Saúde

Metade das crianças brasileiras não receberam todas as vacinas que deveriam em 2020; RN registra 47,42%, apontam dados do Ministério da Saúde

Foto: Ilustrativa/Fotoblend/Pixabay

Dados do Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde apontam que cerca de metade das crianças brasileiras não receberam todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Imunização em 2020.

Segundo os índices do PNI, atualizados até segunda-feira (7), a cobertura vacinal está em 51,6% para as imunizações infantis. O ideal é que ela fique entre 90% e 95% para garantir proteção contra doenças como sarampo (que tem índice ideal de 95%), coqueluche, meningite e poliomielite.

Neste ano, entretanto, a cobertura vacinal da primeira dose da tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) está abaixo de 60%. A da segunda dose está abaixo de 50%. Nenhuma das vacinas previstas no calendário infantil teve índices acima de 60% (veja tabela abaixo).

O baixo índice de imunização já tem consequências: dados do Ministério da Saúde mostram que, até o início de agosto, o país tinha 7,7 mil casos confirmados de sarampo. No ano passado, o Brasil perdeu o certificado de erradicação da doença.

Cobertura vacinal (em % por tipo de vacina) até 07/09

Imuno Coberturas Vacinais

TOTAL 51,56

BCG 53,06

Hepatite B em crianças até 30 dias 46,90

Rotavírus Humano 56,92

Meningococo C 57,17

Hepatite B 55,78

Penta 55,78

Pneumocócica 59,68

Poliomielite 54,70

Poliomielite 4 anos 44,63

Febre Amarela 42,71

Hepatite A 54,22

Pneumocócica(1º ref) 53,52

Meningococo C (1º ref) 56,52

Poliomielite(1º ref) 48,30

Tríplice Viral D1 58,89

Tríplice Viral D2 46,66

Tetra Viral(SRC+VZ) 19,95

DTP REF (4 e 6 anos) 50,85

Tríplice Bacteriana(DTP)(1º ref) 59,69

Fonte: Ministério da Saúde/DataSUS

Para Isabella Ballalai, pediatra e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o motivo da baixa cobertura é a pandemia de Covid-19, que levou as pessoas a ficarem em casa e não saírem para vacinar os filhos.

“Essa situação se repete no mundo inteiro. Houve uma queda entre 30% e 50%”, afirma Ballalai. A médica lembra que, apesar das quedas vistas nas taxas de imunização no Brasil nos últimos anos, o país continua com uma das melhores coberturas vacinais do mundo.

“Essa cobertura não é simplesmente um número. Sem cobertura vacinal, nós estamos suscetíveis a todas essas doenças – surtos de meningite, retorno da poliomielite”, lembra a pediatra.

“Essas doenças eliminadas só estão eliminadas por causa da vacinação”, pontua Ballalai.

A infectologista Raquel Stucchi, da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), avalia que a chance de o país alcançar a cobertura ideal de vacinação ainda neste ano é “quase nenhuma”.

“Acho muito pouco provável que em 3 meses a gente consiga recuperar e chegar a essa cobertura”, afirma Stucchi.

No ano passado, o país não atingiu a meta da cobertura vacinal infantil.

Outros fatores

O professor Túlio Batista Franco, do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ), aponta para fatores políticos como contribuintes para a baixa cobertura vacinal.

“Essa redução das vacinas certamente já é impacto da descoordenação que nós temos no Sistema Único de Saúde (SUS)”, avalia.

“O governo federal desorganizou todo o equilíbrio técnico que havia no Ministério da Saúde. Houve duas alterações de ministros, e hoje há um ministro militar que não conhece dos aspectos da Saúde, do funcionamento da máquina do SUS, e que levou para as áreas técnicas militares que também não conhecem”, afirma.

Raquel Stucchi avalia que outra questão pode ser a de que pediatras mais novos, ao contrário dos mais antigos, enfatizam pouco a necessidade de manter as vacinas em dia. “Era uma coisa muito enfatizada pelos pediatras mais antigos”, diz.

“Outro fator é que na maior parte das famílias os adultos responsáveis pelas crianças trabalham, e os horários das vacinas são em horário comercial. Isso limita muito o acesso”, diz Stucchi.

