Polícia

Fachin pede esclarecimentos sobre operação no RJ que deixou 25 mortos; no entanto, um dos vídeos é de uma execução que ocorreu no RS, e já circulava desde fevereiro

Foto: Fabiano Rocha / Fabiano Rocha

O ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Procuradoria-Geral de Justiça no Rio de Janeiro tomem providências sobre a ação policial na favela do Jacarezinho que deixou 25 mortos nesta quinta-feira (6).

O ministro enviou às duas instituições fotos e vídeos atribuídos à ação no Rio de Janeiro pelo Núcleo de Assessoria Jurídica Universitária Popular Luiza Mahin – um projeto da Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

No entanto, um dos vídeos é de uma execução que ocorreu no Rio Grande do Sul, e já circulava desde fevereiro (leia mais abaixo). No ofício, o ministro, com base no que viu nas imagens que recebeu, afirma que “em um dos vídeos, há indícios de atos que, em tese, poderiam configurar execução arbitrária”.

Com base no que ocorreu no Rio de Janeiro, o ministro Edson Fachin irá decidir se a ação no Jacarezinho descumpriu determinação do próprio STF que limitava ações policiais em comunidades do Rio de Janeiro durante a pandemia.

Fachin decidirá também se pede esclarecimentos ao governador fluminense, Claudio Castro, sobre os procedimentos adotados para impedir ações abusivas das forças policiais.

Para a entidade, houve violação da decisão tomada pela Corte no ano passado, que permitia ações somente em casos excepcionais e justificados ao Ministério Público. De acordo com o Núcleo, essa decisão vem sendo “deliberadamente descumprida pelas polícias Civil e Militar do estado, resultando sempre em ações de enorme violência, com frequentes abusos de autoridade e nenhum controle por parte do Ministério Público Estadual do Rio”.

No caso específico da ação no Jacarezinho, a entidade cobra que o governo do Rio de Janeiro apresente justificativas para a realização da operação e também um relatório do resultado da ação, com dados sobre número de armas apreendidas, detenções e o total de mortes.

Vídeo do Rio Grande do Sul

Um dos vídeos enviados pelo Núcleo de Assessoria Jurídica Universitária Popular Luiza Mahin ao STF mostra imagens de homens fardados que invadem uma casa e efetuam disparos na cabeça de um morador, sem dar chances de defesa.

Segundo o delegado titular, Gabriel Zanella, da Delegacia de Homicídios de Santa Maria (RS), o vídeo é de uma execução ocorrida em 6 de dezembro no estado do Rio Grande do Sul. “A investigação de homicídio consumado está em andamento. Não são policiais. São bandidos com vestimenta de Polícia Militar”, disse.

Procurado pela CNN, o gabinete do ministro Edson Fachin não tratou diretamente do equívoco. Informou que “recebeu o material da entidade, e repassou aos órgãos competentes – PGR e MP do Rio – inclusive com a cautela de que são fatos relatados e que em tese poderiam configurar execução arbitrária. Caberá agora a esses órgãos avaliarem, inclusive, a veracidade do conteúdo”.

A CNN aguarda um posicionamento do núcleo jurídico ligado à UFRJ, responsável pelo envio das imagens ao STF.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. O importante é criminalizar a polícia, não importa como isso aconteça.
    Seja verdade ou mentira.

  2. Esse demônio que vesti de preto deveria pegar esses traficante e levar para a casa dele e pronto resolvido o problema para o cidadão!

  3. Talvez os elementos nefasto do STF que agora tomaram partido pelo lado do banditismo em detrimento em defender a sociedade , tá na hora de conter as ações criminosas desses elementos nocivos à sociedade.

  4. Os brasileiros precisam arranjar um jeito de mudar a maioria desses ministros do STF, antes que seja tarde demais

  5. A única observação a ser feita é SE todos eram bandidos, independente de terem ficha criminal, se eram todos bandidos, eram pra morrer mesmo, mas se havia algum inocente, aí tem algo errado, pois a vida de um inocente não paga a de 30 bandidos, ou alguém queria perder um pai ou filho só para exterminarem 30 bandidos? Creio que não.

  6. É nisso que o judiciário se transformou? Pedir investigação baseado em vídeos sem perícia? Sem analisar a localize onde foi filmado? Pode vir asteróide!!!

  7. Daqui a 5 , 10 anos quem vai mandar no Brasil são as Facções. Nós do BEM estamos lascados. A justiça é toda a favor da marginalidade.

  8. Já tem varios vídeos rolando , dos suposto estudantes de Jacarezinho onde deveria está com caderno ou coisa do tipo . Era na realidade armas , granadas e fuzil … todo vagabundo mesmos …. e ninguém fala do rapaz era policial mal entrou na favela já levou tiro na cabeça ( deixa principalmente sua mãe com problemas AVC )

  9. Fachon vá in loco. Suba a comunidade sozinho e vá saber do chefe do tráfico ou de seus subordinados.
    Onde já se viu proibir a polícia de prender ladrão?
    Que inversão de valores estamos vivendo!
    Vsa Excelência e o STF parece que trabalham para bandidos ao invés de serem guardiões da Constituição Federal e servir ao povo brasileiro de bem.
    Canalhas!

    1. E você parece que só vê favela por trás do vidro do teu carro, passando de longe, achando que alí só tem vagabundo.

    2. Aluísio, pare de repetir clichês dos anos 80.
      As favelas viraram universidades do crime.
      Pra escapar disso tem que ter muito caráter e base familiar sólida.

    3. Aluísio ou você é um péssimo leitor ou tem sérias limitações em interpretação de texto.
      Em momento algum do meu texto falei algo do que você argumenta no seu texto.
      Apenas, disse que se o Exmo juiz quisesse saber sobre a operação policial deveria ele mesmo ir ao chefe do tráfico, e pedir explicações. E que os ministros do STF, sob minha ótica, não estão cumprindo seu papel constitucional.
      Entendeu? Não? Então lamento sua ignorância.

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Polícia

Policial civil morto em operação no Jacarezinho-RJ tinha 8 anos de corporação e deixa mãe de cama, vítima de AVC

Foto: Reprodução

O policial civil André Leonardo de Mello Frias, de 48 anos, deve ser enterrado nesta sexta-feira (7). Baleado durante operação no Jacarezinho, na quinta (6), ele estava casado desde 2018 com uma policial civil e tinha um enteado de 10 anos.

O policial também era responsável pelo sustento da mãe que sofreu um AVC há três anos e vive sobre uma cama.

Entre várias operações, Frias participou da apreensão de 60 fuzis no Galeão, em 2017.

O agente foi atingido por um tiro na cabeça pouco depois das 6h, quando começou a operação. Ele tinha acabado de descer do Caveirão, o veículo blindado da Polícia Civil.

Às 6h30, o policial chegava para ser atendido no Hospital Salgado Filho, no Méier, mas não resistiu aos ferimentos. O agente foi uma das 25 pessoas que morreram na operação desta quinta-feira (6), na comunidade do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio. De acordo com a polícia, 24 eram traficantes.

A decisão de descer do Caveirão e seguir a pé pela favela aconteceu após a equipe que estava no interior do veículo se deparar com barreiras colocadas por traficantes no meio da rua.

Seis policiais desceram do veículo e entraram na comunidade do Jacarezinho a pé. André Frias era um dos últimos da fila de agentes. A partir do momento em que deixaram o Caveirão, a equipe começou a ser alvo dos disparos.

Segundo a polícia, havia uma espécie de casamata, feita de concreto com um buraco para que o criminoso coloque o fuzil e realize os disparos. Foi de lá que partiu o tiro que atingiu o policial.

“O policial baleado na cabeça foi alvejado de uma construção de concreto. Havia várias dessas na favela. Eles se planejaram. Tiveram tempo. Fizeram um bunker de defesa para atacar a polícia”, contou Rodrigo Oliveira, subsecretário Operacional da Polícia Civil.

Dois policiais já estavam abrigados e um terceiro ferido no braço quando um disparo bateu no chão, ricocheteou e atingiu a cabeça de André Frias que estava agachado.

