RJ fecha feiras, boates e proíbe permanência nas ruas entre 23h e 5h; multa de R$ 562,42 para quem estiver sem máscara e aglomerado

A Prefeitura do Rio publicou nesta quinta-feira (4) as novas medidas restritivas para tentar conter o avanço da Covid-19 no município. Entre elas, estão a proibição de funcionamento de quiosques, boates e feiras de artesanato. A permanência nas ruas e em espaços públicos também ficará restrita no horário entre 23h e 5h – a circulação será permitida.

As ações constam de um decreto publicado no Diário Oficial e valem a partir desta sexta-feira (5) até o dia 11 de março.

“Todas as medidas que anunciamos hoje têm um objetivo principal de evitar que se repita em 2021 o genocídio de 2020 na cidade do Rio de Janeiro”, disse o prefeito Eduardo Paes durante coletiva nesta manhã.

Os aumentos dos atendimentos de síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave nas redes de urgência e emergência — com mais pacientes com tosse, febre e dificuldades de respirar — foram determinantes para a adoção de regras mais rígidas de isolamento social no Rio.

“Este é o dado que mais me incomoda nos últimos dias. É o dado que mais influenciou a decisão de ontem”, falou Paes.

“No final da semana passada e começo desta semana, passei a consultar mais o secretário Daniel Soranz e a equipe. Nas unidades da ponta passamos a ter mais pessoas com o sintoma da Covid. Esse é o dado que liga o sinal de alerta e vem me incomodando. Daí eu ter intensificado o debate com os especialistas sobre este tema. O nosso objetivo é nos anteciparmos para termos os números baixos”, explicou.

A cidade do Rio tem hoje 893 pessoas internadas, um dos números mais baixos, segundo o secretário Municipal de Saúde, Daniel Soranz.

No entanto, o painel Rio Covid-19, da Prefeitura, mostra que nas últimas 24 horas foram registrados 129 casos de Síndrome Respiratória Aguda — passando de 43.066 para 43.195.

No total, a capital tem 208.071 casos confirmados e 18.002 mortes por Covid-19.

A decisão também foi influenciada por outros fatores: o agravamento da pandemia em outros estados, o que não descarta que a situação se agrave no Rio; o alerta nacional da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) sobre o aumento do número de casos; e o desrespeito da população às restrições impostas.

Segundo o prefeito, as novas medidas são necessárias para a “preservação da vida”. Ele reconhece que alguns setores serão mais impactados, mas disse que se dispõe a conversar com todos.

“Não tem toque de recolher, tem uma proibição de permanência nas vias públicas nesse horário [entre 23h e 5h]”.

O prefeito disse ainda que não é possível cravar o que causou o aumento, mas descartou ter sido só o carnaval.

“No carnaval tivemos um monte de casos, mas não tivemos o [bloco] Bola Preta, um monte de blocos. Algumas pessoas desrespeitaram, mas a maioria colaborou. Isso pode estar vindo de outros estados, tem a nova cepa”.

O prefeito informou que o estado do Rio tem 25 casos de novas variantes — destes, 18 foram notificados esta semana. Doze notificações foram registradas na capital — 7 são moradores da cidade e outros 5 estão em investigação para saber se são do município.

As novas medidas anunciadas pela Prefeitura do Rio ocorrem em meio ao aumento de contágios no país inteiro e ao colapso do sistema de saúde em alguns estados.

Confira abaixo um resumo das novas restrições:

Está previsto que bares e restaurantes só poderão abrir das 6h às 17h, e com 40% de ocupação, inclusive em shoppings centers — o Take Away (retirada) de alimentos também está proibido, mas o Delivery (entrega) está liberado.

Entre 23h e 5h, será proibido permanecer em ruas, espaços públicos e praças – a circulação será permitida;

Estão proibidas qualquer atividade comercial e de prestação de serviços nas praias, incluindo o comércio ambulante e os quiosques;

Eventos, festas e rodas de samba também estão proibidos;

Não podem funcionar boates, casas de espetáculo, feiras especiais, feiras de ambulantes e feirartes (artesanato) — feiras livres alimentícias estão liberadas.

Fiscalização e multa

Segundo a prefeitura, a fiscalização será feita pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), Guarda Municipal e Secretaria Municipal de Saúde.

Os agentes poderão reter ou apreender mercadorias, produtos e bens, além de aplicar multas e interditar o local ou estabelecimento que descumprir as regras.

O valor máximo da multa individual passa de R$ 112,48 para R$ 562,42 para quem estiver sem máscara e aglomerado, por exemplo.

As informações já tinham sido antecipadas pelo colunista de O Globo, Ancelmo Góis e confirmadas pela GloboNews com a Secretaria estadual de Comunicação.

A definição por medidas mais duras, segundo o colunista, ocorreu durante reunião do prefeito Eduardo Paes (DEM) com o governador em exercício, Cláudio Castro (PSC).

Também participaram do encontro os secretários estadual e municipal de Saúde.

Copacabana tem risco alto

A cidade do Rio segue em risco moderado nesta sexta-feira, segundo o 9º boletim epidemiológico. Apenas o bairro de Copacabana, na Zona Sul, tem risco alto.

O levantamento sobre a Covid é feito toda semana Centro de Operações de Emergências municipal e traz, além das taxas da doença, uma análise de risco da cidade para as 33 regiões administrativas.

Pelo balanço é possível saber, por exemplo, onde há maior circulação do vírus e em quais áreas as pessoas estão ficando mais doentes.

O decreto diz ainda que as demais atividades econômicas com atendimento presencial ficam autorizadas a funcionar no horário entre 6h e 20h, mas com circulação de público limitada a 40%.

Culto com aglomeração na Baixada Fluminense

Um vídeo feito em outro município, dessa vez em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, mostra uma grande aglomeração na noite de quarta-feira (3) durante um culto religioso.

Pelas imagens é possível ver fiéis sem máscara de proteção facial e muito próximos uns dos outros em uma quadra que foi cedida para o evento.

Diferentemente do Rio, o município não anunciou até o momento novas medidas para conter o avanço da Covid-19.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luciano disse:

    Tem q.multar quem sai de casa de máscara ou usa incorretamente, o principal meio de proteção é uma boa máscara.

  2. Lucianobrito disse:

    Não compro na feira, faço meu comentário no BG depois vou no nordestão do igapó. Vamos reagir comerciante do RN contra as aberações

  3. Sandra disse:

    Moro aqui no conjunto panorama na zona norte de natal. A feira aqui do bairro acontece hoje, e essa feira ocorre sem as mínimas condições. Não existe protocolo se segurança feirantes não usam máscaras e aglomeraçoes por toda a feira. A Prefeitura tem que fazer alguma coisa urgente.

