O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) liberou crédito suplementar de R$ 2,08 bilhões para ministérios e diferentes órgãos da União. A abertura de crédito foi publicada nesta 3ª feira (19.out.2021) no Diário Oficial da União.
A verba liberada tem destinação determinada pela lei. São diferentes ministérios e órgãos contemplados. Entre eles, estão os Censos Demográfico, Agropecuário e Geográfico, que tiveram verba direcionada de R$ 35,6 milhões.
Não é especificado quanto cada censo irá receber, o que deve ser definido pelo Ministério da Economia. O Censo Demográfico estava previsto para 2020, mas foi adiado por causa da pandemia e da redução do orçamento destinado à pesquisa.
O STF (Supremo Tribunal Federal) determinou que o governo reserve os recursos necessários para a realização do Censo no Orçamento de 2022. A AGU (Advocacia Geral da União) confirmou a destinação de R$ 2,3 bilhões para o Censo 2022 na semana passada.
O Ministério de Minas e Energia também é um dos beneficiários. Entre as verbas recebidas pela pasta está R$ 443,7 milhões para a “fabricação do combustível nuclear”. O governo criou na 2ª feira (18.out) a ANSN (Autoridade Nacional de Segurança Nuclear), uma proposta de Bolsonaro.
Obras de infraestrutura também receberam uma parte significativa da verba liberada. Foram R$ 968 milhões liberados para o Ministério da Infraestrutura, principalmente para adequações de trechos rodoviários.
As verbas para o crédito suplementar têm como fonte recursos próprios da União e valores pagos por concessões. Mas R$ 965,5 milhões têm como origem o cancelamento de despesas e repasses autorizados anteriormente.
Entre esses repasses cancelados estão R$ 86 milhões do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, que já teve um corte de verba anterior de mais de R$ 600 milhões.
Minas e Energia também teve um corte de R$ 9,2 milhões, incluindo verbas para avaliação da oferta hídrica brasileira, estudos de planejamento e monitoramento do setor elétrico e expansão da geração hidrelétrica. Todas são áreas de interesse para a crise hídrica e energética que o Brasil enfrenta atualmente.
Também foram cortados programas do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Foram R$ 15,6 milhões que seriam direcionados a defesa dos direitos humanos e projetos para segurança da mulher que foram cortados.
A Polícia Federal promoveu mudanças no comando do inquérito que apura supostos desvios no INSS e que cita o nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT). A alteração ocorreu nesta sexta-feira (15), com a substituição do delegado responsável pelo caso após a transferência da investigação para uma estrutura mais centralizada da corporação.
O fato gerou reação no STF, que buscou explicações sobre a reorganização interna do inquérito.
A PF informou que o inquérito deixou a divisão de crimes previdenciários e passou a ser conduzido pela Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores, setor voltado a investigações consideradas mais sensíveis.
Segundo a corporação, a mudança foi feita para “potencializar recursos” e garantir maior eficiência na apuração. O delegado que conduzia o caso foi substituído, embora parte da equipe tenha sido mantida.
A investigação apura suspeitas de desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e cita nomes ligados ao esquema sob apuração. Entre eles, está o empresário conhecido como “Careca do INSS”, investigado no âmbito do caso e apontado como peça central em supostos desvios de aposentadorias e benefícios.
Segundo informações do inquérito, também são analisadas movimentações financeiras e relações comerciais envolvendo pessoas ligadas aos investigados.
Pontos da investigação:
Mudança de delegacia dentro da PF
Transferência do caso para setor superior
Apurações sobre esquema no INSS
Citações a pessoas ligadas aos investigados
Análise de movimentações financeiras
Segundo relatos de bastidores, a mudança no comando teria motivado questionamentos internos e reuniões entre representantes da PF e integrantes do Judiciário. Não há confirmação oficial sobre o teor das conversas.
O caso segue em andamento sob supervisão judicial. As defesas dos investigados negam irregularidades e afirmam que não há elementos que sustentem acusações. A PF afirma que não houve prejuízo às investigações e que a reestruturação busca garantir continuidade e eficiência na apuração.
Hoje celebramos aqueles que fazem a diferença todos os dias, cuidando das nossas cidades, do meio ambiente e de toda a população.
Com coragem, dignidade e dedicação eles estão sempre presentes, pode contar com a gente!
