas no estado?

Não. Eu acho que o impacto positivo que a Riachuelo que pode gerar no estado é na produção. É isso que pode impactar fortemente a economia do estado. Não é aumentar o numero de lojas, mas estimular a produção, enraizada no RN. A ideia inicial era a partir do RN abastecer o resto do Brasil, como a Zara na Galiza. Isso sim que é impactante. Não abrir uma loja em Caicó ou em Pau dos Ferros. Não é isso. O potencial da Riachuelo em mudar a economia do estado não é abrir uma lojinha aqui ou ali. É fazer do RN a fonte de suprimento de um mercado pujante. Não seriam  meia dúzia de lojas que mudariam a economia do estado.

Mas vai dar para fazer isso no estado, levando em consideração todos aqueles problemas que você elencou?

Não. Não dá para fazer isso no estado, porque a competitividade aí está caindo absurdamente.

Mas não daria para reverter este cenário?

A gente vê no primeiro escalão – governadora e secretariado – uma grande acolhida ao investimento, mas ao mesmo tempo vê uma hostilidade surpreendente na convivência cotidiana com o estado.

“Não imagine que o midway mall já esgotou sua  capacidade de expansão”

Então, infelizmente, não vai dar para transformar o RN neste grande centro de produção e distribuição, como o grupo desejava?

A atividade no estado está declinando fortemente. Para você ter uma ideia, há dois anos, o Rio Grande do Norte produzia 90% do que a Riachuelo distribuía. Hoje, não mais. A Riachuelo cresceu uns 50% nestes dois anos e a produção na fábrica caiu significativamente, quando deveria, pelo menos, ter acompanhado o crescimento da rede.

O grupo não se resume, entretanto, a fábrica e as lojas. Há o Midway Mall. Vocês planejam novos investimentos no shopping? O Natal Shopping, por exemplo, passa por uma grande reforma.

O Midway tem um grande potencial de expansão. O Midway não está saturado. Temos projetos lá que abrem a possibilidade do Midway  aumentar até 30% de sua Área Bruta locável, a curto prazo. É só haver demanda. Estamos abrindo agora 3 mil metros, com a chegada das Casas Bahia, a Le Biscuit e o Mc Donalds.

Construindo novos pavimentos?

Ocupando o estacionamento e crescendo o estacionamento para cima. A estrutura do shopping já prevê isso. A proposta é eliminar lajes intermediárias do estacionamento. Não imagine que Midway já esgotou sua capacidade de expansão. Pelo contrário. Há possibilidade de crescimento vertical.

A ampliação do shopping em três mil metros com a chegada das Casas Bahia, Mc Donalds, Le Biscuit é um projeto que está em stand by?

É um projeto que já está definido e vai ser executado até o final do ano.

O segmento dos shoppings no RN está bem acirrado, não?

É. O Midway tem 60 mil metros quadrados de Área Bruta Locável, mas pode chegar a 100 mil metros a curto prazo, no mesmo espaço que ocupa hoje.

Vocês tem várias cartas na manga..

Pois é.

Voltando a falar da expansão, vocês já sabem quanto custaria?

Não sei quanto custaria. Seria um investimento auto-financiável, porque a demanda neste mercado é infinita.

Indústria têxtil enfrenta dificuldades, mas você me disse que perspectivas eram positivas para o segmento de vestuário. A Guararapes, na sua avaliação, consegue fechar o ano com incremento nas vendas?

Sem dúvida. O único segmento da empresa que está declinando é a atividade industrial do RN.

Dá para arriscar um percentual de crescimento ou ainda é cedo para fazer este tipo de projeção?

Não dá para arriscar um percentual de crescimento.

Você vai participar de um Fórum Empresarial na terça-feira. Sei que a trajetória da Guararapes é extensa e muito rica. Daria, entretanto, para resumir a fórmula do sucesso? Como vocês conseguiram transformar uma fábrica numa das maiores redes de varejo de moda do Brasil?

Eu acho que o sucesso da empresa é replicar a visão empresarial de uma pessoa realmente iluminada, que é seu Nevaldo Rocha. Acho que é isso. Não fizemos outra coisa a não ser tentar reproduzir todos os ensinamentos do seu Nevaldo, que do alto de de seus 83 anos de idade, continua sendo nosso grande farol.

