Economia

Flávio Rocha: "o ambiente no Rio Grande do Norte é hostil ao empresariado"

Excelente entrevista de Flávio Rocha a Tribuna do Norte, a leitura desta entrevista deveria ser obrigatoria. Segue:

A Riachuelo, uma das maiores redes de varejo de moda do Brasil, vai muito bem, obrigado. A empresa pretende inaugurar 30 lojas este ano. Média que deverá se manter nos anos seguintes. A empresa, que é dona de quase 150 lojas e emprega mais de 40 mil trabalhadores no país, vive a maior expansão de sua história, afirma Flávio Rocha, presidente da Riachuelo e vice-presidente do grupo Guararapes. O executivo potiguar falará sobre o modelo vencedor adotado pelo grupo durante o Fórum Empresarial do Rio Grande do Norte, na próxima terça-feira. O evento será promovido pelo K&M Group, em parceria com a TRIBUNA DO NORTE, no Teatro Riachuelo. Em entrevista à TRIBUNA, Rocha antecipou novos investimentos dentro e fora do estado, como a ampliação do Midway Mall, a chegada de novas marcas – entre elas a Casas Bahia – e a construção de uma nova fábrica no Ceará. A indústria potiguar, observa Flávio, não tem conseguido acompanhar o crescimento do restante do grupo. Enquanto as vendas sobem, a produção própria cai. A fábrica do RN, onde tudo começou, chegou a dispensar sete mil empregados em menos de dois anos e deflagrar um processo de desaceleração difícil de ser revertido. Para Flávio, o ambiente no estado é hostil ao empresariado. “A Guararapes vai muito bem obrigado, agora o Rio Grande do Norte está jogando fora uma oportunidade”.

Marcelo BarrosoFlávio Rocha, presidente da Riachuelo e vice presidente do grupo Guararapes

A Riachuelo espera abrir 30 lojas este ano. A meta está mantida?

Estamos no período de maior expansão da história da empresa. Nossa meta é abrir 30 lojas este ano, mas está havendo um problema. As construtoras não estão conseguindo entregar as obras. Isso nos preocupa. Como havia uma concentração muito grande de inaugurações em novembro, muitas estão sendo deixadas para o ano que vem. De nossa parte, a meta está mantida. Temos até mais contratos assinados. Acredito que vamos chegar muito perto desta marca, que é um recorde histórico. Lembrando também que no nosso caso a expansão é um processo muito mais complexo. Como a nossa cadeia é toda  integrada, temos que investir em toda a cadeia para abastecer as lojas, inclusive reforçando o braço financeiro.

Quais os planos para o Rio Grande do Norte?

O call center é um investimento importante. Vai gerar muitos empregos. Estamos mais do que duplicando as posições.  É um investimento estratégico. Acredito que é o principal investimento para o estado este ano.

Pode dizer quanto está sendo investido na ampliação do call center?

Algo em torno de R$ 30 a R$ 40 milhões.

Vem mais investimento por aí?

Olha, o varejo de vestuário vai bem. Nosso modelo está mostrando sua superioridade. Mas existe um problema localizado na indústria têxtil de confecções. A razão é a escalada do custo Brasil. A loja aguenta o tranco do custo Brasil, mas a indústria enfrenta uma concorrência muito violenta e até desigual em alguns aspectos  da extremamente eficiente indústria têxtil chinesa. Nossa fábrica no RN foi duramente afetada com a escalada do custo Brasil. Tem registrado grandes perdas de produtividade. A consequência disso são as demissões. Nós já chegamos a ter na fábrica de Natal 17,8 mil funcionários. Hoje estamos com 10,8 mil. Em 1 ano e meio, perdemos sete mil funcionários, em decorrência do aumento dos custos de produção.

Esta dificuldade em manter a produção acaba se refletindo nas lojas ou tem dado para amenizar os efeitos?

