Política

Máquina pública federal tem enxugamento de pessoal e gastos

Foto: Evaristo Sá/AFP

A máquina pública federal clássica no Brasil, que inclui ministérios, fundações e agências reguladoras, além órgãos tradicionais como INSS, IBGE, Ibama e Incra, entre outros, passa por um fase inédita de enxugamento.

A taxa de reposição dos funcionários que se aposentam é a menor da série histórica. Na média dos últimos três anos, apenas 11,6 mil novos servidores foram contratados.

Participam hoje dessa engrenagem 208 mil servidores públicos estatutários. No auge, em 2007, eles eram 333,1 mil, com direito a estabilidade e planos de progressão automática em suas carreiras, segundo dados do Painel Estatístico de Pessoal (PEP), do governo federal.

A diminuição se acentuou nos últimos anos, com a aprovação do teto de gastos, em 2015, e no governo Jair Bolsonaro (sem partido), que restringiu as contratações e congelou os vencimentos dos servidores.

A partir do governo Michel Temer (2016-2018), que instituiu o teto de gastos, houve redução no ritmo de aumento da despesa anual com servidores.

No governo Bolsonaro, de modo inédito, a despesa com servidores civis na ativa está caindo, embora o presidente acene com algum reajuste antes da eleição, em 2022, e tenha dado aumento aos militares, sua base de apoio, a partir de 2019.

Os salários e encargos do funcionalismo federal civil ativo e inativo neste ano somam R$ 335,4 bilhões, R$ 2 bilhões a menos do que no primeiro ano de Bolsonaro, segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional corrigidos pela inflação.

Nos últimos sete anos, áreas importantes como Ministério da Saúde, INSS, IBGE e Ibama perderam entre um terço e a metade dos servidores.

“A máquina federal foi obrigada a ganhar mais eficiência e a se informatizar, compensando a falta de pessoal em algumas áreas”, afirma Cláudio Hamilton dos Santos, economista do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), órgão que perdeu 30% dos servidores em sete anos.

Outras áreas importantes, como o Ibama (-40% funcionários em sete anos) e o INSS (-50%), no entanto, têm registrado gargalos. A fila de pedidos para aposentadoria e outros benefícios no INSS chega a 1,9 milhão de pessoas, incluindo mais de 400 mil com restrições na documentação.

“A não reposição neste momento se explica pela expectativa de aprovação da reforma administrativa, que possibilitaria contratar servidores com regras menos rígidas do que as atuais, que incluem estabilidade, salários iniciais elevados e progressões automáticas na carreira”, diz Santos.

O encolhimento da máquina acelerou durante a tramitação da reforma da Previdência, aprovada em 2019, e que levou a uma onda de aposentadorias no setor público.

Nos últimos sete anos, o total de inativos na folha de pagamento federal saltou de 384,2 mil para 426,5 mil.

A única área do governo federal que cresceu no período, mas que não participa diretamente da máquina administrativa, é a das universidades e institutos técnicos federais.

Voltado à educação e à formação técnica, o setor cresceu a partir do início do governo Dilma Rousseff, em 2011, ganhando cerca de 30% mais servidores estatutários desde então.

Para Simon Schwartzman, pesquisador associado do Instituto de Estudos de Política Econômica e ex-presidente do IBGE, houve inchaço além do necessário nessa área, em termos de pessoal estatutário, além de desvirtuamento, à medida em que muitos institutos técnicos passaram a atuar como faculdades.

Em sua opinião, muitas das contratações, sobretudo de pessoal administrativo, poderiam ter sido feitas via organizações sociais (OS) ou em regime de CLT, a exemplo de escolas técnicas estaduais, como as Fatecs e Etecs paulistas.

Universidades e institutos técnicos federais têm hoje 269,7 mil funcionários, mais do que a máquina pública federal tradicional (208 mil), que toca o dia a dia do país.

“Os institutos federais passaram a ser um equívoco, com pressões para que se tornem universidades, com gastos concentrados em salários, mas com pouca verba de custeio e equipamentos em mal estado”, diz Schwartzman.

Somando-se os funcionários da máquina pública clássica e os das universidades e institutos técnicos, o Brasil tem hoje 477,8 mil servidores permanentes na ativa.

Mesmo assim, eles são 10% menos do que há sete anos —sobretudo devido ao enxugamento da máquina tradicional.

O economista Luiz Carlos Bresser-Pereira, ex-ministro da Administração Federal e Reforma do Estado (1995-1998), diz que o aumento da oferta de cursos técnicos foi positivo. “Mas é pena que isso tenha sido feito via servidores estatutários.”

Em sua opinião, é fundamental que o Brasil reduza a diferença nas vantagens e na remuneração dos funcionários públicos em relação aos privados.

Segundo o relatório “Um Ajuste Justo: Análise da eficiência e equidade do gasto público no Brasil” (2017), do Banco Mundial, o prêmio salarial para os servidores federais no país, na comparação com seus equivalentes (inclusive por escolaridade) no setor privado chega a 67%.

A diferença é menor para os servidores estaduais (31%) e irrelevante no caso dos municipais.

O Banco Mundial enfatiza que o Brasil não apresenta necessariamente um número excessivo de funcionários públicos na comparação internacional, mas que o problema são as vantagens que eles têm em relação aos demais trabalhadores.

Para Roberto Olinto, ex-presidente do IBGE, o ideal seria que muitas áreas do setor público tivessem um corpo estatutário protegido pela estabilidade, servindo de núcleo, e que contratasse outros funcionários de modo mais flexível.

