Diversos

Isolamento eleva em 200% a violência sexual contra crianças e adolescentes no RN, alerta especialista

O Saiba Mais – Agência de Reportagem, destaca que o isolamento social como medida preventiva tem sido apontado por especialistas da saúde no mundo inteiro como a estratégia mais responsável para diminuir a propagação da doença respiratória causada pelo novo coronavírus. Mas para muitas crianças e adolescentes em situação de violência sexual, a quarentena pode levar a convivência por mais tempo do que o comum com o agressor, o que fez aumentar o número de casos no estado. Dados do Dossiê Infâncias Violada apontam crescimento de 200% de estupros a vulneráveis este ano no Rio Grande do Norte com o agravamento da pandemia. Os números foram apresentados pela advogada da Casa Renascer, Jéssyka Basílio, em entrevista ao programa Balbúrdia nessa quinta-feira, 13.

O Saiba Mais ainda destaca com as palavras da especialistas, que o documento elaborado pelo Centro de Defesa de Direitos da Criança e do Adolescente (CEDECA) Casa Renascer está em fase de finalização e será apresentado à sociedade potiguar neste mês, quando se destaca o combate ao abuso de crianças e adolescentes com o Maio Laranja. “Um assunto que a gente precisa pautar porque muitas vezes é invisibilizado”, afirmou Jéssyka.

 

 

Opinião dos leitores

  1. Quem se responsabilizará por milhares de crianças e adolescentes que sofreram os abusos? traumas que irão carregar até o fim da vida !
    Mais um dos efeitos colaterais das ações de isolamento, mas para alguns esta tudo bem, pois todos os problemas se resolvem depois.
    Mas agora o depois se tornou presente e futuro, e como se resolver isto ?
    quem deve ter a resposta, são aqueles que depois se resolve tudo.

  2. Coloca esses individuos junto com os os presos e deixa eles servirem de mulherzinha todo os dias e noites como marmita de presos.

  3. Fiquem em casa que o resto a gente vê depois… Esse é o lema dos PTRALHAS e toda tropa de jumentos encantados que seguem a cartilha do mestre….

  4. Não é culpa do isolamento não!
    É o mau-caratismo do ser humano, covarde, canalhice.
    Usa o isolamento como desculpa para agredir crianças, mulheres e animais.

    1. Perfeito, Sr. José! Em momento nenhum podemos justificar a covardia: “foi o isolamento”, “os pais não cuidaram”, ” saiu de casa”, ” estava vestida assim ou assado”,etc.. para mau caratismo não há desculpa, há culpa.

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Educação

ALÉM DE 160 MIL: Educadora alerta que número de crianças e jovens no RN excluído da educação na pandemia apontado por estudo da Unicef é ainda maior; veja prejudicados

Foto: Reprodução/Twitter

A professora, diretora Executiva do Instituto de Desenvolvimento da Educação (IDE) e ex-secretária de Estado da Educação do Rio Grande do Norte, Cláudia Santa Rosa, destaca que o estudo “Cenário da Exclusão Escolar no Brasil”, do Unicef/Cenpec, que revela revela que 160 mil crianças e adolescentes na faixa dos 6 aos 17 anos ficaram excluídos da educação no Rio Grande do Norte durante a pandemia. Veja o estudo completo aqui.

Enquanto o estudo diz que 24,9% da população de jovens e adolescentes entre 6 e 17 anos do RN não frequentou a escola em 2020, assim sendo o 2º pior percentual entre os estados do Nordeste e o 6º pior entre os 26 Estados e o Distrito Federal, a ex-secretária de educação também pontua dados fora dessas estatísticas:  que a análise não considera as crianças da Educação Infantil e nem os jovens com + de 17 anos que cursam o ensino médio. “Ou seja: a exclusão é maior. Rio Grande do Norte só perde para a geografia do Norte e para a BA”, alerta.

(Foto: Reprodução/Twitter)

Veja mais: RN tem 160 mil crianças e adolescentes excluídos da educação na pandemia, aponta estudo do UNICEF

Opinião dos leitores

  1. VERGONHA é o que estão fazendo com a educação no RN, total descaso.
    É um absurdo, mais de um ano sem aula e nada de se estabelecer o retorno. Já passou da hora da Secretaria de Educação do Estado resolver o problema.
    Estão usando a vacina como desculpa, o que ocorre é falta de vontade de resolver o problema. Não é possível que nada possa ser feito.
    Muitos outros profissionais seguiram trabalhando na pandemia: saúde, segurança pública, comércio essencial, etc., mas na educação a vontade de NÃO trabalhar parece que supera tudo.

  2. Seria cômico se não fosse trágico. O governo de uma professora fechando escolas e destruindo a educação !!!

  3. tá certo, antes da pandemia só tinhamos Einsteins… por favor né. Vão pra escola so por causa do lanche, é o tempo todinho com celular na mão, estudar que é bom nada!

    1. Pelo seu raciocínio tosco, só pelo lanche já valeria a pena reabrir as escolas.

    2. Verdade. No ensino superior tb é assim. Maioria no corredor ou na sala conversando. Estão nem aí pra professor

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Diversos

De ansiedade a depressão: após quase um ano, crianças vivem consequências da pandemia

Foto: Luísa Tenente/G1

Ansiedade, depressão, regressão no desenvolvimento e piora de quadros de déficit de atenção e sintomas do autismo. Estas são algumas constatações de um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que analisa as consequências decorrentes das restrições impostas pela pandemia a crianças e adolescentes, que estão fora da escola há praticamente um ano.

A filha mais velha da professora Elvira Beringer, Gabriela, de 11 anos, chegou a passar por psiquiatra e precisou de acompanhamento psicológico desde os primeiros casos confirmados de Covid-19 em Belo Horizonte. Ela tinha acabado de mudar de escola, não teve tempo de se adaptar ao ensino remoto e, além disso, passou a ter medo de o avô, com câncer, morrer de Covid-19.

“No início, teve desmotivação por causa da internet. E também precisou de acompanhamento psicológico desde março, porque estava muito triste, com muito medo de o avô morrer por causa da Covid-19. O avô acabou morrendo, mas por causa de câncer. Ela ficou traumatizada. Chegou bem próximo da depressão”, disse a mãe.

A pesquisa coordenada por Débora Miranda, do Departamento de Pediatria da UFMG, apontou que as crianças e adolescentes foram os que sentiram maior impacto na pandemia, já que muitos adultos, aos poucos, retomaram a rotina de trabalho.

“A gente nunca espera que a criança regrida no desenvolvimento. O que a gente espera, na pediatria, é que o desenvolvimento seja uma constante. Mas a gente tem visto, durante a pandemia, a criança regredindo, perdendo habilidades que já tinha adquirido”, afirmou.

Foi o que aconteceu com a filha caçula de Elvira, Manoela Beringer, de apenas 2 anos. A menina ainda não frequentava a escola no ano passado, mas sempre interagia com outras crianças quando ia ao Parque Ecológico Marcos Mazzoni, no bairro Cidade Nova, Região Nordeste de Belo Horizonte. Quando a pandemia chegou, a família ficou trancada em casa nos primeiros seis meses.

“Minha filha já começava a juntar algumas sílabas, a falar algumas coisas. Mas seis meses sem pôr o pé pra fora de casa, ela parou. Isso aconteceu também com outra mãe que conheci no parquinho. A filha de 3 anos parou de falar ‘mamãe e papai’”, contou Elvira, que espera a reabertura das escolas infantis para matricular a menina.

