Diversos

Qual a função dos embargos infringentes?

A resposta é simples: permitem que uma decisão controvertida, de uma parte do tribunal, seja reexaminada pelo tribunal inteiro. Por exemplo, se uma turma de juízes opta pela condenação de um réu por 3 votos a 2, os embargos infringentes permitem o reexame pelo plenário do tribunal, diminuindo assim o risco de erros e injustiças.

Nada disso parece fazer sentido na Ação Penal 470.

Primeiro, porque ela foi julgada originariamente pelo plenário do STF. Não há razão para fazer o mesmo tribunal reexaminar, na mesma formação, a sua própria decisão. A presença de dois novos ministros não elimina este raciocínio — ao contrário, aumenta o problema. Se o que faz diferença é o voto inédito, então não se trata de reexame. Trata-se de colocar o resultado nas mãos do acaso ou da passagem do tempo, conforme mudam os ministros.

Segundo, o reexame faz muito sentido no caso de julgamento rápido e de uma só sessão. Mas não tanto em julgamento que durou meses, com cada tese jurídica sendo detalhadamente discutida. Nas dezenas de sessões até aqui, os ministros já tiveram incontáveis oportunidades de repensar e de mudar os seus votos. Aliás, vários já o fizeram: Lewandowski alterou multas inicialmente por ele fixadas; Zavascki mudou, no julgamento de embargos de declaração, votos anteriores, influenciando inclusive vários colegas a reconsiderarem.

Terceiro, o argumento da correção de erros é uma falácia. Se o reexame é feito pela mesma instituição, a chance de correção de erros não parece maior do que a de desfazimento de acertos. E se o tribunal errar da segunda vez? Não há porque supor que os segundos erros sejam mais dignos do que os primeiros.

O debate técnico sobre o cabimento dos embargos infringentes tem sido complexo. Cabíveis ou não, porém, independentemente do que diz a lei e o regimento, o fato é que no contexto específico da Ação Penal 470 eles parecem não fazer sentido.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. O grande problema é que os Embargos Infrigentes vinham sendo aceitos pelos STF.
    Mudar a regra agora será o atestado que o julgamento foi político, motivado por ideologias, e não um julgamento jurídico.
    Ministros que até ano passado defendiam o cabimento dos embargos de uma hora para outra decidiram que o recurso antes aceito não é mais cabível.

    Veja como o Ministro FUX decidiu no início do ano passado, em trecho de voto em habeas corpus (HC 104705-SE), afirmando literalmente que:

    “A respeito do tema, está previsto no parágrafo único do artigo 609 do Código de Processo Penal o cabimento de embargos infringentes e de nulidade, quando em apelação ou recurso em sentido estrito, por maioria, for proferido julgamento desfavorável ao acusado. No âmbito do Supremo, a matéria está disciplinada no regimento interno, admitindo-se os infringentes como via adequada para impugnar decisão condenatória, não unânime, proferida em ação penal, quando julgada improcedente a revisão criminal e, ainda, em face do desprovimento de recurso criminal ordinário (RISTF, artigo 333, incisos I a III e V).

    Em 2011, o então procurador-geral da República, Roberto Gurgel, admitiu que os embargos infringentes existem; já no caso do chamado 'mensalão', ele diz que o tipo de recurso, que dá aos condenados o direito a um novo julgamento, é "inadmissível".
    Em 2011, num parecer aprovado por Gurgel, a subprocuradora Cláudia Sampaio admitiu a existência dos embargos infringentes, alegando que a nova lei não fazia referência à sua anulação. Ela tratava do julgamento que condenou, por sete votos a três, o ex-deputado José Gerardo. Os procuradores, então, afirmaram que, neste caso, os infringentes não poderiam ser aceitos porque o regimento interno do STF exige ao menos quatro votos a favor do réu. Essa necessidade, diz o parecer, prevalece para que os embargos sejam aceitos.

    Ministros Gilmar Mendes e Carmen Lucia igualmente votaram a favor dos embargos em ocasisões anteriores.
    O site Consultor Jurídico publicou um texto lembrando que os ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia também já defenderam os embargos infringentes no STF. Uma decisão ocorreu em 2003 a outra neste ano.