“Se tivéssemos o helicóptero, com câmera e todo o suporte, talvez o policial não tivesse morrido. Talvez tivéssemos menos mortos. Porque ele protege a todo. O helicóptero diminui confronto. Com o helicóptero há menos letalidade”, disse Ronaldo Oliveira, assessor especial da Secretaria de Polícia Civil.

G1

Opinião dos leitores

  1. É muito triste ver um policial morrendo em plena atividade, mais triste ainda é ver que as autoridades não dão o devido apoio a essas operações, pelo contrário chove críticas, querem o Brasil entregue a bandidagem, a sociedade tem de fazer isso parar, a polícia tem de exigir respeito os governantes devem servir a sociedade e não a si próprios.

  2. Uma perda irreparável. Espera-se que o sacrifício tenha válido a pena. Parede que após uma reunião com bolsonaro, o governador do Rio descobriu que o tráfico estava aliciando crianças. Isso é a grande novidade, ninguém sabia e nem nunca na história do tráfico no Rio isso tinha acontecido. Esse parece ser o fato novo que justificou a operação. Então, espera-se que a operação tenha acabado com o aliciamento de crianças pelo tráfico, senão fica cheirando a apenas o desejo de matar por matar e arriscar a vida de policiais sem um resultado esperado.

  3. Não tem 1 FDP se solidarizando com a morte desse POLICIAL, nas imagens na TELEVISÃO, aparece vários bandidos altamente armados, queriam que a POLÍCIA , chegasse pedindo POR FAVOR ??? A bala comendo no centro , BANDO DE FDP

    1. Infelizmente, sua colega de bancada, Mariana Vieira, prefere chorar a morte de 24 bandidos! O discurso dela deu ânsia de vômito e nó no estômago. Ela é BA adoram fazer discurso pra platéia.
      Lamentável!

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Política

Mourão diz que ‘narcoguerrilha’ do tráfico de drogas precisa ser combatida no Rio, e fala sobre mortos em operação policial no Jacarezinho: “tudo bandido”

FOTO: PABLO JACOB/AGÊNCIA O Globo

Ao comentar a operação policial no Jacarezinho que deixou 25 mortos, vice-presidente Hamilton Mourão comparou a situação do Rio de Janeiro a de uma guerra, com a presença de “narcoguerrilhas”, e afirmou que as vítimas eram “bandidos” e “marginais”. Apesar da fala de Mourão, a identidade de 24 dos mortos não foi divulgada, então não é possível saber quais crimes são atribuídos a eles.

— Tudo bandido. Entra um policial, em uma operação normal, leva um tiro na cabeça de cima de uma laje. Lamentavelmente essas quadrilhas do narcotráfico, elas são verdadeiras narcoguerrilhas, que tem controle sobre determinadas áreas — disse o vice-presidente, ao chegar no Palácio do Planalto, na manhã desta sexta-feira.

Mourão afirmou que o Rio de Janeiro tem uma “problema sério” na área de segurança que precisa ser resolvido:

— É um problema da cidade do Rio de Janeiro, que já levou várias vezes que as Forças Armadas fossem chamadas a intervir. É um problema sério da cidade do Rio de Janeiro que vamos ter que resolver um dia ou outro.

A operação foi montada após a Justiça determinar a prisão de 21 pessoas acusadas de tráfico de drogas. Dos mandados de prisão, três foram cumpridos e outros três procurados acabaram mortos durante os confrontos. Outros três suspeitos foram presos, totalizado seis detenções durante a ação.

Moradores do Jacarezinho relataram abusos durante a operação. Uma equipe da Defensoria Pública foi à comunidade e ouviu denúncias sobre essas supostas arbitrariedades por parte dos policiais.

Mais tarde, em uma entrevista à rádio O Povo CBN, Mourão voltou a comentar a operação e disse ter quase “certeza absoluta” de que os mortos eram “marginais”, apesar de admitir não ter “todos os dados”. O vice-presidente também disse que a situação no Rio é “quase a mesma coisa” de um combate em um país inimigo.

— Isso é a mesma coisa que se a gente tivesse combatendo no país inimigo. Quase a mesma coisa. A partir daí houve esse combate de encontro e tenho quase que absoluta certeza, não tenho todos os dados disso, que os mortos eram os marginais que estavam lá, armados, enfrentando a força da ordem.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Proxima vez que o caverao entrar na comunidade com
    Tiroteio deveria adaptar cadeiras na parte externas e levar sentados o pessoal que defende BANDIDOS.

  2. Proxima vez que o caverao entrar na comunidade com Tiroteio deveria adaptar cadeiras na parte externas e levar sentados o pessoal que defende BANDIDOS.

  3. Queria ver vcs por engano entrasse em uma dessas comunidades ….o que esses homenzinhos de bem faria com vcs….. só bandido … entre lá para ver o que acontece vão te receber com bolinho e guarana…. falar é fácil …PARABENS Vice presidente.

    1. Proxima vez que o caverao entrar na comunidade com
      Tiroteio deveria adaptar cadeiras na parte externas e levar sentados o pessoal que defende BANDIDOS.

  4. Parabéns aos comentários do vice-presidente Mourão! Não tem que se comemorar como bem disse o delegado da PC do RJ, mas tem sim que se fazer um combate aos traficantes! Tem que revidar e tem que atirar na mesma proporção, se eles atiram para matar, o que precisa ser feito? Parar de sensacionalismo! Palhaçada, a “esquerda” se perde com discurso de complacência, temos que combater o crime e isso envolve milicianos que são em sua maioria formado por membros da segurança pública. Fato notório no RJ!

  5. O artigo dessa globolixo é tão tendencioso (pró bandidos, claro), que levanta dúvidas sobre os crimes cometidos logo no início mas, no seu 5° parágrafo, esclarece que 3 dos mortos faziam parte dos 21 elementos que a justiça mandou prender por tráfico de drogas. O jornalismo dessa gente acabou faz tempo.

  6. Botem p cima dessa bandidagem que escraviza a população. É só ter um pouco mais de cuidado para não atingir um inocente. De resta é sentar fogo nessas pragas.

  7. Um dia ou outro eles resolvem…e desde dos anos 80 o tráfico existe e massacra o RJ e agora o país todo

  8. Corretíssimo os comentários do General Mourão. Parabéns. Quem gosta de bandido, bandido também é.

    1. Vixe, aí vc complica muita gente cara! Pq o que tem de bandido condenado por corrupção ou investigado por peculato de rachadinha por aí cheio de apoiadores…

    2. Depois quando sair a lista descobriremos que inocentes morreram e descobriremos que alguns traficantes foram mortos para dá lugar a outros traficantes amigos da milícia. É só questão de tempo.

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Polícia

Operação no Jacarezinho é a mais letal da história do RJ; ONG de Direitos Humanos critica ação policial

Foto: Reginaldo Pimenta/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

A operação policial mais letal da história do Rio aconteceu nesta quinta-feira (6) no Jacarezinho, Zona Norte do Rio, deixando 25 pessoas mortas. Às 15h45, a operação seguia em andamento.

O levantamento foi feito pelo G1 com informações do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos (Geni) da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da plataforma Fogo Cruzado.

Um dos mortos foi o policial civil André Leonardo de Mello Frias, da Delegacia de Combate à Drogas (Dcod). A Polícia Civil diz que os outros 24 assassinados são suspeitos de integrar o crime organizado, mas não revelou as identidades ou as circunstâncias em que foram mortos.

O sociólogo Daniel Hirata, do Geni/UFF, classifica a operação como inaceitável e diz que é mais grave do que chacinas como a de Baixada Fluminense, em 2005, ou a de Vigário Geral, em 1993.

“Foi a operação mais letal que consta na nossa base de dados, não tem como qualificar de outra maneira que não como uma operação desastrosa (…) É uma ação autorizada pelas autoridades policiais, o que torna a situação muito mais grave”.

Ele diz que, segundo os moradores, a ação se tornou mais violenta após a morte do policial e que ficou “incontrolável”.

