Economia

MEGALEILÃO DO PRÉ-SAL – BILHÕES EM JOGO: Brasil pode se tornar um dos 5 maiores produtores de petróleo

Comparativo de valores: cessão onerosa — Foto: Roberta Jaworski/G1

O megaleilão do excedente da cessão onerosa, marcado para esta quarta-feira (6), deverá garantir uma arrecadação bilionária aos cofres públicos. Pode também acelerar o desenvolvimento do potencial petrolífero brasileiro.

O governo prevê que a produção de petróleo e gás poderá dobrar na próxima década, o que colocará o Brasil entre os cinco maiores produtores do mundo.

A União espera arrecadar R$ 106,5 bilhões com a oferta de quatro áreas do pré-sal, na Bacia de Santos. Trata-se do maior leilão de óleo e gás já realizado no mundo em termos de valor de arrecadação de bônus de assinatura (o valor que as empresas pagam pelo direito de exploração).

A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) estima que existam entre 6 bilhões e 15 bilhões de barris de óleo equivalente excedente na área – praticamente o triplo dos 5 bilhões de barris originais concedidos na área à Petrobras em 2010 e equivalentes ao dobro das reservas atuais da Noruega (7,7 bilhões de barris).

Veja abaixo números sobre o setor brasileiro de petróleo, os bilhões em jogo no megaleilão e do potencial de impacto no avanço da produção no Brasil:

Impacto na produção de petróleo

Depois de praticamente cinco anos de estagnação, a produção de petróleo e gás voltou a entrar em trajetória de crescimento em 2019 e está próxima de romper o patamar de 3 milhões de barris diários, segundo dados da ANP. Em agosto, atingiu 2,989 milhões de barris, novo recorde mensal.

Com o excedente da cessão onerosa entrando na conta, a ANP estima que até 2030 a produção possa chegar a 7,5 milhões de barris por dia, com o número de plataformas em operação saltando de 106 para 170.

Se isso se concretizar, vai significar um aumento de 188% em relação aos 2,6 milhões de 2018. Considerando somente na área da cessão onerosa, a estimativa de produção é de um pico 1,2 milhão de barris diários.

Para as exportações, a projeção da ANP é que o volume deverá subir de 1,2 milhões de barris por dia, para uma faixa entre 4 e 5 milhões de barris até 2030.

Ranking de maiores produtores do mundo

Atualmente, o Brasil é o 10º maior produtor de petróleo do mundo. Com o aumento da produção, o governo prevê entrar num prazo de dez anos no clube dos cinco maiores países produtores.

“A indústria do petróleo no Brasil está saindo da maior crise da sua história para uma situação na qual o Brasil vai ser daqui 10 anos um dos 5 maiores produtores de petróleo do mundo”, disse ao G1 o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone.

O Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) avalia que, se a evolução da produção se mantiver nesse ritmo, em breve o Brasil deve passar o Kuwait e se tornará o 9° maior produtor mundial da commodity.

O governo espera arrecadar R$ 106,5 bilhões com quatro áreas do pré-sal que estão sendo oferecidas no megaleilão do excedente da cessão onerosa. Esse valor é equivalente a:

Quase 7 vezes o que o governo já arrecadou em 2019 com bônus e outorgas nos 33 leilões do pacote de concessões e privatizações já realizados no ano (R$ 15,7 bilhões);

Quase 3 vezes o valor arrecadado desde 2017 com todos os leilões de petróleo realizados pela ANP (R$ 36,8 bilhões);

Cerca de um quarto do valor de mercado da Petrobras (R$ 411 bilhões, segundo dados de fechamento da B3 em 30 de outubro).

Quase 12 vezes o valor da maior arrecadação com um leilão até agora na área. O montante foi obtido na 16ª Rodada da ANP, realizada em 10 de outubro e que garantiu à União o valor recorde de R$ 8,915 bilhões.