A infectologista também aponta o movimento antivacina como um fator que contribui para a queda da cobertura vacinal, mas, na avaliação de Isabella Ballalai, da SBIm, esse movimento não tem tanta força no Brasil.

Os motivos que levam as pessoas a atrasarem o calendário de vacinação, segundo a pediatra, são o que chama de “três Cs”: a confiança, a complacência e a conveniência. Se as pessoas não confiam nos profissionais de saúde, por exemplo, a probabilidade de que elas se vacinem é menor (mas os brasileiros costumam confiar em vacinas, afirma Ballalai).

“No Brasil, todas as pesquisas realizadas mostram que pelo menos 90% dos brasileiros confiam em vacina. Cerca de 10% às vezes ficam na dúvida. E cerca de 4%, 5% realmente não querem se vacinar. Isso sempre existiu”, diz.

Para a pediatra, os dois fatores principais no Brasil são os “Cs” da “complacência” e “conveniência”: a complacência ocorre pela falta de percepção de risco – quando as pessoas não percebem o risco de não se vacinar por não terem visto um caso daquela determinada doença há muito tempo, por exemplo), também podem demorar em fazê-lo; e, se no dia em que forem a um posto de saúde a vacina não estiver disponível, elas tendem a não voltar (a conveniência).

Uma pesquisa do Ibope divulgada na segunda-feira (7) apontou que 72% dos brasileiros das classes A, B, e C, os alunos só devem voltar a ter aulas presenciais depois que uma vacina para o novo coronavírus (Sars-CoV-2) estiver disponível.

Em agosto, uma pesquisa do Datafolha apontou que 89% dos brasileiros pretendem se vacinar contra o novo coronavírus assim que a vacina estiver disponível.

Por estado

Os dados do PNI mostram que o Distrito Federal é a unidade da federação (UF) com maior índice de cobertura acional infantil: fica próxima de 70%. Em seguida vêm o Tocantins, com 64%, Rondônia, com 61%, e Minas Gerais e Espírito Santo, com 60%.

Os piores estados foram o Amapá, com 25%, o Maranhão, com 35,5%, e o Rio de Janeiro, com 36% de cobertura. O Pará também teve cobertura abaixo de 40%.

Para o infectologista José David Urbaéz, diretor científico da Sociedade Brasileira de Infectologia no Distrito Federal, o distrito tem um histórico de boa cobertura vacinal, e os motivos incluem o fato de a criação de Brasília ter sido planejada.

Cobertura vacinal (em %) em 2020 por UF

Total 51,56

Distrito Federal 68,91

Tocantins 63,67

Rondônia 60,62

Minas Gerais 60,44

Espírito Santo 60,05

Mato Grosso do Sul 59,29

Santa Catarina 58,69

Mato Grosso 57,16

Rio Grande do Sul 57,05

Paraná 56,96

São Paulo 56,88

Goiás 55,14

Amazonas 54,41

Ceará 52,90

Roraima 51,72

Piauí 48,72

Pernambuco 47,55

Rio Grande do Norte 47,42

Paraíba 46,77

Bahia 44,28

Alagoas 44,14

Acre 43,55

Sergipe 42,18

Pará 38,44

Rio de Janeiro 36,01

Maranhão 35,50

Amapá 25,33

Fonte: Ministério da Saúde (DataSUS)

“Isso se seguiu, na década de 80, da melhor rede de saúde pública do país, que inclui tanto a parte hospitalar como uma rede de centros de saúde muito capilarizados em torno do DF. Nenhum outro lugar conseguiu essa rede de postos de saúde, que são fundamentais para essas políticas de imunização”, explica.

“Dos anos 2000 para cá, começou com uma política de desmonte – no Brasil todo e em Brasília também. Começou a ter ausência de recursos humanos – e o treinamento dos recursos humanos na imunização é muito particular, tem que saber de cadeia de frio, transporte, armazenamento. As pessoas foram se aposentando e não teve reposição. Foi então murchando toda essa estrutura, que era muito forte. Ainda é, mas nem a sombra do que foi”, afirma Urbaéz.

