Política

Líder de grupo terrorista revela plano para matar Bolsonaro; confira ampla reportagem

Em entrevista a VEJA, representante do SSS ameaça presidente, seus familiares e dois ministros

Imagem enviada a VEJA por um dos membros da SSS: os terroristas já praticaram três atentados a bomba em Brasília (./.)

Em 1º setembro do ano passado, ninguém deu atenção a uma mensagem no Facebook que trazia uma ameaça ao então deputado Jair Bolsonaro. O autor escreveu que testaria “a valentia” do então candidato do PSL à Presidência da República quando os dois se encontrassem e que ele “merecia” levar um tiro na cabeça. Ninguém deu atenção à postagem porque ameaças assim quase sempre não passam de bravatas. Ninguém deu atenção porque o autor, um garçom desempregado, também costumava publicar em sua página na rede social textos desconexos e teorias conspiratórias absolutamente sem sentido. Parecia coisa de maluco. Cinco dias depois, no entanto, Adélio Bispo de Oliveira, o autor da mensagem, esfaqueou Bolsonaro em uma passeata em Juiz de Fora (MG). O agressor de fato era um desequilibrado mental, mas o atentado ensinou que ameaças não devem ser subestimadas, por mais improváveis que pareçam.

Há seis meses a Polícia Federal caça, ainda sem sucesso, os integrantes de um grupo terrorista que já praticou pelo menos três atentados a bomba em Brasília e anuncia como seu objetivo mais audacioso matar o presidente da República. Nas duas últimas semanas, VEJA entrevistou um dos líderes da Sociedade Secreta Silvestre (SSS), que se apresenta como braço brasileiro do Individualistas que Tendem ao Selvagem (ITS), uma organização internacional que se diz ecoextremista e é investigada por promover ataques a políticos e empresários em vários países. O terrorista identifica-se como “Anhangá”. Por orientação do grupo, o contato foi feito pela deep web, uma espécie de área clandestina da internet que, irrastreável, é utilizada como meio de comunicação por criminosos de várias modalidades.

Anhangá garante que o plano para matar Bolsonaro é real e começou a ser elaborado desde o instante em que o presidente foi eleito. Era para ter sido executado no dia da posse, mas o forte esquema de segurança montado pela polícia e pelo Exército acabou fazendo com que o grupo adiasse a ação. “Vistoriamos a área antes. Mas ainda estava imprevisível. Não tínhamos certeza de como funcionaria”, afirma o terrorista. Dias antes da posse, a SSS colocou uma bomba em frente a uma igreja católica distante 50 quilômetros do Palácio do Planalto. O artefato não explodiu por uma falha do detonador. No mesmo dia, a SSS postou um vídeo na internet reivindicando o ataque e revelando detalhes da bomba que só quem a construiu poderia conhecer. Nessa postagem, o grupo também anunciou que o próximo alvo seria o presidente eleito, o que levou as autoridades a sugerir o cancelamento do desfile em carro aberto. “Facilmente poderíamos nos misturar e executar este ataque, mas o risco era enorme (…) então seria suicida. Não queríamos isso.” Na ação seriam usados explosivos e armas. “A finalidade máxima seriam disparos contra Bolsonaro ou sua família, seus filhos, sua esposa.”

EM VÍDEO – Incêndio de carros do Ibama em Brasília: o grupo gravou as cenas (CBMDF/Divulgação)

Depois disso, em abril, dois carros do Ibama foram incendiados em um posto do órgão em Brasília. Em meio aos escombros, encontraram-se palitos de fósforo, restos de fita adesiva e vestígios de um líquido inflamável. No local, havia pichações com ameaças de morte ao ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente. De novo, num vídeo postado na internet clandestina, o grupo assumiu a responsabilidade pelo atentado e exibiu o material utilizado durante o ataque, oferecendo provas de que era mesmo o autor do crime. De acordo com Anhangá, foi mais um aviso, dessa vez endereçado diretamente a Ricardo Salles. “Salles é um cínico, e não descansará em paz, quando menos esperar, mesmo que saia do ministério que ocupa, a vez dele chegará. (…) É um lobo cuidando de um galinheiro”, diz o extremista, que alerta para a existência de um terceiro alvo no governo: Damares Alves, a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos. “(Ela) se tornou a cristã branca evangelizadora que prega o progresso e condena toda a ancestralidade. O eco-extremismo é extremamente incompatível com o que prega o seu ministério”, diz.