O que acontece é que várias linhas de produção são desativadas e isso atinge o coração do meu pai, que é aficcionado pela geração de emprego no estado. Quando a gente mostra que precisa desativar cada linha e procurar uma alternativa – como buscar novo fornecedor – ele sofre muito. Mas temos que nos curvar a realidade dos números. Infelizmente a empresa cresceu enormemente nestes últimos dois anos e a produção da fábrica não acompanhou. Não só não está acompanhando o crescimento da empresa, como também está perdendo espaço. Não há sensibilidade, no estado, para este problema. Existem pessoas que acham que estão fazendo bem para o trabalhador, mas estão fazendo um grande mal. Tirando a competitividade do setor. Isto é dramático. Há pessoas que pensam que estão prestando um serviço ao trabalhador potiguar, mas estão prestando um bom serviço ao trabalhador da China. Botaram para fora a Coteminas (que anunciou há alguns meses a desativação parcial de uma de suas unidades fabris no estado). E estão querendo colocar para fora a Guararapes. Para Guararapes e para a Riachuelo, na verdade, tanto faz produzir no RN ou produzir no Ceará. Hoje, por exemplo, nós só temos investimentos industriais no Ceará. No Rio Grande do Norte, paramos todos os investimentos. Estamos construindo uma outra fábrica no Ceará, que poderia muito bem estar no Rio Grande do Norte. Não é isso?

Vocês estão construindo uma outra fábrica no Ceará?

Estamos. A fábrica era para estar no Rio Grande do Norte, mas está no Ceará, porque o ambiente no Rio Grande do Norte é hostil ao empresariado.

Esta fábrica no Ceará já começou a ser construída?

Está sendo construída, uma fábrica que emprega 2 mil pessoas. E vamos abrir outra. Estamos buscando outros estados. O Rio Grande do Norte é bem contrastante. Existe uma hostilidade, por parte dos reguladores,  que não existe em outros países. Somos empregadores em 25 estados brasileiros. Mas não existe tanta hostilidade a figura do empregador como existe no RN.

As duas fábricas são para o Ceará?

A Riachuelo vai duplicar o número de lojas em dois anos. Ela precisa  se abastecer. Ela podia se abastecer no RN. Isso traria um impacto maravilhoso para o estado. A Riachuelo tem quase 150 lojas. Ela vai ter mil lojas no Brasil. Antes cada loja que a Riachuelo abria, com 100 funcionários, gerava 200 empregos em Natal. Isso mudou completamente.

Falando ainda desta nova fábrica no Ceará, o investimento é de quanto?

Uns R$ 30 milhões. Mas isso não é o importante. O que move Nevaldo Rocha, presidente do grupo Guararapes, não é o lucro. O que o move é a geração de emprego no RN. Então, quando ele vê que vários postos de trabalho foram fechados ele fica muito triste. Para Guararapes, tanto faz. Isso não está diminuindo em nada o ritmo de crescimento da Riachuelo. A Riachuelo está de vento em popa. Não está produzindo no RN, mas está importando da China. Está ampliando presença no Ceará e vai construir fábricas no Centro Oeste. Seu Nevaldo fica triste com isso, mas nós como somos os gestores da empresa temos que ser racionais. Eu sou norte-rio-grandense e também sofro um pouco. A empresa está num momento maravilhoso. O RN está perdendo oportunidades. A Guararapes vai muito bem obrigado, agora o Rio Grande do Norte está jogando fora uma oportunidade.

O grupo queria expandir a produção no estado…

É lógico, mas estamos sendo expulsos. E olha, não falta exemplos de empresas seríssimas que estão sendo expulsas do RN.

Diante de tanta dificuldade, quais as perspectivas para a companhia?

Estou otimista. As perspectivas são boas. Nossa rede está crescendo. Se mantivermos este ritmo, aumentaremos nossa participação nesta imensidão que é o mercado brasileiro de vestuário. Estamos assistindo a ascensão de 50 milhões de pessoas, recém-chegadas no mundo do consumo. As pessoas estão descobrindo a moda.

Por falar em moda, a Riachuelo criou um novo formato de loja, a Riachuelo Mulher. Por que segmentar o público?

Apesar de nossa expansão replicar o modelo das lojas de departamento, pensamos nesta outra alternativa para locais onde há restrição de espaço. Há locais que não comportam uma loja de três andares.

A Riachuelo montou um escritório de compras na China. Qual a vantagem de estar no território do principal concorrente?

Sobrevivência. Vivemos num mundo onde a concorrência é acirrada. Estamos comprometidos com a produção local, mas o mundo econômico não aceita este tipo de postura. Precisávamos encontrar uma forma de sobreviver. Perdemos sete mil empregos em um ano e meio. Precisamos defender os outros 40 mil empregos.

