Economia

João Maia: Se operação da Petrobras for privatizada no RN, Estado não terá crise

O economista João Maia volta a exercer um mandato na Câmara dos Deputados a partir de primeiro de fevereiro, quando toma posse com os demais parlamentares eleitos e reeleitos. Ele vai exercer o terceiro mandato de deputado federal – os dois primeiros foram entre 2007 e 2015 — e retorna ao Congresso Nacional determinado a defender uma reestruturação do Estado brasileiro. “As estruturas estatais ficaram tão grandes, burocráticas e ineficientes que é como se a população vivesse para servir ao Estado e não o Estado, à população”, afirma.

Ele também alerta que os políticos do Rio Grande do Norte precisam mudar a estratégia na busca de uma retomada dos investimentos da Petrobras no território potiguar. Para ele, no lugar de pedir à estatal que recupere o ritmo que já teve no Estado, o caminho é convencer de que o melhor é passar a operação para a iniciativa privada.
“A privatização da operação da Petrobras no Estado pode gerar uma onda de investimento tão forte que resolveria a questão da geração de emprego, de renda e ainda o problema das finanças do Estado”, afirma João Maia.

Como está vendo os rumos que a equipe econômica tenta dar ao país neste primeiro mês de governo Jair Bolsonaro?
No Brasil, há um problema principal e outros que, em parte, têm autonomia e, em parte, são derivados desse. Desde 2013, temos recessão ou depressão econômica. Entre 2014 e 2016, o PIB brasileiro caiu quase 8%. Isso, em tempos de paz, é inédito. Como a população cresce quase 0,5% ao ano, significa que o mercado brasileiro ficou 10% mais pobre. Então, é preciso que o país retome o caminho do crescimento econômico. Sem crescimento, a discussão da redistribuição fica vazia. Não estou dizendo que é preciso crescer para distribuir renda. Estou dizendo que não se distribui sem crescimento. Quais as dificuldades que temos hoje? O Estado brasileiro, ao longo do tempo, passou por uma inversão. É como se o povo brasileiro e, claro, o do Rio Grande do Norte, trabalhasse para servir ao Estado. As estruturas estatais ficaram tão grandes, burocráticas e ineficientes que é como se a população vivesse para servir ao Estado e não o Estado, à população. Isso tem uma esperteza, porque as elites — sejam empresariais ou dos servidores públicos de todos os poderes — defendem os próprios interesses, como se fossem da população. “Nem um direito a menos”, afirmam. Mas é como se a população pudesse não ter direito à educação de qualidade, à saúde adequada, à segurança pública eficiente. Então, existe uma organização do Estado que gasta recursos públicos e gera incerteza. A União ainda se financia colocando título da dívida pública no mercado, mas estados e municípios comprometem pagamentos de fornecedores, funcionários e os serviços básicos à população. O país, portanto, tem esse problema maior: um Estado que vive em função dele mesmo, como se fosse uma família imperial.

Como essa situação poderia ser enfrentada?
Nós precisamos equilibrar e racionalizar os gastos do Estado. Isso é precondição para retomar o caminho do crescimento. Então, sem reforma da Previdência, desburocratização, redução da estrutura estatal, que só falta regular a cor da calça e da camisa… Para que as forças vivas do Brasil, os pequenos, médios e grandes empreendedores façam o país andar e gerar emprego, renda e imposto, é preciso mudar essa situação. Se um “marciano” chegasse ao Brasil e conhecesse o Código de Defesa do Consumidor, os estatutos da Criança e do Adolescente e do Idoso, e tantas estruturas estatais que existem para fiscalizar a aplicação destas normas, acharia que estamos no país mais desenvolvido do mundo, porque essas leis são de uma sofisticação… Mas isso não tem relação com a vida real. A equipe econômica do governo tem consciência de que precisa simplificar, reorganizar as despesas do Estado e passar credibilidade para que os investidores internacionais e nacionais exerçam a vocação ao crescimento econômico acelerado. E, dentro deste processo, corrigir as desigualdades sociais e na distribuição de renda. Digo que é fácil e agradável distribuir ovos. Mas o Brasil está precisando de incentivo para que se crie galinha e tenha, com isso, mais e mais ovos para distribuir. Chegamos a uma situação na qual esta política de engessar o investimento produtivo, em nome de uma política distributiva, até bem intencionada, colapsou. Há governos, como sabemos, sem condições de pagar o servidor, imagine cuidar de educação, da saúde e da segurança.

