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Governo tentou comprar o silêncio de Delcídio do Amaral, destaca Veja

aloizio-mercadante-2015-3413-originalO recado de Mercadante a Delício: ‘Só estou aqui pra ajudar'(Ed Ferreira/Folhapress)

O senador Delcídio do Amaral cumpria uma jornada dupla quando era líder do governo. Em público, presidia a poderosa Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e negociava a aprovação das medidas de ajuste fiscal consideradas prioritárias pela presidente Dilma. Nos bastidores, era peça-chave na estratégia destinada a impedir que a Operação Lava-Jato descobrisse a cadeia de comando do petrolão. Longe dos holofotes, Delcídio atuava como bombeiro. Conversava com empreiteiros, funcionários da Petrobras e políticos acusados de participar do esquema de corrupção, anotava suas demandas e informações de bastidor e, depois, relatava-as em detalhes a Dilma e a Lula. Sua missão era antever dificuldades e propor soluções. Foi ele quem alertou a presidente de que a Odebrecht tinha pagado no exterior ao marqueteiro João Santana por serviços prestados a campanhas presidenciais do PT. Foi ele quem falou para Lula que petistas estrelados estavam reclamando de abandono e falta de solidariedade. Aos dois chefes, Delcídio fazia o mesmo diagnóstico: “Enterramos nossos cadáveres em cova rasa. É um erro. Precisamos enterrá-los com dignidade”.

Dignidade, no caso, significava ajudar companheiros e executivos presos ou sob investigação com dinheiro, assistência jurídica e lobby a favor deles nos tribunais superiores, para evitar que contassem às autoridades segredos da engrenagem criminosa que desviou, segundo a Polícia Federal, quase 50 bilhões de reais da Petrobras. Delcídio repetiu essa cantilena de forma exaustiva até ser preso e – como gosta de dizer – traído. Lula o chamou de imbecil por ter sido gravado ao tentar comprar o silêncio de Nestor Cerveró, um dos delatores do petrolão. O PT também o rifou em público. Com medo de expiar seus pecados em cova rasa, o bombeiro, agora no papel de incendiário, mostrou-se disposto a contar às autoridades tudo o que viu, ouviu e fez a mando de Lula e Dilma durante treze anos de intimidade com o poder. Não era um blefe. O acordo de delação premiada no qual Delcídio afirma que Lula e Dilma sabiam da existência do esquema de corrupção e atuaram a fim de mantê-lo em funcionamento foi homologado pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF). A colaboração, apelidada de “A delação”, só foi formalizada porque o senador resistiu a uma proposta generosa de “enterro com dignidade” apresentada pelo petista Aloizio Mercadante.

Ex-chefe da Casa Civil do governo Dilma, atual titular da pasta da Educação e um dos ministros mais próximos da presidente, Mercadante prometeu dinheiro e ajuda para que Delcídio deixasse a prisão e escapasse do processo de cassação de mandato no Senado. Em contrapartida, pede que Delcídio não “desestabilize tudo” com sua delação. O ministro não tratou diretamente com o senador, que já estava sob a custódia da polícia, mas com um assessor da estrita confiança do senador, José Eduardo Marzagão. Os dois se reuniram duas vezes no gabinete de Mercadante no ministério. As conversas foram gravadas por Marzagão e entregues à Procuradoria-Geral da República por Delcídio, que, em depoimento formal, disse que o ministro agira a mando de Dilma. Com essa observação, acusou o ministro e a presidente de tentar comprar o silêncio de uma testemunha, obstruindo o trabalho da Justiça. Era o acerto de contas de Delcídio com os senhores que lhes viraram as costas. “Me senti pressionado pelo governo”, disse ele aos procuradores.

