Manifestantes acusam polícia de repressão em ato contra aumento da tarifa dos ônibus

Os manifestantes que aderiram ao protesto desta quinta-feira (17) contra o aumento da tarifa de ônibus acusam a polícia de repressão. Os ativistas foram surpreendidos com a ação da Polícia Rodoviária Federal que está revistando a todos. Para Jéssica Regis, uma das líderes do movimento, promovido pelo coletivo #RevoltaDoBusão e o Movimento Passe Livre (MPL), a repressão que está acontecendo é um legado da Copa.

“Isso é só o começo da mobilização e a partir do momento que aumentarem a passagem mais gente vai vir pra rua”, afirma Jéssica.

Os manifestantes destacam que esse é o segundo protesto que está sendo realizado e que estão percebendo que o aparato está muito forte. “Isso é um aviso do prefeito que não vai calar nossa voz. Fomos intimidados pela polícia, mas, estamos resistindo pra continuar lutando”.

João Pedro diz que foi revistado duas vezes e que os policiais quebraram a máscara dele. “Os policiais disseram que quem tiver com máscara vai ver”, diz João Pedro.

Sindicatos

Sintest, Sitoparn, Sindjorn, DCE da UFRN e associações estudantis marcam presença no protesto. O Sindicato Estadual dos Trabalhadores em Educação do Ensino Superior diz que está presente para apoiar a luta, com as outras entidades, para evitar o aumento da passagem de ônibus que está sendo negociado entre Seturn e prefeitura.

Os manifestantes gritam palavras de ordem como: “Vem pra rua, vem contra o aumento”; “Que contradição, protesto agora é crime, roubar o povo não”.

O presidente do DCE, Gabriel Medeiros, ressalta que o DCE está se articulando desde o início do ano para essas mobilizações. “O movimento visa, em essência, melhoria das condições nos transportes”, diz Medeiros.

PRF

Cerca de 20 agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) acompanham o protesto que acontece nesta quinta-feira (17). Quatro viaturas estão próximas à parada do circular do Via Direta, local de concentração dos manifestantes.

Desde o início da concentração os policiais estão revistando os participantes para “qualificar os manifestantes”, afirma PRF. Em relação a uma possível interdição do trânsito, a polícia afirma que “o direito individual não pode sobressair do direito coletivo”.

Fonte: Nominuto.com