    • Vanda Maria disse:

      Vdd amiga, sem falar que os proprietários das bancas já começam a fechar a Av. das oliveiras com as bancas já na quarta pela manhã. No dia da feira nossas calçadas ficam tomadas de caixas e mercadorias, ficamos sem condicoes se quer de sair de casa. Quem tem idosos e enfermos em casa a situação ainda é pior.

    • Gustavo disse:

      Olha aí. Povo é o maior culpado. Difícil lidar com gente incivilizada. Não à toa, elegeram Bolsonaro, Fátima e afins

  4. Neto disse:

    Ok!!
    Pode fechar.
    Agora vamos garantir o auxílio pro povo.
    Tá na hora da população começar a cobrar.
    Tem que se organizar e ir pra frente das prefeituras pedir o que é de direito.
    O retorno dos impostos.

  5. Josmari de Sales Costa disse:

    Quero ver subir o morro e fechar a boca, o baile… vai lá mandar o dono do morro pra ele fechar o comércio dele… rsrsrsr

MP do RJ encerra órgão que investiga rachadinhas; funções vão para grupo de combate ao crime organizado

Eduardo Gussem (E) cumprimenta seu sucessor no MPRJ, Luciano Mattos — Foto: Reprodução/MPRJ

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) determinou nesta quarta-feira (3) o fim do Grupo de Atuação Especializada e Combate à Corrupção (Gaecc). Esse núcleo especializado investigou, entre outros casos, a suspeita de rachadinhas de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Uma resolução assinada pelo procurador-geral de Justiça do RJ, Luciano Mattos, revoga outra, de 2016, que havia criado o Gaecc.

A decisão, publicada no Diário Oficial do MPRJ desta quinta-feira (4), determina que os trabalhos do Gaecc vão para um departamento a ser criado no Grupo de Atuação Especializada e Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

O G1 apurou que a reorganização dos grupos de atuação do MPRJ tira, na prática, autonomia dos membros do Gaecc, pois todos agora terão que se submeter à direção do Gaeco.

Caberá ao coordenador do Gaeco, por exemplo, autorizar a abertura de procedimentos.

Já nesta quinta-feira, Mattos citou 41 inquéritos envolvendo o Gaecc que vão para o novo núcleo.

A resolução especifica que o novo núcleo no Gaeco “atuará no combate às milícias, ao tráfico de drogas e à lavagem ou ocultação de bens”. Também ficará responsável por investigar crimes contra a administração pública, como os relacionados a licitações.

No final de 2020, 21 dos 22 promotores do grupo foram exonerados.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. NOVÍ$$IMA POLÍTICA disse:

    E DAÍ??? ACABOU PORRA!!! TROQUEI??? ACABOU!!! CHEGA!!!

  2. Paulo disse:

    Esse grupo estava investigando os outros deputados ou só o filho do presidente, perseguição ?

  3. claudio disse:

    Mais um brilhante trabalho do bozo

    • Calígula disse:

      Normalmente quem chama o Presidente de Bozo, usa calcinha apertada kkkkk
      Bolsonaro é duro Kkkk.
      Bolsonaro é imbroxável
      Bolsonaro tem o cunhão rôxo

  4. Edilson disse:

    O estranho é que foi derrubado depois da queda dos colegas do judiciário, pq será??

  5. Calígula disse:

    Lista de alguns Deputados Estaduais do RJ envolvidos no esquema das rachadinhas (em milhões)
    André Ceciliano (PT)
    R$ 49,3
    Paulo Ramos (PDT)
    R$ 30,3
    Márcio Pacheco (PSC)
    R$ 25,3
    Luiz Martins (PDT)
    (preso) R$ 18,5
    Dr. Deodalto (DEM)
    R$ 16,3
    Carlos Minc (PSB)
    R$ 16,0
    Coronel Jairo (SD)
    (preso) R$ 10,2
    Marcos Müller (PHS)
    R$ 7,8
    Luiz Paulo (PSDB)
    R$ 7,1
    Tio Carlos (SD)
    R$ 4,3
    Pedro Augusto (MDB)
    R$ 4,1
    Átila Nunes (MDB)
    R$ 2,2
    Iranildo Campos (SD)
    R$ 2,2
    Márcia Jeovani (DEM)
    R$ 2,1
    Jorge Picciani (MDB)
    (preso) R$ 1,8
    Eliomar Coelho (PSOL)
    R$ 1,7
    Flávio Bolsonaro (ainda no PSL)
    R$ 1,3
    Waldeck Carneiro (PT)
    R$ 0,7
    Benedito Alves (PRB)
    R$ 0,5
    Marcos Abrahão (Avante)
    (preso) R$ 0,3

VÍDEO: Quadrilha de capitão da PM cria túnel e rua para roubar petróleo no RJ; quatro presos

Foto: Divulgação

Agentes da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) prenderam, na manhã desta terça-feira (2), quatro suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em furto de petróleo diretamente de dutos da Transpetro/Petrobras. Ao todo, os agentes visam cumprir cinco mandados de prisão e 14 de busca e apreensão. (VÍDEO AQUI em matéria na íntegra).

Um dos alvos da ação é um capitão da Polícia Militar, que não foi localizado e já é considerado foragido. Segundo as investigações, Marcelo Queiroz dos Anjos, lotado na Diretoria Geral de Pessoal da PM, é um dos líderes do esquema.

Walmir Aparecido Marin, denunciado pelo Ministério Público e empresário do município de Rolândia, no Paraná, já havia sido preso em 2020 na operação Sete Capitães II. Ele era o responsável por levar o combustível furtado até o interior do Paraná.

GIlson Cunha Júnior, que também era responsável por coordenar o transporte do combustível até o receptador, foi um dos presos na operação. O prejuízo com as perfurações realizadas pela organização criminosa é de aproximadamente R$ 2 milhões.

Desde 2015, foram 259 incidentes registrados de tentativas ou furtos consumados de combustível em dutos da Petrobras, de acordo com fontes do G1.

2015 – 11
2016 – 32
2017 – 95
2018 – 69
2019 – 40
2020 – 12 (até setembro)

Abertura de ruas e túneis

As investigações duraram seis meses, iniciando-se após uma perfuração de dutos da Transpetro no município de Guapimirim em junho de 2020.

Os agentes também identificaram perfurações para furto de petróleo em Nova Iguaçu e em Queimados, também na Baixada Fluminense.

Nestes municípios, foram furtados, respectivamente, 47 mil litros e 21 mil litros de petróleo, totalizando 169, 5 mil litros do combustível em três roubos diferentes.

“Chamou a atenção a sofisticação dessa organização criminosa, que passou a furtar milhares de litros da Petrobras, causando um prejuízo de R$ 2 milhões. Conseguimos concretizar pelo menos três furos, feitos com perfeição”, afirmou o delegado André Leiras, delegado titular da Delegacia de Serviços Delegados (DDSD), no Bom Dia Rio.

Em Queimados, os criminosos chegaram a construir um túnel subterrâneo para acessar o duto e também alugaram uma retroescavadeira para abertura de uma via de acesso para caminhões tanque para retirar o petróleo.

