Garoto faz teste genético, sabe que irá morrer com doença rara e quer o direito a eutanásia

012Com apenas 18 anos, Josh Cook, teve coragem de realizar um teste assustador. Hoje, com 22 anos, ele está mais consciente após ter sido diagnosticado com a doença de Huntington, um problema genético que começa a paralisar seu corpo. Seus avós morreram do mesmo problema. O distúrbio em sua fase terminal ataca o sistema nervoso central fazendo com que a pessoa sufoque com a própria saliva.

Além de todas as perturbações provocadas pela doença, aos poucos a pessoa para de andar, falar e até mesmo engolir alimentos. Sua mãe, Lisa, 46, também tem a doença, embora ainda não tenha desenvolvido os sintomas, ela já percebe um declínio em sua saúde.

O teste genético realizado por Josh deu positivo. Os médicos acreditam que os sintomas mais graves começam a se manifestar dos 35 aos 55 anos. Geralmente a doença progride e piora a cada 10 anos, até que a pessoa não suporte mais.

Conhecendo previamente o seu destino, Joshn trabalha com a mãe como embaixador para a Dignidade na Morte, uma organização que tenta legalizar a morte assistida, ou seja, que o Reino Unido permita que as pessoas possam morrer de forma digna, sem dor ou agonias, através de procedimentos médicos.

Isso ainda é ilegal na Inglaterra. Uma clínica, a Dignitas na Suíça, realiza o procedimento de suicídio assistido, onde as leis do país permitem. Mas, os parentes dos pacientes que saem do Reino Unido em busca de alívio na Suíça podem ser processados por estimularem seus entes queridos a tais práticas.

“Em teoria eu posso quebrar meu pescoço a qualquer momento, mas as chances de que a doença de Huntington me mate são muito maiores. Eu sei exatamente como a minha saúde física e mental pode deteriorar e eu não quero passar por isso”, comentou Josh em entrevista ao britânico DailyMail.

Ele prossegue: “Tudo o que eu quero é o direito de acabar com a minha vida de forma digna, quando eu decidir. Eu não quero meus entes queridos tendo que me levar ao banheiro ou assistir eu sufocar com minha saliva até a morte”.

O suicídio assistido é algo polêmico e raramente ganha as manchetes no país. O último caso de maior repercussão foi o de Tony Nicklinson que ficou paralisado após sofrer um derrame, desenvolvendo a chamada síndrome do encarceramento – doença onde a pessoa é capaz de pensar com extrema clareza, mas impossibilitada de se mover ou interagir com o mundo. Ele morreu de pneumonia em sua casa em agosto de 2012 após ter seu pedido de morte assistida negado pela justiça e ficado vários dias sem comer ao saber da decisão judicial.

Jornal Ciência