Geral

Funcionários de Biden admitem “erro de cálculo” sobre tomada de Cabul pelo Talibã

Foto: Rahmat Gul

O governo Joe Biden luta para tentar estabelecer a ordem enquanto há uma corrida de americanos e outros estrangeiros para evacuar o Afeganistão após os combatentes do Talibã tomarem a capital, Cabul, neste domingo (15). Funcionários do alto escalão do governo dos EUA já admitem um “erro de cálculo” sobre quanto tempo demoraria para o Talibã tomar a capital.

A rápida queda das forças nacionais e do governo do Afeganistão foram um choque para Biden e para os altos membros de sua administração, que no mês passado acreditavam que poderia levar meses até que o governo civil em Cabul caísse – permitindo um período de tempo após a saída das tropas americanas antes que todas as consequências da retirada fossem expostas.

Agora, meses após sua declaração inicial de que todos os 2.500 soldados dos EUA estariam fora do Afeganistão até o final do verão, um total de 6 mil soldados devem ajudar a facilitar a evacuação do país. E as autoridades estão admitindo francamente que calcularam mal o tempo que o Talibã levaria para assumir o controle de Cabul.

“O fato é que vimos que aquela força não foi capaz de defender o país”, disse o secretário de Estado, Antony Blinken, ao jornal “State of the Union”, da CNN, referindo-se às forças de segurança nacional do Afeganistão. “E isso aconteceu mais rapidamente do que prevíamos.”

Espera-se que Biden fale à nação nos próximos dias sobre a crise no Afeganistão, de acordo com um alto funcionário do governo, embora uma decisão final sobre um discurso não tenha sido feita e o presidente ainda não tenha encurtado sua visita de férias de verão para Camp David.

Uma opção em discussão é fazer com que Biden volte à Casa Branca, embora o funcionário tenha advertido que eles não haviam descartado completamente a possibilidade de fazer os comentários no local ele foi fotografado neste domingo (15) recebendo uma instrução de sua equipe de segurança nacional.

Na foto, Biden apareceu sozinho vestindo uma camisa pólo em frente a uma grande fileira de monitores. Os riscos para Biden politicamente são incertos; a maioria dos americanos afirma nas pesquisas que apoia a retirada das tropas do Afeganistão, e os assessores de Biden calcularam que o país compartilha o cansaço em prolongar um conflito de 20 anos.

No entanto, as cenas caóticas que se desenrolam – evocando a queda de Saigon em 1975, uma imagem que assombrava Biden quando ele avaliava sua retirada no início deste ano – certamente seguirão o presidente norte-americano enquanto o Talibã afirma o controle sobre grandes áreas do país.

Alguns membros do Congresso dos EUA já estão exigindo mais informações do governo sobre como sua inteligência poderia ter avaliado mal a situação no local – ou por que planos de contingência mais robustos para a evacuação de americanos e seus aliados não estão em vigor.

Durante uma reunião neste domingo, funcionários do alto escalão enfrentaram duros questionamentos sobre os planos de retirada, incluindo a evacuação de intérpretes afegãos e outros que ajudaram no esforço de guerra dos EUA.

“O fato é que vimos que aquela força [afegã] não foi capaz de defender o país. E isso aconteceu mais rapidamente do que prevíamos.” (Antony Blinken, secretário de Estado dos EUA).

Pressão do Congresso aumenta

O líder da minoria da Câmara, Kevin McCarthy, pressionou os oficiais, incluindo o secretário de Defesa Lloyd Austin e o presidente do Estado-Maior Conjunto, general Mark Milley, sobre por que o processo aconteceu tão rapidamente.

“Não demos cobertura aérea a eles. Você diz que tinha esse plano. Ninguém planejaria esse resultado. As ramificações disso para a América continuarão por décadas e não será apenas no Afeganistão”, disse McCarthy, de acordo com uma fonte que esteve presenta na chamada de vídeo.

Biden deve retornar à Casa Branca e fazer um pronunciamento ainda nesta segunda-feira (16).

Embora Biden possa receber o mesmo nível de instruções de Camp David, como tem feito durante todo o fim de semana por meio de uma videoconferência segura, as autoridades estão cientes da ótica de o presidente estar fora da Casa Branco durante este momento perigoso.

Vários funcionários do governo também estão de férias, mas começaram a voltar ao trabalho remotamente neste domingo.

