Política

Governadores cobram de Bolsonaro medidas de socorro financeiro em troca de apoio à Previdência

Presidente Jair Bolsonaro durante café da manhã com parlamentares e governadores Foto: Jorge William / Agência O Globo

Governadores entregaram ao presidente Jair Bolsonaro , na manhã desta quarta-feira, uma carta com seis pautas consideradas prioritárias para os estados. Em café da manhã, na residência oficial do Senado, eles voltaram a manifestar apoio à reforma da Previdência, mas frisaram que precisam das outras medidas para equilibrar as contas dos estados.

Além de 21 governadores e quatro vices, o presidente foi recebido pelos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e líderes partidários. O ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) também participou do encontro.

Nesta quarta-feira, o ministro de Economia, Paulo Guedes, vai à comissão especial da Câmara dos Deputados explicar a reforma para os parlamentares. O governo já articula uma estratégia para que deputados da base apresentem emendas que evitem a desidratação do projeto. Também nesta quarta-feira, pesquisa do Ibope/CNI mostrou que 59% dos brasileiros aprovam a reforma.

Os seis pontos defendidos pelos governadores são: o chamado Plano Mansueto; compensação por perdas com a Lei Kandir; manutenção do Fundeb; aprovação da securitização da dívida dos estados; extensão dos ganhos com a cessão onerosa aos estados; e apoio à PEC da redistribuição do fundo de participação dos estados.

Durante o café da manhã, Bolsonaro disse também ainda que investir no Brasil “é esporte de altíssimo risco” e promoteu desburocratizar os negócios no país. Com agenda no Rio, o presidente deixou o encontro uma hora e meia depois. Os governadores permanecem na residência oficial para “aprofundar a discussão dos pontos”, segundo Alcolumbre.

‘Tio que se casou com a moça’

Presente no encontro, o líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), contou que Bolsonaro fez uma analogia de “um tio que se casou com uma moça que tinha sete filhos”.

— Era apaixonado pela moça, mas junto com isso vieram bastante encargos em função das sete crianças. Ele disse que todos nós estamos apaixonados pela causa, mas aumentou demais a necessidade de recursos.

Ainda segundo o parlamentar, o presidente repetiu que fará o que puder para desburocratizar o ambiente de negócios através de decretos, para impulsionar a economia dos estados.

Em discurso, Maia defendeu que “é preciso organizar, através do Parlamento, claro, com a liderança do presidente da República e dos governadores, um grande acordo que reorganize as contas públicas de todos os entes da Federação”.

— Não adianta aprovarmos a reforma da Previdência da União porque o Brasil não é um país onde há uma separação entre municípios, estados e União. É um sistema. Se você resolve parte do sistema, não adianta porque a outra parte continua sofrendo, sangrando e servindo mal à sociedade brasileira.

Confira as seis reivindicações

Equilíbrio fiscal

Implementação “imediata” de um “plano abrangente e sustentável” para restabelecer o equilíbrio fiscal dos estados e do Distrito Federal

Fundo de participação estados

Avanço da Proposta de Emenda à Constituição no 51/2019 para aumentar para 26% a parcela do produto da arrecadação dos impostos sobre a renda e proventos de qualquer natureza e sobre produtos industrializados destinada ao Fundo de Participação dos estados e do Distrito Federal

Cessão onerosa

Garantia de repasses federais dos recursos provenientes de cessão onerosa/bônus de assinatura aos estados ao Distrito Federal e aos municípios

Lei Kandir

Compensação de estados e do Distrito Federal pelas perdas na arrecadação decorrentes da Lei Kandir

Manutenção do Fundeb

Instituir um Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) permanente e dotado de status constitucional

Dívidas estaduais

Regularizar a “securitização” de créditos dos estados e do Distrito Federal

O Globo

 

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DE OLHO NO 2º TURNO: Cadu venceu mais municípios, apesar da vantagem de Allyson no primeiro 1º turno

Foto: Reprodução

Com Cadu de Lula (PT) e Allyson Bezerra (União Brasil) classificados para o segundo turno do Governo do Rio Grande do Norte, as campanhas agora refazem suas estratégias para a votação de 25 de outubro. Os resultados do primeiro turno mostram uma disputa equilibrada: Allyson terminou com vantagem de 15.509 votos, mas Cadu venceu em mais municípios potiguares.