    Em março deste ano, ao julgar o cabimento dos Embargos Infringentes em um Recurso Extraordinário, a ministra Cármen Lúcia foi mais explícita ao defendê-los. "Os Embargos Infringentes são cabíveis, portanto, contra decisão de Turma ou do Plenário, mas não contra decisão monocrática", votou. Referia-se justamente ao caso que julgava: não conheceu dos Embargos porque eles foram interpostos contra uma decisão monocrática sua.

    Contradição
    Para o advogado Fabrício de Oliveira Campos, do escritório Oliveira Campos Advogados, caso prevaleça a tese de Joaquim Barbosa, o STF cairá em contradição, já que a corte tem admitido recursos não previstos na Lei 8.038/1990, como os Embargos de Declaração e os de Divergência. Esse, inclusive, é um dos argumentos da defesa dos réus do mensalão.

  2. Se for para beneficiar os PeTistas TUDO FAZ SENTIDO e é justificável.
    Não interessa se é ilegal ou ilegítimo, isso só pode ser questionado nas causa dos João Ninguém do povo, nunca quando se trata de membros de uma cúpula partidária.
    Como dizia uma velha raposa política: "LEI é para os pobres, desprotegidos, desprovidos do QI".
    O Julgamento do Mensalão é a prova maior que em terras tupiniquins vale o PESO PARTIDÁRIO, o resto é falácia e desculpa de pobre, ou melhor, perseguição da ELITE!
    Deve ser pra isso que serve a DEMOCRACIA!!!

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Política

PESQUISA ATLASINTEL: Flávio Bolsonaro ultrapassa Lula e lidera cenário de 2º turno

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Waldemir Barreto/Agência Senado/Divulgação

O senador Flávio Bolsonaro aparece à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um cenário de segundo turno para as eleições presidenciais de 2026, segundo nova pesquisa da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg News.

De acordo com o levantamento, Flávio tem 47,6% das intenções de voto, contra 46,6% de Lula. A diferença é de um ponto percentual, dentro da margem de erro da pesquisa, que também é de um ponto, indicando um cenário de empate técnico, mas com vantagem numérica para o senador.

O estudo foi realizado entre os dias 18 e 23 de março, com 5 mil eleitores em todo o país, e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral. O resultado marca a primeira vez em que Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Lula em um cenário de segundo turno.

Além dos votos válidos, a pesquisa aponta ainda 5,8% de eleitores indecisos ou que não responderam. O dado reforça que a disputa segue aberta e com margem para mudanças ao longo da campanha.

O resultado surge em meio a um cenário de maior competitividade eleitoral, com crescimento da oposição e desgaste do atual governo. A tendência indica uma disputa acirrada até outubro, com equilíbrio entre os principais nomes na corrida presidencial.

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Política

PODERDATA: Desaprovação de Lula atinge 61% e chega ao maior nível em dois anos

Foto : Valter Campanato / Agência Brasil / CP

A desaprovação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva alcançou 61% dos brasileiros, segundo pesquisa do PoderData realizada entre os dias 21 e 23 de março de 2026. É o pior índice registrado desde o início da série histórica, em março de 2024, a pouco mais de seis meses da eleição presidencial.

O levantamento mostra que a avaliação pessoal do presidente é mais negativa do que a do governo. Enquanto 61% desaprovam Lula, 57% dizem desaprovar a administração federal como um todo, com 37% de aprovação. A diferença entre quem aprova e desaprova o presidente chegou a 30 pontos percentuais, quase o triplo do registrado há dois anos.

Os dados indicam uma deterioração contínua na percepção da população. Desde setembro de 2025, a desaprovação do governo subiu seis pontos, enquanto a aprovação caiu para o menor patamar do mandato. O distanciamento entre a imagem do presidente e a avaliação da gestão também tem se mantido nos últimos meses.

Outro ponto destacado pela pesquisa é a comparação com o governo anterior. Atualmente, 42% dos entrevistados afirmam preferir a gestão de Jair Bolsonaro, enquanto 32% consideram o governo atual melhor — diferença que aumentou em relação a levantamentos anteriores.