Na prática, com o enxugamento da máquina, isso já vem ocorrendo em algumas áreas.

No IBGE, cerca de 5.000 funcionários são contratados há mais de uma década por períodos máximos de três anos para realizar pesquisas.

“Mas há carência de concursados em áreas estratégicas. Em 2018, tentei abrir 1.800 vagas para repor pessoal. Não consegui”, afirma Olinto.

O economista Marcos Mendes, pesquisador associado do Insper, afirma, porém, que a contenção nos aumentos de salários e nas contratações de servidores não deve ser sustentável.

“Isso anda em ondas, com dois ou três anos de represamento para depois haver uma recomposição”, afirma. “A pressão por reajustes refluiu diante da prioridade no combate à Covid, mas tende a voltar com força no ano eleitoral.”

Na quinta (15), a Comissão Mista de Orçamento aprovou o relatório do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2022. Nele, foi mantido dispositivo que autoriza o governo a conceder, se quiser, reajuste a servidores federais no ano que vem.

Segundo Luís Cláudio de Santana, secretário de Comunicação da Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal), vários setores do funcionalismo já se organizam para pleitear aumentos em 2022.

Com o slogan “Cancela a Reforma Já”, a Condsef é contra a reforma administrativa proposta pelo governo Bolsonaro, que prevê, entre as mudanças, o fim da estabilidade para novos servidores.

“O que deveria estar em discussão é como melhorar a eficiência do serviço público”, afirma Santana.

“Existem 255 carreiras e planos de cargos e 301 tabelas salariais. Isso é ineficiente e desnecessário, mas não é o que está sendo discutido na reforma, que deixaria isso para depois, via projeto de lei.”

Sobre a forte diminuição nas contratações nos últimos anos, Santana diz que a digitalização da burocracia no serviço público não compensou a falta de servidores na maioria dos órgãos, e que novos concursos públicos deveriam ser realizados.

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. Servidor concursado não aceita dividir o salário…
    Rachadinha só com os comissionados e seus comissionamentos…
    Muuuuuuummmmmmm

  2. O CENTRÃO DOMINA O PODER CENTRAL!
    É diminuindo o tamanho da máquina pública, PARA DISTRIBUIR EMENDAS COMPRANDO DEPUTADOS E SENADORES.
    ESSA É A TAL NOVA POLÍTICA?

  3. É disso que o Brasil precisa, diminuindo o tamanho da máquina pública, diminui o desperdício de dinheiro público e a corrupção em geral. Mais uma excelente medida do governo Bolsonaro.

    1. Criando um novo Ministério, botando o Ceentrão no Gooverno e distribuindo emendas a torto a direito?
      Pensa que o povo é otário, robô teleguiado usando pseudônimo pra se esconder?

  4. Ficam demonizando o serviço público sob a ótica de muito poucos maus servidores. A maioria esmagadora dos servidores públicos (profissionais de saúde, educação, segurança pública, assistência social, etc) são verdadeiros heróis, pois são pouco remunerados para colocar a própria vida em risco em prol da população, e que acabam pagando por essa imagem deturpada que tentam a todo instante passar para sociedade.

  5. Agora fala do aumento dos gastos militares e cargos de confiança.
    Os repasses ao Centrão.
    O Cartão Corporativo que é secreto.

    1. Só mentiras. Pare com isso. Deixe de politicagem sebosa.

  6. Os adoradores do luladrão falam do governo atual, mas na época dele foi o período que teve mais funcionários públicos 333 mil hoje são 208 mil, e nas próximas contratações os servidores não terão estabilidade e serão admitidos com salário menor.
    O que o luladrão fez para diminuir os gastos do governo?

    1. Verdade, dólar a mais de R$ 5,00 e gasolina a mais de R$ 6,00 é uma vitória incontestável !

  7. O presidente só não diminui os cargos comissionado e as gratificações, como sempre usa do oportunismo, pois usa como moeda de troca pra corrupção e apoio político. Já esses cargos não preenchidos seriam pra concursados, e eles não ficam sob domínio do presidente.

    1. De onde vc inventou essas mentiras? Na falta de problemas de verdade, o jeito é “criar”, né? Use sua criatividade para o bem.

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Política

VÍDEO: Deputado xinga Lira de ‘filho da put*’ no fim de sessão sem perceber microfone aberto

Foto: Reprodução

Sem perceber que seu microfone estava ligado, o deputado federal Igor Timo (Podemos-MG) xingou o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), durante sessão do plenário que votava destaques do novo Código Eleitoral na madrugada desta quinta-feira. Lira estava prestes a encerrar a votação quando foi interrompido pela fala do parlamentar. (Vídeo pode ser visto AQUI em matéria na íntegra).

“Já tá encerrando. Não vai deixar eu falar de novo. Quer ver que filho da p…”, disse o deputado, que não notou o microfone ligado.

Ao perceber a gafe, Lira questionou quem havia se manifestado e passou a palavra ao parlamentar, que tentou minimizar o constrangimento com elogios ao presidente da Câmara e à relatora do novo Código Eleitoral, Margarete Coelho (PP-PI).

“Eu gostaria de aproveitar a oportunidade, presidente, para parabenizar a deputada Margarete pelo belíssimo trabalho, que demonstra ser a qualidade da mulher brasileira, mostrando que o lugar de mulher é onde ela quiser”, afirmou o deputado do Podemos. ” E parabenizá-lo, presidente, também por permitir que o debate se exaurisse, garantindo que todas as partes fossem ouvidas e atendidas”, concluiu.