Os mandados são cumpridos no Rio, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense e Itaboraí, Região Metropolitana. Também são cumpridas ordens de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

De acordo com as investigações, o petróleo subtraído no Rio de Janeiro era transportado para a cidade de Rolândia (Paraná), para adulteração e revenda.

“Essa investigação será desdobrada para alcançar outros membros dessa organização criminosa”, disse o delegado.

Em 2019, a Delegacia de Serviços Delegados (DDSD) e o Ministério Público prenderam um homem que era o coordenador de um esquema de roubo de combustíveis no interior do Rio.

A ação é comandada por agentes da DDSD e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Jeremias disse:

    Outro capitão do RJ, e também bandido. Coincidência grande.

    • Dior disse:

      Já sei, tavas mamando numa teta e ele cortou não foi?
      Aprendiz de jumento.

  2. Antonio Turci disse:

    "Está tudo dominado", dizia Bóris Casói.

  3. Gil disse:

    Essa PM do rio tem 50% joio e 50% trigo e o joio em alguns anos vai ultrapassar o trigo.

  4. Paulo disse:

    BG
    Este nosso País está dificílimo, BANDIDOS em todas as instituições. E nós pagando a conta com IMPOSTOS ESCORCHANTES

Polícia investiga se mais de 40 presos saíram da prisão com alvará falso no RJ, destaca reportagem

Foto: Reprodução/TV Globo

Depois que dois presos do estado deixaram a cadeia com alvarás de soltura falsos, a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro determinou um mutirão para revisar todos os alvarás de soltura cumpridos desde setembro de 2020. O Fantástico apurou que pelo menos 43 casos começaram a ser investigados na última semana.

Um dos alvarás é o de Gilmara Monique Amorim, condenada a mais de 18 anos de prisão por sequestro e assalto a banco. Ela faz parte de um grupo acusado de planejar e executar mais de 10 assaltos a banco no Rio.

Em 2008, Gilmara participou do sequestro do gerente de uma agência da Caixa Econômica Federal do Aeroporto Tom Jobim, o Galeão. O bancário, a mulher dele e a filha foram mantidos em cativeiro por um dia.

Gilmara cumpria pena em um presídio em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Ela saiu pela porta da frente em novembro do ano passado, como mostra um vídeo obtido pelo Fantástico, graças ao alvará de soltura falso.

A investigação dos alvarás começou depois que um desembargador desconfiou da forma que foram liberados João Felipe Barbieri, dia 18 de novembro, e João Victor Roza, no dia 14 de outubro.

Barbieri, segundo investigações, faz parte da quadrilha e é enteado de Frederick Barbieri – considerado o “Senhor das Armas” e que está preso nos Estados Unidos. Foi Frederick, segundo a Justiça, que mandou para o Brasil os 60 fuzis que foram apreendidos no Aeroporto do Galeão em 2017. João Victor também é acusado de tráfico de armas.

Em entrevista ao repórter Eduardo Tchao, o desembargador Marcelo Granado, que descobriu os alvarás ilegais usados pelos dois traficantes de armas, disse que as falsificações poderiam ter sido facilmente identificadas.

“É importante dizer isso, não havia uma decisão interlocutória de ninguém nesse processo. É tudo falso. Certamente, usaram não a decisão, porque a decisão… Qualquer pessoa vendo aquela decisão percebe que não foi proferida por um magistrado. Há erros ortográficos, a formatação é muito estranha, com letras maiúsculas no meio do parágrafo, sem iniciar frase. É estranho, no mínimo”, afirmou o desembargador.

Erros em documento

Barbieri saiu da cadeia usando um documento falso feito para parecer ter sido expedido pela Justiça Federal. Pra atestar que não havia nenhum outro mandado de prisão contra João Filipe Barbieri e João Victor Roza, um segundo documento foi falsificado com erros como:

Número do processo errado

Mesmo número usado para os dois presos

Quem assina digitalmente o documento é Wagner Soares Ferreira – um policial civil que não existe

O número do alvará de soltura também foi inventado

Endereço pra checagem do documento na internet não confere com o oficial

Código de identificação não bate com o padrão usado pela Justiça.

Como se não bastasse a falsificação dos documentos, todo o material foi enviado por um oficial de Justiça chamado José Pacassi, que não existe. Ele usou um e-mail particular, desses que qualquer um poderia ter criado de graça na internet — contrariando as normas do Conselho Nacional de Justiça para o envio de alvarás de soltura.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Tico de Adauto disse:

    O Rio se tornou terra sem lei faz muito tempo.

  2. Delano disse:

    Sempre o RJ. Terra do malandro Zé Carioca, samba, pagode e carnaval; bobalhões que elegem vigarista, o pior,
    Sérgio Cabral teve a benção de luladrão.

Justiça do RJ nega recurso da defesa e acusados de homicídio de Marielle vão a júri popular

Foto: Reprodução/TV Globo

A Justiça do Rio negou o recurso das defesas dos acusados dos homicídio de Marielle Franco e Anderson Gomes nesta terça-feira (9). Com o resultado, Ronnie Lessa e Élcio Queiroz vão ser levados a júri popular. A decisão foi dos desembargadores da 1ª Câmara Criminal, por unanimidade.

Lessa e Queiroz respondem por duplo homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, emboscada e sem dar chance de defesa às vítimas, e estão presos no presídio federal de Porto Velho.

O advogado de Ronnie Lessa, Bruno Castro, fez o recurso para tentar impedir que seu cliente seja julgado pelo Tribunal do Júri. Em sua fala, citou uma testemunha que teria dito que o atirador que disparou contra o carro onde estava Marielle era negro, e desafiou:

“Eu desafio a acusação trazer qualquer fato concreto que possa colocar o Ronnie Lessa na cena do crime. É muito simples o Ministério Público argumentar que ele teria deixado esse celular na Barra da Tijuca sem provas. Temos a comprovação com prova técnica que ele estava na Barra da Tijuca”, disse o advogado.

As advogadas que representavam as famílias de Marielle e Anderson Gomes, que foram assistentes de acusação, ressaltaram que as provas obtidas pelo Grupo de Apoio Especializado e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público e pela Delegacia de Homicídios da Capital são suficientes para levar Lessa e Élcio a júri popular.

“Provas periciais não deixam dúvidas sobre indícios de autoria”, declarou Luciana Pivato, advogada que representa Mônica Benício, viúva de Marielle.

Histórico

Em março do ano passado, a 4ª Vara Criminal da Justiça do Rio decidiu levar Lessa e Élcio a júri popular.

Desde que Lessa e Queiroz foram presos, em março de 2019, a defesa alega que há falta de provas e evidências que liguem a dupla às execuções.

