Judiciário

MP abre nova investigação para apurar suposto uso de “funcionários fantasmas” e eventual “rachadinha” no antigo gabinete de Flávio Bolsonaro; senador rebate e fala em “fixação”

Foto: Pedro França/Agência Senado

O Ministério Público do Rio abriu novo procedimento específico para investigar as denúncias de uso de funcionários fantasmas e a eventual prática de “rachadinha” , como é conhecida a devolução de salários, no antigo gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio ( Alerj ). O novo procedimento tramita em segredo de justiça e foi instaurado em setembro sem relação com o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras ( Coaf ), que apontou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio.

A nova investigação tem como foco as denúncias feitas pelo GLOBO sobre os parentes de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro, que constaram como assessores de Flávio no período em que foi deputado estadual na Alerj. A maioria deles, porém, sempre viveu em Resende, no Sul do estado do Rio. Além disso, Márcia Salgado de Oliveira, tia do atual ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Antonio Francisco de Oliveira, também tornou-se investigada.

Os familiares de Ana Cristina não estavam citados no relatório do Coaf que identificou a movimentação atípica de Queiroz, mas eram alvo do procedimento criminal que apura peculato e lavagem de dinheiro e tramita no Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc). Essa investigação está suspensa por decisão do Supremo Tribunal Federal que avalia a possibilidade de compartilhamento de dados entre órgãos como o Coaf e a Receita com o Ministério Público.

A nova investigação, porém, é cível e investiga os ex-assessores e o senador por improbidade administrativa. Pessoas próximas à família dizem que até o momento nenhum deles foi chamado para depor, mas o GLOBO apurou que ofícios com solicitações dos registros funcionais do grupo foram efetuados à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) nos últimos dias. Procurado o MP, não disse que não poderia se manifestar.

Parentes investigados

Entre os alvos do procedimento estão casos como o de Andrea Siqueira Valle , conhecida por participar de concursos de fisiculturismo, mas que constou como assessora de Flávio de 2008 até o ano passado. Além disso, ela ficou outros 10 anos lotada entre o gabinete de Jair Bolsonaro e de Carlos Bolsonaro. Na Alerj, ela chegou a ter um salário bruto de R$ 7.326,64, além de receber um auxílio educação de R$ 1.193,36. Ela vivia em Guarapari, no Espírito Santo, até maio. Mas não é vista desde então.

Outro caso que chamou atenção foi o do veterinário Francisco Diniz. Ele foi lotado inicialmente aos 21 anos, em fevereiro de 2003. Dois anos depois, em 2005, ele começou a cursar a faculdade de Medicina Veterinária no Centro Universitário de Barra Mansa, cidade a 140 quilômetros do Rio e próxima a Resende. O curso era integral e colegas contaram ao GLOBO que ele frequentou as aulas normalmente até se formar em 2008. Diniz chegou a ganhar um salário bruto de R$ 7.326,64, com direito ainda a auxílio-educação de R$ 1.052,34. Ele só foi exonerado em fevereiro de 2017 – um total de 14 anos. Procurado, não retornou.

Tia do ministro, Márcia Salgado de Oliveira apareceu nos registros da Alerj como funcionária de Flávio de 2003 até fevereiro deste ano. Em 2014, porém, num processo que tramitou no Juizado Especial da Comarca de Mesquita, na Baixada Fluminense, quando acionou uma empresa de telefonia, Márcia apresentou uma procuração escrita de próprio punho, na qual informou que sua ocupação era “do lar”. Além disso, em 16 anos, ela jamais teve crachá emitido pela Alerj, procedimento que a Casa sempre recomendou a todos os seus funcionários.

Procurada por telefone, Márcia disse em um primeiro momento que não trabalhou na Alerj. Após a reportagem citar seu nome completo e perguntar se trabalhou para Flávio, ela disse:

— Não, meu amor, você ligou para a pessoa errada— disse Márcia que, em seguida, desligou e retirou sua foto do WhatsApp. Em todo o período no gabinete, ela recebeu um salário bruto médio real de R$ 7,3 mil.