Após seguidos adiamentos de votação do Código Eleitoral, deputados aprovaram por 273 votos a favor, 211 contrários e três abstenções, a inclusão de uma quarentena para magistrados, procuradores, policiais e militares que desejam disputar as eleições. Os parlamentares resolveram incorporar novamente o mecanismo ao texto, que havia sido descartado num primeiro momento de votação, na semana passada. O prazo obrigatório para o afastamento será de no mínimo quatro anos.

Na reta final da tramitação do texto na Câmara, houve a reviravolta, fruto de novo acordo entre líderes do Centrão e o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL). A quarentena, que passará a valer a partir de 2026, havia sido retirada do texto numa primeira fase de análise dos chamados destaques, que são as emendas que podem modificar o mérito do texto. Na ocasião, o trecho do Código foi suprimido por uma diferença de apenas três votos.

Com 898 artigos, o Código Eleitoral traz novas regras que diminuem a transparência e enfraquecem a fiscalização de partidos. Entre os pontos criticados por especialistas, estão o enfraquecimento da Lei da Ficha Limpa e medidas que afrouxam o controle de gastos do Fundo Partidário. O projeto, que agora segue para o Senado, impõe ainda a censura ao proibir a divulgação de pesquisas eleitorais na véspera e no dia do pleito.

O Globo

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Saúde

Sesap esclarece que vai manter vacinação contra a Covid entre adolescentes de 12 a 17 anos com ou sem comorbidades no RN

FOTO: ASSECOM/RN

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sesap) esclarece que vai manter a deliberação tomada anteriormente em conjunto com os municípios e orienta a continuidade da vacinação contra a Covid-19 entre adolescentes de 12 a 17 anos, com ou sem comorbidades, no Rio Grande do Norte.

Para tanto, a Sesap irá aguardar ainda um posicionamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), requisitado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), a respeito de eventuais mudanças com relação à aplicação dos imunizantes nos menores de idade, como sinalizou o Ministério da Saúde.

“A Sesap mantém seu apoio ao processo de vacinação, a confiança na segurança dos imunizantes disponíveis e nas experiências científicas que garantem a eficácia para esse público. É público e notório que o avanço da vacinação vem trazendo resultados substanciais no RN, salvando diversas vidas e evitando internações na rede de saúde”, diz texto do órgão.

 

Opinião dos leitores

  1. Merece aplauso a decisão. O MS devido a incompetência do governo não tem como garantir as vacinas prometidas no cercadinho e em anúncios do ministro da saúde, aí dá ré, e os bípedes de chifres saem espalhando suas chifradas, tipo vai fazer mal aos adolescentes. Seria mais honesto que o ministério da saúde dissesse não haver condições de atender nesse momento por não dispor de vacinas sem comprometer o esquema. Mas como honestidade e esse governo estão em direção opostas, preferem o caos que a verdade.

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Diversos

Prefeitura vai permitir venda de passeios e atividades turísticas na orla de Ponta Negra mediante prévia autorização

Atividade será autorizada somente mediante licença. Foto: Divulgação/Semurb

Tendo em vista a necessidade de disciplinar as ocupações decorrentes da comercialização dos serviços de passeios e atividades turísticas, em áreas públicas situadas na orla marítima de Ponta Negra, a Prefeitura de Natal vai emitir, a título precário, autorizações para evitar uso indevido desse comércio, em especial da faixa de areia e calçadões da praia. O Decreto com as regras foi publicado, no Diário Oficial do Município (DOM), desta quinta-feira, 16.

Pelo decreto ficou estabelecido que a prestação dos serviços de venda de passeios e atividades turísticas somente poderá ser desempenhada em área pública, mediante prévia autorização, expedida a título precário pela secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), mediante pagamento de taxa de licença. Sendo vedada a prestação desses serviços em área pública de forma itinerante e em local diverso da autorização. E, só poderá ser concedida à pessoa jurídica, sendo vedada a locação, sublocação, venda ou transferência a qualquer pessoa, física ou jurídica.

As autorizações visam garantir a livre circulação de pedestres nas calçadas e passeios públicos, bem como o livre acesso ao mobiliário urbano e adequada visibilidade dos motoristas nas vias públicas. Além disso, as ocupações não podem interferir ou restringir as áreas destinadas a pedestres e as rotas acessíveis, nas ciclovias e faixas de estacionamento ou as destinadas a embarque de passageiros, carga e descarga de mercadorias e nas redes de infraestrutura e demais equipamentos urbanos existentes, cabendo ao ocupante o ônus da recuperação de qualquer dano e, principalmente, não ocupar a faixa de praia.

Também ficou estabelecido que a montagem da estrutura autorizada precariamente deverá ocorrer diariamente das 7h as 17 horas, ser de fácil remoção e não poderá ocupar uma área superior a seis metros quadrados. Deve manter o afastamento mínimo de dois metros, das paradas de ônibus e não obstruir o acesso à faixa de travessia de pedestres.

O decreto considera as proibições constantes no Decretos Municipal nº 4.621, de 06 de julho de 1992, que regulamenta os meios de publicidade ao ar livre e o nº 10.949, de 08 de janeiro de 2016, que institui o Grupo de Fiscalização para a Orla de Ponta Negra e a decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública, que determina ao município de Natal a obrigação de organizar a orla de Ponta Negra.