Espécie de holding internacional dos chamados ecorradicais, o ITS foi fundado em 2011 no México e afirma ter representantes também na Argentina, Chile, Espanha e Grécia. A organização se diz contra tudo o que leva à devastação do meio ambiente e defende o uso de medidas extremas e atos violentos contra os inimigos da natureza (evidentemente tal discurso não tem coerência alguma). Em maio passado, os ecoterroristas do Chile assumiram a autoria de uma carta-­bomba enviada a um empresário. Dois anos antes, em 2017, um artefato similar foi endereçado ao presidente de uma mineradora, que ficou ferido. No México, o ITS reivindicou a autoria de várias explosões em universidades. Uma delas resultou, em 2016, na morte de um pesquisador. No fim do ano passado, o grupo também se responsabilizou por uma bomba deixada próximo a uma igreja ortodoxa em Atenas.

RECADO – Bomba em frente a uma igreja de Brasília: o primeiro recado da SSS (./Reprodução)

Os terroristas brasileiros vêm sendo monitorados pelas autoridades há algum tempo. Um relatório elaborado pela diretoria de inteligência da PF intitulado “Informações sobre Sociedade Secreta Silvestre” descreve que, em 2017, uma bomba foi deixada na rodoviária de Brasília. O documento, obtido por VEJA, ressalta que a imprensa não noticiou o atentado, mas, mesmo assim, os detalhes foram divulgados num site do grupo chamado Sociedade Secreta Silvestre, traduzidos para diversos idiomas e assinados por uma pessoa identificada como “Anhangá”. Em dezembro, depois da ameaça ao presidente Bolsonaro, a Polícia Federal decidiu pôr no caso os melhores agentes da seção antiterrorismo. Os policiais já seguiram várias pistas. Três suspeitos chegaram a ser presos. Mas os integrantes do grupo ainda não foram identificados. Anhangá provoca: “(Eles) são incompetentes (…). Não somos meros amadores, dominamos técnicas de segurança, de engenharia, de comportamento social. (…) Discutimos internamente com membros de outros países”.

Assim como para outros grupos, a internet exerce um papel importante na organização e divulgação de ideias. Os comunicados e vídeos do grupo terrorista ITS são postados num site chamado Maldición Eco-­extremista, traduzido para diversos idiomas. Foi por meio desse canal que VEJA solicitou uma entrevista com um integrante do ITS-Brasil. Um e-mail criptografado, de um servidor localizado na Suíça, indicou um endereço eletrônico para o qual deveriam ser enviadas as perguntas. Pouco tempo depois, Anhangá apareceu e disse que estava à disposição para esclarecer as dúvidas da reportagem. A partir daí, foi mandado um link de um chat privado, em que as mensagens eram destruídas após 24 horas. Nesse canal, foram feitas três entrevistas, reproduzidas ao longo destas páginas. Em fevereiro de 2019, a rede de televisão francesa TV5Monde utilizou o mesmo caminho para entrevistar o fundador do ITS, que se apresentou como “Xale”. A reportagem informava que o grupo tinha ramificação no Brasil.

EMBOSCADA – Aeroporto de Congonhas: o grupo planejou metralhar um ministro do STF na área de desembarque (Alf Ribeiro/Folhapress)

O máximo que Anhangá (que quer dizer espírito que protege os animais, em tupi-guarani) revela sobre si é que é do sexo masculino, tem entre 20 e 30 anos, está em Brasília e é um radical defensor da natureza. Com as vidas humanas, já não demonstra a mesma preocupação. Segundo ele, o presidente é um “estúpido populista” que “falha com sua segurança” e anda “sem uma proteção adequada”, o que facilita o atentado. Quando isso pode acontecer? “Um ataque a Jair Bolsonaro será sempre uma possibilidade latente.” Por quê? “Bolsonaro e sua administração tem declarado guerra ao meio ambiente.” Já há alguma preparação? “Tentamos sempre adquirir explosivos e armas mais potentes.” Onde? “Estudamos semanalmente nossos alvos.” Pode ser tudo bravata? Até pode, mas as evidências que se tem até agora apontam para o sentido contrário. Num inquérito sigiloso obtido por VEJA, a própria PF destaca que o grupo continua praticando atos criminosos com “extrema gravidade” e mostrando “profusão de ideias violentas e extremistas, além de divulgar ameaças contra a vida do Bolsonaro”. Isso, por si só, já se enquadra em crime de terror (leia mais nesta reportagem).

