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Mulheres devem ter direito a folga na menstruação? Alguns países dizem que sim

Foto: Unsplash

Sachimi Mochizuki trabalha no Japão há duas décadas, mas nunca tirou um dia de folga por causa da menstruação.

Isso acontece porque Mochizuki tem sorte: seus ciclos não são problemáticos. Mas ela também está relutante em usar esse antigo direito de licença no Japão, pois isso envolveria dizer a seus gerentes, a maioria dos quais são homens, que ela está menstruada.

“É muito privado e, especialmente no Japão, ainda é meio tabu”, contou Mochizuki, que trabalha com gerenciamento de eventos. “Não queremos falar sobre isso com nenhum homem”.

O direito a licença durante o período menstrual existe há mais de 70 anos no Japão, e o país não é o único na Ásia a ter tal política. A Coreia do Sul adotou licença para a menstruação em 1953. Na China e na Índia, as províncias e as empresas estão cada vez mais adotando políticas de licença-menstruação com uma série de direitos.

Fora da Ásia, no entanto, a maioria dos países não reconhece esse direito. A política de licença-menstruação é quase inexistente nos Estados Unidos, no Reino Unido e na Europa, por exemplo.

Mesmo em países que adotam a licença-menstruação, as feministas estão divididas sobre se o direito é um retrocesso ou um sinal de progresso no que diz respeito aos direitos das mulheres. Alguns argumentam que ela é tão necessária para as mulheres trabalhadoras quanto a licença-maternidade, enquanto outros dizem que isso considera as mulheres menos capazes do que os homens e pode levar a mais discriminação.

Disponível, mas pouco usado

O Japão introduziu sua política de licença-menstruação em 1947 ao tratar de questões de direitos trabalhistas.

Por pelo menos uma década, as operárias de fábrica tiveram licença temporária por causa do trabalho duro e das más condições sanitárias, enquanto lutavam com dores do ciclo menstrual. Após a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, o país incluiu a licença temporária em suas novas leis trabalhistas como um direito para todas as funcionárias cujos ciclos são “especialmente difíceis”.

Em 1965, a adesão ao direito era relativamente alta, de cerca de 26%, de acordo com a mídia local. As estimativas variam quanto à proporção de mulheres em todo o mundo que apresentam dismenorreia, ou seja, a forte cólica menstrual que interfere nas atividades diárias, mas todas apontam que essa seja uma condição comum.

Com o passar do tempo, menos mulheres optaram pela licença. Uma pesquisa do governo japonês em 2017 descobriu que apenas 0,9% das funcionárias pediram essa licença temporária.

Na Coreia do Sul, o uso também caiu. Em uma pesquisa de 2013, 23,6% das mulheres sul-coreanas usaram a licença. Em 2017, essa taxa havia caído para 19,7%.

Há alguns motivos que podem explicar isso. Embora todas as empresas no Japão tenham que conceder licença-menstruação às mulheres que a solicitam, elas não são obrigadas a pagar pelo dia não trabalhado.

E algumas mulheres podem desconhecer o direito à licença, já que as empresas normalmente não o anunciam, como contou Yumiko Murakami, chefe do Centro de Tóquio da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Mas o maior problema na Coreia do Sul e no Japão é cultural.

As mulheres já enfrentam uma batalha difícil nos dois países, que têm algumas das maiores disparidades salariais de gênero entre os países da OCDE, e algumas das menores participações em cargos de liderança. Segundo Murakami, embora seja ilegal discriminar funcionárias no Japão, elas muitas vezes enfrentam pressão para parar quando engravidam. Para piorar, os trabalhadores de todos os gêneros no Japão são desencorajados a tirar licença de qualquer tipo, acrescentou Murakami.

Mochizuki se lembra de uma colega que tirou a licença-menstruação. “Eu pensei, ‘Por quê?’ e também ‘Como você pode fazer isso, como você pode dizer ao seu chefe?’” Em vez disso, ela acha que licenças médicas mais gerais funcionariam melhor do que licenças menstruais, para ajudar mulheres com períodos particularmente difíceis.

Além disso, os períodos continuam sendo um assunto delicado. Quando as mulheres compram absorventes na loja, por exemplo, o balconista os coloca em sacos de papel pardo, como se fossem algo que precisa ser escondido, como contou Murakami.

“Se você contar às pessoas que está de licença por causa da menstruação, isso será visto como você não é tão boa quanto os homens”, opinou.