Porque a indústria têxtil e de confecções no Brasil enfrenta tantas dificuldades, diferentemente da indústria chinesa?

São várias coisas. Alta carga tributária, altas taxas de juros, encargos trabalhistas, alto custo de energia elétrica. A indústria tem um papel importante a desempenhar no Brasil. É necessário defender a competitividade da indústria brasileira. Não se trata de onerar o produto importado. Trata-se de desonerar o que é produzido no Brasil. O empregador tem que ser bem tratado. Mas não é isso que está acontecendo. Há uma espécie de rancor ideológico que faz do país um lugar hostil a quem emprega. Ao invés de receber o empregador de braços abertos, recebem o empregador com animosidade. Não só animosidade, mas rancor.

A desoneração da folha de pagamento dos segmentos têxtil e de confecções dará um fôlego extra para as fábricas?

É muito pequena esta desoneração. Isso é substituído por algumas outras medidas que oneram a produção e tiram a competitividade das unidades. No RN, o problema é mais sério. Não notamos isso em outros estados da Federação. É uma pena. A raiz de nossa empresa está no Rio Grande do Norte. O crescimento da Riachuelo poderia gerar um efeito espetacular do RN mais ou menos como ocorreu com a Zara na Galiza, Espanha. A Galiza era uma região muito pobre. Sempre que a Zara criava 100 empregos numa loja abria 200 novas vagas na fábrica na Galiza. Isso gerou uma revolução social na Espanha. O RN abriga a raiz de nossa planta. Nossa fábrica em Natal poderia empregar 20 mil pessoas (quase o dobro do que emprega), mas não está.

A Coteminas, uma das maiores companhias do segmento têxtil e de vestuário, anunciou a desativação de parte de sua fábrica no RN e a construção de um complexo residencial e comercial no local. A Guararapes, assim como a Coteminas, pensa em diversificar a sua atuação e apostar em setores sem relação direta com o segmento têxtil e de confecção?

Não. Estamos absolutamente focados no nosso negócio. Existem muitas lojas para inaugurar e muitos investimentos para serem feitos. O mercado brasileiro consome 9 bilhões de peças de roupas por ano. A Riachuelo vendeu no ano passado 120 milhões.

Sua resposta me fez lembrar algo que li no Valor Econômico. Túlio Queiroz, diretor financeiro e de relações com os investidores da Guararapes, estimava um potencial de mais 400 lojas Riachuelo no Brasil. Inaugurar estas 400 lojas está nos planos do grupo?

Olha, o potencial é muito maior do que isso. A Riachuelo tem 1% de participação no mercado. Acredito que podemos alcançar 10% de participação no mercado. Há muito espaço para crescer. Lá fora, os líderes de mercado tem 10 ou 20%. Às vezes, 30% de participação do mercado. Nosso esforço, mais especificamente o esforço de seu Nevaldo (fundador do grupo Guararapes), é tirar proveito da descoberta da moda para gerar um impacto positivo na economia do Rio Grande do Norte.

Como o grupo poderia aumentar o impacto positivo no estado? Abrindo mais lojas?

Não. O modelo da Riachuelo está voltado para cidades de mais de 200 mil habitantes. Acho que tem até espaço para mais alguma loja em Natal ou Mossoró.

Estaria ou não nos planos da Guararapes abrir mais lojas no estado?

Não. Eu acho que o impacto positivo que a Riachuelo que pode gerar no estado é na produção. É isso que pode impactar fortemente a economia do estado. Não é aumentar o numero de lojas, mas estimular a produção, enraizada no RN. A ideia inicial era a partir do RN abastecer o resto do Brasil, como a Zara na Galiza. Isso sim que é impactante. Não abrir uma loja em Caicó ou em Pau dos Ferros. Não é isso. O potencial da Riachuelo em mudar a economia do estado não é abrir uma lojinha aqui ou ali. É fazer do RN a fonte de suprimento de um mercado pujante. Não seriam  meia dúzia de lojas que mudariam a economia do estado.

Mas vai dar para fazer isso no estado, levando em consideração todos aqueles problemas que você elencou?

Não. Não dá para fazer isso no estado, porque a competitividade aí está caindo absurdamente.

Mas não daria para reverter este cenário?

