Economia

O futuro do Carrefour não será só o varejo alimentar, diz CFO após compra do Big

Foto: Carrefour/Divulgação

Uma aquisição anunciada na madrugada mexeu com o mercado. O Carrefour Brasil anunciou a aquisição do Grupo Big por R$ 7,5 bilhões. Caso seja aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o Brasil terá uma empresa de R$ 100 bilhões em faturamento. E o Carrefour não quer parar por aí.

Em entrevista ao CNN Brasil Business, o diretor financeiro da empresa, Sébastien Durchon, afirma que o Carrefour não vai parar apenas no varejo de alimentos. Ele, aliás, enxerga uma vantagem competitiva com outros concorrentes que estão entrando agora nesse mercado, como Magazine Luiza e B2W.

“Muitos entraram, mas nem todos tiveram sucesso. E o varejo não alimentar já é importante para o Carrefour. Apenas no digital, vendemos R$ 3 bilhões nessa área e queremos aumentar isso”, diz Durchon. “O nosso futuro não é só os alimentos. Nós só capturamos os clientes com eles.”

A compra do Big aumenta esse potencial, segundo Durchon. Apenas em sinergias, o Carrefour enxerga ganhos de R$ 1,7 bilhão. Mais do que isso, a companhia poderá estruturar o digital do Big do zero, já que a empresa deixou de lado o e-commerce. Um potencial para alcançar 15 milhões de consumidores.

Mas para que tudo isso aconteça, o Cade precisa aprovar a transação. Segundo Durchon, como os negócios são complementares, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, a autarquia não deve apontar tantas sobreposições.

“Há um pouco de sobreposição e temos que olhar isso pelo lado do Cade. Vamos observar cada praça e separar os mercados. Pode ter algum remédio? Pode. Mas não achamos que vai ser algo tão grande”, diz ele.

Confira a entrevista completa a seguir:

Desde quando vocês estão em negociação com o Grupo Big? Quanto tempo demorou a operação?

Sempre tivemos interesse nesse ativo. Quando o Walmart saiu do país, nós havíamos deixado claro que tínhamos interesse na aquisição. Mas, na época, preferiram fazer uma transação com a Advent, por enxergarem como mais simples e rápida. Mas essa última conversa foi bastante recente. Eles lançaram o processo para o IPO no fim do ano passado e queriam explorar uma transação. A partir desse ano esse negócio entre as partes ficou mais ativo.

Vocês vão trocar todas as bandeiras do Grupo Big por Atacadão e Carrefour?

Para nós, não há uma necessidade em colocar uma bandeira do Carrefour em todas as lojas. Um exemplo é que 70% do nosso negócio vem do Atacadão. O que sempre procuramos é a eficiência e ajudar os nossos clientes. No caso do Big, a nossa avaliação é que a nossa operação de hipermercado e cash & carry (atacarejo) é mais eficiente.

E quanto as outras bandeiras?

O Sam’s Club, por exemplo, é um bicho totalmente diferente. Então, não faz sentido mudar a bandeira. E com o Sam’s Club teremos um terceiro modelo que já dá um lucro bem razoável. E nós queremos melhorar ainda mais o modelo com novas ideias. Na primeira avaliação, nós enxergamos 60 lojas a mais do Sam’s Club [atualmente, são 35].

No Nordeste, há bandeiras fortes, como a Bom Preço. E respeitamos ela. Não está 100% definido, mas a tendência é que vamos integrar as duas marcas. A nossa questão é aprender e ver o que faz sentido. Temos uma abordagem pragmática. Vamos manter as bandeiras quando fizer sentido.

O Cade não pode criar algumas barreiras com uma empresa que se tornará ainda mais gigante? O consumidor pode ser lesado?

Para nós, o varejo de alimentos é muito local. O Brasil é um país continental. Com isso, você vai para qualquer região do país e encontra bandeiras muito fortes. Para nós, sempre foi e sempre vai ser um mercado supercompetitivo. É um setor com margens superbaixos e, caso quiséssemos subir o preço, um novo concorrente entraria e cobraria menos. A barreira de entrada não existe. O cliente vai se beneficiar. Vamos converter as lojas e quem tem o menor preço? O Carrefour. O consumidor do Big vai se beneficiar. No caso do Atacadão é a mesma coisa. É uma transação que vai devolver poder aquisitivo para o brasileiro.

Mas não pode ter barreiras em alguns mercados em que as duas empresas são fortes?

Há um pouco de sobreposição e temos que olhar isso pelo lado do Cade. Vamos observar cada praça e separar os mercados. Pode ter algum remédio? Pode. Mas não achamos que vai ser algo tão grande.