Grande parte das investigações da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) é baseado na análise de câmeras de segurança das ruas e acesso de dados de navegação como, por exemplo, a localização na noite do crime e pesquisas que foram feitas nos celulares dos dois.

Ronnie Lessa é apontado como autor dos disparos que mataram Marielle e Anderson e Élcio é acusado de dirigir o carro prata usado nos assassinatos.

Relembre o caso

Marielle e Anderson foram atingidos por tiros de uma submetralhadora por homens em um carro que seguia o que eles estavam, na Região Central do Rio, em 14 de março de 2018.

Ronnie Lessa é apontado na denúncia como o autor dos disparos. Ele estaria no banco de trás do Cobalt que perseguiu o carro da vereadora. Segundo a investigação, Élcio de Queiroz dirigia o Cobalt usado para perseguir as vítimas.

Só em 12 de março de 2019, dois dias antes de completar um ano do crime, os dois foram presos. Até hoje, não se sabe quem mandou matar Marielle.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. putis grila disse:

    BOLSONARO na cadeia
    Chefe MOR
    QUADRILHEIRO

FOTO: Estudante de direito é preso no RJ com 3 mil pés de maconha

Foto: Divulgação/Polícia Civil do Rio de Janeiro

A Polícia Civil do Rio prendeu hoje o estudante de direito Felipe Coutinho Vaz, de 31 anos. Ele administrava três sítios, em Maricá, onde foram encontrados 3 mil pés de maconha.

Segundo as investigações, ele vendia skunk no Rio e em Niterói. As plantas eram cultivadas num galpão com estufas, ventilação, controle de temperatura e iluminação.

A polícia diz que cada quilo da droga era vendido a R$ 30 mil, e cada colheita rendia entre três e cinco quilos.

O Antagonista

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. luiz disse:

    Ele não pode cultivar para seu consumo! Ele deve comprar do traficante!

  2. Pedro disse:

    Estudante!? Não seria traficante kkkk

  3. Snoopy Dogg disse:

    Maconha é só uma planta. 🌿
    Há quem goste de álcool ou tabaco, mas está mais do que provado que é muito menos ofensiva do que essas substâncias.
    O que mata é a proibição que cria um mercado marginal que envolve desde bandidos assassinos a policiais e políticos. Se liberar e organizar acaba essas grana nas mãos dessa gente. Uma coisa é certa: proibida ou não, quem gosta nunca vai parar de fumar.

  4. Italo Magnus disse:

    Jeito é com j e não com g

  5. marcus disse:

    Deve ser um asqueroso PETISTA!

  6. Fernando Bastos disse:

    VERGONHA É CHAMAR ISSO DE ESTUDANTE DE DIREITO, TORTO DESSE GEITO.

  7. Rafael disse:

    Idiotices do Estado, prender o cidadao por uma planta. Fuma quem quer. E outra, proíbam alcool entre outras drogas. Hipocresia.

    • Neco disse:

      Fuma quem quer, mas depois os custos de tratamento vão para quem mesmo?
      E não venha com comparações com hábitos alimentares.

  8. JOAO MARIA disse:

    ACHO QUE ERA PARA CONSUMO

  9. Fazenda Gado Feliz 🙃 disse:

    Contratar esse jovem para cuidar do pasto aqui da fazenda.

  10. Junin disse:

    Agora vai ter uma excelente oportunidade de fazer uma ótima prática de direito criminal. Menino dedicado esse garotinho, na primeira audiência de custódia estará livre, e isso será o grande empecilho no aproveitamento de sua prática jurídica. Lamentável!

Final da Libertadores: decreto do governo do RJ autoriza até 10% da capacidade do Maracanã

Foto: ALEXANDRE LOUREIRO / REUTERS

O Governo do Estado do Rio de Janeiro publicou decreto, nesta sexta-feira, autorizando a realização da final da Copa Libertadores, marcada para o dia 30, no Maracanã. Entre as regulamentações, o governador Claudio Castro estabeleceu um limite de até 10% da capacidade do estádio para a operação do jogo entre Palmeiras e Santos.

Na partida, que não terá público pagante, estará autorizada a presença de pessoal relacionado a organização, segurança e realização, bem como pessoas ligadas a patrocinadores do evento e aos clubes, no limite determinado. Santos e Palmeiras receberam 150 convites cada.

Hoje, o Maracanã, tem capacidade para 78.883 pessoas, ou seja, a capacidade autorizada de operação para a partida gira em torno de 7 mil pessoas. A Conmebol, porém, não trabalha com a ideia de um efetivo tão grande.

Uma reunião no fim da manhã desta sexta-feira definiu que o efetivo de policiais militares para a segurança da partida, nos arredores e na parte interna do estádio, ficará em 550, com mais 200 guardas municipais.

Em outras partes da cidade, haverá atenção especial nas proximidades dos hotéis onde ficarão as duas delegações.

O Globo

AMADORISMO: Pedido de oxigênio feito pelo governo do Amazonas ao estado do RJ foi enviado há dias para e-mail errado

Foto: Reprodução

Há cinco dias, o Amazonas fez um pedido a todos os estados para tentar evitar o colapso no sistema de Saúde — que se concretizou com a falta de oxigênio para os pacientes na última quinta-feira (14).

Esse ofício com o pedido foi obtido pelo G1 e revela que, no e-mail que deveria ter chegado ao governo do Rio, todos os destinatários estavam errados.

O documento cita uma “crise sem precedentes” na Saúde em meio à pandemia de Covid-19, com ocupação total de leitos. Assinado pelo governador Wilson Lima (PSC), o texto fala também na “iminência” de desabastecimento de oxigênio. E pedia o envio do produto, se possível.

O e-mail foi enviado por Juarez Filho, assessor do Subcomando de Ações de Defesa Civil do Amazonas, para três destinatários no RJ:

Os dois primeiros remetentes sequer estão no governo. Dorita, a Maria Auxiliadora Pereira Carneiro Silva, deixou o governo em dezembro de 2018. Dornelles, poucos dias depois, após a vitória de Wilson Witzel (PSC) na eleição.

Já o último e-mail é do setor responsável por organizar os eventos do vice-governador, cargo que está vago desde que Cláudio Castro (PSC) substituiu Wilson Witzel (PSC) como governador. Witzel foi afastado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) por denúncias de corrupção na Saúde em meio à pandemia.

O G1 apurou que a informação só chegou ao governador em exercício do Rio, Cláudio Castro (PSC), na noite de quinta-feira (14), quando ele ligou para Wilson Lima. Castro informou que a Secretaria Estadual de Saúde (SES) vai fazer um levantamento dos insumos que podem ajudar o Amazonas.

Na segunda-feira (11), um dia depois do envio do e-mail, o cerimonial da vice-governadoria enviou o e-mail para o gabinete do governador, ressaltando o pedido de urgência.

Em nota, o governo amazonense admitiu o equívoco. “O Comitê de Enfrentamento da Covid-19 do Estado enviou para um mailing desatualizado, erro que está sendo corrigido”.