Um funcionário da Casa Branca disse à CNN neste domingo que o presidente “falou com membros de sua equipe de segurança nacional sobre a situação no Afeganistão e continuará a receber atualizações e ser informado ao longo do dia”.

“Ele está profundamente engajado em Camp David”, disse um alto funcionário do governo.

A ideia de que o governo civil liderado pelo ex-presidente Ashraf Ghani seria incapaz de resistir aos avanços do Talibã não é uma surpresa. Avaliações de inteligência no ano passado ofereceram cronogramas diferentes para o que foi considerado por muitos oficiais de segurança nacional como uma “inevitabilidade”.

O próprio Biden disse várias vezes nos últimos meses, incluindo quando Ghani o visitou no Salão Oval neste verão, que os líderes do Afeganistão precisariam reconciliar suas diferenças se tivessem alguma esperança de manter o poder.

E Blinken disse neste domingo que “sempre soubemos, dissemos o tempo todo incluindo o presidente, que o Talibã estava em sua maior posição de força desde 2001, quando foi o último a comandar o país. Este é Talibã que herdamos. E assim vimos que eles eram muito capazes de partir para a ofensiva e começar a retomar o país.”

No entanto, a queda e o colapso dos militares afegãos aconteceram muito mais rápido do que Biden ou sua equipe esperavam.

Ghani deixou o país neste domingo e partiu para o Tajiquistão, duas fontes disseram à CNN. O presidente afegão do Alto Conselho para a Reconciliação Nacional, Abdullah Abdullah, referiu-se a ele em uma declaração em vídeo como “ex-presidente”.

As autoridades americanas expressaram consternação com a incapacidade de Ghani de proteger as principais cidades e regiões do país, apesar de estabelecer uma estratégia para fazê-lo durante suas comunicações com Biden e outros líderes norte-americanos.

Biden rejeitou comparações com Saigon

Biden usou uma sessão de perguntas e respostas na Sala Leste da Casa Branca há pouco mais de um mês para minimizar a possibilidade de o governo afegão entrar em colapso e o Talibã assumir o controle, dizendo que o resultado não era inevitável.

Ele insistiu que não haveria “nenhuma circunstância” em que o pessoal americano no Afeganistão fosse evacuado do telhado de sua embaixada, rejeitando qualquer comparação com a queda de Saigon.

E ainda na última sexta-feira (13), o governo dos EUA disse que a capital afegã, Cabul, não estava em um “ambiente de ameaça iminente”.

Na tarde de domingo, os EUA concluíram a evacuação de sua embaixada em Cabul quando os combatentes do Talibã entraram na cidade. A CNN avistou helicópteros americanos transportando funcionários da embaixada para retirá-los do país em meio ao avanço do grupo.

A retirada do pessoal da embaixada marca uma rápida aceleração do processo que havia sido anunciado apenas na última quinta-feira (12), e é uma situação que muitos funcionários de segurança do Departamento de Estado esperavam que ocorresse, dada a velocidade com que o Talibã conquistou território no Afeganistão nos últimos dias.

Após a instrução deste sábado, Biden autorizou tropas adicionais para o Afeganistão “para garantir que possamos ter uma retirada ordenada e segura do pessoal dos EUA e outros funcionários aliados e uma evacuação ordenada e segura dos afegãos que ajudaram nossas tropas durante nossa missão e aqueles em risco especial diante do avanço do Talibã.”

Mas o funcionário do governo disse que a Casa Branca “não queria que isso se tornasse o Katrina do governo Biden”, uma referência ao furacão de 2005 ao qual o governo Bush demorou a responder durante suas férias de agosto.

À CNN, uma fonte democrata presente na ligação dos legisladores neste domingo disse que Austin defendeu as ações do governo com a extensão do cronograma para a retirada das tropas, o que foi inicialmente estabelecido durante o governo Trump.

Caos no aeroporto de Cabul

O secretário também disse que os EUA mantêm a capacidade de realizar ataques aéreos para responder a quaisquer ações do Talibã que interfiram na evacuação. Nesta segunda, os EUA confirmaram a morte de dois homens armados que atiraram contra soldados norte-americanos no aeroporto de Cabul – não se sabe se estes homens eram do Talibã.