Pelos primeiros movimentos do governo Bolsonaro, ele demonstra ter condições de fazer essas mudanças?
A intenção é essa… A equipe econômica tem muita autonomia e bons quadros. Fez o diagnóstico de que não temos outro caminho que não seja retomar o crescimento e, para isso, é preciso passar segurança jurídica ao investidor. A insegurança jurídica faz com que o investidor tenha medo de caminhar, porque não sabe o que vai encontrar e qual instância vai impedir o processo de instalação ou ampliação de uma nova empresa. É necessário reduzir essa insegurança e o Estado passar a ser um facilitador do empreendedorismo. Isso não é tirar direito. Não podemos é ter um empreendedor com medo de investir. O Estado precisa ser parceiro de quem gera emprego, renda, paga imposto. No Rio Grande do Norte, para gerar novos empregos dependemos da iniciativa privada. Ou o Poder Público se mostra parceiro ou não haverá emprego, renda e impostos. O Estado precisa cumprir suas atribuições, entre as quais garantir a oferta de uma educação que assegure condições para as pessoas possam competir em igualdade de condição. A equipe econômica percebeu que é preciso deixar o Estado no essencial. O Banco do Brasil é essencial? Sim, afinal se trata de um grande financiador do agronegócio, tem capilaridade, está em muitas cidades do interior. Mas precisa ter uma agência de turismo como a BBTur, e uma corretora de valores? Isso é estratégico para o país? A Petrobras é outro exemplo. Trata-se de uma empresa estratégica, claro. Mas se meteu em tudo o que foi aventura. Então, a nova equipe econômica tem a percepção da necessidade de reduzir o Estado ao que é estratégico.

O senhor acha que esse caso Fabrício Queiroz pode provocar instabilidade política?
Afirmar que não é relevante… Como disse o general Mourão, ele tem sobrenome e isso significa implicações. É preciso ver os desdobramentos, mas sei que existe um sentimento nacional de que está na hora do Brasil andar, dar certo. Mas digo que é desconfortável, desgastante [o caso Fabrício Queiroz para o governo]. Não sei mensurar se isso afeta algum ponto da agenda econômica. Eu me interesso por três pontos: A econômica, para destravar o país; a segurança pública, porque não é possível a gente viver em um país onde praticamente grande parte dos estados é controlada pelo crime organizado; e pela reorganização estatal para acabar com a “judicialização da política e também com a politização do Judiciário”.

Até onde devem ir as privatizações?
A Petrobras não deve ser privatizada. Os acessórios da Petrobras, sim. A Petrobras foi uma grande aliada do desenvolvimento do Rio Grande do Norte, hoje é um entrave. Por quê? Terceiriza quase toda sua atividade aqui e não é o desenvolvimento e a produção no Rio Grande do Norte que está no foco. Se passa para uma empresa que tenha o Estado como foco, vamos gerar milhares de empregos, royalties e impostos para que o RN se mova. Sempre que as pessoas afirmam que é preciso ir à Petrobras, digo: “Você não entendeu”. A Petrobras fez dezenas de acordos nos Estados Unidos. E olhe para nós, aqui. Faz um acordo para pagar bilhões lá e a ação sobe no outro dia, porque assumiu um compromisso de governança segundo o qual não pode fazer investimento com taxa de retorno abaixo de determinado patamar. Está assinado, acordado. Então, o Rio Grande do Norte deixa de ser prioridade. Se pega uma empresa chinesa, alemã, francesa ou brasileira, que transforme o Estado no foco, podemos ter aqui 8 a 10 bilhões de dólares em investimentos em 4 ou 5 anos, o que tiraria o Rio Grande do Norte de qualquer crise. A Petrobras é essencial. Mas precisa ser dona do gasoduto e de refinarias? Está hoje concentrada no pré-sal e isso é importante, estratégico.