Opinião dos leitores

  1. Como Potiguar, é uma pena imaginar que os governantes do RN, os funcionários da Guararapes juntos não vão fazer nada para mudar toda essa situação. Perdemos parte da  Coteminas há pouco tempo, e com essa falta de empenho de todos, com certeza estarão perdendo um dos grupos mais conceituados do País, onde um número enorme de pessoas ficarão sem emprego. Não adianta se lamentar quando perder, o momento é agora! Porquê no Ceará, um estado tão próximo do RN tudo dar certo? Creio que uma das grandes diferenças são os incentivos que os políticos do estado fornecem aos empresários.

    Pensem nisso!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Humor

Bruna Louise confirma novo show “Meus 15 Anos” em Natal e inicia vendas dia 11

Foto: Divulgação

A humorista Bruna Louise confirmou apresentação em Natal com o espetáculo inédito “Meus 15 Anos”, marcado para o dia 14 de novembro, e inicia nesta semana a venda de ingressos para o público. A nova turnê celebra os 15 anos de carreira da comediante e promete uma noite de humor ácido, improvisos e histórias que dialogam com o cotidiano e os desafios da vida adulta.

O público potiguar já pode se programar para garantir presença no espetáculo. A pré-venda VIP acontece no dia 11 de março, às 12h, exclusiva para membros do grupo VIP no WhatsApp, com venda antecipada e 50% de desconto no ato da compra. Já a venda geral será aberta no dia 12 de março, também às 12h.

Os ingressos poderão ser adquiridos online pela plataforma Uhuu.com ou presencialmente na bilheteria do Teatro Riachuelo, localizada no terceiro piso do Shopping Midway Mall, com funcionamento de terça a sábado, das 14h às 20h (exceto feriados).

No novo espetáculo, Bruna Louise apresenta textos inéditos, improvisos e interação constante com a plateia, mantendo o estilo irreverente e sem filtros que a consolidou como uma das vozes femininas mais marcantes do humor nacional. A comediante aborda temas como relacionamentos, autoestima, experiências da vida adulta e situações do dia a dia, sempre com ironia, autenticidade e forte identificação com o público.

Após o sucesso de turnês anteriores e com milhões de seguidores nas redes sociais, Bruna chega a Natal com um show ainda mais maduro, provocador e conectado com o público, prometendo uma noite de muitas risadas.

A produção reforça ainda que as vendas oficiais acontecem exclusivamente pelos canais autorizados. A recomendação é não comprar ingressos de terceiros, evitando golpes.

Quem quiser garantir lugar na plateia deve ficar atento às datas de abertura das vendas e se programar para adquirir os ingressos assim que forem liberados.

Serviço:
Bruna Louise – “Meus 15 Anos”
Local: Teatro Riachuelo – Natal/RN
Data do show: 14 de novembro
Vendas online: Uhuu.com
Vendas físicas: Bilheteria do Teatro Riachuelo (3º piso do Shopping Midway Mall)
Pré-venda VIP: 11 de março, às 12h
Venda geral: 12 de março, às 12h

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Homem mata a irmã e tira a própria vida em Apodi

Foto: Letícia Oliveira

Um crime trágico foi registrado na manhã desta sexta-feira (6) no município de Apodi, na região Oeste do Rio Grande do Norte. Um homem matou a própria irmã e, em seguida, tirou a própria vida.

De acordo com informações da Polícia Civil, o caso aconteceu por volta das 7h40, na Rua Asa Branca, no bairro Bacurau.

A vítima foi identificada como Joelma da Silva Oliveira, de 30 anos. O autor do homicídio seria o próprio irmão dela, identificado como Egnaldo da Silva Alves.

Ainda segundo a polícia, há indícios de que o homem também tentaria atacar outra irmã. No entanto, após a chegada das equipes policiais ao local, ele acabou tirando a própria vida.

Equipes da Polícia Civil estão no local onde o crime aconteceu realizando os primeiros levantamentos e procedimentos de investigação.

A outra irmã, que também seria alvo do suspeito, deverá ser ouvida pelos investigadores assim que estiver em condições emocionais.

A motivação do crime ainda não foi confirmada e será apurada pela Polícia Civil.

