Polícia

Marcos Valério cita Lula como um dos mandantes da morte de Celso Daniel; reportagem detalha depoimento inédito

ELE VOLTOU – No depoimento, que também foi gravado em vídeo, Valério reproduz o diálogo que teve com Ronan Maria Pinto, em que ele teria dito que apontaria Lula como o “cabeça da morte de Celso Daniel” (./.)

No fim da década de 90, o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza começou a construir uma carreira que transformaria radicalmente sua vida e a de muitos políticos brasileiros nas duas décadas seguintes. Ele aprimorou um método que permitia a governantes desviar recursos públicos para alimentar caixas eleitorais sem deixar rastros muito visíveis. Ao assumir a Presidência da República, em 2003, o PT assumiu a patente do esquema. Propina, pagamentos e recebimentos ilegais, gastos secretos e até despesas pessoais do ex-presidente Lula — tudo passava pela mão e pelo caixa do empresário. Durante anos, o partido subornou parlamentares no Congresso com dinheiro subtraído do Banco do Brasil, o que deu origem ao escândalo que ficou conhecido como mensalão e levou catorze figurões para a cadeia, incluindo o próprio Marcos Valério. Desde então, o empresário é um espectro que, a cada aparição, provoca calafrios nos petistas. Em 2012, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) já o condenara como operador do mensalão, Valério emitiu os primeiros sinais de que estaria disposto a contar segredos que podiam comprometer gente graúda do partido em crimes muito mais graves. Prometia revelar, por exemplo, o suposto envolvimento de Lula com a morte de Celso Daniel, prefeito de Santo André, executado a tiros depois de um misterioso sequestro, em 2002.

AVALISTA – Lula foi informado sobre o pagamento ao chantagista (Ricardo Stuckert/PT)

Na época, as autoridades desconfiaram que a história era uma manobra diversionista. Mesmo depois, o empresário pouco acrescentou ao que já se sabia sobre o caso. Recentemente, no entanto, Valério resolveu contar tudo o que viu, ouviu e fez durante uma ação deflagrada para blindar Lula e o PT das investigações sobre o assassinato de Celso Daniel. Em um depoimento ao Ministério Público de São Paulo, prestado no Departamento de Investigação de Homicídios de Minas Gerais, a que VEJA teve acesso, o operador do mensalão declarou que Lula e outros petistas graduados foram chantageados por um empresário de Santo André que ameaçava implicá-los na morte de Celso Daniel. Mais: disse ter ouvido desse empresário que o ex-presidente foi o mandante do assassinato. Até hoje, a morte do prefeito é vista como um crime comum, sem motivação política, conforme conclusão da Polícia Civil. Apesar disso, o promotor Roberto Wider Filho, por considerar graves as informações colhidas, encaminhou o depoimento de Valério ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, que o anexou a uma investigação sigilosa que está em curso.

CRIME POLÍTICO – Celso Daniel foi morto como queima de arquivo, em 2002 (Epitácio Pessoa/Estadão Conteúdo)

No depoimento ao MP, também gravado em vídeo, Valério repetiu uma história que contou em 2018 ao então juiz Sergio Moro, envolvendo na trama praticamente todo o alto-comando petista — só que agora com mais detalhes e com Lula como personagem fundamental. A história começa, segundo ele, em 2003, quando Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Lula, convocou-o para uma reunião no Palácio do Planalto. No encontro, o anfitrião afirmou que o empresário Ronan Maria Pinto, que participava de um esquema de cobrança de propina na prefeitura de Santo André, ameaçava envolver a cúpula do Planalto no caso da morte de Celso Daniel. “Marcos, nós estamos com um problema. O Ronan está nos chantageando, a mim, ao presidente Lula e ao ministro José Dirceu, e preciso que você resolva”, teria dito Carvalho. “Ele precisa de um recurso, e eu quero que você procure o Silvio Pereira (ex-secretário-geral do PT)”, acrescentou. Valério conta que, antes de deixar o Palácio, tentou levantar mais informações sobre a história com o então ministro José Dirceu. “Zé, seguinte: o Gilberto está me pedindo para eu procurar o Silvio Pereira para resolver um problema do Ronan Maria Pinto. Disse que é uma chantagem”, narra Valério no depoimento. A resposta do então chefe da Casa Civil teria sido curta e grossa: “Vá e resolva”.