Então quando a classe política e lideranças empresariais do Rio Grande do Norte vão à Petrobras e pedem investimentos direto estão com uma estratégica equivocada?
Eu tenho convicção do que estou falando. Se a classe política arejar a cabeça… Às vezes é difícil mudar uma mentalidade. Eu já foi nestas reuniões para defender a retomada dos investimentos da Petrobras. Mas se a classe política tiver clareza do que é a Petrobras hoje, vai dizer: “Por favor, passe para mãos competentes a operação no Rio Grande do Norte e Ceará, porque temos petróleo que pode gerar uma grande atividade econômica”. Os poços em terra no Estado, onde a Petrobras não investe mais, não é o foco dela. Eu até diria que a economia do Rio Grande do Norte não caiu totalmente, porque tem a energia eólica, que não compensa totalmente, mas tem alguma atividade. O Rio Grande do Norte é muito privilegiado em termos de potencial para crescimento.

Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. Aqui tá dizendo que o João Maia vai para o terceiro mandato de Deputado Federal pelo o RN, mas praticamente pouca gente conhece esse politico aqui no Estado do RN. Creio que o mesmo só aparece mais por aqui em época de eleições, porque não vejo e nunca ouvi dizer que tenha feito nada pelo o Estado. … quero eu estar enganado !!!

  2. Kkkķkk. Esse é um Pelé, se ele for atuar no governo, como atuou nos últimos mandatos, estaremos lascados. Já esqueceram o que ele fez no DNIT? Pergunta a justiça e ao sobrinho dele.

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Geral

DIVERGÊNCIA: Ministros do TSE avaliam que cobrança de Moraes a Jair Bolsonaro em caso sobre vídeo de IA na convenção do PL representa interferência na Justiça Eleitoral


Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O uso de um vídeo de inteligência artificial com a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro na convenção que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência gerou divergências entre ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Segundo a Folha de S.Paulo, integrantes do TSE avaliam que a cobrança feita por Moraes sobre o caso representa uma interferência em um tema que consideram de competência da Justiça Eleitoral.

Nos bastidores, ministros divergem sobre a punição ao PL. Parte defende apenas medidas como multa, retirada do vídeo das redes sociais e uma advertência contra o uso de inteligência artificial. Outros entendem que o episódio não justifica sanções mais severas, como inelegibilidade ou cassação da candidatura.

Na terça-feira (28), Moraes deu prazo de 48 horas para Jair Bolsonaro informar se autorizou a exibição do vídeo. A defesa do ex-presidente negou qualquer autorização, alegando que ele sequer teria meios de fazê-lo diante das restrições impostas pela prisão domiciliar.

O caso também é analisado pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, relator da ação sobre o uso do vídeo de IA, que ainda não definiu quando tomará uma decisão.

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Geral

Puxada por despesas do governo Lula, dívida pública federal sobe 2,6% em junho e atinge R$ 9,27 trilhões, diz Tesouro Nacional

Foto: Rafael Neddermeyer/fotos públicas/divulgação/JC

A dívida pública federal cresceu 2,6% em junho, avançando de R$ 9,03 trilhões para R$ 9,27 trilhões, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional. O aumento de cerca de R$ 240 bilhões reflete a necessidade de financiamento das despesas do governo federal.

De acordo com o Tesouro, a alta foi impulsionada principalmente pela emissão de R$ 149,6 bilhões em títulos públicos, enquanto os resgates somaram apenas R$ 7,3 bilhões no período.

A reserva de liquidez destinada ao pagamento da dívida aumentou de R$ 1,21 trilhão para R$ 1,35 trilhão, o suficiente para cobrir 8,33 meses de vencimentos.

O Tesouro Nacional projeta que a dívida pública encerre 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões, mantendo a trajetória de crescimento do endividamento federal.

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Política

Caiado diz que vence Lula se chegar ao segundo turno

Foto: Divulgação

O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou em entrevista que venceria o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), caso chegue ao segundo turno, ao contrário do principal nome do campo da direita neste pleito, o senador Flávio Bolsonaro (PL).