Com alta rejeição, piora recente nos indicadores e perda de vantagem na comparação com o antecessor, o cenário eleitoral se torna mais competitivo. Os números indicam maior pressão sobre Lula na corrida pela reeleição e ampliam o espaço político para a oposição.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Os dados foram coletados de 21 a 23 de março de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 132 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%.

Com informações do Poder360

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Geral

CPI aponta que cunhado de Vorcaro recebeu quase R$ 200 milhões de fundo sob suspeita

Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Documentos enviados à CPI do Crime Organizado revelam que Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, recebeu quase R$ 200 milhões de um fundo investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro. Ambos estão presos desde o início de março.

De acordo com as declarações de Imposto de Renda, o patrimônio de Zettel saltou de R$ 67 milhões em 2021 para mais de R$ 200 milhões em 2024. No mesmo período, os valores declarados em itens de luxo, como joias e relógios, cresceram significativamente, chegando a quase R$ 51 milhões.

A Polícia Federal do Brasil aponta Zettel como operador financeiro do esquema, responsável por executar estratégias e acompanhar a movimentação dos recursos. Parte dos valores teria origem no Fundo de Investimento em Participações Kairós, administrado por uma gestora ligada ao Banco Master.

As investigações também apuram a ligação do fundo com a empresa Super Empreendimentos, onde Zettel atuou como diretor. Segundo decisão do ministro André Mendonça, a empresa teria sido utilizada para contratos fictícios e movimentações financeiras suspeitas, levando à suspensão de suas atividades.

Enquanto Zettel permanece preso em São Paulo, Vorcaro foi transferido para a Superintendência da Polícia Federal e iniciou conversas com advogados, em meio a sinais de possível acordo de delação. A defesa de Zettel não se pronunciou sobre as acusações.

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Geral

Pipa impõe novas regras para passeios de barco e reforça proteção a golfinhos

Foto: Divulgação / Secretaria de Turismo do RN

A Praia de Pipa, um dos principais destinos turísticos do país, passará a ter regras mais rígidas para passeios de barco após acordo firmado entre o Ministério Público Federal, a prefeitura de Tibau do Sul e operadores turísticos da região.

O termo de ajustamento de conduta estabelece medidas para proteger a fauna marinha da Reserva Faunística Costeira de Tibau do Sul, com foco nos golfinhos da espécie boto-cinza e nas tartarugas marinhas. Entre as mudanças, está a redução do tempo de observação dos animais, que passa de 20 para 10 minutos por grupo.

O acordo também limita a quantidade de passeios por embarcação: serão até quatro por dia, podendo chegar a seis em períodos de maior demanda. Além disso, os operadores deverão manter distância mínima de 100 metros dos animais e reduzir a velocidade nas áreas de avistamento.

Segundo o MPF, práticas como excesso de embarcações, superlotação e até perseguição aos animais vinham sendo registradas, o que pode causar impactos como alteração no comportamento dos golfinhos, redução do tempo de descanso e até abandono da área.

A prefeitura ficará responsável por reforçar a fiscalização, limitar o número de barcos simultaneamente na água e suspender novos alvarás. A reserva é a única unidade de conservação do estado criada especificamente para proteger o boto-cinza, espécie ameaçada de extinção.

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Política

Moraes impõe restrições e limita articulação política de Bolsonaro no início da corrida eleitoral

Foto: Fellipe Sampaio/STF | Ton Molina/STF

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, também trouxe impactos diretos no cenário político. A medida restringe a articulação do líder do PL justamente no início do período pré-eleitoral.

Entre as determinações, Moraes estabeleceu a suspensão, por 90 dias, de visitas ao ex-presidente, com exceção de familiares, advogados e médicos. A justificativa apresentada é de ordem médica, visando garantir um ambiente controlado durante a recuperação de problemas de saúde, incluindo um quadro recente de pneumonia.

Na prática, a decisão impede Bolsonaro de manter contato direto com aliados políticos em um momento considerado estratégico. O período coincide com etapas importantes do calendário eleitoral, como a janela partidária e a desincompatibilização de pré-candidatos.

