Ex-chefe do gabinete da Presidência teria facilitado a liberação de recursos
O Ministério Público Federal investiga se a ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, fez lobby para beneficiar ONGs (Organizações Não Governamentais), informa a revista Istoé desta semana.
Após analisar os documentos apreendidos pela Polícia Federal, os procuradores suspeitaram do crescimento das atividades do Instituto Actos, após sucessivas intervenções de Rosemary.
A organização foi fundada por Sylvia Pariz, ex-funcionária do Ministério da Cultura exonerada depois de responder a um processo administrativo por improbidade. O cargo foi uma indicação de Rosemary, e acredita-se que a ex-chefe de gabinete da presidência da República tenha ajudado Pariz a captar recursos públicos.
A reportagem afirma que as duas se encontravam desde 2008, na sede da Presidência em São Paulo ou em restaurantes da capital paulista. A análise dos documentos pelo MPF revelou que, depois das reuniões, o instituto passou a fechar convênios na Esplanada dos Ministérios e receber autorizações para captar recursos para projetos.
A revista mostra que o processo de criação do Actos pode ter sido beneficiado por Rosemary. . Em dezembro de 2007, o Ministério da Justiça negou o pedido do instituto de se transformar em uma Oscip (Organização de Sociedade Civil de Interesse Público), o que permitiria que a entidade atuasse como prestadora de serviço público.
Fonte: Globo
Foto: Divulgação
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