Saúde

Metade das crianças brasileiras não receberam todas as vacinas que deveriam em 2020; RN registra 47,42%, apontam dados do Ministério da Saúde

Foto: Ilustrativa/Fotoblend/Pixabay

Dados do Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde apontam que cerca de metade das crianças brasileiras não receberam todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Imunização em 2020.

Segundo os índices do PNI, atualizados até segunda-feira (7), a cobertura vacinal está em 51,6% para as imunizações infantis. O ideal é que ela fique entre 90% e 95% para garantir proteção contra doenças como sarampo (que tem índice ideal de 95%), coqueluche, meningite e poliomielite.

Neste ano, entretanto, a cobertura vacinal da primeira dose da tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) está abaixo de 60%. A da segunda dose está abaixo de 50%. Nenhuma das vacinas previstas no calendário infantil teve índices acima de 60% (veja tabela abaixo).

O baixo índice de imunização já tem consequências: dados do Ministério da Saúde mostram que, até o início de agosto, o país tinha 7,7 mil casos confirmados de sarampo. No ano passado, o Brasil perdeu o certificado de erradicação da doença.

Cobertura vacinal (em % por tipo de vacina) até 07/09

Imuno Coberturas Vacinais

TOTAL 51,56

BCG 53,06

Hepatite B em crianças até 30 dias 46,90

Rotavírus Humano 56,92

Meningococo C 57,17

Hepatite B 55,78

Penta 55,78

Pneumocócica 59,68

Poliomielite 54,70

Poliomielite 4 anos 44,63

Febre Amarela 42,71

Hepatite A 54,22

Pneumocócica(1º ref) 53,52

Meningococo C (1º ref) 56,52

Poliomielite(1º ref) 48,30

Tríplice Viral D1 58,89

Tríplice Viral D2 46,66

Tetra Viral(SRC+VZ) 19,95

DTP REF (4 e 6 anos) 50,85

Tríplice Bacteriana(DTP)(1º ref) 59,69

Fonte: Ministério da Saúde/DataSUS

Para Isabella Ballalai, pediatra e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o motivo da baixa cobertura é a pandemia de Covid-19, que levou as pessoas a ficarem em casa e não saírem para vacinar os filhos.

“Essa situação se repete no mundo inteiro. Houve uma queda entre 30% e 50%”, afirma Ballalai. A médica lembra que, apesar das quedas vistas nas taxas de imunização no Brasil nos últimos anos, o país continua com uma das melhores coberturas vacinais do mundo.

“Essa cobertura não é simplesmente um número. Sem cobertura vacinal, nós estamos suscetíveis a todas essas doenças – surtos de meningite, retorno da poliomielite”, lembra a pediatra.

“Essas doenças eliminadas só estão eliminadas por causa da vacinação”, pontua Ballalai.

A infectologista Raquel Stucchi, da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), avalia que a chance de o país alcançar a cobertura ideal de vacinação ainda neste ano é “quase nenhuma”.

“Acho muito pouco provável que em 3 meses a gente consiga recuperar e chegar a essa cobertura”, afirma Stucchi.

No ano passado, o país não atingiu a meta da cobertura vacinal infantil.

Outros fatores

O professor Túlio Batista Franco, do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ), aponta para fatores políticos como contribuintes para a baixa cobertura vacinal.

“Essa redução das vacinas certamente já é impacto da descoordenação que nós temos no Sistema Único de Saúde (SUS)”, avalia.

“O governo federal desorganizou todo o equilíbrio técnico que havia no Ministério da Saúde. Houve duas alterações de ministros, e hoje há um ministro militar que não conhece dos aspectos da Saúde, do funcionamento da máquina do SUS, e que levou para as áreas técnicas militares que também não conhecem”, afirma.

Raquel Stucchi avalia que outra questão pode ser a de que pediatras mais novos, ao contrário dos mais antigos, enfatizam pouco a necessidade de manter as vacinas em dia. “Era uma coisa muito enfatizada pelos pediatras mais antigos”, diz.

“Outro fator é que na maior parte das famílias os adultos responsáveis pelas crianças trabalham, e os horários das vacinas são em horário comercial. Isso limita muito o acesso”, diz Stucchi.

A infectologista também aponta o movimento antivacina como um fator que contribui para a queda da cobertura vacinal, mas, na avaliação de Isabella Ballalai, da SBIm, esse movimento não tem tanta força no Brasil.

Os motivos que levam as pessoas a atrasarem o calendário de vacinação, segundo a pediatra, são o que chama de “três Cs”: a confiança, a complacência e a conveniência. Se as pessoas não confiam nos profissionais de saúde, por exemplo, a probabilidade de que elas se vacinem é menor (mas os brasileiros costumam confiar em vacinas, afirma Ballalai).