Os interessados deverão comparecer a Semurb, das 8 as 14 horas, acompanhado dos seguintes documentos: cópia do registro comercial, de certidão simplificada expedida pela Junta Comercial do Estado ou pelo Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas, de ato constitutivo e alterações subsequentes, da inscrição no Cadastro nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), comprovante de inscrição municipal, planta de localização, com base em fotografia aérea, indicando as coordenadas geográficas do local requisitado.

As autorizações têm vigência máxima de um ano, a contar da data da sua expedição, podendo ser renovada, mediante requerimento formalizado perante a SEMURB, com 120 (cento e vinte) dias de antecedência do vencimento. O termo de autorização deverá ser mantido no local, para permitir a fiscalização da atividade, bem como, a licença relativa a meio de anúncio de publicidade, quando cabível. O descumprimento do disposto neste artigo acarreta a caducidade da autorização.

 

 

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Política

Petistas estimulam tese fantasiosa de que facada de Adélio em Bolsonaro foi forjada

Foto: Raysa Campos Leite/Reuters

Parlamentares e dirigentes do PT estão emulando nas redes sociais a fantasiosa tese de que a tentativa de assassinato de Jair Bolsonaro em 6 de setembro de 2018 pode ter sido um atentado falso, forjado pelo próprio candidato à Presidência com o objetivo de ser eleito.

A suposição é insinuada em 1 hora e 44 minutos de um documentário lançado no sábado (11) pelo site Brasil 247, alinhado ao PT. No título, a acusação é feita de forma direta —”Bolsonaro e Adélio, Uma Fakeada no Coração do Brasil”.

A Polícia Federal concluiu, em duas investigações, que Adélio Bispo de Oliveira agiu sozinho, sem nenhuma evidência real de que tenha sido auxiliado por outras pessoas ou obedecido a um mandante. O inquérito mais recente tem nove volumes e 1.908 folhas.

Adélio sempre disse que agiu a mando de Deus, para tentar livrar o Brasil da vitória de Bolsonaro, que via como uma ameaça.

Considerado inimputável pela Justiça mediante diagnóstico de que ele tem transtorno mental que o incapacita de entender o caráter de crime que cometeu, ele cumpre medida de segurança na penitenciária federal de Campo Grande (MS).

O documentário do Brasil 247 tem como autor o jornalista Joaquim de Carvalho, que viajou a Minas Gerais e Santa Catarina e entrevistou personagens do episódio, entre outros elementos de apuração. Até as 22h desta quarta (15) somava cerca de 850 mil visualizações no YouTube.

Além de destacar informação falsa —a de que Adélio Bispo de Oliveira foi filiado ao PSD—, o documentário recorre a uma série de teorias da conspiração que pululam na internet, a maioria delas investigadas e descartadas pela Polícia Federal ou pela simples ausência de lógica, e as associa a outras de lavra própria para chegar a ilações sem qualquer comprovação, várias delas contraditórias umas com as outras.

“O documentário deixa evidente que o episódio e seu contexto têm muitos pontos sombrios, que aumentaram ainda mais as muitas dúvidas que eu já nutria sobre o fato”, disse à Folha o deputado Bohn Gass (RS), líder da bancada do PT na Câmara.

Em suas redes sociais, ele elogiou o documentário e pediu a seus seguidores que o assistam.

Ele não respondeu à pergunta sobre se o PT não estaria agindo, nesse caso, de maneira similar a uma das principais características do bolsonarismo, a de espalhar contra adversários fake news e teorias da conspiração da internet que não encontram qualquer lastro na realidade.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) escreveu que “o jornalismo cumpre papel importante ao investigar o caso das facadas”. À Folha afirmou que o caso causa dúvida em boa parte da população.

“Sempre acredito na vítima. Por esse motivo, naquele momento manifestei minha solidariedade ao atingido. Mas acreditava que existiria uma investigação mais profunda sobre o autor. O fato dele frequentar o clube de tiro dos filhos nunca foi respondido. Independente do documentário, avalio que isso gera suspeita fundamentada.”

Ela se refere ao fato conhecido de Adélio ter ido meses antes, por alguns dias, a um local de Santa Catarina também frequentado por dois filhos de Bolsonaro, Carlos e Eduardo, a “.38 Clube e Escola de Tiro”.

O documentário trata como “a chave do segredo” essa relação, insinuando que ali poderia ter sido acertada a trama do suposto atentado fajuto.

Apesar de aventar a tese de que uma sofisticada rede criminosa planejou minunciosamente uma espetacular fraude até hoje não desmascarada, não há explicação sobre o fato de que o caso da .38 só ter vindo à tona porque tanto os Bolsonaro quanto Adélio divulgaram a presença na escola de tiro em suas redes sociais, para qualquer um ver.

E por que trama tão engenhosa precisaria ser combinada pessoalmente em um clube de tiro de Santa Catarina, com check-in no Facebook.

Outra das contradições é que o documentário reserva vários minutos para levantar a hipótese de que um fotógrafo foi distraído de propósito em meio à multidão para não registrar o momento exato da facada, “ou da suposta facada”, como repete o jornalista em vários momentos do vídeo.

Ele não explica, entretanto, qual serventia haveria nessa atitude, sendo que a cena estava sendo gravada de perto por câmaras profissionais e de incontáveis aparelhos de telefone celular.

O documentário também tenta emplacar a tese de que Adélio era, na verdade, uma pessoa com posições mais alinhadas ao bolsonarismo, não uma pessoa simpática à esquerda.