Nos diálogos, aos quais VEJA teve acesso, Mercadante oferece ajuda financeira à família de Delcídio e promete usar a influência política do governo junto ao Senado e ao Supremo Tribunal Federal para tentar evitar a cassação do senador e conseguir sua libertação. Além de dizer a Marzagão que Delcidio deveria ficar “calmo”, deixar “baixar a poeira” e não fazer “nenhum movimento precipitado”, Mercadante prometeu procurar o presidente do Senado, Renan Calheiros, para armar um plano de modo a fazer com que o Senado voltasse atrás na decisão, tomada em plenário, ratificando a ordem de prisão expedida pelo Supremo. “Por que é que não pede reconsideração ao Senado? Pode?”, questiona o ministro. “Acho que não”, diz o assessor. “Em política, tudo pode”, ensina Mercadante.

Descrevendo seu plano, Mercadante deixa claro ao assessor que vai tentar “construir com o Supremo uma saída” para Delcídio. Diz que Ricardo Lewandowski, o presidente do STF, poderia libertar Delcídio por meio de liminar, durante o recesso de fim de ano do Judiciário. “O presidente vai ficar no exercício… Também precisa conversar com o Lewandowski. Eu posso falar com ele pra ver se a gente encontra uma saída”, oferece Mercadante. Sem citar o nome, o ministro dá a entender que irá procurar outro ministro do STF e que sua ideia é fazer com que o Senado procure Teori Zavascki para pleitear a soltura do senador. “Talvez o Senado possa fazer uma moção, a mesa do Senado, ao Teori, entendeu? Um pedido: olha, nós demos autorização considerando o flagrante, considerando as condições etc, mas não há necessidade pá, pá, pá – pá, pá, pá. E tentar construir com o Supremo uma saída”, diz. A menção ao STF foi ligeira mas estratégica. Naquela altura, a prioridade da família de Delcídio era libertá-lo antes do Natal. Havia, entretanto, a suspeita de que Teori negaria, como de fato ocorreu, o pedido de habeas-corpus. A oferta de Mercadante remediaria o problema.

Sobre a possibilidade de uma delação de Delcídio, Mercadante diz: “Eu acho que ele devia esperar, não fazer nenhum movimento precipitado, deixar baixar a poeira, ele vai sair, a confusão é muito grande.” A primeira conversa entre Mercadante e o assessor de Delcídio ocorreu no dia 1º de dezembro, uma semana após a prisão do ex-líder do governo. A segunda conversa deu-se no dia 9 de dezembro, um dia após a família de Delcídio decidir contratar o escritório do advogado Antonio Augusto Figueiredo Basto, um dos principais especialistas em delação premiada no país. No primeiro encontro com assessor, Mercadante se mostra cauteloso. Diz que Delcídio é “fundamental para o governo”, fala em lealdade, promete ajuda e deixa entender que fala em nome da presidente Dilma: “Eu sou um cara leal. A Dilma sabe que se não tiver uma pessoa para descer aquela rampa, eu vou com ela até o final.”

Fica claro que Mercadante está preocupado em acalmar a mulher e as filhas de Delcídio, principais incentivadoras de um acordo de delação. Diz ao assessor do senador: “Eu tô te chamando aqui para dizer o seguinte: eu serei solidário ao Delcídio. Eu gosto do Delcidio, eu acho ele um cara muito competente, muito habilidoso, foi fundamental para o governo (…) Eu vi o que estão fazendo com as filhas dele. Uma canalhice monumental. Imagino o desespero dele. Então você veja o que ele precisa que eu posso ajudar.” O ministro aconselha o assessor a dizer para Delcidio seguir em silêncio para “não ser um agente que desestabilize tudo”. Chega a fazer uma ameaça velada, caso o petista revele os podres do governo: “Vai sobrar uma responsabilidade pra ele monumental, entendeu?”.