O presidenciável aproveitou a situação para criticar o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro. Caiado afirma que, “se o Flávio for para o segundo turno, o Lula é reeleito”, citando pesquisas que mostram seu nome com maior vantagem em relação ao do senador carioca em simulações contra Lula.

O ex-governador ainda repercutiu notícias recentes de que, tanto Flávio quanto Lula, podem evitar comparecer aos debates eleitorais que antecedem o primeiro turno das eleições de outubro. “Já que o Flávio está fugindo do debate, o Lula está fugindo do debate, as pessoas começam a refletir ‘se uma pessoa não tem coragem de ir ao debate, é porque ela tem muito a esconder e pouco a mostrar’.”

Seguindo no assunto dos debates, Caiado voltou a subir o tom contra Flávio Bolsonaro de modo a apresentar seu nome como mais viável para vencer um eventual segundo turno. “O Flávio, no segundo turno, ele vai ficar explicando os problemas que ele não quer explicar no primeiro turno saindo de debates. Ao mesmo tempo que denúncias com frequência atingem o candidato.”

A avaliação é que o ex-governador goiano pode converter mais votos de Flávio, do que de Lula. Na pesquisa Genial/Quaest mais recente, 40% do grupo identificado com o bolsonarismo afirmou que votaria em Caiado. Já entre os eleitores identificados como lulistas, este número cai para 10%, enquanto a rejeição ao nome chega em 46%.

Caiado destacou sua experiência em cargos executivos como mais uma distinção com o filho primogênito de Jair Bolsonaro, quem acusa de “todo dia ficar puxando o pai para poder decidir um assunto ou falar sobre um problema que você tem pra explicar à população brasileira”.

“Não é possível que alguém como o Flávio, que não tem experiência alguma, vá sentar na cadeira da presidência da republica para poder governar o Brasil. Na primeira crise, pegou uma carta do pai. No segundo momento, bota uma IA do pai pra falar na convenção. Quando você governa, você não herda liderança, você tem que demonstrar que você tem capacidade de liderar o país.”

CNN

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Polícia

Carga de cigarros contrabandeados é apreendida após perseguição e troca de tiros no interior do RN

Foto: Divulgação

Uma operação conjunta entre a Polícia Militar do Rio Grande do Norte e a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz/RN) apreendeu uma carga de cigarros contrabandeados na madrugada desta quinta-feira (30), no município de Passa e Fica, no Agreste potiguar.

Segundo a PM, a ação teve início durante uma fiscalização de rotina realizada por auditores da Sefaz com apoio de policiais da 10ª Companhia Independente de Polícia Militar (10ª CIPM).

Ao ser abordado, o motorista de um caminhão desobedeceu à ordem de parada e fugiu. Conforme a corporação, durante a tentativa de escapar, os ocupantes do veículo efetuaram disparos contra as equipes policiais.

Diante da fuga, foi iniciado um acompanhamento tático, que contou com o reforço de equipes do 8º Batalhão de Polícia Militar (8º BPM), incluindo guarnições de Passa e Fica e de São José de Campestre.

Durante a perseguição, os suspeitos abandonaram o caminhão e fugiram por uma área de mata. Apesar das buscas realizadas na região, eles não foram localizados.

Na vistoria do veículo, os policiais encontraram uma grande carga de cigarros contrabandeados.

O caminhão e todo o material apreendido foram encaminhados ao posto fiscal da Sefaz, em Canguaretama, onde serão adotadas as medidas legais cabíveis.

Opinião dos leitores

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Diversos

Prefeitura do Assú prorroga prazo do IPTU e quem pagar à vista ainda economiza 30%

Foto: Reprodução

A Prefeitura do Assú prorrogou o prazo para pagamento do IPTU 2026 e mantém o desconto de 30% para quem optar pela cota única. O novo prazo vai até o dia 30 de setembro, uma chance a mais para o contribuinte quitar o débito e ainda sair no lucro.