Valério compreendeu que “resolver” significava comprar o silêncio do chantagista. No depoimento, ele relata que procurou o petista João Paulo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, a quem uma de suas agências de publicidade prestava serviços. Cunha, mais tarde condenado no mensalão, orientou-o a procurar o deputado Professor Luizinho, que tinha sido vereador em Santo André e, portanto, conhecia bem o problema. Segundo o empresário, Luizinho lhe confidenciou que Celso Daniel topou pagar com recursos da prefeitura a caravana de Lula pelo país, antes da eleição presidencial de 2002, mas não teria concordado em entregar a administração à ação de quadrilhas e àqueles que visavam ao enriquecimento pessoal. “Uma coisa era o Celso bancar as despesas do partido, da direção do partido e do próprio presidente. Outra era envolver a prefeitura em casos que beiravam a ação de gângster”, teria afirmado o deputado, conforme a versão de Valério. Seguindo a orientação recebida de Gilberto Carvalho, Valério procurou Silvio Pereira (secre­tário-­geral do PT) e perguntou se o assunto era mesmo grave e se realmente envolvia Lula, Zé Dirceu e Gilberto. Resposta: “Ele falou assim: ‘Esse assunto é mais sério do que você imagina’.”. Pereira pediu então a Valério que se encontrasse com o chantagista.

A reunião, segundo Valério, ocorreu num hotel em São Paulo. “Eu já avisei a quem eu devia avisar, Marcos, eu não vou pagar o preço sozinho”, teria sido a ameaça de Ronan. O então tesoureiro do PT, Delúbio Soares, preso no mensalão e no petrolão, também estava no encontro. “Se não resolver o assunto, eu já senti, esse homem vai explodir de vez, vai explodir o presidente, o Gilberto e o José Dirceu”, disse Valério a Delúbio depois da reunião. O empresário e o tesoureiro discutiram a melhor forma de arrumar o dinheiro para pagar a chantagem. Deu-­se, então, o encontro do mensalão com o petrolão. O petista Ivan Guimarães, que à época era presidente do Banco Popular do Brasil, lembrou os colegas de partido de que fundos de pensão mantinham aplicações milionárias no Banco Schahin. Era a hora de pedir uma retribuição. O banco aceitou fazer um “empréstimo” de 12 milhões de reais em troca de um contrato de operação com a Petrobras, no valor de 1,6 bilhão de reais. O promotor Roberto Wider quis saber de Valério se ele conversou com Lula sobre esse episódio. O empresário disse que sim. “Eu virei para o presidente e falei assim: ‘Resolvi, presidente’. Ele falou assim: ‘Ótimo, graças a Deus’.”. Mas não foi apenas isso. Valério contou ao promotor que Ronan Maria Pinto, quando exigiu dinheiro para ficar calado, declarou que não ia “pagar o pato” sozinho e que iria citar o presidente Lula como “mandante da morte” do prefeito de Santo André. Nas palavras de Valério, Ronan ia “apontá-lo como cabeça da morte de Celso Daniel”.

Na história recente da política brasileira, ninguém exerceu o papel de operador com tamanho protagonismo como o empresário Marcos Valério. Dono de agências de publicidade, Valério começou a atuar em esquemas de desvio de recursos públicos no governo de Eduardo Azeredo (PSDB), em Minas Gerais. Petistas mineiros conheciam muito bem os bons serviços prestados por ele aos rivais tucanos. Por isso, tão logo Lula assumiu a Presidência da República, abriram-se as portas do governo federal ao empresário. Rapidamente, Valério se tornou o homem do dinheiro sujo do PT e, nessa condição, cumpriu de missões prosaicas a estratégicas. Ele conta que se reunia com o então presidente ao menos uma vez por mês. Palpitava até sobre a indicação de ministros. A compra de apoio parlamentar era realizada às sombras, numa engenhosa operação financeira que envolvia bancos, dirigentes de partidos e dezenas de políticos — tudo na surdina. O empresário só assumiu o centro do tablado depois de VEJA revelar, em 2005, que o PTB operava um esquema de cobrança de propina nos Correios. Sentindo-se pressionado, Roberto Jefferson, o mandachuva do partido, reagiu delatando o mensalão e apresentando ao país o “carequinha” que operava os cofres clandestinos do PT. O resto da história é conhecido. O STF reconheceu a existência do esquema de suborno ao Congresso, considerou-o uma tentativa do PT de se perpetuar no poder e condenou os mensaleiros à cadeia. Lula, apesar de ser o beneficiado principal do esquema, nem sequer foi processado.