O caso da licença temporária

Em outras partes da Ásia, as empresas não estão apenas usando licença-menstruação para apoiar seus trabalhadores: elas também estão fazendo disso uma declaração política.

A empresa indiana de entrega de comida Zomato, por exemplo, ao lançar sua política de licença-menstruação em agosto, disse que queria mudar as percepções na Índia, onde o ciclo menstrual é envolto em vergonha.

“Na Zomato, queremos promover uma cultura de confiança, verdade e aceitação”, escreveu o fundador e CEO Deepinder Goyal aos funcionários em um e-mail, que foi divulgado publicamente. “Não deve haver nenhuma vergonha ou estigma associado ao pedido de licença-menstruação. Você deve se sentir à vontade para dizer às pessoas em grupos internos ou emails que está em seu período de licença do dia”.

O anúncio foi notável em um país onde às vezes as mulheres não têm permissão para cozinhar ou tocar em ninguém quando estão menstruadas. As meninas na Índia normalmente perdem 20% do ano letivo por causa da menstruação, e 70% das mães consideram a menstruação “suja”, de acordo com um relatório de 2014 feito pela organização filantrópica Dasra.

No entanto, o anúncio da Zomato foi recebido com desdém nas redes sociais – muitos argumentaram que a política poderia fazer as mulheres parecerem fracas ou desencorajar os gestores de contratar trabalhadoras. Alguns dos que se opuseram ao movimento da empresa eram mulheres.

De acordo com Elizabeth Hill, professora da Universidade de Sydney que pesquisa gênero e emprego, o motivo pelo qual a licença-menstruação é tão contestada, mesmo entre as feministas, é porque não se sabe bem se ela ajuda ou prejudica as mulheres no trabalho.

Hill diz que muitos dos argumentos contra a licença são semelhantes aos que criticam a licença-maternidade. Os oponentes argumentaram que obrigar os empregadores a pagarem a licença-maternidade poderia desencorajá-los a contratar mulheres.

Mas Hill também disse que agora há evidências que sugerem que políticas generosas de licença-maternidade encorajam as mulheres a permanecer na força de trabalho em vez de expulsá-las.

Isso é particularmente importante na Índia, que tem uma das menores taxas de participação feminina na força de trabalho, em torno de 35%.

“É uma reformulação maravilhosa que deixa claro que o problema é o trabalho, não as mulheres”, disse Deepa Narayan, cientista social e ex-conselheira do Banco Mundial.

Guneet Monga, que produziu um documentário em curta-metragem vencedor do Oscar chamado “Period. End of Sentence” (título que faz um trocadilho com período menstrual e ponto final) sobre a menstruação na Índia, disse que o movimento da Zomato parece progressivo, mas, mesmo que se espalhe para outros locais de trabalho, não terá um impacto para os milhões de mulheres na Índia que não trabalham em escritórios.

“Eu acho que todo esse conceito de direitos das mulheres e igualdade e feminismo não é uma escolha nas classes mais baixas. Elas apenas trabalham dia após dia para se alimentar. Elas trabalham em uma crise existencial”, contou. “Eu encorajo a conversa em um nível, mas acho que ainda falta muito para vermos uma mudança”.

E no Ocidente?

De tempos em tempos, a licença temporária volta ao debate nos países ocidentais – e sempre levanta as mesmas reflexões mordazes que a tratam como uma má ideia.

Após o anúncio da Zomato, o jornal “The Washington Post” publicou um artigo de opinião intitulado: “Sou feminista. Dar às mulheres um dia de folga para a menstruação é uma ideia burra”. O artigo defendeu que a licença-menstruação é uma proposta “paternalista e tola” que “reafirma um determinismo biológico na vida das mulheres”.

E depois do Victorian Women’s Trust, um grupo australiano de defesa dos direitos das mulheres, introduzir uma política de licença-menstruação para sua equipe em 2017, o jornal “The Courier-Mail” de Brisbane publicou um artigo de opinião com o título: “Como trabalhadora na Austrália, me sinto insultada por esse plano maluco”.

Hill, a professora de Sydney, disse que há evidências anedóticas de que mulheres e homens mais jovens no Ocidente tendem a ser mais receptivos à ideia, enquanto as mulheres mais velhas se opõem mais. Para Hill, mulheres mais velhas muitas vezes acham que, por terem trabalhado durante a menstruação, as mais jovens deveriam fazer o mesmo.

Ela observou que havia projetos diferentes para licenças-menstruação, e nem todas as políticas foram criadas da mesma forma.