“Vamos nos defender e defender nosso povo. E qualquer ataque a um americano terá uma resposta forte e imediata”, disse ele. Após a tomada de Cabul, milhares de afegãos correram para o aerporto em busca de voos para deixar o país – houve tumulto, tiros e desespero, segundo testemunhas relataram à CNN.

Biden permaneceu decidido em seu plano de retirar as tropas americanas do país. Em um comunicado neste sábado, ele disse que não poderia justificar manter as forças dos EUA no país pelo tempo indeterminado que levaria para treinar mais os afegãos para se defenderem.

“Mais um ano, ou mais cinco anos, de presença militar dos EUA não teria feito diferença se os militares afegãos não pudessem ou não quisessem manter seu próprio país”, escreveu Biden em um comunicado de Camp David, onde está passou o final de semana. “E uma presença americana sem fim no meio do conflito civil de outro país não era aceitável para mim.”

Biden atribui parte da culpa a Trump

Em sua declaração, Biden atribui parte da culpa pela situação atual a seu antecessor, Donald Trump, que negociou um acordo com o Talibã para retirar as tropas americanas até 1º de maio de 2021.

O presidente foi além de apenas criticar o acordo, ele também acusou Trump de deixar o Talibã em sua “posição militar mais forte” desde 2001 e mencionou que Trump convidou líderes do grupo para se reunirem em Camp David em 2019.

Foi um sinal de que, em meio às críticas – de aliados dos EUA no exterior, republicanos, especialistas em segurança nacional e grupos de direitos humanos –, Biden procura compartilhar a culpa por como a guerra mais longa dos Estados Unidos está terminando.

Assessores dizem que Biden não deu a menor idéia de questionar-se depois de anunciar em abril que todas as tropas americanas deixariam o Afeganistão em 11 de setembro, data em que os ataques terroristas que iniciaram a guerra completa 20 anos.

CNN Brasil

 

Opinião dos leitores

  1. Os vagabundos ladrões esquerdistas, querem voltar ao poder no Brasil do mesmo jeito, só que de maneira institucionalizada.
    Estão mudando a constituição na marra pra passar a impressão que está tudo certo.
    Mas o povo brasileiro ja sacou.
    O PR Bolsonaro também.
    Esse plano já fracassou.
    Procurem outro jeito esse o povo não deixa.
    O presidente Bolsonaro a mesma coisa.
    As forças armadas também está com o povo, então pode espernear.
    Todo mundo nas ruas dia 07 de setembro.
    O Brasil vai parar.
    O movimento pelo Brasil vai ser transmitido ao vivo pros Estados Unidos, através da plataforma particular do ex presidente Donald Trump.
    Vamos lá galera.
    Comunismo aqui não!!
    Golpe em curso.
    Governadores se juntaram aos ministros em nota hoje.
    Tá claro.
    O Brasil com dois lados.
    Vcs escolhem o seu.
    Eu ja escolhi, vou pela decência, vou pela bandeira VERDE E AMARELA.
    vamos que vamos com o nosso presidente.
    Brasil acima de tudo.
    Deus acima de todos.

    1. Idólatra de político corrupto, deixa eu te falar uma coisa gado véi: no governo do MINTOmaníaco das rachadinhas tem tanta corrupção como tinha no do PT! A diferença eh que o presidente inepto quer transformar o Brasil numa ditadura estilo Venezuela…

  2. Os canalhas do PT, querem fazer a mesma coisa aqui, a diferença é q vão pegar em armas para roubar e matar o cidadão de bem.

    1. Vc vive em qual mundo? Pq o roubo e a corrupção no atual governo do MINTOmaníaco das rachadinhas tá do mesmo jeito ! O PP (esse mesmo que roubou com força no governo do PT) e mais outros partidos do centrao estão com tudo… E agora não tem lava jato pra atrapalhar já que o presidente inepto acabou com o combate a corrupção… Muuuu

    2. quem.esta Armando a.populacao e Familicia fazendo lobby para os fabricantes

    3. Biden é um esgoto, igual a Lula e seus seguidores que o babam e passam pano para ladrão, tudo gente do pior naipe.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

COLUNA DO ESTADÃO: Temer revela que Trump perguntou a ele: ‘Quando é que vocês vão invadir a Venezuela?’

Foto: Felipe Rau/Estadão

Coluna do Estadão, por Roseann Kennedy 

Se pudesse dar um conselho ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a relação com Donald Trump, Michel Temer recomendaria ao petista “amenizar as palavras”. Mas, desde o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, Temer e Lula não conversaram mais.