As ameaças contra autoridades de Brasília não envolvem apenas o Executivo. Em março, por determinação do ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), foi instaurado um inquérito para apurar a origem de ataques a magistrados nas redes sociais. Numa primeira fase, os investigadores identificaram pessoas que usavam a internet para difundir notícias falsas e pregar agressões contra os ministros. Foi o caso de um advogado alagoano que publicou uma mensagem em que falava da necessidade de “matar aquele débil mental do irmão mongol do ministro Toffoli”. O irmão do ministro é portador de síndrome de Down. Identificado, o advogado prestou depoimento e disse que tudo não passava de bravata.

Mas não foi apenas isso. VEJA apurou que o inquérito do STF também reuniu evidências de um plano real de ataque contra um ministro da Corte. Os investigadores descobriram que um grupo havia monitorado durante algum tempo a rotina de um dos magistrados, cujo nome é mantido em sigilo, e de sua família, que mora em São Paulo. O objetivo era definir o melhor lugar para uma emboscada, e o local escolhido foi o Aeroporto de Congonhas. Por questões de segurança, autoridades e políticos têm acesso a salas vip em aeroportos. A ideia dos criminosos era cercar o carro do ministro na saída do terminal e metralhá-lo. “Eles diziam que ‘iam abrir fogo’”, revela um magistrado que teve acesso à investigação, conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes.

Curiosamente, o plano foi discutido em um chat da deep web também frequentado pelos estudantes Guilherme Monteiro e Luiz Henrique de Castro. Para quem não lembra, em março esses dois rapazes invadiram uma escola em Suzano, no interior de São Paulo, executaram cinco alunos e duas funcionárias e depois se mataram. No chat, o grupo que planejava o ataque ao ministro do STF trocava informações com os assassinos da escola. Por orientação da Polícia Federal, os juízes mudaram sua rotina e ampliaram o esquema de segurança. “Esse caso é diferente dos que já encontramos. Não se trata de alguém fazendo um desagravo ou uma bravata pela internet. Eram dois grupos distintos tramando dois ataques. O primeiro aconteceu. Não era brincadeira”, diz o mesmo magistrado. Infelizmente, o terrorismo, que durante tanto tempo não figurou entre as preocupações brasileiras, agora precisa ser levado a sério. Que os responsáveis sejam presos e punidos — antes que cometam as tais atrocidades que prometem.

POSSIBILIDADE LATENTE

A conversa com o representante da SSS foi realizada através de um chat* na deep web. “Anhangá” confirma que o objetivo do grupo é matar o presidente

VEJA

O presidente da República, Jair Bolsonaro, é um dos alvos? Por quê?

Anhangá

Bem, ser um alvo ele é, só é bastante difícil às vezes de elaborar algo para alcançá-lo. Como ele é um estúpido populista às vezes falha com sua segurança e sai aqui em Brasília aleatoriamente sem uma proteção adequada. Ou em outros lugares como no Rio de Janeiro. As motivações carecem de justificativas porque são óbvias. Bolsonaro e sua administração tem declarado guerra ao meio ambiente, a Amazônia especialmente, tem feito de órgãos que teoricamente deveriam proteger a natureza catapultas para negócios danosos, facilitadores de exploração mineira, madeireira, caças, agropecuária, etc.

E isso de maneira intensa e explícita.

Proposital.

É um negacionista da catástrofe climática.

VEJA
Mas vocês ainda avaliam fazer um ataque ao presidente da República?