A MB limpeza urbana parabeniza todos os profissionais de limpeza pelo seu dia, reconhecendo cada colaborador que veste a nossa camisa com muito orgulho!
Se somos a Melhor do Brasil é porque temos os melhores do Brasil, obrigado a todos vocês!
No fim da tarde de 16 de março de 2022, Maycon Lucas Zacarias Soares mandou pelo WhatsApp uma foto da fachada do Palácio da Resistência. A imagem era para combinar o ponto de encontro com o cunhado, Oseas Monthalggan Fernandes Costa — sócio-administrador da DISMED Distribuidora de Medicamentos. Oseas estava dentro do prédio, sede da Prefeitura de Mossoró. Maycon ia até lá entregar “o envelope”.
A Polícia Federal não detalha o conteúdo do envelope em que a cena está registrada. Em mensagens anteriores na mesma conversa, Oseas mencionara “os papéis da Roberta” — sua esposa, sócia da Drogaria Mais Saúde —, que precisariam ser assinados. Não se sabe se a assinatura de papéis é ou não verdadeira.
Quando a Operação Mederi se tornou pública, três anos depois, o registro daquele encontro ganhou outra dimensão. Não pela cena em si, mas pelo quintal em que aconteceu. Em 21 de junho de 2024, no auge da investigação, R$ 138.547,73 caíram na conta da DISMED. O dinheiro era do Fundo Municipal de Saúde de Mossoró — pago, justamente, pela Prefeitura sediada no Palácio Felipe Camarão. No mesmo dia, antes que a empresa usasse aquele dinheiro para comprar uma caixa sequer de medicamento, a DISMED transferiu valores para Maycon, para Oseas, para a Posto MM Soares — e depositou R$ 20 mil na conta poupança da filha menor de Oseas,
Naquela tarde, pelo WhatsApp, Oseas lembrou ao cunhado:
“Maikynho, só se ligue aí que é poupança viu, tem que botar essa variação 51.”
Maycon, que acabara de sair do banco, então chega ao Palácio da Resistência:
Quando a foto de Allyson Bezerra e Oseas, de 2024, foi postada no Instagram e virou peça do inquérito, o ex-prefeito de Mossoró disse não ter relação com o sócio da Dismed. Em sua defesa, nesse dia, é preciso sublinhar que ele estava em Brasília.
A matemática que o sócio recitou
A cena é um único dia de uma rotina. Entre maio e outubro de 2024 — seis meses —, a DISMED recebeu R$ 8,15 milhões em pagamentos de prefeituras e sacou R$ 2,21 milhões em espécie. Aproximadamente 27,1% de tudo o que entrou de dinheiro público, virou cash.
O percentual não é coincidência. Em outra escuta — desta vez ambiental, dentro do escritório da DISMED em Mossoró —, Oseas Monthalggan recitou em voz alta a divisão. O áudio é da tarde de 13 de maio de 2025:
“Fica cento e quarenta (R$ 140.000,00) pra ele entregar cem por cento (100%). Dos cento e quarenta ele ganha setenta (R$ 70.000,00). Setenta com sessenta é meu, cento e trinta (R$ 130.000,00). Só que dos cento e trinta nós temos que pagar cem mil (R$ 100.000,00) a ALLYISON e a FÁTIMA, que é dez por cento (10%) de FÁTIMA e quinze por cento (15%) de ALLISSON. Só ficou trinta mil (R$ 30.000,00) pra a empresa!”
ALLYISON é como Oseas se refere a Allyson Leandro Bezerra Silva, então prefeito de Mossoró. FÁTIMA é como aparece nas escutas uma pessoa ainda não identificada pela PF.
Aplicando a “matemática” só ao que Mossoró pagou à DISMED no semestre auditado — R$ 3.332.710,27, segundo o relatório bancário —, a PF calcula um valor teórico de propina de R$ 833.177,57 apenas para esta cidade. Os 25% que escapam da empresa, na conta da PF, “guardam proporção próxima” do percentual de 27,1% sacado em espécie sobre o total creditado por prefeituras.
A engenharia dos saques
A retirada do dinheiro em espécie obedece a um padrão. Dos R$ 2,21 milhões sacados em 70 operações entre maio e outubro de 2024:
Maycon Lucas Zacarias Soares, cunhado de Oseas, sacou R$ 1.784.000,00 em 20 saques — média de R$ 89.200 por operação. Representa 80,7% do total.