Alguns argumentam que deveria haver mais direitos de licença pessoal para pessoas de todos os gêneros. Outros defendem o aumento das licenças por doença para incluir a licença-menstruação, embora os críticos argumentem que as mulheres não estão doentes durante o ciclo, e sim passando por um processo biológico normal.

As evidências sugerem que há algum desejo (e necessidade) de licença temporária no Ocidente.

Uma pesquisa com 32.748 mulheres holandesas publicada no British Medical Journal no ano passado descobriu que 14% tinham faltado ao trabalho ou à escola durante o período menstrual. Mesmo quando ligaram dizendo que estavam doentes devido à menstruação, apenas 20% deram o verdadeiro motivo.

Cerca de 68% afirmaram que gostariam de ter a opção de flexibilizar o horário de trabalho ou de estudo durante a menstruação. Mas a maioria (cerca de 80%) acabou trabalhando de qualquer maneira, embora se sentisse menos produtiva como resultado dos sintomas. A produtividade perdida chega a quase nove dias por ano, de acordo com o estudo.

No Victorian Women’s Trust, a diretora executiva Mary Crooks disse que os benefícios da licença-menstruação foram “absolutamente palpáveis” para seu escritório, que tem 13 funcionárias.

“A gente não deveria ser desonesta sobre o motivo pelo qual não pode vir para o trabalho e por que não pode ter um desempenho produtivo”, opinou, acrescentando que o ciclo reprodutivo é crucial para a saúde física e mental das mulheres.

A política do Victorian Women’s Trust dá opções às mulheres: um local confortável para trabalhar no escritório, permissão para trabalhar em casa ou tirar até 12 dias de licença menstrual remunerada a cada ano.

Nos quatro anos desde que foi introduzido, as funcionárias tiraram apenas 21 dias de licença remunerada entre elas.

Segundo a diretora, a cultura se tornou mais favorável e a equipe se sente mais confortável para discutir suas necessidades menstruais e cuidar melhor de si mesma. Como os funcionários se sentem respeitados por sua empresa, eles também trabalham de forma mais produtiva, acrescentou Crooks.

“Eu acho que nada além de aspectos positivos surgiram em nosso local de trabalho como resultado disso”, contou. “Para nós, a remoção da vergonha e do estigma é uma das grandes peças do quebra-cabeça na imagem da igualdade de gênero.”

Esse é certamente o caso do Japão, onde o estigma ainda existe.

Parte do motivo pelo qual as mulheres não estão tirando licença-menstruação, de acordo com Murakami, da OCDE, é que a cultura em torno da licença e da menstruação faz com que as mulheres evitem usufruir do direito por temer a discriminação de seus empregadores.

“Acho que a lei tem o objetivo de ajudar as mulheres, mas, se não for bem implementada, pode acabar prejudicando-as”, disse.

Yoko Wakatsuki da CNN contribuiu para esta história de Tóquio, Japão. Gawon Bae e Yoonjung Seo da CNN contribuíram de Seul, Coreia do Sul.

CNN Brasil

 

Opinião dos leitores

  1. Concordo plenamente com o direito…so sabe o que é uma menstruação exagerada, quem tem…nso tem absorvente que segure, fora as cólicas, e muuto sangue…parece até hemorragia…isso claro psra xlgumas, pra isso e necessário um acompanhamento…agora ser imbecil e dizer que isso é privilégio, simples, acompanhe uma pessoa com o problema a olho vivo…Parabéns Bg

  2. Sou mulher, e cada dia sinto que estamos perdendo o emprego para o excesso de direitos.

  3. E AS EMPRESAS TEM O DIREITO DE NÃO CONTRATAR MULHERES.

    QUEM VAI PAGAR A CONTA???

    MAIS DESEMPREGO PARA AS MULHERES…

    1. Mas as feministas não têm razão? Segundo elas é uma ideia paternalista e tola.

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[VÍDEO] FALSO: Agência Aos Fatos também desmente declaração de Lula na Globo sobre não conhecer lobista amiga de Lulinha

 

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Um post compartilhado por Aos Fatos (@aosfatos)

As falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, entrevistado pela TV Globo na noite desta quinta-feira (27) também foram checadas pelo Aos Fatos, que se denomina uma organização jornalística dedicada à investigação de campanhas de desinformação e à checagem de fatos.

Entre as checagens do Aos Fatos, foi verificada que é falsa a declaração de Lula sobre não conhecer a lobista Roberta Luchsinger, como o BLOGDOBG já mostrou aqui. A fala do petista sobre as suspeitas que recaem sobre Lulinha serem ‘ilações’ foi checada e classificada como verdadeira pelo Aos Fatos.