Em entrevista ao Estadão, o ex-presidente lembrou uma passagem que teve com Trump, pouco mais de um ano após a deposição de Dilma, para descrever as idas e vindas do americano.

A sopa de cenoura com gengibre e carneiro ainda estava fumegando naquele jantar de gala, em Nova York, quando o presidente dos Estados Unidos, à época em seu primeiro mandato, fez uma pergunta que deixou os interlocutores desconcertados. “Quando é que vocês vão invadir a Venezuela?”, disparou Trump, sem rodeios nem meias-palavras.

A cena ocorreu em 18 de setembro de 2017, na véspera da abertura da Assembleia-Geral da ONU. A indagação de Trump foi dirigida a Temer e a seus colegas da Argentina, da Colômbia e do Panamá. O americano parecia nervoso.

“Foi a primeira pergunta que ele fez”, contou Temer. “Houve um certo constrangimento, mas cada um disse: ‘Olha, presidente, nós estamos tomando providências de natureza diplomática’”.

Trump foi ouvindo um a um. À mesa, muitos destacaram o bom relacionamento com a Venezuela e o povo venezuelano, embora não admitissem o regime de Nicolás Maduro. Argumentaram que, por isso mesmo, a Venezuela havia sido suspensa do Mercosul.

“É por isso que eu digo: ‘Quando ele (Trump) diz uma coisa lá, se nós respondermos agressivamente aqui, vamos piorar a relação”, disse Temer.

No discurso para todos os convidados, Trump afirmou que os EUA estavam prontos para adotar “ações adicionais” contra a ditadura de Maduro. Na conversa com os presidentes latino-americanos, porém, ele concordou que o melhor era agir pela via diplomática, e não fazer uma intervenção militar.

“É por isso que eu digo: ‘Quando ele (Trump) diz uma coisa lá, se nós respondermos agressivamente aqui, vamos piorar a relação”, insistiu Temer ao ser questionado sobre o risco de Trump usar a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas para também intervir no Brasil.

Na prática, porém, o tom cada vez mais inflamado do governo contra as investidas de Trump – da ameaça de novo “tarifaço” ao carimbo do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas – serve sob medida à campanha de Lula. Tanto é assim que a defesa da soberania entrou até no programa de governo do PT.

De qualquer forma, como o que Trump fala não se escreve, quase nove anos depois daquele jantar de sinais trocados em Nova York, a invasão da Venezuela saiu do papel.

Coluna do Estadão, por Roseann Kennedy 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

PEDIDO DE PAZ: Papa Leão XIV pede diálogo para fim de guerras no Oriente Médio e na Ucrânia

Foto: Mídia do Vaticano/ via Reuters

O papa Leão XIV fez neste domingo (12), em Castel Gandolfo, um novo apelo pela paz diante dos conflitos no Oriente Médio, na Ucrânia e em outras regiões do mundo. O pontífice defendeu o diálogo e a diplomacia para conter a escalada da violência.

“Não permitamos que esses ventos extingam a chama da esperança e da paz, mesmo quando ela parecer frágil e vacilante”, afirmou o papa, ao renovar seu pedido por negociações entre as partes.

O pronunciamento ocorre em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio, após a retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã, e ao aumento da ofensiva russa contra a Ucrânia. Nas últimas semanas, Kiev também intensificou ataques contra a logística militar russa em áreas ocupadas.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

APARECEU O COITADO: Autor de perfil criado para defender Allyson e atacar adversários tenta se vitimizar, mas não explica ligações com ex-prefeito de Mossoró

Foto: reprodução/pngtree

João Carlos Medeiros, autor do perfil @rncomallyson, criado para fazer propaganda da pré-candidatura de Allyson Bezerra e detonar seus adversários na disputa pelo Governo do Estado, publicou um vídeo se vitimizando, dizendo que está sendo atacado e afirmando que é alvo de “mentiras orquestradas por gente que se acha muito poderosa”.

Ele disse que o perfil que administra “não é fake, não é anônimo e nem apócrifo”, que foi feito com seu número de telefone e e-mail pessoal e que não precisaria sequer de decisão judicial para identificá-lo. Em seguida, João Carlos confirmou que a página foi criada para defender Allyson Bezerra, mas omitiu que também promove ataques sistemáticos contra os adversários do ex-prefeito de Mossoró.

