Polícia

Lava Jato investiga esquema de propinas de US$ 31 milhões de empresas do mercado internacional do petróleo; seis presos e Interpol acionada

Reprodução: TV Globo

A Polícia Federal (PF) prendeu seis pessoas na manhã desta quarta-feira (5) na 57ª fase da Operação Lava Jato, que investiga o suposto pagamento de US$ 31 milhões – R$ 119 milhões – em propinas a funcionários da Petrobras por empresas que atuam na compra e venda de petróleo e derivados – atividade conhecida como trading.

Ao todo, são 11 mandados de prisão (veja abaixo quem são os alvos), todos a serem cumpridos no Rio de Janeiro, e 26 de busca e apreensão. Seis pessoas foram presas e quatro estão foragidas e foram colocadas na lista de procurados da Interpol. Um alvo não foi preso porque está hospitalizado.

Entre as empresas investigadas estão Vitol, Trafigura e Glencore. Juntas, elas seriam responsáveis por US$ 15 milhões em propinas.

De acordo com a PF, a atividade criminosa permitia que as empresas conseguissem ganhos acima dos praticados pelo mercado. Também foram identificados indícios de irregularidades no aluguel de tanques de armazenagem da Petrobras pelas empresas investigadas, e no afretamento de navios.

Os pagamentos de propina ocorreram entre 2009 e meados de 2014 segundo o Ministério Público Federal. A PF afirma não descartar que o esquema continue até hoje.

A 57ª fase, batizada de “Sem Limites”, é a segunda autorizada pela juiza Gabriela Hardt, que substitutiu Sérgio Moro após a saída do ex-juiz para participar da equipe de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro e, posteriormente, assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Além das prisões e buscas e apreensões, a Justiça expediu 6 intimações para tomada de depoimentos e determinou sequestros de bens.

A Lava Jato vai apurar se o ex-executivo da Petrobras Paulo Roberto Costa, um dos primeiros delatores da operação, omitiu esses fatos das autoridades. Ele cumpre pena atualmente em regime aberto.

Alvos de mandados de prisão

Veja quem são os alvos de mandados de prisão, e do que eles são suspeitos.

Luiz Eduardo Loureiro Andrade: intermediador de pagamento de vantagem indevida

Carlos Henrique Nogueira Herz: intermediador de pagamento de vantagem indevida

Bo Hans Vilhelm Ljungberg: intermediador de pagamento de vantagem indevida

Márcio Pinto de Magalhães: representante da Trafigura no Brasil

Rodrigo Garcia Berkowitz: empregado da Petrobrás na sede em Houston

Paulo César Pereira Berkowitz: é pai de Rodrigo Garcia Berkowitz, empregado da Petrobrás

Carlos Roberto Martins Barbosa: ex-empregado da Petrobrás

César Joaquim Rodrigues da Silva: ex- funcionário da área de marketing e comercialização da Petrobrás

Marcus Antônio Pacheco Alcoforado: ex-gerente da Área de Marketing e Comercialização da Petobrás

Gustavo Buffara Bueno: advogado, funcionário de André Luiz dos Santos Pazza

André Luiz dos Santos Pazza: advogado

De acordo com as investigações, esses dois advogados lavavam dinheiro para agentes públicos. Um atual funcionários da Petrobras e dois ex-gerentes estão entre os presos.

O G1 tenta localizar a defesa dos citados.

Os presos serão levados para a Superintendência da PF, em Curitiba. Os investigados podem responder por corrupção, organização criminosa, crimes financeiros e de lavagem de dinheiro, segundo a PF.

As operações de trading de óleos combustíveis e derivados eram de responsabilidade da diretoria de Abastecimento da Petrobras, especificamente da gerência executiva de Marketing e Comercialização.

‘Gigantes’ sob investigação

Vitol, Trafigura e Glencore pagaram, respectivamente, US$ 5,1 milhões, US$ 6,1 milhões e US$ 4,1 milhões para intermediários e funcionários, segundo o MPF. Os pagamentos estão relacionados a mais de 160 operações de compra e venda de derivados de petróleo e aluguel de tanques para estocagem.