Portal da Tropical

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

VÍDEO: Piloto encerra carreira de 50 anos e recebe homenagem no Aeroporto de Natal

 

Ver esta publicação no Instagram

 

Uma publicação partilhada por Novo Notícias (@novonoticias)

Vídeo: Divulgação

O último voo do comandante Ribamar de Sá, piloto da Gol Linhas Aéreas, foi marcado por emoção e reconhecimento no Aeroporto Internacional de Natal. Com uma carreira de 50 anos na aviação e cerca de 30 mil horas de voo, o profissional recebeu uma homenagem especial ao encerrar sua trajetória nos céus.

Natural do Ceará e radicado no Rio Grande do Norte, Ribamar iniciou sua carreira em terras potiguares e se tornou uma referência na aviação. Ao longo de cinco décadas de trabalho, o comandante conduziu milhares de voos com profissionalismo e dedicação, transportando passageiros e conectando destinos dentro e fora do país.

A despedida foi registrada em vídeo e publicada no perfil oficial do aeroporto nas redes sociais. Nas imagens, colegas e profissionais do setor prestam homenagem ao piloto, celebrando sua longa história na aviação.

Além do reconhecimento institucional, a trajetória do comandante também foi lembrada por colegas de profissão. Em um dos comentários publicados na rede social, um piloto destacou a generosidade de Ribamar no início de sua carreira.

“Quando comecei minha carreira na aviação você acreditou em mim, mesmo sem me conhecer. Me deu uma passagem para ir a Brasília fazer a minha primeira seleção. Você deixou um legado, e hoje eu replico tudo a outros. Obrigado por tudo”, escreveu.

A homenagem reforça o legado deixado pelo comandante Ribamar de Sá, cuja história se confunde com décadas de desenvolvimento da aviação comercial no Brasil.

Novo Notícias

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Luto

Médico caicoense Diego Brilhante é encontrado morto em Natal

Foto: Reprodução

Mais um profissional de saúde é vítima do mal que cresce na área: a tristeza. E os casos no Rio Grande do Norte são preocupantemente crescentes.

A vítima dessa vez foi o jovem e brilhante médico Diego Brilhante, que em dezembro completou 34 anos.

Como é comum nos casos da área médica, ele procurou dos lugares mais comuns para o cometimento: um motel. Outros se hospedam em hotel.

Urgem medidas de prevenção, como campanhas educativas, talvez.

Que Diego, conhecido pelo atendimento humanista, descanse em paz e sua família seja por Deus confortada.

BZ Notícias

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Dívida média das empresas do RN é a maior da região Nordeste

Foto: Alex Régis

Em 2025, 96.133 empresas no Rio Grande do Norte encerraram dezembro inadimplentes, de acordo com dados divulgados pela Serasa Experian. O levantamento aponta que cada empresa potiguar inadimplente possuía, em média, 6,7 contas negativadas. A dívida média por CNPJ foi de R$ 22.575,93, valor mais alto entre todos os estados do Nordeste.

Na região, a unidade federativa campeã em quantidade de empresas inadimplentes é a Bahia (386.175), com dívida média por CNPJ de R$ 17.027,58. A Paraíba, que registrou 104.664 empresas em situação de inadimplência, possui o segundo maior valor médio de endividamento por CNPJ (R$ 21.097,93).

O economista Janduir Nóbrega explica que dentre as causas para o cenário estão fatores como ausência de planejamento adequado e incapacidade das empresas em quitar as dívidas. “As empresas melhor conduzidas tendem a sofrer menos com a inadimplência, porque a situação é semelhante ao consumidor que não se programou para honrar compromissos e tornou-se incapaz de cumpri-lo”, explica.

Camila Abdelmalack, economista-chefe da Serasa Experian, avalia que os números têm relação direta com um ambiente econômico ainda desafiador.

“O ano de 2025 foi marcado por condições de crédito mais restritivas e custos financeiros elevados, o que reduziu a capacidade de muitas empresas de alongar dívidas e recompor capital de giro. O resultado é um aumento consistente da inadimplência ao longo dos meses, culminando em novo recorde histórico no encerramento do ano em todo o País”, afirma.

