Educação

Reabertura segura das escolas é urgente para garantir direitos de crianças e adolescentes, diz manifesto assinado por UNICEF, UNESCO e OPAS/OMS

Manifesto assinado por UNICEF, UNESCO e OPAS/OMS destaca indícios de melhora nos números da pandemia e destaca a urgência e necessidade de reabertura das escolas para garantir direitos de crianças e adolescentes.

Leia abaixo o manifesto:

Chegamos a julho de 2021, com o fim de mais um semestre escolar. Os números da pandemia da Covid-19 seguem preocupantes, mas existem indícios de melhora. Em muitos lugares, as atividades comerciais e de lazer foram há muito tempo retomadas. Contudo, a maioria das escolas continua fechada. Uma pesquisa recente realizada pelo instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec) para o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) mostra que apenas dois em cada dez estudantes brasileiros estão frequentando atividades escolares presenciais. Quando analisamos esse dado por classe social, as diferenças são enormes. Enquanto 40% dos filhos da classe A podem ter acesso a aulas presenciais, nas classes D e E, eles são somente 16%. A pandemia aprofundou o fosso das nossas desigualdades, e na educação o impacto é ainda maior.

A educação é um direito fundamental, que precisa ser preservado para todas as crianças e todos os adolescentes por igual. Mas, em casa, sem os recursos adequados para aprender – como um computador e acesso à internet de boa qualidade –, meninas e meninos em situação de pobreza e vulnerabilidade estão sendo deixados para trás. Muitos deles podem depender apenas de um celular para ter contato com professores e receber as atividades escolares. Mesmo com os esforços dos educadores, em novembro de 2020, o UNICEF apontou que mais de 5 milhões de crianças e adolescentes não tiveram acesso à educação – número equivalente ao cenário que o País tinha no início dos anos 2000.

Junto com todas as vidas perdidas, corremos o risco de perder o progresso alcançando com relação ao acesso de todas as crianças e todos os adolescentes a uma educação de qualidade, bem como de regredir duas décadas no acesso à educação básica. Somos um dos países em todo o mundo com o maior período de escolas fechadas. Como aponta o mapa de monitoramento interativo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em âmbito mundial, as escolas estiveram fechadas – total ou parcialmente – por uma média de 5,5 meses (22 semanas). Na maior parte dos países da América Latina, a média fica acima de 41 semanas. No Brasil, ela chega a 53 semanas. E isso, embora as escolas devam ser as últimas instituições a fechar e as primeiras a abrir – como ocorre em qualquer emergência humanitária.

O longo tempo de fechamento da maioria das escolas tem impactado profundamente não apenas a aprendizagem, mas também a saúde mental, a nutrição e a proteção de crianças e adolescentes. As escolas desempenham um papel primordial na vida de meninas, meninos e suas famílias. Elas são essenciais para o desenvolvimento de competências de interação social. Sem acesso à escola, crianças e adolescentes perdem o vínculo diário com colegas, professores e amigos, o que causa impactos profundos em sua saúde mental. A escola também tem um papel muito importante na proteção contra diferentes formas de violência – incluindo a violência doméstica, que aumentou na pandemia – e contra o trabalho infantil. Além disso, sem acesso à escola, metade das famílias com crianças e adolescentes diz ter ficado sem acesso à merenda escolar.

Uma reabertura segura e sustentável é urgente

Por todos esses impactos, chamamos atenção para a urgência de reabrir as escolas brasileiras, em segurança. Desde o início da pandemia, a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o UNICEF e a UNESCO vêm trabalhando em conjunto no desenvolvimento de protocolos para orientar o processo de reabertura das escolas, no Brasil e no mundo.

Essas orientações mostram as medidas que devem ser adotadas para proteger a saúde de crianças, adolescentes, profissionais da educação e as famílias de todos. Os protocolos são organizados pela OMS em quatro níveis, de acordo com a situação da Covid-19 em cada lugar – sendo o nível 1 com poucos casos, e o 4, com maior transmissão. Para cada situação, há recomendações sobre as ações que devem ser tomadas no âmbito escolar. Mesmo no nível 4, os protocolos recomendam manter as escolas abertas sempre que possível, ainda que tomando todos os cuidados. A recomendação é fechá-las apenas em caráter de exceção.

Há uma clara orientação de sempre priorizar as escolas nas decisões sobre quando fechar e quando reabrir, bem como nos investimentos para isso. Existem muitos exemplos de sucesso de municípios brasileiros que adaptaram o funcionamento das escolas aos protocolos de segurança e, assim, continuaram garantindo o direito à educação para crianças e adolescentes.

Dentro da escola, é essencial adotar todos os protocolos de prevenção à Covid-19, como uso de máscaras (de acordo com o recomendado para cada idade), higienização das mãos, distanciamento social, etiqueta respiratória, ventilação dos espaços, limpeza e desinfecção dos ambientes, espaçamento das mesas e organização das turmas.

A reabertura pode incluir elementos de educação híbrida, uma combinação de educação presencial e a distância, e o rodízio de estudantes em grupos menores. Em caráter de exceção, onde não for possível serem ministradas aulas presenciais, as escolas devem ser mantidas abertas como pontos de apoio, para que famílias e estudantes possam retirar as atividades, acessar a internet e manter o vínculo com a própria escola. Todas as decisões devem envolver estudantes, famílias, educadores e toda a comunidade escolar. É preciso também revisar os currículos e rediscutir o financiamento da educação, de forma a reduzir as perdas cognitivas significativas decorrentes da pandemia.

Além de reabrir as escolas, é urgente ir atrás de cada criança, cada adolescente que não conseguiu continuar aprendendo na pandemia, ou que já estava fora da escola antes dela. Cabe aos municípios realizar a busca ativa desses estudantes, unindo esforços de diferentes áreas, incluindo educação, saúde, assistência social, as famílias e as lideranças comunitárias.

E é fundamental que o País invista fortemente na aquisição e na distribuição de vacinas contra a Covid-19, atendendo prioritariamente profissionais da linha de frente e dos serviços essenciais – como profissionais da saúde, da educação e da assistência social, entre outros. Temos de valorizar os esforços de cada um desses profissionais, que têm atuado de forma incansável para manter a aprendizagem de crianças e adolescentes, cuidar da saúde das pessoas e proteger meninas e meninos da violência.

Por fim, cada pessoa tem de fazer a sua parte para diminuir a circulação do novo coronavírus e conter a pandemia, investindo nas medidas não farmacológicas, usando máscaras, mantendo o distanciamento social, higienizando as mãos com frequência e seguindo as recomendações da ciência. Só assim todos, incluindo crianças, adolescentes e suas famílias, estarão seguros. E só assim será possível alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030.

Em agosto, começa um novo semestre letivo. É preciso agir agora e reabrir as escolas em segurança para garantir o direito de cada criança, adolescente e jovem brasileiro a uma educação de qualidade.

https://www.unicef.org/brazil/manifesto-unicef-unesco-opas-oms-reabertura-segura-das-escolas

Opinião dos leitores

  1. Vixi! Danou-se! Vai ter muito vagabundo disfarçado de professor que vai fazer greve em protesto a manifesto. O SINTE aqui já se pronunciou que os professores não devem voltar a lecionar. Se acostumaram com mais de 1,5 de pernas pra cima e querem continuar assim. O que eles menos querem e se preocupam é com a educação.

  2. Escola na visão da esquerda não serve pra educar, mas para doutrinar !!! Coloquem em prática o slogan “Mais livros, menos armas” ?

  3. Espero que alguns professores hipócritas e covardes, mais nunca abram a boca para falarem sobre desigualdade social e que o sistema favorece os mais ricos, vcs simplesmente detonaram o aprendizado dos menos favorecidos, por culpa de vcs a educação será sequelada por várias gerações.