O G1 entrou em contato com a Vitol, mas, nenhum representante se encontrava para falar sobre as suspeitas levantadas pela Lava Jato. A Trafigura informou que não comenta questões legais. O G1 tenta contato com a Glencore.

Para o MPF, as provas mostram um esquema em que as empresas investigadas pagavam propina para ter mais facilidades nos negócios, como preços mais vantajosos e contratos mais frequentes.

Os negócios envolviam compra e venda no mercado internacional de óleos combustíveis (produtos utilizados para geração de energia térmica em fornos e caldeiras); gasóleo de vácuo (produto intermediário utilizado na produção de gasolina e diesel); bunker (combustível utilizado nos motores de navio) e asfalto.

A propina, ainda conforme o MPF, beneficiava funcionários da gerência executiva de Marketing e Comercialização, que subordinada à diretoria de Abastecimento. As investigações mostraram, ainda, que as operações foram conduzidas pelo escritório da Petrobras em Houston, nos Texas, nos EUA; e pelo centro de operações no Rio de Janeiro.

Os investigados se referiam ao esquema como “delta business”, uma referência à letra delta do alfabeto que é usada na matemática para representar a diferença entre duas variáveis.

Segundo o MPF, no esquema, os investigados chamavam de delta a diferença entre o preço de mercado de compra ou venda do petróleo ou derivados e o preço mais vantajoso concedido às tradings mediante pagamento de propina.

Paulo Roberto Costa

A diretoria de Abastecimento da Petrobras, que foi comandada por Paulo Roberto Costa, era responsável pelo setor onde foram identificados os crimes investigados nessa fase.

O delegado Filipe Pace afirmou que, a partir das descobertas dessa fase da Lava Jato, Paulo Roberto Costa pode ser alvo de diligências de investigação. Segundo Pace, ele não relatou o esquema no acordo de colaboração que assinou. “Se tivermos indícios de omissões dolosas, terá que ser, talvez, efetuada alguma medida contra ele”, disse o delegado.

Segundo o Ministério Público Federal, Paulo Roberto Costa pode perder, inclusive, os benefícios do acordo de delação.

Executivo ligado a ex-cônsul é alvo

Um dos mandados de busca e apreensão é contra Omar Emir Chaves Neto. Ele é diretor de uma empresa de transporte marítimo.

Chaves Neto era ligado a Konstantinos Kotronakis, ex-cônsul honorário da Grécia. Kotronakis chegou a ser proibido de deixar o país, pelo então juiz federal Sérgio Moro, por suspeita de pagar propina ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Os policiais permaneceram cerca de uma hora no apartamento de Chaves Neto, no Rio de Janeiro (RJ). Eles apreenderam um computador, um HD externo e um celular.

Outro alvo de busca é Jorge Oliveira Rodrigues.

‘Braço comercial’

O delegado da PF Filipe Hille Pace afirmou que está foi a primeira vez que a Lava Jato atingiu um “braço comercial” da Petrobras.

“Crimes praticados dentro de gerências e setores que visam efetivamente praticar atividade de fim da empresa, que é a comercialização, negociação de petróleo, derivado, biocombustíveis, petroquímicos, etc”,disse Pace.

O procurador da República Athayde Ribeiro Costa reforçou essa diferenciação na nota etapa da operação: “É o principal ataque da Lava Jato na área comercial da Petrobras”.

G1

Opinião dos leitores

  1. A PETROBRAS SO FICARA LIVRE DE CORRUPCAO, QUANDO FOR PRIVATIZADA.
    ENQUANTO POLITICOS TIVEREM METENDO O DEDO NA EMPRESA, A CORRUPCAO IRA EXISTIR!!
    O GOVERNO SO DEVE GERENCIAR, SAUDE, EDUCACO E SEGURANCA.
    NADA MAIS!!