Anhangá

Um ataque a Jair Bolsonaro será sempre uma possibilidade latente. ITS-México feriu uma senadora mexicana com um livro-bomba, se não estou equivocado. ITS-Chile por pouco não mata o presidente de uma das maiores estatais do país com um pacote-bomba há dois meses, mais ou menos. Estas pessoas do alto escalão não são intocáveis, só é preciso saber das vulnerabilidades. As pessoas pensam que estamos parados, mas estudamos semanalmente nossos alvos, e tentamos sempre adquirir explosivos e armas mais potentes. Se a oportunidade bate em nossa porta Bolsonaro acabará como Luis Donaldo Colosio (político mexicano, morto em atentado em 1994).

*Foi mantida a grafia normal

NA CERIMÔNIA DE POSSE

“Conseguiríamos se tivéssemos tentado”

RECUO – Posse de Bolsonaro: um forte esquema de segurança impediu o ataque (Andre Penner/AP)

VEJA
Em relação à posse presidencial, qual era o plano de atentado?

Anhangá
Dificilmente conseguiríamos acessar a área restrita, havia barreiras e detectores de metal. Não era certo uma vista de longe para disparos, e mesmo que fosse, a área estava bastante vigiada por câmeras e atiradores, seriam deixadas sacolas com explosivos, na verdade iria atingir público, essa é a verdade.

Isso era viável.

Foi um público considerável, e facilmente poderíamos nos misturar e executar este ataque, mas o risco era enorme, e era previsível um ataque, então seria suicida.

Não queríamos isso.

E pensamos bem, outros membros de fora aconselharam também.

VEJA
Vocês desistiram, então, por causa da estrutura de segurança do evento?

Anhangá
De certo modo sim.

O risco era grande.

Mas conseguiríamos se tivéssemos tentado.

Só não é certo se sairíamos vivos.

VEJA
O que estava preparado?

Anhangá

Como mencionei, explosivos de extintores de incêndio e uma arma.

VEJA
Qual seria a finalidade da arma?

Anhangá

A finalidade máxima seriam disparos contra Bolsonaro ou sua família que desfilaria, seus filhos, sua esposa, o núcleo, mas sabemos que isso dificilmente aconteceria, mas essa era a finalidade. Não sabíamos se teríamos campo de visão para isso.

O MINISTRO DO MEIO AMBIENTE É ALVO

“Um lobo cuidando de um galinheiro”

INIMIGO – Salles e a “destruição” (Ueslei Marcelino/Reuters)

VEJA
Vocês também ameaçaram de morte o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Qual a razão disso?

Anhangá

Salles é um cínico, e não descansará em paz, quando menos esperar, mesmo que saia do ministério que ocupa, a vez dele chegará. Aquele sujeito já chegou a adulterar documentos para beneficiar mineradoras. Tudo o que faz e declara é antagônico ao cargo que ocupa. É um lobo cuidando de um galinheiro.

Ele foi condenado por isso.

É um aliado de empresas, mineradoras e ruralistas.

E não por acaso foi escolhido por Bolsonaro.

A MINISTRA NA MIRA

“A cristã branca que prega o progresso”

VEJA
Por que, além de Bolsonaro, vocês ameaçaram a ministra Damares Alves?

Anhangá

Pelo símbolo que ela se tornou, a cristã branca evangelizadora que prega o progresso e condena toda a ancestralidade. Outro motivo é que o eco-extremismo é extremamente incompatível com o que prega o seu ministério, é um choque filosófico.

AS INVESTIGAÇÕES DA PF

“Não somos meros amadores”

VEJA
Por que até hoje a Polícia Federal não descobriu a identidade de vocês?

Anhangá

Porque são incompetentes e porque não somos meros amadores. Aqueles idiotas da Operação Hashtag foram presos enquanto preparávamos quase 10 quilos de explosivo. Não somos meros amadores, dominamos técnicas de segurança, de engenharia, de comportamento social. Pra falar a verdade discutimos internamente com membros de outros países e chegamos a conclusão que das polícias de cada país onde opera ITS a do Brasil é a mais avançada, mas ainda sim não foi capaz.

*de que

Como costumamos dizer, caminhamos com uma lebre, silenciosamente.

Veja

 

Opinião dos leitores

  1. e mesmo nunca ninguem ouviu falar nessa merda de quadrilha e agora ela aparece assim do nada muito estranho muito estranhooooooo!!!!! ai tem ai tem!!!!!

  2. Engraçado que a quadrilha passou tanto tempo no poder e ninguém nunca falou nada… Depois que perderam a boquinha começaram a inventar moda!