Na manhã desta sexta, Castro prestou solidariedade a Wilson Lima em uma rede social.

“A situação do Amazonas é desesperadora e sensibiliza a todos nós. Liguei ontem (quinta) para o governador Wilson Lima para prestar todo meu apoio e dialogar como o RJ pode colaborar. O momento é de união. A dor dessa pandemia atinge a todos nós e os estados precisam caminhar juntos”

Colapso em Manaus

O sistema de saúde amazonense enfrenta um colapso e mais de 200 pacientes serão levados a outros estados para receber atendimento. Os hospitais estão lotados e sem oxigênio, em meio à pandemia de Covid-19.

“Por conta do uso intensivo de oxigênio de uso hospitalar, principalmente no tratamento dos problemas respiratórios relacionados ao Covid-19, e diante desse quadro já preocupante, o Amazonas está na iminência de sofrer desabastecimento desse produto”, diz o documento datado do último dia 10.

No ofício enviado ao governador Cláudio Castro, obtido pelo G1, Wilson Lima afirma também que há um problema “sem precedentes no sistema de saúde” do Amazonas.

“Em face dessa realidade e lastreado no princípio da mútua cooperação que deve existir entre os entes federados, vimos por meio desta solicitar a disponibilização de estoque de oxigênio de uso hospitalar dessa unidade da Federação para que o Amazonas possa mitigar os efeitos da pandemia e com isso salvar vidas”.

Ainda de acordo com o documento, o governador do Amazonas diz que o colapso “resultou a ocupação integral tanto da rede pública quanto da privada”.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Teófilo disse:

    Tem que botar a culpa nas pessoas certas.
    A canalhada do STF, autorizou prefeitos e governadores fazer a maior cachorrada com esse doença.
    O tal do calça de surfistas, faz campanha antecipada pra viabilizar uma candidatura a presidente.
    A safadeza é grande, como que não bastassem, deitam e rola com o dinheiro do povo.
    É dinheiro e muito jogado fora, todo mundo tá vendo, até compram o que não exister.
    Tremenda de uma SACANAGEM.
    Ô sistema bruto da gota serena, só o véi Bolsonaro pra lutar sozinho contra esses trastes.
    Mas vamos que vamos, muitos brasileiros ja perceberam, um dia agente se livra dessa praga.

  2. Calígula disse:

    Só resta saber se foi proposital, para obter mas ajuda do Governo Federal.
    A FAB por intermédio do Presidente da República Jair Bolsonaro, transportou toneladas de cilindros com oxigênio para Manaus, mesmo não sendo sua atribuição.
    Hô Véio arroxado e Porreta .

    • Potiguar disse:

      Proposital foi a família bozo pedir abertura do comércio em Manaus grande toda essa situação.

    • Everton disse:

      Ajuda até da Venezuela kkk

    • Um brasileiro disse:

      Não é atribuição? Titia Cacá, a senhora está equivicada, a FAB tem que servir a todos os brasileiros e, principalmente, em um momento desses. A FAB não foi buscar meia dúzia de brasileiros na China, porque não pode transportar o oxigênio? Até a Venezuela tá ajudando.

    • Ubiratam disse:

      Recebendo oxigênio da Venezuela e vacinas da China o Bozo deve ta muito feliz kkkkkkk

  3. Cris disse:

    Amadorismo não.
    Incompetência do governo na nomeação dos servidores, descaso, desamor, impiedade, incapacidade de gestão.
    Não fizeram, não acreditaram no tratamento precoce, desviaram os milhões enviados pelo governo federal que fez a parte dele já que o STF decidiu q cabia aos governadores e prefeitos o dever de gerir a crise na pandemia.

RJ: governador propõe ‘fechar’ Copacabana durante o réveillon

Foto: Philippe Lima/Governo do Estado/Divulgação

O governador em exercício do Rio, Cláudio Castro (PSC), propôs ao prefeito da capital em exercício, Jorge Felippe (DEM), que o bairro de Copacabana seja “fechado” somente para moradores no réveillon para evitar aglomerações.

Jorge Felippe é presidente da Câmara dos Vereadores e assumiu a prefeitura após a prisão e afastamento de Marcelo Crivella (Republicanos). Fernando Mac Dowell, que era o vice de Crivella, morreu em 2018.

A proposta de Cláudio Castro passa também por uma articulação com o metrô do Rio para encontrar uma solução para reduzir público.

O G1 apurou que o prefeito em exercício ouviu a proposta e que ficou de estudar a implementação com técnicos da Prefeitura. Por isso, a decisão não seria tomada naquele momento.

As festas públicas em Copacabana já tinham sido canceladas pela Prefeitura. Festas em quiosques também estão canceladas. Os estabelecimentos, entretanto, estão autorizados a funcionar como vêm operando desde a reabertura, em julho, “com quantidade reduzida de mesas, distanciamento de 1,5m entre elas, e seguindo todos os protocolos de segurança e higiene”, segundo a concessionária Orla Rio.

R$ 66 milhões para combate ao coronavírus

Ao fim da reunião no Palácio Guanabará, prefeito e governador interinos decidiram que ainda nesta quarta-feira a Prefeitura receberia um repasse de R$ 66 milhões para ações de combate ao coronavírus.

G1

Anvisa e PF apuram suposta venda de vacina contra covid em Madureira-RJ após posts repercutirem

Foto viralizou como sendo de vacina vendida em camelô do Rio Foto: Reprodução

Uma série de postagens relatando uma suposta venda de vacinas contra o novo coronavírus em Madureira, na Zona Norte do Rio, culminou numa investigação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Polícia Federal. O produto estaria sendo ofertado por cerca de R$ 50, com R$ 10 adicionais para aplicação. O autor de uma das publicações, identificado como Jones MFjay, admitiu, contudo, ter feito o post mais para brincar com algo inusitado que teria testemunhado do que realmente levantar suspeitas de um crime.

Nas redes sociais, circula uma foto que mostra a mão de uma pessoa segurando uma embalagem da vacina produzida pelo Instituto de Produtos Biológicos de Pequim, parte do Grupo Nacional Biotec da China (CNBG, na sigla em inglês), do Grupo Nacional Farmacêutico chinês (Sinopharm).

Publicação repercutiu nas redes sociais Foto: Reprodução

O produto é, portanto, de um laboratório diferente daquele que fez tratos com o Brasil. A vacina referente às pesquisas realizadas no Instituto Butantan, em São Paulo, é a CoronaVac, do laboratório Sinovac Biotech.

Entre os relatos, há postagens que mencionam haver venda de vacina nas ruas não só de Madureira, como também nas de Bangu, na Zona Oeste, e em Alcântara, em São Gonçalo, Região Metropolitana.

“Em relação às ações, a questão está sendo investigada pela Anvisa e pela Polícia Federal”, informou a agência reguladora, acrescentando não poder por enquanto oferecer mais detalhes sobre o caso.