A receita esperada supera em mais de 40% toda a arrecadação obtida pelo governo federal nos últimos quatro anos com todos os leilões de concessão e privatização, incluindo áreas de exploração de petróleo, aeroportos, rodovias, portos, distribuidoras de energia e Lotex, entre outros. Balanço do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) mostra que a arrecadação total com bônus e outorgas nos 158 leilões realizados desde 2016 soma, até aqui, R$ 62,1 bilhões.

Analistas comparam o leilão do excedente da cessão onerosa a uma operação de aquisição de uma petroleira de médio porte. Em 2015, a Shell comprou a rival BG Group por cerca de US$ 70 bilhões, o equivalente a R$ 280 bilhões considerando o câmbio atual – 2,6 vezes o valor precificado para o megaleilão desta quarta.

Reservas à venda no leilão

A área da cessão onerosa é uma zona de aproximadamente 2,8 mil km² ao largo da costa sudeste do Brasil, situada entre 175 km e 375 km ao sul da cidade do Rio de Janeiro. A área total das quatro áreas ofertadas neste leilão é de 1.385 km².

A ANP estima que existam entre 6 bilhões e 15 bilhões de barris de óleo equivalente excedente na área – praticamente o triplo dos 5 bilhões de barris originais concedidos na área à Petrobras em 2010 e equivalentes ao dobro das reservas atuais da Noruega (7,7 bilhões de barris) e do México (7,2 bilhões de barris).

A cessão onerosa já responde por parte relevante da produção no pré-sal. O campo de Búzios, por exemplo, já é o segundo maior em produção de petróleo no Brasil. Em setembro, a produção de 11 plataformas na área da cessão onerosa foi de 478 milhões mil barris de petróleo e gás por dia.

A estatal declarou a comercialidade dos campos da região entre 2013 e 2014 e, até o momento, extraiu 120,9 milhões de barris na cessão onerosa, o equivalente a apenas 2,42% dos 5 bilhões de barris a que tem direito, segundo a ANP.

Megaleilão da cessão onerosa — Foto: Infografia G1

Avanço do pré-sal

O avanço da produção no Brasil tem sido sustentado pela expansão da exploração no pré-sal (em camadas ultraprofundas sob o mar), que já responde por 64% do total de petróleo produzido no Brasil. Em agosto, a produção oriunda de 110 poços no pré-sal atingiu 1,928 milhão de barris.

Até 2012, o pré-sal ainda representava menos de 10% da produção total nacional. No final de 2014, já correspondia a 25%. Em 2017, ultrapassou pela primeira vez a produção do pós-sal e desde então vem batendo sucessivos recordes.

Os leilões da área de óleo e gás, retomados a partir de 2017 após seis anos sem licitações, passaram a permitir a entrada de outras petroleiras como operadoras em áreas do pré-sal. Até então, elas só podiam participar junto com a Petrobras e não podiam ser operadoras da área.

“Temos hoje mais de 10 empresas fazendo exploração no ambiente do pré-sal”, afirma Oddone, o diretor-executivo da ANP.

O especialista Adriano Pires, sócio-diretor do CBIE, explica que os poços do pré-sal estão entre os mais produtivos do mundo. “O leilão da cessão onerosa é uma coroação para o pré-sal. É definitivamente colocar na página da história que o Brasil realmente virou protagonista”, diz.

Aumento da participação das petroleiras estrangeiras

A Petrobras ainda deve se manter por muitos anos como a principal protagonista da exploração de petróleo no Brasil, mas a tendência é que a participação da estatal encolha gradativamente.

Segundo dados da ANP, a participação da Petrobras na produção total no país caiu para uma fatia da ordem de 75%. Até 2013, essa parcela ficava perto de 90%. A Petrobras permanece, entretanto, como operadora de 93% do total.

O Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), que representa as petroleiras no Brasil, estima que a fatia das empresas privadas na produção total de petróleo no país poderá passar de 30% até 2030.

Segundo a ANP, a atuação de um número maior número de petroleiras na costa brasileira contribuirá para garantir um novo ciclo de investimentos no setor.

“A atividade de exploração mais diversificada nos dá uma maior certeza de que esses investimentos vão acontecer, gerando mais emprego, renda e também mais atividade para a indústria nacional”, afirma o diretor da ANP.

Investimentos no setor de óleo e gás

A ANP estima que, com o leilão do excedente da cessão onerosa, os investimentos no setor de óleo e gás poderão chegar a mais de R$ 1,5 trilhão “nos próximos dez anos”

O Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) avalia que os investimentos em exploração, perfuração e produção em toda a cessão onerosa (incluindo aí o excedente) possam somar cerca de US$ 135 bilhões até 2030 (cerca de R$ 540 milhões na cotação atual), com o pico de US$ 18 bilhões sendo atingido em 2025.

Por se tratar de reservas já descobertas, o início da produção nas áreas do leilão do excedente da cessão onerosa deverá ocorrer mais rápido, em quatro ou cinco anos, ante uma média entre cinco e sete anos nas áreas de leilões tradicionais.

Mas o secretário executivo do IBP, Antonio Guimarães, comenta que os leilões no Brasil acontecem em meio a um cenário de excesso de oferta e aumento das discussões sobre energias renováveis e desaceleração da economia global – o que pode reduzir a demanda mundial por petróleo. O barril de petróleo está sendo negociado atualmente na casa de US$ 60. Vale lembrar que em 2014 chegou a valer US$ 115.

“A gente está no meio de uma discussão sobre transição energética. O mundo inteiro fala em combustíveis alternativos. As estimativas indicam que lá pela década de 30 o consumo de petróleo passe a cair”, diz ele, apontando que essa tendência é justamente o que torna necessário acelerar os investimentos enquanto a curva de consumo ainda é crescente.

Nesse sentido, ainda que o ritmo dos investimentos dependa da dinâmica de preços e de demanda, os analistas avaliam que os vencedores do leilão tendem a ter pressa para recuperar o mais rápido possível o desembolso feito para arrematar o direito de exploração.

“Petróleo é uma energia que está entrando em desuso. Então, as petrolíferas precisam ter pressa e não podem trabalhar com um horizonte muito longo”, afirma Pires, do CBIE.

Geração de empregos

Com a expansão do setor puxada pelos investimentos na área da cessão onerosa nos próximos anos, o IBP projeta um crescimento também na criação de postos de trabalho, com um pico de 388 mil novas vagas em 2025. O número representa 73% do total de vagas criadas pela economia brasileira em 2018, após três anos seguidos de demissões.

Ganhos com royalties e impostos

Além dos R$ 106,5 bilhões a serem pagos a título de bônus de assinatura, a previsão é que o leilão da cessão onerosa também deverá elevar a arrecadação com royalties e impostos nos próximos anos sobre o volume produzido.

A ANP prevê que o valor repassado pelas petroleiras ao governo também poderá mais que dobrar na próxima década, subindo do patamar atual de cerca de R$ 60 bilhões por ano para R$ 300 bilhões até 2030.

Somente com royalties e participações especiais, o governo federal deve arrecadar R$ 54 bilhões em 2019, segundo projeção do CBIE. A consultoria estima que o valor subirá para R$ 68,9 bilhões em 2021, chegando a R$ 86,5 bilhões em 2022.

Royalties são os valores em dinheiro pagos pelas petroleiras à União e aos governos estaduais e municipais dos locais produtores para ter direito a explorar o petróleo.

Já as participações especiais são uma compensação adicional e são cobradas quando há grandes volumes de produção ou grande rentabilidade.

O valor da arrecadação tende a crescer quando a produção aumenta, mas também é determinado pela taxa de câmbio e pelos preços internacionais do petróleo.

G1

Opinião dos leitores

  1. Os PTralhas levaram a SÉRIO que o PETRÓLEO É NOSSO….E ROUBARAM OQUE PUDERAM , é o pior que os funcionários da PETROBRAS não abriram a boca pra nada , quero ver essa empresa privatizada , quero que se ferrem igual aos carteiros , outros que o ladrao condenado Lula roubou e ficaram CALADOS

  2. Há desespero da esquerda, sabendo ela que logo, logo, a nossa gasolina vai ser barata igual a Venezuela 1,00 por isso o desespero, isso ainda falta três anos pra muita coisa boa acontecer.

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Trânsito

Avenida Romualdo Galvão é interditada por causa de obra

Foto: Divulgação

A Secretaria de Mobilidade Urbana informa mudanças no trânsito da Avenida Romualdo Galvão, no bairro de Lagoa Seca, em decorrência de obras emergenciais de drenagem executadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra).

O tráfego no sentido Petrópolis está sendo desviado à direita na Avenida Alberto Silva, com opções de acesso pela Avenida Senador Salgado Filho ou pela Avenida Alexandrino de Alencar. Como medida para reduzir o fluxo na área, veículos que trafegam pela Rua São José, no sentido Alecrim/Midway, não poderão cruzar a Avenida Prudente de Morais.

A intervenção foi necessária após a identificação de danos na tubulação de drenagem ao longo de aproximadamente 35 metros de extensão e três metros de profundidade. Durante o início dos serviços, a abertura de um buraco revelou o comprometimento da estrutura, exigindo a substituição integral e imediata da rede no trecho afetado, como forma de garantir a segurança de motoristas e pedestres.

Os serviços incluem a substituição das estruturas deterioradas, a revitalização da rede de drenagem e a recuperação do pavimento nas áreas impactadas.

A STTU ressalta que as alterações no trânsito têm caráter emergencial e permanecerão em vigor enquanto as equipes técnicas avaliam as melhores soluções operacionais para a região durante o período das obras.

A previsão é que, até a próxima segunda-feira (23), uma faixa da via seja parcialmente liberada para o tráfego de veículos.

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Política

“Não vamos aceitar interferência”: Presidente da CPMI do INSS sobe o tom contra STF

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal e afirmou que a comissão não aceitará perder suas prerrogativas constitucionais. Em publicação nas redes sociais, o senador classificou decisões recentes da Corte como uma ameaça direta ao poder de investigação do Parlamento.

Segundo Viana, medidas do STF que têm liberado depoentes de comparecer à comissão geram “preocupação grave” e limitam o funcionamento da CPMI. Para ele, a Constituição garante às CPIs poderes equivalentes aos de autoridades judiciais, sendo esse um instrumento essencial de fiscalização.

O senador citou como exemplo a decisão do ministro Gilmar Mendes que dispensou a presença da empresária Leila Pereira em depoimento. Para Viana, esse tipo de intervenção esvazia o trabalho investigativo do colegiado.

Na avaliação do parlamentar, cabe exclusivamente à comissão definir quem deve ser ouvido e qual o alcance das apurações. “Não existe investigação sem liberdade para investigar”, destacou.

Por fim, Viana afirmou que o Congresso não pode ser reduzido a um “espectador” e reforçou que a CPMI seguirá reagindo a qualquer tentativa de limitar sua atuação.

Opinião dos leitores

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Geral

“Não é primeira-dama tradicional”: PT aposta em protagonismo de Janja para 2026

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que Janja Lula da Silva deve ser vista como uma “liderança” política, e não como uma primeira-dama convencional. A declaração reforça a estratégia do partido de valorizar o protagonismo da socióloga no cenário nacional.

Segundo Edinho, as críticas à atuação de Janja muitas vezes ignoram sua trajetória dentro do partido, onde milita desde a juventude. Para ele, o país começa a compreender que a primeira-dama tem atuação própria e posicionamentos públicos, especialmente em pautas como o bem-estar animal.

O dirigente destacou ainda que Janja deve ter papel relevante na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026, repetindo a influência que teve no pleito de 2022. Apesar disso, indicou que ela não deve integrar formalmente a coordenação da campanha.

A avaliação dentro do PT é de que a primeira-dama continuará se posicionando sobre temas nacionais e dialogando diretamente com a população, mantendo uma agenda própria e ativa.

Com isso, o partido sinaliza uma mudança no perfil tradicional do cargo, apostando em maior visibilidade e participação política de Janja no debate público.

Com informações do Poder360

Opinião dos leitores

  1. Isso mesmo, deixa ela falar…mas parece que vcs falam algo e não fazem, pq ela ta bem quietinha. Parece que ela se posicionar não faz bem pro Lula…pq será? Libertem Esbanja!!

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Política

VÍDEO: “Tem gente lucrando com a crise”, dispara Lula sobre alta da gasolina no Brasil

 

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Vídeo: Reprodução/CNN

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva atribuiu o aumento dos combustíveis no país a práticas oportunistas no mercado. Em declaração nesta quarta-feira (18), ele afirmou que há pessoas “tirando proveito da desgraça”, mesmo diante das medidas adotadas pelo governo para conter os preços.

Durante discurso, Lula questionou a alta de combustíveis como o etanol e a gasolina, mesmo com ações como a isenção de PIS/Cofins e subsídios. Para o presidente, não faz sentido que produtos que não dependem diretamente do petróleo tenham subido, levantando críticas ao comportamento de agentes do setor.

O chefe do Executivo também relacionou o cenário à escalada de tensões internacionais, citando o impacto do conflito envolvendo o Irã. Segundo ele, a disparada no preço do barril de petróleo no mercado global tem reflexos diretos no Brasil, apesar da distância geográfica.

Lula ainda criticou as grandes potências mundiais, como Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido, responsabilizando-as pela instabilidade global e pelo impacto econômico indireto em países como o Brasil.

Em meio à pressão de caminhoneiros, o governo também avalia medidas mais duras. O ministro Renan Filho afirmou que empresas que descumprirem regras de frete podem ter o registro suspenso, com fiscalização eletrônica ampliada em parceria com o Confaz.

Opinião dos leitores

  1. Isso chama incompetência! Imagina um elemento desse numa pandemia… essa turma aí só sabe roubar! E por a culpa nos outros.

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Geral

Diesel dispara e ameaça transporte no RN; empresas já falam em cortar linhas

Foto: Divulgação/STTU

A alta de cerca de 20% no preço do óleo diesel já pressiona o transporte de passageiros no Rio Grande do Norte e acende um alerta para possível redução na oferta do serviço. A avaliação é da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste, que vê risco real de cortes nas operações caso não haja medidas emergenciais.

Segundo o presidente da entidade, Eudo Laranjeiras, o combustível tem peso decisivo nos custos das empresas e compromete a sustentabilidade do setor. Diante do cenário, a federação pretende procurar o Governo do RN para discutir alternativas que evitem um colapso no sistema.

O problema local acompanha um movimento nacional, impulsionado pela alta do petróleo no mercado internacional, variação do câmbio e política de preços da Petrobras. Mesmo com tentativas de contenção por parte do governo federal, o impacto segue forte no dia a dia das empresas.

Com margens cada vez mais apertadas, operadores já admitem revisar rotas, reduzir a frequência de viagens e priorizar linhas mais rentáveis. A consequência pode atingir diretamente a população, especialmente em áreas periféricas, que dependem do transporte público.

Diante desse cenário, o setor defende medidas como revisão de subsídios e ajustes tarifários. Sem uma solução, o risco é de agravamento da crise, com menos ônibus nas ruas e mais dificuldades para quem depende do serviço diariamente.