No segundo encontro, ainda sob o impacto da notícia da contratação do especialista em delações, Mercadante é mais explícito. Revela seu plano no Judiciário, reclama que por causa dos rumores de acordo com a Lava-Jato nem Renan Calheiros, investigado no STF, nem o governo poderão se mexer para salvar Delcídio. Chega a pedir para que o petista abafe o assunto delação. Diz Mercadante: “Como é que o Renan vai se mexer… Eu sei que ele tá acuado porque o outro vai… Entendeu? Como é que o governo se mexe, porque parece que tem alguma coisa que ele (Delcídio) sabe do rabo de alguém. Então, eu acho que tem que tirar isso (delação) da pauta nesse momento.”

O assessor de Delcídio relata as dificuldades financeiras do senador, afirma que a família está planejando vender imóveis e se desfazer de bens para custear o processo. Mercadante se dispõe a viajar ao Mato Grosso do Sul para dar assistência à família: “Isso aí também a gente pode ver no que é que a gente pode ajudar, na coisa de advogado, essa coisa. Não sei. Pô, Marzagão, você tem que dizer no que é que eu posso ajudar. Eu só tô aqui pra ajudar. Veja o que que eu posso ajudar”. O ministro explica que, se a mulher de Delcídio aceitasse conversar, ele organizaria uma visita, como ministro da Educação, em alguma universidade do estado para ocultar o real objetivo da viagem.

Marzagão trabalha com o senador há treze anos. Nos 87 dias em que o petista ficou preso, Marzagão só não fez companhia a ele uma única vez, quando foi ao casamento da filha em Fortaleza. Era Marzagão quem levava e trazia informações, providenciava alimentação e livros, ouvia histórias e compartilhava de desabafos e crises de choro. Antes de procurar o assessor, Mercadante tentou contato com a esposa do senador. O ministro foi repelido com contundência. Maika, a esposa de Delcídio, não escondia a raiva pelo fato de o marido ter se prestado, segundo ela, a fazer serviços sujos para Lula e Dilma, como a tentativa de comprar testemunhas do petrolão, motivo que o levou à prisão. Além disso, Maika sabia que o ministro sempre fora um desafeto de Delcídio no partido. Os dois, senador e ministro, nunca foram amigos, nem mantinham relações amistosas. Por isso, Maika viu a tentativa de aproximação de Mercadante com estranhamento.

Ao ser chamado para uma conversa com um desafeto de Delcídio, Marzagão resolveu gravar tudo, como medida de precaução. Temia ser alvo de uma armadilha tramada pelo governo a fim de desmoralizar o senador, que, como antecipara VEJA, ameaçava contar seus segredos às autoridades. O senador e seu assessor também sabiam como o Ministério Público valorizava gravações com tentativas de obstruir a Justiça. Afinal, uma gravação e uma proposta de auxílio financeiro levaram Delcídio à cadeia, acusado de tentar sabotar o trabalho da Justiça. Como Mercadante, Delcídio também queria calar uma testemunha.

A proposta de silêncio (CLIQUE AQUI em texto na íntegra e confira TODO o diálogo bombástico).

Veja

Opinião dos leitores

  1. Agora começamos a entender a razão do silêncio de muitos. Tem muito pichuleco na jogada. Se a Marcos Valério foram repassados milhões, quanto será que tem custado o silêncio da OAS e da Odebrecht?
    Não existem delações e provas suficientes para que sejam tomadas as medidaslegais necessárias junto ao centro, agora revelado, do esquema de corrupção? Estão esperando o quê? Fechar a delação do Deputado Pedro Corrêa e da Andrade Gutierez, que assim como Delcídio estão dando nomes aos bois que mandam no pasto? Cuidado para não ser tarde demais!

  2. Mais um petista que será preso: após Silvio Pereira, Delúbio Soares, José Dirceu, João Vaccari, Delcídio Amaral, chegou a vez de Aloizio Mercadante. Irá para o xilindró antes do capo maior, Lula.

    1. Todos os corruptos na cadais, mas a diferente dos alienados petista, não trataremos bandidos como heróis! Acho que vai faltar Rivotril e Lexotan nas farmácias!!! A tetinha está secando a cada dia!!!