Por causa disso, Valério sempre pairou como um fantasma sobre o PT e seus dirigentes. No auge das investigações sobre o mensalão, ele próprio tentou chantagear o partido dizendo que se não recebesse uma bolada implicaria o então presidente da República no caso. Anos mais tarde, uma reportagem de VEJA revelou que a chantagem surtiu efeito, e o dinheiro foi depositado numa conta dele no exterior por um empreiteiro amigo. Durante a CPI dos Correios, Valério de fato poupou Lula. Ele só testemunhou contra o ex-presidente quando já estava condenado pelo Supremo. No depoimento ao MP, Valério disse que não aceitou pagar ao chantagista Ronan Maria Pinto do próprio bolso, como queriam os petistas, mas admitiu ter participado do desenho da transação realizada para levantar os recursos. De onde eles vieram? Do petrolão, o sucessor do mensalão.

As investigações da Operação Lava-Jato já confirmaram metade da história narrada por Marcos Valério. Para quitar a extorsão, o Banco Schahin “emprestou” o dinheiro para o empresário José Carlos Bumlai, amigo de Lula, que pagou ao chantagista. O banco já admitiu à Justiça a triangulação com o PT. Ronan Maria Pinto já foi condenado pelo juiz Sergio Moro por crime de corrupção e está preso. Valério revelou mais um dado intrigante. Segundo ele, dos 12 milhões de reais “emprestados” pelo banco, 6 milhões foram para Ronan e a outra parte foi entregue ao petista Jacó Bittar, amigo de Lula e ex-conselheiro da Petrobras. Jacó também é pai de Fernando Bittar, que consta como um dos donos do famoso sítio de Atibaia, que Lula frequentava quando deixou a Presidência. As empreiteiras envolvidas no petrolão realizaram obras no sítio à pedido do ex-presidente, o que lhe rendeu uma condenação de doze anos e onze meses de prisão. No interrogatório, o promotor encarregado do caso perguntou a Marcos Valério se havia alguma relação entre o dinheiro transferido a Bittar e a compra do sítio. Valério respondeu simplesmente que “tudo se relaciona”. O promotor também perguntou sobre as relações financeiras do empresário com o governo e com o ex-presidente Lula:

“— O caixa que o senhor administrava era dinheiro de corrupção?”
“— Caixa dois e dinheiros paralelos de corrupção, propina e tudo.”
“— Do Governo Federal?”
“— Sim, do Governo Federal.”
“— Na Presidência de Lula?”
“— Na Presidência do presidente Lula.”
“— Pagamentos para quem?”
“— Para deputados, para ministros, despesas pessoais do presidente, todo tipo de despesa do Partido dos Trabalhadores”.

Condenado a mais de cinquenta anos de cadeia, Valério começou a cumprir pena em regime fechado em 2013. Em setembro passado, progrediu para o regime semiaberto, o que lhe dá o direito de sair da cadeia durante o dia para trabalhar. O cumprimento de suas penas nunca ocorreu sem sobressaltos. Ele já foi torturado num presídio e teve os dentes quebrados. Em 2008, quando esteve preso em decorrência de um processo aberto para investigar compra de prestígio, Valério foi surrado por colegas de cela que, segundo ele, estariam a serviço de petistas. Essa crença se sustenta numa conversa que o empresário teve, anos antes, com Paulo Okamotto, amigo e braço-direito de Lula. “Marcos, uma turma do partido acha que nós devíamos fazer com você o que foi feito com o prefeito Celso Daniel. Mas eu não, eu acho que nós devemos manter esse diálogo com você. Então, tenha juízo”, teria lhe dito Okamotto. “Eu não sou o Celso Daniel não. Eu fiz vários DVDs, Paulo, e, se me acontecer qualquer coisa, esses DVDs vão para a imprensa”, rebateu o empresário, segundo seu próprio relato.

