Judiciário

MP bate forte e questiona conhecimento do Procurador-Geral do Estado

NOTA DE ESCLARECIMENTO

 

O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte manifesta a sua surpresa e estupefação com o teor das declarações injurídicas feitas na imprensa pelo Procurador-Geral do Estado, Miguel Josino Neto, ao mesmo tempo em que esclarece à opinião pública o seguinte:

 

1. Após o recebimento do relatório encaminhado pela Comissão Especial instituída no âmbito do TJRN, o Ministério Público Estadual, buscando justamente aprofundar as investigações, requereu, em decorrência dos fortes indícios de participação, não só do bancário Pedro Luiz Neto, mas de outras pessoas no esquema fraudulento perpetrado no âmbito da Divisão de Precatórios do TJRN, todas as medidas cautelares necessárias, dentre elas a prisão temporária dos possivelmente envolvidos, o que restou deferido pelo juízo da 7ª Vara Criminal da Comarca de Natal;

2. Todos os pedidos obedeceram o devido processo legal, tendo o cumprimento de todas as medidas deferidas pelo juízo, diferentemente do que foi publicado, sido realizado pela Policia Civil, no estrito cumprimento do dever legal, com acompanhamento do Ministério Público, sem nenhuma afronta aos direitos dos cidadãos investigados;

3. Aliás, é estranho que o Procurador-Geral do Estado Miguel Josino omita o papel absolutamente imprescindível e decisivo do Poder Judiciário para que tenha se realizado a prisão temporária do bancário Pedro Luiz Neto. Mesmo quem não é versado nas letras jurídicas sabe que uma prisão temporária só é possível mediante ordem expressa e formal de um juiz de direito, que não é expedida em face de simples pedido do Ministério Público ou da autoridade policial, mas depois de meticulosa análise das circunstâncias e evidências disponíveis sobre o fato em investigação, à luz do ordenamento jurídico;

4. Como é sabido por todos que militam na advocacia pública, inclusive pelos Procuradores da PGE, o Estado quando age no estrito cumprimento do dever legal, como o fez a Policia Civil ao cumprir os mandados de prisão e busca e apreensão, não gera qualquer direito de indenização a particular investigado;

5. É Estranha a declaração do Procurador-Geral do Estado do Rio Grande do Norte em querer transferir uma possível responsabilidade sobre os fatos descritos para o Ministério Público, olvidando que este órgão faz parte do próprio Estado que o Procurador representa;

6. Ademais, no presente caso, forçoso concluir que o Procurador-Geral do Estado abdicou, via imprensa, do seu dever de realizar a defesa jurídica do Estado, obrigando-o a destacar um procurador do quadro da PGE que se disponha a conhecer as provas do processo e ouvir o delegado encarregado da diligencia para produzir a defesa estatal, já que ele assim não procedeu;

7. Beira ao absurdo admitir a culpa do Estado em casos tais, uma vez que essa atitude implica em retirar do próprio Estado o dever de investigar, com vistas a repressão das atividades ilícitas, em detrimento, portanto de toda a coletividade;

8. Por fim, apesar das reiteradas tentativas de desqualificação dos trabalhos realizados pelo Ministério Público, este órgão reafirma o seu compromisso de prosseguir na defesa do patrimônio público, em busca de resultados cada vez mais expressivos para toda a sociedade, garantindo o avanço do estado democrático de direito.

 

 

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE

Opinião dos leitores

  1. É fácil jogar duro contra alguém quando a Nota não leva o nome de quem a escreveu!, mas da instituição. Não se sabe se redigida pelo Procurador Geral ou pelos que "defendem"  o Patrimonio Público.

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Política

Mendonça promete “carta branca” à PF no caso Master e sinaliza mudança de rumo no STF

Foto: Fellipe Sampaio /STF

O ministro André Mendonça, novo relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal, afirmou a interlocutores que a Polícia Federal terá “carta branca” para conduzir as investigações. Segundo relatos confirmados pelo gabinete do magistrado, Mendonça considera o processo o mais relevante de sua trajetória e pretende tratá-lo com “extrema correção”.