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Geral

Fuga de 5 detentos de Alcaçuz ocorreu em pavilhão com falha no videomonitoramento desde março

Foto: reprodução

Os cinco detentos que fugiram da Penitenciária de Alcaçuz escaparam de um pavilhão onde o sistema de videomonitoramento estava sem funcionamento, segundo documentos internos da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).

Para deixar a unidade, eles danificaram a cela e utilizaram uma corda improvisada, conhecida como “teresa”, para pular o muro.

Segundo apurou o BLOGDOBG, a direção da unidade já havia solicitado, ainda em março, manutenção nas câmeras do Pavilhão 1, que permaneciam inoperantes.

Em abril, um novo documento reiterou o pedido e apontou que o problema também atingiu o Pavilhão 4 após fortes chuvas, deixando ambos sem monitoramento.

Nos ofícios, a administração destaca que o sistema é essencial para a vigilância de todo o perímetro interno e externo da unidade, reforçando a necessidade urgente de reparos.

A fuga aconteceu justamente no Pavilhão 1, onde, de acordo com a Seap, os presos conseguiram escapar após danificarem a cela. A ausência de videomonitoramento pode ter contribuído para a ação sem detecção imediata.

As circunstâncias da fuga seguem sob investigação, e forças de segurança realizam buscas para localizar os fugitivos.

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Geral

Oportunismo político nas chuvas: a diferença entre Natal, João Pessoa e Recife

Fotos: reprodução/redes sociais

Enquanto João Pessoa e Recife enfrentam fortes chuvas com alagamentos generalizados, protestos e pontos de calamidade, Natal registrou precipitações nas últimas 48 horas sem os impactos graves vistos nas duas capitais vizinhas.

Entre 1º e 28 de abril de 2026, a estação A304 do INMET em Natal acumulou 448 mm de chuva — três vezes a média histórica de 141 mm (período 2003-2025). Mesmo assim, a cidade lidou com o volume sem registrar os estragos significativos de João Pessoa e Recife.

Em João Pessoa, a oposição do PT – com figuras como Ricardo Coutinho e vereadores como Marcos Henriques – cobra duramente a prefeitura. As críticas são intensas, mas partem de um confronto político consistente com a gestão atual.

O mesmo vale para Recife. Ali, deputados e vereadores da oposição (principalmente do PP, PL e Novo) questionam drenagem e planejamento urbano. É um embate visível, mas dentro dos limites do jogo democrático. Não há torcida pela tragédia, e se ela chega há um mínimo de solidariedade em respeito aos afetados pelas chuvas.

Esse uso político das crises faz parte do debate. Não há como negar: oposição existe para fiscalizar e pressionar. O problema surge quando a cobrança vira exploração pura.

E é exatamente isso que diferencia Natal.

Na capital potiguar, a deputada Natália Bonavides e setores do PT costumam transformar qualquer chuva em oportunidade para atacar o prefeito Paulinho Freire. Há uma clara impressão de “quanto pior, melhor”. Parece haver uma torcida velada para que os problemas se agravem, de modo que o PT possa explorar o momento de forma mais conveniente.

Prova disso é o que estamos vendo agora. Choveu em Natal nos últimos dois dias, mas sem os estragos significativos registrados em João Pessoa e Recife. E, convenientemente, o oportunismo que marca presença em dias de maior crise simplesmente não aparece.

Quando não há estragos graves para explorar, o silêncio é eloquente. Isso revela que não se trata apenas de cobrança legítima por melhorias, mas de uma estratégia que se beneficia do caos.

As oposições em João Pessoa e Recife atuam dentro de um jogo político mais equilibrado. Em Natal, infelizmente, o nível de exploração parece ultrapassar o debate saudável e entrar no terreno do puro oportunismo.

A população merece oposição responsável – que cobre, fiscalize e proponha soluções. Não quem pareça comemorar as dificuldades alheias para colher vantagens eleitorais.