Além de Márcia, o pai e a mãe do ministro Jorge Oliveira foram assessores de Jair e Eduardo Bolsonaro na Câmara de Deputados. Procurados, nem Márcia, nem o ministro retornaram aos contatos da reportagem.

Nota de Flávio Bolsonaro

Procurado, o senador Flávio Bolsonaro disse, por nota, que “todas as pessoas que foram nomeadas, na época, eram qualificadas para as funções que exerciam. Trabalharam em diferentes áreas, mas sempre em prol do mandato, tanto que as votações enquanto deputado estadual foram crescentes”.

Segundo ele, a “nomeação dessas pessoas ocorreu de forma transparente e de acordo com as regras da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A execução do trabalho delas também ocorreu de acordo com as normas”. A nota informa ainda que “os cargos comissionados da Alerj são de duas naturezas: técnica (com o profissional no gabinete) e de natureza política (com o profissional na base eleitoral). A confecção e o uso de crachá não eram obrigatórios, já que o funcionário pode atuar apenas na base, sem a necessidade de ir para a Alerj”.

O senador diz ainda que há “fixação de O Globo em Flávio Bolsonaro enquanto 26 parlamentares são completamente esquecidos. O jornal ignora valores milionários que chegam até R$ 50 milhões em outros gabinetes, e elege um único para perseguir. Até quando vão ignorar as quantias gigantes movimentadas em outros gabinetes? A única certeza é que ao final de todo o processo ficará comprovado que não houve ilegalidade por parte de Flávio Bolsonaro”.

Investigação original

Desde julho de 2018, Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz são alvos de um procedimento aberto a partir de um relatório do Coaf que detectou uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta do ex-chefe da segurança de Flávio.

Em fevereiro deste ano, este procedimento foi desmembrado em dois. Um tramita na esfera criminal e outro na área cível. Na área criminal, os promotores pediram a quebra de sigilo fiscal e financeiro de 95 pessoas e empresas para a 27ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, que autorizou o afastamento do sigilo para a investigação. O andamento deste caso, porém, depende da decisão do STF sobre o compartilhamento de dados uma vez que foi iniciado a partir de um relatório do Coaf.

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. Se o MPRN abrir investigação de fantasmas e rachadinhas na ALRN, os familiares daquele órgão serão bem citados. E do TJRN tb.

  2. Bando de retarado, tanto o cachaceiro quanto o laranjal são bandidos, enquanto vocês lutam as guerras deles, eles se refestelam.

  3. Tá com medo senador? Cadê todo o discurso moralista sobre ética e combate à corrupção?

    Bolsominions podem relinchar.

    1. Com certeza pra vc Lula é inocente e o PT não praticou a maior corrupção da história mundial. Seu jegue.

    2. Minion alienado
      Voce se enganou quem relincha e petista como você os apoiadorea do MITO BOLSONARO
      RUGENS
      Entendeu o petista encantado ou mamador

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Flávio denuncia ao TSE esquema de R$ 273 milhões do governo Lula para envio de mensagens a beneficiários de programas sociais

Foto: Vinicius Nunes/Estadão Conteúdo

A quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta quarta-feira (21), novos documentos que apontam um suposto esquema milionário de utilização de recursos públicos para o envio de mensagens diretamente aos celulares de beneficiários de programas sociais do governo Lula (PT). O aditamento à Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) revela que um projeto do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), inicialmente contratado por R$ 34,5 milhões, teve seu valor elevado para R$ 273,2 milhões, dos quais R$ 237,8 milhões já foram repassados.

A denúncia ganha contornos ainda mais graves porque, segundo a documentação apresentada, parte dos recursos foi redirecionada para o envio de mensagens em massa imediatamente após o primeiro turno, enquanto empresas e profissionais remunerados pelo projeto também prestaram serviços a campanhas eleitorais do PT em 2026.

A ação tem como investigados Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira.

R$ 5,26 milhões redirecionados após o primeiro turno

Um dos pontos centrais da nova documentação é a alteração no plano de trabalho do projeto Conexão Cidadã, responsável pelo envio de mensagens por WhatsApp e RCS com a identificação do Governo Federal.