A gente vê no primeiro escalão – governadora e secretariado – uma grande acolhida ao investimento, mas ao mesmo tempo vê uma hostilidade surpreendente na convivência cotidiana com o estado.

“Não imagine que o midway mall já esgotou sua  capacidade de expansão”

Então, infelizmente, não vai dar para transformar o RN neste grande centro de produção e distribuição, como o grupo desejava?

A atividade no estado está declinando fortemente. Para você ter uma ideia, há dois anos, o Rio Grande do Norte produzia 90% do que a Riachuelo distribuía. Hoje, não mais. A Riachuelo cresceu uns 50% nestes dois anos e a produção na fábrica caiu significativamente, quando deveria, pelo menos, ter acompanhado o crescimento da rede.

O grupo não se resume, entretanto, a fábrica e as lojas. Há o Midway Mall. Vocês planejam novos investimentos no shopping? O Natal Shopping, por exemplo, passa por uma grande reforma.

O Midway tem um grande potencial de expansão. O Midway não está saturado. Temos projetos lá que abrem a possibilidade do Midway  aumentar até 30% de sua Área Bruta locável, a curto prazo. É só haver demanda. Estamos abrindo agora 3 mil metros, com a chegada das Casas Bahia, a Le Biscuit e o Mc Donalds.

Construindo novos pavimentos?

Ocupando o estacionamento e crescendo o estacionamento para cima. A estrutura do shopping já prevê isso. A proposta é eliminar lajes intermediárias do estacionamento. Não imagine que Midway já esgotou sua capacidade de expansão. Pelo contrário. Há possibilidade de crescimento vertical.

A ampliação do shopping em três mil metros com a chegada das Casas Bahia, Mc Donalds, Le Biscuit é um projeto que está em stand by?

É um projeto que já está definido e vai ser executado até o final do ano.

O segmento dos shoppings no RN está bem acirrado, não?

É. O Midway tem 60 mil metros quadrados de Área Bruta Locável, mas pode chegar a 100 mil metros a curto prazo, no mesmo espaço que ocupa hoje.

Vocês tem várias cartas na manga..

Pois é.

Voltando a falar da expansão, vocês já sabem quanto custaria?

Não sei quanto custaria. Seria um investimento auto-financiável, porque a demanda neste mercado é infinita.

Indústria têxtil enfrenta dificuldades, mas você me disse que perspectivas eram positivas para o segmento de vestuário. A Guararapes, na sua avaliação, consegue fechar o ano com incremento nas vendas?

Sem dúvida. O único segmento da empresa que está declinando é a atividade industrial do RN.

Dá para arriscar um percentual de crescimento ou ainda é cedo para fazer este tipo de projeção?

Não dá para arriscar um percentual de crescimento.

Você vai participar de um Fórum Empresarial na terça-feira. Sei que a trajetória da Guararapes é extensa e muito rica. Daria, entretanto, para resumir a fórmula do sucesso? Como vocês conseguiram transformar uma fábrica numa das maiores redes de varejo de moda do Brasil?

Eu acho que o sucesso da empresa é replicar a visão empresarial de uma pessoa realmente iluminada, que é seu Nevaldo Rocha. Acho que é isso. Não fizemos outra coisa a não ser tentar reproduzir todos os ensinamentos do seu Nevaldo, que do alto de de seus 83 anos de idade, continua sendo nosso grande farol.

Opinião dos leitores

  1. Como Potiguar, é uma pena imaginar que os governantes do RN, os funcionários da Guararapes juntos não vão fazer nada para mudar toda essa situação. Perdemos parte da  Coteminas há pouco tempo, e com essa falta de empenho de todos, com certeza estarão perdendo um dos grupos mais conceituados do País, onde um número enorme de pessoas ficarão sem emprego. Não adianta se lamentar quando perder, o momento é agora! Porquê no Ceará, um estado tão próximo do RN tudo dar certo? Creio que uma das grandes diferenças são os incentivos que os políticos do estado fornecem aos empresários.

    Pensem nisso!

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[VÍDEO] “Vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa de presidente no seu filho”, diz Flávio

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado (10), em ato no Rio de Janero, que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), colocará a faixa presidencial nele em janeiro de 2027.