BG

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Geral

10ª Corrida do Trabalhador reúne 3 mil atletas, arrecada 3 toneladas de alimentos e reforça compromisso na gestão Nilda

Com cerca de 3 mil corredores nas ruas, arrecadação de 3 toneladas de alimentos e recorde de participação na categoria de pessoas com deficiência, a 10ª edição da Corrida do Trabalhador movimentou Parnamirim nesta sexta-feira (1º) e transformou o feriado em uma grande celebração de esporte, inclusão e solidariedade.

Quem também entrou no clima foi a prefeita Nilda, que não ficou apenas na largada: acompanhou tudo de perto e ainda encarou o percurso completo de 5 km, lado a lado com os participantes.

“Foi lindo de ver. Uma energia contagiante, famílias reunidas, atletas dando o seu melhor e, principalmente, um grande gesto de solidariedade com essas doações. Parabéns a todos que participaram e fizeram dessa corrida um momento tão especial para nossa cidade”, destacou a prefeita.

A organização também foi um dos pontos mais elogiados: estrutura bem montada, segurança garantida, trânsito organizado, boa sinalização em todo o percurso, além de pontos de hidratação e distribuição de frutas para os atletas. Todos os participantes receberam medalha, e a premiação contou ainda com troféus para os destaques, tudo pensado para oferecer a melhor experiência possível aos corredores.

Os vencedores em cada categoria foram:

Cidadão Parnamirinense (Masculino e Feminino)
Troféu para os 5 primeiros colocados:

Feminino:
1º Tamires Larissa Souza da Rocha
2º Jennys Barillas
3º Raniele Oliveira
4º Rita Leite da Silva Ribeiro
5º Geiza de Souza Virginio da Silva

Masculino:
1º Leonardo Teixeira de Lima
2º Silas Silva de Melo
3º Francisco Janilson de Almeida
4º João Cordeiro do Nascimento
5º Gabriel Lucas

Categoria Geral (Masculino e Feminino)
Troféu para os 5 primeiros colocados:

Feminino:
1º Janaina Fernandes Sales da Costa
2º Laura Gessica de Oliveira Costa
3º Camila Machado do Nascimento
4º Claudiana Cristina do Nascimento Silva
5º Rayane Daniel Torquato

Masculino:
1º José Adailton
2º Francisco Nascimento
3º Jean da Silva Cosme
4º Cleyvan Antonio dos Santos Rocha
5º Leandro Reinaldo Rodrigues

Pessoas com Deficiência (PCD) – 1º lugar por subcategoria:

Feminino:
Membro inferior – Rita Catarina Tonico da Cunha
Auditivo – Maria Cristine Santiago de Lima Dantas
Membro superior – Maria Vieira de Lima
Visual – Rita Maria André da Silva

Masculino:
Membro inferior – José Augusto Ribeiro de Oliveira
Membro superior – João Oliveira de Bastos
Visual – Joevan Francisco de Oliveira Costa

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Geral

VÍDEO: “Quem mais comete crime no Brasil é a polícia”, diz Daniela Mercury

A fala de Daniela Mercury insinuando que o cantor Edson Gomes batia na própria mulher não foi a única polêmica envolvendo a cantora na premiação do Troféu Armandinho e Irmãos Macêdo, realizada na noite da última terça-feira (28), em Salvador.

Daniela também afirmou que “quem mais comete crime no Brasil é a polícia”. Ela continuou, dizendo que “mais de 60% dos crimes não são os bandidos, não são os pretos… é de uma polícia que precisa ser educada”

Opinião dos leitores

  1. Ela aprendeu com Lula. Cria as “narrativas” e passa a divulgar para o povo pensar q é verdade. Xô Rouanet!!

  2. Uma completa IDIOTA ,o pior disso tudo é que vive só mamando nas tetas do governo e nós trabalhadores pagando seus luxos.