A declaração foi interpretada nos bastidores como um gesto de respaldo à PF após os embates com o ex-relator do caso, Dias Toffoli. Durante sua condução, Toffoli impôs restrições ao trabalho da corporação, determinando que materiais apreendidos permanecessem sob análise exclusiva de peritos indicados por seu gabinete.

O tema também expôs divergências internas na Corte. O ministro Alexandre de Moraes, segundo relatos, teria feito críticas à atuação da PF em reunião reservada que resultou no afastamento de Toffoli da relatoria. Moraes teria afirmado que, caso surgissem achados envolvendo autoridades com prerrogativa de foro, a investigação não poderia prosseguir nesses termos, sob risco de nulidade.

O caso envolve apurações relacionadas ao Banco Master, incluindo um contrato de R$ 129 milhões firmado entre a instituição financeira e o escritório da esposa de Moraes. A nova condução do processo por Mendonça é vista como um divisor de águas dentro do Supremo, tanto pela relevância jurídica quanto pelas tensões institucionais já expostas.

Com informações da CNN

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Geral

VÍDEO: Enredo pró-Lula mobiliza R$ 9,6 milhões e inclui agendas no Planalto

Vídeo: Reprodução/Instagram

A escola de samba Acadêmicos de Niterói recebeu R$ 9,6 milhões em recursos públicos para o desfile deste ano, que teve como tema a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os valores vieram da Prefeitura de Niterói, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, do governo federal — por meio da Embratur — e da Riotur, ligada à Prefeitura do Rio.

A informação é da coluna da Andreza Matais, do Metrópoles. O enredo, intitulado “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, também contou com envolvimento direto de integrantes do governo. A primeira-dama Janja da Silva esteve na quadra da escola em duas ocasiões, em outubro de 2025 e fevereiro deste ano. Na última visita, foi acompanhada da ministra Anielle Franco, que divulgou o encontro nas redes sociais ao lado do presidente da agremiação, Wallace Palhares.

Registros oficiais apontam ainda que Palhares foi recebido ao menos duas vezes no Palácio do Planalto, em reuniões com a ministra Gleisi Hoffmann. Também participaram dos encontros André Ceciliano, o deputado Lindbergh Faria e o vereador Anderson Pipico (PT), de Niterói.

Do total repassado à escola, R$ 1 milhão veio da Embratur — mesmo valor destinado às demais integrantes do Grupo Especial. O Governo do Rio aportou R$ 2,5 milhões dentro de contrato de patrocínio com a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa). A Prefeitura de Niterói contribuiu com R$ 4 milhões, enquanto a Riotur repassou R$ 2,15 milhões.

Apesar do investimento e da visibilidade política, a Acadêmicos de Niterói somou 264,6 pontos, a menor pontuação do Grupo Especial do carnaval carioca, e acabou rebaixada para a Série Ouro no próximo ano.

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Geral

Pior desempenho em 4 anos: Acadêmicos de Niterói teve nota mais baixa desde 2022

Foto: Reprodução/Instagram

Fundada há apenas 7 anos, a Acadêmicos de Niterói, escola que fez homenagem ao presidente Lula (PT), recebeu a pior nota de um Grupo Especial do Rio desde 2022. Com apenas 264,6 pontos de 270 possíveis, a agremiação ficou em último lugar e foi rebaixada para a Série Ouro em 2027.

Estreante no Grupo Especial, a Acadêmicos perdeu pontos em todos os 9 quesitos avaliados pelos jurados. As piores notas foram em fantasia (29) e alegorias e adereços (29,1). O único 10 veio para o samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, com dois jurados dando nota máxima.

Antes da apuração, a escola também foi multada em R$ 80 mil por problemas na dispersão do desfile, mas não perdeu pontos. O desafio principal da Acadêmicos de Niterói era evitar o chamado “efeito iô-iô”, quando uma escola sobe para o Grupo Especial e cai no ano seguinte — fenômeno raro, ocorrido apenas cinco vezes nos últimos 25 anos.

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Judiciário

Auditor da Receita admite acesso “acidental” a dados de familiar de ministro do STF e vira alvo da PF

Foto: Rosinei Coutinho/STF

A Polícia Federal investiga quatro servidores públicos por supostos acessos irregulares a dados fiscais de ministros do STF e de familiares. Um deles é o auditor fiscal da Receita Federal Ricardo Mansano de Moraes, que prestou depoimento preliminar e afirmou ter acessado, de forma “acidental”, informações ligadas a uma enteada do ministro Gilmar Mendes.