“De toda forma podemos adiantar que qualquer comercialização ou aplicação de vacina de Covid-19 hoje no Brasil é atividade irregular e oriunda de falsificação, pois não há vacinas autorizadas no Brasil ainda”, destacou. “As vacinas que foram importadas estão com as instituições de pesquisa e somente os voluntários selecionados para as pesquisa puderam ser vacinados. Ainda assim, a vacina da Sinopharm não tem pesquisa no Brasil e por isso não entrou no país”.

Portanto, se houver comercialização no país de produtos que se passam pela vacina contra Covid-19 com a embalagem da Sinopharm em camelôs, websites ou quaisquer outros meios, tratam-se de materiais falsos ou que entraram no Brasil ilegalmente.

Quanto ao risco de golpes, a Interpol emitiu um alerta global de nível laranja no início deste mês para autoridades policiais de seus 194 estados membros. O comunicado pede cautela com relação a redes do crime organizado que podem tentar vender, de forma física ou online, vacinas falsas ou roubadas.

Secretário geral da Interpol, Jürgen Stock disse, segundo o jornal britânico “The Guardian”, que facções criminosas podem planejar “se infiltrar ou interromper as cadeias de abastecimento e também visar o público por meio de sites falsos e curas falsas que podem representar um risco significativo para sua saúde, até mesmo para suas vidas”. Uma ação deste tipo foi classificada por ele como “comportamento criminoso oportunista e predatório sem precedentes”.

Um repórter do jornal chinês “Global Times” acessou a plataforma WeChat, que funciona de modo semelhante ao WhatsApp, para comprovar que ali eram efetuadas vendas ilegais de vacinas. Segundo a reportagem sobre o caso, o jornalista se passou por um estudante que desejava se imunizar para fazer uma viagem. Ele acabou recebendo uma oferta de duas doses da vacina da Sinopharm por valor equivalente a R$ 2,3 mil em um hospital de Pequim.

“Muitos como você me procuraram pedindo acesso rápido, e ninguém relataram qualquer reação adversa séria até agora”, acrescentou o criminoso.

Outros casos foram averiguados nas redes sociais chinesas com preços de até R$ 5,5 mil, tanto para as duas doses da Sinopharm quanto Sinovac, que custam oficialmente cerca de R$ 160 cada dose.

Ao “Global Times”, ambos laboratórios negaram que tenham confiado a qualquer indivíduo ou agente a venda de vacinas sem autorização e alertaram o público para não acreditar em tais anúncios.

A Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês), correspondente ao que a Anvisa é no Brasil, também emitiu um alerta sobre o risco de venda ilegal tanto de vacinas contra Covid-19, quanto de remédios de uso questionável ou testes de coronavírus.

“Algumas pessoas e empresas estão tentando lucrar com essa pandemia vendendo produtos não comprovados e comercializados ilegalmente que fazem alegações falsas, como serem eficazes contra o coronavírus”, afirma o órgão norte-americano. “Esses produtos fraudulentos que afirmam curar, tratar ou prevenir Covid-19 não foram avaliados pelo FDA quanto à segurança e eficácia e podem ser perigosos para você e sua família”.

Diante do comércio ilegal, a organização tem atuado em parceria com varejistas para remover produtos enganosos das prateleiras e da internet. As empresas flagradas comercializando materiais fraudulendos, como chás e óleos essenciais que são propagandeados como itens contra o coronavírus, têm sido notificadas pelo governo dos EUA.

“Desconfie de produtos que afirmam tratar uma ampla gama de doenças”, afirma o FDA.

“Por exemplo, o FDA está ciente de pessoas que estão tentando prevenir COVID-19 tomando um produto chamado fosfato de cloroquina, que é vendido para tratar parasitas em peixes de aquário. Produtos para uso veterinário ou para ‘uso somente em pesquisa’ podem ter efeitos adversos, incluindo doenças graves e morte, quando tomados por pessoas”.

Extra – O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. José disse:

    Alguém avisa a PF que lá também vendem cocaina a vários anos e nunca a polícia erradicou essa prática.

Extorsão com fake news: delegado diz que quadrilha no RJ fez da vida de alguns políticos um inferno

Agentes da Polícia Civil e do MPRJ cumprem mandado de prisão contra quadrilha que extorquia políticos com fake news Foto: Divulgação Polícia Civil

Políticos como o deputado federal Áureo Lídio Moreira Ribeiro (Solidariedade), o prefeito de Caxias Washington Reis (MDB), o prefeito de Magé Rafael dos Santos Souza (PPS) e a prefeita eleita de Guapimirim Marina Pereira Ribeiro (PMD) foram alvos de extorsão de um grupo criminoso que agia desde 2014, na Baixada Fluminense. A quadrilha oferecia um trabalho de marketing digital a candidatos de todos os partidos. Caso não aceitassem, sofriam perseguições nas redes sociais. Na manhã desta segunda-feira a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) cumpriu um mandado de prisão e seis de busca e apreensão contra a quadrilha.

O primeiro a denunciar a quadrilha foi Áureo Lídio. Segundo as investigações, que começaram em 2014, páginas como “Folha de Cabo Frio”, “Folha de Búzios” e “O Buziano” foram criadas para atacar políticos e prefeitura de vários municípios do estado.

De acordo com as investigações, o chefe do esquema criminoso é o empresário Igor Patrick de Souza. Ele divulgava notícias falsas em redes sociais para extorquir dinheiro e cometer crimes contra a honra de suas vítimas. Igor Patrick não foi encontrado em casa, em Duque de Caxias, e já é considerado foragido.

— Tínhamos várias investigações separadas de crime contra a honra e notícias falsas envolvendo políticos de vários partidos. Identificamos que havia um vínculo de ataques que esses políticos recebiam. A partir daí, conseguimos chegar a uma quadrilha que fez disso uma estrutura para se beneficiar em ataques contra políticos — disse o delegado Pablo Sartori, titular da DRCI.

Foram os próprios políticos que foram à especializada denunciar os ataques e as extorsões, que iam desde cestas básicas a R$ 10 mil por mês.

— As cobranças eram feitas de forma sutil para evitar escancarar o esquema. Eles pediam desde cestas até cobranças de R$ 10 mil mensais e fixos. Eles cobravam desde políticos até prefeituras. Ele recebia na própria conta e até as de terceiros, como da mãe. Eles disseram que eram procurados para fazerem doações. Mas, quando negavam, passavam a receber ataques — conta Sartori.

A Polícia Civil e o MP descobriram que o grupo montou pelo menos 25 páginas nas redes sociais, que se passavam por caráter informativo, mas que na verdade eram usadas para os ataques sistemáticos. Ele montou mais de 25 páginas nas redes sociais e sempre com caráter informativo. Num primeiro momento parecia que um canal de informação para a sociedade. No entanto, na verdade, ali ele fazia ataques a quem não pagava a seus interesses.