Oseas Monthalggan, sócio-administrador, sacou R$ 294.000,00 em 6 operações — média de R$ 49.000 por saque. Representa 13,3% do total.
Os 13,3% de Oseas não são arredondamento à toa. R$ 49 mil é o limite imediatamente abaixo de R$ 50 mil — valor a partir do qual o banco é obrigado a comunicar a operação ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Em outro período, anterior, a mesma DISMED havia feito 22 saques exatos de R$ 49 mil — somando R$ 1,07 milhão. Para a PF, é fracionamento deliberado para escapar do controle automático.
Os outros 5,97% dos saques (R$ 132 mil em 44 operações) saíram pulverizados em retiradas de R$ 3 mil em terminais de autoatendimento. Outra forma de não chamar atenção.
A conclusão da própria PF, na fl. 500 do laudo:
“os saques logo após os pagamentos tenham servido para repasses ilícitos, inclusive a outras prefeituras.”
A sócia de fachada
A engrenagem do dinheiro em espécie tinha mais peças. Vitória Cibele Pinheiro Bezerra Soares — esposa de Maycon, sócia formal da DISMED até janeiro de 2024 — atuava como armazenadora doméstica do numerário. Em diálogo do WhatsApp do dia 9 de dezembro de 2023, Maycon escreveu para a esposa:
“Na última gaveta lá de baixo do colaste, onde fica a minha maquininha, tem um bolo de dinheiro de 4.000,00 purgue 3.000,00 e traga.”
Minutos depois, ela confirma: “Tá aqui no meu bolso.”
A PF conclui na fl. 477:
“Ela atuava no armazenamento e repasse de numerário em espécie, na realização de pagamentos via contas de empresas de fachada e na execução de transferências bancárias a mando do marido. Sua participação reforça o caráter estruturado do esquema, no qual familiares eram utilizados para diluir responsabilidades.”
Em 9 de janeiro de 2024, um “Aditivo 04” formaliza a saída de Vitória do quadro societário. No lugar dela, entra o próprio Maycon. A movimentação, segundo a PF, “reforça o uso de interpostas pessoas para dar aparência de legalidade ao controle do grupo”.
A escala
A DISMED Distribuidora de Medicamentos Ltda. foi fundada com outros sócios. Em 4 de fevereiro de 2021, Oseas Monthalggan — então vereador de Upanema com rendimento declarado de R$ 4.049,05 mensais — entrou no quadro. Em 2016, à Justiça Eleitoral, Oseas declarara patrimônio total de R$ 26 mil.
A empresa apresentou crescimento exponencial. Em 2023, o faturamento anual ultrapassou R$ 11 milhões. Entre 8 de junho de 2018 e 14 de maio de 2023, apenas numa única instituição financeira, a DISMED movimentou R$ 65,43 milhões.
O contrato com a Prefeitura de Mossoró é o maior do bloco, mas não é o único. Os sócios da Dismed admitiram em conversas captadas pela PF que o modelo de negócio deles era a propina. Sem propina, não teriam como existir.
A Dismed também vendeu, mas não só, para os Fundos Municipais de Saúde de Tibau, Serra do Mel, Upanema, Patu, Porto do Mangue, Campo Grande, Triunfo Potiguar, Areia Branca, Grossos — entre outros municípios do oeste e do Seridó potiguar. Em alguns deles, escutas registradas pela PF mencionam o mesmo padrão de divisão por porcentagem — com prefeitos e secretários locais sendo nomeados nos áudios.
A passagem do ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil), pelas cidades do Alto Oeste potiguar virou motivo de comentários e ironias em redes sociais e grupos de mensagens da região, segundo o portal Potiguar.
Segundo publicações e relatos de moradores, vídeos da agenda passaram a circular com diferentes interpretações, incluindo piadas e deboches, pela falta de apoio de lideranças expressivas e pelo estilo excessivamente performático nas ruas.
Segundo os moradores da região, o comportamento do pré-candidato, com chapéu na cabeça e pulos coreografados para as câmeras, gerou questionamentos se quem passava era o humorista “Tiririca” ou “Tirullipa”. A comparação ganhou força rapidamente nas redes sociais e grupos de WhatsApp locais, traz o portal Potiguar.
Conforme relatos de bastidores, a coordenação da campanha já demonstra forte preocupação com o esvaziamento das agendas no interior. Allyson não conseguiu reunir prefeitos de peso ou deputados da região durante o trajeto.