A checagem completa feita pelo Aos Fatos da entrevista de Lula ao JN pode ser vista na íntegra aqui.

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URGENTE: Justiça determina que Governo do Estado mantenha a obra do novo “Caldeirão do Diabo” na Zona Norte e estabelece multa de R$ 100 mil se decisão não for cumprida

Foto: Adriano Abreu/TN

A Justiça Federal determinou que o Governo do Estado mantenha e dê continuidade imediata à construção do novo presídio no bairro Potengi, na Zona Norte de Natal. A decisão impede a gestão estadual de revogar, suspender ou paralisar a obra, que já tinha contrato assinado e ordem de serviço emitida, além de estabelecer multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento da ordem e possibilidade de bloqueio judicial das verbas públicas necessárias para a execução do contrato.

A determinação foi assinada pela juíza da 5ª Vara Federal do RN, Mayara Costa Fonseca Dantas, nesta sexta-feira (28), após o Ministério Público do RN (MORN) pedir uma tutela de urgência para impedir que o governo estadual interrompesse o projeto. O Ministério Público Federal aderiu integralmente ao pedido.

A decisão ocorre depois que a governadora Fátima Bezerra (PT) anunciou que iria revogar a licitação e rediscutir o local da obra, decisão tomada após a forte repercussão negativa em torno da construção do novo presídio, que passou a ser chamado de novo “Caldeirão do Diabo”.

A juíza apontou que a revogação de uma licitação já homologada, com contrato assinado e ordem de serviço expedida, exige a comprovação de um fato superveniente e a manifestação dos interessados. Ela também apontou que a obra conta com R$ 6,48 milhões em recursos federais do Fundo Penitenciário Nacional, além de R$ 1,91 milhão de recursos estaduais.

A Justiça alertou que a paralisação poderia colocar em risco os recursos federais, que foram repassados entre 2016 e 2021. Existe prazo para utilização do dinheiro e uma eventual prorrogação depende de autorização da Secretaria Nacional de Políticas Penais.

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[VÍDEO] Lula diz que “acabou com a fome” duas vezes no país e promete fazer superávit esse ano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que já “acabou com a fome” duas vezes no Brasil e prometeu que o governo federal terá superávit primário ainda em 2026. As declarações foram dadas nesta quinta-feira (27), durante entrevista à TV Globo.

Ao ser questionado sobre o crescimento da dívida pública, Lula disse não estar preocupado com o atual patamar do endividamento brasileiro, próximo de 80% do Produto Interno Bruto (PIB).

“A mim não preocupa a dívida pública. 80% não é um percentual elevado para um país. Olha os Estados Unidos. A dívida deles é de 120% do PIB, US$ 40 trilhões”, afirmou.

Lula também atribuiu parte do crescimento da dívida ao nível da taxa de juros e voltou a criticar a gestão anterior do Banco Central.

“Uma parte da dívida é da taxa de juros. Vocês sempre defenderam um Banco Central independente e eu passei dois anos com o presidente [do BC] do Bolsonaro”, disse.

Durante a entrevista, o presidente afirmou que o crescimento da economia é fundamental para controlar o endividamento e citou os resultados registrados durante seus governos anteriores.

“Já acabei com a fome duas vezes. Quando voltei [ao cargo de presidente], esse país estava destruído”, declarou.

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[VÍDEO] Lula diz que não está provado que Jaques Wagner tem relação com o Banco Master e afirma ter consciência de que senador “é honesto”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) durante sabatina da TV Globo nesta quinta-feira (27), ao ser questionado sobre suspeitas de envolvimento do aliado no caso do Banco Master.

“Até agora não está provado que o Wagner tenha relações com o Banco Master”, afirmou Lula. O presidente disse ainda considerar o senador inocente enquanto não houver provas contra ele.

“As pessoas são inocentes até que se prove o contrário. Ele é senador da República. É um homem que tem relação comigo. Tenho consciência que o Wagner é honesto”, declarou.

Lula afirmou, no entanto, que Wagner deverá responder caso seja comprovada alguma irregularidade. “Se ele cometer um desvio, vai acontecer com ele o mesmo que com qualquer pessoa que cometeu um desvio”, disse.