  2. Eu avisei, o moro vai fazer uma devassa nesse país, os desonestos e os defensores deles, vão penar. Hehehe

  3. Quando eu penso que nada mais tem a ser acrescido ao lamaçal chamado operação Lava Jato, ai aparece mais situações escabrosas.
    Isso me faz crer que vivemos em um país aonde o crime sempre compensa.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

CRISE: gestão Fátima Bezerra atinge 65,6% de desaprovação no RN, aponta Metadata/Grupo Dial

Foto: Reprodução

A gestão da governadora Fátima Bezerra é desaprovada por 65,6% dos potiguares, segundo pesquisa realizada pela Metadata. O levantamento foi divulgado nesta semana e ouviu 1.550 eleitores em 54 municípios do RN.

De acordo com o estudo, apenas 28,4% dos entrevistados aprovam a administração estadual, enquanto 6% não souberam ou não responderam. A pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 9 de maio de 2026, abrangendo todas as quatro mesorregiões do RN e 19 setores censitários do estado.

O levantamento tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consta sob os protocolos RN-03354/2026 e BR-04727/2026, garantindo a regularidade da divulgação dos dados.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Styvenson lidera disputa ao Senado com 21,9%; Zenaide tem 15%, diz pesquisa Metadata/Grupo Dial

Foto: Reprodução

O senador Styvenson Valentim lidera a soma do primeiro e segundo votos para o Senado Federal no RN com 21,9%, segundo pesquisa da Metadata/Grupo Dial divulgada nesta quarta-feira (13). A senadora Zenaide Maia aparece em segundo lugar com 15%, seguida pelo ex-deputado federal Rafael Motta, que marca 12,4%. O levantamento considera a soma dos dois votos para o Senado Federal.

A pesquisa ouviu 1.550 eleitores entre os dias 7 e 9 de maio de 2026, em 54 municípios do RN, abrangendo todas as mesorregiões do estado.

Além dos três primeiros colocados, aparecem ainda a vereadora Samanda Alves com 4,8% e o coronel Coronel Hélio com 4,7%. O empresário Flávio Rocha registra 3,3%, enquanto Sandro Pimentel soma 2,1% e Rosália Fernandes aparece com 1,9%.

O levantamento também aponta que 15,7% dos entrevistados não votariam em nenhum dos nomes apresentados. Brancos e nulos somam 4,1%, enquanto 14,1% não souberam ou não responderam.

A pesquisa tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e está registrada no TSE sob os protocolos RN-03354/2026 e BR-04727/2026.

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

DENUNCIA GRAVE: Diretoria Técnica da Unimed Natal pretende reduzir escala de obstetras de plantão no Hospital da Unimed

Foto: Reprodução

O Blog do BG recebeu uma denúncia grave, feita por um médico da Unimed Natal, revelando que a diretoria técnica da cooperativa pretende fazer um corte de gastos na obstetrícia reduzindo de 3 para 2 a escala de médicos de plantão no Hospital da Unimed. De acordo com o profissional, se isso acontecer, a vida de mães e bebês estará em risco.

O profissional explicou que são necessários dois médicos obstetras para atender a um parto. Nessa situação, se a escala de fato for reduzida, a emergência ficará sem médico. A mulher que entrar com uma emergência gestacional, por exemplo, ficará sem atendimento. “Isso é criminoso”, protestou o médico que fez a denúncia.

O objetivo da diretoria técnica, ainda segundo o médico, é economizar R$ 20 mil mensalmente com esse corte. Ele também revelou que, desde a posse da nova diretoria técnica, o valor do plantão da obstetrícia foi reduzido.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

[VÍDEO] URGENTE: Flávio desmente financiamento de Vorcaro para filme de Bolsonaro e diz: “é dinheiro privado”

Imagens: Divulgação/Instagram/Flávio Bolsonaro

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se manifestou sobre mensagens e áudios trocados com o banqueiro Daniel Vorcaro, citados em reportagem do The Intercept Brasil. Segundo a publicação, Vorcaro teria destinado R$ 61 milhões para a produção do filme biográfico “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Flávio confirma a existência dos diálogos e diz que se tratava de um “um filho procurando patrocínio privado para um filme”. Ele disse que conheceu Vorcaro em dezembro de 2024, período em que, segundo ele, não havia acusações públicas contra o banqueiro.