“No Brasil, todas as pesquisas realizadas mostram que pelo menos 90% dos brasileiros confiam em vacina. Cerca de 10% às vezes ficam na dúvida. E cerca de 4%, 5% realmente não querem se vacinar. Isso sempre existiu”, diz.

Para a pediatra, os dois fatores principais no Brasil são os “Cs” da “complacência” e “conveniência”: a complacência ocorre pela falta de percepção de risco – quando as pessoas não percebem o risco de não se vacinar por não terem visto um caso daquela determinada doença há muito tempo, por exemplo), também podem demorar em fazê-lo; e, se no dia em que forem a um posto de saúde a vacina não estiver disponível, elas tendem a não voltar (a conveniência).

Uma pesquisa do Ibope divulgada na segunda-feira (7) apontou que 72% dos brasileiros das classes A, B, e C, os alunos só devem voltar a ter aulas presenciais depois que uma vacina para o novo coronavírus (Sars-CoV-2) estiver disponível.

Em agosto, uma pesquisa do Datafolha apontou que 89% dos brasileiros pretendem se vacinar contra o novo coronavírus assim que a vacina estiver disponível.

Por estado

Os dados do PNI mostram que o Distrito Federal é a unidade da federação (UF) com maior índice de cobertura acional infantil: fica próxima de 70%. Em seguida vêm o Tocantins, com 64%, Rondônia, com 61%, e Minas Gerais e Espírito Santo, com 60%.

Os piores estados foram o Amapá, com 25%, o Maranhão, com 35,5%, e o Rio de Janeiro, com 36% de cobertura. O Pará também teve cobertura abaixo de 40%.

Para o infectologista José David Urbaéz, diretor científico da Sociedade Brasileira de Infectologia no Distrito Federal, o distrito tem um histórico de boa cobertura vacinal, e os motivos incluem o fato de a criação de Brasília ter sido planejada.

Cobertura vacinal (em %) em 2020 por UF

Total 51,56

Distrito Federal 68,91

Tocantins 63,67

Rondônia 60,62

Minas Gerais 60,44

Espírito Santo 60,05

Mato Grosso do Sul 59,29

Santa Catarina 58,69

Mato Grosso 57,16

Rio Grande do Sul 57,05

Paraná 56,96

São Paulo 56,88

Goiás 55,14

Amazonas 54,41

Ceará 52,90

Roraima 51,72

Piauí 48,72

Pernambuco 47,55

Rio Grande do Norte 47,42

Paraíba 46,77

Bahia 44,28

Alagoas 44,14

Acre 43,55

Sergipe 42,18

Pará 38,44

Rio de Janeiro 36,01

Maranhão 35,50

Amapá 25,33

Fonte: Ministério da Saúde (DataSUS)

“Isso se seguiu, na década de 80, da melhor rede de saúde pública do país, que inclui tanto a parte hospitalar como uma rede de centros de saúde muito capilarizados em torno do DF. Nenhum outro lugar conseguiu essa rede de postos de saúde, que são fundamentais para essas políticas de imunização”, explica.

“Dos anos 2000 para cá, começou com uma política de desmonte – no Brasil todo e em Brasília também. Começou a ter ausência de recursos humanos – e o treinamento dos recursos humanos na imunização é muito particular, tem que saber de cadeia de frio, transporte, armazenamento. As pessoas foram se aposentando e não teve reposição. Foi então murchando toda essa estrutura, que era muito forte. Ainda é, mas nem a sombra do que foi”, afirma Urbaéz.

Ele explica que o Amapá, o último do ranking, tem uma estrutura de saúde precária; já o Maranhão tem o segundo menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país, atrás apenas de Alagoas, “o que aponta para precariedade em estrutura de saúde”, lembra o médico.

O Rio de Janeiro, por outro lado, “chama atenção” pelas condições do sistema de saúde, diz Urbaéz.

“A crise econômica do Estado do Rio de Janeiro, que vem desde meados da década passada, tem muito reflexo na parte de saúde publica, que é muito, muito, difícil, com dificuldade de acesso. A estrutura de salário é muito ruim, a infraestrutura bem mais sucateada, embora a doença do sucateamento seja geral”, avalia.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Esses petistas alienados, esquecem que quem esteve na presidência da República de 2003 a 2016, foi nove dedos e a anta, deixando parte desse legado maldito. Parte do que podemos contabilizar hoje, em desgraça na saúde pública, foram eles os responsáveis, Pátria educadora em Campos de futebol e analfabetos funcionais. Vcs lembram do debate, onde a anta mandou uma espectadora de nível superior fazer curso técnico para se dar bem.

  2. Isso deve ser porque o Brasil não tem ministro da saúde. Será que é? Ou essas crianças nasceram antes de 2019? Acredito que todas nasceram do ano passado pra cá. Já que sempre, na época da esquerda no poder, tivemos excelentes ministro da saúde. Né verdade?

  3. Ai vocês acham que essas mães que só falam em volta as aulas só com a vacina contra o covid vai deixar aplicar???? Não deixa uma tétano vai deixar uma de covid.

  4. Meu Deus! Não acredito que a governadora vai deixar as aulas retornarem se mais da metade das crianças não estão vacinadas contra tantas doenças que matam, aleijam e causam outras sequelas… Assim ela terá que suspender as aulas até 2022 viu!

  5. Parabéns negacionistas, olavista e negacionistas. Vocês não vivenciaram as mortes e sequelas do período em que não havia vacinas.

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Política

“EU NÃO VOU VOTAR”: Renan Santos descarta apoio a Lula e libera seguidores no segundo turno

Reprodução

Renan Santos (Missão) afirmou que não apoiará Lula (PT) no segundo turno e que não pretende votar. Em entrevista ao programa Alt Tabet, do Canal UOL, divulgada nesta quinta-feira (15), ele disse que deseja preservar a independência do projeto político de seu partido.

“Eu não vou votar. A última vez eu pedi voto nulo. Dessa vez eu tô falando: votem em quem quiserem”, declarou. Renan afirmou que não quer associar o Missão a nenhuma das candidaturas que disputam a Presidência.

O dirigente disse que sua prioridade é construir um campo político próprio. “Eu preciso abrir o meu campo, e isso é a melhor coisa que eu posso fazer pelo Brasil, mais do que o meu voto”, afirmou.

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Brasil

DATAFOLHA: Violência é o principal problema do país para 20%; saúde preocupa 18%

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A violência foi citada por 20% dos eleitores como o principal problema do país de responsabilidade do governo federal, segundo pesquisa Datafolha. Saúde aparece com 18%, e economia, incluindo inflação e preço dos alimentos, com 15%.

Também foram mencionados corrupção (7%), educação (6%), desemprego (4%), fome e miséria (3%), impostos altos (3%) e desigualdade social (2%). Administração pública, gastos públicos, impunidade, salário, política e habitação tiveram 1% cada. A pergunta foi espontânea, sem alternativas, e permitia apenas uma resposta.

As menções à violência passaram de 17% em julho para 20%, enquanto saúde recuou de 21% nos dois levantamentos anteriores para 18%. Segundo a reportagem, as oscilações ficaram dentro da margem de erro. Saúde foi mais citada por mulheres (22%) e por pessoas com renda familiar de até dois salários mínimos (23%).

O Datafolha ouviu 2.520 eleitores de 16 anos ou mais nos dias 13 e 14 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, e o registro no TSE é BR-00466/2026.

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Política

[VÍDEO] “Vamos varrer o PT do RN e do Brasil”, diz prefeito Paulinho Freire em evento de apoio a Allyson Bezerra


O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), fez um discurso forte durante um evento na noite desta quinta-feira (14) em apoio ao candidato ao Governo do Estado, Alysson Bezerra (União Brasil).

Além de pedir voto para Allyson, o prefeito também pediu aos apoiadores para “cravar o 22” em Flávio Bolsonaro (PL). “A gente vai varrer o RN e Brasil das mãos do PT”, declarou.

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Brasil

DATAFOLHA: 41% avaliam governo Lula como ruim ou péssimo; aprovação positiva é de 35%

REUTERS Ueslei Marcelino

O governo do presidente Lula (PT) é considerado ruim ou péssimo por 41% dos eleitores, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (15). Outros 35% classificam a gestão como ótima ou boa, enquanto 23% a consideram regular.

Na avaliação pessoal, Lula é reprovado por 50% dos entrevistados e aprovado por 48%.

O Datafolha ouviu 2.520 eleitores entre os dias 13 e 15 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais. O levantamento, encomendado pela Folha, está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-00466/2026.

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Brasil

[VÍDEO] VALE TUDO: Atores fazem “simpatia” para atrair votos para Lula e ironizam eleitor pobre de direita


O ator Pedro Cardoso e a atriz Graziella Moretto publicaram, nesta quinta-feira (15), um vídeo nas redes sociais com uma espécie de “simpatia” para tentar atrair votos para a reeleição de Lula (PT). O casal apresenta o ritual como um método para conquistar votos inesperados.

Durante a gravação, os dois repetem a frase “voto extra, voto de fonte inesperada, voto que é meu, venha para Lula”, enquanto tocam o dedo indicador na cabeça. Na sequência, Pedro improvisa novos pedidos, incluindo “voto de pobre de direita”.

Com Flávio na frente no primeiro turno e nas pesquisas, a ala petista está tentando se garantir até na base da mandinga.

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Política

[VÍDEO] PARA AJUDAR LULA: Alcolumbre tira PEC da Segurança de pauta e é arrogante com Rogério Marinho

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou nesta quinta-feira (15) que retirou a PEC da Segurança Pública da pauta por decisão própria, sem atender a um pedido do governo. A declaração provocou um confronto com o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN).

Marinho questionou em que se baseava a decisão. Alcolumbre reiterou que a retirada ocorreu por determinação da Presidência do Senado. Diante da resposta, o senador do PL perguntou se a medida se apoiava apenas no arbítrio do presidente da Casa. “Exatamente”, respondeu Alcolumbre.

“É bom saber que a gente precisa mudar esse regimento”, rebateu Marinho, em crítica à condução dos trabalhos no Senado.

O episódio ocorre em meio à disputa em torno da PEC da Segurança Pública, enquanto o PL se prepara para ampliar sua força no Senado a partir de 2027, quando deverá contar com a maior bancada da Casa, com 28 parlamentares. Marinho é cotado para disputar a Presidência do Senado na próxima legislatura.

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Brasil

UOL: Vorcaro combinava manchetes, editava matérias e sugeria pautas do portal Metrópoles

Reprodução

Daniel Vorcaro recebia antecipadamente reportagens, pedia para alterar textos e interferia até nas manchetes das matérias do portal Metrópoles, segundo levantamento do UOL com base em mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular do ex-dono do Banco Master. Dos 14 textos identificados, 11 foram modificados após solicitações dele.

As conversas envolvem a CEO do grupo, Lilian Tahan. O contato começou em 2024, quando o Banco Master contratou R$ 20 milhões em publicidade com o veículo. Em um dos episódios, Vorcaro pediu que fosse reduzida a cobertura sobre Ricardo Cappelli, crítico da compra do Master pelo BRB.

Questionada, Tahan afirmou que consultar fontes sobre o contexto dos textos é uma prática profissional e negou vínculo entre o contrato publicitário e a cobertura.

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Política

[VÍDEO] NO PROGRAMA ELEITORAL: Flávio expõe falas de Lula contra redução da maioridade penal


O programa eleitoral de Flávio Bolsonaro exibido nesta quinta-feira (15) apostou no confronto direto com Lula ao resgatar declarações do presidente contrárias à redução da maioridade penal. A peça questiona a posição do petista diante de crimes cometidos por adolescentes e defende punições mais rigorosas para delitos graves.

O vídeo reúne falas de Lula em que ele critica a possibilidade de responsabilizar criminalmente jovens de 14, 15 e 16 anos como adultos. Em um dos trechos, o presidente afirma que apoiar a redução da maioridade penal seria “um crime contra o futuro deste país” e argumenta que adolescentes envolvidos em roubos não devem ser tratados simplesmente como bandidos.

Flávio Bolsonaro é defensor da redução da maioridade penal e que menores envolvidos em crimes como estupro, homicídio, sequestro e tráfico devem responder com punições proporcionais à gravidade dos atos, independentemente da idade.

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Política

RETIRADA DE PAUTA: Impasse sobre maioridade penal trava votação da PEC da Segurança no Senado

Marcos Oliveira/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), retirou da pauta desta quinta-feira (15) a PEC da Segurança. A votação foi adiada em meio à falta de acordo sobre propostas para incluir a redução da maioridade penal no texto.

A oposição quer permitir a responsabilização penal a partir dos 14 anos em determinados casos. Líderes do governo Lula ainda discutem como responder à iniciativa.

O senador Camilo Santana (PT-CE) apresentou uma emenda para reduzir a maioridade de 18 para 16 anos em crimes hediondos. A proposta, porém, também enfrenta resistência dentro do PT, onde parte dos parlamentares é contrária à inclusão da mudança neste momento.

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Política

Aliados aconselham Flávio a fazer mais críticas a Moraes e Lulinha na campanha

Reprodução

Flávio Bolsonaro (PL) foi aconselhado por aliados a voltar a citar Alexandre de Moraes e Lulinha, filho do presidente Lula (PT), nos discursos do segundo turno. De acordo com a coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, a orientação busca manter os apoiadores mobilizados e fazer o candidato pautar o debate eleitoral.

Uma ala do bolsonarismo reclama que o resultado do primeiro turno criou um clima de “já ganhou” em parte da campanha. Na avaliação desses aliados, enquanto Lula apresenta propostas como o fim da escala 6×1, Flávio tem concentrado esforços em responder a ataques.

De acordo com a coluna, o senador sinalizou que pretende seguir o conselho na agenda desta quinta-feira (15), em Minas Gerais, durante o chamado “Bloquinho do 22”.

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