— A partir de 2017, conseguimos identificar com mais clareza esses ataques contra a honra. Com o avanço das investigações, conseguimos fechar um vínculo: vários perfis que atacavam políticos. Foi um trabalho longo para identificar que esses perfis eram feitos por uma mesma pessoa, completou Pablo Sartori.

Nem o MP e nem a Polícia Civil conseguiram identificar ainda a participação de políticos rivais aos ameaçados que poderiam ter contratados os ataques.

— Até o momento, não notamos que rivais dos políticos o contratavam. Ele atacava todos os políticos, independente das ideologias. Ele fez da vidas desses políticos um inferno — finalizou Pablo.

Para o MP, empresário tinha a intenção de expandir o esquema para todo o estado. Além de Igor, outras cinco pessoas foram indiciadas pelos crimes de organização criminosa, crimes contra a honra e extorsão. A promotoria pediu a prisão de Igor, Felipe Dias Dodó, Andressa Aline Pimentel de Carvalho, Rodrigo Menezes de Vasconcellos, Danyella Jesus da Silva e Sinaria de Carvalho da Silva. No entanto, o juiz da 1ª Vara Especializada da Comarca da Capital só concedeu a de Igor.

— Igor era o líder, quem fazia os contatos com os políticos e as prefeituras. Fomos a casas de pessoas que administravam. Fizemos apreensões de chips de celular para vincular a usuários falsos — explica o promotor Michel Zoucas, do MPRJ.

No bairro Vinte e Cinco de Agosto, quando a polícia chegou para cumprir um dos mandados de busca e apreensão, houve um confronto com traficantes da localidade é um suspeito foi baleado e morreu. Donos de laboratórios, de supermercados e de farmácias também eram alvos do criminoso.

— Ele colocava vários tipos de acusações desses empresários no ar (nas páginas) e cobrava para retirar — disse Sartori.

Para dar aparência de licitude aos ataques, a quadrilha criou a empresa Informarketing Publicidade, responsável pela publicação de notícias jornalísticas em redes sociais, em especial o Facebook, e pelo trabalho de marketing digital e político, administração de redes sociais e remoção de conteúdos negativos na internet. A empresa presta serviço atualmente para a Prefeitura de Duque de Caxias.

— Essa organização opera uma empresa que dá uma licitude. Inclusive, ele foi contratado por vereadores de Caxias para fazer suas redes sóciais. A empresa foi contratada pela prefeitura de Caxias, mas neste momento não há nada que aponte irregularidades na contratação — conta o promotor.

Por ser nascido e criado em Caxias, Igor idealizou o esquema após ter contatos com parlamentares.

— Ele é de lá. Ele começa ali, onde tem contatos com vereadores e tem uma penetração junto ao mercado político. Viu-se na facilidade, já que tinha aproximação com alguns vereadores e tinha uma força econômica. Ele foi para Guapimirim, Magé, na Região dos Lagos — completou o promotor.

O GLOBO procurou os políticos que foram alvos da quadrilha, mas ainda não obteve uma posição deles.

O Globo

TJ suspende decisão que proibia turistas em Búzios, no Rio de Janeiro

Foto: 9497625/Pixabay

O desembargador Claudio de Mello Tavares, presidente do TJ do Rio de Janeiro, atendeu a pedido da prefeitura de Búzios (RJ) e suspendeu a decisão que proibia a entrada e permanência de turistas na cidade.

“Ninguém desconhece o grave momento que atravessa a coletividade, no Brasil e no mundo inteiro”, escreveu Tavares, no texto assinado nesta quinta (17).

Mas “[o] que prevalece é o respeito aos critérios utilizados pelo Poder Executivo, a quem cabe definir seus planos de ação no combate à pandemia, porquanto promanados de governantes escolhidos pelo povo, titular originário do poder, e que legitima o atuar político da Administração Pública”.

“A ingerência do Judiciário nessa seara é feita de forma excepcional e deve estar cingida àquilo que se pode razoavelmente exigir do Poder Público, não substituindo-o em suas escolhas”.

O Antagonista

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Robson disse:

    Ninguém morre mais de outra doença!
    Tudo é corona… a ansiedade mata mais que a doença em si… Não sou negacionista… claro que esse vírus foi criado e está circulando… Mas existe uma manipulação por parte de um sistema … nada foi por acaso… o vírus não surgiu do nada

  2. Bolsonarista Binário disse:

    Ñ culpo nem os estabelecimento comerciais, mas sim os imbecis que no meio de uma pandemia com mais de 180 mil mortos querem se aglomerar e fazer festa.

    • Acorda Brasil disse:

      A esquerda nunca vai entender esses nobres valores de liberdade e corajem. Tá com medo do vírus? Fica em casa vendo seriado e fazendo origami. Deixa quem precisa alimentar os filhos trabalho do dia trabalhar. É pedir muito?

    • Chico 200 disse:

      Fica trancado em casa, coloca uma máscara tripla, espera o auxílio emergencial e quem sabe, os cinco milhões dos respiradores são distribuídos entre os confinados!

FOTOS: PF apreende 2,5 toneladas de cocaína pura, a maior de sua história no RJ

PF apreendeu 2,5 toneladas de cocaína em um galpão de Duque de Caxias Foto: Divulgação / PF

A Polícia Federal apreendeu cerca de 2,5 toneladas de cocaína em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na noite de segunda-feira, dia 1º de dezembro. É a maior apreensão da droga pura já realizada no Estado do Rio de Janeiro. Dois suspeitos foram presos, um deles é um policial militar, que estava de folga. Segundo a Delegacia de Repressão às Drogas (DRE-RJ), o agente fazia a segurança do imóvel, que estava sob o comando de um homem de 41 anos, que também foi preso em flagrante.

Com o policial militar, foram apreendidos ainda duas armas sem registro, sendo uma pistola e um revólver, além de um rádio comunicador. Segundo as investigações da delegacia, as substâncias encontradas foram submetidas a uma perícia preliminar, e o resultado foi positivo para cocaína.

A droga apreendida foi encaminhada à Superintendência da Polícia Federal no Rio, e a pesagem registrada foi de 2,466 toneladas de cocaína pura. Segundo as informações, cada quilo pode ser vendido por US$ 5 mil (cerca de R$ 26 mil) no Rio de Janeiro, e entre 25 mil e 30 mil euros (entre R$ 157 mil e R$ 188 mil) na Europa por quilo de droga.

Já na fronteira, o preço é mais baixo e gira em torno de US$ 2,5 mil (cerca de R$ 13 mil) por quilo. Como foram apreendidos 2.500 mil quilos de drogas, o valor pode chegar a US$ 12,5 milhões (cerca de R$ 65,08 milhões), se aplicado o valor por quilo vendido no Rio, já que a droga estava em Duque de Caxias.

