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Mulheres devem ter direito a folga na menstruação? Alguns países dizem que sim

Foto: Unsplash

Sachimi Mochizuki trabalha no Japão há duas décadas, mas nunca tirou um dia de folga por causa da menstruação.

Isso acontece porque Mochizuki tem sorte: seus ciclos não são problemáticos. Mas ela também está relutante em usar esse antigo direito de licença no Japão, pois isso envolveria dizer a seus gerentes, a maioria dos quais são homens, que ela está menstruada.

“É muito privado e, especialmente no Japão, ainda é meio tabu”, contou Mochizuki, que trabalha com gerenciamento de eventos. “Não queremos falar sobre isso com nenhum homem”.

O direito a licença durante o período menstrual existe há mais de 70 anos no Japão, e o país não é o único na Ásia a ter tal política. A Coreia do Sul adotou licença para a menstruação em 1953. Na China e na Índia, as províncias e as empresas estão cada vez mais adotando políticas de licença-menstruação com uma série de direitos.

Fora da Ásia, no entanto, a maioria dos países não reconhece esse direito. A política de licença-menstruação é quase inexistente nos Estados Unidos, no Reino Unido e na Europa, por exemplo.

Mesmo em países que adotam a licença-menstruação, as feministas estão divididas sobre se o direito é um retrocesso ou um sinal de progresso no que diz respeito aos direitos das mulheres. Alguns argumentam que ela é tão necessária para as mulheres trabalhadoras quanto a licença-maternidade, enquanto outros dizem que isso considera as mulheres menos capazes do que os homens e pode levar a mais discriminação.

Disponível, mas pouco usado

O Japão introduziu sua política de licença-menstruação em 1947 ao tratar de questões de direitos trabalhistas.

Por pelo menos uma década, as operárias de fábrica tiveram licença temporária por causa do trabalho duro e das más condições sanitárias, enquanto lutavam com dores do ciclo menstrual. Após a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, o país incluiu a licença temporária em suas novas leis trabalhistas como um direito para todas as funcionárias cujos ciclos são “especialmente difíceis”.

Em 1965, a adesão ao direito era relativamente alta, de cerca de 26%, de acordo com a mídia local. As estimativas variam quanto à proporção de mulheres em todo o mundo que apresentam dismenorreia, ou seja, a forte cólica menstrual que interfere nas atividades diárias, mas todas apontam que essa seja uma condição comum.

Com o passar do tempo, menos mulheres optaram pela licença. Uma pesquisa do governo japonês em 2017 descobriu que apenas 0,9% das funcionárias pediram essa licença temporária.

Na Coreia do Sul, o uso também caiu. Em uma pesquisa de 2013, 23,6% das mulheres sul-coreanas usaram a licença. Em 2017, essa taxa havia caído para 19,7%.

Há alguns motivos que podem explicar isso. Embora todas as empresas no Japão tenham que conceder licença-menstruação às mulheres que a solicitam, elas não são obrigadas a pagar pelo dia não trabalhado.

E algumas mulheres podem desconhecer o direito à licença, já que as empresas normalmente não o anunciam, como contou Yumiko Murakami, chefe do Centro de Tóquio da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Mas o maior problema na Coreia do Sul e no Japão é cultural.

As mulheres já enfrentam uma batalha difícil nos dois países, que têm algumas das maiores disparidades salariais de gênero entre os países da OCDE, e algumas das menores participações em cargos de liderança. Segundo Murakami, embora seja ilegal discriminar funcionárias no Japão, elas muitas vezes enfrentam pressão para parar quando engravidam. Para piorar, os trabalhadores de todos os gêneros no Japão são desencorajados a tirar licença de qualquer tipo, acrescentou Murakami.

Mochizuki se lembra de uma colega que tirou a licença-menstruação. “Eu pensei, ‘Por quê?’ e também ‘Como você pode fazer isso, como você pode dizer ao seu chefe?’” Em vez disso, ela acha que licenças médicas mais gerais funcionariam melhor do que licenças menstruais, para ajudar mulheres com períodos particularmente difíceis.

Além disso, os períodos continuam sendo um assunto delicado. Quando as mulheres compram absorventes na loja, por exemplo, o balconista os coloca em sacos de papel pardo, como se fossem algo que precisa ser escondido, como contou Murakami.