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Geral

PEGO NA MENTIRA: Criador de perfil investigado pelo TRE era sócio de outro blog que recebeu quase R$ 47 mil da gestão de Allyson Bezerra

Print do perfil “Toda Hora Mossoró” | Imagem: reprodução

João Carlos Medeiros, investigado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) pela criação de perfis nas redes sociais para detonar adversários políticos do pré-candidato a governador Allyson Bezerra (União Brasil), disse que fazia tudo “por conta própria”, afirmava ser apenas “admirador e apoiador” do ex-prefeito e assegurou que não era remunerado pelo serviço. Ele, no entanto, era sócio de outro blog, chamado “Toda Hora Mossoró”, que recebeu R$ 46.905,00 da Prefeitura de Mossoró entre 2021 e 2024.

O blog é vinculado ao CNPJ nº 43.517.624/0001-93, registrado em nome de Jaiane Karla da Silva Medeiros Melo, prima de João Carlos. Ele confirmou ao Blog do BG que administrava o site e o perfil do blog nas redes sociais junto com ela. O site saiu do ar, mas o perfil segue ativo, embora a última publicação seja do dia 15 de outubro de 2025. A maioria das postagens promove a gestão de Allyson Bezerra na Prefeitura de Mossoró.

Os pagamentos ao blog “Toda Hora Mossoró” começaram em outubro de 2021. O último repasse foi feito em dezembro de 2024. Os valores mensais variavam de R$ 1.000,00 a R$ 4.000,00.

Jaiane Medeiros é filha do vereador Raério Araújo (União Brasil), conhecido como Raério Cabeção, apoiador de Allyson Bezerra. Ela chegou a ocupar um cargo comissionado no gabinete do próprio pai, na Câmara Municipal de Mossoró, entre janeiro e agosto de 2025. João Carlos é sobrinho do parlamentar.

Apesar de afirmar que atuava de forma independente, as revelações sobre sua ligação com Allyson Bezerra colocaram em dúvida a versão apresentada por João Carlos Medeiros. Além de criar o perfil @rncomallyson, ele também é noivo da jornalista Valéria Persali, braço direito do ex-prefeito e ex-secretária de Comunicação da Prefeitura de Mossoró. Atualmente, ela continua ocupando um cargo de confiança na administração do prefeito Marcos Medeiros (Republicanos), que sucedeu Allyson Bezerra.

João Carlos também é presidente municipal e vice-presidente estadual do União Brasil Jovem. A representação que deu origem à investigação em curso na Justiça Eleitoral foi movida pelo PL. Na ação, o partido acusa Allyson Bezerra de se beneficiar de propaganda eleitoral antecipada negativa promovida pela milícia digital que atua nas redes sociais a seu serviço contra o ex-prefeito de Natal.

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Pesquisa

Instituto Media: Álvaro Dias lidera pesquisa estimulada para o Governo do RN com 32,1% das intenções de voto

O ex-prefeito de Natal e pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, aparece na liderança da corrida eleitoral, de acordo com pesquisa divulgada pelo Instituto Media, em parceria com o jornal O Potengi.

No cenário estimulado, Álvaro lidera com 32,1% das intenções de voto, Allyson Bezerra aparece em segundo com 27,5%. Na sequência estão Cadu Xavier, com 18,1%, Robério Paulino, com 1,6%, Dário Barbosa, com 0,3%, e Rodrigo Vieira, também com 0,3%.

Os números colocam Álvaro Dias na primeira posição no cenário estimulado do levantamento, consolidando a liderança na disputa pelo Governo do Estado neste momento da pré-campanha.

A pesquisa mostra ainda que 16,8% dos entrevistados responderam que não sabem ou preferiram não opinar, enquanto 3,3% afirmaram que votariam em branco ou nulo.

O levantamento foi realizado com 2.000 entrevistados, possui margem de erro de ±2,2 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RN-08092/2026.

A pesquisa reforça o cenário atual da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte, com Álvaro Dias ocupando a liderança na intenção de voto estimulada entre os eleitores entrevistados.