Até hoje, o assassinato de Celso Daniel é alvo de múltiplas teorias. A polícia concluiu que o crime foi comum. Já o Ministério Público sempre suspeitou de motivação política, principalmente diante das evidências de que havia um esquema de cobrança de propina de empresas de transporte público em Santo André, que teria irrigado o caixa do PT. Se Valério estiver dizendo a verdade — e é isso que as novas investigações se propõem a descobrir —, a morte do prefeito teria o objetivo de esconder que a prefeitura de Santo André funcionava como uma gazua do PT para financiar não só as campanhas políticas mas a boa vida de seus dirigentes, incluindo Lula. A morte de Celso Daniel, portanto, poderia ter sido realmente uma queima de arquivo. Irmãos do prefeito assassinado concordam com essa tese e sempre defenderam a ideia de que a possível participação de petistas no crime deveria ser apurada. O novo depoimento, embora não traga uma prova concreta, colocou mais fogo numa velha história.

FOTO: Capa da Veja estampa novo depoimento do operador Marcos Valério, que cita Lula como um dos mandantes do assassinato de Celso Daniel e reabre o caso

Veja

 

Opinião dos leitores

  1. Quando o Celso Daniel deu várias entrevistas a época na antiga TVS/SBT ao programa AQUI AGORA juntamente com o irmãos dele acusando o PT de transformar a prefeitura em questão em um tipo de QG para chegar ao poder a qualquer preço, ninguém deu ouvidos, ninguém se ligou no que poderia acontecer. Eu era pequeno, um rapazinho muito novo militante do PSB em Natal, e lembro-me bem que, numa reunião da JSB comentei. "ESSE CARA FALA TANTO, QUE PODERÁ SER VITIMA DELE MESMO. ELE É CORAJOSO DEMAIS EM FALAR DOS ESQUEMAS DO SEU PARTIDO. SE TUDO O QUE ELE ESTA FALANDO FOR VERDADE, VAI MELAR OS PLANOS DO LULA E AI VAI FEDER ESSA HISTÓRIA". Dito e feito. Mataram o cara e o seu irmão a época em várias entrevistas já dizia o nome do Lula como mandante. E agora sem o AQUI AGORA quem vai acompanhar este desfecho de verdade como fez o SBT?

  2. Lula é realmente um "encantador de burros", pois ainda tem gente que defenda um vagabundo desse.

  3. No título diz "LULA MANDOU". No conteúdo, é um tal de falei com fulano com ciclano, que disseram: "Resolva o problema". Resolva é bem amplo. Entre pagar a chantagem, e mandar matar, tem diferença. Depois, nem o esquema foi provado. Pra mim parece FANFIC, do próprio M. Valério.

  4. Matéria da Veja com entrevista do Valério acusando Lula de ser mandante da morte do Celso Daniel é baseada na seguinte frase: "Valério disse ter ouvido de um empresário que o ex-presidente foi o mandante do assassinato". Todo dia um Palocci diferente.

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Jornalismo

Escritório de esposa de Moraes produziu 36 pareceres para Banco Master

Foto: Reprodução

O escritório de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), produziu 36 pareceres jurídicos e opiniões legais para o Banco Master.

Os dados foram divulgados pelo próprio escritório de advocacia, que prestou serviços para a empresa do banqueiro Daniel Vorcaro até o ano passado.

Em nota pública, a esposa do magistrado também ressalta que promoveu 79 reuniões semipresenciais na sede da instituição financeira, além de dois encontros por videoconferência.

A banca de direito foi contratada de fevereiro de 2024 a novembro de 2025 pelo Banco Master e realizou “ampla consultoria e atuação jurídica” por meio de uma equipe composta por quinze advogados.

Ao todo, foram contratados ainda outros três escritórios especializados em consultoria, que ficaram sob sua coordenação.

“O escritório esclarece ainda que nunca conduziu nenhuma causa para o Banco Master no âmbito do Supremo Tribunal Federal”, esclareceu.

A esposa do ministro negou neste final de semana que a mensagem enviada por Vorcaro no dia da sua prisão tenha sido direcionada a ela.

Segundo o jornal “O Globo”, o recado teria sido endereçado ao ministro. Ele, porém, nega a informação.

CNN

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Política

A pedido de Lula, Janja embarca para Nova York e representará o Brasil em evento da ONU por cinco dias

Foto: Reprodução/Instagram

A primeira-dama Rosângela Lula da Silva embarcou neste domingo (8) para Nova York, onde participará da 70ª edição da Comissão sobre a Situação da Mulher, organizada pela Organização das Nações Unidas. A missão oficial foi autorizada por decreto publicado no Diário Oficial da União e terá duração de até cinco dias na agenda principal da primeira-dama.