Adélio foi filiado ao PSOL de Uberaba de 2007 a 2014, mas nunca militou —esse fato, sustenta o documentário, serviu à narrativa eleitoral da facada fajuta, a de que a esquerda quis tirar Bolsonaro da disputa.

O jornalista Joaquim de Carvalho ressalta no documentário a sua estranheza sobre o fato de a imprensa nunca ter dito que Adélio havia sido filiado do centro-direitista PSD, de Gilberto Kassab, até 2016. Como prova, mostrou um pedido de desfiliação do PSD assinado por Adelio.

A informação é falsa, Adélio jamais foi filiado ao PSD, e essa informação está disponível a qualquer cidadão no Tribunal Superior Eleitoral e é confirmada pelo partido.

À PF Adélio relatou que uma vez procurou a Justiça Eleitoral por achar que poderia ter sido filiado à revelia pelo PSD. Daí, assinou uma requisição de desfiliação, por segurança, apesar de ter obtido na mesma ocasião certidão oficial que informava não ter havido essa filiação.

O responsável pelo documentário disse à Folha considerar que a suspeita de Adélio de que era filiado representa, na prática, a seu ver, uma filiação.

“O Adélio pediu desfiliação do PSD. Se ele pediu desfiliação, é porque se considerava filiado, o que equivale dizer: era filiado de fato. Se você envia uma carta à Folha com pedido de demissão, significa que você acredita que é contratado da Folha.”

Os deputados Paulo Pimenta (PT-RS) e Rogério Correia (PT-MG), entre outros, também divulgaram o “Fakeada” em suas redes sociais.

“Creio que existem indícios e perguntas sem respostas que devem ser esclarecidas”, disse Pimenta à reportagem. “Há muito tempo uma grande reportagem, daquelas que fazem justiça ao nome, não gerava tanto comentário”, escreveu Correia, em um artigo.

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), não respondeu à pergunta sobre qual é a posição dela ou do partido.

Pré-candidato à presidência e maior liderança do PT, o ex-presidente Lula também já manifestou dúvidas públicas sobre se Bolsonaro sofreu ou não um atentado.

Em uma entrevista, o ex-presidente afirmou que a facada “tem uma coisa muito estranha”, já que não aparece sangue nas imagens. “O cara que dá a facada é protegido pelos seguranças do Bolsonaro, a faca que não aparece em nenhum momento”, disse, citando teorias da internet também reproduzidas no documentário.

Questionado novamente dias depois, afirmou que tinha suspeitas sobre o ocorrido: “Não, eu não disse que não tinha tomado, eu disse que não acreditava [que Bolsonaro levou uma facada]”.

O “Fakeada no Coração do Brasil” usa também em boa parte de uma edição de vídeos do dia da facada feita pela conta do YouTube “True or Not”.

Esses vídeos levantam, sem qualquer prova, várias suposições de que Adélio poderia ter agido com colaboração de outras pessoas, em especial seguranças privados e os agentes da PF que faziam a escolta de Bolsonaro.

“Quem fez esse canal sabe das coisas”, diz no documentário Joaquim de Carvalho, que assina a direção ao lado de Max Alvim, afirmando ainda ter tentado descobrir seus autores, mas sem sucesso.

A PF investigou formalmente os vídeos desse canal.

“As narrativas constantes destes vídeos, calcadas em análises superficiais das imagens e dos fatos em torno do crime, ilustram a quase totalidade das conjecturas e teorias lançadas após o atentado, e foram minuciosamente averiguadas, concluindo-se pela falsidade de todas as teses aventadas”, afirma o relatório do delegado Rodrigo Morais.

O documentário também elenca como indícios a suposta afirmação de uma suposta cirurgiã que teria pedido para não se identificar, segundo quem os vídeos mostram que Adélio não teria “ponto de apoio” para enfiar a faca na barriga de Bolsonaro com tanta profundidade.

Além do precedente de uma pedrada na cabeça que teria contribuído para a eleição de um prefeito, justamente em Juiz de Fora.

O vídeo explora ainda o fato de Bolsonaro não ter usado colete à prova de balas no dia, o mistério sobre o financiador da defesa de Adélio —se é que houve, já que há suspeita de que o caso possa ter sido assumido de graça, em busca de holofotes— e a ocupação de cargos no governo por seguranças do dia 6 de setembro.

Tudo isso é apontado como suspeita de atentado forjado. A principal tese aventada, que não é nova no universo das teorias de conspiração, é a de que o presidente teria passado por uma cirurgia para retirada de um tumor já sabido, e não para o tratamento da facada, que não teria acontecido.

A Folha encaminhou 21 perguntas a Joaquim de Carvalho e ao Brasil 247.

Entre elas, a que os questiona sobre a que eles atribuem a não descoberta de tamanho ardil, três anos depois, mesmo sendo necessária a participação, na suposta trama, de uma infinidade de pessoas: testemunhas, aliados dos Bolsonaro, ex-aliados, seguranças, auxiliares, ex-auxiliares, policiais civis e militares de Juiz de Fora, policiais federais, integrantes do Ministério Público, integrantes do governo de Michel Temer (que tinha Henrique Meirelles como candidato à Presidência, à época), motoristas, funcionários, enfermeiros e médicos de dois grandes e respeitados hospitais (Santa Casa de Juiz de Fora e Albert Einstein, em São Paulo), além de familiares de todas essas pessoas, entre outras.