  4. Digam isso aos sindicatos dos professores…por aqui se recusam à trabalhar nas escolas públicas…querem apenas ficar de maciota…

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Educação

Com metodologia canadense, escola de Natal oferece ensino reconhecido ao redor do mundo para crianças a partir dos primeiros anos de vida

Foto: Divulgação

Umas das primeiras preocupações de quem decide ser pai ou mãe é oferecer ao filho uma educação de qualidade. E isso começa já nos primeiros anos de vida, com o ingresso no ensino infantil. A escolha de uma metodologia de ensino diferenciada, desde já, faz toda a diferença para o desenvolvimento da criança. É nessa fase que elas começam a construir o conhecimento e a personalidade. Nesse quesito, a Maple Bear Natal larga na frente.

O método canadense, utilizado pela escola e reconhecido como um dos melhores ao redor do mundo, prioriza o desenvolvimento social e intelectual dos pequenos. No Early Toddler, a primeira etapa do ensino infantil, que vai até os 2 anos de idade, o ensino funciona com imersão 100% inglês. Segundo especialistas, o mergulho em uma segunda língua logo nos primeiros anos de vida auxilia as crianças a aproveitaram melhor as janelas de aprendizagens próprias da faixa etária.

As atividades de ensino e aprendizagem acontecem de forma leve e espontânea, por meio de experiências e brincadeiras relacionadas ao cotidiano, sem deixar de lado lições sobre disciplina, cidadania e organização. Com isso, a metodologia da Maple Bear cumpre o seu objetivo de desenvolver atitudes saudáveis em relação ao aprendizado, ao interesse pelo ambiente escolar e ao estímulo à relação familiar.

Ambiente diferenciado

No Early Toodler, as crianças contam com uma professora titular e até três professoras auxiliares em cada sala de aula, compostas de no máximo 12 alunos. Elas acompanham de perto a convivência, o desenvolvimento e as necessidades de cada aluno.

Outro diferencial são as instalações físicas exclusivas, com salas de aula totalmente equipadas como centros de aprendizagem, além de três áreas externas para recreação e sala de estimulação motora. O espaço físico dos pequenos fica em um prédio separado, o que garante exclusividade de acesso, que é feito individualmente, para evitar aglomerações e contatos externos.

A escola segue todos os protocolos de higiene e distanciamento necessários para o funcionamento das atividades escolares. O acesso ainda é controlado por meio do aplicativo “School Guardian”, que permite aos pais avisarem quando estão a caminho para deixar ou pegar a criança.

 

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Geral

Campanha do Burger King com direito a cartilha explica o amor LGBTQIA+ pelo olhar das crianças

Foto: (Bússola/Divulgação)

“Nossa, como eu vou explicar a sigla LGBTQIA+ para as crianças?” Esse é um questionamento comum entre pais e responsáveis por crianças quando o assunto é diversidade. Hoje, no entanto, é preciso abordar o tema sem tabu, pois a temática, na verdade, é muito mais simples do que a forma como os adultos têm encarado.

Com o objetivo de apoiar a causa LGBTQIA+ por mais um ano, o Burger King anuncia o lançamento da campanha “Como explicar?”, assinada pela agência David. Com um filme realizado em cocriação com especialistas em psicologia e diversidade, propõe um convite à reflexão sobre a inclusão da comunidade LGBTQIA+ na sociedade. Retratando de forma genuína e espontânea a verdadeira perspectiva sobre a pluralidade e o amor, pelo olhar das crianças.

“O lançamento da campanha tem como objetivo endereçar um ponto de reflexão à população em geral. O preconceito é uma construção social e, com toda a responsabilidade que nos cabe enquanto companhia, conseguimos mostrar que os pequenos carregam o discernimento a partir de um olhar muito sensível e humano”, diz Juliana Cury, diretora da marca Burger King do Brasil.

Ao longo do filme, os protagonistas da campanha compartilham sua visão sobre a diversidade, sempre acompanhados por seus responsáveis. As perguntas foram feitas por profissionais, e as respostas são completamente espontâneas, em uma gravação sem roteiro.

O Burger King lança também, em parceria com a ONG Mães Pela Diversidade, uma cartilha com dicas e instruções para as pessoas que desejarem se aprofundar na temática. Trata-se de uma ferramenta de suporte na sensibilização e abordagem da diversidade para as crianças.

“A cartilha contém a informação necessária para desconstruir o preconceito e para que cada vez menos as famílias sofram o efeito da LGBTfobia”, afirma Maju Giorgi, idealizadora e coordenadora nacional da ONG Mães pela Diversidade.

Exame

Opinião dos leitores

  1. Tem uns que ainda se iludem pensando que essas campainhas usam esses temas pra conscientização ou algo do gênero. Tolos. Elas querem é aumentar seus lucros. É a única coisa que importa pra elas.

  2. Quem lacra, lucra. Nada de novo no front. Quem não quiser que vá consumir no cachorro crente.

  3. Coitada mesmo é das crianças que são abusadas todos os dias por membros da própria família tradicional cristã ou pelo pastor da sua congregação. Coitada das crianças que são espancadas pelo pai alcoólatra que chega em casa e bate na esposa e nos filhos.

  4. Acredito que um pequeno grupo que gosta de aparecer, se vc tem sua sexualidade parabéns agora porquer querer impor isso as outras pessoas usar crianças isso é feio sem escrúpulos ,aprendam infelizes que opção sexual é INDIVIDUAL de cada um e que sejam feliz om suas escolhas mas deixem as crianças longe disso

  5. Graças ao meu bom Deus, um sonho, entrar no Burguer King e lanchar tranquilo sem a presença de evangélicos e bolsonaristas, a partir de hoje so como lá.

  6. Não era pra ter colocado criança no meio disso, deixa que elas aprendam em casa com suas famílias a definição dos termos com respeito, claro…tudo caminha com naturalidade, sem forçação de barra.

  7. Com todo o respeito a quem pensa o contrário, mas, censura as vezes, faz falta. Desrespeito total às crianças. Hora de ser tomada uma providência mais séria.

  8. Coitada das crianças do Brasil, não passa um dia em paz, é campanha para explicar o que é sexualidade (nesse caso de pessoas do mesmo sexo) é a máscara que lhe arrancam das fuças ao vivo e em cores para o mundo inteiro assistir, e assim vamos vivendo, todo dia, uma nova agonia.

  9. Que o Senhor Jesus Cristo projeta as crianças, os jovens e adultos. Louvado seja o teu nome, Senhor Jesus. Misericórdia sobre nossas crianças.

  10. Lamentável, triste, constrangedor, humilhante, indecente, …. pior comercial que já vi na minha vida ! E ainda mais com CRIANÇAS !!! bando de imorais, nojentos !! Terrível!!!

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Diversos

VÍDEO: Em Israel, crianças em escola comemoram o fim do uso de máscaras

O fim da obrigatoriedade do uso de máscaras é esperado por vários países. Em Israel, não é mais necessário usar o equipamento de proteção, inclusive dentro das unidades de ensino. O país tem, aproximadamente, 70% da população vacinada contra a covid-19. Um vídeo emocionante mostra o momento em que uma professora informa aos alunos que eles já poderiam tirar a máscara, que usavam há mais de um ano.

Assista ao vídeo:

Revista Oeste

Opinião dos leitores

  1. Pelas postagens verificadas nos últimos anos, parece que o mundo se resume apenas a alguns países, tais como Israel.
    Como será que que estão os outros países fora da “BOLHA” do Wadzap, tipo Alemanha, Itália, Inglaterra, Dinamarca, Portugal, Espanha, África do Sul, Angola, México, Canadá, etc, etc, etc?
    Vamos ficar na bolhinha, dentro do cercadinho das Fakes News, até quando?