O decreto foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. A viagem ocorre a convite da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e integra a delegação brasileira no evento internacional que discute políticas públicas voltadas às mulheres.

Em publicação nas redes sociais, Janja afirmou que a comissão é um dos espaços mais importantes do mundo para debater desafios enfrentados por mulheres e meninas. A agenda inclui reuniões e debates sobre violência de gênero, além de encontros com representantes de governos e organizações da sociedade civil.

Entre os compromissos previstos está a participação em um evento organizado por Brasil e México para discutir estratégias de enfrentamento ao feminicídio. A atividade faz parte do contexto do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, iniciativa lançada neste ano para ampliar políticas de prevenção e proteção às mulheres.

A viagem acontece poucos dias após Janja receber da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura o título de “Campeã da Igualdade Social”, em cerimônia realizada no Palácio do Itamaraty, em Brasília. O reconhecimento destacou sua atuação em iniciativas ligadas ao combate à fome e à promoção de políticas sociais.

Com informações do Poder360

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Geral

VÍDEO: MST bloqueia rodovia em Touros com queima de pneus e trânsito fica interditado

Vídeo: Reprodução

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra realizam um bloqueio na BR-101 no município de Touros, no Rio Grande do Norte. O protesto acontece na manhã desta segunda-feira (9) e tem provocado transtornos para motoristas que trafegam pela região.

De acordo com relatos de condutores que passaram pelo local, manifestantes atearam fogo em pneus e utilizaram objetos para interditar totalmente a via. Com isso, o tráfego ficou completamente parado nos dois sentidos da rodovia.

Motoristas que seguiam viagem relataram que estão impossibilitados de continuar o trajeto e aguardam a liberação da pista. Filas de veículos começaram a se formar nos dois lados do bloqueio.

Até o momento, não há informações oficiais sobre as reivindicações do grupo ou previsão para liberação da estrada. A manifestação ocorre em um dos principais acessos da região, o que ampliou o impacto para quem precisa circular pelo trecho.

Autoridades de segurança foram acionadas para acompanhar a situação e tentar restabelecer o tráfego no local.

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Geral

VÍDEO: Chuva intensa no Seridó ultrapassa 200 mm e açude sangra após 14 anos em Cruzeta

Vídeo: Reprodução/Blog Marcos Dantas

O dia de domingo (8) foi marcada por fortes chuvas em comunidades rurais de Cruzeta e em outras áreas do Seridó potiguar. No Sítio Riacho dos Jardins, moradores relataram um acumulado superior a 200 milímetros, um dos maiores volumes registrados na região durante o período.

As precipitações também provocaram a sangria do Açude Caiçarinha, que não transbordava havia cerca de 14 anos. O cenário chamou atenção dos moradores e renovou a esperança de agricultores e criadores que dependem diretamente das chuvas no campo.

Outras comunidades rurais também registraram bons volumes. No Sítio Caiçara da Jurema foram contabilizados 110 mm, enquanto no Sítio de Mabel o acumulado chegou a 209 mm. Já no Recanto do Jardim foram registrados 120 mm.

Em Caicó, também houve registro de chuva significativa. No Sítio Carcará, o acumulado foi de 102 milímetros, contribuindo para a recuperação de barreiros, pequenos açudes e reservatórios da região.

As chuvas foram celebradas por agricultores do Seridó, que aguardavam com expectativa um inverno mais favorável neste ano. O bom volume de água deve ajudar tanto na recarga dos reservatórios quanto no fortalecimento das atividades agrícolas no campo.

Com informações do Blog Marcos Dantas

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Esporte

VÍDEO: Final entre Cruzeiro e Atlético-MG acaba com briga generalizada e se torna jogo com mais expulsões na história

Vídeo: Reprodução/X

O Cruzeiro Esporte Clube conquistou neste domingo (8) o título do Campeonato Mineiro de 2026 ao vencer o rival Clube Atlético Mineiro por 1 a 0 no Mineirão, em Belo Horizonte. O gol do título foi marcado por Kaio Jorge, garantindo o fim de um jejum de seis anos sem taças estaduais para a Raposa.

Apesar da conquista celeste, a partida terminou marcada por uma briga generalizada no último lance do jogo. Após o apito final, o goleiro Everson iniciou uma discussão com o meia Christian, o que rapidamente escalou para um confronto envolvendo praticamente todos os jogadores em campo.

