Saúde

Médicos se dizem no escuro sobre CoronaVac e criticam plano sem aprovação

Foto:  Divulgação/Governo de São Paulo

Ainda com questões sem respostas sobre as vacinas que estão sendo desenvolvidas contra a covid-19, médicos têm criticado a politização em torno do possível medicamento no Brasil, dizem que atualmente estamos “no escuro” com relação ao plano de vacinação apresentado pelo governador João Doria (PSDB), em São Paulo, e afirmam que a guerra pelo imunizante é “absurda”.

O Instituto Butantan anunciou ontem que decidiu atrasar a divulgação dos resultados preliminares de eficácia da vacina CoronaVac. A ideia agora é submeter à Anvisa, em até dez dias, os dados da análise final da fase 3 do estudo. A CoronaVac é desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac e produzida em parceria com o Butantan.

Na noite de ontem, o biólogo Fernando Reinach, PHD em biologia celular e molecular pela Cornell University, publicou no jornal “O Estado de S. Paulo” um artigo citando hipóteses sobre o que, segundo ele, pode estar por trás do adiamento da divulgação dos resultados. Reinach cogita um problema nos testes, um resultado ruim na eficácia do imunizante ou até jogo político.

Em nota, o Instituto Butantan criticou duramente o artigo do biólogo (leia mais abaixo). Após a publicação do artigo, a comunidade científica debateu hoje as dúvidas por trás da CoronaVac e a definição de data imposta por Doria para o início da vacinação com um imunizante ainda não aprovado.

Ex-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o médico sanitarista Gonzalo Vecina Neto diz que o Butantan poderia ter divulgado dados preliminares sobre os estudos, mas avalia que isso não interessava ao instituto.

“Remotamente, pode acontecer alguma coisa que a gente não está sabendo. Mas acho que não está acontecendo nada, senão, a gente estaria sabendo. Fase 1, fase 2 não aconteceu nada”, disse. “É só jogo de cena.”

Para ele, “estamos vendo um jogo político entre o presidente e o governador do estado”. “E ganha quem conseguir manter o sangue frio. Pelo visto, [Jair] Bolsonaro não está dando bola para nada disso. Está nem aí. O governador do estado está jogando lenha na fogueira e deixando a coisa esquentar.”

Gonzalo Vecina Neto afirma acreditar que a mudança de data para a divulgação de dados sobre a fase 3 do estudo da CoronaVac tem motivação política e pode servir para aumentar a pressão sobre o governo federal.

“Acho que é o uso político. Está aumentando a tensão com Bolsonaro”, diz. “O Butantan sempre vai poder dizer que os dados não estavam prontos. E agora que o Butantan vai jogar os dados para cima da Anvisa, vai querer que a Anvisa aprove em segundos. E aí a pressão política vai ser muito maior”, afirma.

Fernando Aith, professor titular da faculdade de Saúde Pública da USP, concorda que há uma politização sobre as vacinas no Brasil, sobretudo em São Paulo, sob a gestão Doria.

“Os políticos perceberam que a comunidade está exausta, doida por uma solução mágica, de outro lado há interesses políticos e econômicos evidentes pressionando para essa solução mágica chegar, ser vendida para a sociedade, e ter um dono”, diz.

A CoronaVac, especificamente, se encontra nesse cenário: ela não está registrada em lugar nenhum. Então, é uma irresponsabilidade do Doria ficar anunciando que vai começar a vacinação, porque não há registro em nenhum lugar (Fernando Aith, professor da USP).

Ainda segundo Aith, o risco que se corre com as vacinas em produção, no entanto, não é de gerar mortes, mas não ter a imunização que se previa.

“Não é um risco tão grave [a vacina não imunizar], a não ser que seja a única política pública que a gente vai apostar. Por isso, é dito para manter isolamento, uso de máscara, fechamento de comércios não essenciais até que esses dados sejam publicados de forma convincente e que se tenha uma imunização que gere imunidade comunitária”, diz.

Estamos no escuro em termos de evidências científicas [sobre as vacinas] e existem alguns fatores que estão nos pressionando a aceitar algumas coisas que não aceitaríamos em período normal (Fernando Aith, professor da USP)

O infectologista Plinio Trabasso, médico da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), concorda.

“Acho que o mais provável é que a eficácia seja inferior àquela que está sendo esperada. E que eles estão vendo alguma maneira de divulgar que não seja tão negativa”, diz, lembrando, porém, que não há informações para embasar sua opinião.

“Seria leviano dar qualquer tipo de opinião, mas, na lógica, o mais provável é que não conseguiram atingir a eficácia que se esperaria.”

Para ele, Doria errou ao fazer a divulgação de um plano estadual de vacinação sem ter um imunizante já aprovado.

Não é normal. É até meio errado você dizer que vai fazer um plano de vacinação sendo que não tem vacina disponível (Plinio Trabasso, infectologista da Unicamp)

“Tem uma certa tentativa de influenciar a opinião popular. Não sei se é uma questão para tranquilizar as pessoas ou não.” Trabasso defende que a vacinação obedeça a um plano nacional.

“O entristecedor no nosso país é a gente ver a utilização de uma maneira não séria, de uma maneira política, de todas essas nuances, incertezas em relação às vacinas”, diz. “Sempre que você tem aspectos políticos, de politicagem, de abuso da política nas tomadas de decisão, isso é sempre nefasto. Critérios técnicos têm que prevalecer.”

Ainda segundo ele, “essa guerra é absurda”. “Ficar dependendo desse jogo político para tomada de decisão de um plano nacional de imunização. É revoltante”, comentou.

Joana D’arc Gonçalves, infectologista que atua em Brasília, acrescenta que “estabelecer o melhor plano de imunização, qual vacina selecionar é uma árdua missão. Contudo, no Brasil, a associação com o Butantan trouxe alívio e mais confiabilidade”.

Para ela, no Brasil, “temos alguns atropelos hierárquicos e a politização exagerada e desnecessária do tema. Nesse momento, deve-se concentrar forças na análise da melhor vacina e a mais acessível ao país. Executar o plano nacional de imunização é uma tarefa extremamente desafiadora diante dos obstáculos ideológicos e financeiros. Serenidade e sobriedade é o precisamos agora”.

Butantan critica biólogo

Por meio de nota, o Instituto Butantan afirma que “beiram a irresponsabilidade o acinte e a falta de qualquer embasamento o artigo do colunista Fernando Reinach ‘Podemos contar com a Coronavac'” publicado no Estadão. “Por meio de ilações e hipóteses absolutamente infundadas, o missivista ataca o Instituto Butantan, uma instituição que acumula 120 anos de história e serviços em favor da vida”, diz.

“O Instituto Butantan tem trabalhado incansavelmente, desde junho deste ano, para desenvolver e realizar testes clínicos de fase 3 em humanos, tendo atingido um contingente de 12,4 mil voluntários, profissionais da área da saúde, que receberam a vacina e o placebo.

Os resultados até aqui já comprovaram que a vacina é segura, não tendo sido registrado nenhum adverso grave dentre os que receberam as doses. Isso por si só é um grande avanço”, afirma o Instituto.

Ainda segundo o Butantan, “o adiamento em cerca de uma semana da entrega dos resultados de segurança e eficiência foi uma decisão estratégica que atende a uma recomendação do comitê internacional independente que acompanha a pesquisa desenvolvida em parceria entre o Butantan e a biofarmacêutica Sinovac Biotech”.

Assim, de acordo com o instituto, poderá ser entregue um estudo conclusivo — e não preliminar como o previsto anteriormente para o dia 15 de dezembro, o que possibilitará o envio, à Anvisa e à National Medical Products Administration, da China, do pedido de registro definitivo da vacina. “Isso facilitará e agilizará o processo de registro, e não ao contrário”, diz.

Procurada, a Secretaria Estadual de Saúde não se manifestou sobre as críticas dos médicos entrevistados até a publicação deste texto.

UOL

 

Opinião dos leitores

  1. Não se preocupem. Quem vai aplicar a vacina são os enferneiros(as) e técnicos(as) de enfermagem, alguns médicos(as) continuarão receitando Ivermectina.

  2. Alguém avise ao MPF e STF que os comentarista do Blog do BG e a esquerdalha já revisaram os dados e deram o aval para a CoronaVac da China. kkkkkkkkkk

    1. Checado , revisado , auditado é contabilizado . Só não conseguimos ainda fazer Tonho aceitar . Mas é só uma questão de tempo .