    1. No Canada mais de 70% da população vacinada e os númenos excelentes.

  2. Aqui no RN, no governo de uma “professora”, nem às escolas públicas os alunos podem ir.
    Lamentável!

  3. Que país comunista e ditador é esse q mesmo com a população quase toda vacinada só agora liberou o uso de máscaras e há pouco tempo reduziu as medidas de distanciamento social ? Ah, é Israel…

    1. É que lá, se uniram para vencer o coronavirús e não precisar derrubar o Presidente, simples assim.
      Se liga Mané, salve o resto de sua massa encefálica que lhe resta kkkk

    2. 🤭🤭🤭🤭🤭
      E pq não usaram cloroquina? 🤔
      Dr Bozo não tá sabendo disso…

    3. E a esquerda (juntamente com a Globo) enlouquecida pq o Presidente Bolsonaro pediu um estudo ao Ministro da Saúde a respeito da dispensa do uso da máscara. Nada mais razoável…

    4. Calígula, sempre estou tentando “salvar o resto da minha massa encefálica”, por isso mesmo não vivo em “bolhas” nem tenho político de estimação (muito menos os corruptos ou os que cometem peculato como “rachadinhas”) … Já pelo que vc escreve e defende cegamente, deve ter “queimado” sua diminuta massa encefálica comendo capim cloroquinado… KKK

    5. Pense numa pessoa sem cérebro e ter o que fazer……..pensou? Se a resposta ficou ente Zezin Tomaz e Manoel Fossa…….10.

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Saúde

China aprova uso emergencial da Coronavac para crianças a partir dos 3 anos

(Foto: Getty Images)

A China aprovou o uso emergencial da vacina da Sinovac contra a covid-19 para crianças a partir dos três anos. Segundo informações da Global Times, mídia chinesa, o país se tornou o primeiro a permitir a oferta de doses para crianças tão pequenas. Foi autorizado o uso emergencial de CoronaVac, vacina contra a covid-19, para crianças entre três e 17 anos, disse o presidente da Sinovac, Yin Weidong, à mídia na sexta-feira. Essa vacina é distribuída no Brasil para maiores de 18 anos e produzida em parceria com o Instituto Butantan.

Um funcionário, do grupo de pesquisa e desenvolvimento de vacinas liderado pelo Conselho de Estado, também confirmou com a China Central Television (CCTV) no domingo que o país aprovou o uso emergencial das vacinas contra a covid-19 para aqueles com idades entre três e 17 anos. A CCTV não revelou o nome do funcionário.

O funcionário disse que especialistas confirmaram a segurança e eficácia de administrar as vacinas contra a covid-19 nessa faixa etária. Após a aprovação, a vacinação começará para a faixa etária conforme o Programa de Vacinação da China. No mesmo dia, Zeng Yixin, vice-diretor da Comissão Nacional de Saúde (NHC), confirmou em uma entrevista à Agência de Notícias Xinhua que a China pretende imunizar pelo menos 70% de sua população até o final do ano.

Em entrevista à Global Times, especialistas em vacinas chineses contatados disseram que vacinar crianças acima de três anos é a chave para o país alcançar a imunidade coletiva. Mas para lidar com questões de segurança, o país usará as vacinas com cautela nessa faixa etária, distinguindo-as em grupos diferentes por idade ou vacinando inicialmente menores que vivem em regiões mais suscetíveis ao vírus.

Feng Duojia, presidente da China Vaccine Industry Association, disse ao Global Times na segunda-feira que a aprovação da vacina da Sinopharm também está a caminho. Feng disse que a China solicitará gradualmente a vacinação das crianças, mas não de uma vez, porque há uma enorme demanda tanto do exterior quanto do país

Desde que o coronavírus surgiu pela primeira vez na China, Pequim já administrou mais de 777 milhões de doses de vacina até o último domingo.

Crescer – Globo

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Educação

Meio ambiente: contato com plantas desenvolve habilidades das crianças em escola de Natal

Fotos: Divulgação

Na semana em que se celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente, alunos da Maple Bear Natal colocaram a mão na terra e tiveram o primeiro contato com a horta comunitária montada na escola para desenvolver uma relação mais próxima entre eles e a natureza.

O objetivo é que a horta funcione como um laboratório vivo, em que as crianças possam ver os conceitos em sala de aula e levá-los para a prática. Assuntos como alimentação, agricultura, nutrição e preservação do meio ambiente serão tratados com o cultivo da horta. “Nos temos um tema gerador que é: a cultura do respeito transformando gerações. A partir disso, as crianças aprendem a se relacionar com o outro, consigo mesmo e com a natureza. Dentro desse contexto surgiu a nossa horta”, explicou a coordenadora pedagógica adjunta da unidade de educação infantil da Maple Bear Natal, Amanda Silva.

Hoje, foi a vez dos alunos do último nível da educação infantil terem o primeiro contato com a horta. Em dupla, eles plantaram e regaram sementes de tomate com a ajuda dos professores. As crianças também são estimuladas a montarem suas próprias hortinhas em casa para desenvolver as habilidades de aprendizagem em outros ambientes. “Desde cedo a gente trabalha com eles essa consciência de que a natureza é importante para o equilíbrio do planeta e que é preciso cuidar dela para que haja o desenvolvimento humano”, concluiu Amanda.

Opinião dos leitores

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Geral

Estudo controverso publicado em um relatório da UNICEF sugere que pornografia pode ser positiva para crianças

Foto: BBC Brasil

Quando se pensa que já viu de tudo e que não pode ler notícia pior, vem uma nova informação para mudar esse cenário. Uma pesquisa publicada em um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) sugere que não há evidências conclusivas de que crianças expostas à pornografia sejam prejudicadas.

O estudo europeu feito em 19 países da União Europeia que visa entender como políticas públicas podem ser usadas para proteger as crianças de conteúdos nocivos, abusivos e violentos destacou que muitas crianças que foram expostas à imagens pornográficas não ficaram “nem chateadas nem felizes”. Além disso, de acordo com o resultado, 39% delas se sentiram “felizes” depois de ver pornografia.

Tal conclusão revoltou o mundo acadêmico e especialistas, uma vez que há muitos riscos causados pela exposição das crianças à pornografia. “O relatório da UNICEF ignora todos os estudos que demonstram e comprovam os danos que a pornografia causa nas crianças. Ao ignorá-los, o UNICEF joga uma verdadeira ‘roleta russa’ com a saúde e segurança das crianças”, afirmou a vice-presidente e diretora do Instituto de Pesquisa do Centro Nacional de Exploração Sexual, Lisa Thompson.

De fato, afirmar que a pornografia não é prejudicial às crianças certamente é uma conclusão absurda, uma vez que há diversos dados que mostram os malefícios causados por ela.

Um estudo realizado pelo Comitê Britânico de Classificação de Filmes, por exemplo, responsável por indicar a classificação etária dos produtos audiovisuais na Grã-Bretanha, destacou que a pornografia não apenas é facilmente acessada pelas crianças, como também faz mal para elas. Além disso, os resultados apontaram que há uma grande tendência de as crianças se sentirem mal em relação ao próprio corpo.

Outros estudos provam que o acesso à pornografia faz com que jovens e adultos se tornem viciados, porque a pornografia é altamente viciante, uma vez que o efeito que causa no cérebro tem o mesmo impacto do que a cocaína e outras drogas. Além disso, nos sites de conteúdos pornográficos há uma ampla divulgação de sequestros de crianças, tráfico de pessoas e de drogas, sem falar na objetificação de mulheres.

Os responsáveis devem intervir, sim

Para psicólogos, alguns pais e mães acabam sendo permissivos demais. Há quem chegue ao absurdo de pensar que assistir esse tipo de conteúdo na infância pode ajudar a menina ou o menino no desenvolvimento, ou então que é apenas “coisa da idade”.

Um engano que pode prejudicar essa criança por toda a vida. Por isso, os pais e responsáveis que desejam para os seus filhos uma vida mental e física saudável devem buscar impedir o acesso à pornografia.