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[VÍDEO] “NINGUÉM CONSEGUE RESOLVER”: Depois de quase 20 anos de governos do PT, Lula transfere responsabilidade de avanço das facções criminosas aos governadores e diz que eles “não querem que governo federal se meta na segurança pública”

Durante entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atribuiu aos governadores parte da responsabilidade pelas dificuldades no combate às facções criminosas no país e afirmou que os estados resistem à participação do governo federal na segurança pública.

Ao ser questionado sobre o avanço do crime organizado, Lula disse que “ninguém consegue resolver” o problema sozinho e defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública, apresentada pelo governo como uma forma de ampliar a participação e a coordenação da União no setor.

Segundo o presidente, os governadores não querem interferência federal na área. “Os governadores não querem que o governo federal se meta na segurança pública”, afirmou.

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[VÍDEO] Lula admite rombo bilionário nos Correios, diz que estatal “não se adaptou aos novos tempos”, mas descarta privatização

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) descartou a privatização dos Correios, apesar da crise financeira enfrentada pela estatal, que registrou prejuízo de R$ 3,1 bilhões apenas no primeiro semestre de 2026.

Durante entrevista à TV Globo, Lula reconheceu os problemas da empresa e afirmou que os Correios “não se adaptaram aos novos tempos”, principalmente diante do avanço das empresas privadas no setor de logística.

Mesmo com o resultado negativo, o presidente defendeu a manutenção da estatal e afirmou que pretende recuperar a companhia, citando sua presença em todo o país e a função social dos serviços prestados.

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CHECAGEM: UOL aponta falas falsas e enganosas de Lula durante sabatina no JN

Foto: Reprodução/TV Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, teve declarações feitas durante a sabatina do Jornal Nacional, nesta quinta-feira (27), classificadas como falsas, enganosas, exageradas ou subestimadas pelo UOL Confere. A checagem analisou falas sobre a lobista Roberta Luchsinger, crescimento do PIB, resultado fiscal, devolução de valores a aposentados, fome e presidentes do Banco Central.

Um dos pontos classificados como falso foi a declaração de Lula de que nunca havia visto Roberta Luchsinger.

“Não conheço essa moça, nunca vi essa moça na minha vida, nunca conversei com essa moça, ela nunca esteve próxima de mim”, afirmou.

Segundo o UOL, Roberta publicou em seu perfil no Instagram fotos ao lado de Lula, com registros feitos em 2022. A empresária é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Segundo a checagem, os dois são investigados no STF por tráfico de influência.

PIB

A checagem também classificou como falsa a afirmação de Lula de que o PIB brasileiro só voltou a crescer acima de 2% depois que ele retornou à Presidência.

O UOL destacou que, antes do início do terceiro mandato de Lula, o PIB cresceu 4,8% em 2021 e 3% em 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro. Em 2011, primeiro ano do governo Dilma Rousseff, o avanço foi de 3,9%.

Já no atual governo, o crescimento foi de 3,2% em 2023, 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025. Lula havia afirmado que o país cresceu 3% em 2023, 2024 e 2025.

A checagem ressalvou que está correta a declaração de que o PIB cresceu 7,5% em 2010, último ano do segundo mandato de Lula.

Resultado fiscal

Outra declaração considerada falsa foi a de que Lula teria recebido o governo, em janeiro de 2023, com déficit fiscal de 2,8%.

De acordo com dados do Tribunal de Contas da União (TCU) citados pelo UOL, o governo federal registrou em 2022, último ano da gestão de Jair Bolsonaro, superávit de R$ 54,9 bilhões, equivalente a 0,6% do PIB. O resultado interrompeu uma série de oito anos de resultados negativos.

Na sabatina, Lula também afirmou que o governo terá superávit neste ano. Segundo a checagem, de janeiro a julho de 2026, o governo central acumulava déficit primário de R$ 81,3 bilhões. A meta fiscal de 2026 é de superávit de 0,25% do PIB, com tolerância de 0,25 ponto percentual.

INSS, fome e Banco Central

O UOL classificou como enganosa a afirmação de Lula de que todos os aposentados atingidos pelo esquema de descontos ilegais do INSS já receberam os valores de volta. Segundo a checagem, ainda existem beneficiários que não receberam o ressarcimento. Até junho, cerca de 656,9 mil ainda não haviam aceitado o acordo para reaver os valores descontados.

A frase “eu já acabei com a fome duas vezes” foi considerada exagerada. O UOL lembrou que o Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU em 2014, no governo Dilma Rousseff, e novamente em 2025, no terceiro governo Lula. A checagem ressalta, porém, que isso não significa que não existam pessoas passando fome no país.

