
POR FOLHAPRESS
Um estudo do Ministério do Planejamento avalia que, se a reforma da Previdência não for aprovada até o ano que vem, o país enfrentará uma nova crise já em 2019.
O pagamento de aposentadorias e pensões é a maior conta da União. Para cobrir os deficit crescentes —e que neste ano deve ser de R$ 184 bilhões, segundo números do governo—, a União se vê obrigada a se endividar para pagar todos os benefícios.
Elaborado pela Secretaria de Planejamento Econômico do ministério, o estudo aponta que, sem frear essa despesa, a percepção de investidores sobre o risco do Brasil voltará a subir, desencadeando alta em juros e preços e queda na renda da população.
“A inflação vai voltar e chegará ao consumidor”, disse o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, que apresentou o estudo à Folha.
Um dos indicadores avaliados foi o CDS (Credit Default Swap), um tipo de título que funciona como termômetro do risco de calote de um país e que superou os 400 pontos em 2016, no período mais tenso às vésperas do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Hoje, após medidas como o teto dos gastos, que impôs regras para deter a alta das despesas da União, o CDS está em 180 pontos.
O estudo prevê elevação do CDS, seguido de deterioração de outros indicadores financeiros e recessão se o governo não mostrar que vai parar de gastar além do que pode.
“O mercado espera a aprovação de alguma reforma [da Previdência] e isso já está na melhora dos indicadores”, avalia o ministro. “Se ficar claro que não ocorrerá [a reforma], os juros futuros tendem a aumentar. O mercado ainda não precificou”, diz.
Precificar é recalcular o valor dos ativos no país diante de um novo cenário econômico. As medidas da equipe econômica tomadas até agora baixaram o risco-país medido pelo CDS apesar do aumento da dívida pública.
RISCO ALTO DE NOVO
Sem a reforma, o Planejamento estima que o CDS volte rapidamente ao patamar anterior (400 pontos).
Neste cenário, a economia mergulharia em uma nova recessão em 2019. A projeção de crescimento hoje é de 2,5%. A crise, segundo a pasta, drenaria 2,3 pontos percentuais da variação do PIB.
Segundo Oliveira, é razoável imaginar que haverá uma redução no fluxo de capital para o país, depreciando o real e aumentando a necessidade de elevar os juros.
Isso afetaria a disposição dos empresários em investir, aumentando o custo do consumo e reduzindo a atividade econômica. O impacto na renda média dos brasileiros (PIB per capita) também seria pesado: redução de R$ 1.400, em 2019, e de R$ 1.800, em 2020, segundo o estudo.
O ministro afirmou ainda que o estudo reforça o que ele próprio defende no Congresso. Muitos dos políticos não querem defender a reforma porque acreditam que perderiam votos na eleição.
“O efeito de não carregarem o tema da Previdência para as campanhas será pior porque, se eleitos, eles terão de arcar com um cenário fiscal ainda mais severo.”
Por isso, o ministro vem promovendo encontros com parlamentares para tentar convencê-los da importância da reforma. Ainda segundo Oliveira, a economia com a Previdência será no longo prazo. “O ganho em 2019 será de cerca de R$ 4 bilhões”, afirmou. “Mas sem ela, a perda virá imediatamente.”
Outro agravante será o cumprimento do teto. Sem a reforma, ele prevê dificuldades em 2019. Em 2020, já seria impossível cumprir o teto porque não haveria mais espaço para cortes de despesas.
Embora a principal batalha da equipe econômica seja a reforma previdenciária, Oliveira afirma que também não pode abrir mão dos ajustes de curto prazo.
Em troca da aprovação da Previdência, o Congresso quer manter o reajuste para os servidores em 2019, adiado por meio de medida provisória. Também pede o refinanciamento de dívidas de ruralistas e quer agradar aos governadores adotando novo cronograma de pagamento de recursos da Lei Kandir —desoneração de impostos estaduais sobre exportações.
“Não há espaço [fiscal]”, disse o ministro.
Eu presto atenção no que eles dizem, mas eles não dizem nada…
A classe política de um modo geral investe e se dá bem repetindo os argumentos emocionalmente carregados. Assim, Aécio Neves levou milhares a experimentar uma overdose de hipocrisia e perdas de direitos em apenas um ano.
Lula e Dilma já defenderam reforma da previdência e o canalha de 9 dedos, inclusive, fez a dele mediante 2 emendas à Constituição. A EC 41 foi a mais significativa reforma já feita até o momento. Dilma enviou uma proposta de reforma ao Congresso em janeiro de 2016 e só não aprovou porque não tinha mais força política para isso. Portanto, essa turma do PT não deseja o bem do nosso país. Ao contrário, quer apenas fazer política. Só o poder lhes interessa.
Lula e Dilma também já defenderam reforma trabalhista. É só consultar a internet, essa maravilha que veio para destruir de vez o discurso falacioso dessa corja de mentirosos e hipócritas que dizem "defender os pobres e a classe trabalhadora", enquanto celebram acordos espúrios com empresários inescrupulosos e com outros políticos igualmente corruptos.
Qual o custo com aposentadarias dos politicos? Acredito que deveria pensar nessa reforma para aliviar os cofres públicos.
Querem enfiar essa reforma goela abaixo de todo jeito. Mais dia menos dia inventam notícias e propagandas na TV. Enquanto isso os políticos continuam roubando e os juízes e MP recebendo auxílios esdrúxulos.
Isso é o preço do golpi… KKKKKKKKKKKKKKKKKKK
O "górpi" que o PT e seus comparsas de governo aplicaram no povo brasileiro.
A maior conta da União é a de pagamento de juros e serviços da dívida. Aproximadamente 50% dos tributos federais recolhidos se destinam a essa rubrica. O Governo, de forma marota, divulga o percentual dos seus gastos após o pagamento dos juros. O correto seria considerar o percentual da destinação dos tributos pagos pelo cidadão. Então, neste caso, de forma clara, deveria ser divulgado que metade do que se recolhe de Imposto de Renda, IPI, II, ITR, IOF e outros impostos e contribuições federais se destina ao mercado financeiro.
vejam a diferença do valor de uma aposentadoria de um político ( a maioria corrupto) pra a de um pobre trabalhador que trabalha a vida inteira e quando chegar a idade ainda não ter o direito de se aposentar… Isso é uma vergonha para os brasileiros… Esses políticos deveriam se aposentar também depois dos 65 anos, ou não…