Como vocês vão reestruturar a operação do e-commerce do Big?

Hoje, o Big não tem e-commerce. São uns 15 milhões de clientes que vão ter acesso às lojas e a programas de fidelidade em todos os sites do grupo. Para nós, é uma das grandes sinergias e com um investimento adicional zero. O mesmo vai acontecer com as parcerias, com Rappi e Cornershop.

O ritmo de expansão do Atacadão vai mudar?

Costumávamos abrir 20 lojas por ano. Neste ano, vai ser diferente pois vamos reabrir as lojas que compramos do Makro, o que vai dar 45 unidades. Vai ser um ano de muito crescimento. Depois da aprovação da aquisição, é possível que reduziremos o ritmo de novas lojas. Mas nós enxergamos potencial para expansão.

Fazer um movimento desse tamanho no meio de uma pandemia não é um risco?

Não temos receio de fazer esse tipo de movimento. A estratégia da empresa não mira o curto prazo. A nossa estratégia é de longo prazo. Por agora, esses próximos meses serão desafiadores, mas vamos gerar uma página de maior crescimento à frente.

Estão olhando por novas aquisições?

É uma transação grande e há muito trabalho pela frente. No curto prazo, não temos outras aquisições em vista. Mas o Carrefour fez outros movimentos, como a compra do site de receitas CyberCook, que foi integrado ao sistema, e também outros negócios de tecnologia. Esses tipos de movimentos podem ser feitos.

Como você enxerga a entrada de novos players no setor de alimentos? Magazine Luiza e B2W já estão investindo pesado nessa área.

Muitos deles estão tentando entrar no setor de alimentos e é muito interessante ver essa paixão nova para eles. E existe um motivo para eles fazerem isso: o segmento traz recorrência de compra e é algo que nós temos. Mas é um tipo de mercadoria que não é fácil de operar. Muitos entraram, mas nem todos tiveram sucesso. E o varejo não alimentar já é importante para o Carrefour. Apenas no digital, vendemos R$ 3 bilhões nessa área e queremos aumentar isso. A oportunidade está aí e do ponto de vista da transação com o Big, aumenta ainda mais. O nosso futuro não é só os alimentos. Nós só capturamos os clientes com eles.

CNN Brasil

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Parreira é internado, mas hospital mantém sigilo sobre estado de saúde do ex-técnico

Foto: Reprodução

A notícia da internação de um dos maiores nomes da história do futebol brasileiro mobilizou torcedores e admiradores nesta terça-feira. Aos 80 anos, o ex-técnico da Seleção Brasileira Carlos Alberto Parreira voltou a preocupar o meio esportivo ao ser internado em um hospital da Zona Oeste do Rio de Janeiro, enquanto a instituição responsável pelo atendimento preserva detalhes sobre sua condição clínica.

Parreira está internado no Hospital Samaritano Barra, localizado na Barra da Tijuca. A confirmação foi feita pela própria unidade hospitalar, que informou apenas que o treinador está sob cuidados médicos, sem divulgar informações sobre seu estado de saúde.

O ex-comandante da Seleção Brasileira enfrenta um quadro de linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer que tem origem no sistema linfático – estrutura formada por órgãos, linfonodos (gânglios), tecidos responsáveis pela produção das células de defesa do organismo e vasos que transportam essas células por todo o corpo.

A doença se caracteriza por sua propagação gradual entre os grupos de linfonodos, utilizando os vasos linfáticos como via de disseminação. O processo começa quando um linfócito, geralmente do tipo B, sofre uma transformação maligna e passa a se multiplicar de forma descontrolada, originando clones idênticos que se acumulam nos linfonodos.

HOSPITAL CITA PRIVACIDADE PARA NÃO DIVULGAR BOLETIM

Em nota oficial, o Hospital Samaritano Barra, integrante da Rede Américas, confirmou a internação de Carlos Alberto Parreira, mas ressaltou que não fornecerá informações sobre o estado de saúde do paciente.

Segundo a instituição, a decisão segue o compromisso com a privacidade e a confidencialidade dos pacientes, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

Portal Dol

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VÍDEO: Lula diz ter ficado surpreso ao saber que facções criminosas do Brasil foram classificadas como terroristas pelos EUA

Em declaração dada em coletiva de imprensa em Genebra, na Suíça, após participação na Cúpula do G7, nesta quarta-feira (17), o presidente Lula afirmou que ficou surpreso ao saber que facções criminosas haviam sido classificadas pelos EUA como terroristas.