O 247 não respondeu, apenas reproduziu as perguntas em seu site, dizendo que “a intenção da Folha não é investigar as fragilidades do caso, que foram detalhadas por Joaquim de Carvalho, com riqueza de detalhes, em seu documentário”.

Joaquim de Carvalho afirmou que só poderá responder as perguntas de forma completa na segunda-feira (20), pois está finalizando um documentário sobre o centenário de Paulo Freire. Em uma manifestação geral, afirmou que o inquérito da PF não investigou a hipótese do autoatentado.

De fato, a PF nunca teve como objeto formal da investigação a hipótese de autoatentado, assim como não teve a de que a facada foi planejada por alienígenas, por exemplo, pelo simples fato de não haver qualquer indício plausível nesse sentido. Mas ela investigou e descartou a veracidade de várias das teorias de internet publicadas nesse sentido.

“A reabertura do caso levaria a essa investigação. Perdoe a sinceridade, mas falsa é a conclusão a que você chegou. O documentário não tem nenhuma informação inconsistente. Inconsistente é a narrativa que prevaleceu, abraçada sem contestação pela imprensa”, disse o jornalista.

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. Alexandre de Moraes já pode colocar o autor dessa fake news no inquérito do fim do mundo. Vamos ver se o xerife é imparcial agora.

  2. Primeiro deveriam assistir ao documentário. Um trabalho de dois meses de um Jornalista que ainda consegue tirar o traseiro da poltrona pra cumprir seu ofício. Ao contrário do Jornalista da Folha que poderia ao invés de levantar questionamentos opinativo, fazer jornalismo, tirar a bunda da cadeira e mostrar os fatos que lhes intriga. Os questionamentos opinativo deixem para os leitores. Faça jornalismo. O documentário mostra que tem muita coisa em aberto e que uma investigação bem feita, responderia algumas dúvidas. O bolsonaro disse em entrevista que o Adélio furou e ainda torceu a faca. Como pode uma facada que penetrou 15 cm, ser torcida dentro do corpo e não sair uma gota de sangue? Experimentem fazer com uma agulha. As imagens mostram o Adélio passeando em local dos seguranças, inclusive se dirigindo ao Carlos bolsonaro, que ao ver, entrou no carro. O 02 nunca participou de um comíssio, segundo depoimento de um general, acho que Santos Cruz, mas se deslocou para juiz de fora nesse dia. O Adélio participou de um curso de tiro com o 02, negada pela representante do .38 e depois desmascarada por documentos? Por que ela mentiu? Por que os advogados que não são mais, são os tutores do Adélio e por que seus familiares não têm acesso ao mesmo? Por que segurança que achou a faca disse que estava trabalhando para um deputado para justificar sua presença no ato e o deputado o desmentiu? Por que na faca não foi encontrada impressão digital do Adélio? O mais gritante, como pessoas que vivem ameaçando matar, agredir e invadir o supremo por causa do mito, permitem em meio a uma multidão, que o Adélio saísse sem um arranhão, depois de esfakear o mito? Por que seguranças protegeram o Adélio e não protegeram o mitomaníaco? Por que a cicatriz da fakeada muda de local em fotos diferentes? Em uma está abaixo de sinais e em outra acima. Fakeada se move? Tem muitas perguntas que a investigação não conseguiu responder. O que o documentário fez foi mostrar essas contradições para que os de direito pudessem reabrir o inquérito. O deputado frota já pediu uma CPI. Está na hora da turma que defende saber o mandante da fakeada assinar a cpi.

  3. Sempre duvidei de tal facada, tudo muito escondido e muito estranho que o Adélio esteja isolado inclusive da familia.

  4. A esquerdalha, em seus diversos matizes, está desesperada e tende a apelar cada vez mais para suas usuais narrativas mentirosas. As últimas manifestações populares comprovaram MAIS UMA VEZ e de forma conclusiva que o povo brasileiro está com o presidente. No RN, pesquisa divulgada hoje mostra que a governadora Fátima do PT terá grandes dificuldades para se reeleger. Resta à esquerdalha o desespero, demonstrado no crescente número de comentários cada vez mais grosseiros e absurdos que estão postando por aqui. É no que dá associar-se ao que não presta. Kkkkkkkkkk

  5. “Mas quem nunca contou uma mentirinha?? Se não mentir pra namorada, a noite não termina bem” kkkkkkkkkkk

  6. Já ultrapassou do ridiculo as sebozeiras desses ptralhas, mandem insinuar tambem uma facada no Ladrão de nove dedos, e por esses e outros motivos que cada vez mais as pessoa de bem se afastam desse grupo, eles mesmos estão fazendo campanha para o adversario , cada vez mais o povo tem nojo desses …..

  7. Sou eleitor de Ciro, mas devo confessar, com essa narrativa da facada mais uma vez, vejo, infelizmente, que Bolsonaro leva de novo. Estão loucos essa turma do Lula.

  8. Partindo da esquerdalha, só devemos esperar mentiras e corrupção. É algo TÃO ABSURDO que até a Folha de SP está criticando.

  9. Se subir essa tese p instâncias superiores eles dirão que JB tentou esfaquear Adelio e errando acertou seu próprio abdome.

  10. O PT não tem moral nenhum para dizer que foi falsa a facada… Cada dia os bolsonaristas estão mais parecidos com os petistas já que ambos grupos idolatram bandidos!