Segundo a petição, os relatórios oficiais apontam que não houve campanhas de disparos em massa nos meses de junho e julho. Entretanto, em 5 de outubro, apenas um dia depois do primeiro turno, o instituto responsável pelo projeto solicitou uma mudança na destinação dos recursos.

O pedido foi aprovado pelo MDS em 7 de outubro, autorizando o redirecionamento de R$ 5,26 milhões para serviços classificados como “envio de alertas” e “envio de mensagens sociais operacionais”.

Para a defesa de Flávio Bolsonaro: “Trata-se da retomada, sob outro nome, da mesma comunicação de massa, essa que tem sido vista e noticiada por toda a imprensa.”

Dinheiro público e fornecedores de campanhas petistas

Outro elemento destacado pela investigação é a ligação entre empresas contratadas pelo projeto do governo e prestadores de serviços de campanhas eleitorais do PT.

Segundo os documentos, 62% dos pagamentos realizados pelo projeto a prestadores de serviços até abril de 2026 foram destinados à Microtarget, a empresas de seu grupo econômico e a outras sociedades com vínculos societários com seus dirigentes.

A petição também identifica pagamentos ao publicitário João Dude, que recebeu R$ 1,02 milhão do projeto entre março de 2024 e agosto de 2026. Em agosto deste ano, ele foi contratado pelas campanhas petistas de Jaques Wagner e Rui Costa ao Senado, por R$ 112,5 mil cada.

Outra empresa mencionada é a Hi Neo Comunicação e Marketing, que recebeu R$ 3,78 milhões do projeto e também foi contratada para prestar serviços a candidaturas do PT.

“Os mesmos fornecedores, pagos ao mesmo tempo pelos dois lados, em pleno período eleitoral”, destaca a petição, ao sustentar a existência de indícios de abuso de poder político e econômico.

Mensagens sobre Bolsa Família e INSS continuam às vésperas da votação

O aditamento também apresenta registros de mensagens enviadas pela conta oficial GovBR durante a semana do segundo turno.

Entre os conteúdos identificados estão comunicações sobre o Bolsa Família, incluindo o valor atualizado do benefício, além de informações sobre o programa Farmácia Popular.

Um dos episódios considerados mais graves pela defesa ocorreu nesta quarta-feira (21), quando aposentados e pensionistas receberam mensagens informando que o comparecimento às urnas também vale como prova de vida para o INSS.

A ação relaciona esses envios a uma declaração de Lula durante ato na Avenida Paulista, em 11 de outubro, quando o presidente pediu à militância que mobilizasse idosos e eleitores que não haviam comparecido ao primeiro turno.

Segundo a petição, a comunicação teve um efeito político imediato, com apoiadores de Lula reproduzindo o aviso nas redes sociais acompanhado de pedidos de voto no número 13.

Contratação sem chamamento público e suspeitas de sobrepreço

A documentação também questiona a origem e a execução do contrato do Conexão Cidadã, firmado com o Instituto de Apoio à Fundação Universidade de Pernambuco (IAUPE), sem chamamento público.

A parceria começou em dezembro de 2023, no valor de R$ 34,5 milhões, e passou por cinco acréscimos sucessivos até alcançar R$ 273,2 milhões.

A defesa aponta ainda possíveis irregularidades nos custos das mensagens. Segundo a petição, serviços de mensageria previstos em R$ 20,4 milhões acabaram custando R$ 94 milhões, com valores unitários superiores aos preços de referência apresentados na documentação.

Para os advogados de Flávio, a dimensão financeira do projeto amplia a gravidade dos fatos investigados e exige esclarecimentos sobre a utilização dos recursos públicos.

Diante dos novos elementos, Flávio Bolsonaro reiterou o pedido de tutela de urgência para suspender os disparos de mensagens pelos canais oficiais investigados, incluindo aqueles vinculados ao projeto Conexão Cidadã.

A defesa também solicita que o Ministério do Desenvolvimento Social apresente, em 24 horas, contratos, relatórios, comprovantes de repasses e informações sobre o conteúdo e o número de destinatários das mensagens enviadas.