Ele explica que o Amapá, o último do ranking, tem uma estrutura de saúde precária; já o Maranhão tem o segundo menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país, atrás apenas de Alagoas, “o que aponta para precariedade em estrutura de saúde”, lembra o médico.

O Rio de Janeiro, por outro lado, “chama atenção” pelas condições do sistema de saúde, diz Urbaéz.

“A crise econômica do Estado do Rio de Janeiro, que vem desde meados da década passada, tem muito reflexo na parte de saúde publica, que é muito, muito, difícil, com dificuldade de acesso. A estrutura de salário é muito ruim, a infraestrutura bem mais sucateada, embora a doença do sucateamento seja geral”, avalia.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Esses petistas alienados, esquecem que quem esteve na presidência da República de 2003 a 2016, foi nove dedos e a anta, deixando parte desse legado maldito. Parte do que podemos contabilizar hoje, em desgraça na saúde pública, foram eles os responsáveis, Pátria educadora em Campos de futebol e analfabetos funcionais. Vcs lembram do debate, onde a anta mandou uma espectadora de nível superior fazer curso técnico para se dar bem.

  2. Isso deve ser porque o Brasil não tem ministro da saúde. Será que é? Ou essas crianças nasceram antes de 2019? Acredito que todas nasceram do ano passado pra cá. Já que sempre, na época da esquerda no poder, tivemos excelentes ministro da saúde. Né verdade?

  3. Ai vocês acham que essas mães que só falam em volta as aulas só com a vacina contra o covid vai deixar aplicar???? Não deixa uma tétano vai deixar uma de covid.

  4. Meu Deus! Não acredito que a governadora vai deixar as aulas retornarem se mais da metade das crianças não estão vacinadas contra tantas doenças que matam, aleijam e causam outras sequelas… Assim ela terá que suspender as aulas até 2022 viu!

  5. Parabéns negacionistas, olavista e negacionistas. Vocês não vivenciaram as mortes e sequelas do período em que não havia vacinas.

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Geral

BBB 26: Globo atualiza estado de saúde de Henri Castelli após convulsão durante prova do líder, “sob cuidados médicos e está consciente”

Foto: reprodução/TV Globo

A produção do BBB 26 atualizou o estado de saúde do ator Henri Castelli após ele ter sofrido uma convulsão durante a primeira Prova do Líder do programa na manhã desta quarta-feira (14).

“Henri está sob cuidados médicos e está consciente. Está tudo bem”, disse o Big Boss aos demais participantes que seguiram na prova de resistência.

O ator passou mal após 10 horas de prova, na qual tinha que ficar de pé sobre uma plataforma. Por volta das 9h da manhã, Henri caiu em meio às bolinhas enquanto convulsionava e a equipe da produção entrou para ajudá-lo. Dois dummies ficaram perto do ator enquanto três pessoas da equipe médica o socorreram.

Confira o vídeo do momento [IMAGENS FORTES]:

Globo se pronuncia após convulsão de Henri Castelli no BBB 26

A emissora emitiu um comunicado oficial sobre o ocorrido, veja abaixo na íntegra.

“Depois de ter sido prontamente atendido pela equipe médica do programa durante a realização da Prova do Líder esta manhã, o participante Henri Castelli foi encaminhado para realização de exames em um hospital.”

Com informações de CNN Brasil

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Geral

MARIO SABINO: A nota do governo Lula sobre o Irã é deplorável, chega a ser nojenta

Imagem: reprodução/X

Por Mario Sabino, Metrópoles

A nota telegráfica do Itamaraty sobre o horror no Irã é mais uma vergonha proporcionada pelas relações exteriores do governo Lula.

É como se houvesse acontecido um acidente fatal por lá, uma avalanche de neve, talvez, sem que ninguém pudesse ser responsabilizado. A nota dedica meia linha a dizer que o Brasil “lamenta as mortes e transmite condolências às famílias afetadas”.

“Famílias afetadas” é de uma burocracia raramente alcançável no seu cinismo mesmo por regimes autoritários.