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Tecnologia

Pedido de vista não atrapalha prazo para votação do edital do 5G, diz ministro Fábio Faria

FOTO: REUTERS/Adriano Machado

A publicação do edital do leilão do 5G está prevista para a semana que vem, segundo o ministro das Comunicações, Fábio Faria, apesar de a análise do documento pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) ter sido adiada no início da semana, após pedido de vista do conselheiro Moisés Queiroz Moreira.

“Acredito que, em breve, vamos resolver. O edital pode sair no dia 21 ou 24. Nenhuma dos investimentos e prazos que estão lá serão prejudicados. Tudo será mantido”, disse o ministro em evento do setor, nesta quinta-feira (16).

O edital foi aprovado pelo TCU (Tribunal de Contas da União) no último dia 25 de agosto.

5G Standalone

Faria disse ainda que a tecnologia 5G Standalone — que não depende do 4G para funcionar — deve chegar no estado de São Paulo até o Natal.

“Até julho do ano que vem, todas as capitais terão o 5G Standalone funcionando. Talvez nós ultrapassemos o Chile como o primeiro país na América Latina”, disse.

CNN Brasil

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Diversos

Governo aprova protocolo e libera Carnatal sob a condição de manutenção do cenário epidemiológico atual

O Carnatal tem sinal verde para ser realizado. A confirmação ocorreu durante reunião nesta quinta-feira (16), entre gestores da Secretaria Estadual de Saúde, e a decisão será anunciada detalhadamente na próxima semana. A realização da micareta, contudo, está condicionada ao cumprimento do protocolo aprovado e à manutenção do atual cenário epidemiológico no Rio Grande do Norte.

Para a realização do Carnatal, será necessário que o cenário epidemiológico no Rio Grande do Norte esteja igual ou melhor do que o atual. Assim, caso ocorra uma nova onda de casos da covid-19 e os hospitais voltem a ficar cheios, a festa será suspensa. Além disso, somente pessoas vacinadas com as duas doses poderão participar da micareta e será obrigatória a realização de um evento teste ainda no mês de outubro.

“Na avaliação que temos é que, permanecendo as condições atuais (pandemia), estamos autorizando o evento. A autorização vai ser condicional à evolução do cenário epidemiológico e deixamos isso claro. Também será obrigatória a confirmação de vacinação com duas doses (quando o imunizante não for de dose única) e cumprimento de protocolos de segurança para os grandes eventos”, explicou o secretário de Saúde do Estado, Cipriano Maia.

Sobre o evento teste, ainda não há a confirmação sobre a data exata. Segundo Cipriano Maia, ainda vai ser acordado entre Sesap e a empresa quais os moldes do teste, que será em proporções menores.

A autorização para realização do Carnatal confirma o que está previsto no mais recente decreto estadual que trata sobre os eventos de massa no Rio Grande do Norte, com a liberação total prevista para este mês, mas mediante autorização da Sesap para grandes eventos de massa.

Organização

A expectativa da Destaque Promoções era de que a resposta fosse dada até o dia 20 de setembro para que houvesse tempo suficiente para o lançamento e organização da micareta. Já há as datas confirmadas com os artistas para os blocos do Carnatal, que vai ocorrer entre os dias 9 e 12 de dezembro, caso o cenário epidemiológico não piore.

Tribuna do Norte

Matéria completa no link abaixo:

http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/governo-aprova-protocolo-e-libera-carnatal-mas-impa-e-condia-a-es/520784

Opinião dos leitores

  1. SÓ DEUS NA CAUSA, UM ERRO GRAVE DO GOVERNO DO ESTADO LIBERANDO CARNATAL, NÃO FAÇA ISSO GOVERNADORA, A SENHORA ESTÁ FAZENDO UM BOM GOVERNO, PENSE BEM.

  2. Nenhuma condição, mesmo mantida as condições atuais. Seria preciso estarmos com 80% da população imunizada. Vamos em dezembro está com esse número de imunizados e com as condições atuais? Torço pra sim, mas acho que não.

  3. Eita, agora a bagaceira vai ser grande, podem começar a abrir leitos de UTIs e comuns para atender os contaminados, isso é de uma irresponsabilidade sem tamanho nesse momento de pandemia.

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Política

Em resposta a apoiador militar que pedia ajuda em caso de processo de patente, Bolsonaro mete o ‘sincerão’, diz que não pode passar ‘por cima’ da Justiça e que não tem ‘superpoder’

Foto: Foco do Brasil/YouTube

Na manhã desta quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro foi abordado no cercadinho do Palácio da Alvorada por um militar reformado que ele disse conhecer há 41 anos.

Reconhecido pro Bolsonaro logo no início da interação, ele lembrou de um problema que enfrentou na Justiça a respeito da sua patente.

“Rapaz, o teu problema é de 41 anos, você não resolveu ainda?”, perguntou o presidente, ao que o apoiador respondeu que depende da Justiça.

“Eu passo por cima da Justiça? Então não é comigo”, retrucou Bolsonaro.

Visivelmente impaciente com os apoiadores, o presidente ficou irritado quando o militar pediu que ele olhasse “com carinho” a sua situação.

“O que é olhar com carinho? Eu tô olhando com carinho pra você agora. E daí?”, disparou.

O homem então disse que foi injustiçado e Bolsonaro afirmou que, se é Justiça, não passa por ele.

“Lamento. Tem uma sentença contra você, como é que eu vou mudar a sentença? Vou pegar o juiz e pegar “vem cá, juiz, assina aqui?”. Já transitou em julgado, eu sei teu caso”, declarou o presidente.