Além disso, pede que o INSS e o Ministério da Gestão esclareçam os critérios utilizados para selecionar os cidadãos que receberam comunicações relacionadas à prova de vida.

A ação sustenta que a continuidade dos disparos pode comprometer a igualdade de oportunidades entre os candidatos na reta final da eleição presidencial.

“Sem a pronta intervenção desta Corregedoria, os disparos prosseguirão até a véspera do pleito, quando nenhuma decisão posterior poderá recompor a igualdade de oportunidades”, alerta a petição.

O processo tramita no TSE sob o número 0603241-16.2026.6.00.0000, sob relatoria do corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.

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ELEIÇÕES 2026: Allyson e Cadu participam de debate na Inter TV nesta quinta; veja horário e regras

Fotos: Reprodução/Inter TV Cabugi

A Inter TV promove nesta quinta-feira (22) um debate entre Allyson Bezerra (União) e Cadu de Lula (PT), candidatos ao governo do Rio Grande do Norte no 2º turno das eleições. O confronto começa às 22h35, após a novela “Quem Ama Cuida”, com transmissão pela Inter TV Cabugi, Globoplay e g1 RN.

O debate será realizado nos estúdios da emissora, em Natal, com mediação da jornalista Emmily Virgílio. A duração prevista é de 1 hora e 40 minutos, dividida em quatro blocos, com perguntas entre os candidatos sobre temas livres e assuntos determinados pela produção.

No 1º e no 3º blocos, os candidatos poderão fazer perguntas sobre qualquer tema, com 10 minutos para cada um administrar livremente. Já no 2º e no 4º blocos, os assuntos serão sorteados ao vivo, com cinco minutos por candidato para cada tema.

Allyson abrirá os dois primeiros blocos, enquanto Cadu iniciará o terceiro e o quarto. Ao final, cada candidato terá 1 minuto e 30 segundos para as considerações finais.

As regras permitem que os participantes circulem pelo cenário, mas proíbem contato físico e interrupções durante as falas. Em caso de ofensa pessoal, poderá ser concedido direito de resposta de um minuto, após avaliação da produção.

Se um dos candidatos não comparecer, o debate será substituído por uma entrevista de 25 minutos com o participante presente.

Com informações do g1 RN

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[VÍDEO] EM FORTALEZA: Flávio diz que vai “aposentar” Lula e manda recado à comunidade LGBTQIA+

Vídeo: Rogeslane Nunes/ OPOVO

Durante agenda de campanha em Fortaleza, no Ceará, o candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que vai “aposentar” o presidente Lula (PT). O senador também fez críticas ao PT e negou que pretenda cortar programas sociais.

Em discurso a apoiadores, Flávio dirigiu uma mensagem à comunidade LGBTQIA+. “Quero falar para os gays que estão aqui hoje, vocês são sempre muito bem-vindos, porque vocês fazem parte do nosso Brasil”, declarou.

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PODERDATA/AYA: Rejeição a Lula sobe para 48%, enquanto Flávio registra 44%

Fotos: Ricardo Stuckert e Vittor Sales

A rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a 48%, enquanto a do senador Flávio Bolsonaro (PL) ficou em 44%, segundo levantamento PoderData/Aya divulgado na segunda-feira (19). Os números mostram uma diferença de quatro pontos percentuais entre os candidatos a seis dias do 2º turno das eleições presidenciais.

Em relação à rodada anterior, a rejeição a Lula passou de 46% para 48%, uma oscilação de dois pontos percentuais para cima. Já Flávio registrou queda de um ponto, passando de 45% para 44%.

Entre os entrevistados, 42% afirmaram que Lula é o único candidato em quem votariam, enquanto 7% disseram que poderiam votar no petista. Na rodada anterior, os percentuais eram de 44% e 7%, respectivamente.

No caso de Flávio Bolsonaro, 44% declararam que o senador é sua única opção de voto, enquanto 8% afirmaram que poderiam votar nele. Anteriormente, os índices eram de 43% e 7%.