Em nota, a Polícia Civil disse que fez uma operação contra o crime organizado e que comunicou o Ministério Público sobre a ação, como determina o Supremo Tribunal Federal (STF).

Desde junho do ano passado, o STF suspendeu operações em favelas durante a pandemia. A decisão permite ações apenas em “hipóteses absolutamente excepcionais”, com o Ministério Público sendo avisado.

“Temos uma cadeia de responsabilizações que precisa ser apurada. Se trata de uma operação policial, um caso gravíssimo de violência de Estado. Não é grupo de extermínio, maus policiais, milicianos. É uma operação autorizada pelas autoridades. E tudo isso em um momento em que há a determinação de suspensão das operações policiais nas comunidades pelo Supremo Tribunal Federal”, diz o especialista.

Em nota, o MP informou que foi comunicado “logo após o seu início, sendo recebida às 9h”. A operação, segundo o MP, foi feita para cumprir prisão preventiva e buscas e apreensão contra traficantes.

O MP afirmou ainda que está investigando o caso e que recebeu ocorrências de abuso policial em seu plantão de atendimento

(mais…)

Opinião dos leitores

  1. ficam falando que foi um massacre? pq querem tanto esses 24 bandidos vivos? bandidos que nao tem mais jeito de viver em sociedade. Massacre seria se fossem de policiais mortos por esses bandidos! Olhem a quantidades de armas que estavam com esses bandidos? É MUITO FALSO MORALISMO NESSE NOSSO PAÍS DESSE TAL DE POLITICAMENTE CORRETO VIU! As nações europeias chamam de massacre porque la nao tem traficante com arma de guerra, mas aqui tem e o traficante aqui que usa arma de guerra ele vai p/ matar policial. Aí essas ONGs esperam o que? Que o policial consiga algemar um traficante que lhe aponta um fuzil? Não tem outro jeito nao p/ um bandido assim nao, senao levar um tiro da policia. Por que é tao dificil de raciocinar assim? a operação ta de parabens, precisar ter mais operações, senao esses bandidos vao continuar dominando o país!

  2. Civil é a infeliz mãe que pariu um imbecil desse que questiona a morte de bandidos! Não morreram civis! Morreram pessoas que escolheram ser a escória da humanidade! Que morram cada vez mais delinquentes!

  3. Quando um cidadão de bem é assassinado por traficantes, nenhuma ONG de Direitos Humanos se pronuncia sobre o assunto. Essas organizações são defensoras de bandidos.

  4. Acho que quem era pra ser investigado são esses lideres dessas ONGs…”Assassinados”os bichinhos inocentes de fuzil na mão.

  5. ONGs.. tem que criticar ação dos bandidos oras, se eles se entregassem não teria confronto ! Excelente trabalho da polícia, esta de parabéns!

  6. É por esses motivos que o país está nesse buraco sem volta, a polícia apenas revidou uma injusta agreção, o crime organizado protegido por autoridades de todos os segmentos da sociedade, sem contar essas ONGs protetoras de bandidos. Parabéns a PMERJ.

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Política

Witzel sofre impeachment e perde o cargo de governador do Rio

FOTO: PILAR OLIVARES/REUTERS

O TEM (Tribunal Especial Misto) formou maioria, nesta sexta-feira (30), para para aprovar o impeachment do governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC). Com o voto de Alexandre Freitas (Novo), o tribunal alcançou os sete votos necessários (dois terços) para a condenação e agora Witzel está definitivamente fora da gestão estadual.

Os desembargadores Fernando Foch de Lemos Arigony da Silva, José Carlos Maldonado de Carvalho e Maria da Glória Bandeira de Mello e os deputados estaduais Carlos Macedo (Republicanos), Chico Machado (PSD) e Waldeck Carneiro (PT) também já haviam votado a favor.

Julgamento

O julgamento começou por volta das 9h30, no Tribunal Pleno do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro). A leitura do relatório de 324 páginas entregue e protocolado pelo relator do processo, deputado Waldeck Carneiro (PT), foi suspensa de comum acordo entre a defesa e a acusação.

Com isso, o processo seguiu com a acusação, representada pelo deputado Luiz Paulo (Cidadania). Em sua fala, que durou pouco menos de 30 minutos, o parlamentar pediu a inelegibilidade de Witzel por cinco anos com base no crime de responsabilidade e afirmou que Witzel negligenciou os princípios básicos durante a condução da pandemia.

“No núcleo do poder executivo foi criada uma estrutura hierárquica a partir do governador”, disse Luiz Paulo.

Em seguida, os advogados de Witzel apresentaram os pontos da defesa também por 30 minutos.

Bruno Albernaz iniciou a defesa mencionando a corrupção de gestões passadas como responsáveis pelas dificuldades na condução da pandemia. Em seguida, a defesa do governador afastado defendeu o acesso da delação premiada de Edmar Santos, ex-secretário da Saúde.

Além disso, a defesa também afirmou que solicitou perícias que foram indeferidas e poderiam comprovar que não houve dano. Os advogados encerraram pontuando que não existem provas que comprovem o crime de responsabilidade do governador afastado e disse que os pagamentos com a Unir são legais.

Antes do início da votação do processo, os integrantes do TEM rejeitaram, por unanimidade, as preliminares apresentadas pela defesa, que pedia, entre outras coisas, a perícia de contratos com OSs e o acesso ao depoimento de Edmar Santos.

R7

Opinião dos leitores

  1. Estão caindo as máscaras do povo que se elegeu com sendo da nova política, patriotas, conservadores e defensores da moral.

    1. Estão caindo, os que traíram o presidente kkk isso sim!! Quando não
      Morrem viu!!!

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Diversos

RJ fecha feiras, boates e proíbe permanência nas ruas entre 23h e 5h; multa de R$ 562,42 para quem estiver sem máscara e aglomerado

A Prefeitura do Rio publicou nesta quinta-feira (4) as novas medidas restritivas para tentar conter o avanço da Covid-19 no município. Entre elas, estão a proibição de funcionamento de quiosques, boates e feiras de artesanato. A permanência nas ruas e em espaços públicos também ficará restrita no horário entre 23h e 5h – a circulação será permitida.

As ações constam de um decreto publicado no Diário Oficial e valem a partir desta sexta-feira (5) até o dia 11 de março.

“Todas as medidas que anunciamos hoje têm um objetivo principal de evitar que se repita em 2021 o genocídio de 2020 na cidade do Rio de Janeiro”, disse o prefeito Eduardo Paes durante coletiva nesta manhã.

Os aumentos dos atendimentos de síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave nas redes de urgência e emergência — com mais pacientes com tosse, febre e dificuldades de respirar — foram determinantes para a adoção de regras mais rígidas de isolamento social no Rio.

“Este é o dado que mais me incomoda nos últimos dias. É o dado que mais influenciou a decisão de ontem”, falou Paes.

“No final da semana passada e começo desta semana, passei a consultar mais o secretário Daniel Soranz e a equipe. Nas unidades da ponta passamos a ter mais pessoas com o sintoma da Covid. Esse é o dado que liga o sinal de alerta e vem me incomodando. Daí eu ter intensificado o debate com os especialistas sobre este tema. O nosso objetivo é nos anteciparmos para termos os números baixos”, explicou.

A cidade do Rio tem hoje 893 pessoas internadas, um dos números mais baixos, segundo o secretário Municipal de Saúde, Daniel Soranz.

No entanto, o painel Rio Covid-19, da Prefeitura, mostra que nas últimas 24 horas foram registrados 129 casos de Síndrome Respiratória Aguda — passando de 43.066 para 43.195.

No total, a capital tem 208.071 casos confirmados e 18.002 mortes por Covid-19.

A decisão também foi influenciada por outros fatores: o agravamento da pandemia em outros estados, o que não descarta que a situação se agrave no Rio; o alerta nacional da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) sobre o aumento do número de casos; e o desrespeito da população às restrições impostas.