“Se você contar às pessoas que está de licença por causa da menstruação, isso será visto como você não é tão boa quanto os homens”, opinou.

O caso da licença temporária

Em outras partes da Ásia, as empresas não estão apenas usando licença-menstruação para apoiar seus trabalhadores: elas também estão fazendo disso uma declaração política.

A empresa indiana de entrega de comida Zomato, por exemplo, ao lançar sua política de licença-menstruação em agosto, disse que queria mudar as percepções na Índia, onde o ciclo menstrual é envolto em vergonha.

“Na Zomato, queremos promover uma cultura de confiança, verdade e aceitação”, escreveu o fundador e CEO Deepinder Goyal aos funcionários em um e-mail, que foi divulgado publicamente. “Não deve haver nenhuma vergonha ou estigma associado ao pedido de licença-menstruação. Você deve se sentir à vontade para dizer às pessoas em grupos internos ou emails que está em seu período de licença do dia”.

O anúncio foi notável em um país onde às vezes as mulheres não têm permissão para cozinhar ou tocar em ninguém quando estão menstruadas. As meninas na Índia normalmente perdem 20% do ano letivo por causa da menstruação, e 70% das mães consideram a menstruação “suja”, de acordo com um relatório de 2014 feito pela organização filantrópica Dasra.

No entanto, o anúncio da Zomato foi recebido com desdém nas redes sociais – muitos argumentaram que a política poderia fazer as mulheres parecerem fracas ou desencorajar os gestores de contratar trabalhadoras. Alguns dos que se opuseram ao movimento da empresa eram mulheres.

De acordo com Elizabeth Hill, professora da Universidade de Sydney que pesquisa gênero e emprego, o motivo pelo qual a licença-menstruação é tão contestada, mesmo entre as feministas, é porque não se sabe bem se ela ajuda ou prejudica as mulheres no trabalho.

Hill diz que muitos dos argumentos contra a licença são semelhantes aos que criticam a licença-maternidade. Os oponentes argumentaram que obrigar os empregadores a pagarem a licença-maternidade poderia desencorajá-los a contratar mulheres.

Mas Hill também disse que agora há evidências que sugerem que políticas generosas de licença-maternidade encorajam as mulheres a permanecer na força de trabalho em vez de expulsá-las.

Isso é particularmente importante na Índia, que tem uma das menores taxas de participação feminina na força de trabalho, em torno de 35%.

“É uma reformulação maravilhosa que deixa claro que o problema é o trabalho, não as mulheres”, disse Deepa Narayan, cientista social e ex-conselheira do Banco Mundial.

Guneet Monga, que produziu um documentário em curta-metragem vencedor do Oscar chamado “Period. End of Sentence” (título que faz um trocadilho com período menstrual e ponto final) sobre a menstruação na Índia, disse que o movimento da Zomato parece progressivo, mas, mesmo que se espalhe para outros locais de trabalho, não terá um impacto para os milhões de mulheres na Índia que não trabalham em escritórios.

“Eu acho que todo esse conceito de direitos das mulheres e igualdade e feminismo não é uma escolha nas classes mais baixas. Elas apenas trabalham dia após dia para se alimentar. Elas trabalham em uma crise existencial”, contou. “Eu encorajo a conversa em um nível, mas acho que ainda falta muito para vermos uma mudança”.

E no Ocidente?

De tempos em tempos, a licença temporária volta ao debate nos países ocidentais – e sempre levanta as mesmas reflexões mordazes que a tratam como uma má ideia.

Após o anúncio da Zomato, o jornal “The Washington Post” publicou um artigo de opinião intitulado: “Sou feminista. Dar às mulheres um dia de folga para a menstruação é uma ideia burra”. O artigo defendeu que a licença-menstruação é uma proposta “paternalista e tola” que “reafirma um determinismo biológico na vida das mulheres”.

E depois do Victorian Women’s Trust, um grupo australiano de defesa dos direitos das mulheres, introduzir uma política de licença-menstruação para sua equipe em 2017, o jornal “The Courier-Mail” de Brisbane publicou um artigo de opinião com o título: “Como trabalhadora na Austrália, me sinto insultada por esse plano maluco”.