Segundo o próprio auditor, a consulta ocorreu por “infelicidade”, sem intenção de violar o sigilo fiscal. O caso é apurado em inquérito que investiga acessos sem autorização e fora de qualquer justificativa funcional, o que, em termos simples, significa entrar em dados protegidos sem que o trabalho exigisse isso.

Por decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, Mansano foi alvo de mandado de busca e apreensão. Ele teve os sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados, foi afastado das funções públicas, está proibido de sair da cidade onde mora e deve cumprir recolhimento domiciliar noturno e aos fins de semana. O passaporte também foi apreendido.

Atualmente, o auditor está lotado na Delegacia da Receita Federal em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Entre os investigados, ele é o que recebe o maior salário. Conforme apurado, Mansano chegou a receber R$ 51 mil em dezembro de 2025. O salário atual é de R$ 38.261,86, valor que pode aumentar com indenizações e gratificações.

Mansano ingressou no serviço público em 27 de novembro de 1995. Ao longo da carreira, atuou no Ministério da Fazenda e no Ministério da Economia, com registros frequentes em atos administrativos publicados no Diário Oficial da União desde a década de 1990.

Além dele, também são investigados Luiz Antônio Martins Nunes, técnico do Serpro desde 1981, com salário de R$ 12.778,82; Luciano Pery Santos Nascimento, técnico do Seguro Social lotado na Delegacia da Receita Federal em Salvador, que recebe R$ 11.517,49; e Ruth Machado dos Santos, técnica do Seguro Social na Delegacia da Receita Federal em Santos (SP), que ingressou no órgão em abril de 1994 e recebe R$ 11.128,16.

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Política

Planalto minimiza rebaixamento de escola que homenageou Lula e culpa “futebol”

Foto: Clara Radovicz/Riotur

O rebaixamento da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula no Carnaval de 2026, foi visto com naturalidade por ministros do Planalto. Para auxiliares presidenciais, a queda da escola para a série inferior não teve relação com o samba-enredo, que recebeu duas notas 10, nem indicou qualquer interferência do governo.

No palácio, a avaliação foi prática: comparações com o futebol reforçam a ideia de que times recém-promovidos muitas vezes caem no ano seguinte. O recado dos ministros é claro: não houve abuso financeiro nem irregularidade no desfile.

O Planalto também descartou ataques políticos como causa do rebaixamento. “O que está tendo é um aproveitamento, ou melhor, um oportunismo eleitoral”, disse um ministro, referindo-se à reação da oposição ao presidente.

A Acadêmicos de Niterói havia conquistado a vaga no grupo especial após o Carnaval de 2025 e foi a primeira escola a desfilar em 2026, no domingo, 15 de fevereiro. O resultado final foi 264,6 pontos, a menor nota entre as agremiações. A campeã Viradouro somou 270, enquanto a Mocidade Independente de Padre Miguel ficou com 267,4 — apenas três pontos à frente da escola rebaixada.

Opinião dos leitores

  1. A diferença da Acadêmicos de Niterói para a Mocidade foi só “um dedinho”, mas lhe custou o rebaixamento. Kkkkkkkkk…

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Judiciário

Último ato de Toffoli no caso Master: jogada sigilosa que divide processos no STF

Foto: Divulgação/STF

O último movimento de Dias Toffoli no caso Master ocorreu no fim da tarde do dia 11 de fevereiro. No dia seguinte (12), ele entregou a relatoria do processo ao presidente do STF, Edson Fachin. Em despacho sigiloso obtido pelo Metrópoles, Toffoli retirou dois documentos do processo principal e determinou que fossem transformados em novos processos autônomos. Por ser o relator do tema àquela altura, ele se apontou como responsável pelos novos casos “por prevenção”.

O caso Master segue se fragmentando. Assim como esses dois processos, outros desdobramentos do caso já tramitam de forma independente no STF. Ainda não se sabe se todos já passaram para a relatoria do ministro André Mendonça, escolhido como novo responsável pelo caso.