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ESTRATÉGIAS OPOSTAS: Flávio amplia alianças partidárias, enquanto Lula aposta em influenciadores e muda comunicação no segundo turno

Foto: O Globo

As campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) adotaram estratégias diferentes para o segundo turno da eleição presidencial. Enquanto Flávio intensifica articulações com partidos, governadores e lideranças políticas, Lula aposta em mudanças na comunicação, com vídeos em formato de selfie, participação de influenciadores de esquerda e ações para aumentar a rejeição ao adversário. As informações são do jornal O Globo.

Desde o primeiro turno, Flávio recebeu o apoio de Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), da federação PP-União Brasil, da Frente Parlamentar da Agropecuária, do Novo e do Republicanos. A campanha agora busca atrair Podemos e MDB. Parte dessas legendas integrou a base do governo Lula, inclusive com participação em ministérios.

Já Lula reconheceu problemas na condução da campanha. Em reunião com aliados nesta quarta-feira (7), afirmou que esta foi a campanha “menos organizada” de que participou desde 1989. Ministros também avaliaram que houve excesso de foco nas realizações do governo, sem apresentação suficiente de propostas para um eventual quarto mandato.

A nova estratégia petista inclui maior presença de Lula nas redes sociais, vídeos curtos e aproximação com influenciadores de esquerda e parlamentares eleitos com forte atuação digital. O presidente também pretende ampliar entrevistas em rádios e intensificar o contato direto com os eleitores.

Nesta quarta-feira, Lula publicou vídeos em formato de selfie, incluindo um sobre o fim da escala 6×1, no qual questionou a posição de Flávio Bolsonaro. A campanha também passou a explorar declarações do adversário para associá-lo a possíveis cortes em programas sociais.

A mudança foi ironizada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que criticou a aposta de Lula em vídeos gravados pelo próprio presidente. Enquanto isso, Flávio reuniu a bancada eleita do PL em Brasília para alinhar a atuação dos parlamentares e reforçar as articulações políticas para o segundo turno.

Com informações de O Globo

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CRISE INTERNA: Janja vira alvo de insatisfação por participação excessiva na campanha de Lula

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

As críticas à primeira-dama Janja Lula da Silva cresceram dentro do PT depois que o presidente Lula terminou o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o Poder360, integrantes do partido consideram inconvenientes as interrupções da primeira-dama em reuniões de campanha e reclamam de suas interferências nas decisões eleitorais.

Um dos episódios ocorreu nesta quarta-feira (7), durante encontro de Lula com parlamentares jovens do PT. Janja teria interrompido falas dos participantes. Na coordenação da campanha, também há insatisfação com sua presença constante em comícios, especialmente quando canta o jingle “Tapete vermelho”, que exalta a trajetória política do presidente.

As críticas são feitas reservadamente para evitar desagradar Lula, que, segundo a publicação, trata o assunto como tabu. Integrantes do partido também avaliam que Janja dificulta a chegada de informações ao presidente por exercer controle excessivo sobre o acesso a ele.

A ex-senadora Kátia Abreu (PT), coordenadora da campanha de Lula no Tocantins, criticou publicamente a atuação da primeira-dama. Na quarta-feira (7), afirmou que Janja está ocupando um espaço maior do que o vice-presidente Geraldo Alckmin. A mesma reclamação havia sido apresentada durante reunião com Lula e aliados na terça-feira (6), em Brasília.

O Poder360 também relembrou o episódio de maio de 2025, quando Janja abordou o presidente chinês Xi Jinping sobre possíveis danos do TikTok a mulheres e crianças, causando constrangimento durante uma reunião oficial.

Com informações do Poder360

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PODERDATA/AYA: Rejeição a Flávio Bolsonaro cai para 43%; Lula registra 46%

Fotos: Estadão Conteúdo e Ricardo Stuckert/PR

Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (8) mostra que a rejeição ao senador Flávio Bolsonaro (PL) caiu de 46% para 43% em uma semana. Já o percentual de eleitores que afirmam não votar no presidente Lula (PT) de jeito nenhum passou de 47% para 46%. O levantamento foi realizado entre os dias 5 e 7 de outubro.

De acordo com a pesquisa, 43% dos entrevistados afirmam que Flávio Bolsonaro é o único candidato em quem votariam, ante 38% na rodada anterior. Outros 8% dizem que poderiam votar no senador, percentual que era de 9% na semana passada.

No caso de Lula, 42% declaram que o presidente é o único candidato em quem votariam, contra 40% no levantamento anterior. Outros 8% afirmam que poderiam votar nele, ante 9% na pesquisa passada.

O PoderData/Aya entrevistou 3 mil eleitores em 705 municípios das 27 unidades da Federação, entre 5 e 7 de outubro, por telefone. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08134/2026.

Com informações do Poder360

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[VÍDEO] Cartazes de Lula e críticas a Flávio Bolsonaro aparecem nas paredes do IFRN de Apodi

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra cartazes com conteúdo político nas dependências identificadas como o campus do IFRN, em Apodi, na região Oeste potiguar. As imagens registram materiais com fotografia e declaração do presidente Lula, além de críticas ao senador Flávio Bolsonaro.

Entre os materiais expostos, aparece um cartaz com a frase “Quem vota em Flávio Bolsonaro vota também no vice acusado de estupro”. Não há informações sobre quem colocou os cartazes ou quando foram instalados.

Opinião dos leitores

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Publicitário Pedro Ratts escreve sobre os 25 anos da agência Ratts Ratis

Foto: Cedida

A agência de propaganda Ratts Ratis, que leva o meu sobrenome (o Ratts da minha mãe com o Ratis do meu pai), chega aos seus vinte e cinto anos, completados em 8 de outubro de 2026. Completar vinte e cinco anos não foi tão difícil. Difícil mesmo é aguentar a saudade de cada dia, cada mês, cada ano que passou nesta longa jornada. Clientes que se tornaram amigos, amigos que se tornaram clientes, colaboradores que se tornaram amigos e amigos que se tornaram colaboradores. Muita história para contar. Muita coisa pra celebrar.

Nós começamos em 2001 com cinco pessoas: eu, minha esposa, Cleidinha, minha irmã, Tereza, Gracinha, também conhecida como Xuxinha e nosso querido e agora saudoso Nildo, que infelizmente nos deixou, precocemente, quinze dias atrás. Tudo começou num espaço emprestado pelo meu querido Felinto Rodrigues, o Felintão. Um vão só, sem salas, cinco birôs, cinco cadeiras e um sonho: fazer propaganda boa no Rio Grande do Norte. Lembro que a gente não tinha dinheiro para contratar telefonista e nem central telefônica. Então compramos um telefone sem fio e quando Xuxinha atendia com um “Ratts Ratis Comunicação bom dia”, ela dizia: “um instante que eu vou ‘transferir’ a ligação para o departamento de criação”… e lá ia ela correndo com o telefone sem fio na mão e me entregava. E aí eu atendia: “equipe de criação, bom dia! (só eu mesmo criando)” E foi assim que a gente começou.

Nós fomos a primeira agência a rodar um filme publicitário em película no mercado, com a modelo internacional potiguar Fernanda Tavares, para a Toli. Fomos a primeira agência a investir no digital no mercado, e, inclusive, a fazer um lançamento imobiliário no online, pelo Twitter, para a construtora Paiva Gomes. Fomos a primeira agência a lançar no mercado local uma campanha toda feita com inteligência artificial, para a Clínica Vacina. Fizemos sempre o nosso melhor, com acertos e erros, vitórias e derrotas, bons e maus momentos, mas com uma certeza: foram vinte e cinco anos felizes, o que nos projeta para seguir em frente, sempre fazendo o nosso melhor. Obrigado a todos os que fizeram parte desta história: equipes, colaboradores, clientes, veículos, fornecedores, amigos e todos os que, de alguma forma, nos ajudaram a estar aqui, comemorando esta data. É muito bom fazer o que se ama. Eu amo ser publicitário. Que venham mais vinte e cinco anos. Muito obrigado. De coração.

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PODERDATA/AYA: Flávio Bolsonaro lidera com 53% dos votos válidos contra 47% de Lula

Fotos: Evaristo Sá e Ricardo Stuckert

A primeira pesquisa PoderData/Aya realizada após o primeiro turno das eleições de 2026, divulgada nesta quinta-feira (8), aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) na liderança da disputa presidencial para o segundo turno. No confronto direto contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o candidato liberal registra 53% dos votos válidos, enquanto o petista soma 47%.

