No primeiro turno da eleição para governador do Rio Grande do Norte, o deputado Henrique Eduardo Alves, presidente da Câmara dos Deputados, obteve uma maioria de quase 80 mil votos sobre o segundo colocado, o vice-governador Robinson Faria. Mas a votação total de Henrique, quase 703 mil votos, era inferior à soma de abstenções e votos nulos e brancos. Sem contar os 129 mil votos conferidos ao terceiro colocado, o professor universitário Robério Paulino.
Os números finais do primeiro turno eram uma clara demonstração de que não surtira o efeito desejado o discurso de união de políticos que há pouco tempo eram adversários, tanto nas lutas estaduais quanto nas campanhas municipais.
O que fez, então, a coordenação de marketing do candidato Henrique Alves? Tirou o competente Adriano de Sousa, reconhecido pelo seu talento e habilidade, e convocou um marqueteiro baiano que, sob as ordens e bênçãos do publicitário Arturo Arruda Câmara e dos jornalistas Ricardo Rosado e Cassiano Arruda Câmara, iniciou uma nova estratégia: desconstruir o candidato Robinson Faria, bater duro (e muito duro) na governadora Rosalba Ciarlini, chegando a dizer que “Robinson é mais quatro anos de Rosalba. Ou coisa pior”.
E o pior aconteceu. Não com Robinson, mas com Henrique. As urnas deste domingo mostraram que a maioria de 80 mil votos do primeiro se evaporou e o candidato do PMDB terminou o segundo turno com uma desvantagem acachapante de 142 mil votos.
Os números mostram que o desastrado marketing despertou ojeriza e aumentou de forma impressionante a rejeição ao deputado e presidente da Câmara Federal. Uma prova disso é que em Mossoró, a diferença pró-Robinson aumentou de 23 mil votos no primeiro turno para 48 mil votos no turno final.
O desastrado marketing gerou aversão ao candidato. A estratégia de desconstrução gerou repulsa do eleitor. Ou seja, o discurso do medo e do ódio ajudou a afundar o candidato do PMDB que ganhou, entre o primeiro e o segundo turno, o voto de pouco mais de 34 mil eleitores norte-riograndenses. Muito pouco para quem formou uma coligação de 17 partidos e reuniu gregos e troianos no mesmo palanque.
O marketing desastrado gerou um fato inédito em campanhas eleitorais no Rio Grande do Norte: na última semana da campanha, o candidato do PMDB teve nada menos que 15 minutos, concedidos pela Justiça Eleitoral ao seu adversário, a título de direito de resposta.
Nas redes sociais, o tom petulante e arrogante adotado pela jornalista Laurita Arruda Câmara, mulher do candidato e irmã de Arturo Arruda Câmara, contaminou muitos seguidores e defensores da candidatura do deputado do PMDB e ajudou a cristalizar a rejeição da maioria dos internautas.
Mas rejeição parceria não ser um problema para o deputado Henrique Alves. Pelo menos foi o que postou no mês de junho, no Twitter, o jornalista e publicitário Ricardo Rosado.
Detalhe importante: o publicitário Arturo Arruda Câmara, cunhado de Henrique Alves, é o mesmo que comandou o marketing da campanha do deputado Rogério Marinho a prefeito de Natal em 2012. Rogério começou a campanha tendo entre 17 e 18 por cento das intenções de voto. E terminou a eleição com 8 por cento dos votos.
Temos no Estado um novo marketing eleitoral. O que pode ser chamado de marketing-rabo-de-cavalo. Aquele que quanto mais cresce mais se aproxima do chão.
Coisa impressionante!

Sejamos justo: é preciso reconhecer também a competência do marketing de Robinson. 100% potiguar e 100% bem-sucedido.
Sua análise foi brilhante Henrique. Direto nos pontos cruciais. Entretanto, ainda me arrisco a acrescentar alguns ingredientes muito importantes nesse processo. Pois o fato de Henrique, sendo do Partido que faz parte da chapa majoritária para Presidente da República, Presidente da Câmara dos Deputados como apoiador do Governo atual e tendo um familiar seu como Ministro da Presidente Dilma ao seu lado, ter optado por se aliar aos mais tradicionais e ferrenhos aliados do Governo Federal em todo o Brasil – JOSÉ AGRIPINO, Presidente Nacional do DEM, principal líder da oposição no Congresso há 12 anos, e Coordenador da Campanha de Aécio Neves, juntamente com Rogério Marinho/PSDB, além de Vilma, candidata ao Senado apoiando Marina(Eduardo Campos), se revelou um tiro no pé. Pois o eleitor não assimila bem e não aceita votar em quem se apresenta como "COBRA DE DUAS CABEÇAS, QUANTO MAIS DE TRÊS CABEÇAS, como foi o caso de Henrique. Que para piorar ainda mais a sua situação ante a grande liderança da candidatura Petista indiscutível no Estado, resolveu receber Aécio no aeroporto e desfilar com ele na cidade, gerando inúmeras dúvidas e perguntas aos que não conseguiram entender esse gesto em época de campanha eleitoral como apenas de amizade e cortesia. Na política não existe isso e todo gesto e comportamento denota um significado simbólico e manda recados a quem de direito. Um erro que pagou caro, assim como a sua trajetória de chantagens no congresso em relação ao governo ao qual pertence e faz parte, mesmo que não queira. A traição saiu cara!
Todo tipo de opiniões e comentários são válidos, desde que não se aproveitem da situação para tripudiar em cima dos "derrotados".
Vamos ser menos hostis e ter mais compaixão. Ninguém ganha com essa agressividade desmedida contra Henrique, Laurita e sua família.