O levantamento também avaliou a expectativa de vitória. Para 52% dos entrevistados, Flávio tem mais chances de vencer o 2º turno, enquanto 41% apontaram Lula. Outros 7% não souberam responder.

A pesquisa foi realizada entre 16 e 18 de outubro, com 3 mil entrevistas por telefone em 695 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02586/2026.

Com informações do Poder360

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PODERDATA/AYA: Flávio tem 51% e Lula 49% dos votos válidos no 2º turno

Foto: Charles Vieira e Ricardo Stuckert

O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 51% dos votos válidos, contra 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo levantamento PoderData/Aya divulgado nesta quinta-feira (22). A três dias do 2º turno, os candidatos estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 1,6 ponto percentual.

Na comparação com a rodada anterior, divulgada em 19 de outubro, Flávio oscilou um ponto percentual para baixo, enquanto Lula avançou na mesma proporção. O senador tinha 52% dos votos válidos, contra 48% do presidente.

Entre os votos totais, Flávio registra 49% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 48%. Brancos e nulos somam 3%, e 1% dos entrevistados não soube responder.

O levantamento também mediu a expectativa dos eleitores sobre o resultado da eleição. Para 52% dos entrevistados, Flávio Bolsonaro tem mais chances de vencer o 2º turno, enquanto 42% apontam Lula. Outros 6% não souberam responder.

A pesquisa foi realizada entre 19 e 21 de outubro, com 4 mil entrevistas em 865 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,6 ponto percentual, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07926/2026.

Com informações do Poder360

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“Desafio dos sigilos” movimenta campanhas de Lula e Flávio a 3 dias do 2° turno


Foto: Reprodução/TV Band

A três dias da votação do segundo turno, as campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) intensificaram o embate político em torno de um “desafio de sigilos”. Nesta quinta-feira (22), o petista deve protocolar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma nova manifestação formal respondendo às exigências impostas pela chapa adversária.

A disputa teve início no último domingo (18), durante o primeiro debate da segunda etapa da eleição, quando Lula desafiou Flávio a abrirem conjuntamente seus sigilos bancário e telefônico, estendendo a medida a familiares. Na terça-feira (20/10), o presidente formalizou o pedido na Justiça Eleitoral.

A resposta de Flávio veio na quarta-feira (21), condicionando sua adesão à abertura de uma ampla devassa que abrange gestões passadas e o atual mandato do petista. Durante ato em São Paulo, o senador disparou: “Eu não só vou aceitar o desafio como eu vou levar até as últimas consequências. Você [Lula] não tem celular. Sabe quem recebe as ligações por você? O Marcola. É esse Marcola que abria as portas pro Lulinha, o filho dele, fazer negócios em todos os ministérios”.

Ainda na noite de quarta-feira, a coordenação da campanha à reeleição de Lula informou que o presidente aceita os termos colocados. “A única resposta é que o presidente não se opõe a absolutamente nada que ele está propondo, contanto que ele também cumpra e abra tudo que está pedindo”, declarou Camilo Santana, anunciando que a resposta oficial seria protocolada no TSE nesta quinta (22), às 11h.

Com informações do Metrópoles

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DE OLHO NO NORDESTE: Campanha de Flávio Bolsonaro intensifica atos com Nikolas Ferreira e busca virada no 2º turno


Foto: Divulgação/Campanha

Na tentativa de reverter a vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na região nordestina, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) foca seus esforços na caça a votos de eleitores indecisos e insatisfeitos com a atual gestão federal. A estratégia da campanha é reduzir a diferença na região, considerada um reduto petista para consolidar a liderança na contagem nacional da votação marcada para este domingo (25)

Para otimizar o alcance, a mobilização foi dividida entre o próprio presidenciável e seus principais aliados. Enquanto Flávio cumpriu agenda em Fortaleza na quarta-feira (21), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) assumiu a linha de frente de atos de rua pelo Nordeste, passando por capitais como Salvador, Teresina e Aracaju, com caminhadas previstas no Recife nesta quinta (22) e novamente em Fortaleza na sexta-feira (23), ao lado do deputado federal André Fernandes (PL-CE).