Segundo o prefeito, as novas medidas são necessárias para a “preservação da vida”. Ele reconhece que alguns setores serão mais impactados, mas disse que se dispõe a conversar com todos.

“Não tem toque de recolher, tem uma proibição de permanência nas vias públicas nesse horário [entre 23h e 5h]”.

O prefeito disse ainda que não é possível cravar o que causou o aumento, mas descartou ter sido só o carnaval.

“No carnaval tivemos um monte de casos, mas não tivemos o [bloco] Bola Preta, um monte de blocos. Algumas pessoas desrespeitaram, mas a maioria colaborou. Isso pode estar vindo de outros estados, tem a nova cepa”.

O prefeito informou que o estado do Rio tem 25 casos de novas variantes — destes, 18 foram notificados esta semana. Doze notificações foram registradas na capital — 7 são moradores da cidade e outros 5 estão em investigação para saber se são do município.

As novas medidas anunciadas pela Prefeitura do Rio ocorrem em meio ao aumento de contágios no país inteiro e ao colapso do sistema de saúde em alguns estados.

Confira abaixo um resumo das novas restrições:

Está previsto que bares e restaurantes só poderão abrir das 6h às 17h, e com 40% de ocupação, inclusive em shoppings centers — o Take Away (retirada) de alimentos também está proibido, mas o Delivery (entrega) está liberado.

Entre 23h e 5h, será proibido permanecer em ruas, espaços públicos e praças – a circulação será permitida;

Estão proibidas qualquer atividade comercial e de prestação de serviços nas praias, incluindo o comércio ambulante e os quiosques;

Eventos, festas e rodas de samba também estão proibidos;

Não podem funcionar boates, casas de espetáculo, feiras especiais, feiras de ambulantes e feirartes (artesanato) — feiras livres alimentícias estão liberadas.

Fiscalização e multa

Segundo a prefeitura, a fiscalização será feita pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), Guarda Municipal e Secretaria Municipal de Saúde.

Os agentes poderão reter ou apreender mercadorias, produtos e bens, além de aplicar multas e interditar o local ou estabelecimento que descumprir as regras.

O valor máximo da multa individual passa de R$ 112,48 para R$ 562,42 para quem estiver sem máscara e aglomerado, por exemplo.

As informações já tinham sido antecipadas pelo colunista de O Globo, Ancelmo Góis e confirmadas pela GloboNews com a Secretaria estadual de Comunicação.

A definição por medidas mais duras, segundo o colunista, ocorreu durante reunião do prefeito Eduardo Paes (DEM) com o governador em exercício, Cláudio Castro (PSC).

Também participaram do encontro os secretários estadual e municipal de Saúde.

Copacabana tem risco alto

A cidade do Rio segue em risco moderado nesta sexta-feira, segundo o 9º boletim epidemiológico. Apenas o bairro de Copacabana, na Zona Sul, tem risco alto.

O levantamento sobre a Covid é feito toda semana Centro de Operações de Emergências municipal e traz, além das taxas da doença, uma análise de risco da cidade para as 33 regiões administrativas.

Pelo balanço é possível saber, por exemplo, onde há maior circulação do vírus e em quais áreas as pessoas estão ficando mais doentes.

O decreto diz ainda que as demais atividades econômicas com atendimento presencial ficam autorizadas a funcionar no horário entre 6h e 20h, mas com circulação de público limitada a 40%.

Culto com aglomeração na Baixada Fluminense

Um vídeo feito em outro município, dessa vez em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, mostra uma grande aglomeração na noite de quarta-feira (3) durante um culto religioso.

Pelas imagens é possível ver fiéis sem máscara de proteção facial e muito próximos uns dos outros em uma quadra que foi cedida para o evento.

Diferentemente do Rio, o município não anunciou até o momento novas medidas para conter o avanço da Covid-19.

G1

Opinião dos leitores

  1. Tem q.multar quem sai de casa de máscara ou usa incorretamente, o principal meio de proteção é uma boa máscara.

  2. Não compro na feira, faço meu comentário no BG depois vou no nordestão do igapó. Vamos reagir comerciante do RN contra as aberações

  3. Moro aqui no conjunto panorama na zona norte de natal. A feira aqui do bairro acontece hoje, e essa feira ocorre sem as mínimas condições. Não existe protocolo se segurança feirantes não usam máscaras e aglomeraçoes por toda a feira. A Prefeitura tem que fazer alguma coisa urgente.

    1. Vdd amiga, sem falar que os proprietários das bancas já começam a fechar a Av. das oliveiras com as bancas já na quarta pela manhã. No dia da feira nossas calçadas ficam tomadas de caixas e mercadorias, ficamos sem condicoes se quer de sair de casa. Quem tem idosos e enfermos em casa a situação ainda é pior.

    2. Olha aí. Povo é o maior culpado. Difícil lidar com gente incivilizada. Não à toa, elegeram Bolsonaro, Fátima e afins

  4. Ok!!
    Pode fechar.
    Agora vamos garantir o auxílio pro povo.
    Tá na hora da população começar a cobrar.
    Tem que se organizar e ir pra frente das prefeituras pedir o que é de direito.
    O retorno dos impostos.

  5. Quero ver subir o morro e fechar a boca, o baile… vai lá mandar o dono do morro pra ele fechar o comércio dele… rsrsrsr

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Judiciário

MP do RJ encerra órgão que investiga rachadinhas; funções vão para grupo de combate ao crime organizado

Eduardo Gussem (E) cumprimenta seu sucessor no MPRJ, Luciano Mattos — Foto: Reprodução/MPRJ

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) determinou nesta quarta-feira (3) o fim do Grupo de Atuação Especializada e Combate à Corrupção (Gaecc). Esse núcleo especializado investigou, entre outros casos, a suspeita de rachadinhas de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Uma resolução assinada pelo procurador-geral de Justiça do RJ, Luciano Mattos, revoga outra, de 2016, que havia criado o Gaecc.

A decisão, publicada no Diário Oficial do MPRJ desta quinta-feira (4), determina que os trabalhos do Gaecc vão para um departamento a ser criado no Grupo de Atuação Especializada e Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

O G1 apurou que a reorganização dos grupos de atuação do MPRJ tira, na prática, autonomia dos membros do Gaecc, pois todos agora terão que se submeter à direção do Gaeco.

Caberá ao coordenador do Gaeco, por exemplo, autorizar a abertura de procedimentos.

Já nesta quinta-feira, Mattos citou 41 inquéritos envolvendo o Gaecc que vão para o novo núcleo.

A resolução especifica que o novo núcleo no Gaeco “atuará no combate às milícias, ao tráfico de drogas e à lavagem ou ocultação de bens”. Também ficará responsável por investigar crimes contra a administração pública, como os relacionados a licitações.

No final de 2020, 21 dos 22 promotores do grupo foram exonerados.

G1

Opinião dos leitores

    1. Normalmente quem chama o Presidente de Bozo, usa calcinha apertada kkkkk
      Bolsonaro é duro Kkkk.
      Bolsonaro é imbroxável
      Bolsonaro tem o cunhão rôxo

  1. Lista de alguns Deputados Estaduais do RJ envolvidos no esquema das rachadinhas (em milhões)
    André Ceciliano (PT)
    R$ 49,3
    Paulo Ramos (PDT)
    R$ 30,3
    Márcio Pacheco (PSC)
    R$ 25,3
    Luiz Martins (PDT)
    (preso) R$ 18,5
    Dr. Deodalto (DEM)
    R$ 16,3
    Carlos Minc (PSB)
    R$ 16,0
    Coronel Jairo (SD)
    (preso) R$ 10,2
    Marcos Müller (PHS)
    R$ 7,8
    Luiz Paulo (PSDB)
    R$ 7,1
    Tio Carlos (SD)
    R$ 4,3
    Pedro Augusto (MDB)
    R$ 4,1
    Átila Nunes (MDB)
    R$ 2,2
    Iranildo Campos (SD)
    R$ 2,2
    Márcia Jeovani (DEM)
    R$ 2,1
    Jorge Picciani (MDB)
    (preso) R$ 1,8
    Eliomar Coelho (PSOL)
    R$ 1,7
    Flávio Bolsonaro (ainda no PSL)
    R$ 1,3
    Waldeck Carneiro (PT)
    R$ 0,7
    Benedito Alves (PRB)
    R$ 0,5
    Marcos Abrahão (Avante)
    (preso) R$ 0,3

    1. O cara do PT em primeiro lugar e ninguém fala porra nenhuma. O sistema é cruel!

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Polícia

VÍDEO: Quadrilha de capitão da PM cria túnel e rua para roubar petróleo no RJ; quatro presos

Foto: Divulgação

Agentes da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) prenderam, na manhã desta terça-feira (2), quatro suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em furto de petróleo diretamente de dutos da Transpetro/Petrobras. Ao todo, os agentes visam cumprir cinco mandados de prisão e 14 de busca e apreensão. (VÍDEO AQUI em matéria na íntegra).