Flávio também afirmou que não houve uso de dinheiro público no projeto.

O senador defendeu que a iniciativa se tratava de um investimento privado e chegou a mencionar a necessidade de uma CPI para investigar o Banco Master, afirmando que o objetivo seria “separar inocentes de bandidos”.

NOTA À IMPRENSA

Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

BASTIDOR: Além de Bolsonaro, Vorcaro teria financiado filmes sobre Lula e Temer

Foto: Reprodução

O empresário Daniel Vorcaro também teria financiado produções audiovisuais relacionadas aos ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Lula (PT), segundo informação publicada pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

A revelação surgiu após repercussão envolvendo um áudio atribuído ao senador Flávio Bolsonaro (PL) pedindo apoio financeiro para um filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo Jardim, pessoas ligadas a Vorcaro afirmam que o empresário teria colocado recursos em duas produções sobre presidentes brasileiros.

Uma delas seria o documentário “963 dias — A história de um presidente que recolocou o Brasil nos trilhos”, obra sobre a gestão de Michel Temer dirigida por Bruno Barreto. A outra seria um documentário sobre Lula dirigido pelo cineasta Oliver Stone em 2024.

Segundo a publicação, ainda não há informações sobre as condições em que os recursos teriam sido repassados. O produtor do documentário sobre Temer, Elsinho Mouco, negou ter solicitado dinheiro a Vorcaro.

 

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

CRISE: Policiais são alvo de busca por vazar dados sigilosos no RN

Foto: Reprodução

A Polícia Civil realizou a operação “Acesso Restrito”, que investiga o suposto vazamento de informações sigilosas ligadas a uma investigação sobre fraude milionária no RN. Um policial militar e um policial civil são suspeitos de acessar e compartilhar, de forma irregular, dados protegidos por segredo de Justiça.

De acordo com a investigação, os dados vazados teriam relação com a operação “Pouso Forçado”, realizada em setembro de 2025. Na ocasião, a PC apurava um suposto esquema criminoso envolvendo o desvio de mais de R$ 12,5 milhões em pontos de um programa de milhas ligado a uma instituição financeira pública.

O caso envolve suspeitas de fraude e lavagem de dinheiro.

Durante a ação desta quarta-feira (13), foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, sendo dois em residências e dois em locais de trabalho, nas cidades de Natal e Macaíba.

Segundo a Polícia Civil, o nome da operação faz referência ao suposto uso irregular de sistemas informatizados e bancos de dados institucionais acessíveis apenas a servidores autorizados. As investigações seguem em andamento e novas medidas não estão descartadas.

Nota oficial

Em nota, a Polícia Civil do Rio Grande do Norte afirmou que não compactua com práticas de violação de sigilo funcional, uso indevido de sistemas institucionais ou acesso irregular a informações protegidas pela administração pública.

A corporação também reafirmou compromisso com a legalidade, a ética e a preservação do interesse público.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Prefeitura do Assú apresenta em Mossoró o São João mais antigo do mundo e celebra 300 anos de história e devoção

Foto: divulgação

Mossoró recebeu, nesta quarta-feira (13), a apresentação oficial do São João de Assú 2026. Em almoço realizado no Requinte Buffet, a Prefeitura de Assú apresentou à imprensa e a convidados mossoroenses a programação do tricentenário da festa dedicada ao padroeiro São João Batista — reconhecida como o São João mais antigo do mundo.

Não foi por acaso que Mossoró foi escolhida para sediar um dos lançamentos. As duas cidades abrigam os maiores festejos juninos do Rio Grande do Norte, e reunir as duas em torno da cultura nordestina é também uma declaração: o São João potiguar não tem fronteiras.