Com informações do Agora RN

Opinião dos leitores

  1. Faz o L. Que os preços ficam abrasileirados.
    Cadê os patetas esquerdistas hein?
    Quero ouvir o que tem a dizer.
    No final do governo passado, a gasolina era R$ 4.59.
    No final do governo do amor, R$ 8.00 paus.
    Faz o L.

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Geral

VÍDEO: PF investiga se dinheiro desviado do INSS bancou viagens de Lulinha

 

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Vídeo: Reprodução/Instagram @jornalnacional

A Polícia Federal apura se recursos desviados do Instituto Nacional do Seguro Social foram utilizados para custear viagens do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A investigação teve início a partir da análise de movimentações financeiras de Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado como operador do esquema. Segundo a PF, ele realizou cinco transferências de R$ 300 mil, somando R$ 1,5 milhão, para uma empresa ligada à empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha.

No mesmo período, a empresa teria feito pagamentos de cerca de R$ 640 mil a uma agência de viagens. A coincidência levantou suspeitas de que os valores possam ter sido usados para bancar despesas do empresário, que já teria utilizado serviços da mesma agência.

A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade e afirma que ele “jamais recebeu valores” do investigado ou de empresas relacionadas. Os advogados classificam as suspeitas como “ilações irresponsáveis” e sustentam que não há ligação com o esquema investigado.

Em paralelo, a defesa confirmou ao Supremo Tribunal Federal que Lulinha viajou a Portugal em 2024 a convite do lobista, mas afirma que não houve parceria comercial nem repasse de recursos, enquanto a PF segue tentando esclarecer o destino do dinheiro e a eventual relação com o caso.

Com informações do Metrópoles

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Geral

VÍDEO: Guerra no Irã já pesa no bolso do brasileiro e ameaça economia, alerta Waack

 

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Vídeo: Reprodução/CNN

O jornalista William Waack da CNN avaliou que o Brasil já sente os efeitos diretos da escalada do conflito envolvendo o Irã, mesmo estando a milhares de quilômetros do epicentro da crise. Segundo ele, a guerra impacta desde os combustíveis até setores estratégicos da economia.

Entre os principais reflexos está a pressão sobre os preços do petróleo, que dificulta uma queda maior da taxa básica de juros e mantém elevados os custos de combustíveis no país. O cenário também afeta a agroindústria, que depende de fertilizantes importados e já enfrenta preocupação com oferta e preços.

Waack destaca que conflitos desse porte geram impactos globais imediatos, como já ocorreu na Invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. No entanto, o atual embate no Oriente Médio traz um agravante: a falta de clareza sobre os objetivos e o desfecho da atuação dos Estados Unidos ao lado de Israel.

Outro ponto de tensão é a instabilidade em regiões estratégicas para o fornecimento de energia, como o Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo mundial. Mesmo com eventual normalização do fluxo, os efeitos da crise tendem a ser duradouros.

Para o jornalista, o cenário reforça uma máxima conhecida: guerras são imprevisíveis e seus impactos ultrapassam fronteiras, atingindo diretamente economias como a brasileira, que acabam pagando a conta da instabilidade global.

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Política

Acordo nos bastidores? PT e Centrão se unem para enterrar CPI do INSS

Foto: Alessandro Dantas / PT no Senado/ 26-02-2026

O avanço das investigações envolvendo o caso Master e a relação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, com personagens centrais do escândalo levou uma aproximação improvável em Brasília. PT e partidos do Centrão passaram a atuar nos bastidores para barrar a prorrogação da CPI do INSS, cujo prazo termina nos próximos dias.

A avaliação no Congresso é de que o caso deixou de atingir apenas o governo e passou a respingar também em lideranças do centro e da direita, especialmente após a exposição de vínculos do banqueiro Daniel Vorcaro com nomes influentes da política nacional. O efeito foi a convergência de interesses para frear o avanço das investigações.