Um dos alvos da ação é um capitão da Polícia Militar, que não foi localizado e já é considerado foragido. Segundo as investigações, Marcelo Queiroz dos Anjos, lotado na Diretoria Geral de Pessoal da PM, é um dos líderes do esquema.

Walmir Aparecido Marin, denunciado pelo Ministério Público e empresário do município de Rolândia, no Paraná, já havia sido preso em 2020 na operação Sete Capitães II. Ele era o responsável por levar o combustível furtado até o interior do Paraná.

GIlson Cunha Júnior, que também era responsável por coordenar o transporte do combustível até o receptador, foi um dos presos na operação. O prejuízo com as perfurações realizadas pela organização criminosa é de aproximadamente R$ 2 milhões.

Desde 2015, foram 259 incidentes registrados de tentativas ou furtos consumados de combustível em dutos da Petrobras, de acordo com fontes do G1.

2015 – 11
2016 – 32
2017 – 95
2018 – 69
2019 – 40
2020 – 12 (até setembro)

Abertura de ruas e túneis

As investigações duraram seis meses, iniciando-se após uma perfuração de dutos da Transpetro no município de Guapimirim em junho de 2020.

Os agentes também identificaram perfurações para furto de petróleo em Nova Iguaçu e em Queimados, também na Baixada Fluminense.

Nestes municípios, foram furtados, respectivamente, 47 mil litros e 21 mil litros de petróleo, totalizando 169, 5 mil litros do combustível em três roubos diferentes.

“Chamou a atenção a sofisticação dessa organização criminosa, que passou a furtar milhares de litros da Petrobras, causando um prejuízo de R$ 2 milhões. Conseguimos concretizar pelo menos três furos, feitos com perfeição”, afirmou o delegado André Leiras, delegado titular da Delegacia de Serviços Delegados (DDSD), no Bom Dia Rio.

Em Queimados, os criminosos chegaram a construir um túnel subterrâneo para acessar o duto e também alugaram uma retroescavadeira para abertura de uma via de acesso para caminhões tanque para retirar o petróleo.

Os mandados são cumpridos no Rio, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense e Itaboraí, Região Metropolitana. Também são cumpridas ordens de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

De acordo com as investigações, o petróleo subtraído no Rio de Janeiro era transportado para a cidade de Rolândia (Paraná), para adulteração e revenda.

“Essa investigação será desdobrada para alcançar outros membros dessa organização criminosa”, disse o delegado.

Em 2019, a Delegacia de Serviços Delegados (DDSD) e o Ministério Público prenderam um homem que era o coordenador de um esquema de roubo de combustíveis no interior do Rio.

A ação é comandada por agentes da DDSD e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

G1

Opinião dos leitores

    1. Já sei, tavas mamando numa teta e ele cortou não foi?
      Aprendiz de jumento.

  1. BG
    Este nosso País está dificílimo, BANDIDOS em todas as instituições. E nós pagando a conta com IMPOSTOS ESCORCHANTES

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Judiciário

Polícia investiga se mais de 40 presos saíram da prisão com alvará falso no RJ, destaca reportagem

Foto: Reprodução/TV Globo

Depois que dois presos do estado deixaram a cadeia com alvarás de soltura falsos, a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro determinou um mutirão para revisar todos os alvarás de soltura cumpridos desde setembro de 2020. O Fantástico apurou que pelo menos 43 casos começaram a ser investigados na última semana.

Um dos alvarás é o de Gilmara Monique Amorim, condenada a mais de 18 anos de prisão por sequestro e assalto a banco. Ela faz parte de um grupo acusado de planejar e executar mais de 10 assaltos a banco no Rio.

Em 2008, Gilmara participou do sequestro do gerente de uma agência da Caixa Econômica Federal do Aeroporto Tom Jobim, o Galeão. O bancário, a mulher dele e a filha foram mantidos em cativeiro por um dia.

Gilmara cumpria pena em um presídio em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Ela saiu pela porta da frente em novembro do ano passado, como mostra um vídeo obtido pelo Fantástico, graças ao alvará de soltura falso.

A investigação dos alvarás começou depois que um desembargador desconfiou da forma que foram liberados João Felipe Barbieri, dia 18 de novembro, e João Victor Roza, no dia 14 de outubro.

Barbieri, segundo investigações, faz parte da quadrilha e é enteado de Frederick Barbieri – considerado o “Senhor das Armas” e que está preso nos Estados Unidos. Foi Frederick, segundo a Justiça, que mandou para o Brasil os 60 fuzis que foram apreendidos no Aeroporto do Galeão em 2017. João Victor também é acusado de tráfico de armas.

Em entrevista ao repórter Eduardo Tchao, o desembargador Marcelo Granado, que descobriu os alvarás ilegais usados pelos dois traficantes de armas, disse que as falsificações poderiam ter sido facilmente identificadas.

“É importante dizer isso, não havia uma decisão interlocutória de ninguém nesse processo. É tudo falso. Certamente, usaram não a decisão, porque a decisão… Qualquer pessoa vendo aquela decisão percebe que não foi proferida por um magistrado. Há erros ortográficos, a formatação é muito estranha, com letras maiúsculas no meio do parágrafo, sem iniciar frase. É estranho, no mínimo”, afirmou o desembargador.

Erros em documento

Barbieri saiu da cadeia usando um documento falso feito para parecer ter sido expedido pela Justiça Federal. Pra atestar que não havia nenhum outro mandado de prisão contra João Filipe Barbieri e João Victor Roza, um segundo documento foi falsificado com erros como:

Número do processo errado

Mesmo número usado para os dois presos

Quem assina digitalmente o documento é Wagner Soares Ferreira – um policial civil que não existe

O número do alvará de soltura também foi inventado

Endereço pra checagem do documento na internet não confere com o oficial

Código de identificação não bate com o padrão usado pela Justiça.

Como se não bastasse a falsificação dos documentos, todo o material foi enviado por um oficial de Justiça chamado José Pacassi, que não existe. Ele usou um e-mail particular, desses que qualquer um poderia ter criado de graça na internet — contrariando as normas do Conselho Nacional de Justiça para o envio de alvarás de soltura.

G1

Opinião dos leitores

  1. Sempre o RJ. Terra do malandro Zé Carioca, samba, pagode e carnaval; bobalhões que elegem vigarista, o pior,
    Sérgio Cabral teve a benção de luladrão.

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Polícia

Justiça do RJ nega recurso da defesa e acusados de homicídio de Marielle vão a júri popular

Foto: Reprodução/TV Globo

A Justiça do Rio negou o recurso das defesas dos acusados dos homicídio de Marielle Franco e Anderson Gomes nesta terça-feira (9). Com o resultado, Ronnie Lessa e Élcio Queiroz vão ser levados a júri popular. A decisão foi dos desembargadores da 1ª Câmara Criminal, por unanimidade.

Lessa e Queiroz respondem por duplo homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, emboscada e sem dar chance de defesa às vítimas, e estão presos no presídio federal de Porto Velho.