No Brasil, como mostra o levantamento da Serasa, numa análise por setores das empresas negativadas, os Serviços lideraram a inadimplência, com 55,2% do total registrado em dezembro de 2025.

Tribuna do Norte

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Defesa de Vorcaro pede que STF investigue vazamentos

Foto: Reprodução

A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, informou nesta sexta-feira (6) que pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que investigue “a origem dos sucessivos vazamentos de informações sigilosas provenientes dos telefones celulares apreendidos”.

Leia a íntegra da nota

A defesa de Daniel Vorcaro informa que solicitou ao Supremo Tribunal Federal a instauração de investigação para apurar a origem dos sucessivos vazamentos de informações sigilosas provenientes dos telefones celulares apreendidos no curso da investigação.

O espelhamento dos dados dos aparelhos apreendidos foi entregue à defesa apenas no dia 3 de março de 2026 e o HD foi imediatamente lacrado na presença da autoridade policial, dos advogados e de tabelião, para preservar o sigilo das informações.

Apesar disso, diversas mensagens supostamente extraídas desses aparelhos passaram a ser divulgadas por veículos de imprensa nos últimos dias, mesmo sem que a própria defesa tenha tido acesso ao conteúdo do material. Conversas íntimas, pessoais e que expõem terceiros não envolvidos com os fatos, além de supostos diálogos com autoridades e até o ministro do STF, Alexandre de Moraes, provavelmente editadas e talvez tiradas de contexto, têm sido divulgadas para os mais diversos órgãos de comunicação.

Diante da gravidade da situação, a defesa requereu que seja instaurado inquérito para identificar a origem dos vazamentos e que a autoridade policial apresente a relação de todas as pessoas que tiveram acesso ao conteúdo dos aparelhos apreendidos.

A defesa ressalta que o objetivo do pedido não é investigar jornalistas ou terceiros que eventualmente tenham recebido informações, mas apurar quem, tendo o dever legal de custodiar o material sigiloso, pode ter violado esse dever.

Espera-se que as autoridades que violaram seu dever funcional de resguardar o sigilo sejam identificadas e responsabilizadas por atos que expõe pessoas sem relação com a investigação, bem como atrapalham os trabalhos de esclarecimento dos fatos.

CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Moraes avalia postura de Flávio Bolsonaro na pré-campanha e classifica discurso como “moderado”

Foto: Reuters/Jorge Silva

O ministro Alexandre de Moraes comentou, em conversa informal com pessoas próximas nesta semana, sobre a postura adotada pelo senador Flávio Bolsonaro na pré-campanha à Presidência da República. Segundo interlocutores, Moraes classificou o comportamento do parlamentar como “moderado”.

A informação é do colunista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles. A avaliação ocorre porque o tom adotado por Flávio tem sido considerado mais contido em comparação ao estilo político do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com relatos, o ministro do Supremo Tribunal Federal não demonstrou preocupação com o posicionamento do senador.

Durante a conversa, Moraes também não teria demonstrado incômodo com as investigações ligadas ao caso do Banco Master, que citaram um contrato firmado entre a instituição e sua esposa, Viviane Barci. O episódio envolve o banqueiro Daniel Vorcaro, alvo de investigações recentes.

No último ato da direita realizado na Avenida Paulista, no domingo (1º), Flávio defendeu o impeachment de ministros do Supremo que descumprirem a lei, mas evitou mencionar diretamente o nome de Alexandre de Moraes. O discurso foi visto como mais brando que o de outras lideranças conservadoras, que fizeram críticas mais duras ao magistrado.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Amiga de Lulinha investigada no caso do INSS manda recado e diz que “não cairá sozinha”

Foto: Reprodução

A lobista Roberta Luchsinger, investigada por suposto envolvimento em um esquema de fraudes contra aposentados, teria enviado um recado considerado ameaçador a interlocutores ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A mensagem foi transmitida por um emissário da investigada a um auxiliar do Palácio do Planalto nos últimos dias.

Segundo relatos, Roberta estaria pressionando por proteção política diante do avanço das investigações e teria deixado claro que não pretende assumir responsabilidades sozinha. De acordo com o emissário, a lobista estaria “desesperada” e não aceita ser abandonada no caso.