É essencial proteger as crianças e adolescentes. Para isso, os especialistas deixam claro que manter uma relação de diálogo é o melhor caminho para prevenir que os pequenos se tornem vítimas desse mal.

Hoje, as crianças conseguem acessar o que querem por meio de um único clique. Somente os pais podem ajudá-las a não serem contaminadas e prejudicadas, ou elas correrão o risco de ter todos os relacionamentos futuros prejudicados. Os tutores precisam proteger e, acima de tudo, estar presentes na vida dos filhos.

R7

 

Opinião dos leitores

  1. Parabéns aos sábios que ajudam a Globo a abater o Imposto de Renda todo ano com “Criança Esperança” e ajuda a financiar a UNICEF para nos presentear com esse tipo de coisa.

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Polícia

Dezenas de crianças são raptadas por homens armados na Nigéria

Dezenas de crianças foram raptadas por homens armados numa escola muçulmana no centro-norte da Nigéria neste domingo (30). Durante o ataque – o último de uma onda de casos semelhantes que crescem no país – uma pessoa morreu e outra ficou ferida.

O número exato de crianças raptadas ainda não está confirmado, mas cerca de 200 estavam na escola Salihu Tanko, no estado do Níger, no momento do ataque no domingo à tarde.

Muitas crianças conseguiram escapar, mas os raptores “levaram mais de 100 estudantes e deixaram aqueles que consideravam demasiado pequenos, os de 4 a 12 anos”, disse um funcionário da escola, sob condição de anonimato.

As autoridades locais anunciaram o rapto na rede social Twitter, no domingo à noite, e disseram que o número de crianças raptadas era “ainda incerto”.

Os raptores “libertaram 11 crianças que eram demasiado pequenas para andar”, disseram também as autoridades, considerando “infeliz” o ataque, assim como o aumento dos raptos para resgate no centro e norte do país.

O governador local, Sani Bello, apelou “às agências de segurança para que devolvessem as crianças o mais depressa possível”.

Um porta-voz da polícia, Wasiu Abiodun, disse que os atacantes chegaram numa moto e começaram a disparar, matando um morador e ferindo outro, antes de raptarem as crianças.

Esse novo caso ocorreu no dia seguinte à libertação de 14 estudantes no estado de Kaduna (norte da Nigéria), após 40 dias de detenção.

Cinco estudantes foram executados pelos raptores nos dias que se seguiram à ação, para pressionar as famílias e forçar o governo a pagar um resgate.

As famílias, citadas pela imprensa local, disseram ter pago um total de 180 milhões de nairas (357 mil euros) para recuperar os filhos.

Os bandos armados têm aterrorizado pessoas no centro-oeste e noroeste da Nigéria há meses, invadindo aldeias, roubando gado e raptando centenas de menores para resgate: 730 crianças e adolescentes foram raptados desde dezembro de 2020.

Os raptos têm ocupado manchetes internacionais e causado preocupação em nível mundial, particularmente desde o fim de fevereiro último, quando 279 meninas adolescentes, entre 12 e 16 anos, foram raptadas e libertadas cinco dias mais tarde no estado de Zamfara, no noroeste da Nigéria.

A série de casos começou em dezembro passado, com o rapto de 344 rapazes de um internato em Kankara, no norte do país. Eles foram libertados após uma semana de negociações.

O aumento dos raptos faz temer a subida das taxas de abandono escolar, particularmente entre as meninas, nessas regiões pobres e rurais, onde já é registrada a mais alta taxa de crianças que não frequentam a escola.

Em resposta, muitos estados nigerianos decidiram fechar temporariamente os internatos.

A Nigéria é atingida há décadas, com os criminosos visando homens ricos e influentes. Nos últimos anos, porém, os alvos passaram a ser também os mais pobres, com bandos armados praticando ataques nas principais estradas do país, onde raptam viajantes com regularidade.

No início de maio, centenas de pessoas bloquearam uma autoestrada nos arredores de Abuja, no centro, em protesto contra o forte aumento dos raptos por resgate na periferia da capital.

Muitos bandos criminosos fazem os ataques na floresta de Rugu, localizada nas fronteiras dos estados de Zamfara, Katsina, Kaduna e Níger.

Os atacantes são motivados sobretudo pelo dinheiro, ainda que alguns bandidos tenham manifestado serem fiéis a grupos jihadistas no nordeste da Nigéria, a centenas de quilômetros de distância.

O grupo radical islâmico Boko Haram foi quem inaugurou a prática do rapto massivo de estudantes. Em 14 de abril de 2014, levou 276 meninas do ensino secundário em Chibok, nordeste da Nigéria, provocando manifestações de indignação em todo o mundo.

Dias depois, o líder de Boko Haram, Abubakar Shekau (dado como morto na semana passada pela quinta vez, informação que não foi confirmada oficialmente) reivindicou a responsabilidade pelo rapto em um vídeo, dizendo que as meninas seriam tratadas como escravas, vendidas e casadas à força.

Em fevereiro de 2018, o Boko Haram voltou a raptar mais de 100 adolescentes em Dapchi, também no nordeste da Nigéria, mas desta vez foram todas devolvidas à rescola pelos raptores, exceto a única cristã do grupo, Leah Sharibu.

Desde dezembro de 2020, a sucessão de ataques semelhantes vem se acentuando e pelo menos 730 crianças e adolescentes foram levadas.

Agência Brasil, com RTP

Opinião dos leitores

  1. Vidas Negras importam ??Isso tudo é a falta de diálogo com esses terroristas, o racismo e o genocídio imperam naquele região. Bolsonaro ainda não viajou para aquela parte da África, porque não t uma política diplomática a altura deve ser por isso.

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Saúde

Sesap alerta: Aumento de quadro respiratório em crianças no RN pede cuidados

As doenças respiratórias são uma das causas mais comuns nas hospitalizações de crianças, principalmente entre os meses de março e junho, levando a uma maior taxa de ocupação de leitos da unidade hospitalar do Hospital Maria Alice Fernandes.

Com o surgimento do Covid-19, houve um aumento significativo no número de atendimento de casos com quadros respiratórios notificados como suspeita de infecção pelo SARS-COV2, quando comparados aos anos anteriores em que já havia a vigilância para outros vírus, como a influenza e o vírus sincicial respiratório. Entretanto, é notória a evolução da sensibilidade e adesão da equipe ao protocolo de triagem de todos os pacientes que apresentam sintomas respiratórios, não permitindo possibilidade de comparação real entre os anos anteriores à pandemia.

De acordo com os dados do núcleo hospitalar de epidemiologia, em 2020 o número de casos confirmados de influenza foi menor do que nos anos de 2018 e 2019, assim como de VSR e adenovírus. Os casos suspeitos de Covid-19 em 2020 foram de 766 e 124 confirmados. Até maio de 2021, foram 71 casos confirmados e 451 casos suspeitos de Covid-19. Em 2020 tivemos dois óbitos confirmados e até maio de 2021, já foram três óbitos. Em 2020 tivemos dois óbitos confirmados e até maio de 2021, já foram três óbitos. Houve um aumento do total de casos notificados como suspeitos e de casos confirmados para Covid-19, nos cinco primeiros meses de 2021 já sendo notificado o equivalente a 60% do total de 2020.

“Em 2020 e 2021 a pesquisa de outros vírus respiratórios não foi realizada de forma contínua pelo LACEN devido a elevada demanda da pandemia, levando a uma fragilidade no conhecimento dos vírus que estão envolvidos nas doenças respiratórias desses casos notificados. Mas no pequeno número de exames realizados para os demais vírus, foi possível detectar a circulação do adenovírus, vírus da influenza e do vírus sincicial respiratório.” Informou a enfermeira do Núcleo Hospitalar de Epidemiologia do Hospital Maria Alice Fernandes, Raquel Monteiro.