O advogado de Ronnie Lessa, Bruno Castro, fez o recurso para tentar impedir que seu cliente seja julgado pelo Tribunal do Júri. Em sua fala, citou uma testemunha que teria dito que o atirador que disparou contra o carro onde estava Marielle era negro, e desafiou:

“Eu desafio a acusação trazer qualquer fato concreto que possa colocar o Ronnie Lessa na cena do crime. É muito simples o Ministério Público argumentar que ele teria deixado esse celular na Barra da Tijuca sem provas. Temos a comprovação com prova técnica que ele estava na Barra da Tijuca”, disse o advogado.

As advogadas que representavam as famílias de Marielle e Anderson Gomes, que foram assistentes de acusação, ressaltaram que as provas obtidas pelo Grupo de Apoio Especializado e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público e pela Delegacia de Homicídios da Capital são suficientes para levar Lessa e Élcio a júri popular.

“Provas periciais não deixam dúvidas sobre indícios de autoria”, declarou Luciana Pivato, advogada que representa Mônica Benício, viúva de Marielle.

Histórico

Em março do ano passado, a 4ª Vara Criminal da Justiça do Rio decidiu levar Lessa e Élcio a júri popular.

Desde que Lessa e Queiroz foram presos, em março de 2019, a defesa alega que há falta de provas e evidências que liguem a dupla às execuções.

Grande parte das investigações da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) é baseado na análise de câmeras de segurança das ruas e acesso de dados de navegação como, por exemplo, a localização na noite do crime e pesquisas que foram feitas nos celulares dos dois.

Ronnie Lessa é apontado como autor dos disparos que mataram Marielle e Anderson e Élcio é acusado de dirigir o carro prata usado nos assassinatos.

Relembre o caso

Marielle e Anderson foram atingidos por tiros de uma submetralhadora por homens em um carro que seguia o que eles estavam, na Região Central do Rio, em 14 de março de 2018.

Ronnie Lessa é apontado na denúncia como o autor dos disparos. Ele estaria no banco de trás do Cobalt que perseguiu o carro da vereadora. Segundo a investigação, Élcio de Queiroz dirigia o Cobalt usado para perseguir as vítimas.

Só em 12 de março de 2019, dois dias antes de completar um ano do crime, os dois foram presos. Até hoje, não se sabe quem mandou matar Marielle.

G1

Opinião dos leitores

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Polícia

FOTO: Estudante de direito é preso no RJ com 3 mil pés de maconha

Foto: Divulgação/Polícia Civil do Rio de Janeiro

A Polícia Civil do Rio prendeu hoje o estudante de direito Felipe Coutinho Vaz, de 31 anos. Ele administrava três sítios, em Maricá, onde foram encontrados 3 mil pés de maconha.

Segundo as investigações, ele vendia skunk no Rio e em Niterói. As plantas eram cultivadas num galpão com estufas, ventilação, controle de temperatura e iluminação.

A polícia diz que cada quilo da droga era vendido a R$ 30 mil, e cada colheita rendia entre três e cinco quilos.

O Antagonista

Opinião dos leitores

  1. Maconha é só uma planta. ?
    Há quem goste de álcool ou tabaco, mas está mais do que provado que é muito menos ofensiva do que essas substâncias.
    O que mata é a proibição que cria um mercado marginal que envolve desde bandidos assassinos a policiais e políticos. Se liberar e organizar acaba essas grana nas mãos dessa gente. Uma coisa é certa: proibida ou não, quem gosta nunca vai parar de fumar.

  2. Idiotices do Estado, prender o cidadao por uma planta. Fuma quem quer. E outra, proíbam alcool entre outras drogas. Hipocresia.

    1. Fuma quem quer, mas depois os custos de tratamento vão para quem mesmo?
      E não venha com comparações com hábitos alimentares.

  3. Agora vai ter uma excelente oportunidade de fazer uma ótima prática de direito criminal. Menino dedicado esse garotinho, na primeira audiência de custódia estará livre, e isso será o grande empecilho no aproveitamento de sua prática jurídica. Lamentável!

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Esporte

Final da Libertadores: decreto do governo do RJ autoriza até 10% da capacidade do Maracanã

Foto: ALEXANDRE LOUREIRO / REUTERS

O Governo do Estado do Rio de Janeiro publicou decreto, nesta sexta-feira, autorizando a realização da final da Copa Libertadores, marcada para o dia 30, no Maracanã. Entre as regulamentações, o governador Claudio Castro estabeleceu um limite de até 10% da capacidade do estádio para a operação do jogo entre Palmeiras e Santos.

Na partida, que não terá público pagante, estará autorizada a presença de pessoal relacionado a organização, segurança e realização, bem como pessoas ligadas a patrocinadores do evento e aos clubes, no limite determinado. Santos e Palmeiras receberam 150 convites cada.

Hoje, o Maracanã, tem capacidade para 78.883 pessoas, ou seja, a capacidade autorizada de operação para a partida gira em torno de 7 mil pessoas. A Conmebol, porém, não trabalha com a ideia de um efetivo tão grande.

Uma reunião no fim da manhã desta sexta-feira definiu que o efetivo de policiais militares para a segurança da partida, nos arredores e na parte interna do estádio, ficará em 550, com mais 200 guardas municipais.

Em outras partes da cidade, haverá atenção especial nas proximidades dos hotéis onde ficarão as duas delegações.

O Globo

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Saúde

AMADORISMO: Pedido de oxigênio feito pelo governo do Amazonas ao estado do RJ foi enviado há dias para e-mail errado

Foto: Reprodução

Há cinco dias, o Amazonas fez um pedido a todos os estados para tentar evitar o colapso no sistema de Saúde — que se concretizou com a falta de oxigênio para os pacientes na última quinta-feira (14).

Esse ofício com o pedido foi obtido pelo G1 e revela que, no e-mail que deveria ter chegado ao governo do Rio, todos os destinatários estavam errados.

O documento cita uma “crise sem precedentes” na Saúde em meio à pandemia de Covid-19, com ocupação total de leitos. Assinado pelo governador Wilson Lima (PSC), o texto fala também na “iminência” de desabastecimento de oxigênio. E pedia o envio do produto, se possível.

O e-mail foi enviado por Juarez Filho, assessor do Subcomando de Ações de Defesa Civil do Amazonas, para três destinatários no RJ:

Os dois primeiros remetentes sequer estão no governo. Dorita, a Maria Auxiliadora Pereira Carneiro Silva, deixou o governo em dezembro de 2018. Dornelles, poucos dias depois, após a vitória de Wilson Witzel (PSC) na eleição.

Já o último e-mail é do setor responsável por organizar os eventos do vice-governador, cargo que está vago desde que Cláudio Castro (PSC) substituiu Wilson Witzel (PSC) como governador. Witzel foi afastado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) por denúncias de corrupção na Saúde em meio à pandemia.

O G1 apurou que a informação só chegou ao governador em exercício do Rio, Cláudio Castro (PSC), na noite de quinta-feira (14), quando ele ligou para Wilson Lima. Castro informou que a Secretaria Estadual de Saúde (SES) vai fazer um levantamento dos insumos que podem ajudar o Amazonas.

Na segunda-feira (11), um dia depois do envio do e-mail, o cerimonial da vice-governadoria enviou o e-mail para o gabinete do governador, ressaltando o pedido de urgência.

Em nota, o governo amazonense admitiu o equívoco. “O Comitê de Enfrentamento da Covid-19 do Estado enviou para um mailing desatualizado, erro que está sendo corrigido”.

Na manhã desta sexta, Castro prestou solidariedade a Wilson Lima em uma rede social.

“A situação do Amazonas é desesperadora e sensibiliza a todos nós. Liguei ontem (quinta) para o governador Wilson Lima para prestar todo meu apoio e dialogar como o RJ pode colaborar. O momento é de união. A dor dessa pandemia atinge a todos nós e os estados precisam caminhar juntos”

Colapso em Manaus

O sistema de saúde amazonense enfrenta um colapso e mais de 200 pacientes serão levados a outros estados para receber atendimento. Os hospitais estão lotados e sem oxigênio, em meio à pandemia de Covid-19.