Apesar de dizer que não precisaria de decisão judicial para identificá-lo, João Carlos só esqueceu de explicar que a autoria do perfil só foi revelada após a Meta enviar ao TRE as informações sobre o endereço IP vinculado à conta @rncomallyson. Não fosse isso, até hoje ninguém saberia quem administra a página no Instagram.

Ele também não explicou suas muitas ligações com o pré-candidato ao Governo do Estado. João Carlos é vice-presidente estadual e presidente da Juventude do União Brasil em Mossoró. Além disso, ele é noivo da ex-secretária de Comunicação da Prefeitura de Mossoró e braço direito de Allyson Bezerra.

As ligações não param por aí. O Blog do BG revelou nesta semana que João Carlos também era sócio de outro blog, chamado “Toda Hora Mossoró”, junto com sua prima Jaiane Carla da Silva Medeiros, que recebeu R$ 46.905,00 da Prefeitura de Mossoró entre 2021 e 2024.

João Carlos quer dar uma de coitado para esconder que, apesar de garantir que “fazia tudo por conta própria”, ele na verdade sempre foi remunerado pela estrutura de Allyson Bezerra. Essa estratégia de dizer que está “sendo perseguido pelos poderosos”, além de não ser original, não resiste aos fatos.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Guerra

VÍDEO: EUA concluem nova rodada de ataques ao Irã e dizem ter atingido 140 alvos militares

Imagens: CENTCOM/EUA

Os Estados Unidos anunciaram a conclusão da terceira rodada de ataques contra o Irã. Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), a operação atingiu cerca de 140 alvos militares, incluindo instalações de mísseis e drones, equipamentos navais, depósitos de munição, redes de comunicação e sistemas de vigilância costeira.

Com a nova ofensiva na noite de sábado (11) , o número de alvos atingidos pelos EUA no Irã na última semana ultrapassa 300. De acordo com o governo norte-americano, a ação busca reduzir a capacidade iraniana de atacar embarcações que cruzam o Estreito de Ormuz.

O Centcom afirmou, em comunicado:

“Durante três noites de ataques nesta semana, o CENTCOM atingiu mais de 300 alvos sob as ordens do Comandante-em-Chefe, com o objetivo de prejudicar a capacidade do Irã de atacar marinheiros civis e navios comerciais que transitam livremente pelo estreito. O trânsito de navios comerciais por este importante corredor marítimo internacional continua.”

Também neste sábado, a Marinha iraniana anunciou o bloqueio por tempo indeterminado do Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte mundial de petróleo. A medida ocorre após o rompimento do cessar-fogo entre os dois países e a retomada das hostilidades.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Manifestantes protestam contra situação precária da RN-269, bloqueiam trecho da rodovia e cobram ação do governo Fátima

Moradores da região Agreste Potiguar bloquearam um trecho da RN-269, que liga Nova Cruz às cidades de Montanhas e Pedro Velho, em protesto pelas más condições da rodovia, na manhã deste domingo (12). Eles utilizaram galhos e atearam fogo.

“Isso é uma vergonha para a governadora. As estradas esburacadas, os carros quebrados. É uma vergonha para ela não ajeitar a estrada. Ajeitou até perto de Pedro Velho e não ajeitou o resto porque o prefeito de Nova Cruz não apoia ela”, reclamou um cidadão presente na manifestação.

Opinião dos leitores

  1. É revoltante essa buraqueira nas estradas do RN.
    Agora é repugnante, imoral o que acontece no trecho Nisia Floresta a praia de Barreta.
    O governo gastou milhões do contribuinte e a estrada já acabou, lembrando que essa obra foi entregue no final de 2025 e não aguentou hum inverno o de 2026.
    Isso é sacanagem com o dinheiro do povo, asfalto Sonrisal não pode ver água que desmancha.
    Não tem o menor cabimento isso.
    Quem quiser ver é só ir até Barreta e comprovar com as proprias vistas.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Ministério diz que hacker que enviou alerta de Defesa Civil aprendeu a mandar alarme falso em curso do governo

Foto: Ilusrativa/Gerada por IA via Inpainting/ChatGPT

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional informou à Câmara dos Deputados que o hacker responsável pelo envio de alertas falsos da Defesa Civil, em 19 de junho, aprendeu a operar o sistema por meio de um curso disponível na plataforma do governo.