O senador Rogério Marinho (PL) já havia alertado em entrevistas recentes que o ex-prefeito tenta criar um personagem popular artificial. Adversários políticos apontam que o estilo cansou o eleitorado tradicional que busca propostas sérias.
Aliados do ex-prefeito tentam minimizar o episódio nas redes, mas admitem reservadamente que a internet não está se convertendo em alianças políticas reais. O isolamento no Alto Oeste acendeu o sinal de alerta no grupo governista de Mossoró.
A decisão do desembargador federal Rogério Fialho Moreira ocorreu após relatório do Coaf apontar movimentações atípicas de R$ 65 milhões. Elas atingem diretamente a gestão do ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do RN, Allyson Bezerra (União Brasil), e prefeituras como Tibau e Serra do Mel.
Segundo o relator, há elementos nos autos que justificam a permanência da investigação no TRF-5, como o possível envolvimento de agentes públicos com prerrogativa de foro. E que o próprio MPF já havia concordado, antes, com medidas cautelares no mesmo processo.
O inquérito investiga possíveis irregularidades em contratos de fornecimento de medicamentos firmados por prefeituras potiguares com empresas do setor farmacêutico.
Há análise de movimentações financeiras consideradas atípicas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que deram origem à investigação. Relatórios apontam que uma das empresas citadas teria movimentado mais de R$ 65 milhões entre 2018 e 2023.
Segundo a PF, entre maio e outubro de 2024, uma das empresas investigadas teria recebido cerca de R$ 8,15 milhões de recursos públicos, com parte do dinheiro em espécie.
A investigação cita registros de escutas, quebras de sigilo e mensagens de aplicativo que estão sob análise.
Em uma gravação, há referência a uma suposta divisão de valores atribuída a interlocutores ligados ao contexto da investigação, incluindo menção ao ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra.
A PF identificou padrões de saques fracionados e movimentações em espécie abaixo do limite de comunicação obrigatória, além do uso de terceiros em parte das transações investigadas.
O médico intensivista Saul Oliveira e Costa, de 43 anos, que estava desaparecido desde o dia 14 de maio, em Natal, foi encontrado sem vida. O caso gerou forte comoção entre colegas, amigos e profissionais da área da saúde no Rio Grande do Norte.
Saul atuou durante anos em hospitais importantes do estado, incluindo unidades da rede privada, e, segundo pessoas próximas, estava afastado das atividades profissionais há cerca de um ano após enfrentar um grave quadro de sofrimento psíquico.
Sem entrar em detalhes sobre as circunstâncias da morte, amigos próximos relatam que o caso escancara uma realidade silenciosa e cada vez mais presente entre profissionais da saúde: o adoecimento emocional de quem dedica a vida ao cuidado do outro.
“Há um evidente adoecimento de quem cuida dos doentes. Os profissionais da saúde, que cuidam da população, estão adoecendo vítimas de burnout, frustração e jornadas excessivas de trabalho”, relatou uma fonte próxima, que preferiu não se identificar.
Ainda segundo o relato, muitos profissionais vivem submetidos a rotinas intensas, acúmulo de plantões, pressão por resultados e cobranças constantes, além da necessidade de buscar reconhecimento e estabilidade financeira em um cenário cada vez mais competitivo.
“Existe também uma pressão por visibilidade e exposição. Muitos acabam tentando se reinventar nas redes sociais para atrair pacientes e manter seus consultórios, mas nem sempre conseguem a remuneração e o reconhecimento que esperavam”, afirmou.
Na passagem de fevereiro para março, o índice de volume de atividades turísticas do Rio Grande do Norte avançou 1,3%. Esse foi o segundo maior crescimento observado no país, atrás do Rio Grande do Sul (1,4%) e a frente de Goiás (0,4%). O desempenho potiguar também ficou acima do resultado do Brasil (-4,0%). Em todo o país, apenas três dos 17 estados pesquisados registraram números positivos em março, na série com ajuste sazonal. As informações são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta sexta-feira (15) pelo IBGE.
Em relação a março de 2025, o turismo potiguar teve alta de 7,3%. Com os resultados, o setor acumula ganhos 6,8% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano anterior.
a nível nacional, a retração foi influenciada pelos recuos observados nos serviços de hotéis, serviços de reserva relacionados à hospedagem, transporte aéreo e locação de automóveis.