  3. Uma completa IDIOTA ,o pior disso tudo é que vive só mamando nas tetas do governo e nós trabalhadores pagando seus luxos

  4. Genial. Vamos trocar a farda pelo abadá e pedir pro tráfico fazer a segurança do Carnaval. Certeza que a ‘taxa de proteção’ vai ser super amigável.

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Geral

Cinco presos fogem de Alcaçuz após danificarem cela

Foto: divulgação/SEAP

Cinco detentos fugiram da Penitenciária Estadual de Alcaçuz. A fuga foi confirmada pela Secretaria da Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte neste sábado (2).

Segundo a pasta, os presos estavam na área de triagem do Pavilhão 1 e conseguiram escapar após danificarem a cela, durante o período de chuvas intensas no estado.

Os fugitivos são:

  • Carlos Soares Alves da Silva
  • Jefferson Cleyton Lima da Silva
  • Maycon Dias Mora
  • Pedro Gabriel da Silva
  • Rodrigo da Silva Nascimento

As forças de segurança foram acionadas e realizam buscas para recaptura. As circunstâncias da fuga estão sendo investigadas.

A população pode repassar informações de forma anônima pelo telefone 190. A última fuga registrada na unidade ocorreu em julho de 2021.

Opinião dos leitores

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Geral

STF tem quase 700 processos à espera de novo ministro após rejeição de Messias; entre os temas estão Lava Jato, aborto e previdência

Foto: reprodução/Agência Pública

Após a rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado, o STF (Supremo Tribunal Federal) segue com centenas de processos aguardando a definição de um novo ministro para assumir a vaga aberta desde a saída de Luís Roberto Barroso da relatoria desses casos. Agora, caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicar outro nome para a corte.

Levantamento no site do STF mostra que pelo menos 682 processos estão vinculados ao gabinete que será ocupado pelo futuro ministro. As ações tratam de temas sensíveis e de grande impacto social, que devem ficar sob a relatoria do indicado assim que ele tomar posse.

Casos

Entre os casos, estão ações sobre a descriminalização do aborto, questionamentos sobre regras para operações policiais no Rio de Janeiro, recursos remanescentes da Operação Lava Jato, além de processos que discutem candidaturas avulsas e pontos da reforma da Previdência.

No âmbito da Lava Jato, há cerca de 100 processos relacionados a bloqueio de bens e pagamento de multas de investigados que firmaram acordos de delação premiada.

Também aguardam relatoria 13 ações que contestam mudanças promovidas pela reforma da Previdência de 2019, que instituiu idade mínima para aposentadoria, alterou o cálculo de benefícios, modificou alíquotas de contribuição e criou regras de transição.

Outro tema relevante envolve a cobertura de tratamentos fora do rol da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). O STF já decidiu, por 7 votos a 4, que planos de saúde podem ser obrigados a custear procedimentos não listados, desde que cumpridos critérios técnicos — decisão que ainda é alvo de recursos.

Há ainda ações que tratam da possibilidade de perda de mandato por infidelidade partidária em cargos majoritários, da gratuidade para retificação de nome e gênero de pessoas trans em situação de vulnerabilidade e da constitucionalidade do ensino domiciliar (homeschooling).

R7

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Política

Petista vira ministro do TCU após acordo político; veja bastidores da escolha

Foto: Arquivo/Câmara dos Deputados

O deputado federal Odair Cunha (PT-MG) será o primeiro petista a assumir como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Ele foi eleito pela Câmara dos Deputados com 303 votos e tomará posse no próximo dia 20 de maio, após renunciar ao mandato. A escolha ocorreu em meio a articulações políticas dentro do Congresso.

De acordo com informações de bastidores, a eleição de Cunha foi resultado de um acordo entre o PT e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), envolvendo apoio político na disputa interna da Casa, conforme o Poder360.