Os presos foram indicados e responderão por tráfico de drogas, com pena pode chegar a 15 anos de prisão. A Polícia Federal ainda não informou para onde a droga seria destinada e a quem pertencia.

Extra – O Globo

 

Polícia do RJ prende dono da JJ Invest, suspeito de operar esquema de pirâmide financeira; investigações apontam que pelo menos 3 mil pessoas tiveram prejuízo em todo o país

Jonas Jaimovick foi preso na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, na manhã desta segunda (9) — Foto: Reprodução / TV Globo

Agentes da Delegacia de Defraudações do RJ prenderam nesta segunda-feira (9) o dono da JJ Invest, apontado como o maior esquema de pirâmide financeira ativo no país. O crime está previsto em lei.

Jonas Jaimovick foi preso na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, no começo da manhã. A polícia estima que o prejuízo dos investidores chegue a R$ 170 milhões.

Segundo as investigações, pelo menos 3 mil vítimas tiveram prejuízo em todo o país. Algumas pessoas perderam R$ 1 milhão.

A JJ Invest ficou conhecida após patrocinar times de futebol. Alguns artistas e ex-jogadores também investiram na pirâmide e alegam que perderam bastante dinheiro.

Além de Jonas, outras sete pessoas foram indiciadas por suspeita de obtenção de lucro com a pirâmide financeira.

Para aumentar a carteira de clientes, os suspeitos ofereciam aos investidores um lucro de 10% a 15% todo mês. Jonas ainda responde, somente no Rio de Janeiro, a mais 30 inquéritos.

Também há processos contra Jonas em São Paulo, Maranhão, Recife e Ceará, e ações na esfera cível pedindo ressarcimento ao próprio Jonas e à JJ Invest.

O que é o esquema de pirâmide

O esquema em pirâmide, também conhecido como esquema Ponzi, depende do recrutamento de outras pessoas, independentemente do produto ou do serviço oferecido.

O lucro não vem das vendas, mas das taxas pagas por quem entra no sistema, com os novos associados remunerando os antigos.

Em dado momento, o negócio se torna insustentável, uma vez que é matematicamente impossível atrair participantes o suficiente para bancar o topo da rede. Os que entraram por último acabam lesados e perdem os recursos aplicados.

G1

 

Hospital no RJ retira 200 pacientes após incêndio

Pacientes retirados do Hospital Federal de Bonsucesso foram levados para borracharia — Foto: Reprodução/TV Globo

Um incêndio atingiu o Prédio 1 do Hospital Federal de Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, por volta das 9h40 desta terça-feira (27). Segundo o Corpo de Bombeiros, as chamas foram controladas às 11h30, e equipes trabalhavam no rescaldo. Por volta do 12h, ainda saía fumaça das instalações.

Porta-voz da corporação, Lauro Botto afirmou que nenhum paciente foi ferido nas chamas ou teve intoxicação, mas destacou que o Prédio 1 “estava todo comprometido com chamas e fumaça”.

“Conseguimos evacuar os pacientes antes que o fogo e a fumaça chegassem à enfermaria”, disse Botto.

A TV Globo apurou que a prioridade dos bombeiros era resfriar a ala, a fim de evitar que cilindros de oxigênio explodissem.

Cerca de 200 pacientes foram transferidos para áreas do próprio complexo. Alguns estavam no meio de tratamento quando tiveram de sair da unidade, e outros estavam entubados.

Alguns pacientes foram levados para a loja Rio Paiva Pneus, que fica ao lado do hospital.

Dois internados foram transferidos para o Hospital Municipal Souza Aguiar, Centro, e um, para o Evandro Freire, na Ilha do Governador.

O Hospital Federal de Bonsucesso, às margens da Avenida Brasil, é uma das maiores unidades de saúde da Zona Norte do Rio.

Cerca de duas mil pessoas circulam pelas alas todos os dias, segundo a assessoria de imprensa.

Incêndio começou no subsolo

fogo começou no subsolo do Prédio 1 por volta das 9h45 e se alastrou pelo almoxarifado, onde fraldas eram guardadas. Nesse edifício ficam ainda enfermarias e salas de raio-X.

A brigada de incêndio do hospital chegou à enfermaria assim que as chamas começaram, dois andares abaixo, e providenciaram a remoção.

Não se sabia, até a última atualização desta reportagem, a causa do incêndio.

Bombeiros de cinco quartéis – Fundão, Ilha do Governador, São Cristóvão, Penha e Central – foram mobilizados.

Às 11h15, um helicóptero do Corpo de Bombeiros pousou na Avenida Brasil.

Complexo tem seis alas

O Hospital Federal de Bonsucesso é composto por seis alas.

Prédio 1 (onde começou o fogo): Emergência, internações e exames de imagem.

Prédio 2: Centro de atenção à mulher, à criança e ao adolescente

Prédio 3: Oncologia clínica e perícia médica

Prédio 4: Administração

Prédio 5: Laboratório, centro de estudos e residência médica

Prédio 6: Ambulatório

G1

Pedreiro que matou uma pessoa em Copacabana ao arremessar um botijão de gás pela janela já agrediu a mulher e tem acusação de porte de drogas

Venilson da Silva Souza Foto: Reprodução/TV Globo

O pedreiro Venilson da Silva Souza, que matou uma pessoa em Copacabana ao arremessar um botijão de gás pela janela, já tem em sua ficha criminal acusações por agredir a mulher e por porte de drogas.

Segundo registro feito na Delegacia de Atendimento à Mulher de Duque de Caxias (RJ), a agressão ocorreu em 31 de janeiro de 2019.

A mulher do pedreiro afirmou em depoimento que Venilson tentou enforcá-la com as mãos e só a largou quando os filhos do casal, de dois e seis anos, começaram a gritar.

A mulher contou ter saído para a rua, onde novamente o pedreiro tentou enforcá-la. A agressão só parou após a intervenção de pessoas que passavam.

A mulher afirmou ainda que não havia sido a primeira agressão e pediu medidas protetivas contra o marido.

Outro registro, de novembro de 2019, relata que Venilson foi abordado por um policial por portar um cigarro de maconha na Pedra do Arpoador, em Ipanema, Zona Sul do Rio.

De acordo com o relato policial, Venilson disse não ter documento e agrediu o policial, até ser contido e levado para a delegacia.

Na última segunda-feira, Venilson matou um vendedor de frutas conhecido como “Tronco”, ao jogar um botijão de gás pela janelo do apartamento em que morava, em Copacabana. A irmã do pedreiro afirma que ele estava em tratamento psicológico.

Guilherme Amado – Época

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Antonio Turci disse:

    Parece que não há mais gente ruim neste mundo velho. O sem vergonha, com precedentes dr ruindade, mata um inocente com uma "bujãosada" aí vem a defesa de o bichinho está doente, que sua "psiquê" não vai bem. O safado tem mais é que ir ver o sol quadrado.