O volume de serviços do Rio Grande do Norte aumentou 2,1% em março, em relação ao mês de fevereiro. O índice coloca o estado em segundo lugar no ranking Nordeste com maiores crescimentos, atrás apenas de Alagoas (2,5%). Esse também foi o melhor resultado para o mês de março no RN desde 2022 (2,7%). A série conta com ajuste sazonal.
Em relação a março do ano passado, o Rio Grande do Norte ficou em primeiro lugar no Nordeste, com crescimento de 6,6%. Assim, o setor de serviços potiguar já acumula avanço de 3,2%. Em 12 meses, o crescimento foi de 1,9%, em relação ao período anterior de 12 meses.
Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (15), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que os casos de Hantavírus confirmados em passageiros no navio de cruzeiro MV Hondius (com histórico de circulação na América do Sul) não têm risco de disseminação no Brasil.
“Todo ano, no Brasil, a gente tinha uma série histórica de 50 a 70 casos de hantavírus […] Essa cepa que causou o surto no cruzeiro, que é Andina, que é o único registro no mundo de transmissão entre os humanos da hantavirose, nunca circulou no Brasil […] O que aconteceu no cruzeiro, não tem o menor risco de trazer para o Brasil”, destacou Padilha.
Em 2026, até o momento, o país registrou um óbito e sete casos de contaminação pelo vírus, dado que, segundo o ministério, aponta tendência de redução.
Durante entrevista ao Hora H, na última sexta-feira (8), a médica infectologista Luana Araújo afirmou que o hantavírus representa um risco baixo para a saúde pública mundial. A especialista analisou o surto da doença registrado em um navio que partiu da Argentina com destino a Cabo Verde, além dos dois casos confirmados no Brasil.
Os produtores do filme “Dark Horse” avaliam antecipar a estreia do filme que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro para julho. A previsão inicial era lançar apenas em setembro, véspera das eleições.
Essa hipótese já era cogitada nos bastidores para evitar problemas com a Justiça Eleitoral. Juridicamente, há um temor de que a justiça barrasse a veiculação no país sob o pretexto de uso eleitoral.
O mês de julho foi levantado como alternativa porque antecede o período oficial de campanha, que começa em agosto.
Após a divulgação do áudio entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro, a avaliação entre pessoas envolvidas na produção do filme é que a antecipação pode ser até melhor para o presidenciável.
O longa já foi todo gravado e está com os cortes prontos, mas ainda faltam detalhes, que estão sendo finalizados nos Estados Unidos, como as trilhas do filme, por exemplo.
Os responsáveis pela produção correm contra o tempo para pedir o registro junto à Ancine (Agência Nacional do Cinema) até o início de junho.
Para que uma obra audiovisual seja veiculada no Brasil, é necessário ter o registro na agência. Estes registros costumam sair em até 30 dias após o pedido inicial.
O senador Flávio Bolsonaro afirmou, em entrevista à CNN Brasil, que o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema “se precipitou” ao criticá-lo após a divulgação de diálogos revelados pelo The Intercept Brasil.
Segundo a reportagem, Flávio teria pedido R$ 134 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse, produção em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Nada melhor do que o tempo, a prudência, a calma e a transparência para que as coisas sejam esclarecidas. Acho que o Zema se precipitou, ele não me deu nem a oportunidade de falar o que era, ele já partiu para dentro de um estúdio para gravar um vídeo e se aproveitar eleitoralmente”, afirmou Flávio.
O senador disse ainda que tentou entrar em contato com Zema, mas não recebeu retorno.
Flávio também afirmou que, diante da situação atual, uma eventual composição com o político mineiro como vice “fica inviável”, apesar de setores da direita defenderem a formação de uma chapa para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro.
“Se o Zema quiser voltar a me ajudar nessa missão, vai ser muito bem-vindo. Ele está colocado como pré-candidato à Presidência da República, é um direito dele. Eu estou colocado como pré-candidato pelo meu partido e lá na frente a gente vê. Mas, é óbvio que, em função do que aconteceu, se ficar do jeito que está, isso fica inviável”, declarou.
Após a publicação da reportagem do The Intercept, Zema divulgou vídeo nas redes sociais classificando a conversa revelada como um “tapa na cara dos brasileiros de bem”. A manifestação provocou reações de aliados de Flávio, entre eles os irmãos Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro.
Comente aqui