Bolsonaro continuou no desabafo sobre a sua impotência diante do caso e disse que não tem “superpoder”:

“Pessoal às vezes procura o presidente e acha que eu tenho super poder. Não tenho. Conheço esse garoto aqui há 41 anos. Se foi injustiçado ou não, tem sentença da Justiça dizendo que ele é soldado, e não terceiro-sargento. Como é que eu vou resolver agora? Nem se eu chamar o comandante do Exército, resolve. Ele fala: ‘presidente, como é que eu vou passar por cima de uma sentença transitada em julgado na Justiça. Aí tá chateado comigo. Lamento’”.

O militar bolsonarista encerrou o assunto dizendo que não estava chateado.

Com Radar – Veja

Opinião dos leitores

  1. Quem manda não ser filho do mitomaníaco. Fosse um dos zeros seria promovido a general. Ele já promoveu alguns a marechal.

  2. O presidente é o ÚNICO que está respeitando as leis e as instituições brasileiras, sempre preocupado com os direitos e liberdades previstos na Constituição e com a vontade do povo brasileiro. É um verdadeiro democrata.

  3. Vixe! O MINTO das rachadinhas já tá repelindo os bovinos mais alienados e idólatras assim? Desse jeito ele vai perder o apoio da gadolândia…

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Polícia

SINE-RN oferece nesta quinta-feira 33 vagas de emprego para Natal, região metropolitana, Mossoró e interior

A Subsecretaria do Trabalho da Sethas-RN, através do SINE-RN, oferece nesta quinta-feira, dia 16 de setembro, 33 vagas de emprego para Natal, Região Metropolitana, Santa Cruz, Mossoró, Pau dos Ferros e regiões.

Para concorrer às vagas, o(a) candidato(a) deve se cadastrar via Internet no Portal Emprega Brasil do Ministério do Trabalho e Emprego, através do endereço empregabrasil.mte.gov.br ou nos aplicativos Sine Fácil e Carteira de Trabalho Digital, disponíveis para Android e IOS.

As vagas para pessoas com deficiência são uma parceria da Subsecretaria do Trabalho da SETHAS com a Coordenadoria de Promoção e Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Semjidh.

Todas as oportunidades estão sujeitas a alteração. Para saber em tempo real qual ocupação está de acordo com seu perfil profissional é necessário acessar o empregabrasil.mte.gov.br com o seu login (PIS) e senha ou através do celular no aplicativo SINE Fácil.

Quer tirar alguma dúvida ou agendar um atendimento? Ligue: (84) 3190-0783, 3190-0788.

O atendimento é de segunda a sexta, das 8h às 12h.

QUANTIDADE DE VAGAS

Natal e Região Metropolitana

ASSISTENTE DE LOGÍSTICA DE TRANSPORTE 01

ASSISTENTE DE VENDAS 01

AUXILIAR DE ARMAZENAMENTO 02

AUXILIAR TÉCNICO DE MECÂNICA 01

CONTROLADOR DE PRAGAS 01

CORTADOR, A MÃO 01

DESENHISTA INDUSTRIAL GRÁFICO (DESIGNER GRÁFICO) 02

INSTALADOR DE SOM E ACESSÓRIOS DE VEÍCULOS 01

MECÂNICO DE AUTO EM GERAL 01

MECÂNICO DE AUTOMÓVEL 04

MECÂNICO DE GERADOR 01

MONTADOR DE MÁQUINAS 01

PINTOR DE LETREIROS 01

SERVENTE DE PEDREIRO 03

PCD – Pessoas com Deficiências

AUXILIAR DE LIMPEZA 06

Vagas Temporárias

FLORISTA (COMÉRCIO VAREJISTA) 01

Mossoró e Região

PADEIRO 01

Pau dos Ferros e Região

PROMOTOR DE VENDAS 02

Santa Cruz e Região

TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO 01

VENDEDOR PRACISTA 01

Total geral = 33 vagas

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Polícia

Polícia Civil apreende drogas e coletes balísticos no Paço da Pátria em Natal

Policiais civis da Delegacia Especializada em Narcóticos (DENARC) de Natal apreenderam, nessa quarta-feira (15), material utilizado para promover o tráfico de drogas, na comunidade Paço da Pátria, na zona leste da capital potiguar.

Na ocasião, foram apreendidos: dois coletes balísticos, aproximadamente 400g de maconha, insumos para embalar os entorpecentes e duas balanças de precisão. No local, ninguém foi encontrado, motivo pelo qual a diligência, decorrente de denúncias anônimas, não resultou em prisão.

A Polícia Civil solicita que a população continue enviando informações, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Polícia Civil/RN – SECOMS

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Saúde

RN registra taxa de ocupação de leitos críticos para covid de 27,7%

Foto: (Reprodução/Regula/Sesap)

A taxa de ocupação de leitos críticos das unidades públicas de saúde no RN é de 27,7%, registrada no fim da manhã desta quinta-feira (16). Pacientes internados em leitos clínicos e críticos somam 115.

Até o momento desta publicação são 162 leitos críticos (UTI) disponíveis e 62 ocupados, enquanto em relação aos leitos clínicos (enfermaria), são 175 disponíveis e 53 ocupados.

Segundo a Sesap, a Região metropolitana apresenta 31,4% dos leitos críticos ocupados, a região Oeste tem 16,7% e a Região Seridó tem 29,4%.

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