Dos 167 municípios do RN, Cadu foi o mais votado em 74, o equivalente a 44,3%. Allyson venceu em 66 cidades, ou 39,5%, enquanto Álvaro Dias (PL), terceiro colocado na disputa, ficou à frente em 27 municípios, correspondentes a 16,1%.

Cadu, portanto, venceu em oito municípios a mais que Allyson. Entre as cidades onde o petista ficou à frente estão Assú, Ceará-Mirim, Currais Novos, Pau dos Ferros e Santa Cruz. Allyson venceu, entre outras, em Mossoró, Macaíba, São Gonçalo do Amarante, São José de Mipibu e Touros.

Álvaro Dias foi o mais votado em Natal, Parnamirim e Caicó, além de outros 24 municípios. Cadu e Allyson voltam às urnas no dia 25 de outubro.

Com informações do g1 RN

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Caiado declara apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno contra Lula

Foto: Arhtur Lamonier/Folhapress

Ronaldo Caiado (PSD), que disputou a Presidência da República e terminou o primeiro turno na quinta colocação, decidiu apoiar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno contra o presidente Lula (PT).

Flávio cumpre agenda em Goiânia nesta terça-feira (6), onde será recebido por Caiado e pelo governador reeleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB). Os dois vão declarar formalmente apoio ao candidato do PL.

Caiado recebeu 2,18% dos votos no primeiro turno, somando 2.605.148 votos. Com a decisão, passa a integrar a frente de oposição a Lula na disputa marcada para 25 de outubro.

O encontro será realizado no espaço onde funcionou o comitê central da campanha governista em Goiás. Após a reunião, os aliados concederão entrevista coletiva para apresentar a estratégia conjunta e os compromissos acordados.

Com informações da Veja

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Moraes autoriza “Débora do Batom”, condenada a 14 anos pelo 8/1, a cumprir pena no semiaberto

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (6) a progressão de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, para o regime semiaberto. Ela foi condenada a 14 anos de prisão por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023.

Débora ficou conhecida por escrever “perdeu, mané” com batom vermelho na estátua “A Justiça”, em frente à sede do STF. Moraes atendeu a uma manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou o cumprimento dos requisitos para a mudança de regime.

A decisão considera 212 dias de redução da pena obtidos por trabalho, leitura e estudos. Débora trabalhou 326 dias na penitenciária, o que resultou em 108 dias de remição. Outros quatro dias foram concedidos pela leitura de um livro e 100 dias pela aprovação no Enem de 2023.

A condenação de 14 anos inclui os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa armada.

Com informações do g1

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EFEITO FLÁVIO: Queda dos juros após 1º turno pode gerar economia de R$ 66 bilhões para o governo

Foto: Folhapress

A queda dos juros futuros registrada após Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno à frente de Lula (PT) pode representar uma economia de R$ 65,8 bilhões para o governo com a dívida pública, caso o novo patamar seja mantido.

Os juros futuros com vencimento para os próximos quatro anos caíram cerca de 1 ponto percentual nesta segunda-feira (5), primeiro pregão após o resultado das eleições. Os cálculos têm como base dados do Banco Central divulgados no relatório de Estatísticas Fiscais de agosto.

A economia potencial de R$ 65,8 bilhões equivale a quase três vezes o custo previsto para o reajuste de 15,04% do Bolsa Família em 2027, estimado em R$ 22,7 bilhões, e supera o impacto de R$ 54,6 bilhões do aumento de R$ 120 no salário mínimo.