A edição de 2026 do São João de Assú chega com tudo. A festa, que já durava 10 dias, cresce para 12 dias de programação, com novos polos e mais espaço para o público. O Alto de São João Batista, celebração religiosa de forte apelo histórico e espiritual, acontece entre os dias 5 a 7 de junho. O Arraiá do Jegue, um dos eventos mais populares e tradicionais do ciclo junino assuense, também marca presença na programação.

No palco principal, nomes como Matheus & Kauan e Padre Fábio de Melo confirmam que o tricentenário será à altura dos 300 anos de história que a festa carrega.

O prefeito Lula Soares discursou no evento e deixou claro o significado do momento: “Chegar em Mossoró e ser recebido com tanto carinho nos enche de gratidão. Mossoró e Assú têm os maiores São João do Rio Grande do Norte, e este é um momento de união. Assú está completando 300 anos de festa, e nada mais bonito do que as nossas cidades caminharem de mãos dadas para levar a cultura nordestina, a cultura potiguar, para ainda mais lugares — para fora do estado, para o mundo.”

Durante o evento também estiveram presentes a vice-prefeita Isabela Moraes, o padre Ítalo, a paróquia São João Batista, o ex-prefeito Gustavo Soares, o presidente da Câmara de Assú, Júnior do Trapiá, entre demais secretários assuenses.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:

12 de junho: Michele Andrade e Thullio Milionário
13 de junho: Matheus & Kauan, Israel Fernandez e Zé Filho
14 de junho: Mastruz com Leite, Flávio José e Amazan
17 de junho: Zé Vaqueiro e Zezo
18 de junho: Rey Vaqueiro, Nuzio Medeiros e Daniel Donato
19 de junho: Filho do Piseiro, Thiago Freitas e Forró de Griff
20 de junho: Seu Desejo e Bonde do Brasil
21 de junho: Menos É Mais e Panda
23 de junho: 17h – Bonde do Gragra e Banda Grafith (Arrastão dos 300 anos), 21h – William Sanfona (Show religioso)
24 de junho: Padre Fábio de Melo (Show religioso)

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

ÁUDIO: Vorcaro pagou cerca de R$ 61 milhões para filme de Bolsonaro; Flávio pediu dinheiro

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, pagou aproximadamente R$ 61 milhões para financiar o filme biográfico Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os recursos foram solicitados pelo senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo revelado pelo Intercept Brasil.

Diálogos divulgados pelo site mostram Flávio Bolsonaro e Vorcaro falando sobre o filme. Uma das conversas ocorreu em 15 de novembro de 2025, um dia antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez no âmbito da Operação Compliance Zero e dois dias antes da liquidação do Banco Master.

Segundo o Intercept, pelo menos R$ 61 milhões foram pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações. O valor total negociado chegaria a R$ 134 milhões – mas não há evidências, segundo o site, de que todo o dinheiro tenha sido repassado.

Parte do dinheiro foi transferida pela Entre Investimentos e Participações, que atuava em parceria com empresas de Vorcaro, para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, nos Estados Unidos, e controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro, de acordo com a reportagem do Intercept.

Em um áudio divulgado pelo Intercept, que seria de 8 de setembro de 2025, Flávio teria dito a Vorcaro que havia preocupação com atraso nos pagamentos da produção.

“Eu fico sem graça de ficar te cobrando, está em um momento muito decisivo aqui do filme. E tem muita parcela para trás, e está todo mundo tenso e eu fico preocupado aqui com o efeito contrário do que a gente sonhou pro filme, né?”, teria declarado o senador.

“Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, num Cyrus, os caras, pô, renomadíssimos do cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim”, teria afirmado.

A reportagem do Metrópoles acionou Flávio diretamente e a assessoria do senador, mas ainda não obteve resposta até a publicação desta matéria.