Atletas das duas equipes trocaram socos e chutes, enquanto membros das comissões técnicas e seguranças invadiram o gramado para tentar conter a confusão. Com o tumulto, não houve mais reinício da partida.

Ao todo, 23 jogadores foram expulsos – veja lista abaixo:

Atlético: Everson, Renan Lodi, Gabriel Delfim, Junior Alonso, Alan Franco, Hulk, Lyanco, Ruan Tressoldi, Minda, Preciado e Mateo Cassierra.

Cruzeiro: Christian, Fabricio Bruno, Lucas Romero, Kaio Jorge, João Marcelo, Kauã Prates, Villalba, Cássio, Matheus Henrique, Walace, Fagner e Gerson.

Com a vitória por 1 a 0, o Cruzeiro confirmou o título estadual e chegou à 39ª conquista do Campeonato Mineiro em sua história, ampliando sua galeria de troféus na competição.

Antes mesmo de a bola rolar, a decisão já havia enfrentado um atraso. O início do jogo, previsto para as 18h, foi adiado por cerca de oito minutos devido à forte fumaça vermelha lançada no estádio em uma ação promovida pela Federação Mineira de Futebol, que utilizou as cores de sua marca na abertura da final.

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Geral

VÍDEO: Motoboys fazem protesto após agressão a entregador em frente a restaurante em Natal

 

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Vídeo: Reprodução/Instagram @nazare.online

Motoboys por aplicativo realizaram um protesto na noite deste domingo (8) em frente ao restaurante onde um entregador teria sido agredido por um empresário, na Avenida Engenheiro Roberto Freire, em Natal. A mobilização ocorreu poucas horas após o caso ganhar grande repercussão nas redes sociais.

De acordo com relatos, dezenas de trabalhadores de delivery se reuniram no local para cobrar justiça e demonstrar apoio ao colega que afirma ter sido agredido enquanto aguardava um pedido. O grupo permaneceu em frente ao estabelecimento e protestou contra o que classificou como desrespeito e violência contra entregadores.

A confusão teria começado quando o motoboy aguardava a retirada de uma entrega e foi abordado pelo proprietário do restaurante. Testemunhas relataram que a discussão evoluiu rapidamente e terminou com agressões físicas contra o trabalhador.

Após a circulação do vídeo e do relato da vítima, a reação entre entregadores foi imediata. Motoboys de diferentes aplicativos passaram a se dirigir ao local e organizaram o ato ainda na mesma noite.

Até o momento, o proprietário do estabelecimento não havia se pronunciado publicamente sobre o episódio. Funcionários do restaurante afirmaram à reportagem que desconheciam os detalhes da ocorrência.

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Política

Perícia põe em dúvida explicação de Moraes sobre mensagens atribuídas a Vorcaro

Foto: Rosinei Coutinho/STF

Uma análise técnica realizada por especialistas e pelo próprio software utilizado pela Polícia Federal do Brasil para extrair dados de celulares colocou em dúvida a explicação apresentada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, sobre mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com a análise citada em reportagem do jornal O Globo, o fato de capturas de tela aparecerem em pastas vinculadas a outros contatos não comprova que o conteúdo não tenha sido enviado ao ministro. Técnicos explicam que o sistema utilizado para a extração organiza os arquivos automaticamente por códigos internos do aparelho, e não com base no destinatário das mensagens.

As mensagens investigadas teriam sido enviadas por meio de imagens de “visualização única” no WhatsApp. Segundo a apuração, os textos eram digitados por Vorcaro no bloco de notas do celular, transformados em prints e enviados, desaparecendo após serem visualizados pelo destinatário.

Mesmo com o desaparecimento das imagens no aplicativo, as anotações permaneceram armazenadas no aparelho e foram recuperadas durante o processo de perícia digital realizado pelos investigadores.

A Polícia Federal informou que os dados extraídos do celular foram compartilhados com a CPI do INSS por determinação do STF e que o material encaminhado corresponde integralmente ao conteúdo obtido na perícia, sem qualquer edição ou seleção prévia.

Com informações do Diário do Poder

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Geral

VÍDEO: Chuva de 102 mm é registrada na zona rural de Caicó e anima moradores

Vídeo: Reprodução/Blog Marcos Dantas

Uma forte chuva registrada neste domingo (8) levou esperança para moradores da zona rural de Caicó. No Sítio Carcará, o acumulado chegou a 102 milímetros, segundo relatos de moradores da comunidade.