Segundo a pasta, o invasor, que se identifica como “Misantropi4”, utilizou credenciais válidas de usuários da plataforma IDAP, obtidas após vazamento em um grupo no Telegram, e explorou uma vulnerabilidade no sistema para disparar mensagens falsas, incluindo alertas sobre um suposto “ataque alienígena”. A Polícia Federal investiga o caso.

O ministério afirmou que os problemas já foram corrigidos e que não houve comprometimento da infraestrutura do órgão. Entre as medidas adotadas estão o bloqueio das contas utilizadas, a implantação de autenticação em dois fatores, restrição de acesso ao sistema à rede interna do ministério e uso obrigatório de VPN pelas Defesas Civis autorizadas.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

A ingratidão de Allyson Bezerra com o amigo e aliado Kelps Lima

Foto: reprodução

O pior defeito do ser humano é ser ingrato. A ingratidão é uma faca nas costas que diz mais a respeito do autor da facada do que sobre quem sofre o golpe. O agora pré-candidato a governador Allyson Bezerra foi lançado na política pelo ex-deputado estadual Kelps Lima em 2018, que lhe abriu as portas do Solidariedade, viabilizou sua vitoriosa candidatura à Assembleia Legislativa e o ajudou a se defender dos ataques que vinham do grupo rosalbista de Mossoró.

Kelps apostou em Allyson, defendeu seu nome junto à classe política, inclusive de acusações daqueles que hoje, oportunamente, estão ao lado do ex-prefeito de Mossoró. Quando Allyson foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal na Operação Mederi, no final de janeiro, Kelps foi o primeiro a manifestar apoio a ele. No mesmo dia, publicou um vídeo dizendo ser seu “amigo pessoal”, afirmando que não poderia se omitir e enfatizando que não faria “pré-julgamentos” nem “condenação antecipada” do pré-candidato ao Governo do Estado.

Allyson, no entanto, até agora não retribuiu a solidariedade que recebeu de Kelps. Depois de 72h de Kelps ter anunciado em entrevista exclusiva ao “Meio Dia RN” a retirada de sua pré-candidatura a deputado federal pelo União Brasil, Allyson ainda não fez nenhuma declaração pública de apoio ao amigo e correligionário que foi leal a ele no momento mais difícil da sua vida política.

Kelps foi praticamente expulso da nominata do União Brasil, mesmo partido de Allyson Bezerra. Em linguagem popular, ele sofreu uma verdadeira puxada de tapete que inviabilizou sua candidatura. Não lhe restou alternativa a não ser se retirar da disputa eleitoral. Allyson, porém, não fez nenhum gesto público de solidariedade a Kelps. Não manifestou apoio ao amigo e aliado de tantos anos.

Kelps, mesmo arrasado, magoado e triste com o golpe sofrido, se resignou, isentou Allyson de responsabilidade e reiterou publicamente seu apoio à pré-candidatura a governador do ex-prefeito de Mossoró.

Allyson escolheu o silêncio conivente, confirmado que ele de fato nunca vestiu a camisa da candidatura de Kelps Lima. A política é dura, bruta, uma verdadeira máquina de moer gente. Allyson demonstrou que, para chegar ao poder, é capaz de deixar aqueles que foram mais fiéis a ele serem moídos sozinhos. Esse episódio mostrou que o RN tem um novo ingrato: Alysson Bezerra, o “coronel” que passa por cima de tudo e todos para atingir seus objetivos. Quem pratica ingratidão é capaz de tudo.

TENHO DITO.

BG

Opinião dos leitores

  1. BG, esse Alison é mais falço do que uma nota de trinta reais, num tá vendo que esse chapeuzinho de couro não combina mais com ele!!.
    Vai enganar a trouxas a mim não.
    Tú é doido?!!!!!!!!!!!!!!!!!!!,

  2. Esse chapéuzinho de couro é o símbolo artístico utilizado pelo político para enganar os bestas… Esse aí nunca me enganou !

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

CazéTV bate novo recorde de audiência no YouTube com 21,2 milhões de aparelhos conectados e atinge 40 milhões de inscritos

Foto: Rorion Carvalho/Cazé TV/Reprodução

A CazéTV voltou a bater o recorde mundial de audiência simultânea no YouTube durante a transmissão de Inglaterra x Noruega, no sábado (11), pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026.