A movimentação de Toffoli mostra como decisões sigilosas podem alterar a dinâmica do Supremo. A fragmentação dos processos impacta prazos e estratégias, mantendo o caso Master sob acompanhamento político e jurídico intenso.

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Política

VÍDEO: Auditores da Receita com medo de STF: “É menos arriscado fiscalizar o PCC”

Imagens: Reprodução/Instagram/GloboNews

O presidente da Unafisco Nacional, Kléber Cabral, afirmou que o caso envolvendo quatro servidores da Receita Federal, suspeitos de vazamento de informações sobre ministros do STF, expôs fragilidades e provocou intimidação dentro do órgão. Em entrevista ao #Estúdioi da Globo News, ele descreveu o episódio como um “vexame enorme para a administração da Receita”.

Cabral explicou que todos os acessos aos dados geram alertas nos sistemas internos de controle, mas defendeu que as medidas adotadas contra os servidores precisariam ser proporcionais. Segundo ele, a forma como as autoridades agiram teve efeito intimidatório sobre os auditores.

“Há uma mensagem que eu preciso registrar, que é subliminar e que afeta muito os auditores. Esse tipo de medida busca humilhar, constranger e amedrontar. E o pior é que dá certo”, disse Cabral.

Ele destacou que, hoje, poucos se dispõem a investigar autoridades de alto escalão: “Se você for perguntar na Receita, quem topa ir atrás de altas autoridades, você não vai encontrar nenhum. É menos arriscado fiscalizar membros do PCC do que altas autoridades da República”.

O presidente da Unafisco concluiu que o efeito concreto dessa situação é negativo para toda a instituição, minando a coragem dos auditores e deixando claro o risco de represálias ao lidar com figuras políticas de peso.

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Geral

CHORA NÃO, BEBÊ: Rebaixada, escola que exaltou Lula reage nas redes

Foto: Divulgação

A Acadêmicos de Niterói terminou sua estreia no grupo especial do Carnaval do Rio de Janeiro na última colocação e foi rebaixada. A escola, que levou para a Marquês de Sapucaí um enredo em homenagem ao presidente Lula  (PT), se manifestou nas redes sociais nesta quarta-feira (18), afirmando que “a arte não é para os covardes”.

O enredo, intitulado “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, percorreu a trajetória de Lula da infância ao retorno ao Palácio do Planalto. A escola trouxe alas com referências ao PT e também sátiras e críticas a adversários políticos do presidente.

Foto: Reprodução/Instagram/Acadêmicos de Niterói

O samba-enredo reproduziu o grito de guerra do partido, “Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”, e mencionou em duas passagens o número de urna do PT. Ao final da apuração, a Acadêmicos de Niterói somou 264,6 pontos, ficando em último lugar do grupo especial.

Poucos minutos depois do resultado, a escola também questionou: “Quanto vale entrar para a história?”. O tema da escola de samba levantou debates sobre a possível configuração de ilícito eleitoral. Lula seguiu orientações jurídicas e acompanhou quase todo o desfile de um camarote da Prefeitura do Rio, ao lado do prefeito Eduardo Paes (PSD), aparecendo na avenida apenas uma vez.

 

 

Opinião dos leitores

  1. Os deuses mandando seus sinais kkkkk, queda da imagem, queda da escola, só falta cair o representante de satan.

    1. Típico dos bolsonaristas: num fundo sempre esperam isso

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Geral

Arquidiocese do Rio critica desfile que ironizou fé e família em homenagem a Lula

Foto: Reprodução

A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro divulgou nota criticando o uso de símbolos da fé cristã e da instituição familiar em desfiles de Carnaval. Sem citar nomes, o posicionamento foi interpretado como reação direta ao enredo da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula e ironizou a chamada “família conservadora”.

No desfile, a escola apresentou a ala “neoconservadores em conserva”, com fantasias em forma de lata e a imagem de uma família tradicional, em sátira a evangélicos e a grupos conservadores que fazem oposição ao petista. A agremiação afirmou que esses setores atuam contra pautas defendidas por Lula.

Na nota, a Arquidiocese reconhece a cultura popular, mas afirma que manifestações culturais não podem desrespeitar convicções religiosas nem valores que estruturam a vida social. O texto ressalta o papel da fé e da família na sociedade e defende que liberdade de expressão deve caminhar junto com responsabilidade e respeito.