A precipitação foi considerada significativa para a região, que depende diretamente das chuvas para a agricultura e a criação de animais. Em áreas do Seridó potiguar, volumes acima de 100 mm em um único dia costumam provocar rápida recuperação de açudes, barreiros e reservatórios de pequeno porte.

Moradores também relataram que a chuva veio acompanhada de trovões e rajadas de vento, mas sem registro de danos. O volume elevado chamou atenção pela intensidade e pela rápida formação de enxurradas em alguns trechos da comunidade rural.

As precipitações neste período do ano são aguardadas com expectativa pelos agricultores, que dependem do inverno para garantir o plantio e a produção no campo. A chuva registrada no Sítio Carcará reforça o cenário positivo para o início da quadra chuvosa na região.

Além de beneficiar a agricultura familiar, as chuvas ajudam a melhorar a situação hídrica no interior do Rio Grande do Norte, especialmente em áreas do Seridó, onde a irregularidade das precipitações costuma afetar o abastecimento e a produção rural.

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Geral

Ex-ministro de Lula é detido em aeroporto e deportado do Panamá após questionamento sobre prisão na ditadura

Foto: Agência Brasil/Fábio Rodrigues Pozzebom

O ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, Franklin Martins, afirmou ter sido detido e deportado do Panamá na última sexta-feira (6), quando fazia conexão no país a caminho da Guatemala.

Segundo Martins, a abordagem ocorreu no aeroporto internacional de Tocumen, na Cidade do Panamá, logo após o desembarque. Ele relatou que foi parado por dois policiais à paisana, apresentou seus documentos e acabou levado para uma sala onde prestou esclarecimentos antes de ser colocado em um voo de volta ao Brasil horas depois.

O jornalista afirmou que, durante o interrogatório, foi questionado principalmente sobre sua prisão em 1968, durante o regime militar brasileiro. Na ocasião, ele disse ter respondido apenas que havia sido detido por motivos políticos e que havia lutado contra a ditadura no país.

Martins viajava para participar de um seminário promovido pela iniciativa Reconstruindo estados de bem-estar social nas Américas, que ocorreria na Universidade Rafael Landívar, na Guatemala. A Associação Brasileira de Imprensa publicou uma carta aberta ao embaixador do Panamá no Brasil questionando a condução do caso e classificando a detenção como arbitrária.

Após a repercussão do episódio, o ministro das Relações Exteriores do Panamá, Javier Eduardo Martínez-Acha Vásquez, enviou uma carta ao chanceler brasileiro Mauro Vieira pedindo desculpas e classificando o ocorrido como um “incidente” relacionado a procedimentos administrativos de imigração.

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Geral

VÍDEO: Motoboy é agredido por dono de restaurante enquanto aguardava pedido em Natal

 

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Vídeo: Via Certa Natal

Um moto-entregador por aplicativo foi agredido na noite deste domingo (8) na Avenida Engenheiro Roberto Freire, em Natal. O caso aconteceu enquanto o trabalhador aguardava a retirada de um pedido em frente a um restaurante da região.

De acordo com relatos de pessoas que estavam no local, o motoboy aguardava a corrida quando foi abordado pelo proprietário do estabelecimento, que teria se irritado com a presença do entregador próximo ao carro. A situação rapidamente evoluiu para uma discussão.

Testemunhas afirmam que o empresário se aproximou de forma agressiva e, durante o desentendimento, cuspiu e deu um tapa no rosto do trabalhador, que aguardava para realizar a entrega. A agressão teria ocorrido diante de outras pessoas que estavam nas proximidades.

Em entrevista após o ocorrido, o entregador relatou que estava encostado em um carro quando foi repreendido pelo dono do estabelecimento. Segundo ele, mesmo após se afastar, o homem voltou a questioná-lo e acabou partindo para agressão física. O motoboy afirma que sofreu um soco na boca, que provocou um corte, e que o suspeito ainda teria feito menção de estar armado ao passar de carro pelo local pouco depois.

A equipe de reportagem foi até o restaurante onde ocorreu a confusão, mas funcionários disseram desconhecer a situação e informaram que o proprietário não estava no local para comentar o caso. O trabalhador afirmou que pretende buscar justiça após a agressão.

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