Nas apurações conduzidas pela Polícia Federal, Roberta aparece como possível elo entre Fábio Luís Lula da Silva e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado como um dos líderes do esquema de desvios de recursos de aposentadorias. Antunes está preso desde setembro de 2025 sob suspeita de comandar a fraude.

A PF investiga se a lobista recebeu parte do dinheiro desviado e se atuou como intermediária do filho do presidente, que atualmente vive na Espanha. Roberta nega qualquer participação no esquema.

No campo judicial, decisões recentes do Supremo Tribunal Federal também influenciam o andamento do caso. O ministro Flávio Dino barrou o pedido da CPMI do INSS para quebrar o sigilo da investigada. No entanto, os dados da lobista já haviam sido autorizados anteriormente pelo ministro André Mendonça, responsável por conduzir investigações relacionadas ao esquema bilionário de desvios.

Com informações da VEJA

Opinião dos leitores

  1. Quando um dos membros da quadrilha dos PTralhas, resolver abrir a boca, o castelo vai desmoronar. O Vorcaro, já se livrou do Cicário, portanto cuidado minha filha, sua vida não tá valendo o que o gato enterra.

  2. O rombo é grande e a luz no fim do túnel tá há quilômetros de fundura, lá das profundezas dá pra sentir o fedor da podridão.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Vorcaro mencionou jantar com Luciano Huck em mensagens enviadas à ex-noiva

Foto: TV Globo/Reprodução

O banqueiro Daniel Vorcaro citou um jantar com o apresentador Luciano Huck em conversas trocadas com sua então noiva, Martha Graeff. As mensagens fazem parte do material analisado nas investigações relacionadas ao Banco Master.

A informação é do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles. O diálogo ocorreu em 28 de outubro de 2024, período em que a instituição financeira já enfrentava sinais de problemas de liquidez. Em uma mensagem enviada às 20h23, Vorcaro avisou que estava deixando o banco para encontrar o apresentador. “To saindo banco e jndo [sic] pra jantar com Luciano Huck, e vc”, escreveu ele. Martha respondeu que ainda estava trabalhando, e o banqueiro perguntou se ela seguia em gravação para alguma marca.

O nome de Huck aparece nas conversas em meio a outros contatos citados pelo empresário em diálogos pessoais. As mensagens foram obtidas a partir da quebra de sigilo telemático realizada durante as apurações que envolvem o grupo ligado ao Banco Master.

O apresentador já teve relação comercial com o banco. Huck foi garoto-propaganda do Will Bank, que era controlado pelo Banco Master, e chegou a apresentar um quadro em seu programa dominical patrocinado pela empresa.

Além disso, o comunicador chegou a avaliar, ao lado de um grupo de investidores, a possibilidade de compra do Will Bank. A venda da instituição era vista por Vorcaro como uma das alternativas para tentar resolver os problemas de liquidez enfrentados pelo Banco Master.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

VÍDEO: Celular de Vorcaro revela submundo do poder, afirma Waack

 

View this post on Instagram

 

A post shared by CNN Política (@cnnpolitica)

Vídeo: Reprodução/CNN

O conteúdo encontrado no celular do banqueiro Daniel Vorcaro tem revelado um panorama que investigadores e parlamentares descrevem como um retrato preocupante das relações entre poder econômico e autoridades públicas no país.

Parte do material extraído pela polícia já foi encaminhada a uma comissão parlamentar de inquérito e traz diálogos que sugerem um ambiente de proximidade entre empresários influentes, políticos e figuras do sistema de Justiça. As conversas indicariam que negociações e interesses eram tratados com naturalidade entre personagens que transitam nos círculos mais altos do poder.

Os registros também levantam questionamentos sobre a relação do banqueiro com integrantes do Supremo Tribunal Federal, o que ampliou a pressão institucional sobre a Corte. O caso passou a envolver ainda o Ministério Público Federal, especialmente na figura do procurador-geral da República, diante da expectativa por providências nas investigações.

À medida que novas informações surgem, cresce o debate público sobre a confiança nas instituições e sobre a capacidade do sistema de Justiça de lidar com denúncias que atingem personagens influentes. Analistas avaliam que o episódio deixou de ser apenas um caso individual e passou a alimentar discussões mais amplas sobre transparência, responsabilidade e credibilidade no topo do poder brasileiro.

Com informações da CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *