A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, com apoio da Polícia Penal e do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER), deflagrou, na manhã desta quarta-feira (2), a “Operação Blindagem de Vidro”, com o objetivo de atingir um núcleo estratégico responsável por atividades de fiscalização, disciplina e organização interna de uma organização criminosa com atuação no estado. As medidas judiciais foram cumpridas em diferentes regiões de Natal, incluindo os bairros de Mãe Luíza, Areia Preta, Nossa Senhora de Nazaré, Bom Pastor e Cidade Nova.
Ao todo, a operação resultou na prisão de 12 pessoas, no cumprimento de 11 mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pela Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas (UJUDOCRIM). Durante as diligências, também foram registrados quatro flagrantes pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas e embaraço à investigação de organização criminosa.
O principal foco das investigações é um setor identificado como “Transparência”. Os elementos reunidos apontam que esse núcleo exercia atividades relacionadas à fiscalização disciplinar dos integrantes, à resolução de conflitos internos, à análise de reclamações provenientes das áreas de atuação da organização, ao controle da permanência de membros nesses territórios e à participação no cumprimento de determinações emanadas da cúpula do grupo criminoso.
Dessa forma, a “Operação Blindagem de Vidro” busca atingir não apenas integrantes envolvidos diretamente na prática de crimes, mas também uma das estruturas responsáveis pela sustentação interna da organização criminosa, alcançando pessoas identificadas como responsáveis por funções de fiscalização, disciplina, comunicação e controle.
O trabalho investigativo que culminou na operação teve início em outubro de 2025, a partir de investigação instaurada pela Polícia Civil para apurar a atuação da organização criminosa na comunidade de Mãe Luíza, na Zona Leste de Natal. Com o avanço das apurações, foi possível identificar e individualizar integrantes que desempenhariam funções específicas dentro da estrutura do grupo.
O nome da operação faz referência a um elemento visual utilizado como símbolo pela própria organização criminosa. A expressão “Blindagem de Vidro”, contudo, representa o contraponto alcançado pela investigação: por mais sólida que uma estrutura criminosa procure aparentar ser, seus mecanismos internos podem ser identificados, expostos e atingidos pelo trabalho de investigação policial.
Durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam três armas de fogo, drogas, dinheiro, fardamentos policiais e outros objetos de interesse da investigação.
A “Operação Blindagem de Vidro” integra o período operacional da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (RENORCRIM), iniciativa da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), por intermédio da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (DIOPI), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
A RENORCRIM reúne unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país e tem como objetivo fortalecer a cooperação, o intercâmbio de informações e a atuação coordenada das forças de segurança no enfrentamento às organizações criminosas.
As investigações prosseguem para o aprofundamento das responsabilidades individuais e a identificação de outros possíveis envolvidos.
A Polícia Civil reforça a importância da colaboração da população, que pode repassar informações de forma anônima por meio do Disque Denúncia 181.
Pergunto!!!! Se os assaltantes do Banco Central em Fortaleza fizerem delação premiada, eles podem ficar com o dinheiro??? se a resposta for SIM, tudo bem, mas se for NÃO, então a JBS tem que devolver tudo.
Uai… Teve uma Juíza que pediu ajuda a políticos para ser confirmada no ministério. Depois, ela mesma, na sabatina, disse que pediu ajuda e deu o nome dos bois. Infelizmente, é preciso pedir tais ajudas. Quem negociou as benesses à JBS não foi Fachin, foi o MPF. Mas, ficar atento sempre! Fachin têm seguido à risca a linha das ultimas decisões tomadas, desde o tempo de Teori.
IMORAL. Deveria pedir para sair imediatamente do caso, nao tem a mínima condição de julgar seus patrocinadores.
O Brasil apodreceu geral!!!
Por isso da passada na mão na cabeças dos donos da JBS que vergonha até no judiciário!