Os eventos de rua, impulsionados por trios elétricos sob o nome de “Bloquinho do 22”, mantêm a base engajada nas ruas enquanto Flávio se prepara para o debate da TV Globo. Paralelamente, nas redes sociais, Nikolas Ferreira lidera uma frente voltada a eleitores indecisos, explorando pautas sobre dificuldades econômicas e promessas não cumpridas pelo governo federal na região.

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MARKETING ELEITORAL: Petição de Lula ao TSE para quebra de sigilos não tem efeito prático, apontam criminalistas


Foto: Werther Santana/Estadão

Na tentativa de reverter a desvantagem no primeiro turno das eleições presidenciais frente ao senador Flávio Bolsonaro (PL), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou uma petição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizando a quebra de seus próprios sigilos fiscal e telefônico, além de desafiar o adversário a adotar a mesma medida. No entanto, uma análise detalhada da peça jurídica e avaliações de criminalistas apontam que a promessa se resume a um gesto político, sem viabilidade técnica ou efeitos práticos. O caso está sob a relatoria do ministro André Mendonça no TSE.

“A oferta de Lula de abrir seu sigilo e de seus familiares é gesto de efeito, sem conteúdo prático. O sigilo de Lulinha já foi quebrado por ordem do STF”, avaliou o criminalista Sérgio Rosenthal à Coluna do Estadão. Para o especialista, o foco deveria se voltar a pedidos voluntários de assessores próximos e familiares investigados. Vale lembrar que, publicamente, é de conhecimento geral que o presidente não utiliza telefone celular pessoal, sendo seus contatos intermediados pela primeira-dama, Janja da Silva, e por seu assessor Marco Aurélio Ribeiro (Marcola).

O professor de Direito Alexandre Zamboni também destacou as fragilidades da iniciativa. Em suas redes sociais, o jurista resumiu o problema: “Antes de redigir qualquer petição, responda três perguntas: o que você quer que o juiz faça, com base em qual norma, e dentro de qual processo. A petição de Lula ao TSE sobre os sigilos dele e de Flávio Bolsonaro tropeça nas três”.

Os sete pontos que invalidam a petição

Juristas e especialistas apontam sete falhas fundamentais que comprovam a ineficácia jurídica da medida:

  1. Autonomia de dados: Lula não precisa do TSE para abrir suas próprias informações. A legislação brasileira garante que qualquer cidadão pode tornar públicos seus extratos e declarações quando desejar.

  2. Impossibilidade de expor terceiros: Assinada apenas pelo presidente, a petição menciona a exposição de dados da esposa e dos filhos. No entanto, o ordenamento jurídico impede que uma pessoa abra mão de direitos fundamentais de terceiros sem autorização expressa deles.

  3. Ausência de processo formal: A Justiça Eleitoral só pode determinar a quebra de sigilos no escopo de uma investigação ou ação judicial em andamento, e não por meio de um pleito isolado e desvinculado de autos oficiais.

  4. Falta de indícios materiais: Para exigir a quebra de sigilo de um adversário político, a lei demanda indícios concretos de prática ilícita. O Supremo Tribunal Federal (STF) já pacificou o entendimento de que reportagens jornalísticas isoladas são insuficientes como justificativa.

  5. Condicionante suspensiva: A proposta de Lula está atrelada à concordância de Flávio Bolsonaro. No Direito, um pleito judicial não pode ficar subordinado à vontade ou à decisão voluntária de terceiros.

  6. Incompatibilidade institucional: O TSE e seu portal oficial (DivulgaCandContas) destinam-se exclusivamente à publicidade de dados de candidaturas e contas eleitorais, não havendo previsão legal para o tribunal atuar como repositório de extratos bancários de cidadãos.

  7. Inutilidade prática: Caso o adversário aceite o desafio, ambos podem publicar seus dados de forma independente, sem acionar a Justiça. Se recusar, o pedido perde o objeto. Diante de qualquer um dos cenários, o TSE não possui matéria jurisdicional a decidir, caminhando o caso para o arquivamento.