Cuidados e prevenções com as crianças

Apesar da Covid-19 ser de forma geral mais leve em crianças, ela ainda assim pode causar adoecimento, podendo haver a necessidade de internamento. É importante que os familiares reconheçam a importância da prevenção, não somente para a Covid-19, mas para todas as infecções respiratórias. Entre os cuidados principais, estão:

1. Manter as vacinas das crianças sempre atualizadas, o SUS disponibiliza várias vacinas importantes na prevenção de infecções respiratórias!

2. Evitar contato das crianças com pessoas que estejam com sintomas respiratórios. As pessoas que apresentem sintomas precisam ser conscientes e se manter isoladas das demais para evitar transmissão da infecção. Quando não for possível manter distância da criança, o doente deve sempre utilizar máscara e reforçar os cuidados com a higiene das mãos, e desinfecção do ambiente.

3. Não expor as crianças a aglomerações de pessoas, nem levar a lugares fechados com elevado potencial de contaminação como supermercados, shoppings etc.

4. Manter o ambiente de casa sempre limpo e bem ventilado.

5. Manter os brinquedos sempre higienizados, bem como os objetos que a criança possa ter contato (chaves, controles, celular, telas etc.).

6. Utilização de máscaras nas crianças maiores de três anos.

7. Orientar a criança sobre a importância da higienização das mãos.

Opinião dos leitores

  1. O objetivo agora é aterrorizar as crianças e seus pais? Higienizar brinquedos? Que palhaçada estamos vivendo.

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Diversos

Isolamento eleva em 200% a violência sexual contra crianças e adolescentes no RN, alerta especialista

O Saiba Mais – Agência de Reportagem, destaca que o isolamento social como medida preventiva tem sido apontado por especialistas da saúde no mundo inteiro como a estratégia mais responsável para diminuir a propagação da doença respiratória causada pelo novo coronavírus. Mas para muitas crianças e adolescentes em situação de violência sexual, a quarentena pode levar a convivência por mais tempo do que o comum com o agressor, o que fez aumentar o número de casos no estado. Dados do Dossiê Infâncias Violada apontam crescimento de 200% de estupros a vulneráveis este ano no Rio Grande do Norte com o agravamento da pandemia. Os números foram apresentados pela advogada da Casa Renascer, Jéssyka Basílio, em entrevista ao programa Balbúrdia nessa quinta-feira, 13.

O Saiba Mais ainda destaca com as palavras da especialistas, que o documento elaborado pelo Centro de Defesa de Direitos da Criança e do Adolescente (CEDECA) Casa Renascer está em fase de finalização e será apresentado à sociedade potiguar neste mês, quando se destaca o combate ao abuso de crianças e adolescentes com o Maio Laranja. “Um assunto que a gente precisa pautar porque muitas vezes é invisibilizado”, afirmou Jéssyka.

 

 

Opinião dos leitores

  1. Quem se responsabilizará por milhares de crianças e adolescentes que sofreram os abusos? traumas que irão carregar até o fim da vida !
    Mais um dos efeitos colaterais das ações de isolamento, mas para alguns esta tudo bem, pois todos os problemas se resolvem depois.
    Mas agora o depois se tornou presente e futuro, e como se resolver isto ?
    quem deve ter a resposta, são aqueles que depois se resolve tudo.

  2. Coloca esses individuos junto com os os presos e deixa eles servirem de mulherzinha todo os dias e noites como marmita de presos.

  3. Fiquem em casa que o resto a gente vê depois… Esse é o lema dos PTRALHAS e toda tropa de jumentos encantados que seguem a cartilha do mestre….

  4. Não é culpa do isolamento não!
    É o mau-caratismo do ser humano, covarde, canalhice.
    Usa o isolamento como desculpa para agredir crianças, mulheres e animais.

    1. Perfeito, Sr. José! Em momento nenhum podemos justificar a covardia: “foi o isolamento”, “os pais não cuidaram”, ” saiu de casa”, ” estava vestida assim ou assado”,etc.. para mau caratismo não há desculpa, há culpa.

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Educação

ALÉM DE 160 MIL: Educadora alerta que número de crianças e jovens no RN excluído da educação na pandemia apontado por estudo da Unicef é ainda maior; veja prejudicados

Foto: Reprodução/Twitter

A professora, diretora Executiva do Instituto de Desenvolvimento da Educação (IDE) e ex-secretária de Estado da Educação do Rio Grande do Norte, Cláudia Santa Rosa, destaca que o estudo “Cenário da Exclusão Escolar no Brasil”, do Unicef/Cenpec, que revela revela que 160 mil crianças e adolescentes na faixa dos 6 aos 17 anos ficaram excluídos da educação no Rio Grande do Norte durante a pandemia. Veja o estudo completo aqui.

Enquanto o estudo diz que 24,9% da população de jovens e adolescentes entre 6 e 17 anos do RN não frequentou a escola em 2020, assim sendo o 2º pior percentual entre os estados do Nordeste e o 6º pior entre os 26 Estados e o Distrito Federal, a ex-secretária de educação também pontua dados fora dessas estatísticas:  que a análise não considera as crianças da Educação Infantil e nem os jovens com + de 17 anos que cursam o ensino médio. “Ou seja: a exclusão é maior. Rio Grande do Norte só perde para a geografia do Norte e para a BA”, alerta.

(Foto: Reprodução/Twitter)

Veja mais: RN tem 160 mil crianças e adolescentes excluídos da educação na pandemia, aponta estudo do UNICEF

Opinião dos leitores

  1. VERGONHA é o que estão fazendo com a educação no RN, total descaso.
    É um absurdo, mais de um ano sem aula e nada de se estabelecer o retorno. Já passou da hora da Secretaria de Educação do Estado resolver o problema.
    Estão usando a vacina como desculpa, o que ocorre é falta de vontade de resolver o problema. Não é possível que nada possa ser feito.
    Muitos outros profissionais seguiram trabalhando na pandemia: saúde, segurança pública, comércio essencial, etc., mas na educação a vontade de NÃO trabalhar parece que supera tudo.

  2. Seria cômico se não fosse trágico. O governo de uma professora fechando escolas e destruindo a educação !!!

  3. tá certo, antes da pandemia só tinhamos Einsteins… por favor né. Vão pra escola so por causa do lanche, é o tempo todinho com celular na mão, estudar que é bom nada!

    1. Pelo seu raciocínio tosco, só pelo lanche já valeria a pena reabrir as escolas.

    2. Verdade. No ensino superior tb é assim. Maioria no corredor ou na sala conversando. Estão nem aí pra professor

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Diversos

De ansiedade a depressão: após quase um ano, crianças vivem consequências da pandemia

Foto: Luísa Tenente/G1

Ansiedade, depressão, regressão no desenvolvimento e piora de quadros de déficit de atenção e sintomas do autismo. Estas são algumas constatações de um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que analisa as consequências decorrentes das restrições impostas pela pandemia a crianças e adolescentes, que estão fora da escola há praticamente um ano.

A filha mais velha da professora Elvira Beringer, Gabriela, de 11 anos, chegou a passar por psiquiatra e precisou de acompanhamento psicológico desde os primeiros casos confirmados de Covid-19 em Belo Horizonte. Ela tinha acabado de mudar de escola, não teve tempo de se adaptar ao ensino remoto e, além disso, passou a ter medo de o avô, com câncer, morrer de Covid-19.

“No início, teve desmotivação por causa da internet. E também precisou de acompanhamento psicológico desde março, porque estava muito triste, com muito medo de o avô morrer por causa da Covid-19. O avô acabou morrendo, mas por causa de câncer. Ela ficou traumatizada. Chegou bem próximo da depressão”, disse a mãe.

A pesquisa coordenada por Débora Miranda, do Departamento de Pediatria da UFMG, apontou que as crianças e adolescentes foram os que sentiram maior impacto na pandemia, já que muitos adultos, aos poucos, retomaram a rotina de trabalho.