Deixemos que a própria derrota mostre-os que talvez tenham sido mais ambiciosos e menos humildes do que era necessário para vencer as eleições.
Eu não sou senhor da razão e tampouco ser presunçoso, mas tenho convicção de que, no tocante à vida de cada um dos "derrotados", o resultado de ontem vai ser mais importante do que a própria vitória.
Nessa vida, só anda bem quem anda com Deus.
Pois é gente, quem fez Robinson ganhar essa eleição primeiro foi a presença de Lula no programa eleitoral e tb a arrogância de Henrique e suas participações em escândalos. Henrique nunca teve a simpatia dos norte rio grandensa diferentimente de garibaldi que tem uma aceitação em todo o estado. E o povo mostrou que não aceita essa forma de fazer política querendo tudo pra sir só e na intenção de ganhar por w.o.
Concordo plenamente BG, como um marketeiro profissional comete as lambanças feitas na campanha do Candidato do PMDB. Primeiro quiseram implantar um slongan de mudança em um candidato que está a 44 anos no poder e que pertence a uma das oligarquias mais tradicionais do Nordeste, eles deviam ter explorado temas como experiência, tradição, acesso em Brasília, nunca mudança pois o candidato não representava nenhuma mudança, ainda mais quando se vem de dois exemplos de mudança que não deram certo (Micarla e a Rosalba) acharam pouco esta lambança e resolveram impor ao adversário o título de aliado do governo mal avaliado da Rosa, quando todos sabem que o vice-governador rompeu com oito meses de gestão e não teve nenhuma visibilidade na atual gestão, ja Henrique Alves aliou-se ao Governo logo após a posse, fazendo parte inclusive do chamado Conselho Consultivo que também não deu certo, e indicando diversos cargos, onde o PMDB foi o responsável duas vezes pela não casação da Rosa quando os Deputados liderados por Henrique Alves (grande maioria na assembleia) vetaram ou retardaram a votação, ora é claro que o tiro iria sair pela culatra, e de fato saiu!!! Quiseram forçar uma chapa que ganhace por WO costurando um dos maiores acordões já vistos na política potiguar, onde já está bem claro que o Povo não aceita mais este tipo de coisa, pois cansou de levar cabresto!!!
O marketing desta campanha fez nada mais nada menos, que pegar seus pontos fracos e exalta-los querendo atribuí-los ao adversário, resultado levantaram a bola para o marketing adversário cortar.
São por estes motivos que achei o marketing desta candidatura primário e amador, digno de uma eleição para Grêmio estudantil, tamanho os erros cometidos !!!!!
Quem tem telhado de vidro não pode jogar pedra para o alto!!!
Primeiro que o povo do Rn, não é imbecil, o povo é sábio, e acreditaram em governo com a verdadeira mudança, assim mostrou as urnas. Eu acredito Robinson 55 vai ser o melhor Governador da história do RN.
Espero que o povo imbecil do RN gostem de mais 4 anos do GOVERNO ROSALBA…
Primeiramente, Adriano de Sousa não é tão competente assim. Se fosse, teria elegido Henrique no primeiro turno. Henrique sempre esteve no teto de sua capacidade eleitoral. Adriano conseguiu no máximo sustenta-lo. A campanha de Henrique realmente desandou quando no final do primeiro turno começou a associar Robinson a Rosalba. A governadora, por mais que mal avaliada, possui um grupo de simpatizantes que viram, na associação feita por Henrique, a oportunidade de se vingar pela estratégia anti-democrática. Há quem diga que Henrique foi mal influenciado por homens e mulheres (que estão ao seu redor, dentro da sua casa, na sua cama) sedentos de poder, movidos pela vaidade de se tornarem mais poderosos, influentes, primeira dama, influentes na gestão do RN. Depois de ver essa derrota e a descarga descendo com 11 títulos de deputado federal, vejo que Henrique iniciou as articulações para a candidatura totalmente cego por pesquisas quantitativas que mostravam sua liderança. Assim como Wilma. Ignorando mais uma vez as pesquisas qualitativas que medem a capacidade de crescimento e desempenho do candidato. Atualmente, estratégia de campanha política vai muito além de estrutura e capital eleitoral. Como bom exemplo: RS e DF. Uma qualitativa mostrando candidato com 10%, porém com capacidade de crescimento relevante é melhor do que uma quantitativa mostrando candidato com 45%.
Ademais, nem Henrique nem Robinson terão, no futuro, adversários tão fracos como foram um para o outro. Talvez, não demorará 1 ano para muita gente perceber que era melhor ter dado mais voto a Robério, que se tivesse um discurso menos comunista, talvez, conseguisse crescer eleitoralmente.
Análise primorosa.
Erra apenas quanto adjetiva Laurita de arrogante e petulante. É pouco, muito pouco !
Há tempos que as velhas ferramentas e estratégias adotadas pelos ditos "marketeiros políticos" não funcionam. Mas, parece que esse time antiquado não acorda para os novos cenários criados naturalmente com o passar dos tempos. Desconstruir, ainda se usa de uma forma moderada. mas, tentar acabar com "A" ou "B" usando baixaria, acaba por deixar um candidato agressor em maus lençóis. O eleitor não gosta mais de ver esse tipo de programa e a coisa acaba virando contra o feiticeiro. Marketing dentro de uma sala aconchegante com cafezinho e água gelada, é muito fácil. Quero ver ir pra rua e sentir a campanha no sangue. – Alguém se habilita???
Quem elegeu Robinson foi Lula, o petrolão e sua antipatia.
Perfeito! Bater na Rosa pra que? Ela era candidata a que? Já tinham vencido ela na convenção (?) do DEM… Precisavam tripudiar? Mossoró respondeu. E o RN também.