Por fim, foi classificada como subestimada a declaração de Lula de que Fernando Henrique Cardoso trocou três presidentes do Banco Central. Segundo o UOL, FHC indicou quatro presidentes para o BC durante seus dois mandatos: Pérsio Arida, Gustavo Loyola, Gustavo Franco e Armínio Fraga.

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Lobista admite que buscou apoio de ex-chefe de gabinete de Lula para negócio de canabidiol com governo

Foto: Reprodução

Roberta Luchsinger reconheceu que recorreu a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, quando ele ocupava a chefia de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para tentar obter apoio a uma proposta de fornecimento de canabidiol ao governo federal. A empresária, porém, afirma que os R$ 249 mil repassados ao então assessor não tiveram relação com o negócio.

Marcola confirmou o recebimento do dinheiro e sustenta que o valor correspondeu a um empréstimo, posteriormente quitado. Após a divulgação do caso, ele deixou a campanha de Lula para se dedicar à própria defesa.

Ao se manifestar sobre o episódio, Roberta reconheceu que procurou o então chefe de gabinete com interesse em conseguir respaldo para sua proposta.

“Ter apoio [era o objetivo das conversas com Marcola]. Talvez erro meu de pedir apoio. Ingenuidade. Bobeira”, afirmou ao g1.

A empresária também confirmou ter dado dinheiro a Marcola, mas rejeitou a existência de qualquer contrapartida. Segundo ela, a transferência ocorreu porque os dois são amigos.

“Não fiz pagamentos ao Marcola. Eu ajudei um amigo. Óbvio, eu deveria ter sido atenta ao fato de ser ele chefe de gabinete do presidente. Mas é covardia ‘linkar’ uma coisa na outra”, declarou.

Roberta é apontada como sócia de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e mantém amizade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.

O caso está entre as frentes investigadas pela Polícia Federal sobre uma possível atuação do grupo para favorecer interesses de empresas em órgãos federais. Roberta, Marcola e Lulinha aparecem nas apurações relacionadas ao episódio.

Com informações do Metrópoles

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SANTANA DO MATOS: grupo do ex-prefeito Assis da Padaria declara apoio a Álvaro Dias

Foto: Divulgação

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, recebeu o apoio do grupo político liderado pelo ex-prefeito de Santana do Matos, Assis da Padaria. A adesão reúne ex-prefeitos, vereadores, suplentes e lideranças locais e reforça a presença da candidatura de Álvaro no município e na região Seridó.

Entre as lideranças que declararam apoio estão o ex-prefeito Assis da Padaria; a ex-prefeita Alice de Assis, esposa de Assis da Padaria; o suplente de vereador Dedé; a suplente de vereadora Juliana; o ex-vereador Naldinho; os vereadores Luiz Júnior, Bial e Mago de Miro; Rita de Oton, esposa do secretário de Obras, Magnus; Elisa Preta, ex-candidata a prefeita do município; e Romeu, pai da presidente da Câmara Municipal.

Durante o encontro, Álvaro destacou a importância da união das lideranças locais em torno de um projeto para Santana do Matos. Segundo o candidato, a formação de um grupo amplo e coeso fortalece o município e contribui para a construção de uma candidatura com presença na região.

“Estamos formando um grupo grande, coeso e forte para fortalecer o município de Santana do Matos”, afirmou Álvaro, ao destacar a presença de vereadores, suplentes e lideranças locais.

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[VÍDEO] Incomodado com pergunta sobre crescimento da dívida pública em seu governo, Lula ataca jornalista Renata Vasconcelos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a jornalista Renata Vasconcellos durante sabatina da TV Globo nesta quinta-feira (27), após ser questionado sobre o crescimento da dívida pública e as metas fiscais de seu governo.

Renata perguntou ao presidente sobre a trajetória do endividamento e quais seriam suas metas para a dívida em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Antes de responder sobre o tema, Lula demonstrou incômodo e criticou a forma como a jornalista elaborou a pergunta.

“Renata, eu pensei que uma jornalista da tua qualidade, da tua competência, pudesse começar essa pergunta falando diferente”, afirmou Lula.

Na sequência, o presidente chegou a sugerir como Renata deveria ter formulado o questionamento.

“Você poderia dizer: ‘Presidente, o senhor foi o único na história do Brasil que fez superávit primário durante oito anos do seu primeiro mandato’”, disse.

Lula então defendeu sua gestão fiscal e afirmou que não está preocupado com a dívida pública.

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