“A gente nunca espera que a criança regrida no desenvolvimento. O que a gente espera, na pediatria, é que o desenvolvimento seja uma constante. Mas a gente tem visto, durante a pandemia, a criança regredindo, perdendo habilidades que já tinha adquirido”, afirmou.

Foi o que aconteceu com a filha caçula de Elvira, Manoela Beringer, de apenas 2 anos. A menina ainda não frequentava a escola no ano passado, mas sempre interagia com outras crianças quando ia ao Parque Ecológico Marcos Mazzoni, no bairro Cidade Nova, Região Nordeste de Belo Horizonte. Quando a pandemia chegou, a família ficou trancada em casa nos primeiros seis meses.

“Minha filha já começava a juntar algumas sílabas, a falar algumas coisas. Mas seis meses sem pôr o pé pra fora de casa, ela parou. Isso aconteceu também com outra mãe que conheci no parquinho. A filha de 3 anos parou de falar ‘mamãe e papai’”, contou Elvira, que espera a reabertura das escolas infantis para matricular a menina.

A expectativa do retorno também é grande para a doméstica Andréa de Oliveira. Ela tem três filhos, o mais novo diagnosticado com uma doença rara. Os dois mais velhos, Luiz Henrique, de 17 anos, e Ana Carla, de 16, estão nos anos finais do ensino médio. Ambos tiveram aulas remotas. “Minha internet não é tão boa, não, mas eles faziam as atividades, porque senão, não recebiam a cesta básica”, contou.

A filha aproveitou a pandemia para arrumar emprego.

“Minha filha tava tão nervosa que arrumou emprego. Isso foi até bom, né? Não sei o que vou fazer quando as aulas voltarem na escola. Aí ela vai estudar à noite, depois do serviço, porque parar ela não vai, não”, contou. “O mais velho, quando fizer 18 anos, já vou dar um jeito de arrumar um emprego pra ele também”, disse.

Já Luiz Henrique, que fica em casa com o irmão mais novo, engordou 40 quilos durante o último ano. Um problema recorrente entre crianças e adolescentes, segundo a professora Débora Miranda.

“A gente sabe que as crianças estão ficando de seis a oito horas de frente à TV ou ao computador. Isso piora sono, aumenta sintomas associados à doença mental. Aumenta a obesidade e todos os riscos relacionados a isso. A gente aumenta a exaustão, o cansaço das crianças”, afirmou.

Crianças especiais ficam sem amparo das escolas de BH

Por ter doença rara, o filho mais novo da Andréa, Artur, de 14 anos, precisa de acompanhamento especial na escola. Ele está matriculado em uma instituição da rede municipal do bairro Urca, próximo à casa onde mora com a mãe e os irmãos.

Durante todo o ano passado, ele ficou sem qualquer contato com as atividades escolares. E os prejuízos poderão ser ainda maiores.

“Ele ficou sem aula nenhuma, sem acompanhamento nenhum. Não vou mentir, a escola até entrou em contato, mas tudo muito devagar. Ele precisa de acompanhamento e, comigo trabalhando, não dá. Com esta pandemia, ele passou a ficar muito nervoso”, contou Andrea que, enquanto trabalha, deixa o caçula aos cuidados do irmão mais velho. “Joga celular o dia inteirinho”, falou.

O tempo prolongado de crianças e jovens dentro de casa ainda pode trazer outros problemas, segundo a pesquisadora.

“O problema não é a contaminação, mas é quando deixa com vizinha, creche clandestina, aí fica a margem de qualquer regulação. Ou quando deixa criança com outra criança. Muitas mulheres continuam trabalhando e precisam deixar com alguém. Muitas vezes estas pessoas não são adequadas. A mortalidade infantil cresceu muito no ano passado”, afirmou.

A pesquisa sobre saúde mental conduzida por ela e outros pesquisadores da UFMG está na segunda fase de aplicação de um questionário online, que ficará disponível até março. Podem participar pais com filhos de 6 a 17 anos, independente de ter participado da fase anterior.

(mais…)

Opinião dos leitores

  1. Segundo o dicionário a palavra assintomático significa não ter sintomas.portanto não ter sintomas não significa não ter o vírus.O jovem e crianças são sim transmissores sem sintomas.Se assim não fosse pq seria necessário o uso de máscaras para essa faixa etária,?

  2. Correção: NÃO é consequência da pandemia, é consequência da má gestão de governos estaduais e municipais que insistem em fechar as escolas. Esse vírus NÄO ataca crianças e adolescentes, como as próprias estatísticas comprovam. Portanto, fechar escolas é um crime contra a infância e adolescência.

    1. Não ataca crianças e adolescentes como diz.Porem.esss faixa etária tem um potencial gigantesco de transmissao .Alunos voltam pra casa após longas horas fora de casa.Ai é que mora o perigo.

    2. Crianças e adolescentes são assintomáticas e NÃO transmitem o vírus. Pesquise e confira.

    3. Direita Honesta, não é porque você não tem sintomas que você não é um vetor de transmissão, o mesmo exemplo se aplica a quem toma a vacina, não é porque está imunizado que não se pode transmitir. Pesquise e confira.

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Educação

Metodologia canadense garante a crianças potiguares rápida adaptação em outros países

Alunos da Maple Bear Natal que vão estudar fora têm se destacado por conhecimento. Fotos: Divulgação

Se adaptar a uma nova realidade, com outro idioma e outro modo de viver, pode ser um grande desafio para adultos, que já possuem toda uma carga de formação. Agora, imagine para crianças? A adaptação pode ser um processo longo e complicado. No entanto, ter um bom conhecimento da língua inglesa, o acesso à cultura de outros países e uma prática escolar que segue metodologia internacional são atributos que podem alavancar esse processo. A Maple Bear Natal reúne exemplos de alunos que precisaram sair do Rio Grande do Norte para o exterior e tiveram um excelente desempenho, mostrando que a metodologia canadense da escola está de acordo com o que é aplicado nas principais instituições de ensino mundo afora.

A advogada Raquel Macedo se mudou para os Estados Unidos com a família há dois anos. As filhas Lara, de 13 anos, e Anita, de 6 anos, não tiveram dificuldades para se adaptar ao novo país. As crianças estudavam na Maple Bear Natal antes da mudança e tiveram o suporte educacional necessário, com um modelo de ensino bilíngue que proporcionou o desenvolvimento do raciocínio em duas línguas, além de oportunizar o contato com os costumes e a história de outros países. “A adaptação foi muito suave e sou muito grata por elas terem estudado na Maple Bear Natal. Não tenho dúvidas que facilitou muito. Tenho amigos brasileiros que os filhos estudaram em outras escolas e tiveram dificuldades”, assegurou.

Lara, a filha mais velha, foi aprovada para compor a turma de Inglês avançado na escola em que estuda nos EUA depois de passar apenas seis meses em um programa do governo americano para estrangeiros que oferece suporte para quem não tem o Inglês como primeira língua. O resultado foi considerado muito positivo já que, normalmente, o programa tem dois anos de duração. Anita, a caçula da família, adquiriu a fluência rapidamente e já compreendia o que o professor falava e conseguia se comunicar com as outras crianças, mesmo muito pequena.

“As meninas já raciocinavam em Inglês por causa da base que tiveram na Maple Bear Natal. Até os problemas de matemática em Inglês elas já sabiam compreender por que estudavam matemática no outro idioma. E não é apenas a questão do bilinguismo, é a visão de mundo também, de conhecer a cultura de outros países. Isso também fortalece a base das crianças e facilita na adaptação”, disse Raquel, lembrando que na Maple Bear, a metodologia é atualizada com o que é trabalhado nos países desenvolvidos.