Hill, a professora de Sydney, disse que há evidências anedóticas de que mulheres e homens mais jovens no Ocidente tendem a ser mais receptivos à ideia, enquanto as mulheres mais velhas se opõem mais. Para Hill, mulheres mais velhas muitas vezes acham que, por terem trabalhado durante a menstruação, as mais jovens deveriam fazer o mesmo.

Ela observou que havia projetos diferentes para licenças-menstruação, e nem todas as políticas foram criadas da mesma forma.

Alguns argumentam que deveria haver mais direitos de licença pessoal para pessoas de todos os gêneros. Outros defendem o aumento das licenças por doença para incluir a licença-menstruação, embora os críticos argumentem que as mulheres não estão doentes durante o ciclo, e sim passando por um processo biológico normal.

As evidências sugerem que há algum desejo (e necessidade) de licença temporária no Ocidente.

Uma pesquisa com 32.748 mulheres holandesas publicada no British Medical Journal no ano passado descobriu que 14% tinham faltado ao trabalho ou à escola durante o período menstrual. Mesmo quando ligaram dizendo que estavam doentes devido à menstruação, apenas 20% deram o verdadeiro motivo.

Cerca de 68% afirmaram que gostariam de ter a opção de flexibilizar o horário de trabalho ou de estudo durante a menstruação. Mas a maioria (cerca de 80%) acabou trabalhando de qualquer maneira, embora se sentisse menos produtiva como resultado dos sintomas. A produtividade perdida chega a quase nove dias por ano, de acordo com o estudo.

No Victorian Women’s Trust, a diretora executiva Mary Crooks disse que os benefícios da licença-menstruação foram “absolutamente palpáveis” para seu escritório, que tem 13 funcionárias.

“A gente não deveria ser desonesta sobre o motivo pelo qual não pode vir para o trabalho e por que não pode ter um desempenho produtivo”, opinou, acrescentando que o ciclo reprodutivo é crucial para a saúde física e mental das mulheres.

A política do Victorian Women’s Trust dá opções às mulheres: um local confortável para trabalhar no escritório, permissão para trabalhar em casa ou tirar até 12 dias de licença menstrual remunerada a cada ano.

Nos quatro anos desde que foi introduzido, as funcionárias tiraram apenas 21 dias de licença remunerada entre elas.

Segundo a diretora, a cultura se tornou mais favorável e a equipe se sente mais confortável para discutir suas necessidades menstruais e cuidar melhor de si mesma. Como os funcionários se sentem respeitados por sua empresa, eles também trabalham de forma mais produtiva, acrescentou Crooks.

“Eu acho que nada além de aspectos positivos surgiram em nosso local de trabalho como resultado disso”, contou. “Para nós, a remoção da vergonha e do estigma é uma das grandes peças do quebra-cabeça na imagem da igualdade de gênero.”

Esse é certamente o caso do Japão, onde o estigma ainda existe.

Parte do motivo pelo qual as mulheres não estão tirando licença-menstruação, de acordo com Murakami, da OCDE, é que a cultura em torno da licença e da menstruação faz com que as mulheres evitem usufruir do direito por temer a discriminação de seus empregadores.

“Acho que a lei tem o objetivo de ajudar as mulheres, mas, se não for bem implementada, pode acabar prejudicando-as”, disse.

Yoko Wakatsuki da CNN contribuiu para esta história de Tóquio, Japão. Gawon Bae e Yoonjung Seo da CNN contribuíram de Seul, Coreia do Sul.

CNN Brasil

 

Opinião dos leitores

  1. Concordo plenamente com o direito…so sabe o que é uma menstruação exagerada, quem tem…nso tem absorvente que segure, fora as cólicas, e muuto sangue…parece até hemorragia…isso claro psra xlgumas, pra isso e necessário um acompanhamento…agora ser imbecil e dizer que isso é privilégio, simples, acompanhe uma pessoa com o problema a olho vivo…Parabéns Bg

  2. Sou mulher, e cada dia sinto que estamos perdendo o emprego para o excesso de direitos.

  3. E AS EMPRESAS TEM O DIREITO DE NÃO CONTRATAR MULHERES.

    QUEM VAI PAGAR A CONTA???