Isso é tudo o que o governo Lula tem a dizer sobre milhares de manifestantes terem sido assassinados pelos esbirros de uma teocracia infernal, sanguinária, e naturalmente não há nenhuma palavra sobre a continuação do massacre.

A carnificina é aterradora tanto na contabilidade mínima, como pela máxima. De acordo com a ONG Hrana, 2.403 mortes haviam sido confirmadas até ontem; já segundo a oposição iraniana, o número de mortos é de 12 mil, e contando.

Essa nota deplorável do Itamaraty dedica mais espaço a “sublinhar que cabe apenas aos iranianos decidir, de maneira soberana, sobre o futuro de seu país”, uma pretensiosa advertência a Donald Trump, com o acréscimo de que “o Brasil insta todos os atores a se engajarem em diálogo pacífico, substantivo e construtivo”.

Francamente, chega a ser nojento. Os “atores”, no caso, são civis desarmados à mercê do Corpo da Guarda Revolucionária Iraniana, a SS do regime dos aiatolás, historicamente empenhada em diálogos construtivos.

A boa vontade de Lula com a teocracia iraniana remonta aos tempos de camaradagem com o então presidente Mahmoud Ahmadinejad, na primeira década dos anos 2000, um sujeito muito boa gente.

Sob Ahmadinejad, os poucos direitos humanos ainda parcialmente respeitados no Irã deixaram de sê-lo completamente; sob Ahmadinejad, o Irã patrocinou uma conferência internacional para “revisar a visão global do Holocausto”.

Os pretextos se sobrepõem para justificar a proximidade do chefão petista e do seu partido com Cuba, Nicarágua, Venezuela, Rússia, China e Irã. No início, era a resistência anti-imperialista; depois, emprestou-se a bandeira do pragmatismo; hoje se tem o multilateralismo em prol desse patético Sul Global.

Mas não nos enganemos: a alma do PT é autoritária, e o que existe é uma afinidade eletiva incancelável com regimes para os quais a democracia foi, no máximo, valor estratégico, nunca universal. A nota do Itamaraty é vergonhosa porque bastante representativa.

Por Mario Sabino, Metrópoles

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Geral

VÍDEO: Situação da folha de pagamento não é o único motivo do ‘não’ de Walter Alves para assumir o Governo do RN

No programa Meio Dia RN desta quarta-feira (14), Bruno Giovanni trouxe novos detalhes sobre o imbróglio em que se transformou a sucessão do Governo do RN com a renúncia da governadora Fátima Bezerra a partir de abril.

O BG detalhou que os motivos do ‘não’ de Walter Alves para assumir a cadeira de governador vão além dos problemas em relação à folha de pagamento. “O motivo de Walter Alves não assumir o Estado não é só a folha. Ele não iria conseguir implantar nada que foi combinado, prometido ou concretizado por Fátima, de abril até dezembro”, explicou BG e completou: “E a preocupação maior, ele seria responsabilizado e poderia ter uma série de ações de improbidade administrativa no colo dele, sem ele ter sido responsável por ter criado nenhum destes cenários”.

Ainda em relação à sucessão e uma eventual eleição indireta, após o vice-governador e presidente da Assembleia Legislativa não assumirem o governo e o presidente do Tribunal de Justiça, terceiro na linha de sucessão, convocar as eleições indiretas, O BG disse que o PT tem dois pré-candidatos. Um deles seria o próprio Cadu Xavier, já pré-candidato ao Governo, que sendo eleito, acabaria sendo disputando a reeleição em outubro, e o outro seria o deputado estadual Francisco do PT. “O parlamentar disse que é um homem de partido que não fugiria de uma convocação da legenda e que abriria mão de uma reeleição muito bem encaminhada ao legislativo estadual”, comentou BG.

Votos da oposição na ALRN elegeria novo governador para mandato ‘tampão’

Outra novidade dos bastidores da política trazida pelo BG é já há até um movimento de deputados que estariam dispostos a votar no candidato de Fátima, inclusive em Cadu Xavier, caso haja eleição indireta, justificando que seria um ‘suicídio’ para quem assumir o Governo do RN no mandato ‘tampão’ até o fim de 2026.