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Geral

[VÍDEO] BG: “Allyson Bezerra não vestiu a candidatura de Kelps Lima”

BG seguiu analisando a repercussão da retirada da pré-candidatura a deputado federal de Kelps Lima. No “Meio Dia RN” desta quinta-feira (9), ele afirmou que Allyson Bezerra “não vestiu a candidatura” do seu aliado do União Brasil.

“Allyson não vestiu a candidatura de Kelps. Kelps desistiu porque o União Brasil deixou ele na rua da amargura. O presidente do partido garantiu que ele teria o teto máximo para gastos [do fundo eleitoral] e o mesmo tempo de televisão, igual a João Maia, Benes Leocádio e Robinson Faria. Kelps foi recebido três vezes em Brasília e São Paulo [pelo presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda], mas ha 30 dias não conseguia falar com o cara, há trinta dias o cara não responde. Quem atendeu Kelps foi a irmã dele, a tesoureira do partido, confirmando que o senador José Agripino tinha dito a ele que não teriam como cumprir aquilo que foi acordado, mas ele ficasse tranquilo que teria estrutura. Então, Kelps desistiu porque o União Brasil deixou ele na rua da amargura, ele foi inviabilizado”, avaliou BG.

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Geral

Cabo que preside Associação de Militares Estaduais é punido pela PMRN com 10 dias de detenção

Foto: reprodução

O presidente da Associação dos Militares Estaduais do Rio Grande do Norte (AMERN), cabo Thallys Emmanuel Ferreira Clemente, foi punido disciplinarmente pela Polícia Militar do RN com 10 dias de detenção, conforme decisão publicada no Boletim Interno de 6 de julho de 2026.

De acordo com o documento oficial, a punição foi aplicada após a conclusão de um procedimento disciplinar que apontou que o militar teria se referido à então superiora hierárquica, ST PM Maria Liane dos Santos, de forma desrespeitosa e difamatória, em conversas mantidas com outros policiais por meio de aplicativos de mensagens. Os fatos teriam ocorrido em 12 de novembro de 2025 e 12 de janeiro de 2026, em Natal.

A decisão, assinada pela comandante do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRE), tenente-coronel Lígia Magnos de Paiva, acolheu integralmente o relatório do encarregado do procedimento e determinou a aplicação da sanção de 10 dias de detenção disciplinar, enquadrando a conduta como transgressão disciplinar média.

Conforme as normas disciplinares da PMRN, a detenção poderá ser cumprida em unidade militar destinada ao recolhimento disciplinar, como o Centro de Preparação e Gerenciamento Disciplinar (CPGD), caso seja essa a unidade definida pela corporação para a execução da penalidade.

Apesar da punição, o boletim informa que o cabo permanece classificado no comportamento “ÓTIMO”, em razão das regras previstas no Regulamento Disciplinar da Polícia Militar.

Sem Mordaça

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Geral

[VÍDEO] BG comenta que retirada de pré-candidatura de Kelps Lima deve beneficiar nominata do PL e pode prejudicar Allyson Bezerra

No “Meio Dia RN” desta quinta-feira (9), BG comentou sobre a desistência de Kelps Lima de concorrer a uma vaga de deputado federal nas eleições de 2026. Para ele, quem mais ganha com isso é a nominata do PL, principalmente a vereadora e pré-candidata a deputada federal Nina Souza. Além disso, na avaliação dele, Allyson Bezerra também sai perdendo.

“Quem ganha com a desistência de Kelps, quase 100%, é a nominata do PL, principalmente Nina Souza. Eu acho muito difícil, sabendo da relação de Kelps com o prefeito Paulinho Freire, que parte dessas bases de Kelps, mesmo sem ele anunciar apoio, não vá automaticamente para Nina Souza. Levando para as candidaturas majoritárias, Allyson Bezerra também perde com a desistência de Kelps, porque mostra um ambiente entre os partidos que apoiam sua candidatura a governador que é tóxico, fisiológico e montado unicamente como um projeto de poder”, avaliou BG.

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Geral

Homem é condenado a pagar mais de R$ 11 mil em indenizações por provocar acidente de trânsito em Natal, fugir do local e enviar irmão gêmeo para enganar PRF

Foto: PRF/divulgação

A Justiça condenou um motorista a pagar mais de R$ 11 mil em indenizações após provocar um acidente, fugir do local e enviar o irmão gêmeo para tentar enganar a Polícia Rodoviária Federal (PRF). O caso aconteceu em fevereiro de 2012, na BR-101, nas proximidades do Conjunto Cidade Satélite, em Natal.