“Vocês verão, na data da posse, Flávio Nantes Bolsonaro fazendo uma oração, entregando o Brasil nas mãos de Deus. Vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa de presidente no seu filho”, disse, após erguer uma bandeira com a foto do pai.

Flávio também declarou alguns de seus planos, se for eleito presidente. “Em janeiro do ano que vem, nós vamos declarar guerra ao narcotráfico no Rio de Janeiro e no Brasil. Ladrão de celular vai ficar oito anos preso e vai ter que trabalhar para pagar sua estadia. Vamos reduzir a maioridade penal, porque menor de idade que comete crime como gente grande, vai pagar como gente grande”, disse.

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Rogério reúne mais de 100 prefeitos e lideranças do RN para reforçar campanha de Flávio Bolsonaro no 2º turno


O senador Rogério Marinho, presidente do PL no Rio Grande do Norte, reuniu nesta manhã de sábado (10) mais de 100 prefeitos e lideranças de municípios de todas as regiões do Estado. O encontro, realizado em um hotel de Natal, teve como objetivo traçar estratégias para reforçar a campanha de Flávio Bolsonaro no 2º turno para presidente da República.

“Já registramos no primeiro turno um grande crescimento de Flávio Bolsonaro em praticamente todos os municípios do Estado, e nossa meta agora é melhorar ainda mais este desempenho no 2º turno. Com o empenho de todos aqui, temos certeza que vamos contribuir para a vitória de Flávio, e juntos vamos mudar o Brasil”, disse Rogério.

O encontro contou com as presenças de Álvaro Dias, Babá Pereira e Coronel Hélio, chapa do partido ao Governo e ao Senado pelo PL, recebendo ambos uma expressiva votação. Também esteve presente o prefeito Paulinho Freire, o presidente da Femurn, José Augusto Rêgo, os deputados federais General Girão e Carla Dickson, a deputada federal eleita Nina, os deputados estaduais Dr. Kerginaldo, Coronel Azevedo e Tomba Farias, a deputada estadual eleita Camila Araújo, o presidente da Câmara Municipal de Natal, Ériko Jácome, e o futuro presidente da Casa, Aldo Clemente, além de dezenas de vereadores, vice-prefeitos e ex-prefeitos.

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[VÍDEO] Após pedido de Cadu, Lula promete terceira ponte ligando zonas Norte e Sul de Natal

Durante ato da campanha presidencial na manhã deste sábado no bairro do Alecrim, em Natal, o presidente Lula (PT) prometeu construir a terceira ponte de Natal, ligando as zonas Norte e Sul da capital potiguar.

O compromisso foi anunciado após um pedido público de Cadu de Lula (PT), candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, que disputa o segundo turno contra Allyson Bezerra (União Brasil).

“Não tem nada que a Fátima pediu que não fosse feito aqui nesse estado. Portanto, o pedido agora do Cadu será tratado com o mesmo carinho e com a mesma respeitabilidade do pedido da governadora Fátima”, declarou Lula em resposta ao pedido de Cadu.

Em seguida, Lula completou a fala afirmando que “se o Rio Grande do Norte precisa da terceira ponte, terá a terceira ponte, Cadu. Compromisso assumido”.

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Janja reage contra ideia de aproximar deputada eleita Ana Elisa de Lula em campanha: ‘Só se for para perder mesmo’

Fotos: Reprodução

A primeira-dama Janja da Silva reagiu com uma crítica à sugestão de incluir a deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) na estratégia digital da campanha de Lula no segundo turno.

Conforme apurou a Coluna do Estadão, a primeira-dama reagiu prontamente à sugestão: “Só se for para perder mesmo”, disparou. Procurada pela coluna, Janja não se manifestou.

A proposta foi apresentada por um candidato derrotado durante uma reunião de dirigentes petistas realizada na terça-feira (6), dois dias após o primeiro turno. A ideia era gravar vídeos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao lado da parlamentar de 21 anos, uma das mais votadas do partido em Minas Gerais.

Apesar da reação de Janja, a estratégia foi aprovada, e Lula gravou vídeos com a jovem deputada. A iniciativa, porém, gerou repercussão negativa após opositores resgatarem publicações antigas de Ana Elisa nas redes sociais. Entre as mensagens divulgadas estão críticas a pessoas brancas, defesa do bloqueio de plataformas digitais e ataques a apoiadores da direita e a evangélicos. As postagens resgatadas de Ana Elisa foram feitas entre 2020 e 2026.