O levantamento revela uma mudança no ritmo da corrida pelo Planalto em relação ao cenário das urnas no último domingo (4), quando Flávio obteve 47,03% dos votos válidos e Lula alcançou 45,16%, uma diferença estreita de 1,87 ponto percentual. Na nova sondagem, a dianteira do senador dobrou e passou a ser de 6 pontos percentuais.

De acordo com o instituto, em apenas uma semana a intenção de voto em Lula recuou 3 pontos percentuais, ao passo que a taxa de Flávio avançou na mesma proporção, consolidando a vantagem numérica do candidato do PL na largada da nova fase da campanha. No primeiro turno, o senador contabilizou 56.104.503 votos válidos, superando os 53.879.538 sufrágios recebidos pelo atual presidente.

A pesquisa PoderData/Aya foi conduzida com recursos próprios e realizada por meio de ligações para telefones fixos e celulares entre os dias 5 e 7 de outubro.

O levantamento ouviu 3.000 eleitores distribuídos em 705 municípios das 27 unidades da Federação. Para garantir a fidelidade representativa da população brasileira em termos de sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, a execução exigiu dezenas de milhares de chamadas telefônicas até a consolidação da amostra final. A margem de erro estimada é de 1,8 ponto percentual, para um intervalo de confiança de 95%. O estudo está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08134/2026.

Com informações do Poder360

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Álvaro Dias promete dedicação integral e mira ampliação de votos para Flávio Bolsonaro no RN


Foto: Reprodução/Redes Sociais

Terceiro colocado na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte no primeiro turno, o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL) confirmou que atuará com dedicação integral na campanha de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. A promessa de intensificar a mobilização no estado foi feita nessa quarta-feira (7), em Brasília, durante encontro estratégico entre a cúpula nacional do PL e lideranças partidárias para definir as diretrizes rumo ao pleito de 25 de outubro.

“Vamos nos dedicar integralmente nesses próximos dias. Temos um grupo forte e mobilizado e vamos levar a mensagem de Flávio a todas as regiões do Rio Grande do Norte. Nosso objetivo é crescer, conquistar novos votos e dar uma contribuição ainda maior para a vitória de Flávio Bolsonaro”, declarou Álvaro.

Na corrida ao governo estadual, Álvaro terminou a primeira etapa na terceira colocação, conquistando 530.580 votos (26,71% dos válidos). O segundo turno no estado será decidido entre Allyson (União), que liderou com 733.809 votos (36,94%), e Cadu de Lula (PT), que obteve 718.300 votos (36,16%).

A reunião na sede nacional do PL reuniu nomes de peso, como o próprio Flávio Bolsonaro, o candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar, o senador Rogério Marinho, o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, e Michelle Bolsonaro, além de governadores, parlamentares e lideranças de todo o país.

Para Álvaro Dias, o encontro serviu para alinhar o planejamento nacional com as particularidades da atuação no Rio Grande do Norte, integrando prefeitos, lideranças locais e apoiadores para expandir a presença da campanha nos municípios potiguares.

“Viemos a Brasília para alinhar as estratégias nacionais com o trabalho que vamos desenvolver no Rio Grande do Norte. Agora é hora de intensificar a mobilização, unir nossas lideranças e trabalhar ainda mais para ampliar a votação de Flávio Bolsonaro no nosso estado”, concluiu.

Com informações do Agora RN

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[VÍDEO] Mulher é flagrada colando cartaz com fake news contra Flávio Bolsonaro em parada de ônibus de Natal


Vídeo: Reprodução/Instagram @DanielSouza4p

Uma mulher foi flagrada colando um cartaz com uma fake news contra Flávio Bolsonaro em um ponto de ônibus em Natal. O flagrante foi feito por um motociclista na noite dessa quarta-feira (7) e o vídeo foi compartilhado no Instagram, onde gerou grande repercussão e uma enxurrada de comentários.

Nas imagens, divulgadas pelo presidente do PL Jovem do RN, Daniel Souza, é possível visualizar que o cartaz traz a fake news sobre o fim da aposentadoria em caso de eleição do bolsonarista. “Aposentadoria? Esqueça isso… Trabalhe enquanto Flávio luxa”, diz um dos cartazes colocado pela mulher.

Em outro cartaz que também foi colado na parada de ônibus, a fake news da esquerda busca sensibilizar o trabalhador CLT. “Flávio Bolsonaro só trabalha 3 dias na semana, mas quer que você trabalhe 6×1”, informa o anúncio.

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CRISE NA CAMPANHA: Equipe de Lula tenta recalcular rota e superar instabilidade para o 2º turno


Foto: Evaristo Sá/Folha de São Paulo

A campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atravessa seu momento mais crítico após o petista encerrar o primeiro turno atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O resultado adverso gerou forte instabilidade interna e acelerou a busca por uma reformulação drástica para tentar um feito inédito desde a redemocratização: virar uma disputa presidencial no segundo turno.

Três dias após o veredito das urnas, a equipe de Lula tenta recalcular a rota para o pleito marcado para o dia 25 de outubro. O descontentamento com a atual estrutura veio a público nesta quarta-feira (7), quando o próprio presidente criticou abertamente a coordenação de campanha, chefiada pelo presidente do PT, Edinho Silva.

“Eu acho que nós fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade. Acho que a gente poderia ter feito mais. Eu disse para o Edinho que essa foi a campanha menos organizada que eu participei desde 1989. E normalmente a gente colhe aquilo que a gente planta”, declarou o petista em reunião com aliados — trecho que acabou parcialmente transmitido na internet.

Novo tom e batalha digital

Após o revés no 1° turno, a campanha passou por uma mudança repentina no discurso e na estética. Pressionados pela pauta de segurança pública explorada pelos adversários, Lula endureceu o tom nessa quarta-feira (7) e cravou um novo lema para a reta final: “Para o povo trabalhador, a proteção. Para o bandido, a prisão”.

No plano digital, terreno em que o bolsonarismo mantém ampla vantagem, o petista e seus aliados começaram a adotar vídeos no formato “selfie” gravados por celulares, em uma estética mais ágil e barata. A iniciativa, inspirada pelo governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), busca dar capilaridade à militância e incentivar apoiadores a irem às ruas em busca da virada histórica.

Em uma dessas peças, o chefe do governo federal estimula seus apoiadores a fazer campanha. “Bora para a rua! Vamos ganhar essas eleições para não permitir que o retrocesso volte para esse país”, diz ele no vídeo.

Com informações da Folha de São Paulo

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  1. Realmente colhemos o que plantamos Você vai colher e a possibilidade de sua prisão e muito mas muito grande

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IMPASSE NO TSE: Futuro político de Deltan Dallagnol será decidido hoje após votação expressiva no Paraná


Vinícius Schmidt/Metrópoles

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pautou para esta quinta-feira (8) o julgamento definitivo do registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. Com uma votação expressiva de 25,14% dos votos válidos conquistados no último domingo (4) em eleição para o Senado Federal, o ex-procurador do Ministério Público Federal (MPF) aguarda a decisão para saber se o resultado das urnas será validado.

O centro da disputa jurídica gira em torno da forma como Deltan deixou o MPF antes de ingressar na política. O relator do processo, ministro Floriano de Azevedo Marques, mantém posição contrária à elegibilidade do candidato. Na véspera do pleito, o magistrado havia indeferido o registro sob o argumento de que a exoneração ocorreu para blindar o ex-procurador de uma eventual inelegibilidade. Contudo, a decisão acabou sendo suspensa horas mais tarde em caráter liminar pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques.

Em seu parecer, o relator destacou que Deltan tinha pleno conhecimento de que procedimentos disciplinares em curso poderiam resultar em penalidades severas, como demissão ou aposentadoria compulsória. “Não havia justificativa lógica para a exoneração do cargo a onze meses do pleito, senão o intento de se furtar à aplicação da lei”, apontou Floriano, classificando a saída antecipada como uma “estratégia fraudulenta para impedir a incidência da inelegibilidade”.

O histórico do caso

Antes de chegar ao plenário do TSE, a candidatura havia sido validada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). No entanto, inconformado com a decisão regional, o Ministério Público Eleitoral recorreu à instância superior.

Agora, caberá ao plenário do TSE dar a palavra final sobre o caso, definindo se o expressivo capital político obtido por Deltan nas urnas paranaenses será ou não chancelado pela Justiça Eleitoral.

Com informações do Metrópoles

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