Desde que foi preso preventivamente em 2025, o ex-presidente vinha recebendo visitas frequentes de parlamentares e lideranças políticas, com quem articulava filiações e estratégias eleitorais. Nesse contexto, também foi definida a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

Com as novas restrições, a interlocução política deverá ser feita principalmente por familiares, como Flávio e Carlos Bolsonaro, além de Jair Renan Bolsonaro, que seguem autorizados a realizar visitas periódicas.

A informação é da CNN

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Política

TSE torna Cláudio Castro inelegível por 8 anos após condenação por abuso de poder

Foto: Marcelo Regua

O Tribunal Superior Eleitoral decidiu, nesta terça-feira (24), tornar o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, inelegível por oito anos por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Mesmo após a renúncia ao cargo anunciada na véspera, o julgamento foi mantido pela Corte.

A decisão foi tomada por maioria, com placar de 5 votos a 2. Além de Castro, também foram considerados inelegíveis o deputado estadual Rodrigo Bacellar e o ex-presidente da Ceperj, Gabriel Rodrigues Lopes. Já o vice-governador à época, Thiago Pampolha, não teve a mesma penalidade aplicada.

O processo teve origem em ações movidas pelo Ministério Público Eleitoral e pela coligação do então candidato Marcelo Freixo, que apontaram irregularidades no uso de estruturas públicas durante o período eleitoral. Entre as acusações estão o uso indevido da Ceperj e da Uerj, além da criação de programas e contratações consideradas irregulares.

No julgamento, prevaleceu o entendimento de que houve uso da máquina pública com finalidade eleitoral, o que comprometeu a igualdade de condições na disputa. A relatora do caso, ministra Isabel Gallotti, votou pela cassação e inelegibilidade, sendo acompanhada pela maioria dos ministros.

Após a decisão, Cláudio Castro afirmou que recebeu o resultado com “grande inconformismo” e disse confiar que poderá reverter a condenação nas instâncias superiores. A defesa sustenta que não houve impacto das ações administrativas no resultado eleitoral e promete recorrer.

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Geral

Vorcaro guardou minuta de decisão do TCU em celular, e documento levanta suspeitas

Foto: Ana Paula Paiva/Valor

Entre os milhares de arquivos extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigadores identificaram uma minuta de despacho do Tribunal de Contas da União que determinaria ao Banco Central do Brasil a suspensão de decisões envolvendo o Banco Master. O documento, sem assinatura ou autoria identificada, foi criado em agosto de 2025 e não chegou a se tornar uma decisão oficial.

A informação é da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. O conteúdo previa, além da paralisação de deliberações do BC, a convocação de técnicos da autoridade monetária para prestar esclarecimentos. A existência da minuta chamou atenção por coincidir com o período em que o Banco Central analisava a operação entre o Master e o BRB, já sob suspeitas de irregularidades e problemas de liquidez na instituição financeira.

Naquele momento, o processo no TCU estava sob relatoria do ministro Jhonatan de Jesus, que posteriormente decidiu suspender apurações relacionadas ao caso até o avanço das investigações. A movimentação ocorre em meio a pressões políticas e divergências internas sobre a condução do tema.

Auditorias do próprio TCU apontaram indícios de irregularidades graves nas operações do banco, incluindo possíveis inconsistências em carteiras de crédito e práticas contábeis questionáveis. O Banco Central, por sua vez, já vinha alertando desde 2024 sobre riscos financeiros da instituição e chegou a vetar a operação com o BRB.

A defesa de Vorcaro afirmou que não comentará conteúdos oriundos de material sigiloso. O episódio reforça suspeitas de tentativas de influenciar decisões regulatórias e amplia a pressão sobre os órgãos de controle, que seguem investigando o caso e suas possíveis ramificações políticas e institucionais.

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Política

VÍDEO: Prisão domiciliar de Bolsonaro não encerra crise interna no STF, avalia Waack

 

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Vídeo: Reprodução/CNN

A decisão do ministro Alexandre de Moraes de conceder prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro não resolve a crise institucional enfrentada pelo Supremo Tribunal Federal. A avaliação é de que, mesmo com a mudança no regime de cumprimento da pena, o foco dos problemas agora está dentro da própria Corte.