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[VÍDEO] No RN, em ato no Alecrim, Lula dobra a aposta e repete Fake News

Em ato de campanha na manhã deste sábado (10), buscando a reeleição, o presidente Lula (PT) dobrou a aposta e voltou a repetir Fake News sobre fim de programas de governo “se essa gente ganhar”, em referência à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).

“É importante que vocês saibam que se essa gente ganhar as eleições, tudo aquilo que foi conquista do Nordeste será destruído. Será o fim do Farmácia Popular, será o fim dos Institutos Federais, será o fim do financiamento das bolsas [de estudo], será o fim do Minha Casa, Minha Vida e será o fim do desenvolvimento do Nordeste”, disse Lula ao lado de Fátima Bezerra e Cadu.

Opinião dos leitores

  1. Como um ser humano pode ser tão despresível, mau caráter, mentiroso, manipulador. Mas, pior do que ele, é quem ainda acredita nele.

  2. Feche os bolsos e segura os celulares, que LULADRAO tá chegando, ele é sua quadrilha de PTralhas. Só bandidos.

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Leilões integram a programação de negócios da 64ª Festa do Boi

A 64ª Festa do Boi, que acontece de 9 a 17 de outubro, no Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim, organizada pela Associação Norte-Rio-Grandense de Criadores- ANORC- terá os leilões como um dos destaques da programação voltada aos negócios e à valorização da atividade agropecuária no Rio Grande do Norte.

Considerada uma das principais vitrines do agronegócio nordestino, a Festa do Boi reúne criadores, produtores, empresas, instituições e profissionais do setor em uma programação que combina exposição de animais, julgamentos, torneios, gastronomia, entretenimento e oportunidades de negócios.

Entre os momentos mais aguardados estão os leilões de animais, que colocam em evidência genética, qualidade e tradição de diferentes raças, além de movimentarem o mercado durante a programação da exposição.

O presidente da ANORC Orlando Procópio fala sobre as novidades para este ano. “Embora tenhamos um número menor de leilões com relação ao ano passado, nós vamos manter a festa com os três principais, onde a tradição é extremamente importante para quem produz genética. Teremos o leilão mais que tradicional que é o da ANQM, o da EMPARN nem se fala que é da empresa de pesquisa do nosso estado e o Sindi Estrelas, o primeiro leilão oficial da raça Sindi”, enfatiza e ressalta que sempre diz que é melhor ter pouco com qualidade do que ter muito de forma aleatória. A programação dos leilões deste ano está com uma qualidade genética para ajudar a pecuária nacional e não somente a do nosso Rio Grande do Norte. No ano do contexto da “Mulher no Agro”, todas as juradas que irão comandar a pista de julgamento de todas as raças, serão mulheres!

Leilão ANQM – Quarto de Milha

Abrindo a agenda de remates, o Leilão ANQM será realizado no sábado (10), às 14h, com animais da raça Quarto de Milha.

Conhecido por sua versatilidade, desempenho e aptidão para diferentes modalidades e atividades no campo, o Quarto de Milha tem forte presença na pecuária e no mercado equestre. O leilão integra a programação da Festa do Boi como uma oportunidade para criadores e investidores conhecerem animais selecionados e ampliarem seus plantéis.

Leilão EMPARN e Convidados

No domingo (11), às 15h, será a vez do Leilão EMPARN e Convidados, reunindo animais e criadores em mais uma oportunidade de negócios dentro da programação da exposição.

A participação da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) reforça a importância da pesquisa, da tecnologia e do melhoramento da atividade agropecuária para o desenvolvimento do setor no estado.

O remate também contará com convidados, ampliando a oferta de animais e a participação de criadores no evento.

Leilão Sindi Estrelas

Já na quinta-feira (15), às 19h, a programação será dedicada à raça Sindi, com o Leilão Sindi Estrelas.
Originário do Paquistão e reconhecido por sua adaptação às condições de clima quente, o Sindi possui presença importante na pecuária brasileira, especialmente em regiões de clima tropical. O leilão será mais um momento de encontro entre criadores e profissionais interessados em genética, qualidade e evolução dos rebanhos.