Quem pagar o imposto à vista até a data garante 30% de desconto sobre o valor lançado. Para quem preferir parcelar, o IPTU pode ser dividido em até quatro vezes mensais, com vencimentos em setembro, outubro, novembro e dezembro, sem a incidência do desconto. Após o vencimento de cada parcela, sem pagamento, passam a incidir multa de mora, juros e atualização monetária.

O prefeito Lula Soares destacou a importância de o contribuinte aproveitar o prazo. “Prorrogamos para dar mais uma oportunidade a quem ainda não conseguiu pagar. Trinta por cento de desconto é uma economia real no bolso do cidadão, e a nossa intenção é facilitar, não dificultar. Quem puder pagar à vista, vale muito a pena”, afirmou.

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Política

QUE COISA: A vida de Carlos Eduardo é uma sucessão de sobras

Foto: Reprodução

Quis ser governador em 2010. Sobrou — terceiro colocado, pouco mais de 160 mil votos.

Renunciou à prefeitura de Natal em abril de 2018 para tentar de novo o governo do Estado. Sobrou no segundo turno, derrotado por Fátima Bezerra. Está sem mandato desde então.

Quis ser senador em 2022, abrigado pela esquerda. Sobrou — segundo lugar, 33,40%, atrás de Rogério Marinho.

Quis Natal de volta em 2024. Sobrou — terceiro lugar, fora até do segundo turno.

Quis o Senado outra vez em 2026, agora aliado ao centro. Sobrou antes mesmo da urna: o União Brasil de Allyson Bezerra fechou a porta, sem apoio e sem fundo eleitoral.

Tentou então ser vice de Allyson. Sobrou.

Restou-lhe o consolo de ser anunciado coordenador da campanha em Natal. Sobrou de novo — os próprios vereadores que apoiam Allyson avisaram que não se submeteriam à liderança dele. Quem acompanha a trajetória de Carlos Eduardo sabe por quê: ele nunca escondeu o que pensa dos vereadores. Agora precisava deles.

Note o padrão. As primeiras sobras foram do eleitor. As últimas vieram de dentro — de quem senta com ele à mesa e sabe exatamente o que está comprando.

Sem candidatura, sem palanque e sem liderados, sobrou o microfone. Carlos Eduardo virou língua de aluguel nas rádios de Natal, cumprindo o único serviço que ainda lhe encomendam: atacar Álvaro Dias. Já não se sabe se o que ele faz nesses programas é trabalho político ou serviço de outra natureza.

E Álvaro Dias não é um adversário que ele descobriu ontem. É o homem que ele mesmo escolheu para governar Natal ao seu lado, e a quem entregou a prefeitura quando renunciou em 2018. Ninguém deixa a chave da própria casa com quem não confia. A competência de Álvaro Dias tem, entre seus atestados, a assinatura de Carlos Eduardo Alves. Hoje ele tenta rasgar o que assinou.

Vale olhar a curva inteira. À sombra da família e de Wilma de Faria, Carlos Eduardo chegou a prefeito de Natal. No dia em que precisou se sustentar com o próprio peso, começou a série que não parou mais. Ninguém mais o quer candidato por perto. Comenta-se que estuda uma vaga de vereador em Natal daqui a dois anos — a mesma cadeira de quem ele passou a vida destratando.

É o retrato de um homem no fim da própria linha, tentando arranhar quem ainda tem futuro para não precisar encarar que já não tem.

Natal tem memória. E memória, em política, é o que sobra quando o resto acabou.

Opinião dos leitores

  1. esse é o preço de quem busca pode a todo custo. Ele não é mau gestor, apenas traiu a confiança de quem sempre o elegeu. juailson

  2. A entrevista de Carlos Eduardo foi vergonhosa, foi cheia de contradição e mentiras, mentiu tanto que gaguejava enquanto a cabeça processava o estoque de mentiras e contradições para cuspir, faltou vergonha e compostura a Carlos.