A informação é do jornalista William Waack, da CNN. A medida levou em conta o estado de saúde do ex-presidente, mas também envolve riscos políticos. Nos bastidores, há o entendimento de que a imagem de Bolsonaro fora da prisão pode ter impactos diferentes no cenário político, especialmente diante da possibilidade de ele ser visto como vítima.

Apesar disso, o principal desafio do STF deixou de ser o destino do ex-presidente e passou a ser a condução de temas internos sensíveis. Um dos pontos centrais é o julgamento sobre a manutenção da decisão do ministro André Mendonça que prorrogou os trabalhos da CPMI do INSS.

Caso a prorrogação seja confirmada, o efeito político pode atingir diretamente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, considerado aliado de parte dos ministros. Isso porque investigações podem avançar sobre pessoas próximas ao parlamentar, ampliando o desgaste político.

O cenário evidencia divisões internas no Supremo, entre ministros que defendem aprofundar apurações como forma de preservar a credibilidade da instituição e outros que adotam postura mais cautelosa. Nesse contexto, a crise do STF tende a ser definida menos pelas decisões envolvendo Bolsonaro e mais pelos caminhos que o próprio tribunal escolher seguir.

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Geral

Entidade dos EUA pressiona Lula contra regulação de big techs e pede mais debate

Foto: Ricardo Stuckert/PR

A App Association enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a integrantes do governo federal criticando a proposta de regulação das chamadas big techs em tramitação no Congresso Nacional.

No documento, a entidade questiona a adoção do regime de urgência para o projeto e defende que o tema seja debatido com mais profundidade. Segundo o grupo, a tramitação acelerada pode comprometer a análise de uma legislação considerada complexa e com impactos amplos sobre o setor digital.

A associação argumenta que mudanças desse porte exigem maior participação de diferentes atores e uma avaliação mais detalhada dos possíveis efeitos no mercado, especialmente para empresas de tecnologia e desenvolvedores de aplicativos.

A proposta em discussão prevê ampliar os poderes do Conselho Administrativo de Defesa Econômica sobre grandes plataformas digitais, permitindo que o órgão classifique empresas como agentes de relevância sistêmica e imponha regras específicas de funcionamento.

Entre as medidas previstas estão exigências de transparência, interoperabilidade e restrições a práticas consideradas prejudiciais à concorrência. O projeto também inclui a criação de uma nova estrutura dentro do Cade para fiscalizar o cumprimento das regras.

Apesar das críticas, a iniciativa tem apoio do Ministério da Fazenda, atualmente comandado por Dario Durigan. Antes de assumir o cargo, Durigan atuou na Meta, responsável por plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp.

O projeto ganhou força após a aprovação do regime de urgência na Câmara dos Deputados. A expectativa do governo é acelerar a tramitação da proposta, com o objetivo de ampliar a concorrência no ambiente digital e evitar práticas consideradas abusivas no mercado brasileiro.

Com informações do Metrópoles

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Política

Eduardo Bolsonaro diz que teve contas bloqueadas por decisão de Moraes e que medida tenta pressioná-lo financeiramente

Foto: Reprodução

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (24) que o ministro do STF, Alexandre de Moraes, determinou o bloqueio de suas contas bancárias e das contas de sua esposa. Segundo ele, a medida teria como objetivo pressioná-lo financeiramente e dificultar sua atuação política.

Na postagem, Eduardo afirmou que não está recebendo salário como escrivão da Polícia Federal, cargo ao qual está vinculado, e disse que o bloqueio comprometeria o sustento da família.

“Já determinou o bloqueio das minhas contas bancárias e das contas da minha esposa, numa tentativa evidente de me deixar sem condições de sustentar meus filhos”, escreveu o ex-deputado, que está nos Estados Unidos desde março de 2025.

Eduardo também comentou sua situação financeira e comparou com a do ministro. “Para alcançar valores semelhantes aos da família de Moraes, seria necessário trabalhar por mais de 537 anos”, afirmou, sem apresentar provas.

O ex-deputado declarou ainda que continuará defendendo suas posições políticas e disse não ter intenção de recuar.

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