Segundo o processo, o motorista bateu em um veículo de uma empresa e, de acordo com a vítima, apresentava sinais de embriaguez. Ele chegou a propor um acordo para evitar o acionamento da polícia, mas, diante da recusa, fugiu antes da chegada da PRF.

Na tentativa de despistar os policiais, o irmão gêmeo retornou ao local usando as mesmas roupas do motorista. A fraude, porém, foi descoberta porque ele não apresentava sinais de ingestão de álcool nem os ferimentos sofridos pelo verdadeiro condutor.

Na ação, o réu negou que dirigia o carro, contestou as provas e pediu a inclusão do proprietário do veículo no processo. Os argumentos foram rejeitados pela 2ª Vara Cível de Natal, que considerou o boletim da PRF um documento oficial com presunção de veracidade e destacou que o motorista não apresentou provas capazes de desmentir os fatos.

A sentença, proferida em abril deste ano, determinou o pagamento de R$ 7.487,61 por danos materiais e R$ 3.600 por lucros cessantes, referentes ao aluguel de outro veículo pela empresa para manter suas atividades.

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Geral

Sicredi leva educação financeira às comunidades

Programa promove palestras gratuitas e já impactou dezenas de pessoas no Rio Grande do Norte

A educação financeira é um dos pilares do Sistema Sicredi, que aposta na disciplina e na organização como caminhos para uma vida financeira mais equilibrada. Como parte desse compromisso, a Sicredi Rio Grande do Norte realiza gratuitamente palestras de sensibilização voltadas a adultos e crianças de 6 a 9 anos.

Por meio do programa Cooperação na Ponta do Lápis, a iniciativa tem ampliado seu alcance no estado. Em 2025, foram atendidas mais de 50 empresas, com a realização de 70 palestras em Natal e no interior. Para 2026, a meta é expandir ainda mais o número de ações e pessoas atendidas.

Em âmbito nacional, o programa já alcançou mais de 54 milhões de pessoas, com cerca de 17 mil ações realizadas e impacto direto em aproximadamente 900 mil participantes por meio de cursos e oficinas.

A iniciativa busca estimular hábitos financeiros mais conscientes, ajudando as pessoas a organizarem melhor seus recursos e a desenvolverem uma relação mais saudável com o dinheiro. Ao fortalecer a educação financeira, o programa contribui para a construção de comunidades mais sustentáveis e prósperas.

Para o presidente da Sicredi RN, Damião Monteiro, o impacto vai além do indivíduo. “Quando as pessoas passam a tomar decisões financeiras mais conscientes, toda a comunidade se beneficia. O planejamento financeiro é essencial para escolhas mais seguras em relação ao consumo, à poupança e aos investimentos”, afirma.

Os conteúdos gratuitos de orientação financeira estão disponíveis em: cursos.sicredi.com.br

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Geral

Projeto de Rotina de Estudos da Escola Luminova Natal orienta alunos na retomada das aulas do segundo semestre

Foto: Divulgação

O retorno às aulas após o recesso de julho representa mais do que a retomada do calendário escolar. Para especialistas em educação, este é um dos momentos mais importantes do ano para reconstruir hábitos de estudo, reorganizar a rotina e evitar que a segunda metade do ano letivo seja marcada por acúmulo de conteúdos, dificuldades de aprendizagem e estresse às vésperas das avaliações.

Embora a preocupação com o desempenho escolar costume aumentar apenas no período de provas, psicopedagogos alertam que a construção de uma rotina eficiente começa muito antes.

Na Escola Luminova Natal, o retorno do segundo semestre é tratado como um momento estratégico para reforçar esses hábitos. Por meio do Projeto de Rotina de Estudos, desenvolvido pela equipe de Psicopedagogia Escolar, os alunos participam de atividades voltadas à organização da vida acadêmica, aprendendo a administrar o tempo, planejar tarefas, organizar materiais e desenvolver estratégias de estudo adequadas para cada etapa de ensino.