Segundo o Poder360, o movimento ocorre porque o mercado avalia que Flávio teria um governo mais disciplinado nas contas públicas, o que abriria espaço para novos cortes na Selic. Na segunda-feira, o Ibovespa também bateu recorde, fechando aos 207 mil pontos, enquanto as empresas ganharam quase R$ 500 bilhões em valor de mercado.

A redução dos juros futuros, porém, não garante que a economia estimada será concretizada. Caso as expectativas para inflação ou contas públicas piorem, as taxas podem voltar a subir.

Com informações do Poder360

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Lula perde votos em cidades mais dependentes do Bolsa Família; Flávio cresce

O presidente Lula (PT) registrou queda na votação nos municípios mais dependentes do Bolsa Família na eleição de 2026. Levantamento do UOL mostra que o percentual do petista nessas cidades passou de 71,5% para 68,7%, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) alcançou 27,3%.

O levantamento considera como altamente dependentes do programa os municípios em que o número de beneficiários corresponde a 50% ou mais da população. O UOL cruzou dados das votações presidenciais das últimas três eleições com a população de cada município e o número de beneficiários do programa.

Em 2022, Jair Bolsonaro havia obtido 23,5% dos votos nesses municípios. Agora, Flávio chegou a 27,3%. As cidades de alta dependência do Bolsa Família concentraram 14,4% dos votos válidos na eleição deste ano.

Os dados também mostram redução do espaço dos demais candidatos nesses municípios. Em 2018, eles somavam 17% dos votos; em 2022, o percentual caiu para 5,04% e, neste ano, ficou em 4%.

Nas cidades com baixa dependência do Bolsa Família, Lula também recuou. O petista havia passado de 20,1% em 2018 para 40% em 2022, mas caiu para 37% em 2026. Já os candidatos bolsonaristas registraram 53,6% em 2018, 50,3% em 2022 e 53,9% neste ano.

O levantamento ressalta que os números não estabelecem uma correlação entre o recebimento do Bolsa Família e o voto em determinado candidato, mas mostram os resultados eleitorais nas cidades de acordo com o grau de dependência do programa.

Com informações do UOL

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[VÍDEO] AUDIÊNCIA: Cobertura das eleições da 96 FM e Blog do BG alcança mais de 1 milhão de pessoas

A cobertura das Eleições 2026 da 96 FM e do Blog do BG alcançou mais de 1 milhão de pessoas neste domingo (4), somando YouTube, streaming, rádio e o BG. Foram 12 horas de transmissão ao vivo acompanhando a votação, a apuração e as principais notícias do dia.

Os números mostram a dimensão da cobertura: foram 450 mil visualizações no YouTube, com pico de 15 mil pessoas acompanhando simultaneamente e mais de 16 mil mensagens na plataforma. O Blog do BG registrou 300 mil acessos no domingo e foi acessado por 120 mil pessoas. No Instagram, foram 6 milhões de visualizações em um único dia.

A cobertura mobilizou equipes no estúdio e nas ruas durante todo o domingo. Bruno Giovanni destacou o resultado e o trabalho dos profissionais envolvidos na transmissão, comandada por ele e Enio Sinedino.

“Isso não é só audiência, é confiança. É gente que parou para ouvir, é gente que parou para assistir, perguntar, comentar e acompanhar a eleição junto com a gente”, afirmou BG.

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FICOU NO ANÚNCIO: Governo promete faixa exclusiva para ciclistas na Rota do Sol, mas atletas não encontram estrutura

Foto: Adriano Abreu/Tribuna do Norte

Ciclistas que compareceram à Rota do Sol na manhã desta terça-feira (6) não encontraram a estrutura anunciada pelo Governo do RN para implantação de uma faixa exclusiva destinada ao ciclismo de competição. No trecho previsto, não havia cones para interdição nem policiamento para organizar o trânsito.

A operação deveria começar nesta terça, com interdição diária de uma faixa das 5h às 7h, entre a rotatória de Cidade Verde e a entrada de Pium. Em release, o Governo informou que agentes do Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE) permaneceriam no local para fechar a faixa e orientar os motoristas.