Walter Alves não vai anunciar rompimento com Fátima

Walter Alves ao oficializar que não assumirá o Governo do RN, não deverá anunciar rompimento com Fátima Bezerra. “Walter vai anunciar que ele vai abrir mão de ser governador porque tem um projeto político para ser deputado estadual, e sendo candidato não pode continuar na cadeira de vice ou de governador”. O anúncio que seria feito nesta semana, será feito até o fim de janeiro.

MDB poderá votar em Fátima para o Senado

Dentro desta conjuntura política que se desenha, O MDB poderá votar em Fátima para o Senado. E votaria em Allyson Bezerra para o Governo do Estado. “E qual seria o motivo de votar em Allyson? O MDB nacionalmente apoia o governo Lula”, explicou BG. Dentro desta lógica, o MDB apoiaria para o Senado as candidaturas de Zenaide Maia e Fátima Bezerra. Assim, Walter manteria as indicações dele no governo do estado até o fim de 2026.

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Geral

Lula e Vladimir Putin conversam por telefone sobre Venezuela e concordam em trabalhar para reduzir tensões na América Latina

Foto: REUTERS/Maxim Shemetov

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, nesta quarta-feira (14) para tratar de temas internacionais, com foco na situação da Venezuela, informou o Kremlin.

Segundo o comunicado, os líderes destacaram posições “fundamentais compartilhadas” entre Brasil e Rússia sobre a soberania estatal e os interesses nacionais da Venezuela.

Eles concordaram em manter coordenação em fóruns multilaterais, incluindo a ONU e o BRICS, para buscar reduzir tensões na América Latina e em outras regiões.

O contato ocorre em meio ao aumento das tensões internacionais após uma operação dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro pelos EUA no início de janeiro, e que foi criticada por vários países por suposta violação de soberania.

Opinião dos leitores

  1. Me lembra quando o Bolsonaro foi conversar com o Putin e na outra semana a guerrada Ucrânia explodiu (e a gadaiada falava que o mico havia impedido a guerra).

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Geral

PESQUISA QUAEST: 49% desaprovam e 47% aprovam o governo Lula

Foto: Fátima Meira/Enquadrar/Estadão Conteúdo

A primeira pesquisa Quaest de 2026, divulgada nesta quarta-feira (14), mostra que o presidente Lula é desaprovado por 49% dos eleitores e aprovado por 47%. Outros 4% não souberam responder.

Os números são semelhantes aos de dezembro de 2025, quando 49% desaprovavam e 48% aprovavam.

Desde outubro, a aprovação e a desaprovação permanecem tecnicamente empatadas. Entre fevereiro e setembro de 2025, a rejeição era maior, com o pior momento em maio: 57% de desaprovação contra 40% de aprovação.

Já em dezembro de 2024, o cenário era mais favorável ao governo, com 52% de aprovação e 47% de desaprovação.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

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Mundo

Governo Trump congela concessão de vistos para cidadãos do Brasil e de mais 74 países, diz TV

Foto: Reprodução

O governo dos Estados Unidos congelou a emissão de vistos para 75 países, incluindo o Brasil, segundo reportagem da rede de TV norte-americana Fox News publicada nesta quarta-feira (14).

Segundo a TV, o congelamento foi determinado pelo Departamento de Estado dos EUA, que ainda não havia se pronunciado oficialmente até a última atualização desta reportagem.

Ao g1, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil informou que ainda não havia sido oficialmente notificada da nova restrição pelo governo dos EUA. O g1 também procurou o Itamaraty, mas ainda não havia obtido resposta até a última atualização desta reportagem.

A medida deve entrar em vigor a partir de 21 de janeiro e não tem data para terminar, de acordo com a reportagem da Fox News. Não há informações se os vistos para turistas serão afetados pelo congelamento.

Com base em um memorando do Departamento de Estado ao que a Fox News disse ter tido acesso, a medida é uma pausa temporária para que o governo dos EUA avalie os critérios que utiliza atualmente para conceder vistos de entrada no país a estrangeiros.

O memorando afirma ainda que Washington pode começar a barrar pessoas mais velhas e com sobrepeso, segundo a TV — em novembro, a agência de notícia Associated Press afirmou que o governo de Donald Trump considerava uma nova diretriz para restringir a entrada de pessoas obesas.