A expectativa do retorno também é grande para a doméstica Andréa de Oliveira. Ela tem três filhos, o mais novo diagnosticado com uma doença rara. Os dois mais velhos, Luiz Henrique, de 17 anos, e Ana Carla, de 16, estão nos anos finais do ensino médio. Ambos tiveram aulas remotas. “Minha internet não é tão boa, não, mas eles faziam as atividades, porque senão, não recebiam a cesta básica”, contou.

A filha aproveitou a pandemia para arrumar emprego.

“Minha filha tava tão nervosa que arrumou emprego. Isso foi até bom, né? Não sei o que vou fazer quando as aulas voltarem na escola. Aí ela vai estudar à noite, depois do serviço, porque parar ela não vai, não”, contou. “O mais velho, quando fizer 18 anos, já vou dar um jeito de arrumar um emprego pra ele também”, disse.

Já Luiz Henrique, que fica em casa com o irmão mais novo, engordou 40 quilos durante o último ano. Um problema recorrente entre crianças e adolescentes, segundo a professora Débora Miranda.

“A gente sabe que as crianças estão ficando de seis a oito horas de frente à TV ou ao computador. Isso piora sono, aumenta sintomas associados à doença mental. Aumenta a obesidade e todos os riscos relacionados a isso. A gente aumenta a exaustão, o cansaço das crianças”, afirmou.

Crianças especiais ficam sem amparo das escolas de BH

Por ter doença rara, o filho mais novo da Andréa, Artur, de 14 anos, precisa de acompanhamento especial na escola. Ele está matriculado em uma instituição da rede municipal do bairro Urca, próximo à casa onde mora com a mãe e os irmãos.

Durante todo o ano passado, ele ficou sem qualquer contato com as atividades escolares. E os prejuízos poderão ser ainda maiores.

“Ele ficou sem aula nenhuma, sem acompanhamento nenhum. Não vou mentir, a escola até entrou em contato, mas tudo muito devagar. Ele precisa de acompanhamento e, comigo trabalhando, não dá. Com esta pandemia, ele passou a ficar muito nervoso”, contou Andrea que, enquanto trabalha, deixa o caçula aos cuidados do irmão mais velho. “Joga celular o dia inteirinho”, falou.

O tempo prolongado de crianças e jovens dentro de casa ainda pode trazer outros problemas, segundo a pesquisadora.

“O problema não é a contaminação, mas é quando deixa com vizinha, creche clandestina, aí fica a margem de qualquer regulação. Ou quando deixa criança com outra criança. Muitas mulheres continuam trabalhando e precisam deixar com alguém. Muitas vezes estas pessoas não são adequadas. A mortalidade infantil cresceu muito no ano passado”, afirmou.

A pesquisa sobre saúde mental conduzida por ela e outros pesquisadores da UFMG está na segunda fase de aplicação de um questionário online, que ficará disponível até março. Podem participar pais com filhos de 6 a 17 anos, independente de ter participado da fase anterior.

(mais…)

Opinião dos leitores

  1. Segundo o dicionário a palavra assintomático significa não ter sintomas.portanto não ter sintomas não significa não ter o vírus.O jovem e crianças são sim transmissores sem sintomas.Se assim não fosse pq seria necessário o uso de máscaras para essa faixa etária,?

  2. Correção: NÃO é consequência da pandemia, é consequência da má gestão de governos estaduais e municipais que insistem em fechar as escolas. Esse vírus NÄO ataca crianças e adolescentes, como as próprias estatísticas comprovam. Portanto, fechar escolas é um crime contra a infância e adolescência.

    1. Não ataca crianças e adolescentes como diz.Porem.esss faixa etária tem um potencial gigantesco de transmissao .Alunos voltam pra casa após longas horas fora de casa.Ai é que mora o perigo.

    2. Crianças e adolescentes são assintomáticas e NÃO transmitem o vírus. Pesquise e confira.

    3. Direita Honesta, não é porque você não tem sintomas que você não é um vetor de transmissão, o mesmo exemplo se aplica a quem toma a vacina, não é porque está imunizado que não se pode transmitir. Pesquise e confira.

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Educação

Metodologia canadense garante a crianças potiguares rápida adaptação em outros países

Alunos da Maple Bear Natal que vão estudar fora têm se destacado por conhecimento. Fotos: Divulgação

Se adaptar a uma nova realidade, com outro idioma e outro modo de viver, pode ser um grande desafio para adultos, que já possuem toda uma carga de formação. Agora, imagine para crianças? A adaptação pode ser um processo longo e complicado. No entanto, ter um bom conhecimento da língua inglesa, o acesso à cultura de outros países e uma prática escolar que segue metodologia internacional são atributos que podem alavancar esse processo. A Maple Bear Natal reúne exemplos de alunos que precisaram sair do Rio Grande do Norte para o exterior e tiveram um excelente desempenho, mostrando que a metodologia canadense da escola está de acordo com o que é aplicado nas principais instituições de ensino mundo afora.

A advogada Raquel Macedo se mudou para os Estados Unidos com a família há dois anos. As filhas Lara, de 13 anos, e Anita, de 6 anos, não tiveram dificuldades para se adaptar ao novo país. As crianças estudavam na Maple Bear Natal antes da mudança e tiveram o suporte educacional necessário, com um modelo de ensino bilíngue que proporcionou o desenvolvimento do raciocínio em duas línguas, além de oportunizar o contato com os costumes e a história de outros países. “A adaptação foi muito suave e sou muito grata por elas terem estudado na Maple Bear Natal. Não tenho dúvidas que facilitou muito. Tenho amigos brasileiros que os filhos estudaram em outras escolas e tiveram dificuldades”, assegurou.

Lara, a filha mais velha, foi aprovada para compor a turma de Inglês avançado na escola em que estuda nos EUA depois de passar apenas seis meses em um programa do governo americano para estrangeiros que oferece suporte para quem não tem o Inglês como primeira língua. O resultado foi considerado muito positivo já que, normalmente, o programa tem dois anos de duração. Anita, a caçula da família, adquiriu a fluência rapidamente e já compreendia o que o professor falava e conseguia se comunicar com as outras crianças, mesmo muito pequena.

“As meninas já raciocinavam em Inglês por causa da base que tiveram na Maple Bear Natal. Até os problemas de matemática em Inglês elas já sabiam compreender por que estudavam matemática no outro idioma. E não é apenas a questão do bilinguismo, é a visão de mundo também, de conhecer a cultura de outros países. Isso também fortalece a base das crianças e facilita na adaptação”, disse Raquel, lembrando que na Maple Bear, a metodologia é atualizada com o que é trabalhado nos países desenvolvidos.

Outro ponto em comum entre o ensino da Maple Bear Natal e das escolas americanas é que a avaliação é feita por conceitos representados em letras – A, B, C, D – em vez de notas em números. “As meninas já estavam acostumadas com esse formato”, comenta. Raquel destaca ainda a diversidade cultural que existe na Maple em Natal, que por ser bilingue, recebe alunos das mais diversas origens, inclusive estrangeiros. “Já ter essa convivência com crianças de origens culturais diversas também contribuiu”, assinala.