“Eu fiquei surpreso quando na semana passada recebi a notícia da punição, colocando as facções criminosas como terroristas. Eu tinha falado pra ele [Trump]. As facções criminosas são terroristas para o povo brasileiro, para o povo das comunidades no Brasil. Não são terroristas como você pensa. Eles não querem brigar e derrotar o Estado. Eles não querem criar um outro Estado. Eles querem dinheiro”, disse Lula.

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No G7, Trump diz que situação política no Brasil é perigosa

Foto: Reuters

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump disse nessa quarta (17) em Évian-les-Bains, na França, durante uma coletiva, que a situação política no Brasil se tornou perigosa.

Trump foi questionado por um dos repórteres que participaram da coletiva se havia conversado sobre as novas tarifas dos EUA contra o Brasil e sobre a designação de facções criminosas como organizações terroristas pelo governo americano.

“Na verdade, passei bastante tempo com ele [Lula]. E o Brasil se tornou um país um pouco complicado, não é? Politicamente. A situação política ficou um pouco perigosa. Você está falando do Brasil, certo? Tem sido algo desagradável. Ouvi dizer que prenderam hoje uma pessoa que estava concorrendo a um cargo público. Fiquei sabendo disso depois que saí de lá”, respondeu o Republicano.

Trump disse que tinha acabado de se despedir de Lula quando ficou sabendo que “prenderam Bolsonaro Jr”.

“Ele estava indo bem nas pesquisas e o prenderam porque fez uma declaração no Texas. Prenderam, ou querem prendê-lo, para ter algo contra ele”, afirmou. E continuou criticando o sistema eleitoral americnao: “Eles jogam duro. Mas ninguém joga mais duro do que os Estados Unidos. Veja bem, nossas eleições são totalmente manipuladas. Nós temos eleições manipuladas.”

CNN Brasil

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Justiça contraria regra do Conselho Federal de Medicina e autoriza uso de bloqueadores hormonais em adolescente trans de 13 anos

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Ameaças, sniper e carros blindados: PF aponta modus operandi de grupo paramilitar ‘A Turma’ de Vorcaro

Foto: Agência O Globo

Snipers, homens armados com fuzis, carros blindados, celulares registrados no exterior e reuniões em locais isolados, sem que pudessem ser presenciadas por testemunhas. É assim que a Polícia Federal descreve o funcionamento do grupo denominado “A Turma”, uma estrutura clandestina de intimidação e vigilância que, segundo as investigações do caso Master, atuava para proteger os interesses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e de sua família.

O grupo, formado por policiais federais, operadores do jogo do bicho e integrantes com perfil paramilitar, é apontado pela PF como responsável por ameaçar desafetos, acessar informações sigilosas e executar uma série de ações ilícitas em favor do empresário.

As informações constam da representação da PF tornadas pública na terça-feira por decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo os investigadores, a organização era controlada por Vorcaro, junto com seu pai Henrique Vorcaro, e gerenciada por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”.

A investigação aponta que, mesmo após a deflagração das duas primeiras fases da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025 e janeiro de 2026, Henrique Vorcaro continuou demandando os serviços da organização e viabilizando o repasse de recursos, seja por intermédio do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, seja por contato direto com Felipe Mourão.

Blindados e homens armados

Diálogos na investigação da PF sobre caso Master — Foto: PF
Diálogos na investigação da PF sobre caso Master — Foto: PF

Um dos episódios descritos pela Polícia Federal envolve um encontro organizado por Manoel Mendes Rodrigues, apontado como líder do braço da Turma no Rio e operador do jogo do bicho. Em conversa interceptada em fevereiro deste ano, Manoel relata a um interlocutor que Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, e outro homem ficaram assustados ao serem recebidos por homens armados e veículos blindados.

Conforme diálogo, o interlocutor recorda que os visitantes foram recepcionados por pessoas portando fuzis. Manoel afirma que havia determinado que “nosso pessoal” fizesse a segurança e que todos permanecessem “o mais paisana possível”. O interlocutor então comenta que a estratégia fracassou. Um dos presentes ficou sem conseguir falar diante da cena, conta um deles. “Eles falaram que parecia a Rússia do Putin”, diz Manoel, em referência ao aparato de segurança montado no local.

Ameaça a ex-chef de cozinha

Diálogos na investigação da PF sobre caso Master — Foto: PF
Diálogos na investigação da PF sobre caso Master — Foto: PF

A PF também anexou o depoimento do chef de cozinha Leandro Garcia, que trabalhou na casa de praia de Daniel Vorcaro, em Angra dos Reis. Ele afirmou ter sido ameaçado por um grupo de cerca de 7 a 8 pessoas, entre elas Manoel e “Sicário”.

— Ele se apresentou como Manoel, ‘vim a mando do seu Daniel e mexo com jogo’ —, disse o homem, de acordo com o relato do cozinheiro.