Além do Brasil, outros 74 países também entraram no congelamento de vistos, diz a Fox News, e a lista inclui Irã, Rússia, Afeganistão, Iraque, Somália e Tailândia.

G1

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Polícia

Presos são isolados após tentarem abrir buraco em penitenciária na Grande Natal

Foto: Divulgação

Presos de uma cela da Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP), na região Metropolitana de Natal, foram isolados após serem flagrados pela Polícia Penal em uma tentativa de abertura de um buraco na parede da cela na noite da última segunda-feira (12). O caso foi confirmado pela pela Secretaria de Estado da Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte (SEAP/RN).

Segundo a pasta, o caso aconteceu na cela 10 do pavilhão 2 da penitenciária por volta das 21h, quando policiais penais responsáveis pelo monitoramento por câmera identificaram uma movimentação suspeita. Diante disso, foi determinada a realização imediata de uma revista geral, que constatou o início da abertura de um buraco na parede da cela, nas proximidades do banheiro.

Os oito internos que ocupavam a cela foram identificados e passaram a responder ao procedimento disciplinar cabível, estando sujeitos às sanções previstas em lei. “O isolamento preventivo permanecerá vigente até a completa recuperação da estrutura e a conclusão das medidas administrativas necessárias, com o objetivo de preservar a segurança, a ordem e a integridade da unidade prisional”, disse a pasta.

Ainda de acordo com a SEAP, a Polícia Penal descartou risco iminente de fuga, uma vez que a ação foi prontamente interrompida e a unidade dispõe de outros mecanismos de segurança, que permanecem íntegros e em pleno funcionamento.

Leia na íntegra da nota da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária do RN:

A Polícia Penal informa que os internos da cela 10, do Pavilhão 2, da Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP) encontram-se em isolamento preventivo, em razão de danos estruturais no ambiente de custódia, provocados pelos próprios privados de liberdade. Os envolvidos estão respondendo a procedimento disciplinar.

Tribuna do Norte

 

Opinião dos leitores

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Clima

Chuvas devem se intensificar a partir da segunda quinzena de janeiro, aponta EMPARN

Foto: Carmén Félix

A Unidade Instrumental de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) divulgou a previsão climática para o trimestre deste ano, mais precisamente para os meses de janeiro, fevereiro e março. O prognóstico é de chuvas na categoria normal a abaixo do normal, segundo boletim emitido pelo setor.

A escassa ocorrência de chuvas na primeira quinzena de janeiro, ocorreu devido a Oscilação Intrassazonal Madden-Julian (OMJ) de forma desfavorável, condição que deve mudar na segunda quinzena, favorecendo a ocorrência das precipitações.

O documento ressalta também que janeiro e fevereiro são meses da pré-estação chuvosa, onde atuam sistemas meteorológicos de curta duração e baixa previsibilidade como os Vórtices Ciclônicos (VCANS), Linha de Instabilidades (LI) e Frentes Frias (FF) – que podem ou não trazer chuvas. O volume depende do posicionamento e das condições atmosféricas.

De acordo com o boletim climático, durante o mês de fevereiro, a atuação da Oscilação Intrassazonal Madden-Julian (OMJ) favorecerá a condição de ocorrência de chuvas nas primeiras semanas do mês. Para a segunda quinzena, a ocorrência de chuvas vai depender da atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).

Para março, considerado o mês mais chuvoso do primeiro trimestre do ano, as chuvas dependem diretamente das condições termodinâmicas dos Oceanos Pacífico e Atlântico.

Tendência de ocorrência de chuvas para janeiro a maio nas microrregiões do Rio Grande do Norte:

MESORREGIÃO JAN/26 FEV/26 MAR/26

Oeste 76,7 mm 116,5 mm 197,5 mm
Central 59,3 mm 93,2 mm 155,1 mm
Agreste 45,9 mm 69,6 mm 119,2 mm
Leste 59,8 mm 92,2 mm 166,9 mm
Estado 60,4 mm 92,9 mm 159,7 mm

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Saúde

Comuns no litoral potiguar, caravelas-portuguesas exigem atenção: especialista explica cuidados essenciais após contato

Foto: Reprodução

Com a chegada do verão, o litoral potiguar vem registrando maior presença de caravelas-portuguesas. A combinação de altas temperaturas, ventos fortes e correntes marinhas favorece o aparecimento desses organismos, que podem provocar queimaduras dolorosas e, em alguns casos, reações mais graves.