Escada para o futuro

Foto: Divulgação

Quem também não teve dificuldades para se adaptar a uma temporada de três meses na Inglaterra, em 2020, foram os filhos da médica geriatra Vanessa Giffoni. Renato, de 13 anos, e Maria, de 9, alunos da Maple Bear Natal. “Desde o primeiro dia de aula no Reino Unido, Renato não teve nenhuma dificuldade de comunicação ou de acompanhar os conteúdos. Recebeu até elogios do professor de Inglês. Maria também tirou de letra. Ela até ganhou um diploma de honra ao mérito da escola pelo esforço, pelos avanços e por se adaptar tão bem em tão pouco tempo”, relatou.

Vanessa não tem dúvidas de que o aprendizado na Maple Bear Natal foi fundamental para que a família pudesse passar essa temporada fora do país sem prejuízos para a educação dos filhos. “Essa experiência só confirmou o que eu já tinha certeza com relação ao ensino da Maple Bear Natal. Não só em relação ao idioma, mas a capacidade de adaptação às disciplinas, as discussões em sala de aula. Meu sonho é que meus filhos possam ser cidadãos do mundo e eu tenho certeza de que o ensino que eles tiveram e têm hoje vai ser a grande escada para o futuro deles”, concluiu.

Metodologia canadense

A Maple Bear Natal funciona há 12 anos na capital potiguar, oferecendo turmas de educação infantil, a partir de 1 ano de idade, até o ensino fundamental. A metodologia canadense de ensino estimula a observação, a resolução de problemas e a tomada de decisões. São atividades que contribuem para a formação de crianças independentes e com pensamento crítico.

Na educação infantil, o programa da escola oferece uma grade de ensino completa e abrangente em todos os sentidos. Dessa forma, a criança constrói autonomia e paixão pelo aprendizado. De 1 até os 4 anos de idade, 100% das aulas são ministradas em Inglês. Na última série da educação infantil, 25% do conteúdo é repassado em Português, com o início da alfabetização nas duas línguas.

Já no ensino fundamental, as crianças desenvolvem todas as competências de comunicação em Português e Inglês, incluindo compreensão, fala, leitura, escrita, visualização e representação. As aulas acontecem 50% em inglês e 50% em Português. Os conteúdos estudados em inglês incluem Língua Inglesa, Artes, Matemática e Ciências.

Opinião dos leitores

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Educação

Maple Bear Natal celebra a mudança de ciclo das crianças do Ensino Infantil para o Fundamental

Evento teve o tema “lançamento”, que reforçou aprendizados e abriu as janelas da próxima etapa. Fotos: Divulgação

Celebrar a trajetória na Educação Infantil e compreender que, ao final dela, é dado início a uma nova e importante etapa é marco para as crianças. O fechamento de ciclo contribui para a assimilação das primeiras descobertas da vida escolar e prepara para os novos aprendizados. Seguindo este conceito, a Maple Bear Natal celebrou, nas últimas terça (26), quarta (27) e quinta (28), o fim do ciclo dos anos escolares iniciais em eventos que reuniram pais, crianças e educadores das turmas do Intermediate Kindergarten (IK) para recordar e festejar essa trajetória.

As crianças e familiares relembraram momentos vividos por meio de uma noite marcada pela imagem de um foguete no espaço, representando o lançamento delas para a nova etapa escolar. O evento contou com vídeos com as crianças, com a maior parte em Inglês – já que a educação bilingue é presente desde os primeiros anos; com a entrega para os pais do “Special Book” preparado por cada aluno e com depoimentos dos professores que acompanharam as crianças durante toda a trajetória na Educação Infantil. “Através do lúdico, das atividades com a mão na massa, fortalecemos os laços que servirão como base para a construção do conhecimento”, ressalta a diretora da Educação Infantil, Julyana Freitas.

Os pais se emocionaram com o que os filhos prepararam para a noite especial. A mãe da aluna Luíza do IK3, Daniele Brasil, ressaltou que a filha estava presencialmente na escola pela primeira vez desde setembro, pois vem acompanhando as aulas remotamente – as turmas estão com ensino híbrido – mas mesmo assim estava totalmente integrada aos colegas e a tudo o que foi planejado para aquela noite. “Ela estava sem vir à escola mas acompanhando a turma pelo ensino remoto, e estava funcionando muito bem. A família aprende junta. A escola deu todo o suporte para que ela vivenciasse bem essa etapa”, comentou.

Já a mãe do aluno Bernardo, Candice Militão, disse que o compromisso da escola com os alunos e o esforço conjunto das famílias compensaram as dificuldades do ano de pandemia. “Confio demais na escola. A compreensão dele de que hoje está encerrando um ciclo e passando para uma nova etapa o deixou muito empolgado. A Maple Bear conseguiu passar bem para as crianças a importância desse momento, e apesar das adversidades do ano, eles concluem com muito aprendizado”, disse.

Os alunos da Maple Bear Natal ainda estão em aulas, dando prosseguimento ao ano letivo de 2020, que será concluído no dia 12 de fevereiro, com o início do ano letivo de 2021 no dia 1o de março. A escola optou por estender o período de aulas de 2020 para que não ficassem lacunas educacionais referentes às mudanças enfrentadas pelos estudantes no ano de pandemia.

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Saúde

Ministério da Saúde apura mortes de crianças Yanomami em Roraima com sintomas de Covid, segundo ‘Conselho indígena’

Foto: Júnior Hekurari Yanomami/Condisi-YY/Divulgação

Um ofício do Conselho de Saúde Indígena Yanomami e Ye’kuanna (Condisi-YY) aponta que nove crianças morreram com sintomas de Covid-19 em duas comunidades na Terra Indígena (TI) Yanomami, em Roraima. O documento, assinado pelo presidente do órgão, Júnior Hekurari Yanomami, pede ajuda para o envio de profissionais de saúde à região.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que recebeu do Condisi-YY a comunicação das mortes e que “está verificando junto ao Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Yanomami a veracidade das informações. O Dsei encaminhou uma equipe aos locais para averiguar a situação, mas ressalta que, até o momento, os óbitos não foram confirmados para Covid-19.” (Leia a nota na íntegra abaixo)

O relato, segundo o presidente do Condisi-YY, é de que foram registradas quatro mortes na comunidade Waphuta, duas delas no último dia 25, e outras cinco em Kataroa, região do Surucucu, em Alto Alegre, Norte de Roraima.

Os postos de saúde da região estão fechados há cerca de dois meses, ainda de acordo com o presidente. No mesmo ofício em que ele solicitou providências à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e ao Dsei-Y sobre as mortes, Hekurari também cobrou, com urgência, o envio de profissionais de saúde para a região.

A Terra Indígena Yanomami é a maior do Brasil e também a mais vulnerável à Covid-19 na Amazônia. Em três meses, o vírus avançou 250% nas comunidades, segundo relatório produzido por uma rede de pesquisadores e líderes Yanomami e Ye’kwana. As crianças, segundo Herkurari, tinham entre um e cinco anos e não há como precisar a data exata de todas as mortes. Ele diz, contudo, que todas ocorreram no mês de janeiro.

A informação sobre a morte chegou até o presidente do Conselho na terça-feira (26) via radiofonia, por meio de relato de um agente de saúde da comunidade Waphuta e de um professor de comunidade Kataroa.