Outro ponto em comum entre o ensino da Maple Bear Natal e das escolas americanas é que a avaliação é feita por conceitos representados em letras – A, B, C, D – em vez de notas em números. “As meninas já estavam acostumadas com esse formato”, comenta. Raquel destaca ainda a diversidade cultural que existe na Maple em Natal, que por ser bilingue, recebe alunos das mais diversas origens, inclusive estrangeiros. “Já ter essa convivência com crianças de origens culturais diversas também contribuiu”, assinala.

Escada para o futuro

Foto: Divulgação

Quem também não teve dificuldades para se adaptar a uma temporada de três meses na Inglaterra, em 2020, foram os filhos da médica geriatra Vanessa Giffoni. Renato, de 13 anos, e Maria, de 9, alunos da Maple Bear Natal. “Desde o primeiro dia de aula no Reino Unido, Renato não teve nenhuma dificuldade de comunicação ou de acompanhar os conteúdos. Recebeu até elogios do professor de Inglês. Maria também tirou de letra. Ela até ganhou um diploma de honra ao mérito da escola pelo esforço, pelos avanços e por se adaptar tão bem em tão pouco tempo”, relatou.

Vanessa não tem dúvidas de que o aprendizado na Maple Bear Natal foi fundamental para que a família pudesse passar essa temporada fora do país sem prejuízos para a educação dos filhos. “Essa experiência só confirmou o que eu já tinha certeza com relação ao ensino da Maple Bear Natal. Não só em relação ao idioma, mas a capacidade de adaptação às disciplinas, as discussões em sala de aula. Meu sonho é que meus filhos possam ser cidadãos do mundo e eu tenho certeza de que o ensino que eles tiveram e têm hoje vai ser a grande escada para o futuro deles”, concluiu.

Metodologia canadense

A Maple Bear Natal funciona há 12 anos na capital potiguar, oferecendo turmas de educação infantil, a partir de 1 ano de idade, até o ensino fundamental. A metodologia canadense de ensino estimula a observação, a resolução de problemas e a tomada de decisões. São atividades que contribuem para a formação de crianças independentes e com pensamento crítico.

Na educação infantil, o programa da escola oferece uma grade de ensino completa e abrangente em todos os sentidos. Dessa forma, a criança constrói autonomia e paixão pelo aprendizado. De 1 até os 4 anos de idade, 100% das aulas são ministradas em Inglês. Na última série da educação infantil, 25% do conteúdo é repassado em Português, com o início da alfabetização nas duas línguas.

Já no ensino fundamental, as crianças desenvolvem todas as competências de comunicação em Português e Inglês, incluindo compreensão, fala, leitura, escrita, visualização e representação. As aulas acontecem 50% em inglês e 50% em Português. Os conteúdos estudados em inglês incluem Língua Inglesa, Artes, Matemática e Ciências.

Opinião dos leitores

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Educação

Maple Bear Natal celebra a mudança de ciclo das crianças do Ensino Infantil para o Fundamental

Evento teve o tema “lançamento”, que reforçou aprendizados e abriu as janelas da próxima etapa. Fotos: Divulgação

Celebrar a trajetória na Educação Infantil e compreender que, ao final dela, é dado início a uma nova e importante etapa é marco para as crianças. O fechamento de ciclo contribui para a assimilação das primeiras descobertas da vida escolar e prepara para os novos aprendizados. Seguindo este conceito, a Maple Bear Natal celebrou, nas últimas terça (26), quarta (27) e quinta (28), o fim do ciclo dos anos escolares iniciais em eventos que reuniram pais, crianças e educadores das turmas do Intermediate Kindergarten (IK) para recordar e festejar essa trajetória.

As crianças e familiares relembraram momentos vividos por meio de uma noite marcada pela imagem de um foguete no espaço, representando o lançamento delas para a nova etapa escolar. O evento contou com vídeos com as crianças, com a maior parte em Inglês – já que a educação bilingue é presente desde os primeiros anos; com a entrega para os pais do “Special Book” preparado por cada aluno e com depoimentos dos professores que acompanharam as crianças durante toda a trajetória na Educação Infantil. “Através do lúdico, das atividades com a mão na massa, fortalecemos os laços que servirão como base para a construção do conhecimento”, ressalta a diretora da Educação Infantil, Julyana Freitas.

Os pais se emocionaram com o que os filhos prepararam para a noite especial. A mãe da aluna Luíza do IK3, Daniele Brasil, ressaltou que a filha estava presencialmente na escola pela primeira vez desde setembro, pois vem acompanhando as aulas remotamente – as turmas estão com ensino híbrido – mas mesmo assim estava totalmente integrada aos colegas e a tudo o que foi planejado para aquela noite. “Ela estava sem vir à escola mas acompanhando a turma pelo ensino remoto, e estava funcionando muito bem. A família aprende junta. A escola deu todo o suporte para que ela vivenciasse bem essa etapa”, comentou.

Já a mãe do aluno Bernardo, Candice Militão, disse que o compromisso da escola com os alunos e o esforço conjunto das famílias compensaram as dificuldades do ano de pandemia. “Confio demais na escola. A compreensão dele de que hoje está encerrando um ciclo e passando para uma nova etapa o deixou muito empolgado. A Maple Bear conseguiu passar bem para as crianças a importância desse momento, e apesar das adversidades do ano, eles concluem com muito aprendizado”, disse.

Os alunos da Maple Bear Natal ainda estão em aulas, dando prosseguimento ao ano letivo de 2020, que será concluído no dia 12 de fevereiro, com o início do ano letivo de 2021 no dia 1o de março. A escola optou por estender o período de aulas de 2020 para que não ficassem lacunas educacionais referentes às mudanças enfrentadas pelos estudantes no ano de pandemia.

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Saúde

Ministério da Saúde apura mortes de crianças Yanomami em Roraima com sintomas de Covid, segundo ‘Conselho indígena’

Foto: Júnior Hekurari Yanomami/Condisi-YY/Divulgação

Um ofício do Conselho de Saúde Indígena Yanomami e Ye’kuanna (Condisi-YY) aponta que nove crianças morreram com sintomas de Covid-19 em duas comunidades na Terra Indígena (TI) Yanomami, em Roraima. O documento, assinado pelo presidente do órgão, Júnior Hekurari Yanomami, pede ajuda para o envio de profissionais de saúde à região.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que recebeu do Condisi-YY a comunicação das mortes e que “está verificando junto ao Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Yanomami a veracidade das informações. O Dsei encaminhou uma equipe aos locais para averiguar a situação, mas ressalta que, até o momento, os óbitos não foram confirmados para Covid-19.” (Leia a nota na íntegra abaixo)

O relato, segundo o presidente do Condisi-YY, é de que foram registradas quatro mortes na comunidade Waphuta, duas delas no último dia 25, e outras cinco em Kataroa, região do Surucucu, em Alto Alegre, Norte de Roraima.

Os postos de saúde da região estão fechados há cerca de dois meses, ainda de acordo com o presidente. No mesmo ofício em que ele solicitou providências à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e ao Dsei-Y sobre as mortes, Hekurari também cobrou, com urgência, o envio de profissionais de saúde para a região.

A Terra Indígena Yanomami é a maior do Brasil e também a mais vulnerável à Covid-19 na Amazônia. Em três meses, o vírus avançou 250% nas comunidades, segundo relatório produzido por uma rede de pesquisadores e líderes Yanomami e Ye’kwana. As crianças, segundo Herkurari, tinham entre um e cinco anos e não há como precisar a data exata de todas as mortes. Ele diz, contudo, que todas ocorreram no mês de janeiro.

A informação sobre a morte chegou até o presidente do Conselho na terça-feira (26) via radiofonia, por meio de relato de um agente de saúde da comunidade Waphuta e de um professor de comunidade Kataroa.

“Ontem, dia 26, fui chamado pelo rádio onde o agente de saúde [de Waphuta] me informou que tinham morrido quatro crianças, duas crianças anteontem, dia 25. Perguntei o motivo, ele me informou que na comunidade está tendo surto de coronavírus, que essas crianças estavam com 39 graus de febre e com dificuldade de respirar. ‘Então, tenho certeza que morreram de coronavírus, essa ‘xawara’ [doença] que está aí na cidade’, foi isso que ele me disse”, contou Hekurari.

Diante da situação, Hekurari enviou ofício, ainda na noite de terça-feira, ao secretario da Sesai, Robson Santos da Silva, e ao coordenador Dsei-Y, Rômulo Pinheiro, relatando as informações que recebeu. O documento também cita que há “ao menos vinte e cinco (25) crianças com os mesmos sintomas e em estado grave.”

“No mesmo tempo, o professor [de Kataroa] me informou que lá morreram cinco crianças e disse que a situação era a mesma, sem equipe, que estava tendo surto de coronavírus na comunidade, pessoas com muita tosse, febre. Então, ele disse que as cinco também morreram de coronavírus. Disse que o povo está doente, pedindo socorro, pois o posto está fechado”, afirmou o presidente.

No ofício à Sesai, o presidente relatou que as unidades básicas de saúde das duas comunidades estão fechadas por falta de helicóptero para enviar profissionais de saúde aos locais. “Pedi que envie profissionais urgente para essas comunidades, que estão sem atendimento há cerca de dois meses”, reforçou Hekurari.

Hekurari espera apuração do que ele classificou como “falta de assistência ao povo Yanomami.” Em Boa Vista, o coordenador do Dsei-Y, confirmou o recebimento do relatos e disse que enviaria equipes “para verificar a situação in loco”.

“O que aconteceu na Terra Indígena Yanonami tem que ser apurado, investigado. As comunidades ficaram sem assistência por mais de dois meses. Então, a responsabilidade do Dsei-Yanomami, da Sesai, governo federal, é dar assistência. Não deixar isso acontecer. Nove vidas morreram e não têm como voltar, mas mãe estão morrendo, não há justificativa”, disse Hekurari.

O presidente do Condisi-YY também disse ter informado a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Ministério Público Federal (MPF) sobre as mortes das crianças. As duas instituições também foram contatadas, mas ainda não enviaram resposta.

Região de difícil acesso

As duas comunidades, de acordo com Hekurari, ficam no meio da floresta amazônica, em região de difícil acesso. Para chegar até as duas é necessário viajar de avião de Boa Vista a Surucucu, e de lá pegar um helicóptero. “Do contrário, leva de três a quatro dias andando na mata”, disse.

Vivem em Kataroa cerca de 412 indígenas Yanomami e em Waputha são 816. O Dsei-Yanomami atende 28.141 indígenas distribuídos em 371 aldeias.

Maior reserva indígena do Brasil, a Terra Yanomami fica entre os estados de Roraima e Amazonas, e em boa parte da fronteira com a Venezuela. Desde o ano passado, indígenas denunciam o avanço da Covid-19 entre as comunidades, causado, principalmente, pelo garimpo ilegal em algumas regiões.

Contaminação por coronavírus entre indígenas

De acordo com boletim epidemiológico da Sesai, desde o começo da pandemia, o país registrou 41.251 casos e 541 óbitos por Covid-19 entre indígenas até a última quarta-feira (27). Entre yanomami atendidos pela Sesai na área do Dsei-Y, foram computados 1.256 diagnósticos e 10 mortes causadas pela doença no mesmo período. Já segundo a Articulação de Povos Indígenas do Brasil (Apib), até quarta-feira foram computados 47.148 casos e 940 mortes causadas por Covid-19 entre indígenas em todo o país.

O boletim da Sesai contabiliza apenas os casos de Covid-19 verificados em indígenas assistidos pelo Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, não considerando aqueles que buscam atendimento em outros sistemas de saúde. Os dados da Apib, por sua vez, incluem tanto casos ocorridos entre indígenas que vivem nos territórios tradicionais quanto aqueles diagnosticados entre pessoas que vivem em contexto urbano e se autodeclaram indígenas.

Nota do Ministério da Saúde sobre o relato do Conselho

O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), informa que recebeu a comunicação do Conselho Distrital de Saúde Indígena (CONDISI) Yanomami e está verificando junto ao Distrito Sanitário Especial indígena (DSEI) Yanomami a veracidade das informações. O DSEI encaminhou uma equipe aos locais para averiguar a situação, mas ressalta que, até o momento, os óbitos não foram confirmados para covid-19.

A pasta esclarece ainda que, todos os óbitos em área indígena com suspeita de covid-19 são investigados. Esses processos seguem as diretrizes de vigilância epidemiológica estabelecidas pelo Ministério da Saúde:

● LABORATORIAL: caso suspeito com resultado positivo em teste RT-PCR e/ou teste rápido para covid-19.

● CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO: caso suspeito com histórico de contato próximo ou domiciliar com caso confirmado laboratorialmente para covid-19, que apresente febre ou pelo menos um dos sinais ou sintomas respiratórios, nos últimos 14 dias após o contato, e para o qual não foi possível realizar a investigação laboratorial específica.

Os dados são lançados no Subsistema de Atenção à Saúde Indígena do Sistema Único de Saúde (SASI/SUS) e passam por processos criteriosos de qualificação dos Distritos e da SESAI, garantindo a consistência da informação sobre a infecção por covid-19 em povos indígenas. Já os indígenas que residem nas cidades são atendidos pelas Secretarias Municipais de Saúde, desta forma os números referenciados entram nos cálculos gerais da população brasileira do Sistema Único de Saúde (SUS).

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Pesquisem "médica do programa mais médico foi agredida e teve os braços quebrados pela tribo Yanomami". Isso nenhuma grande imprensa noticiou. Agora dizer que estão sem médico noticiam rapidinho…

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Polícia

FOTO: Vigilante usava short com buraco para “facilitar” estupro de crianças no DF

FOTO: PCDF/DIVULGAÇÃO

Um vigilante de 43 anos foi preso na manhã desta quinta-feira (5/11), suspeito de estuprar ao menos duas crianças no Jardim Mangueiral, no Jardim Botânico. O caso é investigado pela delegacia da região administrativa, a 30ª DP. De acordo com os policiais, o autor usava um short com um furo frontal. A abertura seria intencional para “facilitar” no momento dos abusos. A vestimenta foi apreendida.

Os crimes ocorreram na casa do autor, que é casado e tem filhos. As vítimas, inclusive, eram amigas dos filhos do vigilante, que presta serviço para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O nome do suspeito não foi divulgado, para não identificar as crianças, que são vizinhas dele.

O primeiro caso chegou até as autoridades no começo deste ano. A vítima é um garoto de apenas 6 anos. À época, a criança relatou para a mãe que o pai de uma amiguinha dele, que morava na casa vizinha, abaixava o short dele e alisava os seus órgãos genitais.

Segundo o depoimento, o criminoso chegou a encostar e esfregar o órgão genital dele no ânus da vítima. Em outubro, outra criança, agora uma menina com paralisia cerebral leve, também amiga da filha do autor, relatou abusos. A pequena tem 7 anos.

A vítima narrou que, nas diversas vezes em que a criança ia para casa do autor para brincar, ele abaixava o short e mostrava o órgão genital para ela. A menor detalhou, ainda, que ele costuma usar um short de cor azul, com um furo na frente. Por meio da abertura, ele colocava o órgão genital e mostrava para a criança.

A menina contou, também, que certa vez foi até a casa do autor à procura da amiga para brincar, ocasião em que o homem a segurou por trás, enfiou os dedos por baixo do short e calcinha dela e esfregou a mão em sua vagina.

A PCDF representou pela prisão do criminoso. O autor negou os fatos, mas durante as buscas realizadas na manha desta quinta-feira (5/11), os investigadores localizaram a vestimenta descrita pela criança.

Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Joga ele em cela coletiva e diz o tipo do crime , vai ser inesquecível pra esse monstro !!!

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