Apesar de serem frequentemente confundidas com águas-vivas, as caravelas-portuguesas são colônias de seres marinhos que possuem um flutuador azul-arroxeado e tentáculos que podem chegar a 30 ou até 50 metros de comprimento. O dermatologista da Hapvida, Marcelo Piccolo, explica que o contato com esses tentáculos libera toxinas potentes capazes de afetar rapidamente a pele. “A reação costuma ser imediata, com dor forte, vermelhidão em linhas, inchaço e até formação de bolhas. Em situações mais graves, a toxina pode desencadear náuseas, vômitos ou reações alérgicas importantes”, afirma.

Para evitar acidentes, o médico destaca que é fundamental respeitar os avisos dos salva-vidas e observar bandeiras roxas, que indicam risco de organismos urticantes na água. Ele reforça que as caravelas continuam tóxicas mesmo quando estão encalhadas na areia. “O ideal é evitar qualquer contato direto, mesmo que o animal pareça morto. Usar roupas de lycra ou neoprene também ajuda a reduzir o risco de queimaduras”, orienta.

Quando o contato acontece, Piccolo explica que os primeiros socorros devem ser feitos ainda na praia, seguindo um protocolo simples, mas essencial. O primeiro passo é sair da água com calma e lavar a área afetada exclusivamente com água do mar. “A água doce ativa ainda mais as toxinas. Depois, remova os tentáculos com uma pinça ou cartão rígido, sempre usando algum tipo de proteção. Aplicar vinagre por 10 a 30 minutos ajuda a inativar o veneno das espécies tropicais encontradas no Brasil”, afirma.

Para aliviar o desconforto, o dermatologista recomenda compressas geladas ou imersão da área afetada em água quente entre 40°C e 45°C. Analgésicos comuns podem ser usados caso a dor persista. Ele alerta que métodos populares não devem ser utilizados. “Urina, álcool, areia ou pressionar o local podem piorar a lesão e aumentar a inflamação”, explica.

Segundo Piccolo, alguns grupos exigem mais atenção, como crianças, idosos e pessoas com histórico alérgico. “Se houver falta de ar, vômitos, tontura ou inchaço intenso, o atendimento médico deve ser imediato. Os casos mais graves são raros, mas precisam de resposta rápida para evitar complicações maiores”, conclui.

96FM

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Política

GENIAL/QUAEST: Vantagem de Lula para Tarcísio em eventual 2º turno cai de 10 para 5 pontos em um mês

Foto: Reprodução

A primeira pesquisa Genial/Quaest de 2026, referente ao mês de janeiro, apontou uma queda de 10 para 5 pontos percentuais na vantagem de Lula para Tarcísio de Freitas em uma eventual disputa de 2º turno nas eleições do deste ano, na comparação com o resultado de dezembro.

O presidente aparece com 44% das intenções de voto, contra 39% do governador de São Paulo. Outros 13% responderam que votariam branco, nulo ou não votariam, e 4% se disseram indecisos.

No levantamento do mês passado, Lula teve 45% contra 35% de Tarcísio.

Em novembro, a vantagem de Lula foi novamente de cinco pontos (41% a 36%), sete a menos que a registrada em outubro (45% a 33%).

No início de dezembro, Flávio Bolsonaro se anunciou como o candidato escolhido pelo pai para concorrer ao Palácio do Planalto, a despeito da preferência do Centrão pelo governador de São Paulo.

Na pesquisa divulgada há pouco, Flávio teve 38% contra 45% de Lula. No mês passado, o senador do PL apareceu com 36% contra 46% do presidente.

A Quaest realizou 2.004 entrevistas entre de 8 a 11 de dezembro. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais.

O Globo

Opinião dos leitores

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