“Por conta do uso intensivo de oxigênio de uso hospitalar, principalmente no tratamento dos problemas respiratórios relacionados ao Covid-19, e diante desse quadro já preocupante, o Amazonas está na iminência de sofrer desabastecimento desse produto”, diz o documento datado do último dia 10.

No ofício enviado ao governador Cláudio Castro, obtido pelo G1, Wilson Lima afirma também que há um problema “sem precedentes no sistema de saúde” do Amazonas.

“Em face dessa realidade e lastreado no princípio da mútua cooperação que deve existir entre os entes federados, vimos por meio desta solicitar a disponibilização de estoque de oxigênio de uso hospitalar dessa unidade da Federação para que o Amazonas possa mitigar os efeitos da pandemia e com isso salvar vidas”.

Ainda de acordo com o documento, o governador do Amazonas diz que o colapso “resultou a ocupação integral tanto da rede pública quanto da privada”.

G1

Opinião dos leitores

  1. Tem que botar a culpa nas pessoas certas.
    A canalhada do STF, autorizou prefeitos e governadores fazer a maior cachorrada com esse doença.
    O tal do calça de surfistas, faz campanha antecipada pra viabilizar uma candidatura a presidente.
    A safadeza é grande, como que não bastassem, deitam e rola com o dinheiro do povo.
    É dinheiro e muito jogado fora, todo mundo tá vendo, até compram o que não exister.
    Tremenda de uma SACANAGEM.
    Ô sistema bruto da gota serena, só o véi Bolsonaro pra lutar sozinho contra esses trastes.
    Mas vamos que vamos, muitos brasileiros ja perceberam, um dia agente se livra dessa praga.

  2. Só resta saber se foi proposital, para obter mas ajuda do Governo Federal.
    A FAB por intermédio do Presidente da República Jair Bolsonaro, transportou toneladas de cilindros com oxigênio para Manaus, mesmo não sendo sua atribuição.
    Hô Véio arroxado e Porreta .

    1. Proposital foi a família bozo pedir abertura do comércio em Manaus grande toda essa situação.

    2. Não é atribuição? Titia Cacá, a senhora está equivicada, a FAB tem que servir a todos os brasileiros e, principalmente, em um momento desses. A FAB não foi buscar meia dúzia de brasileiros na China, porque não pode transportar o oxigênio? Até a Venezuela tá ajudando.

    3. Recebendo oxigênio da Venezuela e vacinas da China o Bozo deve ta muito feliz kkkkkkk

  3. Amadorismo não.
    Incompetência do governo na nomeação dos servidores, descaso, desamor, impiedade, incapacidade de gestão.
    Não fizeram, não acreditaram no tratamento precoce, desviaram os milhões enviados pelo governo federal que fez a parte dele já que o STF decidiu q cabia aos governadores e prefeitos o dever de gerir a crise na pandemia.

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Saúde

RJ: governador propõe ‘fechar’ Copacabana durante o réveillon

Foto: Philippe Lima/Governo do Estado/Divulgação

O governador em exercício do Rio, Cláudio Castro (PSC), propôs ao prefeito da capital em exercício, Jorge Felippe (DEM), que o bairro de Copacabana seja “fechado” somente para moradores no réveillon para evitar aglomerações.

Jorge Felippe é presidente da Câmara dos Vereadores e assumiu a prefeitura após a prisão e afastamento de Marcelo Crivella (Republicanos). Fernando Mac Dowell, que era o vice de Crivella, morreu em 2018.

A proposta de Cláudio Castro passa também por uma articulação com o metrô do Rio para encontrar uma solução para reduzir público.

O G1 apurou que o prefeito em exercício ouviu a proposta e que ficou de estudar a implementação com técnicos da Prefeitura. Por isso, a decisão não seria tomada naquele momento.

As festas públicas em Copacabana já tinham sido canceladas pela Prefeitura. Festas em quiosques também estão canceladas. Os estabelecimentos, entretanto, estão autorizados a funcionar como vêm operando desde a reabertura, em julho, “com quantidade reduzida de mesas, distanciamento de 1,5m entre elas, e seguindo todos os protocolos de segurança e higiene”, segundo a concessionária Orla Rio.

R$ 66 milhões para combate ao coronavírus

Ao fim da reunião no Palácio Guanabará, prefeito e governador interinos decidiram que ainda nesta quarta-feira a Prefeitura receberia um repasse de R$ 66 milhões para ações de combate ao coronavírus.

G1

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Polícia

Anvisa e PF apuram suposta venda de vacina contra covid em Madureira-RJ após posts repercutirem

Foto viralizou como sendo de vacina vendida em camelô do Rio Foto: Reprodução

Uma série de postagens relatando uma suposta venda de vacinas contra o novo coronavírus em Madureira, na Zona Norte do Rio, culminou numa investigação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Polícia Federal. O produto estaria sendo ofertado por cerca de R$ 50, com R$ 10 adicionais para aplicação. O autor de uma das publicações, identificado como Jones MFjay, admitiu, contudo, ter feito o post mais para brincar com algo inusitado que teria testemunhado do que realmente levantar suspeitas de um crime.

Nas redes sociais, circula uma foto que mostra a mão de uma pessoa segurando uma embalagem da vacina produzida pelo Instituto de Produtos Biológicos de Pequim, parte do Grupo Nacional Biotec da China (CNBG, na sigla em inglês), do Grupo Nacional Farmacêutico chinês (Sinopharm).

Publicação repercutiu nas redes sociais Foto: Reprodução

O produto é, portanto, de um laboratório diferente daquele que fez tratos com o Brasil. A vacina referente às pesquisas realizadas no Instituto Butantan, em São Paulo, é a CoronaVac, do laboratório Sinovac Biotech.

Entre os relatos, há postagens que mencionam haver venda de vacina nas ruas não só de Madureira, como também nas de Bangu, na Zona Oeste, e em Alcântara, em São Gonçalo, Região Metropolitana.

“Em relação às ações, a questão está sendo investigada pela Anvisa e pela Polícia Federal”, informou a agência reguladora, acrescentando não poder por enquanto oferecer mais detalhes sobre o caso.

“De toda forma podemos adiantar que qualquer comercialização ou aplicação de vacina de Covid-19 hoje no Brasil é atividade irregular e oriunda de falsificação, pois não há vacinas autorizadas no Brasil ainda”, destacou. “As vacinas que foram importadas estão com as instituições de pesquisa e somente os voluntários selecionados para as pesquisa puderam ser vacinados. Ainda assim, a vacina da Sinopharm não tem pesquisa no Brasil e por isso não entrou no país”.

Portanto, se houver comercialização no país de produtos que se passam pela vacina contra Covid-19 com a embalagem da Sinopharm em camelôs, websites ou quaisquer outros meios, tratam-se de materiais falsos ou que entraram no Brasil ilegalmente.

Quanto ao risco de golpes, a Interpol emitiu um alerta global de nível laranja no início deste mês para autoridades policiais de seus 194 estados membros. O comunicado pede cautela com relação a redes do crime organizado que podem tentar vender, de forma física ou online, vacinas falsas ou roubadas.

Secretário geral da Interpol, Jürgen Stock disse, segundo o jornal britânico “The Guardian”, que facções criminosas podem planejar “se infiltrar ou interromper as cadeias de abastecimento e também visar o público por meio de sites falsos e curas falsas que podem representar um risco significativo para sua saúde, até mesmo para suas vidas”. Uma ação deste tipo foi classificada por ele como “comportamento criminoso oportunista e predatório sem precedentes”.

Um repórter do jornal chinês “Global Times” acessou a plataforma WeChat, que funciona de modo semelhante ao WhatsApp, para comprovar que ali eram efetuadas vendas ilegais de vacinas. Segundo a reportagem sobre o caso, o jornalista se passou por um estudante que desejava se imunizar para fazer uma viagem. Ele acabou recebendo uma oferta de duas doses da vacina da Sinopharm por valor equivalente a R$ 2,3 mil em um hospital de Pequim.