    MAIS DESEMPREGO PARA AS MULHERES…

    1. Mas as feministas não têm razão? Segundo elas é uma ideia paternalista e tola.

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Esporte

[VÍDEO] DESPEDIDA NA NARRAÇÃO: Galvão Bueno se emociona e anuncia fim das transmissões da Seleção Brasileira na Copa

Imagens: Reprodução/SBT Sports

O narrador esportivo Galvão Bueno anunciou sua despedida das transmissões da Seleção Brasileira em Copas do Mundo, marcando o fim de uma era na narração esportiva do país.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Galvão aparece emocionado ao relembrar sua trajetória em Copas e confirma que não voltará a narrar jogos do Brasil em Mundiais. Segundo ele, a decisão já estava tomada há algum tempo.

O narrador destacou que esta foi sua última participação em uma Copa, citando a idade e o ciclo encerrado após 58 jogos narrados da Seleção Brasileira no torneio.

“É uma dor muito grande”, afirmou Galvão, ao dizer que não pretende estar em futuras Copas, mesmo quando tiver 80 anos, encerrando de vez a possibilidade de retorno.

A despedida marca o fim de uma das vozes mais conhecidas da história das transmissões esportivas no Brasil, encerrando uma trajetória de décadas narrando jogos da Seleção em Copas do Mundo.

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Esporte

[VÍDEO] FINAL MELANCÓLICO: CNN diz que Neymar deixa a Seleção com “mesma maturidade de quando entrou”

Imagens: Reprodução/CNN

O atacante Neymar teve sua última participação em Copa do Mundo pela Seleção Brasileira marcada por derrota e avaliação crítica da imprensa. A CNN Brasil destacou o momento como um “final melancólico” para o camisa 10.

Segundo o comentarista João Vitor Xavier, em análise exibida pelo canal, Neymar “sai da Seleção com a mesma maturidade que entrou”, em referência ao desempenho do jogador ao longo de sua trajetória no torneio.

A despedida ocorreu após a derrota do Brasil para a Noruega, resultado que selou a eliminação da equipe na competição e encerrou o ciclo do atacante em Mundiais.

Na leitura da CNN, o camisa 10 “sai devendo” com a Amarelinha, reforçando a avaliação de que o desempenho ficou abaixo das expectativas em momentos decisivos.

O episódio marca o fim de uma era de Neymar em Copas do Mundo, agora sob forte repercussão e análises divergentes sobre seu legado na Seleção Brasileira.

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Geral

INTERNET NÃO PERDOA: web explode em memes após eliminação do Brasil pela Noruega

Foto: Reprodução/X

A seleção brasileira foi eliminada da Copa do Mundo após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, neste domingo (5), nos Estados Unidos. O resultado encerra a campanha do Brasil nas oitavas de final e adia novamente o sonho do hexacampeonato.

Foto: Reprodução/Instagram

O jogo teve forte carga de pressão e momentos decisivos. Erling Haaland marcou os dois gols da seleção norueguesa e comandou a vitória.

Foto: Reprodução/X

Neymar Jr. marcou gol de pênalti já nos acréscimos do 2º tempo. A partida também foi marcada por provocações ao goleiro Nyland, conforme informações do Estadão.

Foto: Reprodução/X

A eliminação rapidamente repercutiu nas redes sociais. Torcedores criticaram a atuação da seleção e transformaram o resultado em uma série de memes que se espalharam pela internet logo após o fim da partida.

Foto: Reprodução/X

O resultado encerra a participação brasileira no torneio e aumenta a pressão sobre o ciclo da seleção após mais uma eliminação no mata-mata mundial.

Foto: Reprodução/X

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Geral

[VÍDEO] REVOLTA: comerciante arranca camisas da Seleção Brasileira da vitrine após derrota na Copa 2026

Imagens: Reprodução/Nordeste7

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra a reação de um comerciante identificado como “Matuto” após a derrota da Seleção Brasileira para a Seleção da Noruega na Copa 2026, neste domingo (5).