Segundo a psicopedagoga Ilizandra Cavalcante, a criação de uma rotina consistente vai muito além da melhora nas notas. “Quando o estudante aprende a organizar sua semana, estabelecer prioridades e compreender como estudar de forma mais eficiente, ele desenvolve competências que o acompanharão por toda a vida. Responsabilidade, autonomia, disciplina e autorregulação são habilidades construídas diariamente e que refletem diretamente na aprendizagem e também no bem-estar emocional”, explica.

A especialista ressalta que o início e o reinício do ano letivo são períodos especialmente favoráveis para consolidar esses hábitos. “Depois das férias, os estudantes estão reestruturando sua rotina. Esse é o momento ideal para estabelecer novos combinados, revisar estratégias de estudo e criar uma organização que seja possível de manter ao longo dos meses. Pequenas mudanças feitas agora podem gerar resultados significativos até o fim do ano letivo”, afirma.

A iniciativa dialoga com a proposta pedagógica da Escola Luminova Natal, que tem como um de seus pilares o protagonismo do aluno. Com metodologias ativas e acompanhamento individualizado, a instituição busca estimular que os estudantes participem de forma consciente da construção do próprio conhecimento, ao mesmo tempo em que mantém um relacionamento próximo com as famílias.

Mais sobre a Luminova

A Luminova Natal foi fundada há 4 anos e vem se destacando no cenário educacional da cidade. A escola mantém turmas no ensino fundamental e médio fica na Rua Joaquim Alves, 1976 A, em localização privilegiada no bairro de Lagoa Nova, perto do Shopping Via Direta e do Campus da UFRN. Mais informações da escola podem ser obtidas no perfil do Instagram @luminova.natal.

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Política

URGENTE: Kelps retira candidatura a Deputado Federal

Foto: Reprodução

O ex-deputado Kelps Lima confirmou que não será mais candidato a deputado federal nas eleições deste ano. A decisão foi informada a esse comunicador em conversa nesta quinta-feira (9).

Kelps afirmou que irá detalhar os motivos da desistência durante uma entrevista ao vivo, concedida ainda hoje ao programa Meio-Dia RN.

Opinião dos leitores

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Judiciário

TRE-RN mantém suspensa divulgação de pesquisa ITEM após identificar ausência de relatório obrigatório

Foto: Reprodução 

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) concedeu liminar suspendendo a divulgação da pesquisa eleitoral registrada sob o nº RN-07966/2026, realizada pelo instituto Item Pesquisas Técnicas, ao entender que há indícios de irregularidade no registro do levantamento. A decisão é da juíza Sulamita Pacheco, relatora da representação ajuizada pelo Partido Novo (RN). Decisão RN.pdf

Segundo a magistrada, o instituto deixou de disponibilizar no sistema PesqEle o relatório completo com os resultados da pesquisa, documento exigido pela Resolução nº 23.600 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para garantir transparência e possibilitar a fiscalização por partidos, candidatos e pela sociedade. A omissão persistiu mesmo após o prazo adicional previsto na norma. Decisão RN.pdf

Na decisão, a relatora destaca que o próprio TSE já firmou entendimento de que a apresentação do relatório completo é requisito indispensável para a validade da pesquisa, citando precedente do ministro André Mendonça. Diante disso, concluiu existir plausibilidade do direito invocado pelo partido autor da ação. Decisão RN.pdf

_*Divulgação em redes sociais influenciou decisão_*

Outro ponto considerado pela magistrada foi a informação de que resultados da pesquisa já haviam sido divulgados em redes sociais, por meio de publicação do deputado estadual Nelter Queiroz, antes que o relatório obrigatório estivesse disponível para consulta pública.

Para a juíza, essa situação compromete a transparência e dificulta a fiscalização da metodologia e dos dados utilizados, além de potencialmente influenciar a percepção do eleitorado durante o processo eleitoral. Decisão RN.pdf

Ao final, a juíza determinou a manutenção da suspensão da divulgação da pesquisa RN-07966/2026 em todas as plataformas, sites e meios de comunicação, até nova deliberação da Justiça Eleitoral. A decisão também reconhece a conexão do caso com outra representação que já discutia a regularidade do mesmo levantamento, determinando o julgamento conjunto das ações. Decisão RN.pdf

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