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O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) liberou a criação de um curso de Medicina na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) exclusivo para beneficiários do MST e outros ligados à reforma agrária, sem precisar fazer o Enem. A decisão foi assinada pelo desembargador Fernando Braga Damasceno, que derrubou a suspensão anterior da Justiça Federal.
O edital faz parte do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), criado para ampliar o acesso de trabalhadores rurais e sem-terra ao ensino superior. O processo seletivo não usa o Enem — principal porta de entrada para universidades públicas —, mas analisa o histórico escolar (peso 4) e uma redação presencial (peso 6), com temas ligados à “saúde rural” e “reforma agrária”.
A medida gerou forte reação de entidades médicas, políticos de oposição e parte da sociedade. O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) e outras associações criticaram o projeto por ferir a igualdade de acesso e o princípio da impessoalidade, criando um “atalho ideológico” para grupos ligados ao governo Lula (PT). Há a preocupação com a qualidade da formação médica, já que o processo não segue os critérios tradicionais de ingresso.
A AGU recorreu das suspensões anteriores e conseguiu manter o edital ativo, mas o caso ainda está sendo analisado no STF e na PGR. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) cobrou explicações do MEC e da UFPE sobre os custos e a base legal do programa, apontando uso político do dinheiro público.
Sra ou srta Maira, você pode nos informar quais são as suas qualificações??
O pior não é agora é o depois
Bem sensacionalista o título dessa matéria. Que vergonha de um jornalista assim.
A turma não é só para assentados,e sim para quilombolas, indígenas e quem comprou terra pelo banco da Terra. Esse curso tem a parceria do Incra,que garante maior parte dos recursos. E se usar dinheiro público? O dinheiro que a gente paga a vida inteira em impostos? Sim,esse dinheiro público,vindo das pessoas pobres- não dos milionários desse país,deve retornar para a população sim.
E o PRONERA existe desde 1998 e nunca e é uma política pública de reparação histórica,assim como as cotas para pretos, deficientes e estudantes de escola pública.
Não haverá redução das vagas ofertadas no Sisu porque é uma seleção a parte,e sim haverá uma seleção específica,assim como a UFPE já realizou em outros editais.
Só mais uma coisa,eu acho engraçado que quando é turma de licenciatura, agronomia, ninguém reclama né,isso escancara o preconceito dessa sociedade nojenta,que acha que pobre não pode fazer certos cursos, como a medicina que é extremamente elitizada.
Mas haverá médicos sem terra sim, porque já que adoram dizer,a constituição garante-em tese- a isonomia dos cidadãos, então se é para haver isonomia,que os filhos de agricultores possam ser o que quiserem, inclusive médicos.
Fui professor da turma de Pedagogia da Terra pela UPE e sei perfeitamente da dificuldade cognitiva dos alunos, que sem nenhuma culpa, terminam o 2° grau aos trancos e barrancos. Enfrentar um curso que vai cuidar de vidas humanas, não é a mesma coisa de lidar outras licenciaturas. Enfim, seria interessante que MST ( Médicos Sem Técnica) cuidassem apenas dos seus defensores.
Por favor, como a gente pode se filiar ao MST? Afinal é melhor ser considerado “sem terra” do que fazer um curso de medicina pelo FIES, e sair com uma dívida impagável.
Este nosso País está uma vergonha.