Nas imagens, o lojista aparece retirando todas as camisas da Seleção que estavam expostas na vitrine do estabelecimento, em um gesto de indignação logo após o resultado da partida.

Durante a ação, ele também derruba bandeiras que decoravam a frente da loja. Em determinado momento, chega a comentar com a filha, que tenta acalmá-lo: “Vou abrir a loja amanhã desse jeito, é?”.

Já mais exaltado, ele volta a mexer na decoração, mas recua e afirma que as bandeiras “não têm culpa”. Em seguida, desabafa e diz: “O povo é capaz até de me linchar. CBF maldita”, em referência à Confederação Brasileira de Futebol.

O vídeo viralizou rapidamente e gerou forte repercussão nas redes sociais, impulsionado pela reação imediata do comerciante após a eliminação da Seleção.

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Política

GASTANÇA: Gastos do governo Lula com viagens sobem R$ 170 milhões em duas semanas e já chegam a quase R$ 1 bilhão

Foto: Reprodução

Os gastos do governo do presidente Lula (PT) com viagens oficiais já alcançam R$ 844,8 milhões em 2026, segundo dados do Portal da Transparência. Apenas nas últimas duas semanas, as despesas aumentaram em cerca de R$ 170 milhões, aproximando o total da marca de R$ 1 bilhão.

A maior parte do valor foi destinada ao pagamento de diárias, que somam R$ 469,8 milhões. Já as passagens aéreas representam outros R$ 372,7 milhões em despesas custeadas com recursos públicos, conforme o Diário do Poder.

Os números também mostram que, no último mês, o governo federal desembolsou, em média, mais de R$ 12 milhões por dia com viagens, considerando diárias e passagens.

Além disso, já foram registrados mais de R$ 5 milhões em outros custos relacionados às viagens, como taxas de agenciamento e seguros. Somente nas últimas duas semanas, essa categoria teve aumento superior a R$ 1 milhão.

De acordo com os dados, o governo também gastou mais de R$ 106 milhões com viagens internacionais. O levantamento afirma que esse valor não inclui as despesas das viagens do presidente Lula, da primeira-dama Janja e de seus assessores, que permanecem sob sigilo.

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Política

Governo Lula aumenta equipe de terceirizados no Planalto; número sobe quase 20%, diz colunista

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O número de trabalhadores terceirizados que atuam na Presidência da República aumentou quase 20% desde o início do governo Lula (PT), segundo levantamento baseado em dados oficiais.

Em dezembro de 2022, último mês antes da posse do petista, eram 895 profissionais. Em maio deste ano, o total chegou a 1.064.

Entre os contratados estão 75 motoristas, 52 copeiros, 81 garçons, 38 vigilantes e 26 recepcionistas.

A lista também inclui seis gesseiros, quatro piscineiros, um chaveiro, além de arquitetos, engenheiros e outros prestadores de serviço.

Os números foram divulgados pela coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder, com base em informações oficiais da Presidência da República.

Segundo a publicação, o aumento ocorreu ao longo da atual gestão e reflete a ampliação do quadro de trabalhadores terceirizados vinculados ao Palácio do Planalto.

 

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Esporte

PROVOCAÇÃO: Líder do PL ironiza pênalti perdido pelo Brasil: “Foi aos 13 minutos”

Foto: Agência Brasil

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), ironizou o pênalti desperdiçado pela Seleção Brasileira na derrota por 2 a 1 para a Noruega, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. E

m publicação nas redes sociais, o parlamentar escreveu: “Foi aos 13 minutos”.

Na postagem, Sóstenes fez referência ao número eleitoral do PT, partido do presidente Lula. Segundo o deputado, o número “13” seria uma “praga” e teria relação, em tom de ironia, com o lance que terminou sem gol para o Brasil.

O pênalti aconteceu no início da partida, em Nova Jérsei. Após revisão do VAR, o árbitro marcou a infração sobre Matheus Cunha, mas Bruno Guimarães desperdiçou a cobrança. A Seleção acabou derrotada por 2 a 1 e foi eliminada da competição.

A associação entre política e futebol já havia sido feita por integrantes do PL dias antes.

Após a vitória do Brasil sobre o Japão na fase anterior, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou nas redes sociais que “foi o 22 que salvou o Brasil”, em referência ao número da camisa de Gabriel Martinelli e ao número eleitoral do partido.