Pela Constituição, o TCU é composto por nove ministros, sendo seis indicados pelo Congresso Nacional e três pelo presidente da República. Em tese, os nomes devem ter notório saber jurídico, contábil ou econômico, além de reputação ilibada.

Na prática, segundo especialistas, o tribunal tradicionalmente abriga ex-parlamentares e indicações políticas. O órgão, que tem nome de tribunal, não integra o Judiciário e atua como instância de fiscalização das contas públicas.

Com seis mandatos como deputado federal, Cunha é advogado e já foi relator da CPI do Cachoeira. Ele deve deixar o cargo na Câmara no dia anterior à posse no TCU.

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Saúde

Bolsonaro passa por 14ª cirurgia após facada; veja o que aconteceu

Foto: Reprodução/Facebook

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou por uma nova cirurgia nesta sexta-feira (1º), em Brasília, e chegou ao total de 14 operações desde a facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018, em Juiz de Fora (MG). A intervenção mais recente foi no ombro, após uma queda em janeiro.

Do total de cirurgias, dez estão relacionadas diretamente às sequelas do atentado de 2018 e a complicações decorrentes de procedimentos anteriores. De acordo com informações médicas, o ex-presidente também enfrenta crises de soluço crônico, que já causaram episódios de refluxo com risco à via respiratória.

As intervenções mais recentes antes da atual ocorreram no fim de 2025. Segundo informações, uma delas corrigiu duas hérnias na região da virilha, enquanto outras tiveram como objetivo bloquear o nervo frênico, na tentativa de reduzir as crises de soluço.

A cirurgia desta sexta foi feita no manguito rotador do ombro, afetado após uma queda ocorrida em janeiro, quando Bolsonaro estava na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O ex-presidente chegou ao hospital nas primeiras horas da manhã e contou com escolta da Polícia Militar do Distrito Federal até a unidade de saúde. A ex-primeira-dama também acompanhou a internação.

Opinião dos leitores

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Política

Escala 6×1 pode não acabar agora; entenda o impacto da crise entre Lula e Alcolumbre

Foto: Reprodução

A crise entre o presidente Lula (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ganhou novos desdobramentos após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF e já impacta a tramitação de propostas prioritárias do governo, incluindo a que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.

Conforme o Metrópoles, o desgaste político aumentou nos últimos dias e pode dificultar o avanço de matérias consideradas estratégicas no Congresso. Entre elas está a chamada PEC da Segurança Pública, que, de acordo com informações oficiais, aguarda andamento no Senado desde março, sem definição de relatoria até o momento.

A tensão também acende alerta sobre o futuro da proposta que trata do fim da jornada 6×1. Apesar do apelo popular, há avaliação interna de que o cenário político pode atrasar a tramitação ou levar a mudanças no texto durante a análise pelos parlamentares.

Atualmente, a proposta está em discussão na Câmara dos Deputados. Parlamentares analisam a possibilidade de incluir uma regra de transição de até quatro anos — hipótese que, segundo fontes, enfrenta resistência dentro do Executivo. Integrantes do governo defendem ajustes mais limitados, especialmente para setores mais impactados.

Para evitar alterações consideradas prejudiciais, o Planalto também encaminhou um projeto de lei alternativo em regime de urgência. Diferentemente de uma proposta de emenda à Constituição, esse tipo de medida depende de sanção presidencial, o que, na avaliação de aliados, permitiria maior controle sobre o conteúdo final.

Ainda conforme o Metrópoles, nos bastidores, a leitura é que o ambiente de tensão entre Executivo e Senado pode atrasar decisões importantes e impactar o calendário de votações, especialmente em um momento pré-eleitoral, quando o governo tenta acelerar entregas e reforçar sua agenda.