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VEXAME GOVERNISTA: Apenas 9 dos 22 ex-ministros de Lula conseguem se eleger no 1º turno


Foto: Reprodução/Instagram

Das 22 apostas do Palácio do Planalto que deixaram o governo para concorrer nas eleições de 2026, apenas 9 conseguiram garantir a vitória logo no primeiro turno, o que representa menos da metade do antigo primeiro escalão que entrou na disputa eleitoral. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia incentivado essas saídas com o objetivo de fortalecer candidaturas aliadas e ampliar a presença governista no Congresso.

O revés foi especialmente marcante nas disputas majoritárias para os governos estaduais, onde nenhum dos ex-ministros candidatos obteve sucesso. Em São Paulo, Fernando Haddad (PT), ex-comandante da Fazenda e que teve Márcio França (PSB) como vice, foi derrotado por Tarcísio de Freitas (Republicanos). Já em Alagoas, Renan Filho (MDB), ex-ministro dos Transportes, ficou em segundo lugar com 47,37% dos votos, sendo superado por JHC (PSDB), que venceu com 52,20%.

Derrotas e Vitórias na Corrida ao Senado e à Câmara

Entre os oito ex-ministros que concorreram às vagas ao Senado em seus estados, apenas dois saíram vitoriosos: Rui Costa (PT) na Bahia e André Fufuca (PP) no Maranhão. Nomes de peso como Marina Silva e Simone Tebet (em São Paulo), Gleisi Hoffmann (no Paraná), Carlos Fávaro (em Mato Grosso), Celso Sabino (no Pará) e Paulo Pimenta (no Rio Grande do Sul) ficaram de fora.

Na Câmara dos Deputados o desempenho foi mais favorável na busca por cadeiras. Dos nove ex-ministros concorrentes, seis foram eleitos: Anielle Franco (PT-RJ), Jader Barbalho Filho (MDB-PA), Juscelino Filho (PSDB-MA), Nísia Trindade (PT-RJ), Sílvio Costa Filho (Republicanos-PE) e Sônia Guajajara (PSOL-SP). Derrotas notáveis na mesma categoria incluíram Daniela Carneiro, Márcio Macêdo e Paulo Teixeira.

Já nas Assembleias Legislativas Estaduais, Macaé Evaristo (PT) foi a única representante do grupo a disputar uma vaga estadual, elegendo-se para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Ao todo, 30 ministros haviam deixado a gestão desde o início do terceiro mandato de Lula, mas apenas 22 efetivamente registraram candidaturas. Enquanto o saldo das urnas no primeiro turno foi desfavorável para boa parte dos antigos auxiliares, Geraldo Alckmin (PSB) segue na disputa nacional como candidato a vice na chapa presidencial. O pleito para o Palácio do Planalto será decidido em segundo turno no dia 25 de outubro, em uma disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL).

Com informações do Diário do Poder

Opinião dos leitores

    1. O ensino público Federal está totalmente dominado pela esquerdopatia, tem que ver o que fazer para desinfectar estas instituições de estado que estão contaminadas.

    2. Tem notícia que é chover no molhado, a promiscuidade com que IFs e Universidades são tratadas já não são nem notícia mais, MP só se preocupa com missa e culto em escolas confessionais, o que a sociedade tem que fazer é cobrar essas as autoridades e expurgar a verminose dessas instituições apodrecidas.

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[VÍDEO] “ESPANCAMENTO MAIS DOLOROSO QUE EM 2024”: Josias de Souza comenta revés histórico da esquerda nas urnas

 


Vídeo: Reprodução/Jornal da Gazeta

A esquerda brasileira, que já havia sofrido reveses nas eleições municipais de 2024, enfrentou um revés ainda mais doloroso neste domingo. O analista político aponta que, enquanto há dois anos os partidos de centro-direita (PSD, MDB, PP e União Brasil) saíram vitoriosos ao conquistarem mais de 3 mil prefeituras contra 517 do PL, o cenário atual mudou drasticamente de figura. 