A partida registrou 21,2 milhões de aparelhos conectados ao mesmo tempo, no primeiro tempo da prorrogação, logo após o segundo gol da seleção inglesa.

O canal superou a própria marca anterior, de 21 milhões de aparelhos simultâneos, alcançada na transmissão de Brasil x Japão.

40 milhões de inscritos

Durante a cobertura do Mundial, a CazéTV também chegou à marca de 40 milhões de inscritos, atingida no jogo entre Argentina e Suíça.

Nos últimos 30 dias, a CazéTV ganhou mais de 11 milhões de inscritos e acumulou cerca de 3 bilhões de visualizações, segundo o Social Blade.

Atualmente, é o 10º maior canal do YouTube em número de inscritos, tendo ultrapassado a Galinha Pintadinha e ficando atrás da GR6 Explode entre os canais brasileiros mais populares. O canal do Bispo Bruno Leonardo, que publica conteúdos religiosos, lidera.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

ALERTA: Afogamento é a segunda maior causa de morte entre crianças de 1 a 4 anos no Brasil

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Os afogamentos estão entre as principais causas de morte de crianças no Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), quatro crianças morrem por dia vítimas desse tipo de acidente. Entre crianças de 1 a 4 anos, o afogamento é a segunda principal causa de morte. Dos 5 aos 9 anos, ocupa a terceira posição, e entre 10 e 24 anos, a quarta.

De acordo com a Sobrasa, até 95% dos afogamentos podem ser evitados com informação e medidas de prevenção. Metade dos casos envolvendo crianças acontece dentro de casa, em locais como piscinas, banheiras, caixas d’água, máquinas de lavar e vasos sanitários. A orientação é manter supervisão constante de um adulto, instalar barreiras de proteção em piscinas e isolar reservatórios de água.

No Brasil, uma pessoa morre afogada a cada 90 minutos, totalizando 5.742 mortes por ano. Quatro em cada dez vítimas têm menos de 29 anos, e cerca de dois terços dos afogamentos ocorrem em rios, lagos e represas.

Em alusão ao Dia Mundial de Prevenção do Afogamento, celebrado em 25 de julho, a Sobrasa promoverá uma campanha nacional com 10 mil voluntários, além de palestras, cursos e ações educativas para conscientizar a população sobre a prevenção desses acidentes.

Com informções de Agência Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Congresso acumula 3.902 projetos à espera de votação entre Câmara e Senado

Foto: Adriano Machado/Reuters

O Congresso Nacional acumula 3.902 projetos aprovados por uma das Casas e que ainda aguardam análise da outra, segundo levantamento do Ranking dos Políticos com base dados em obtidos por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação).

Do total, 2.065 propostas aprovadas pela Câmara esperam votação no Senado, enquanto 1.837 aprovadas pelo Senado seguem paradas na Câmara, segundo reportagem do Poder 360.

Gargalos

Na Câmara, os projetos aguardam votação há 9,3 anos, em média, enquanto no Senado a espera média é de 2,3 anos. Apesar disso, o Senado concentra mais propostas pendentes, enquanto a Câmara reúne o estoque mais antigo: 816 projetos estão parados há mais de dez anos.

As concessões de rádio e televisão representam 1.088 dos 2.065 projetos pendentes no Senado, o equivalente a 53% do total. Na Câmara, esse tipo de matéria soma apenas 64 propostas (4%), o que explica parte da diferença entre os estoques das duas Casas.

Temas mais represados

Na Câmara, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) concentra 578 projetos, seguida pelo plenário (215), Secretaria-Geral da Mesa (162) e Comissão de Finanças e Tributação (156).

No Senado, a Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) reúne 1.032 propostas, quase metade do estoque, principalmente sobre concessões de rádio e TV.

Sem considerar essas concessões, os temas mais frequentes entre os projetos parados são administração pública (286), direitos humanos e minorias (282) e homenagens e datas comemorativas (273).

O levantamento também aponta que 47,6% das propostas travadas no Senado e 30,1% das que estão na Câmara ainda não possuem relator.

Comparação com 2022

O estoque de projetos parados passou de 2.677, em 2022, para 3.902 em 2026. O estudo ressalta, porém, que a comparação deve ser feita com cautela, já que o levantamento anterior não detalhava a inclusão das propostas de renovação de concessões de rádio e televisão, que hoje representam mais da metade das matérias pendentes no Senado.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *