Judiciário

(VÍDEO) – Sérgio Moro: “Eu não assumiria um papel de ministro da Justiça com risco de comprometer a minha biografia”; assista à entrevista ao ‘Fantástico’ na íntegra

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A apresentadora do Fantástico, Poliana Abritta, foi a Curitiba para uma entrevista com o juiz Sérgio Moro, que está de mudança pra Brasília a partir de janeiro. Ele assume o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Sob elogios e críticas, o juiz Sérgio Moro aceitou o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro.

Poliana Abritta: O que foi decisivo, juiz, pra esse sim?

Sérgio Moro: O grande motivador dessa aceitação do convite foi a oportunidade de ir a Brasília numa posição de poder elevada de ministro da Justiça e poder implementar com essa posição uma agenda anticorrupção e uma agenda anticrime organizado que não se encontram ao alcance de um juiz de Curitiba, mas podem estar no alcance de um ministro em Brasília.

Poliana Abritta: O senhor conversou com familiares ou fez uma reflexão sozinho?

Sérgio Moro: Conversei com amigos, com pessoas experientes, conversei também com a minha família. Na verdade, dos amigos, os conselhos foram diferenciados. Alguns me recomendaram que não, outros me recomendaram que sim.

Poliana Abritta: Teve algum momento que o senhor pensou em dizer não?

Sérgio Moro: Sim, isso foi tudo muito novo. Uma semana antes do segundo turno, dia 23 de outubro, eu fui procurado pelo futuro ministro da Economia, o senhor Paulo Guedes, com uma sondagem. Confesso que eu vi essa sondagem e fiquei tentado. Aguardei o encerramento das eleições. E tudo foi decidido, na verdade, no dia 1º de novembro.

Nesse dia, o juiz foi visitar o presidente eleito Jair Bolsonaro na casa dele, no Rio de Janeiro. Saiu de lá como futuro ministro.

Sérgio Moro: O que eu percebia nas pessoas comuns era um certo entusiasmo, um desejo de que eu aceitasse esse convite. As pessoas me procuram, me cumprimentam. Pra mim, é um sinal de que há uma grande expectativa. E espero corresponder a essa expectativa.

Poliana Abritta: O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Ayres Britto disse que essa mudança rápida do senhor da Justiça pro Executivo, “comprometeria a separação e independência dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário”. O que senhor tem a dizer sobre isso?

Sérgio Moro: Tenho grande respeito pelo ex-ministro Ayres Britto. Eu acho que a avaliação dele, nesse caso, está equivocada. Existe essa fantasia de que o ex-presidente Lula, que foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, teria sido excluído arbitrariamente das eleições por conta do processo criminal. Mas o fato que ele tá condenado e preso porque ele cometeu um crime.

Poliana Abritta: A defesa do ex-presidente Lula entrou com um novo pedido de habeas corpus pela liberdade dele e pela anulação da ação penal do caso do tríplex. E o principal argumento é de que houve “irremediável perda da imparcialidade”. O senhor, em algum momento, temeu colocar em risco todo o trabalho feito até agora ao aceitar o convite pro ministério?

Sérgio Moro: Não. Veja, essa questão pertence hoje às cortes de Justiça, não mais a mim. Mas eu proferi a decisão em relação ao ex-presidente Lula em meados de 2017. Então, assim, eu nem conhecia o presidente eleito Jair Bolsonaro. Eu sopesei essas questões, também levei em conta. Mas, pelo que eu vejo nas pessoas comuns, que eu encontro por aí, ninguém tem essa sombra de desconfiança.

Na sexta-feira, depois desta entrevista, o Conselho Nacional de Justiça solicitou que Sérgio Moro preste informações por “suposta atividade político-partidária” ao aceitar o convite para ser ministro. O juiz terá 15 dias para se manifestar.

Sérgio Moro: Eu estou indo pra consolidar os avanços da Operação Lava-Jato em Brasília.

Poliana Abritta: O senhor acha que o momento que a gente vive hoje, politicamente, é resultado desses quatro anos da Lava-Jato?

Sérgio Moro: Em parte, nas eleições, havia um sentimento muito forte contra um sistema político que, apesar de todas essas revelações de casos de grande corrupção, praticamente nada fez. O atual senhor presidente eleito foi quem, talvez, quem melhor foi identificado pela população como alguém que modificaria esse status quo. Qualquer outro candidato que fosse identificado com essa causa anticorrupção teria boas chances. Sem prejuízo das outras bandeiras do candidato.

Poliana Abritta: O senhor deu uma coletiva esta semana em que enumerou uma série de medidas que pretende encaminhar ao Congresso ao longo do governo.

O juiz defendeu:

– que condenados por homicídio pelos tribunais do júri cumpram a pena imediatamente, sem esperar o julgamento de recursos.

– que seja proibida a progressão de pena e a saída temporária de presos que tenham vínculos com organizações criminosas.

– que crimes graves demorem mais a prescrever.

– que haja uma regulação mais clara para que policiais possam trabalhar disfarçados.

– que seja ampliado o banco de dados genético para esclarecer crimes com exames de DNA.

– que denunciantes anônimos sejam mais protegidos.

Poliana Abritta: Entre as propostas e bandeiras de campanha do presidente eleito está a flexibilização da posse e do porte de armas. O que seria isso na prática, essa flexibilização?

Sérgio Moro: As regras atuais são muito restritivas pro posse de arma em casa. “Posse” é a pessoa ter uma arma dentro de casa. Não ela sair por aí passeando com a arma. Aí é “porte”, é diferente.

Poliana Abritta: Hoje a gente tem uma pessoa com 25 anos, que preencha uma série de requisitos, passe por uma série de testes psicotécnicos, antecedentes criminais, se ela comprovar a necessidade de ter uma arma, ela consegue ter uma arma. O que isso mudaria?

Sérgio Moro: Eu acho que isso não pode ser muito além de uma afirmação de que: “eu quero ter uma arma em casa. Eu tô preparado, eu não tenho antecedentes criminais, eu fiz os testes psicotécnicos, e assim eu quero ter uma arma, vamos assim, porque eu me sinto mais seguro”.

Poliana Abritta: Vários estudos mostram que esse armamento não obrigatoriamente reflete numa diminuição da criminalidade.

Sérgio Moro: Eu acho que a questão não é exatamente a diminuição ou não da criminalidade. O senhor presidente foi eleito com base nessa proposição. E me parece que existe um compromisso com os seus eleitores.

Poliana Abritta: O senhor como juiz tem o direito a ter uma arma em casa…

Sérgio Moro: Sim.

Poliana Abritta: O senhor tem uma arma?

Sérgio Moro: Sim.

Poliana Abritta: Mas não anda armado?

Sérgio Moro: Bem, são questões relativas à segurança pessoal, mas prefiro não responder. Mas normalmente, não.

Poliana Abritta: Tem alguma coisa que tire o sono do senhor hoje?

Sérgio Moro: Hoje, olha, eu… exerço a profissão de magistrado na área criminal e não raramente me deparei casos muito difíceis. Isso sempre envolve uma situação de risco. Mas vão ser tomadas as providências necessárias pra assegurar a minha proteção policial durante esse período e das pessoas a mim próximas.

Poliana Abritta: A gente teve, no ano passado, 62 mil homicídios no Brasil. Qual a meta do senhor pra daqui quatro anos em relação a esse número?

Sérgio Moro: Eu não tenho condições de me comprometer com um percentual de redução específico. Porque, veja, isso não é matemática. O que é importante é iniciar um ciclo virtuoso.

Poliana Abritta: Essa semana, a gente teve no Rio de Janeiro uma operação no Complexo da Maré em que cinco pessoas foram mortas. Isso é uma coisa recorrente. Onde o poder público tá errando?

Sérgio Moro: O Estado tem que ter uma política mais rigorosa em relação a essas organizações criminosas. Isso segue três padrões: investigações sólidas, direcionada à organização e seus líderes; prisão dos líderes, isolamento dos líderes; confisco do produto da atividade criminal e do patrimônio da organização. É assim que se desmantela organização criminosa. O criminoso vai pra cadeia, o policial vai pra casa. O confronto tem que ser evitado ao máximo.

Poliana Abritta: Mas hoje, na situação que a gente tem, o confronto é quase que diário.

Sérgio Moro: Essa é uma situação que tem que ser evitada.

Poliana Abritta: Como reverter isso pra que esse confronto seja evitado?

Sérgio Moro: Não é uma coisa simples. Não vou dizer assim: “não vai acontecer isso depois de janeiro”. Pode acontecer. Mas são situações indesejadas. Não pode se construir uma política criminal, mesmo de enfrentamento do crime organizado, baseado em confronto e tiroteio. O risco de danos colaterais é muito grande. Não só danos colaterais, mas o risco pro policial.

Poliana Abritta: O governador eleito do Rio, Wilson Witzel, prevê o abate de qualquer pessoa que esteja portando o fuzil. O senhor, como juiz, vê amparo legal nessa proposta?

Sérgio Moro: Não me parece razoável que o policial tenha que esperar o criminoso atirar nele com uma metralhadora ou com um fuzil antes que ele possa tomar qualquer providência. Eu tenho minhas dúvidas se isso já não é acobertado pela legislação. Mas nós vamos estudar se é necessário uma reformulação da lei nesse sentido. Eu não tenho condições de agora efetuar uma crítica apropriada porque eu não sei exatamente o que ele tá defendendo.

Poliana Abritta: Ele tá defendendo inclusive a compra de drones que possam ser usados se tiver um bandido numa comunidade no Rio com um fuzil na mão pra que se possa atirar. Ele disse que vai defender os policiais juridicamente pra que isso seja feito.

Sérgio Moro: Aí teria que sentar com ele, conversar pra entender o nível de concreção dessa proposta. Se tá numa situação de confronto policial, com risco ao policial, de ser alvejado num confronto, eventualmente.

Poliana Abritta: Não, a proposta dele vai além..

Sérgio Moro: Mas eu não sou assessor do governador…

Poliana Abritta: É só pra eu saber até que ponto…

Sérgio Moro: São declarações que ele deu em entrevistas e tal, isso tem que ser conversado com mais cautela e ponderação pra saber em concreto o que se pretende.

Poliana Abritta: Redução da maioridade penal. O senhor vê como única possibilidade a redução ou, por exemplo, um aumento da pena, que hoje é só de três anos?

Sérgio Moro: Bem, não existe uma posição fechada do governo em relação a isso, isso é uma questão a ser discutida. Existe uma necessidade de proteger o adolescente. É uma pessoa em formação. É inegável. Por isso se coloca a maioridade penal em 18 anos. Mas também eu acho que é razoável essa afirmação de que mesmo um adolescente entre 16 e 18 anos, ele já tenha compreensão de que é errado matar. Isso não resolve criminalidade, mas tem que se considerar a justiça individual. Pense numa família que um dos membros foi vítima de um homicídio praticado por um adolescente acima de 16 anos. As pessoas querem uma resposta do Estado institucional. E o sistema atual, que prevê sanções muito reduzidas pra crimes dessa natureza, de gravidade, é insatisfatório.

Poliana Abritta: O senhor disse na coletiva que todos terão os direitos garantidos pela lei. E o presidente eleito disse que ia colocar um ponto final, acabar com qualquer tipo de ativismo. Muita gente se sente ameaçada. Quais garantias o senhor pode dar para comunidade LGBT, negros, mulheres, de que os direitos não serão retirados, de que as pessoas não serão atacadas?

Sérgio Moro: Eu acompanhei todo o processo eleitoral e eu nunca vi, da parte do senhor presidente eleito, uma proposta de cunho discriminatório em relação a essas minorias. Eu não imagino de qualquer forma que essas minorias estejam ameaçadas. O fato de a pessoa ser heterossexual, homossexual, branco, negro, asiático… Isso é absolutamente indiferente. Nada vai mudar. Eu tenho grandes amigos que são homossexuais. Algumas das melhores pessoas que conheço são homossexuais. E não existe nenhuma perspectiva de nada que seja discriminatório a essas minorias. O governo tem que ter uma postura rigorosa quanto a crises em geral, mas também em relação a crimes de ódio. Eu não poderia ingressar em qualquer governo se houvesse alguma sombra de suspeita que haveria alguma política dessa espécie.

Outra questão de honra para o futuro ministro é o combate à corrupção.

Poliana Abritta: Se um ministro vier a se envolver a se envolver em alguma denúncia de corrupção, ele será afastado? O senhor defende o que, nesse caso?

Sérgio Moro: Se a denúncia for consistente, sim.

Poliana Abritta: Qual o critério jurídico pra gente definir uma denúncia como consistente?

Sérgio Moro: Tem que ser avaliado. Eu acho que é uma falácia, muitas vezes, que se ouviu no passado “ah, tem que esperar o trânsito em julgado”.

Poliana Abritta: O que o senhor defende? Se virar réu?

Sérgio Moro: Não, eu defendo que, em caso de corrupção, se analise as provas e se faça um juízo de consistência, porque também existem acusações infundadas, pessoas têm direito de defesa. Mas é possível analisar desde logo a robustez das provas e emitir um juízo de valor. Não é preciso esperar as cortes de justiça proferirem o julgamento.

Poliana Abritta: Esse juízo de valor seria dado por quem? O senhor como ministro da Justiça iria analisar e fazer esse juízo de valor pra aconselhar o presidente a demitir o ministro em questão?

Sérgio Moro: Provavelmente. Ou algum outro conselheiro. O que me foi assegurado e é uma condição… Não é bem uma condição, não fui lá estabelecer condições. Mas eu não assumiria um papel de ministro da Justiça com risco de comprometer a minha biografia, o meu histórico. Isso foi objeto de discussão e afirmação do senhor presidente eleito, que ninguém seria protegido se surgissem casos de corrupção dentro do governo.

Esta semana, em entrevista coletiva, o juiz saiu em defesa do futuro chefe da Casa Civil do governo Bolsonaro, o deputado Ônyx Lorenzoni. Ele admitiu, no ano passado, ter recebido R$ 100 mil por caixa dois para campanha eleitoral. Lorenzoni afirma que já doou metade para entidades filantrópicas e que, em breve, doará a outra metade.

Sérgio Moro disse que o deputado já pediu desculpas e que atuou a favor da aprovação de medidas anticorrupção no Congresso.

Poliana Abritta: Em 2017, o senhor disse que políticos não têm interesse em combater a corrupção. Como o senhor pretende fazer essa negociação com políticos, que muitos, por muitas vezes, vão estar sendo investigados ou sendo réus em processos justamente de corrupção?

Sérgio Moro: Eu fiz essa afirmação num contexto muito respeitoso, apesar de todas as revelações desses crimes de corrupção, não via iniciativas significativas, com todo respeito, por parte do nosso Congresso Nacional. Agora existe um outro contexto. Em todo início de governo existe um frescor, uma abertura de diálogo ao Congresso. Vamos tentar negociar dentro daquele espírito republicano de fazer o que é melhor pro país do que fazer o que é melhor pras pessoas.

Poliana Abritta: Negociar. Nasce um político aí dentro?

Sérgio Moro: Alguns me criticaram por assumir esse cargo afirmando que eu havia traído um compromisso que eu afirmei no passado numa entrevista ao Estado de São Paulo, que jamais entraria pra política. Eu posso tá sendo ingênuo, mas eu estou sendo absolutamente sincero quando afirmo que, na minha visão, tô assumindo um cargo pra exercer uma função predominantemente técnica. Eu não me vejo num palanque, eu, candidato a qualquer espécie de cargo em eleições, isso não é a minha natureza.

Poliana Abritta: Há quatro anos, se alguém dissesse “ah, o senhor vai ser ministro da Justiça daqui a quatro anos”, o senhor concordaria com isso?

Sérgio Moro: Não, de forma nenhuma. A Operação Lava-Jato começou pequena, ninguém tinha ideia da dimensão que aquilo ia tomar. No fundo, foi meio um efeito bola de neve. Jamais poderia cogitar que haveria essa possibilidade de assumir essa posição.

Poliana Abritta: Então o senhor há de concordar comigo que o senhor não pode dizer que daqui a quatro anos não será, por exemplo, candidato à Presidência da República.

Sérgio Moro: Não, eu estou te falando que não vou ser. Eu não sou um político que… minto. Desculpe. Com todo respeito aos políticos. Mas assim, bons e maus políticos. Mas existem maus políticos que, às vezes, faltam com a verdade. Eu não tô faltando com a verdade.

Poliana Abritta: Mas o senhor então é um político do tipo que não mente?

Sérgio Moro: Não, eu sou uma pessoa que, na minha perspectiva, eu tô indo assumir um cargo predominantemente técnico…

Poliana Abritta: Não, é porque o senhor que falou “eu não sou um político que minto”.

Sérgio Moro: Não sou um nenhum político e não minto. Eu acho que a profissão da política é uma das mais nobres que existe. Você receber a confiança da população, do voto. Às vezes, essa confiança é traída. Mas é uma das mais belas profissões. Não tem qualquer demérito nisso. É uma questão mesmo de natureza e perfil.

Poliana Abritta: O senhor, mais de uma vez, falou que vai estar subordinado à palavra final, que é do presidente eleito Jair Bolsonaro. E se chegar numa hora em que vocês divergirem em absoluto?

Sérgio Moro: Depende sobre o quê. Quem foi eleito foi o senhor presidente. E, eventualmente, se acontecer uma situação dessas, ele pode desejar me substituir por alguém que possa cumprir uma política que eventualmente eu discorde em absoluto. Eu vou assumir esse cargo em janeiro, não com a perspectiva de ser demitido, mas com a perspectiva de realizar um bom trabalho e ter uma convergência com o presidente eleito. Mas, se tudo der errado, eu deixo o cargo ministerial e certamente vou ter que procurar me reinventar no setor privado, de alguma forma.

Poliana Abritta: E o Supremo?

Sérgio Moro: Às vezes é até um pouco indelicado ficar falando em vaga, em Supremo, quando não existem vagas. É uma perspectiva, uma possibilidade que se coloca no futuro. Quando surgir uma vaga, meu nome pode ser cogitado, como o nome de várias pessoas.

Poliana Abritta: A gente está conversando aqui dentro do seu gabinete de Justiça, mas oficialmente o senhor está de férias. E tem recebido críticas, porque já está trabalhando, atuando como futuro ministro. Há quem veja nisso, nessa situação, que ela fere o princípio da legalidade e da moralidade. O que o senhor tem a dizer sobre isso?

Sérgio Moro: Olha, eu já anunciei publicamente que vou pedir a exoneração. O que a Constituição proíbe é que um juiz assuma uma posição, um cargo Executivo. Eu não tô assumindo nenhum cargo. Eu estou apenas colaborando pra formação de um futuro governo.

Poliana Abritta: Mas, na prática, o senhor já não está trabalhando como futuro ministro?

Sérgio Moro: Não tô praticando nenhum ato oficial. E eu tenho recebido, por conta dessas políticas que nós queremos implementar em Brasília, diversas ameaças. Vamos supor que, daqui a alguns dias, eu peça uma exoneração. Daqui a alguns dias acontece alguma coisa comigo, um atentado. Eu, tudo bem, morro, faz parte da profissão. Não gostaria, evidentemente. Mas minha família fica desamparada. Fica sem qualquer pensão. O que eu espero é passar esse período de férias. Ao meu ver, não tô fazendo nada de errado. E em seguida, eu assumo.

Poliana Abritta: Está de malas prontas pra Brasília?

Sérgio Moro: É um período, literalmente, de transição. Então você fica lá, você fica aqui. Tem que planejar bastante. Já ir definindo as pessoas e políticas a serem adotadas. Então esse vai ser um período de intenso deslocamento.

Poliana Abritta: O senhor tem aqui, nesse gabinete, onde o senhor passou os últimos quatro anos trabalhando na Operação Lava-Jato, livros, presentes. Vai levar tudo isso pra Brasília?

Sérgio Moro: Boa pergunta, ainda estou decidindo. Mas vai ser de fato um problema. E certamente vou sentir muitas saudades desse ambiente aqui.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. A entrevista pareceu mais um tribunal de inquisição! A repórter exalando semblante raivoso, quis tirar o brilho do Moro e não conseguiu. Por quatro vezes, o Ministro riu antes de responder algumas perguntas da Poliana… Para um bom entendedor, fica evidente qual era a verdadeira intenção da emissora e sua repórter! Um Moro incomoda muita gente…

  2. Sérgio Moro deu uma aula de educação, firmeza, objetividade e cordialidade. Tudo que bandido não gosta. Foi provocado, testado e não caiu em contradição, nem perdeu a calma com as pegadinhas soltas. Escutou sem interromper a fala da repórter, respondeu o que havia sido perguntado e não fugiu de nenhum tema.
    Lembram das entrevistas e sabatinas feitas com Haddad? Ele sempre fugia dos temas polêmicos contra o PT, respondendo coisa totalmente diferente do que havia sido perguntado.
    Haddad em toda campanha não deu qualquer explicação sobre a corrupção, desemprego, queda da indústria e demais temas ruins que levaram o país a maior recessão de sua história, não entrava em nada comprovado contra o PT e falava como se não estivesse existido o Brasil entre janeiro de 2003 a julho de 2016, só antes e depois.
    Chega de irresponsabilidade, chega de impunidade, chega de farsa, basta de corrupção, chega de prometer e fazer o oposto.

  3. É PATÉTICO, RIDÍCULO ver os argumentos do PT contra Sérgio Moro ir ser ministro da justiça.
    Fazem argumentos absurdo, criam situações inexistentes, se baseiam em nada com nada e pior, propositalmente esquecem os ministros que nomearam e os critérios usados para colocá-los nas pastas.
    A dor maior é ver um juiz que teve a coragem de julgar os políticos pelas provas existentes, condenando quem deveria ser condenado, está sendo chamado para mudar o rumo da legislação penal brasileira que só gera benefícios aos bandidos comuns e de colarinho branco.
    O PT teve TODOS os ex ministros da casa civil investigado, processado e alguns já condenados.
    O PT aparelhou os ministérios e estatais e deu ao Brasil coisa gloriosas como o mensalão, petrolão e a lava jato.
    Ainda vem por aí:
    A delação de Palocci;
    As revelações dos empréstimos do BNDES;
    Abrir os gastos dos cartões corporativos;
    Depois dessas, talvez se renove 90% dos mandatos dos velhos caciques e donos de partidos na câmara e senado. Aí sim, o Brasil começará a viver uma democracia e não isso que temos hoje, com tudo dominado pelos políticos de sempre.

    1. É que o PT colocaria um bandido na justiça. Eles odeiam e repudiam a honestidade!

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Geral

[VÍDEO] IMAGENS FORTES: Menino de 11 anos que dirigia caminhonete atropela e mata dez monges budistas em peregrinação na Tailândia

Um menino de 11 anos atropelou um grupo de monges budistas em peregrinação pela Tailândia. Ao menos dez monges morreram e outros dez estão internados, dois deles em estado crítico, segundo o boletim mais recente do Hospital de Mukdahan, no nordeste do país.

Trinta e cinco monges budistas e cinco fiéis leigos caminhavam à beira de uma rodovia na província de Mukdahan na quinta durante uma peregrinação quando uma caminhonete atropelou o grupo na sexta-feira (3). Cinco monges morreram no local e outros cinco morreram mais tarde no hospital.

“A caminhonete se aproximou e ficou extremamente perto. Eu me joguei, mas os monges saíram voando”, afirmou um dos sobreviventes.

A polícia local confirmou que o veículo era dirigido por um menino de 11 anos que pegou o carro dos pais sem permissão.

O menino foi detido, porém, não prestou depoimento às forças de segurança, afirmou Prayut Ruanthongkam, chefe da polícia da cidade de Mukdahan, à agência de notícias AFP. Na Tailândia, menores de 12 anos não têm responsabilidade penal. Ele foi encaminhado às autoridades de proteção à criança para avaliação, acompanhado pela mãe.

Com informações de g1

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VÍDEO: Canal da transposição tem baixo do nível de água após Lula inaugurar obra

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram um trecho da Transposição do Rio São Francisco com baixo nível de água após a inauguração do Túnel Major Sales, no Ramal do Apodi, no Rio Grande do Norte, realizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O vídeo, publicado no Instagram pelo perfil @valdemi_caboclo_bezerra, e reproduzido pelo blog de Gustavo Negreiros, também registra um contêiner instalado na estrutura, equipamento que já havia sido alvo de questionamentos durante a cerimônia. O autor das imagens questiona a permanência do contêiner e a situação do canal.

O governo federal não se pronunciou até o momento sobre o baixo volume de água mostrado no vídeo nem apresentou explicações para a situação.

Opinião dos leitores

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Aerotur consolida posição entre as maiores referências do Brasil em viagens de adolescentes para a Disney

Celebrando sua 40ª temporada de viagens para a Disney, a Aerotur embarca neste ano em torno de 400 passageiros para viver uma das experiências mais marcantes da adolescência.

Com forte atuação em Natal, Fortaleza e Recife, cidades onde mantém suas principais filiais, a empresa também reúne passageiros de diversas regiões do Brasil que escolhem a Aerotur para realizar o tradicional sonho da viagem dos 15 anos.

Em volume de embarques, a Aerotur já figura entre as três maiores empresas especializadas em viagens de adolescentes para a Disney no país. A expectativa para a temporada de 2027 é de crescimento, reforçando a trajetória de expansão e a liderança da empresa nesse segmento.

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Flávio Bolsonaro estava no Brasil na época da “Noite das Astronautas” promovida por Vorcaro em Nova York

Imagem: reprodução/TV Senado

Por Igor Gadelha, Metrópoles

Enquanto Daniel Vorcaro promovia a rumorosa “Noite das Astronautas” com políticos e outros aliados em Nova York, o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) estava no Brasil, apontam registros do Senado Federal. A informação é da coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles.

Segundo relatório da Polícia Federal (PF) sobre o Caso Master, a festa de Vorcaro, na qual mulheres vestidas com capacetes e trajes prateados entretinham os convidados, teria acontecido entre os dias 12 e 16 de maio de 2024.

Nesse período, Flávio estava no Brasil. Registros do Senado apontam que o senador participou presencialmente de sessões em 14 e 15 de maio, quando a Casa votou projetos relacionados à tragédia das chuvas no Rio Grande do Sul.

Em 14 de maio, pr exemplo, Flávio chegou a ter um projeto incluído na pauta de votações. Já no dia 15, ele discursou pela liderança da oposição no plenário do Senado às 18h37.

Mesmo que embarcasse em um voo imediatamente após o discurso, o senador chegaria a Nova York apenas na manhã do dia 16, quando os participantes da suposta “Noite das Astronautas” já retornavam ao Brasil.

A possibilidade de Flávio ter participado da festa de Vorcaro em Nova York foi levantada após Michelle Bolsonaro, em guerra com o enteado, compartilhar um vídeo do ex-governador Anthony Garotinho sobre o evento.

Na gravação, Garotinho afirma que teve acesso a um vídeo da festa e que viu a participação de “deputados, senadores e governadores, homens que defendem a família”.

Michelle repostou a fala do ex-governador nas redes sociais da ex-primeira-dama, na segunda-feira (29/6), com a legenda: “A verdade de Jesus Cristo vai prevalecer”.

Segundo dados da PF, Vorcaro teria gasto cerca de R$ 3,7 milhões, na cotação da época, na realização da festa em Nova York. Na ocasião, diversos políticos estavam na cidade participando de um fórum sobre investimentos.

Por Igor Gadelha, Metrópoles

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Geral

Flávio Bolsonaro chega aos EUA para audiência sobre tarifas de Trump

Foto: Wilton Junior/Estadão

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro chegou neste domingo(5) aos Estados Unidos, onde participará de uma audiência pública sobre políticas comerciais do Brasil, promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), em Washington.

O painel com o senador está previsto para terça-feira (7). Na última quinta-feira, Flávio enviou uma manifestação ao USTR pedindo a suspensão da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, argumentando que a medida acaba favorecendo quem deveria ser punido.

Segundo o parlamentar, a sobretaxa passou a ser explorada politicamente pelo governo federal para atacar a oposição. A investigação americana foi aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA e apura supostas práticas desleais do Brasil em áreas como comércio digital, propriedade intelectual e combate ao desmatamento ilegal.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a iniciativa e afirmou que a família do ex-presidente Jair Bolsonaro busca se submeter aos interesses dos Estados Unidos.

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Geral

VÍDEO: Jogadores de Cabo Verde são recebidos com festa após participação histórica na Copa do Mundo

A seleção de Cabo Verde foi recebida com festa neste domingo (5), na Cidade da Praia, após a campanha histórica na Copa do Mundo. Milhares de torcedores tomaram as ruas para homenagear os “Tubarões Azuis”, eliminados nas oitavas de final pela Argentina.

A recepção coincidiu com o Dia da Independência de Cabo Verde e foi organizada pela Federação Cabo-Verdiana de Futebol, reunindo uma multidão em clima de celebração, com bandeiras, música e manifestações de patriotismo.

Durante a homenagem, uma bandeira do Brasil também foi estendida por torcedores, simbolizando a ligação cultural entre os dois países.

Apesar da derrota por 3 a 2 para a Argentina, Cabo Verde encerrou sua primeira participação em uma Copa do Mundo com uma campanha histórica, chegando às oitavas de final.

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Geral

Álvaro Dias participa de aniversário na Aldeia Katu, do Festival Gastronômico de Lagoa Nova e do Jardim Junino

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, cumpriu neste sábado uma extensa agenda pelo interior do estado, participando de eventos em Canguaretama, Lagoa Nova e Jardim do Seridó. Ao longo do dia, esteve ao lado de lideranças políticas, conversou com moradores e participou de atividades que destacaram a cultura, a educação, o turismo e as tradições das diferentes regiões potiguares.

A primeira agenda aconteceu na Aldeia Katu dos Eleotérios, em Canguaretama, onde Álvaro participou da comemoração do aniversário de Irmã Lila, liderança da comunidade, ex-vereadora do município e madrasta do prefeito de Galinhos, Hudson Matias. Durante a visita, conversou com os moradores, ouviu as demandas da comunidade e visitou a Escola Municipal Indígena João Lino da Silva, a primeira escola indígena do Rio Grande do Norte. A instituição desenvolve um trabalho voltado à valorização da cultura dos povos originários, com ensino em português e na língua tupi.

Também participaram da agenda o pré-candidato a vice-governador, Babá Pereira; o presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira; a pré-candidata a deputada federal, Nina Souza; a vice-prefeita de Natal, Joana Guerra; o prefeito de Pedra Grande, Pedro Henrique; e o prefeito de Galinhos, Hudson Matias.

Na sequência, Álvaro participou do IV Festival Gastronômico de Lagoa Nova, na Serra de Santana. Recebido pelo prefeito Iranildo Aciole, percorreu o polo gastronômico, caminhou pelo pavilhão do evento e conversou com moradores, comerciantes, empreendedores e visitantes, acompanhando de perto uma das principais iniciativas de valorização da gastronomia, do turismo e do desenvolvimento regional.

Encerrando a agenda, Álvaro esteve em Jardim do Seridó, onde participou da 9ª edição do Jardim Junino, a convite da prefeita Silvana de Lalá. Ao lado da gestora municipal, conversou com a população e acompanhou a programação do evento, que integra o calendário cultural do município e celebra as tradições juninas da região.

As agendas também contaram com a presença do pré-candidato a vice-governador, Babá Pereira, reforçando a presença da chapa em diferentes regiões do estado.

Ao percorrer municípios do Litoral Sul, da Serra de Santana e do Seridó em um único dia, Álvaro Dias reforçou sua proposta de manter uma pré-campanha baseada no contato direto com a população, ouvindo lideranças, conhecendo de perto a realidade de cada região e valorizando iniciativas que fortalecem a cultura, a educação, o turismo e o desenvolvimento do Rio Grande do Norte.

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Política

ELEIÇÕES 2026: Oposição a Lula larga na frente na disputa pelos maiores estados do país

Tarcísio de Freitas, ACM Neto e Sergio Moro: favoritos aos governos estaduais, eles são críticos a Lula | Fotos: Paulo Guereta/Governo Estado SP | Beto Barata/PL/Reprodução

A oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece em vantagem na corrida aos governos estaduais em seis dos dez maiores eleitorais do Brasil, segundo levantamento feito pela revista VEJA com base em pesquisas feitas em abril, maio, junho e julho. Esse recorte representa 75% do eleitorado total do país.

No maior colégio eleitoral do país, a oposição lidera e pode levar no primeiro turno com o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), um dos principais aliados políticos do presidenciável de oposição Flávio Bolsonaro (PL).

Em Minas Gerais, segundo maior estado, o líder da pesquisa é o senador Cleitinho Azevedo, também do Republicanos. Embora vez ou outra elogie e apoie iniciativas de Lula, ele vem sendo cotado para ser o palanque de Flávio no estado.

A oposição também aparece à frente na Bahia (com ACM Neto, do União Brasil), no Paraná (com Sergio Moro, do PL), no Ceará (com Ciro Gomes, do PSDB) e em Santa Catarina (com Jorginho Mello, do PL).

Lulistas

Já Lula tem apenas um candidato liderando que pode ser considerado seu aliado: o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), que está com larga vantagem na disputa pelo comando do Rio de Janeiro e pode liquidar a fatura ainda no primeiro turno.

O petista ainda tem uma aliada em boa posição no Rio Grande do Sul, com a ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT), neta do ex-governador Leonel Brizola, mas ela está empatada na margem de erro com o deputado oposicionista Luciano Zucco (PL).

Independentes

Em outros dois estados, o líder da corrida não pode ser considerado nem lulista nem oposição a Lula: Raquel Lyra (PSD) em Pernambuco e Daniel Santos (Podemos) no Pará. Ambos mantêm posição de neutralidade na corrida presidencial, embora flertem com o eleitorado petista e bolsonarista.

Veja abaixo um resumo da corrida nos dez maiores colégios eleitorais:

SÃO PAULO
(Paraná Pesquisas – maio)

Tarcísio de Freitas (Republicanos): 45,6%
Fernando Haddad (PT): 34,1%

MINAS GERAIS
(Real Time Big Data – maio)

Cleitinho Azevedo (Republicanos): 35%
Alexandre Kalil (PDT): 14%

RIO DE JANEIRO
(Paraná Pesquisas – junho)

Eduardo Paes (PSD): 54,2%
Douglas Ruas (PL): 14,6%

BAHIA
(Paraná Pesquisas – junho)

ACM Neto (União Brasil): 47,8%
Jerônimo Rodrigues (PT): 38,7%

PARANÁ
(Paraná Pesquisas – maio)

Sergio Moro (PL): 42,3%
Requião Filho (PDT): 19,9%

RIO GRANDE DO SUL
(Real Time Big Data – junho)

Juliana Brizola (PDT): 37%
Luciano Zucco (PL): 32%

PERNAMBUCO
(Datafolha – junho)

Raquel Lyra (PSD): 48%
João Campos (PSB): 43%

CEARÁ
(Paraná Pesquisas – junho)

Ciro Gomes (PSDB): 46,6%
Elmano de Freitas (PT): 33,9%

PARÁ
(Quaest – abril)

Daniel Santos (Podemos): 22%
Hana Ghassan (MDB): 19%

SANTA CATARINA
(Instituto Neokemp – junho)

Jorginho Mello (PL): 52,3%
João Rodrigues (PSD): 20,4%

Veja

Opinião dos leitores

  1. Os cariocas sofrem da mesma doença dos nordestinos, para essa gente o político quanto pior melhor, ou povo que sofre mas não aprende a votar

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Geral

CLÁUDIO HUMBERTO: Lula recua e vai segurar nova indicação de Messias ao STF para depois da eleição

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Por Cláudio Humberto, Diário do Poder

Lula foi demovido da ideia, que sustentava até o mês passado, de reenviar o nome de Jorge Messias para a vaga aberta de ministro do Supremo Tribunal Federal. Os cenários hoje são: enviar logo após a eleição ou deixar para fevereiro. As bravatas de Lula, sugerindo reenvio imediato, vieram depois dos “trackings” do Planalto captarem ligeira melhora na desgastada popularidade do petista após confronto, sobretudo, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Olho na urna

Eventual reenvio este ano vai depender do resultado eleitoral, com envio caso Lula seja derrotado, já contando que a questão vai parar no STF.

Outro clima

Hoje, o cenário mais provável é que fique para fevereiro, após o fim da legislatura, com possibilidade de troca da presidência do Senado.

Água no chopp

Lula não vai admitir, mas o recuo veio após Alcolumbre segurar votações que o petista está de olho, como o projeto do fim da escala 6×1.

Caminho complicado

Além da má vontade de Alcolumbre, regra interna do Senado impede que uma mesma nomeação seja votada duas vezes em um ano.

Por Cláudio Humberto, Diário do Poder

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Geral

Mercado de canetas emagrecedoras movimentou mais de R$ 10 bilhões em 4 anos no Brasil

Foto: Mohammed_Al_Ali / Shutterstock | Portal EdiCase

O mercado brasileiro de medicamentos à base de GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras, movimentou mais de R$ 10 bilhões entre 2021 e 2025, cinco vezes mais do que em 2021. O avanço colocou esses produtos entre os mais vendidos do país e impulsionou as importações de medicamentos de alta tecnologia. O levantamento foi realizado pelo portal Metrópoles.

Crescimento do mercado

  • O setor passou de R$ 1,8 bilhão em 2021 para R$ 10 bilhões em 2025;
  • A participação no varejo farmacêutico aumentou de 3% para 9%;
  • As vendas cresceram de 3,3 milhões para 8,9 milhões de unidades;
  • Mounjaro e Wegovy concentram mais de 70% do faturamento do segmento.

Importações em alta

Segundo a Farma Brasil, as importações de medicamentos cresceram de US$ 1,3 bilhão em 2000 para US$ 14,2 bilhões em 2025, alta superior a 950%. O avanço é atribuído ao envelhecimento da população, ao aumento das doenças crônicas e ao uso de terapias mais sofisticadas.

Preços começam a cair

Entre janeiro e maio de 2026, a semaglutida movimentou R$ 2 bilhões, com mais de 2 milhões de unidades vendidas. Apenas em maio, o faturamento chegou a R$ 449 milhões. Com a entrada de versões nacionais, como a lançada pela EMS, o preço médio da semaglutida já registra queda de cerca de 8%.

Projeto no SUS

O Ministério da Saúde iniciou um projeto-piloto em Porto Alegre para avaliar o uso da semaglutida no SUS. Nesta fase, 250 pacientes com obesidade grave ou doenças associadas serão acompanhados por dois anos para medir a eficácia do tratamento e o impacto nos custos do sistema público de saúde.

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