Intermediário

O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, e o deputado federal Mário Frias (PL-SP), que foi secretário de Cultura no governo Bolsonaro, teriam atuado como intermediários.

Além de Eduardo e Mário, o empresário Thiago Miranda e Fabiano Zettel, apontado pela Polícia Federal como principal operador de Vorcaro, também estariam envolvidos nas negociações.

Em 28 de janeiro de 2025, Vorcaro teria declarado a Zettel que o projeto cinematográfico de Bolsonaro era prioridade absoluta e deu uma ordem sobre os repasses: “Não pode falhar mais”.

Uma semana depois, em 5 de fevereiro, Zettel teria dito a Vorcaro que, sobre o “filme”, “estava tentando desde ontem” e alega que o “câmbio do Master [estava] criando caso”. O banqueiro pergunta para quem deveria fazer o repasse e orienta: “Vamos fazer via Entre [que seria a empresa Entre Investimentos e Participações]”.

Vorcaro decreta o envio do dinheiro: “Manda a grana“.

Metrópoles com informações de The Intercept

Opinião dos leitores

  1. Sério? Não acredito! Flavinho fez isso?
    Besta somos nós que ficamos brigando por um bando de políticos egoístas que só pensam neles e o povo se acabando.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Governo Federal assina Medida Provisória para tentar conter alta no preço da gasolina


Foto: reprodução

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (13) um subsídio de R$ 0,89 por litro de gasolina para tentar conter a alta no preço do combustível. O benefício será destinado a produtores e importadores.

Segundo o governo, o desconto estimado para o consumidor final deve ser de cerca de R$ 0,62 por litro, considerando a mistura obrigatória de 32% de etanol anidro na gasolina.

A medida foi anunciada após o governo pedir ao Congresso Nacional rapidez na votação do projeto que autoriza o uso de receitas extras do petróleo para compensar a desoneração dos combustíveis.

O texto tramita na Câmara dos Deputados e teve o regime de urgência aprovado no fim de abril, o que permite que a proposta seja analisada diretamente pelo plenário.

Apesar disso, ainda não há previsão para votação do mérito do projeto.

O anúncio também ocorre um dia após a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmar que um reajuste no preço da gasolina “vai acontecer já já”.

Opinião dos leitores

  1. Lula disse em uma das suas “narrativas” que ia “abrasileirar” os preços dos combustíveis. Disse ainda que nada se justificava os preços serem dolarizados pois a produção era em real. É muita ignorância!!!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Anvisa adia julgamento do recurso da Ypê contra suspensão de produtos

Foto: Reprodução/TV Globo

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) retirou da pauta desta quarta-feira (13) o julgamento do recurso apresentado pela Química Amparo, fabricante dos produtos da marca Ypê, contra a resolução que determinou a suspensão da fabricação e o recolhimento de lotes de detergente lava-louças, sabão líquido para roupas e desinfetante.

De acordo com o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Pinheiro Safatle, o tema retornará para avaliação do colegiado na próxima sexta-feira (15).

Safatle explicou que, durante inspeção conjunta realizada pela Anvisa, pela vigilância sanitária do estado de São Paulo e pela vigilância municipal de Amparo, foram identificadas 76 irregularidades na unidade da empresa.

As falhas apontam problemas graves relacionados à qualidade microbiológica, com identificação de contaminação em mais de 100 lotes, além de ineficiência no controle de materiais embalados.

“A Anvisa e a empresa estão realizando reuniões técnicas para mitigação do risco sanitário identificado. A empresa apresentou os investimentos já realizados, intensificou os esforços para adequação das irregularidades e se comprometeu a apresentar medidas para a correção dessas ações amanhã, dia 14 de maio de 2026, com vistas ao cumprimento das determinações sanitárias destinadas à correção das não conformidades identificadas”, disse o diretor-presidente da Anvisa.

Safatle reiterou a recomendação para que os consumidores NÃO utilizem os produtos dos lotes informados e procurem o serviço de atendimento ao consumidor da empresa para orientações.

g1

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *