Saúde

Grandes nomes da saúde francesa recomendam tratamento com hidroxicloroquina e azitromicina assim que os primeiros sintomas do coronavírus aparecerem

Professeur Didier Raoult. GERARD JULIEN/AFP

Em uma entrevista exclusiva ao Le Figaro, o ex-diretor científico do Instituto Nacional do Câncer da França, o ex-presidente da Alta Autoridade Francesa de Saúde (HAS) e o ex-diretor geral da Agência Nacional de Segurança de Medicamentos e Produtos de Saúde (ANSM) recomendam aplicar o tratamento com hidroxicloroquina, desenvolvido pelo professor francês de Marselha Didier Raoult, assim que os primeiros sintomas do coronavírus aparecerem.

Fabien Calvo é professor emérito de farmacologia da Universidade de Paris-Diderot e ex-diretor científico do Instituto Nacional do Câncer, Jean-Luc Harousseau é ex-professor de hematologia da Universidade de Nantes e ex-diretor Presidente da Alta Autoridade para a Saúde, Dominique Maraninchi é Professor Emérito de Cancerologia em Aix-Marselha e ex-Diretor Geral da Agência Nacional de Segurança de Medicamentos e Produtos de Saúde.

Uma controvérsia político-ideológica se desenvolveu na França e em todo o mundo sobre o uso do tratamento médico precoce do Covid-19, combinando hidroxicloroquina e azitromicina, após o trabalho do Professor francês Didier Raoult.

Os três grandes nomes recomendam a aplicação do tratamento desenvolvido pelo professor Didier Raoult – “assim que os primeiros sintomas do coronavírus aparecerem”.

Em seguida, trechos da entrevista exclusiva ao Le Figaro:

“…Desejamos trazer nossa percepção para a controvérsia: todos nós fomos clínicos ou farmacologistas e investigadores de ensaios clínicos randomizados, e dois de nós dirigimos ou presidimos a Agência Nacional para a Segurança de Medicamentos e Produtos de Saúde (ANSM) e a Alta Autoridade de Saúde (HAS). Este texto é apenas uma opinião engajada, com a qual queremos contribuir para a discussão. Sabemos que ‘especialistas’ já mostraram que podem estar errados; no entanto, a reflexão médica deve ser compartilhada para informar uma decisão que acabará por resultar do diálogo médico-paciente.”

“A comunidade científica francesa e internacional ficou comovida com o fato de o desenho dos ensaios do Professor Raoult não corresponder aos critérios clássicos da medicina moderna baseada em evidências, uma vez que este estudo não era estritamente comparativo. No entanto, tendo em vista esses resultados encorajadores iniciais, e na ausência de QUALQUER outra possibilidade em uma crise de saúde sem precedentes do século, as autoridades francesas autorizaram o uso desse tratamento em pacientes hospitalizados, portanto, essencialmente nos casos sério. A Food and Drug Administration (FDA) dos EUA acabou de seguir este exemplo para pacientes hospitalares que não participam de um ensaio clínico.”

Fabien Calvo, Jean-Luc Harousseau e Dominique Maraninchi acrescentam que, com base nas observações mais recentes de Marselha, a melhor estratégia seria “oferecer tratamento precoce antes do aparecimento de complicações respiratórias graves”. Especialmente porque “os casos de pacientes de Marselha relatados não mostram claramente a ocorrência de grandes efeitos colaterais relacionados ao tratamento, quando as regras de prescrição e contra-indicações são respeitadas, após um eletrocardiograma (ECG) e dosagem de potássio, que fazia parte das reservas de muitos clínicos”.

“Na ausência de qualquer outro tratamento disponível comprovadamente eficaz até o momento (mais de 200 ensaios terapêuticos registrados em todo o mundo), achamos legítimo, em vista dos resultados preliminares, estabelecer uma nova estratégia com, acima de tudo, acesso mais amplo a testes de diagnóstico para pacientes suspeitos de serem sintomáticos ou de terem entrado em contato com um paciente infectado.”

Os três grandes nomes da saúde francesa vão além: eles solicitam “o estabelecimento de estruturas de atendimento associando equipe hospitalar e medicina comunitária para realizar o diagnóstico, prescrição e monitoramento de hidroxicloroquina e azitromicina em todos os pacientes positivos não incluídos em um ensaio clínico”.

“Essa prescrição pode ser realizada, na ausência de contra-indicação e com a concordância do paciente, assim que o diagnóstico for confirmado, por um período limitado, e acompanhado pela coleta de dados simplificados. Modificações simples das condições de prescrição e distribuição podem permitir isso rapidamente. Quando mais testes são anunciados, o monitoramento virológico dos pacientes pode ser melhor documentado durante e quando o tratamento é interrompido.”

Desigualdade no acesso aos cuidados

E Calvo, Harousseau e Maraninchi observam, à atenção das autoridades, que os pacientes franceses “legitimamente não toleram que o diagnóstico de seu estado de saúde seja simplesmente presumido e que eles são recomendados apenas para ficar em casa com medo de complicações, ainda que lhes seja oferecida uma opção terapêutica simples, sob supervisão médica, barata e possivelmente eficaz”.

“O acesso à hidroxicloroquina, limitado apenas a pacientes hospitalizados, também marca uma desigualdade no acesso aos cuidados”, concluem.

Medicamentos já existentes e responsabilidade médica

Paralelamente a este texto, o professor francês Didier Raoult também deu uma entrevista ao Le Figaro.

“Discordo quando os médicos são proibidos de usar medicamentos que existem há décadas. Não concordo com a interferência do Estado na relação médico-paciente. É de responsabilidade individual dos médicos. É o juramento de Hipócrates. Não é charlatanismo. Portanto, o executivo deve ter cuidado para não fazer medicina por nós.”

“Quando há negligência médica, quando o médico não age de acordo com o estado do conhecimento, ele é punido. Quanto a mim, se alguém me atacar por ter administrado hidroxicloroquina, meu processo perante a Ordem dos Médicos será em concreto armado. Não é bruxaria. Eu sei que conversamos muito sobre poder médico. Mas, no final, a medicina é uma relação entre um médico e um paciente.”

Com Le Figaro e Conexão Política

https://www.lefigaro.fr/vox/societe/chloroquine-l-appel-de-trois-grands-noms-de-la-sante-en-faveur-des-preconisations-du-pr-raoult-20200405

Opinião dos leitores

  1. Por que será que Xangai e Pequim na China os estados mais populosos não tiveram tantos casos? será que os milionários destes estados estavam imunizados?. Como pode cair vertiginosamente o contágio e em outros países demorar a cair?, será que já existe uma imunização e o ocidente foi excluído?
    E também concordo de que usem moderadamente o medicamento a partir do primeiro teste positivo.

  2. E daí se é da China.? Troca o disco. Vai declarar guerra? Que raiva é essa de chinês? Tens um pé de lã de olho puxado?

  3. Fico imaginando se fosse o santo Lula quem tivesse primeiramente citado a hidroxicloroquina. Os abutres do caos estariam falando mil maravilhas e cobrando distribuição

  4. Aqui no Brasil tem torcedores do vírus. Clamam para que a cloroquina não seja utilizada. Desejam morte e caos, pós colocam os interesses políticos acima da vida humana. São os mesmos que chamam os outros de fascistas.
    Mas o tratamento está adiantado e é eficiente. O bem vencerá é os abutres oportunistas sairão humilhados. É o povo não vai esquecer.
    Vamos fazer a nossa parte ficando em casa, e orando para que esses medicamentos sejam logo liberados e utilizados em massa para que esse pesadelo logo cesse.

  5. Se foi realmente a China que inventou tamanha miséria, muitos podem até cogitar mas absolutamente ninguém pode provar.
    Mas usar agente laranja na guerra do Vietnã – um país menor que o seu menor estado – e jogar DUAS bombas atômicas sobre um país que iria se render em questão de horas no final da segunda guerra, todos sabemos quem historicamente é adepto esse tipo de covardia…
    Mas o câncer do mundo segue sendo idolatrado por uma legião de babões mundo afora.
    Porém a ganância um dia engole a sí mesma e a conta demora mas um dia chega !

    1. Muito bem, lambe morcegos, ratos, cachorrinhos e gatinhos mortos por chineses, mas cuidado com os pelos, que pode provocar coceiras.

  6. Tudo isso culpo de um chinês, que inventou de tomar uma sopa de morcego, tantas coisas pra comer..
    E um cabuco do chinês desse fazer isso….eu queria encontrar esse chinês..

  7. "coronavírus chinês", como se um virus escolhesse nacionalidade. Estigmatizar um povo por doença, quanta qualidade de informação.

    1. ….a gripe ESPANHOLA , ficou assim conhecida mundialmente , mesmo que tenha "aparecido" os primeiros casos nos USA , durante a primeira guerra mundial. Não sei o problema de se dizer que o vírus é CHINÊS , não tenho nada contra o povo , mais sim contra a ditadura comunista que ali se instalou.

    2. De onde se originou essa e tantas outra doenças de alguns anos para cá? Se não foi da China, deve te sido da sua casa. O governo Chinês está ganhando BI com essa e outras doenças que sairam de lá. Eles no mínimo foram negligentes em esconder essa doença até a mesma explodir mundialmente.

    3. É chinês sim, surgiu na China e ganhou o mundo, veio da China, começou na China, nasceu na China, se espalhou primeiro na China, então é chinês sim e não tem como mudar sua nacionalidade.

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[VÍDEO] URGENTE: Polícia Federal prende santinhos de Allyson Bezerra, listas de abastecimento, e funcionários de Posto de Combustível em Mossoró

A Polícia Federal e Polícia Cívil do RN foram acionadas durante um flagrante no bairro Bom Jardim, na cidade de Mossoró, onde foi apreendida uma lista contendo e identificando diversos nomes de pessoas e placas de veículos que estariam autorizados a realizar abastecimentos previamente pagos. No local, também foram encontrados materiais de propaganda eleitoral, conhecidos como “santinhos”, do candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra.

Quatro pessoas foram conduzidas à sede Polícia Federal para os procedimentos de lavratura do auto de prisão em flagrante: dois frentistas, o gerente do estabelecimento e uma quarta pessoa que estaria realizando a entrega dos materiais, que de acordo com informações seria funcionário – cargo comissionado – da Prefeitura de Mossoró.

O posto de combustíveis também é utilizado para o abastecimento de viaturas oficiais, por meio de cotas de combustível destinadas aos veículos institucionais. As circunstâncias envolvendo os abastecimentos, a lista de beneficiários e a possível relação com a distribuição de material de campanha deverão ser apuradas pela Polícia Federal, diante da suspeita de prática de crime eleitoral.

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PESQUISA QUAEST: Flávio Bolsonaro tem 51% dos votos válidos contra 49% de Lula

Flávio Bolsonaro e Lula neste sábado (24). — Fotos: AFP/Reuters

Pesquisa Quaest divulgada neste sábado (24) mostra Flávio Bolsonaro com 51% e Lula (PT) com 49% dos votos válidos, deixando de fora os votos em branco e nulos e as abstenções.

Considerando os votos totais, Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 46% das intenções de voto, ante 45% na pesquisa anterior. O presidente Lula (PT) registra 45%, contra 44% no levantamento passado.

Os eleitores que pretendem votar em branco, nulo ou não comparecer somam 8%, ante 9% anteriormente. Já os indecisos representam 1%, enquanto eram 2% na pesquisa anterior.

A pesquisa Quaest foi encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo e ouviu 3.702 eleitores de 16 anos ou mais, entre os dias 23 e 24 de outubro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral como BR-09158/2026.

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PESQUISA MEDIA/ O POTENGI/ GOVERNO RN: Cadu de Lula tem 50,7% dos votos válidos contra 49,3% de Allyson Bezerra

Fotos: Divulgação

Cadu de Lula (PT) tem 50,7% das intenções de voto válidas, contra 49,3% de Allyson Bezerra (União Brasil), na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Os dados são de pesquisa do Instituto Media Inteligência em Pesquisas, encomendada pelo jornal O Potengi.

Considerando os votos totais, Cadu registra 45,8%, enquanto Allyson aparece com 44,6%. Brancos e nulos somam 5,5%, e 4,1% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

O levantamento ouviu 1.050 eleitores com 16 anos ou mais, entre os dias 19 e 23 de outubro. A margem de erro informada é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TRE-RN sob o número RN-07104/2026.

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PESQUISA DATAFOLHA: Flávio Bolsonaro tem 51%, e Lula, 49% dos votos válidos na véspera do 2º turno

Foto: Manoella Mello/Divulgação TV Globo

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (24), mostra o candidato Flávio Bolsonaro (PL) com 51% dos votos válidos no 2º turno. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 49%. Comparando ao último levantamento de quinta-feira (22), Flávio oscilou um ponto para cima e Lula, um para baixo.

O Datafolha ouviu 4.050 pessoas, entre os dias 23 e 24 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos. O nível de confiança é de 95%. Contratada pela Folha de S.Paulo e pela Globo, a pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-09540/2026.

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PESQUISA ATLASINTEL/GOVERNO RN: Cadu de Lula tem 51,1% dos votos válidos; Allyson Bezerra, 48,9%

Pesquisa Atlas divulgada neste sábado (4) mostra Cadu de Lula (PT) com 51,1% das intenções de voto para o governo do RN, e Allyson Bezerra (União Brasil) com 48,9% dos votos válidos.

Na pesquisa de intenção de voto, considerando os votos totais, Cadu de Lula (PT) aparece com 49%, à frente de Allyson Bezerra (União Brasil), que registra 47%. Os votos em branco e nulos somam 2,6%, enquanto 1,4% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa, encomendada própria Atlas, fez a coleta aleatória via questionário estruturado web com 1.780 pessoas no Rio Grande do Norte, entre os dias 18 e 23 de outubro. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número RN-07127/2026.

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PESQUISA NEXUS/BTG: Flávio Bolsonaro tem 50,5% de votos válidos no 2º turno; Lula, 49,5%

Fotos: Divulgação

O candidato Flávio Bolsonaro (PL) tem 50,5% dos votos válidos, segundo pesquisa Nexus/BTG divulgada neste sábado (24). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 49,5%.

O instituto também testou um cenário com o modelo de eleitor provável, que estima a chance de cada pessoa efetivamente compareça para votar e mostra como fica o quadro eleitoral quando mostra quem tem maior probabilidade de comparecimento. Neste cenário, Flávio tem 52,4% dos votos válidos. Lula, 47,6%. A abstenção estimada é de 21%.

Foram ouvidas 2.000 pessoas, entre os dias 23 e 24 de outubro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento, contratado pelo banco BTG Pactual, foi registrado no TSE sob o protocolo BR-08234/2026.

Com informações de CNN

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PESQUISA GERP: Flávio Bolsonaro tem 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula

Fotos: Reprodução

Pesquisa do Instituto Gerp divulgada neste sábado (24), véspera do 2º turno da eleição presidencial, mostra Flávio Bolsonaro à frente com 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula.

Considerando os votos totais, Flávio Bolsonaro pontua com 49% da preferência, enquanto Lula soma 46%. Os eleitores que declaram voto em nenhum deles somam 1%, enquanto os que não sabem representam 3%.

A pesquisa Gerp Mercadologia entrevistou 2.400 eleitores entre 22 e 24 de outubro de 2026, por meio de entrevistas telefônicas. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95,55%. O levantamento foi contratado por recursos próprios e está registrado no TSE sob o protocolo BR-09327/2026.

Com informações de Exame

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‘MUÍDO’ GRANDE: Noivo cancela casamento no Pará duas horas antes da cerimônia após descobrir traição da noiva com mossoroense

Foto: shutterstock

Um casamento que estava marcado para este sábado (24), no Pará, foi cancelado poucas horas antes da cerimônia religiosa após o noivo afirmar ter descoberto uma suposta traição da companheira com um mossoroense.

O noivo teria descoberto a traição dois dias antes da realização da cerimônia e a cancelou faltando 2 horas para que ela fosse realizada. Toda festa já estava paga e convidados haviam viajado para o Pará.

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[VÍDEO] Ex de Janones comenta sobre ida ao debate na Globo: “Não é sobre vingança. É sobre dar voz às mulheres que quem está no poder tenta calar”

A prefeita de Ituiutaba (MG), Leandra Guedes (Avante), afirmou neste sábado (24) que sua presença no debate presidencial da TV Globo, no Rio de Janeiro, não teve motivação de vingança contra o ex-marido, o deputado federal André Janones (Rede-MG).

Convidada pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), ela acabou impedindo a ida do parlamentar ao estúdio por causa de uma medida protetiva em vigor.

“Não é sobre vingança, nunca foi. É sobre dar voz às mulheres que quem está no poder tenta calar, tenta diminuir e tenta silenciar. Eu não fui ao debate por mim. Eu fui por todas nós que fomos interrompidas, desacreditadas e atacadas só por ocupar um lugar que eles acham que não é nosso. Eu não vou me calar”, declarou Leandra em vídeo nas redes sociais.

“Só quem já passou por violência é que sabe a dor que carrega”, acrescentou a prefeita.

Janones afirmou que já não pretendia comparecer à emissora, pois iniciaria uma transmissão ao vivo de 24 horas em apoio ao presidente Lula (PT). O deputado está impedido de se aproximar da ex-mulher por uma medida protetiva concedida em 2025, após Leandra acusá-lo de ameaçar divulgar fotos e vídeos íntimos do período em que estiveram juntos. Em vez de ir ao estúdio, ele acompanhou o debate pela internet.

Opinião dos leitores

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RECORDE: TSE registra 1.476 ações contra campanhas de Lula e Flávio, alta de 143% em relação a 2022

Fotos: Maria Isabel | Guito Moreto

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encerra as eleições de 2026 com um volume recorde de processos envolvendo as campanhas presidenciais. Até a reta final do segundo turno, foram registradas 1.476 ações relacionadas aos candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), alta de 143% em relação a 2022, quando houve 607 processos.

Do total deste ano, 756 ações envolvem disputas diretas entre as duas campanhas. Flávio e seu partido, o PL, apresentaram 624 processos, enquanto Lula e sua campanha protocolaram 473. O presidente é alvo de 430 ações, e o senador, de 378.

Entre os 25 processos de investigação judicial eleitoral (Aijes), 12 questionam Lula e 13 envolvem Flávio. A campanha petista acusa plataformas digitais, especialmente a Meta, de favorecerem o candidato do PL. Já os aliados de Flávio questionam o canal de WhatsApp “Exército do Lula” e as ações coordenadas pelo deputado André Janones (Rede-MG), sob alegação de disseminação de desinformação.

As ações podem resultar em sanções graves, incluindo a cassação de diplomas, caso as acusações sejam comprovadas. Esse tipo de processo costuma levar meses ou anos, pois depende da produção e análise de provas. Em 2023, por exemplo, o TSE declarou Jair Bolsonaro inelegível por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, reconheceu a dificuldade de analisar todos os casos diante do aumento da demanda. Segundo ele, a Corte ampliou as sessões para julgar o maior número possível de processos, mas depende da liberação dos casos para análise.

Além das ações judiciais, o Tribunal terá de avaliar decisões administrativas relacionadas às plataformas digitais. Entre elas está a suspensão temporária do canal “Exército do Lula”, determinada por Nunes Marques com base em regras sobre planos de conformidade das empresas de tecnologia. No fim do ano, as plataformas deverão apresentar relatórios sobre as medidas adotadas durante a eleição.

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