Nos bastidores, há pressão sobre parlamentares para retirada de assinaturas do pedido de prorrogação, que já conta com apoio suficiente. O requerimento está parado sob a responsabilidade do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que resiste a dar andamento ao tema.

Enquanto isso, a CPI tenta sobreviver recorrendo ao Supremo Tribunal Federal, em meio a um ambiente político cada vez mais desfavorável. A judicialização, no entanto, irritou a cúpula do Congresso e ampliou o desgaste em torno da comissão.

Com o calendário eleitoral se aproximando, cresce entre lideranças a avaliação de que manter a CPI ativa pode gerar mais prejuízos do que resultados, reforçando o movimento para esvaziar de vez os trabalhos do colegiado.

Com informações do jornal O Globo

Opinião dos leitores

  1. Não próximas eleições fiquemos de olho nesses parlamentares que estão trabalhando como advogados de bandidos.
    Tudo está nas nossas mãos. Acorda meu povo!

  2. Essa comissão é uma palhaçada, até acreditei, mas vejo que nada vai acontecer. A maioria tem o rabo preso. Nos eleitores é que temos de saber votar , se é que ainda existe algum que merece o voto

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Geral

VÍDEO: Erika Hilton critica Lula por encontro fora da agenda com Vorcaro: “Faltou malícia”

Vídeo: Metrópoles

A deputada Erika Hilton afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “errou” ao receber o banqueiro Daniel Vorcaro fora da agenda oficial. Em entrevista, ela avaliou que o encontro poderia ter sido formalizado para evitar questionamentos, embora não veja irregularidade no episódio.

A entrevista foi concedida ao colunista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles. Segundo a parlamentar, a falha estaria mais ligada à falta de cautela do que a qualquer intenção indevida. “Faltou malícia”, disse, ao destacar que, possivelmente, o presidente não tinha dimensão dos desdobramentos do caso envolvendo o empresário.

Erika também ressaltou que reuniões fora da agenda não são incomuns no cotidiano presidencial e que o encontro com Vorcaro não foi uma exceção. Para ela, o episódio deve ser encarado como uma situação informal que acabou ganhando repercussão diante do contexto atual das investigações.

A deputada ainda afastou qualquer hipótese de favorecimento ao banqueiro ou ao Banco Master. Ela afirmou que não houve medidas do governo que beneficiassem diretamente a instituição financeira ou o empresário.

Apesar da crítica, Erika Hilton classificou o caso como um erro não grave e reforçou a necessidade de maior cuidado por parte de autoridades para evitar desgastes políticos em situações semelhantes.

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Política

Mesmo com melhora, Bolsonaro segue na UTI e sem previsão de alta

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado no Hospital DF Star, em Brasília, sem previsão de alta, apesar de apresentar evolução no quadro clínico. Ele está hospitalizado desde a última sexta-feira (13), após ser diagnosticado com uma infecção pulmonar bacteriana.

De acordo com o boletim mais recente, houve melhora nos exames de imagem e redução dos marcadores inflamatórios, indicando avanço no tratamento. Atualmente, Bolsonaro está em uma unidade de cuidados intermediários, semelhante a uma semi-intensiva, estágio entre a UTI e o quarto.

O tratamento com antibióticos segue em andamento e já está aproximadamente na metade, segundo médicos. Além disso, o ex-presidente realiza sessões de fisioterapia respiratória e motora. A expectativa é de que, caso a evolução continue positiva, ele possa deixar a UTI até o fim da semana.

Paralelamente, a defesa voltou a acionar o Supremo Tribunal Federal pedindo a transferência para prisão domiciliar. O pedido está sob análise do ministro Alexandre de Moraes, que ainda não definiu prazo para decisão.

Os advogados alegam que a medida é necessária para garantir melhores condições de acompanhamento médico, já que Bolsonaro cumpre pena na Papudinha. Segundo a defesa, a permanência no sistema prisional pode representar riscos adicionais à saúde do ex-presidente.

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