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Política

CRISE NO SOLIDARIEDADE: Executiva Estadual entrega comando à Direção Nacional e abre incerteza sobre apoio a Allyson no RN

Foto: Reprodução

O Solidariedade deixou de ter comando no Rio Grande do Norte. Em decisão anunciada nesta quinta-feira (30), o ex-presidente estadual da legenda, Janiel Hercílio, transferiu à Direção Nacional todas as decisões político-eleitorais para 2026, movimento que pode colocar em xeque a continuidade ou não da sigla na aliança do pré-candidato ao Governo do Estado Allyson Bezerra (União Brasil).

A decisão ocorre em um momento de turbulência dentro da legenda. Na semana passada, o vereador de Natal Fúlvio Saulo (Solidariedade) rompeu com Allyson e anunciou apoio à pré-candidatura de Álvaro Dias (PL) ao Governo do Estado. Agora, sem direção estadual, o partido passa a depender exclusivamente da Executiva Nacional, que terá a palavra final sobre seu posicionamento político no Rio Grande do Norte.

O Solidariedade integra a Federação Renovação Solidária, ao lado do PRD, que até então faz parte da coligação de Allyson Bezerra. O encerramento momentâneo das atividades da executiva estadual não representa uma saída formal da legenda da coligação do pré-candidato do União Brasil, mas abre espaço para uma eventual reavaliação da estratégia eleitoral do partido no RN.

O Solidariedade foi o partido pelo qual o agora pré-candidato a governador Allyson Bezerra entrou na política e se elegeu deputado estadual em 2028 e prefeito de Mossoró pela primeira vez em 2020, antes de disputar a reeleição pelo União Brasil em 2024. A legenda também projetou outras lideranças potiguares, como o ex-deputado estadual Kelps Lima.

Na nota, o ex-presidente estadual da legenda destacou a trajetória do partido desde sua fundação, no ano de 2013, afirmando que a sigla cumpriu o papel de revelar novas lideranças e lembrando que políticos que passaram pelos seus quadros chegaram às prefeituras das três maiores cidades do Rio Grande do Norte: Natal, Mossoró e Parnamirim.

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Judiciário

ESCÂNDALO DO INSS: PF aciona AGU para tentar reverter decisões de Mendonça que ampliaram a fiscalização sobre a investigação envolvendo Lulinha

Foto: Reprodução

A Polícia Federal acionou a Advocacia-Geral da União (AGU), órgão do governo Lula, para tentar derrubar decisões do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ampliaram a fiscalização sobre a investigação das fraudes no INSS e que também envolve o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

De acordo com a reportagem da Folha de S.Paulo, integrantes da cúpula da PF avaliam que as determinações do ministro representam uma interferência na condução das investigações. Mendonça determinou que todos os atos da apuração sejam enviados imediatamente ao seu gabinete e que qualquer substituição de investigadores seja comunicada previamente ao STF.

Nos bastidores, o movimento da PF de recorrer justamente à AGU chama atenção porque o órgão é responsável pela defesa jurídica do governo do presidente Lula, pai de um dos investigados, o que alimenta as desconfianças de que estaria havendo uma blindagem para favorecer Lulinha.

Opinião dos leitores

  1. Decisão judicial se cumpre, não é assim que até agora se dizia. Mudaram?

  2. Eu pensava que a polícia federal era subordinada ao STF, porque sempre cumpriram as ordens de Alexandre de Moraes sem reclamar, e porque estão se rebelando contra o ministro Mendonça?

  3. É ASSIM QUE FUNCIONA NO BRASIL!
    🚨ESQUERDA 👉🏿TSE rejeita pedido do PL para apurar participação de Lula em desfile de escola de samba que o homenageou
    🚨 ESQUERDA 👉🏿O Tribunal Superior Eleitoral enfrenta dificuldades há quase cinco meses para notificar a escola de samba Acadêmicos de Niterói em uma ação por suposta propaganda eleitoral antecipada. As tentativas de citação falharam porque correspondências retornaram como desconhecidas ou informando que a agremiação deixou seus endereços anteriores.
    🚨 ESQUERDA 👉🏿PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha

    🚨 DIREITA 👉🏿Moraes dá 48h para defesa de Bolsonaro informar se ex-presidente autorizou vídeo com imagem e voz geradas por IA
    🚨 DIREITA 👉🏿O ex-presidente Jair Bolsonaro foi intimado por uma oficial de Justiça (e não pela Polícia Federal) em um leito de UTI no Hospital DF Star, em Brasília, a mando do Supremo Tribunal Federal.
    🚨DIREITA👉🏿 Bolsonaro depõe à PF sobre suposta importunação à 🐳 🐳 🐳 🐳

    1. Para encobrir o filhinho do Nine, pode tudo! Saudade do que já foi a PF. Hoje parece estar aparelhada e a serviço do sistema…

    2. Com o PT pode tudo meu fí, o roubo contra aposentados é livre…

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Política

Partido Solidariedade encerra, momentaneamente, atividades no Rio Grande do Norte

Foto: Reprodução

O partido Solidariedade encerrou momentaneamente nesta sexta-feira, 10 de julho de 2026, suas atividades políticas no Rio Grande do Norte, repassando para a Direção Nacional, o total comando das decisões do partido para as eleições de 2026 no Estado.

Com esta decisão, o Solidariedade RN deixa de ter comando local.

Histórico.
O partido Solidariedade foi fundado no RN em 2013, mesma época de seu surgimento a nível nacional.

De lá para cá a agremiação participou de todas as eleições realizadas no Estado, tanto as municipais quanto as federais e estaduais, sempre com candidatos a vereador, prefeito, vice-prefeito, deputado estadual, deputado federal, senador e governador.

Em 2022, o partido obteve a segunda colocação para governador. Em 2016, obteve a segunda colocação para prefeito da capital. Em 2020, ganhou a eleição de prefeito de Mossoró. Em 2024, venceu as eleições para prefeito de Parnamirim.

Uma das plataformas do partido foi criar um ambiente político e institucional que permitisse o surgimento de novas lideranças no RN longe dos grandes grupos tradicionais.

Os três prefeitos das três maiores cidades do Rio Grande do Norte (Natal, Mossoró e Parnamirim) são políticos que passaram pelos quadros do Solidariedade RN.

A todos os que participaram dessa trajetória e construíram uma história bem sucedida, queremos externar nosso agradecimento e votos de sucesso em suas futuras trajetórias político-eleitorais.

Janiel Hercílio
Advogado
Presidente Estadual do Solidariedade RN

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Geral

Mais de 30 mil pessoas celebram os 168 anos de Ceará-mirim em noite histórica de festa e cultura

Foto: Divulgação 

A comemoração pelos 168 anos de emancipação política de Ceará-Mirim entrou para a história do município. Realizado na Praça Odilon Ribeiro Coutinho (Parque da Cidade), o evento reuniu mais de 30 mil pessoas em uma grande celebração marcada por organização, segurança, geração de renda e muita música.

A programação contou com apresentações de Maryana, Giullian Monte, Renan Cruz, Abiel, Pablo, Eric Land e Deyvin Sampaio, que animaram o público durante toda a noite e fizeram da festa um dos maiores eventos já realizados pela Prefeitura de Ceará-Mirim.

Além de celebrar a história e a cultura do município, a festa movimentou a economia local, beneficiando comerciantes, ambulantes e empreendedores que aproveitaram o grande fluxo de visitantes.

“Quero agradecer, de coração, a toda a população de Ceará-Mirim e aos visitantes que prestigiaram essa grande festa dos 168 anos da nossa cidade. Foi uma noite inesquecível, preparada com muito carinho para o nosso povo. Também faço um agradecimento especial a todas as secretarias municipais, servidores, forças de segurança e equipes envolvidas, que trabalharam com dedicação para que tudo acontecesse de forma organizada e segura. Essa festa é de todos os cearamirinenses e mostrou, mais uma vez, a força e o orgulho que temos da nossa terra”, afirmou o prefeito Antônio Henrique.

A Prefeitura de Ceará-Mirim também ressaltou o empenho integrado das secretarias municipais, que atuaram no planejamento e na execução da estrutura do evento, garantindo conforto, segurança e tranquilidade para o público.

Opinião dos leitores

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