“Muitos como você me procuraram pedindo acesso rápido, e ninguém relataram qualquer reação adversa séria até agora”, acrescentou o criminoso.

Outros casos foram averiguados nas redes sociais chinesas com preços de até R$ 5,5 mil, tanto para as duas doses da Sinopharm quanto Sinovac, que custam oficialmente cerca de R$ 160 cada dose.

Ao “Global Times”, ambos laboratórios negaram que tenham confiado a qualquer indivíduo ou agente a venda de vacinas sem autorização e alertaram o público para não acreditar em tais anúncios.

A Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês), correspondente ao que a Anvisa é no Brasil, também emitiu um alerta sobre o risco de venda ilegal tanto de vacinas contra Covid-19, quanto de remédios de uso questionável ou testes de coronavírus.

“Algumas pessoas e empresas estão tentando lucrar com essa pandemia vendendo produtos não comprovados e comercializados ilegalmente que fazem alegações falsas, como serem eficazes contra o coronavírus”, afirma o órgão norte-americano. “Esses produtos fraudulentos que afirmam curar, tratar ou prevenir Covid-19 não foram avaliados pelo FDA quanto à segurança e eficácia e podem ser perigosos para você e sua família”.

Diante do comércio ilegal, a organização tem atuado em parceria com varejistas para remover produtos enganosos das prateleiras e da internet. As empresas flagradas comercializando materiais fraudulendos, como chás e óleos essenciais que são propagandeados como itens contra o coronavírus, têm sido notificadas pelo governo dos EUA.

“Desconfie de produtos que afirmam tratar uma ampla gama de doenças”, afirma o FDA.

“Por exemplo, o FDA está ciente de pessoas que estão tentando prevenir COVID-19 tomando um produto chamado fosfato de cloroquina, que é vendido para tratar parasitas em peixes de aquário. Produtos para uso veterinário ou para ‘uso somente em pesquisa’ podem ter efeitos adversos, incluindo doenças graves e morte, quando tomados por pessoas”.

Extra – O Globo

Opinião dos leitores

  1. Alguém avisa a PF que lá também vendem cocaina a vários anos e nunca a polícia erradicou essa prática.

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Polícia

Extorsão com fake news: delegado diz que quadrilha no RJ fez da vida de alguns políticos um inferno

Agentes da Polícia Civil e do MPRJ cumprem mandado de prisão contra quadrilha que extorquia políticos com fake news Foto: Divulgação Polícia Civil

Políticos como o deputado federal Áureo Lídio Moreira Ribeiro (Solidariedade), o prefeito de Caxias Washington Reis (MDB), o prefeito de Magé Rafael dos Santos Souza (PPS) e a prefeita eleita de Guapimirim Marina Pereira Ribeiro (PMD) foram alvos de extorsão de um grupo criminoso que agia desde 2014, na Baixada Fluminense. A quadrilha oferecia um trabalho de marketing digital a candidatos de todos os partidos. Caso não aceitassem, sofriam perseguições nas redes sociais. Na manhã desta segunda-feira a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) cumpriu um mandado de prisão e seis de busca e apreensão contra a quadrilha.

O primeiro a denunciar a quadrilha foi Áureo Lídio. Segundo as investigações, que começaram em 2014, páginas como “Folha de Cabo Frio”, “Folha de Búzios” e “O Buziano” foram criadas para atacar políticos e prefeitura de vários municípios do estado.

De acordo com as investigações, o chefe do esquema criminoso é o empresário Igor Patrick de Souza. Ele divulgava notícias falsas em redes sociais para extorquir dinheiro e cometer crimes contra a honra de suas vítimas. Igor Patrick não foi encontrado em casa, em Duque de Caxias, e já é considerado foragido.

— Tínhamos várias investigações separadas de crime contra a honra e notícias falsas envolvendo políticos de vários partidos. Identificamos que havia um vínculo de ataques que esses políticos recebiam. A partir daí, conseguimos chegar a uma quadrilha que fez disso uma estrutura para se beneficiar em ataques contra políticos — disse o delegado Pablo Sartori, titular da DRCI.

Foram os próprios políticos que foram à especializada denunciar os ataques e as extorsões, que iam desde cestas básicas a R$ 10 mil por mês.

— As cobranças eram feitas de forma sutil para evitar escancarar o esquema. Eles pediam desde cestas até cobranças de R$ 10 mil mensais e fixos. Eles cobravam desde políticos até prefeituras. Ele recebia na própria conta e até as de terceiros, como da mãe. Eles disseram que eram procurados para fazerem doações. Mas, quando negavam, passavam a receber ataques — conta Sartori.

A Polícia Civil e o MP descobriram que o grupo montou pelo menos 25 páginas nas redes sociais, que se passavam por caráter informativo, mas que na verdade eram usadas para os ataques sistemáticos. Ele montou mais de 25 páginas nas redes sociais e sempre com caráter informativo. Num primeiro momento parecia que um canal de informação para a sociedade. No entanto, na verdade, ali ele fazia ataques a quem não pagava a seus interesses.

— A partir de 2017, conseguimos identificar com mais clareza esses ataques contra a honra. Com o avanço das investigações, conseguimos fechar um vínculo: vários perfis que atacavam políticos. Foi um trabalho longo para identificar que esses perfis eram feitos por uma mesma pessoa, completou Pablo Sartori.

Nem o MP e nem a Polícia Civil conseguiram identificar ainda a participação de políticos rivais aos ameaçados que poderiam ter contratados os ataques.

— Até o momento, não notamos que rivais dos políticos o contratavam. Ele atacava todos os políticos, independente das ideologias. Ele fez da vidas desses políticos um inferno — finalizou Pablo.

Para o MP, empresário tinha a intenção de expandir o esquema para todo o estado. Além de Igor, outras cinco pessoas foram indiciadas pelos crimes de organização criminosa, crimes contra a honra e extorsão. A promotoria pediu a prisão de Igor, Felipe Dias Dodó, Andressa Aline Pimentel de Carvalho, Rodrigo Menezes de Vasconcellos, Danyella Jesus da Silva e Sinaria de Carvalho da Silva. No entanto, o juiz da 1ª Vara Especializada da Comarca da Capital só concedeu a de Igor.

— Igor era o líder, quem fazia os contatos com os políticos e as prefeituras. Fomos a casas de pessoas que administravam. Fizemos apreensões de chips de celular para vincular a usuários falsos — explica o promotor Michel Zoucas, do MPRJ.

No bairro Vinte e Cinco de Agosto, quando a polícia chegou para cumprir um dos mandados de busca e apreensão, houve um confronto com traficantes da localidade é um suspeito foi baleado e morreu. Donos de laboratórios, de supermercados e de farmácias também eram alvos do criminoso.

— Ele colocava vários tipos de acusações desses empresários no ar (nas páginas) e cobrava para retirar — disse Sartori.

Para dar aparência de licitude aos ataques, a quadrilha criou a empresa Informarketing Publicidade, responsável pela publicação de notícias jornalísticas em redes sociais, em especial o Facebook, e pelo trabalho de marketing digital e político, administração de redes sociais e remoção de conteúdos negativos na internet. A empresa presta serviço atualmente para a Prefeitura de Duque de Caxias.

— Essa organização opera uma empresa que dá uma licitude. Inclusive, ele foi contratado por vereadores de Caxias para fazer suas redes sóciais. A empresa foi contratada pela prefeitura de Caxias, mas neste momento não há nada que aponte irregularidades na contratação — conta o promotor.

Por ser nascido e criado em Caxias, Igor idealizou o esquema após ter contatos com parlamentares.

— Ele é de lá. Ele começa ali, onde tem contatos com vereadores e tem uma penetração junto ao mercado político. Viu-se na facilidade, já que tinha aproximação com alguns vereadores e tinha uma força econômica. Ele foi para Guapimirim, Magé, na Região dos Lagos — completou o promotor.

O GLOBO procurou os políticos que foram alvos da quadrilha, mas ainda não obteve uma posição deles.

O Globo

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