Opinião dos leitores

  1. Na minha opinião o colaborador deveria ganha por hora trabalhada. Simples! Quem quer ganhar mais faz mais horas. Isso já acontece nos países desenvolvidos

    1. Eu, bancário é uma profissão em extinção. Pense nisso!

    2. Falou o especialista provavelmente nunca que nunca abriu um CNPJ na vida

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Geral

ALERTA MÁXIMO: chuvas intensas colocam RN em risco neste sábado (2); veja onde

Foto: Divulgação/Inmet

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um alerta de perigo para chuvas intensas em todo o RN neste sábado (2), com previsão de chuvas entre 30 e 60 mm por hora e até 100 mm por dia, além de ventos que podem chegar a 100 km/h. O aviso aponta risco de alagamentos, quedas de árvores, descargas elétricas e falta de energia. Ao todo, 118 municípios estão sob alerta laranja.

De acordo com o INMET, o volume de chuva previsto é considerado elevado e pode causar transtornos em diversas regiões do estado. Há risco de interrupção no fornecimento de energia elétrica, além de danos estruturais provocados pelos ventos intensos.

Segundo orientações da Defesa Civil, a população deve evitar abrigo sob árvores durante rajadas de vento, não estacionar veículos próximos a torres ou placas e, se possível, desligar aparelhos elétricos para evitar danos. A recomendação é que os moradores acompanhem atualizações e, em caso de emergência, acionem a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).

Orientações importantes

  • Evite abrigo sob árvores
  • Não estacione próximo a torres ou placas
  • Desligue aparelhos elétricos se possível
  • Acione Defesa Civil (199) ou Bombeiros (193) em caso de emergência

📍 Municípios afetados pelo alerta do INMET

Açu Afonso Bezerra Alto do Rodrigues
Angicos Apodi Areia Branca
Arês Augusto Severo Baía Formosa
Baraúna Barcelona Bento Fernandes
Bodó Bom Jesus Brejinho
Caiçara do Norte Caiçara do Rio do Vento Campo Redondo
Canguaretama Caraúbas Carnaubais
Ceará-Mirim Cerro Corá Coronel Ezequiel
Currais Novos Espírito Santo Extremoz
Felipe Guerra Fernando Pedroza Florânia
Galinhos Goianinha Governador Dix-Sept Rosado
Grossos Guamaré Ielmo Marinho
Ipanguaçu Itajá Jaçanã
Jandaíra Januário Cicco Japi
Jardim de Angicos João Câmara Jucurutu
Jundiá Lagoa d’Anta Lagoa de Pedras
Lagoa de Velhos Lagoa Nova Lagoa Salgada
Lajes Lajes Pintadas Macaíba
Macau Maxaranguape Montanhas
Monte Alegre Monte das Gameleiras Mossoró
Natal Nísia Floresta Nova Cruz
Paraú Parazinho Parnamirim
Passa e Fica Passagem Pedra Grande
Pedra Preta Pedro Avelino Pedro Velho
Pendências Poço Branco Porto do Mangue
Pureza Riachuelo Rio do Fogo
Ruy Barbosa Santa Cruz Santa Maria
Santana do Matos Santo Antônio São Bento do Norte
São Bento do Trairí São Gonçalo do Amarante São José de Mipibu
São José do Campestre São Miguel do Gostoso São Paulo do Potengi
São Pedro São Rafael São Tomé
São Vicente Senador Elói de Souza Senador Georgino Avelino
Serra Caiada Serra de São Bento Serra do Mel
Serrinha Sítio Novo Taipu
Tangará Tenente Laurentino Cruz Tibau
Tibau do Sul Touros Triunfo Potiguar
Upanema Várzea Vera Cruz
Vila Flor

 

Alerta amarelo nos demais municípios potiguares

Para o restante do estado, o INMET também emitiu um alerta de perigo potencial (amarelo) para chuvas intensas neste sábado (2), válido até 23h59.

A previsão é de chuva entre 20 e 30 mm por hora, podendo chegar a 50 mm por dia, com ventos de 40 a 60 km/h. O risco é considerado baixo, mas pode haver alagamentos, queda de galhos e falta de energia em alguns pontos.

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