“Ontem, dia 26, fui chamado pelo rádio onde o agente de saúde [de Waphuta] me informou que tinham morrido quatro crianças, duas crianças anteontem, dia 25. Perguntei o motivo, ele me informou que na comunidade está tendo surto de coronavírus, que essas crianças estavam com 39 graus de febre e com dificuldade de respirar. ‘Então, tenho certeza que morreram de coronavírus, essa ‘xawara’ [doença] que está aí na cidade’, foi isso que ele me disse”, contou Hekurari.

Diante da situação, Hekurari enviou ofício, ainda na noite de terça-feira, ao secretario da Sesai, Robson Santos da Silva, e ao coordenador Dsei-Y, Rômulo Pinheiro, relatando as informações que recebeu. O documento também cita que há “ao menos vinte e cinco (25) crianças com os mesmos sintomas e em estado grave.”

“No mesmo tempo, o professor [de Kataroa] me informou que lá morreram cinco crianças e disse que a situação era a mesma, sem equipe, que estava tendo surto de coronavírus na comunidade, pessoas com muita tosse, febre. Então, ele disse que as cinco também morreram de coronavírus. Disse que o povo está doente, pedindo socorro, pois o posto está fechado”, afirmou o presidente.

No ofício à Sesai, o presidente relatou que as unidades básicas de saúde das duas comunidades estão fechadas por falta de helicóptero para enviar profissionais de saúde aos locais. “Pedi que envie profissionais urgente para essas comunidades, que estão sem atendimento há cerca de dois meses”, reforçou Hekurari.

Hekurari espera apuração do que ele classificou como “falta de assistência ao povo Yanomami.” Em Boa Vista, o coordenador do Dsei-Y, confirmou o recebimento do relatos e disse que enviaria equipes “para verificar a situação in loco”.

“O que aconteceu na Terra Indígena Yanonami tem que ser apurado, investigado. As comunidades ficaram sem assistência por mais de dois meses. Então, a responsabilidade do Dsei-Yanomami, da Sesai, governo federal, é dar assistência. Não deixar isso acontecer. Nove vidas morreram e não têm como voltar, mas mãe estão morrendo, não há justificativa”, disse Hekurari.

O presidente do Condisi-YY também disse ter informado a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Ministério Público Federal (MPF) sobre as mortes das crianças. As duas instituições também foram contatadas, mas ainda não enviaram resposta.

Região de difícil acesso

As duas comunidades, de acordo com Hekurari, ficam no meio da floresta amazônica, em região de difícil acesso. Para chegar até as duas é necessário viajar de avião de Boa Vista a Surucucu, e de lá pegar um helicóptero. “Do contrário, leva de três a quatro dias andando na mata”, disse.

Vivem em Kataroa cerca de 412 indígenas Yanomami e em Waputha são 816. O Dsei-Yanomami atende 28.141 indígenas distribuídos em 371 aldeias.

Maior reserva indígena do Brasil, a Terra Yanomami fica entre os estados de Roraima e Amazonas, e em boa parte da fronteira com a Venezuela. Desde o ano passado, indígenas denunciam o avanço da Covid-19 entre as comunidades, causado, principalmente, pelo garimpo ilegal em algumas regiões.

Contaminação por coronavírus entre indígenas

De acordo com boletim epidemiológico da Sesai, desde o começo da pandemia, o país registrou 41.251 casos e 541 óbitos por Covid-19 entre indígenas até a última quarta-feira (27). Entre yanomami atendidos pela Sesai na área do Dsei-Y, foram computados 1.256 diagnósticos e 10 mortes causadas pela doença no mesmo período. Já segundo a Articulação de Povos Indígenas do Brasil (Apib), até quarta-feira foram computados 47.148 casos e 940 mortes causadas por Covid-19 entre indígenas em todo o país.

O boletim da Sesai contabiliza apenas os casos de Covid-19 verificados em indígenas assistidos pelo Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, não considerando aqueles que buscam atendimento em outros sistemas de saúde. Os dados da Apib, por sua vez, incluem tanto casos ocorridos entre indígenas que vivem nos territórios tradicionais quanto aqueles diagnosticados entre pessoas que vivem em contexto urbano e se autodeclaram indígenas.

Nota do Ministério da Saúde sobre o relato do Conselho

O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), informa que recebeu a comunicação do Conselho Distrital de Saúde Indígena (CONDISI) Yanomami e está verificando junto ao Distrito Sanitário Especial indígena (DSEI) Yanomami a veracidade das informações. O DSEI encaminhou uma equipe aos locais para averiguar a situação, mas ressalta que, até o momento, os óbitos não foram confirmados para covid-19.

A pasta esclarece ainda que, todos os óbitos em área indígena com suspeita de covid-19 são investigados. Esses processos seguem as diretrizes de vigilância epidemiológica estabelecidas pelo Ministério da Saúde:

● LABORATORIAL: caso suspeito com resultado positivo em teste RT-PCR e/ou teste rápido para covid-19.

● CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO: caso suspeito com histórico de contato próximo ou domiciliar com caso confirmado laboratorialmente para covid-19, que apresente febre ou pelo menos um dos sinais ou sintomas respiratórios, nos últimos 14 dias após o contato, e para o qual não foi possível realizar a investigação laboratorial específica.

Os dados são lançados no Subsistema de Atenção à Saúde Indígena do Sistema Único de Saúde (SASI/SUS) e passam por processos criteriosos de qualificação dos Distritos e da SESAI, garantindo a consistência da informação sobre a infecção por covid-19 em povos indígenas. Já os indígenas que residem nas cidades são atendidos pelas Secretarias Municipais de Saúde, desta forma os números referenciados entram nos cálculos gerais da população brasileira do Sistema Único de Saúde (SUS).

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Pesquisem "médica do programa mais médico foi agredida e teve os braços quebrados pela tribo Yanomami". Isso nenhuma grande imprensa noticiou. Agora dizer que estão sem médico noticiam rapidinho…

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Polícia

FOTO: Vigilante usava short com buraco para “facilitar” estupro de crianças no DF

FOTO: PCDF/DIVULGAÇÃO

Um vigilante de 43 anos foi preso na manhã desta quinta-feira (5/11), suspeito de estuprar ao menos duas crianças no Jardim Mangueiral, no Jardim Botânico. O caso é investigado pela delegacia da região administrativa, a 30ª DP. De acordo com os policiais, o autor usava um short com um furo frontal. A abertura seria intencional para “facilitar” no momento dos abusos. A vestimenta foi apreendida.

Os crimes ocorreram na casa do autor, que é casado e tem filhos. As vítimas, inclusive, eram amigas dos filhos do vigilante, que presta serviço para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O nome do suspeito não foi divulgado, para não identificar as crianças, que são vizinhas dele.

O primeiro caso chegou até as autoridades no começo deste ano. A vítima é um garoto de apenas 6 anos. À época, a criança relatou para a mãe que o pai de uma amiguinha dele, que morava na casa vizinha, abaixava o short dele e alisava os seus órgãos genitais.

Segundo o depoimento, o criminoso chegou a encostar e esfregar o órgão genital dele no ânus da vítima. Em outubro, outra criança, agora uma menina com paralisia cerebral leve, também amiga da filha do autor, relatou abusos. A pequena tem 7 anos.

A vítima narrou que, nas diversas vezes em que a criança ia para casa do autor para brincar, ele abaixava o short e mostrava o órgão genital para ela. A menor detalhou, ainda, que ele costuma usar um short de cor azul, com um furo na frente. Por meio da abertura, ele colocava o órgão genital e mostrava para a criança.