“O espancamento desse domingo foi ainda mais doloroso. Há dois anos saíram vitoriosos os partidos de centro direita. Agora o povo deu mão forte ao bolsonarismo, a versão mais extrema da direita nacional”, comentou Josias de Souza.

Lula e seus aliados, após optarem por caminhos que abandonaram a psicanálise política tradicional antes da hora, viram-se novamente acuados. A diferença agora é que o eleitorado deu uma demonstração de força expressiva ao bolsonarismo, consolidando a vertente mais extrema da direita nacional.

Flávio Bolsonaro garantiu a passagem para o segundo turno à frente de Lula, colocando-se com força na disputa pelo Planalto e garantindo ampla maioria no Congresso Nacional a partir de 2027. Na Câmara dos Deputados o PL elegeu 121 deputados, formando a maior bancada da Câmara, enquanto no Senado Federal o partido garantiu 19 novos senadores, garantindo 28 cadeiras e assegurando também a maior bancada da Casa. 

O apoio também deve se estender nos executivos estaduais. Dos 20 governadores eleitos no primeiro turno, metade (10) declarou apoio ao filho de Bolsonaro.

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TABU ELEITORAL: Brasil nunca teve virada no 2° turno da disputa presidencial; confira o histórico


Fotos: Evaristo Sá/Ricardo Stuckert

A disputa pela Presidência da República em 2026 será decidida no segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro, entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No primeiro turno realizado no último domingo (4), Flávio Bolsonaro garantiu a liderança ao superar o petista por 2,2 milhões de votos a mais, alcançando mais de 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula.

A configuração da nova etapa do pleito traz à tona um dado histórico marcante da redemocratização: desde 1989, nenhum candidato que terminou a primeira etapa da votação em segundo lugar conseguiu reverter o resultado no segundo turno para vencer a eleição presidencial.

Em quase três décadas de eleições decididas em dois turnos — com exceção das vitórias de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) ainda no primeiro turno em 1994 e 1998 —, a tradição política tem sido a manutenção da liderança inicial até o pleito final.

O Retrospecto Histórico dos Segundos Turnos no Brasil

1989 (Collor x Lula)

Fernando Collor (PRN) liderou com 30,5% contra 17,2% de Lula no primeiro turno, confirmando a vitória na etapa seguinte com 53,0% dos votos válidos.

2002 (Lula x Serra)

Lula chegou ao segundo turno com 46,4% frente aos 23,2% de José Serra (PSDB), ampliando a margem para 61,3% e conquistando seu primeiro mandato.

2006 (Lula x Alckmin)

Em sua reeleição, Lula obteve 48,6% no primeiro turno contra 41,6% de Geraldo Alckmin (PSDB), vencendo no segundo turno com 60,8%.

2010 (Dilma x Serra)

Dilma Rousseff (PT) estreou na disputa com 46,9% contra 32,6% de Serra, consolidando a vitória com 56,1% e tornando-se a primeira mulher presidente do país.

2014 (Dilma x Aécio)

Dilma buscou a reeleição após somar 41,6% no primeiro turno frente a 33,6% de Aécio Neves (PSDB), vencendo o segundo turno por uma diferença de 3,3 pontos percentuais.

2018 (Bolsonaro x Haddad)

Jair Bolsonaro (PL) liderou a primeira etapa com 46,0% contra 29,3% de Fernando Haddad (PT), vencendo o pleito final com 55,1%.

2022 (Lula x Bolsonaro)

Lula terminou o primeiro turno à frente do então presidente Jair Bolsonaro e confirmou o triunfo no segundo turno com 50,9% dos votos válidos contra 49,1%.

Com o cenário de 2026 estabelecido, a grande incógnita para o dia 25 de outubro é se Lula conseguirá quebrar o tabu histórico de 37 anos e realizar uma virada inédita desde a redemocratização, ou se Flávio Bolsonaro manterá a tendência de vitória daqueles que lideram a primeira fase.

Com informações do Infomoney

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