Na mesma linha, o PL também compartilhou publicação afirmando que “mais uma vez, o 22 salva o Brasil”, explorando a coincidência entre a camisa do atacante e a identificação eleitoral da legenda.

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Esporte

Após eliminação na Copa, Flávio Bolsonaro culpa PT e diz que país “nunca mais ganhou nada”

Foto: Reprodução/X

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), reagiu à eliminação do Brasil na Copa do Mundo e associou o resultado ao PT. Em publicação na rede social X, o parlamentar afirmou que, desde que o partido chegou ao poder, o país “nunca mais ganhou nada”.

A declaração foi feita após a derrota da Seleção Brasileira por 2 a 1 para a Noruega, nas oitavas de final do Mundial. Flávio também fez referência à eleição presidencial de outubro ao escrever que, apesar da eliminação no futebol, os brasileiros “vão ganhar o Brasil”.

Na partida, a Noruega venceu com dois gols de Haaland. Neymar descontou para o Brasil em cobrança de pênalti nos acréscimos, mas não evitou a eliminação da equipe.

Ao relacionar o jejum da Seleção ao PT, o senador fez referência ao fato de o Brasil não conquistar uma Copa do Mundo desde o pentacampeonato, em 2002. Nesse período, porém, o país foi governado por presidentes de diferentes partidos, incluindo Michel Temer (MDB), em 2018, e Jair Bolsonaro (PL), durante a Copa de 2022.

Com a vitória, a Noruega avançou às quartas de final e aguarda o vencedor do confronto entre Inglaterra e México. Já o Brasil foi eliminado nas oitavas de final pela primeira vez desde a Copa de 1990.

 

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Geral

Brasil continua freguês da Noruega e cai para europeu sem título pela 3ª vez seguida em Copas

Foto: Werther Santana/Estadão

Com a derrota para Noruega por 2 a 1 e consequente a eliminação precoce da Copa do Mundo 2026 na tarde deste domingo (5), o Brasil segue sem vencer o noruegueses na história. Em cinco confrontos, são três derrotas brasileiras e dois empates.

No jogo de hoje, Erling Haaland marcou os dois gols da Noruega no segundo tempo. Neymar descontou de pênalti, mas não evitou a eliminação brasileira ainda nas oitavas de final, no MetLife Stadium, em East Rutherford.

A derrota amplia a sequência de eliminações para seleções europeias que nunca conquistaram uma Copa do Mundo. Em 2022, o Brasil foi eliminado pela Croácia nos pênaltis nas quartas. Em 2018, o Brasil caiu diante da Bélgica também nas quartas de final.

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Geral

‘Haaland esmaga o Brasil’: Imprensa internacional repercute eliminação do Seleção Brasileira da Copa do Mundo

Imagem: reprodução

A eliminação da seleção brasileira na Copa do Mundo repercutiu na imprensa internacional. Após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, neste domingo (5), em Nova Jersey, pelas oitavas de final, a queda do Brasil foi tratada como “surpresa mundial”, no Olé, da Argentina.

Repercussão da eliminação do Brasil no As — Foto: ReproduçãoRepercussão da eliminação do Brasil no As — Foto: Reprodução

O As, da Espanha, afirmou que a seleção brasileira e Carlo Ancelotti deixaram a Copa do Mundo de “maneira amarga”. O jornal espanhol ainda exaltou a atuação de Haaland.

Repercussão da seleção no VG, da Noruega — Foto: Reprodução

Imagem: reprodução

O VG, da Noruega, também exaltou o camisa 9 da seleção local e disse que Haaland “esmagou” o Brasil.

O jornal espanhol Mundo Deportivo exaltou o desempenho de Haaland, autor do segundo gol da partida, e afirmou que o atacante foi decisivo para cravar a classificação da Noruega às quartas de final.

“Haaland praticamente selou o destino dos pentacampeões mundiais com um golaço, dominando a bola e soltando um chute forte e rasteiro que venceu Alisson. Uma atuação de gala do atacante da Noruega e do Manchester City”, escreveu o veículo.

Com informações de O Globo e Terra

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