Negócios que movimentam a Festa do Boi

Os três leilões integram a programação de negócios da 64ª Festa do Boi, reforçando o papel da exposição como espaço de encontro entre produtores, criadores, empresas e consumidores.

Além dos remates, a programação contará com exposição de animais, julgamentos, torneios, máquinas e equipamentos agrícolas, além de atrações voltadas ao público infantil, gastronomia e entretenimento.
A expectativa é de que a 64ª edição da Festa do Boi mais uma vez reúna diferentes segmentos da cadeia produtiva e destaque a força do agronegócio potiguar e nordestino.

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[VÍDEO] Veja imagens da movimentação no Alecrim em ato da campanha de Lula

A concentração de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou na manhã deste sábado (10), no bairro do Alecrim, em Natal. O grupo aguarda a chegada do petista para o ato e discurso. A mobilização ocorre no cruzamento das ruas Presidente Leão e Coronel Estevam.

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Sem dinheiro para manutenção, universidades federais sofrem para conservar prédios e equipamentos de pesquisa

Foto: Pedro De Paula/Código 19/Agência O Globo

A falta de recursos para manutenção compromete a conservação de prédios, laboratórios e equipamentos de pesquisa nas universidades federais. Na UFPE, no Recife, três incêndios foram registrados em uma semana. O mais recente, na quarta-feira (7), destruiu o andar superior de um edifício de laboratórios, com prejuízo estimado em R$ 100 milhões em pesquisas acumuladas ao longo de décadas.

Relatório do Sindicato Nacional dos Docentes aponta que recursos federais para obras, reformas e compra de equipamentos permanentes somaram R$ 600 milhões em 2025, o menor patamar em quase 20 anos. Em 2011, o valor chegou a R$ 5,32 bilhões, corrigidos pela inflação.

O reitor da UFRJ, Roberto Medronho, afirma que mesmo universidades que conseguem verbas para adquirir equipamentos enfrentam dificuldades para mantê-los. “Quanto mais a gente cresce na pesquisa, mais orçamento para custeio precisamos, e esse orçamento não vem”, declarou.

A pesquisadora Maria Angélica Minhoto, da Unifesp, avalia que a redução dos investimentos acumulada desde 2014 ameaça a conservação das estruturas universitárias. O MEC, por sua vez, afirma que busca recuperar o orçamento das instituições desde 2023.

O histórico do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, também evidencia os riscos da falta de manutenção. Em 2018, um incêndio destruiu cerca de 80% do acervo. A reconstrução está estimada em R$ 520 milhões, dos quais aproximadamente R$ 350 milhões já foram captados. “Equipamentos e laboratórios você compra de novo, instala de novo. Mas o material histórico que estava lá nunca mais se recupera”, afirmou a vice-diretora do museu, Juliana Sayão.

Opinião dos leitores

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[VÍDEO] Lula desembarca no RN para ato político no bairro do Alecrim na manhã deste sábado (10)

Vídeo: Blog do Rudimar Ramon

O presidente Lula (PT) desembarcou a pouco no Rio Grande do Norte para participar de ato de campanha no bairro do Alecrim, em Natal, na manhã deste sábado (10). Após a caminhada com apoiadores, está previsto um discurso ao lado do candidato ao governo do RN, Cadu de Lula.

Opinião dos leitores

  1. A pior praga de todos os tempos que já teve nesse mundo político, sai do meio treco, deixa o melhor passar, coisa ruim fica pra trás, já era, já foi, passou, chau,

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PESQUISA IPESPE: Flávio Bolsonaro registra 52,7% dos votos válidos, contra 47,3% de Lula no segundo turno

Fotos: Estadão Conteúdo/Ricardo Stuckert

Pesquisa Ipespe divulgada neste sábado (10) é mais uma que aponta Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Lula (PT). O candidato do Partido Liberal aparece com 52,7% das intenções de voto válidas no segundo turno da eleição presidencial, contra 47,3% do petista.

Os percentuais de votos válidos excluem votos brancos e nulos e consideram apenas os votos destinados aos candidatos. A votação está marcada para 25 de outubro. No primeiro turno, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio recebeu 47,03% dos votos, enquanto Lula somou 45,16%.

A pesquisa Ipespe entrevistou 1.500 eleitores, entre os dias 6 e 8 de outubro, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro do levantamento é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95,45%.A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00933/2026.

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