O que diz a Arquidiocese do Rio de Janeiro

A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro manifesta sua preocupação a respeito da utilização de símbolos da fé cristã e da instituição familiar em manifestações culturais de maneira que compreendemos como ofensiva.

Reafirmamos nossa proximidade a todas as famílias, acolhendo as diferentes realidades em que se empenham para permanecerem unidas, educar seus filhos no bem e transmitir valores que contribuem para uma sociedade mais justa e fraterna. Quando a família permanece um elemento central e estruturante da vida social, essencial para a convivência e o bem-estar da sociedade.

As religiões, presentes em toda a cidade, desempenham papel particular e relevante na promoção da solidariedade, da educação e do cuidado com os mais vulneráveis. A fé continua ocupando um lugar essencial na vida social, permanecendo viva, influente e fundamental na formação ética e moral da sociedade.

Ataques ou desrespeito a ela atingem não apenas as instituições, mas também a consciência de milhões de cidadãos.

A alegria, vivida de forma saudável e respeitosa, é legítima e enriquece a vida cultural. Situações pontuais de desrespeito não representam a riqueza e a diversidade cultural da cidade, que devem ser sempre espaços de inclusão, diálogo e convivência democrática.

Cabe lembrar que os eventos culturais possuem regulamentos próprios, que estabelecem limites para manifestações públicas. Esses limites existem não para cercear a liberdade de expressão, mas justamente à luz desse valor fundamental em uma sociedade democrática, garantindo o respeito à posição religiosa das pessoas e à dignidade da família.

Reafirmamos nosso compromisso com a defesa da fé, da dignidade da família, da liberdade religiosa, da liberdade de expressão e da construção de uma cultura de diálogo e paz. Direitos fundamentais como a liberdade de expressão caminham lado a lado com responsabilidade e respeito mútuo.

O Rio de Janeiro é maior quando constrói pontes, promove a convivência respeitosa e reconhece que família, fé e cultura podem caminhar juntas na edificação de uma sociedade mais fraterna, madura e verdadeiramente democrática.

Opinião dos leitores

  1. Conseguiram unir católicos e evangélicos contra o PT…
    .Um verdadeiro tiro no pé! A coisa poderia ter sido pior, se o Lula ou a Janja tivessem desfilado ….

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Política

Bolsonaro ironiza homenagem a Lula na Sapucaí e cutuca o TSE: “Se fosse comigo, já estaria inelegível”

Foto: Reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comentou com aliados, durante visita recebida na quarta-feira (18), na Papudinha, o desfile de uma escola de samba que homenageou o presidente Lula na Marquês de Sapucaí. A conversa ocorreu com o senador Carlos Portinho (PL-RJ), atual líder do PL no Senado, segundo o Metrópoles.

Segundo relato de Portinho, Bolsonaro afirmou que o tratamento dado pela Justiça Eleitoral seria diferente caso a homenagem tivesse sido feita a ele em um ano eleitoral. Para o ex-presidente, o TSE teria adotado uma postura mais dura se o alvo fosse Bolsonaro. “Imagina se fosse comigo? Ficaria inelegível antes da eleição, vergonha”, disse Bolsonaro, segundo o senador. A fala faz referência às decisões do TSE que resultaram na inelegibilidade do ex-presidente.

Lula foi homenageado pela escola Acadêmicos de Niterói no primeiro dia de desfiles do grupo especial. No enredo, Bolsonaro foi retratado como um palhaço e aparece, ao final do desfile, sendo preso — representação que gerou reação da oposição.

Lideranças bolsonaristas, como o senador Flávio Bolsonaro, acionaram a Justiça Eleitoral sob o argumento de que a homenagem poderia configurar propaganda eleitoral antecipada. Antes do desfile, no entanto, o TSE declarou que a apresentação se enquadra na liberdade de expressão artística, mas ressaltou que o Carnaval não pode servir de pretexto para crimes eleitorais.

Além do Carnaval, Bolsonaro e Portinho também trataram da disputa eleitoral no Rio de Janeiro em 2026. O PL discute a sucessão do governador Cláudio Castro, que não pode disputar a reeleição, e a definição das candidaturas ao Senado.

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