A menina contou, também, que certa vez foi até a casa do autor à procura da amiga para brincar, ocasião em que o homem a segurou por trás, enfiou os dedos por baixo do short e calcinha dela e esfregou a mão em sua vagina.

A PCDF representou pela prisão do criminoso. O autor negou os fatos, mas durante as buscas realizadas na manha desta quinta-feira (5/11), os investigadores localizaram a vestimenta descrita pela criança.

Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Joga ele em cela coletiva e diz o tipo do crime , vai ser inesquecível pra esse monstro !!!

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Diversos

Polícia Civil do RN diz que não há registro de sequestros de crianças e alerta para áudios em grupos de WhatsApp que abalam a tranquilidade social

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte esclarece que, em relação a áudios que estão circulando em grupos de aplicativos de celular, noticiando supostos sequestros de crianças, não houve registro, até o presente momento, de ocorrências dessa natureza. A instituição alerta sobre a importância de não compartilhar informações não confirmadas, que apenas abalam a tranquilidade social, e ressalta que tal conduta pode configurar infração penal prevista no artigo 41, da Lei de Contravenções Penais.

Caso sejam verificados sequestros e desaparecimentos de crianças, eles deverão ser registrados em uma das Unidades da Polícia Civil, para que possam ser investigados.

Natal (RN), 30 de outubro de 2020.

POLÍCIA CIVIL DO RIO GRANDE DO NORTE

SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL (SECOMS)

Opinião dos leitores

  1. Já não basta os boatos da Covid que geram pânico, agora essa nova de sequestro, o povo já perdeu a noção de civilidade.

    1. Lembra não, na época dos "salves", o pessoal mandando áudio mentiroso falando de invasão a universidades, áudios narrados do banheiro…
      Fazer o bem que é bom…

    2. verdade, não existe covid, tudo é uma conspiração mundial para prejudicar o minto

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Saúde

SÁBADO É DIA D: Sesap alerta para queda nas coberturas vacinais no RN e reforça necessidade de vacinar crianças e adolescentes

Foto: Ilustrativa

As salas de vacina por todo o Rio Grande do Norte estarão abertas neste sábado (17). O Dia D da Campanha de Vacinação contra a Poliomielite e a Atualização da Caderneta de Vacinação acontece em todos os municípios a fim de imunizar crianças e adolescentes de até 15 anos de idade. Na data, todas as vacinas de rotina estarão disponíveis para a aplicação mediante a análise da situação vacinal de cada paciente.

O momento proporciona que pais e responsáveis, que não tem como levar seus filhos a unidades de saúde durante a semana, possam assegurar a regularidade na aplicação das vacinas a fim protegerem as crianças de enfermidades imunopreveníveis.

Após a reintrodução do sarampo no estado e a baixa cobertura vacinal vivida em todo o país, a Subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica, da Secretaria de Estado da Saúde Pública do Estado (Sesap), Alessandra Lucchesi, reforça a importância do ato. “A imunização é uma das mais importantes e efetivas estratégias de prevenção para a ocorrência de várias doenças. É fundamental que os responsáveis pelos menores busquem protegê-los, assim evitando que outras doenças não voltem a circular.”

A ação tem como objetivos reduzir o risco de reintrodução do poliovírus selvagem no país, oportunizar o acesso às vacinas, atualizar a situação vacinal, aumentar as coberturas vacinais e homogeneidade, diminuir a incidência das doenças imunopreveníveis e contribuir para o controle, eliminação e/ou erradicação dessas doenças.

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Diversos

RN tem 54 crianças e adolescentes à espera de adoção; justiça diz que perfil desejado por pretendentes dificulta processo

Foto: Guia dos Pais

Reportagem do G1-RN nesta quinta-feira(15) destaca que 54 crianças e adolescentes aguardam por uma nova família no Rio Grande do Norte. Outras 18 estão em processo de adoção. As informações constam do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), do Conselho Nacional de Justiça e foram divulgadas pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. Desde 2019, quando o novo sistema foi lançado pelo CNJ, foram registradas 45 adoções no RN, sendo 27 no ano passado e 18 em 2020. Os números do SNA mostram, ainda, o perfil que as famílias que querem adotar esperam: crianças de até cinco anos de idade. Leia matéria completa AQUI.

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Diversos

Pandemia pode ter levado 150 milhões de crianças à pobreza pelo mundo, diz Unicef

Foto: Muhammad Wasel – 29.mar.2020/ Unicef

A pandemia do novo coronavírus pode ter aumentado o número de crianças em todo o mundo que vivem na pobreza em 15%, de acordo com um novo relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a organização sem fins lucrativos Save the Children.

As organizações afirmaram na quinta-feira (17) que este crescimento da pobreza representa um aumento de 150 milhões de crianças sem acesso adequado à educação, habitação, nutrição, serviços de saúde, saneamento ou água – elevando o número global de crianças na pobreza para quase 1,2 bilhão.

O relatório é baseado em dados de quase 80 países.

“Esta pandemia já causou a maior emergência educacional global da história e o aumento da pobreza tornará muito difícil para as crianças mais vulneráveis e suas famílias compensar a perda”, disse Inger Ashing, CEO da Save the Children em comunicado à imprensa.

“As crianças que perdem a educação têm maior probabilidade de serem forçadas ao trabalho infantil ou ao casamento precoce e ficar presas em um ciclo de pobreza por muitos anos. Não podemos permitir que uma geração inteira de crianças se torne vítima desta pandemia”, continuou Ashing. “Os governos nacionais e a comunidade internacional devem agir para suavizar os impactos.”

Além disso, a pobreza pode ter um impacto significativo no bem-estar e na segurança de mulheres e crianças.

“Não podemos nos deixar pensar que apenas as pessoas pobres enfrentam a violência de gênero. Isso foi refutado várias vezes. Mas o que é verdade é a disponibilidade de serviços e espaço”, disse Natalia Kanem, diretora-executiva do Fundo de População das Nações Unidas, durante uma reunião virtual organizada pela Fundação da ONU.

“Às vezes a situação se torna volátil, porque estamos todos confinados juntos”, disse Kanem. “A ideia de uma mulher estar em uma situação estressante – ela pode ter perdido o emprego, o parceiro, o que for. Os filhos também podem ser vítimas desse tipo de situação. Essa é a verdadeira preocupação.”

CNN Brasil

Opinião dos leitores

    1. Pois é, se tivesse todos na rua no início da Pandemia teria matado bem mais, idiotice isso que vcs falam.

    2. Greg o q matou mais gente foi Mandetta e Fátima dizendo prs o povo só procurar um médico qdo estivesse com falta de ar, já chegava pronto pra morrer e ser ensacado, mesmo assim eles não bateram a meta de 11.378 mortes no RN no dia 15 de maio e 1 milhão de mortes no Brasil até o fim de agosto

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Diversos

Damares Alves quer vetar filme da Netflix acusado de sexualizar crianças

Foto: Reprodução/Youtube

Damares Alves, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, afirmou hoje no Twitter que está estudando medidas contra “Lindinhas” (“Cuties”, em inglês), produção francesa da Netflix acusada de sexualizar crianças.

Em resposta a um seguidor, ela afirmou: “Não vamos ficar de braços cruzados. Deixa comigo”.

A ministra também compartilhou uma notícia que ela já acionou os assessores jurídicos do governo para impedir a exibição da obra na Netflix Brasil.

Em vídeo promocional, a diretora Maïmouna Doucouré explica que o filme é justamente uma crítica à sexualização de crianças em nome de uma suposta liberdade sexual.

“Eu conversei com centenas de pré-adolescentes para entender como elas se relacionavam com sua feminilidade hoje em dia. Essas garotas veem que, quanto mais a mulher é sexualizada nas redes sociais, mais bem-sucedida ela é. E sim, isso é perigoso.”

À revista Variety, um porta-voz da Netflix disse o mesmo:

“‘Cuties’ é uma crítica social à sexualização de crianças. É um filme premiado, com uma história poderosa sobre a pressão que jovens meninas sofrem das redes sociais e da sociedade em geral enquanto crescem — e encorajamos qualquer pessoa que se importa com este tema fundamental a assistir ao filme.”

Com informações do Universa – UOL

 

Opinião dos leitores

  1. DEUS TE ABENÇOE E PROTEJA, DAMARES!!

    AOS QUE CRITICAM ESTA MULHER, SUGIRO ASSISTIR A TÃO FALADA REUNIÃO MINISTERIAL, A QUAL SÉRGIO MORO FEZ QUESTÃO. MULHER DE CORAGEM! COLOCA MUITO MARMANJO NA SOLA DE SEU SALTO. Antes de falar abobrinha, busque conhecer um pouco da mencionada senhora. Ah! Deixa a política de lado, ela é tóxica.

  2. Jair Bolsonaro sendo jocoso sexualmente com uma criança de 10 anos numa LIVE ela SILENCIA. SÍNICA

    1. Existe uma diferença grande entre limite da censura e estímulo a pedofilia. Creio que ela tenha razao, nao se pode usar da liberdade de expressao para cultivar algo que parece ter objetivos espurios. Acho estranho que alguns nao sejam capazes de enxergar isso.. estao compactuando com a sexualizacao de crianças nestes comentarios com qual objetivo?

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Saúde

Metade das crianças brasileiras não receberam todas as vacinas que deveriam em 2020; RN registra 47,42%, apontam dados do Ministério da Saúde

Foto: Ilustrativa/Fotoblend/Pixabay

Dados do Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde apontam que cerca de metade das crianças brasileiras não receberam todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Imunização em 2020.

Segundo os índices do PNI, atualizados até segunda-feira (7), a cobertura vacinal está em 51,6% para as imunizações infantis. O ideal é que ela fique entre 90% e 95% para garantir proteção contra doenças como sarampo (que tem índice ideal de 95%), coqueluche, meningite e poliomielite.

Neste ano, entretanto, a cobertura vacinal da primeira dose da tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) está abaixo de 60%. A da segunda dose está abaixo de 50%. Nenhuma das vacinas previstas no calendário infantil teve índices acima de 60% (veja tabela abaixo).

O baixo índice de imunização já tem consequências: dados do Ministério da Saúde mostram que, até o início de agosto, o país tinha 7,7 mil casos confirmados de sarampo. No ano passado, o Brasil perdeu o certificado de erradicação da doença.

Cobertura vacinal (em % por tipo de vacina) até 07/09

Imuno Coberturas Vacinais

TOTAL 51,56

BCG 53,06

Hepatite B em crianças até 30 dias 46,90

Rotavírus Humano 56,92

Meningococo C 57,17

Hepatite B 55,78

Penta 55,78

Pneumocócica 59,68

Poliomielite 54,70

Poliomielite 4 anos 44,63

Febre Amarela 42,71

Hepatite A 54,22

Pneumocócica(1º ref) 53,52

Meningococo C (1º ref) 56,52

Poliomielite(1º ref) 48,30

Tríplice Viral D1 58,89

Tríplice Viral D2 46,66

Tetra Viral(SRC+VZ) 19,95

DTP REF (4 e 6 anos) 50,85

Tríplice Bacteriana(DTP)(1º ref) 59,69

Fonte: Ministério da Saúde/DataSUS

Para Isabella Ballalai, pediatra e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o motivo da baixa cobertura é a pandemia de Covid-19, que levou as pessoas a ficarem em casa e não saírem para vacinar os filhos.

“Essa situação se repete no mundo inteiro. Houve uma queda entre 30% e 50%”, afirma Ballalai. A médica lembra que, apesar das quedas vistas nas taxas de imunização no Brasil nos últimos anos, o país continua com uma das melhores coberturas vacinais do mundo.

“Essa cobertura não é simplesmente um número. Sem cobertura vacinal, nós estamos suscetíveis a todas essas doenças – surtos de meningite, retorno da poliomielite”, lembra a pediatra.

“Essas doenças eliminadas só estão eliminadas por causa da vacinação”, pontua Ballalai.

A infectologista Raquel Stucchi, da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), avalia que a chance de o país alcançar a cobertura ideal de vacinação ainda neste ano é “quase nenhuma”.

“Acho muito pouco provável que em 3 meses a gente consiga recuperar e chegar a essa cobertura”, afirma Stucchi.

No ano passado, o país não atingiu a meta da cobertura vacinal infantil.

(mais…)

Opinião dos leitores

  1. Esses petistas alienados, esquecem que quem esteve na presidência da República de 2003 a 2016, foi nove dedos e a anta, deixando parte desse legado maldito. Parte do que podemos contabilizar hoje, em desgraça na saúde pública, foram eles os responsáveis, Pátria educadora em Campos de futebol e analfabetos funcionais. Vcs lembram do debate, onde a anta mandou uma espectadora de nível superior fazer curso técnico para se dar bem.

  2. Isso deve ser porque o Brasil não tem ministro da saúde. Será que é? Ou essas crianças nasceram antes de 2019? Acredito que todas nasceram do ano passado pra cá. Já que sempre, na época da esquerda no poder, tivemos excelentes ministro da saúde. Né verdade?

  3. Ai vocês acham que essas mães que só falam em volta as aulas só com a vacina contra o covid vai deixar aplicar???? Não deixa uma tétano vai deixar uma de covid.

  4. Meu Deus! Não acredito que a governadora vai deixar as aulas retornarem se mais da metade das crianças não estão vacinadas contra tantas doenças que matam, aleijam e causam outras sequelas… Assim ela terá que suspender as aulas até 2022 viu!

  5. Parabéns negacionistas, olavista e negacionistas. Vocês não vivenciaram as mortes e sequelas do período em que não havia vacinas.

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Educação

Com R$ 6 bilhões do Fundeb, Governo Federal quer criar um voucher (vale) de R$ 250 por mês para que crianças tenham acesso a creches no setor privado

Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

O governo federal quer criar um voucher (vale) de R$ 250 por mês para que crianças tenham acesso a creches no setor privado. A medida teria custo de R$ 6 bilhões por ano e seria bancada com recursos do Fundeb, fundo de financiamento da educação básica do país cuja prorrogação está em discussão pelo Congresso.

O plano do Ministério da Economia é pagar esse valor ao beneficiário do Renda Brasil, programa que o governo desenha para substituir o Bolsa Família.

A mudança no escopo do Fundeb para permitir o pagamentos dos valores foi incluída na proposta do governo para reformulação do fundo, apresentada no último sábado. Esse é um dos pontos mais polêmicos do texto do governo, proposto nas vésperas da votação do texto na Câmara.

O fundo é composto pelos impostos de estados e municípios e, atualmente, a União arca com 10% do montante para complementar o valor destinado a estados que não alcançam um valor mínimo por aluno.

A proposta do governo aumenta sua complementação para 15% de maneira gradativa, e destina 5% para o novo programa social (o equivalente a R$ 6 bilhões ). Os deputados querem ampliar a complementação para 20%.

O governo chegou a marcar uma entrevista para esta tarde, para apresentar sua proposta para o Fundeb, mas depois cancelou. Técnicos do Ministério da Economia discutem com o Palácio do Planalto possíveis alterações no texto, mas insistem em manter a vinculação de recursos para o voucher.

A estimativa dos técnicos da Economia é que o déficit de vagas para crianças de 0 a 3 anos dentro da faixa a ser atendida pelo Renda Brasil é de 2 milhões, já descontadas as famílias desse universo cujos filhos não estão em creche por opção. Segundo esses técnicos, o valor de R$ 6 bilhões seria suficiente para bancar o voucher para a creche e atender 2 milhões de pessoas.

De acordo com uma fonte, o plano faz parte de um dos quatro pilares que estão sustentando o Renda Brasil. A medida viabiliza, por exemplo, que mães de famílias pobres não sejam prejudicadas no mercado de trabalho.

‘Drible’ no teto de gastos

A ideia não envolveria a construção de creches públicas. Na visão da equipe, a concessão de vouchers seria mais eficiente porque permitiria que as famílias escolhessem os estabelecimentos em que querem matricular as crianças. Assim, seria possível aproveitar a estrutura de instituições já estabelecidas, como creches privadas e até igrejas.

O Ministério da Economia avalia também que é mais eficiente transferir recursos diretamente para as famílias, pois isso seria um incentivo a manter as crianças e os jovens na escola.

A inclusão da proposta de assistência social no Fundeb também é uma maneira de o governo tirar parte do Renda Brasil da regra do teto de gastos. Essa regra limita o acréscimo das despesas da União à inflação do ano anterior.

O Fundeb, porém, sempre esteve fora do teto. Ao colocar o vale creche no Fundeb, o governo dribla o teto de gastos e facilita a implantação do programa sem as amarras dessa regra fiscal.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Esss povo é muito iludido com iniciativa privada e não dá valor ao público. Não é a toa que a Constituição Garante educação como necessidade básica. Querem dar esmolas para o básico e instaurar a política do "te vira com o que tem", sem emprego, sem garantia nenhuma, a única garantia que querem é se apossar do dinheiro público e continuar a robalheira e os desvios de verbas . Nenhum pai conseguirá pagar creche com essa ninharia, nem existe garantia nenhuma de manutenção desses estabelecimentos. A criança também perderia na parte da alimentação, que creche particular não dá nenhuma de graça.

    1. Sem contar a manipulação e desvios que já são tradicionais na nossa política.

  2. Petistas preocupados pelo fato de saberem que não podem roubar este dinheiro todo. Estão com saudades seus petralhas corruptos. PT NUNCA MAIS. FÁTIMA NÃO GANHA NEM PRA MISSA PETRALHA

  3. Isso nada mais é que o fim da educação no BRASIL. Alguém conhece uma creche de 250 reais em algum lugar do mundo????? Gostaria de ver os apoiadores desta proposta colocar seus filhos nesta creche!!!!!

  4. Amigo, não defendo o governo Bolsonaro, mais acho que é melhor ele, que um ladrão disfarçado de cordeiro. Nove dedos ia nos levar à Venezuela e Cuba.

    1. Pois esse cara que você diz que não defende vai nos levar pro inferno.

  5. O governo liberal, como de costume, tirando o corpinho de fora e passando para iniciativa privada o seu dever.
    Resta saber se a iniciativa privada tem capacidade de absorver a demanda e em que planeta o Paulo Jegues acha q o povo consegue uma creche pagando 250 reais por mês.
    Até deve ter, aquela com 100 crianças/sala/professor.

    1. Quantas palavras desrespeitosas com o ministro…
      A esquerda incita o ódio entre seus seguidores.
      Atualmente, essas crianças estão fora de creches.
      No desgoverno do PT se gastou muito dinheiro para construir creches, a maior parte inacabada.
      Outras os prefeitos não abriram porque não tinham dinheiro para bancar.
      Aqui no RN, Fátima fechou hospitais…
      Mundo da fantasia do comunismo…

    2. No desgoverno lulopetista se recebia 250 reais para tudo .
      O ministro quer acrescentar 250 reais para creches…

    3. Neto, você não sabe ler. Nem sei porquê escrevi isso. Ele não sabe ler.

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Saúde

Estresse tóxico atinge crianças e adolescentes na pandemia

Foto: ILUSTRATIVA

A pergunta que vale um milhão de dólares: quais serão as sequelas da pandemia? Ainda pouco são os estudos sobre o tema e enquanto as respostas não vêm, pesquisadores de diversas áreas analisam os sintomas – estes, já um tanto conhecidos. Se não sintomas da doença, são do mal que ela provoca.

Um modelo matemático demonstrou que pessoas até 19 anos são muito menos suscetíveis ao coronavírus do que adultos e idosos. No entanto, a pandemia expõe as crianças a outros riscos, como estresse tóxico, violência e fragilidades no desenvolvimento. Os efeitos da pandemia do coronavírus no desenvolvimento infantil já deixou sequelas.

A maior crise sanitária do século já afetou a saúde mental e o estresse tóxico é uma das consequências. Ocorre quando a criança vivência adversidades por um longo período sem o suporte de um adulto. Um dos efeitos colaterais é a interrupção do desenvolvimento saudável do cérebro e de outros sistemas do corpo, aumentando o risco de uma série de doenças.

Um perigo que, muitas vezes, é inimaginável. Numa atividade de Língua Portuguesa, de uma escola particular em SP, crianças de 9 anos tinham que reescrever o conto da Chapeuzinho Vermelho. Um dos alunos começa seu texto assim: “Vesti minha capa vermelha, meu tênis Adidas, minha máscara e fui visitar minha avó que estava com COVID-19”. Veja só, até a vovózinha do Charles Perrault contraiu o vírus.

A imaginação das crianças sempre foi longe, mas quando o medo toma conta dela tem-se um problema pra lidar. Crianças e adolescentes estão à mercê do medo, diariamente, e as vias de contaminação são muitas. Mas o que fazer então? Como lidar?

Em meio a tanta tensão, é esperado que crianças e adolescentes estejam mais sensíveis. As situações de incerteza e de perdas causadas pela COVID-19 podem provocar nas crianças sentimentos de raiva, medo e ansiedade pela perda do vínculo com pessoas, seja por distanciamento, adoecimento ou morte. E elas tendem a ser ainda mais intensas pelo fato de as mudanças terem sido bruscas e abrangerem vários aspectos do nosso dia a dia. O acúmulo de tantos sentimentos destapa a válvula do estresse que, neste caso, é extremamente tóxico.

A extensão da doença é incalculável e alguns órgãos estão tentando mapear o tamanho do efeito. O Núcleo Ciência pela Infância (ICPI) e a Sociedade Brasileira de Pediatria são dois deles. Quando o estresse surge da percepção de um evento ameaçador, estudos apontam que o modelo para lidar envolve o atendimento a algumas necessidades psicológicas universais.

“Ainda nos estágios iniciais do desenvolvimento da afetividade e da inteligência, as crianças se guiam pelas experiências, pelo que podem ver, ouvir, tocar, cheirar, imaginar, imitar, dizer, brincar. Muito mais do que atentar para os conceitos que explicam a situação excepcional. O que vale é a observação dos pais ou familiares”, diz a Profa. Dra. Maria Beatriz Martins Linhares, Professora Associada do Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo e membro do Comitê Científico do Núcleo de Ciência pela Infância (NCPI).

Um estudo preliminar realizado na província chinesa de Shaanxi, por exemplo, avaliou na segunda semana de fevereiro de 2020, os efeitos imediatos da pandemia da COVID-19 no desenvolvimento psicológico de 320 crianças e adolescentes de ambos os sexos de 3 a 18 anos de idade. Os resultados mostraram que os problemas emocionais e comportamentais mais prevalentes foram distração, irritabilidade, medo de fazer perguntas sobre a epidemia e querer “ficar agarrados” aos familiares.

Além disso, foram verificados casos de insônia, pesadelos, falta de apetite, desconforto físico e agitação. As crianças na faixa etária mais jovem (3 a 6 anos) manifestaram mais o sintoma de querer ficar “grudadas” nos pais e temer que membros da família fossem contaminados. “Elas não compreendem direito a situação e reagem, principalmente, às mudanças que percebem no comportamento dos familiares e em sua rotina de vida”. É natural que as crianças pequenas passem a dormir mal, não comer, chorar, morder, demonstrar apatia ou distanciamento: são todas formas de lidarem com a situação adversa.

Um exemplo é o eventual aumento de respostas agressivas por parte da criança. É uma reação esperada quando o período de estresse se prolonga e atinge um nível tóxico. “Isso porque para uma criança pequena é muito mais difícil racionalizar a emergência vivida em uma pandemia. Ela ainda não tem os recursos cognitivos necessários para compreender algo tão abstrato como o coronavírus”, explica a Profa. Dra. Maria Beatriz.

As crianças mais velhas, por sua vez, manifestaram mais desatenção e dúvidas. Deve-se também destacar que este contexto de estresse altera profundamente as atividades físicas e o sono, que são essenciais para o pleno desenvolvimento infantil. “Há inúmeras evidências da profunda influência desses fatores sobre a plasticidade cerebral e, consequentemente, o desenvolvimento cognitivo e emocional. Neste momento dramático em que vivemos uma total modificação de nossas rotinas, torna-se um desafio a manutenção adequada dessas atividades para que se possa preservar uma vida saudável”, aponta a Profa. Dra. Maria Beatriz Martins Linhares.

Segundo a pediatra Liubiana Arantes de Aráujo, especialista do Departamento Científico da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), o estresse pode ser tolerável se a família conseguir desenvolver estratégias para ajudar a criança e o adolescente a se reorganizarem. Para isso, a família precisa prover carinho, suporte, acolhimento, tempo de escuta da angústia, além de tentar organizar a rotina de um modo mais organizado e com coisas atividades positivas.

As recomendações publicadas no estudo da ICPI reforçam as da SBP. É importante manter os relacionamentos, ainda que virtuais, assegurando a eles o senso de pertencimento de grupo. Garantir os laços é tarefa das mais importantes em meio ao medo da morte. Procurar entender reações como birra, manha, carência ou respostas a uma situação tensa é outro ponto de atenção.

“Importante entender não como um desafio ao adulto e ajudá-la a perceber essa relação e tranquilizá-la. Elogiar a criança, comportamentos adequados, brincar, conversar, ouvir. Aceitar os eventuais retrocessos em etapas do desenvolvimento que já haviam sido superadas (como chupar dedo, fala mais infantilizada, descontrole da urina e fezes), que podem ser sinais de insegurança que devem ser tratados com compreensão, tolerância e carinho, sem brigas”, alerta a Profa Dra. Maria Beatriz.

“Uma ideia que podemos ter nesse momento é tentar dividir as atividades da criança dentro de casa para que, se possível, cada atividade aconteça em um determinado ambiente ou em um cômodo da casa. Essas crianças precisam de uma rotina estruturada, então, quando ela identifica aquele esquema no qual pode realizar determinada atividade naquele ambiente, isso diminui o seu nível de ansiedade”, sugeriu o também pediatra da SBP, dr. Ricardo Halpern.

Outro ponto reforçado pelo especialista foi a necessidade de as brincadeiras ocorrerem da forma estruturada pelo máximo de tempo possível. “Quando a criança brinca consegue estruturar várias coisas, ela consegue imaginar, fazer resolução de problemas, aumentar seu jogo simbólico”, disse dr. Ricardo.

As recomendações consideram um cenário quase ideal das famílias, dentro de suas casas. Isso porque é preciso que as famílias estejam extremamente presentes para acolher e amparar essa criança estressada, com medo e cheia de angústias. Não se preocupe se não der conta. Pedir ajuda a um especialista ou ao pediatra pode ser de grande valia neste momento. Porque estamos todos à mercê do estresse tóxico.

Emais – Estadão

 

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Saúde

Crianças em idade escolar parecem não transmitir o novo coronavírus a colegas ou professores, diz estudo

Foto: Ilustrativa

Crianças em idade escolar parecem não transmitir o novo coronavírus a colegas ou professores, segundo um estudo francês para analisar o papel desse grupo na propagação da Covid-19.

Cientistas do Institut Pasteur estudaram 1.340 pessoas em Crepy-en-Valois, uma cidade a nordeste de Paris, que enfrentou um surto em fevereiro e março, incluindo 510 estudantes de seis escolas primárias.

Os cientistas identificaram três casos prováveis entre crianças que não levaram a outras infecções entre alunos ou professores.

O estudo confirma que crianças parecem mostrar menos sintomas evidentes do que os adultos e são menos contagiosas, o que serviria como justificativa para a reabertura de escolas em países da Dinamarca à Suíça.

Os pesquisadores descobriram que 61% dos pais de crianças infectadas tinham o coronavírus, em comparação com cerca de 7% dos pais de crianças saudáveis, sugerindo que foram os pais que infectaram os filhos e não o contrário.

Compreender os padrões de transmissão da pandemia e do novo vírus é essencial para determinar quais segmentos da sociedade podem reabrir – ou devem ser fechados novamente em caso de novos surtos – e mitigar o impacto da pandemia na economia.

Dados sobre crianças têm sido contraditórios até agora. Alguns estudos corroboram as conclusões do Pasteur e pelo menos um indica o contrário.

O epidemiologista Arnaud Fontanet e colegas disseram que são necessários mais estudos sobre as escolas devido ao pequeno número de casos que puderam ser estudados. Segundo o estudo, cerca de 41% das crianças infectadas não apresentavam sintomas, em comparação com cerca de 10% dos adultos.

Money Times, via Bloomberg

 

Opinião dos leitores

  1. Uma tentativa de saída honrosa desses aloprados em nome da "ciência ". Parabéns por vocês terem criado o caos e feito todos de refens. Estúpidos, tribunal para estes "cientistas ".

  2. A minha filha só volta se tiver a vacina ou algo semelhante! Perder deliberadamente um filho é perder 1000%.

  3. Parecem… Isso justificaria colocá-las em risco?
    A OMS tinha várias certezas que caíram, imagine o que "parece"…

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