Com informações do Estadão

Opinião dos leitores

  1. Essa brincadeira custou caro a ele, tomou uma invertida imensurável do Flávio Bolsonaro no dia de ontem.
    Como é, vai ou não vai ao debate da globo hein Lula?
    O Flávio vai está lá te esperando.

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Governo Lula aciona Lei Antifacção pela primeira vez para confiscar R$ 190 milhões do PCC e Comando Vermelho


Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), utilizou pela primeira vez a chamada Lei Antifacção para pedir o confisco de R$ 190,3 milhões ligados a redes criminosas do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV). A ofensiva judicial ocorreu na terça-feira (20) e mira suspeitos envolvidos em tráfico internacional de drogas, contrabando de cigarros e agrotóxicos, além de lavagem de dinheiro.

Ao todo, a Procuradoria-Geral da União protocolou quatro ações civis em varas da Justiça Federal localizadas em São Paulo, no Rio Grande do Sul e no Paraná. Por estarem sob segredo de Justiça, ainda não há confirmação pública sobre eventuais decisões cautelares determinando o bloqueio das quantias e patrimônios apontados.

Estrutura das ações e alvos

Segundo dados divulgados pela AGU em nota oficial, a atuação foi dividida em duas frentes principais:

Eixo PCC (R$ 82 milhões): Três processos miram 87 réus investigados por participação em grupos criminosos vinculados ao PCC. As atividades ilícitas envolvem um esquema de contrabando de cigarros paraguaios e defensivos agrícolas proibidos no território nacional.

Eixo Tráfico Internacional e CV (R$ 108,2 milhões): Um quarto processo busca reaver recursos oriundos do tráfico internacional de cocaína com destino à Europa e esquemas de lavagem de capitais. O órgão informou ter identificado conexões entre os alvos e um integrante do Comando Vermelho, embora não haja comprovação de vínculo formal com a organização.

O diferencial da nova legislação

Sancionada pelo presidente Lula em março, a Lei Antifacção permite o confisco de bens e ativos de origem ilícita por meio da esfera civil, como fez a AGU, sem a exigência de uma condenação criminal prévia transitada em julgado.

Com esses instrumentos, os procuradores federais conseguem rastrear recursos ilícitos e acionar o Judiciário para alcançar não apenas os executores dos crimes, mas também financiadores, empresas de fachada, familiares e ‘laranjas’ utilizados na ocultação de patrimônio.

“O caráter inovador da iniciativa está na utilização de instrumentos de natureza civil para atingir diretamente o patrimônio e as estruturas financeiras que sustentam as atividades criminosas, complementando a atuação dos órgãos de investigação e persecução penal”, destacou a AGU em nota.

O trabalho de mapeamento financeiro e fundamentação das ações contou com o apoio e o compartilhamento de dados estratégicos do Ministério da Justiça e Segurança Pública, do Ministério da Fazenda e da Controladoria-Geral da União (CGU).

Com informações da Folha de São Paulo

Opinião dos leitores

  1. O que três dias antes da eleição não fazem, só agora Lula descobriu o crime organizado

  2. primeira vez em 4 anos… o cara é um ator mesmo, movido a segundo turno, não faz nada antes disso

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[VÍDEO] Nikolas Ferreira lidera “Bloquinho 22” e mobilza multidão em São Luís


Vídeo: Reprodução/Maranhão Porreta

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) mobilizou uma multidão na noite de quarta-feira (21), um ato em apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) no Centro de São Luís (MA). O evento, batizado de “Bloquinho 22” foi organizado pelos parlamentares eleitos pelo maranhão Mariana Carvalho (PL-MA) e Aldir Júnior (PL-MA).

Além da presença do deputado mineiro, a manifestação também contou com a participação do senador eleito Lahesio Bonfim (Novo-MA) e de outras lideranças políticas da região.

A concentração teve início às 18h na Praça Maria Aragão. De lá, o grupo seguiu em caminhada pela Avenida Beira-Mar, integrando a agenda de campanha de Flávio Bolsonaro para a reta final do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para este domingo (25). Na disputa, o candidato do PL enfrenta o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição.

Com informações do G1

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