Ainda segundo Leandro, Manoel afirmou que havia sido encarregado de descobrir se ele possuía informações, imagens ou qualquer material relacionado ao banqueiro.

— Ele se apresentou como Manoel, ‘vim a mando do seu Daniel e mexo com jogo’ —, disse o homem, de acordo com o relato do cozinheiro. Ainda segundo Leandro, Manoel afirmou que havia sido encarregado de descobrir se ele possuía informações, imagens ou qualquer material relacionado ao banqueiro.

Leandro ainda relatou à PF que o homem disse que Vorcaro havia o mandado “levantar tudo” sobre o cozinheiro. Durante a conversa, o homem apontou para o grupo que o acompanhava e fez uma advertência velada:

— Ele falou: ‘Se o senhor tiver alguma coisa, a gente não quer voltar aqui para atrapalhar o senhor’ — disse Leandro ao reproduzir a conversa com Manoel.

Trocas de mensagens de Vorcaro com o Sicário mostram os pedidos para que fossem levantadas informações sobre o chef de cozinha. O banqueiro encaminhou ao Sicário a carteira de identidade e os dados pessoais de Leandro e de outro homem, apontado por Vorcaro como o principal alvo. O Sicário, então, diz que buscou informações e não há nada nos sistemas da PF e do Tribunal de Justiça.

Dias depois, em 1º de junho de 2024, Vorcaro voltou a tratar do assunto com Felipe Mourão após receber um vídeo gravado por Leandro. Segundo a PF, o banqueiro defendeu uma ação imediata e sugeriu que o Sicário fosse acompanhado de Fabiano Zettel e policiais. “vamos ter que agir antes de eu voltar. Ideal é vc ir com Fabiano e com polícia. (…) Não sei nem se e melhor turma policia ou bicheiro pra vagabundo carioca desse. Policia as vezes não vai intimidar tanto”, escreveu Vorcaro.

Sniper para fazer segurança

Diálogos na investigação da PF sobre caso Master — Foto: PF
Diálogos na investigação da PF sobre caso Master — Foto: PF

Outro diálogo reproduzido pela PF mostra um relato de Manoel sobre a utilização de um sniper para garantir a segurança durante uma reunião ligada aos interesses de Henrique Vorcaro. Ele conta a um interlocutor ligado ao pai do ex-banqueiro que havia rompido contrato com um grupo anterior de segurança e ao narrar um encontro com o antigo responsável, Manoel diz que o homem o recebeu acompanhado de quatro policiais militares. “Eu fui sozinho e botei um sniper de longe”, afirmou.

Segundo a PF, Manoel Mendes Rodrigues lidera no Rio um braço de “A Turma” composto por pelo menos quatro a seis integrantes ainda não identificados. Os investigadores afirmam que a estrutura dispõe de armamento de grosso calibre, incluindo fuzis, veículos blindados e recursos típicos de organizações paramilitares.

A PF identificou ainda o uso sistemático de números estrangeiros e mecanismos destinados a dificultar o rastreamento das comunicações do grupo. Henrique Vorcaro, pai do banqueiro, passou a utilizar um telefone registrado na Colômbia após a terceira fase da Operação Compliance Zero. Já o policial federal aposentado Sebastião Monteiro Júnior, apontado como integrante de “A Turma”, utilizava exclusivamente um número dos Estados Unidos nas conversas com Marilson Roseno.

A PF afirma que o uso de linhas internacionais, mensagens temporárias, ligações telefônicas e encontros presenciais fazia parte de um padrão adotado pela organização para “não deixar rastros por mensagem”.

As investigações também registraram encontros reservados entre integrantes do grupo. Em março de 2026, Marilson Roseno convidou Sebastião Monteiro para uma conversa pessoal. Imagens de câmeras de segurança mostram que, após receber a ligação do colega, Marilson deixou um grupo de amigos na área de lazer do prédio e seguiu com Sebastião para o pilotis, onde os dois permaneceram sozinhos por cerca de uma hora e dez minutos.

Diálogo sobre o planejamento da Turma — Foto: Reprodução
Diálogo sobre o planejamento da Turma — Foto: Reprodução

Diálogos interceptados pela Polícia Federal (PF) apontam que Vorcaro planejou uma emboscada com ‘droga’ para se vingar do DJ e ex-jogador da NBA Ronald Fred Seikaly. O plano começou a ser executado pela chamada “Turma”, grupo criminoso pago por Vorcaro para intimidar e espionar desafetos. Rony Seikaly jogou na NBA de 1988 a 1999. Ele teve um relacionamento com Martha Graeff, com quem tem uma filha. À época das mensagens, Graeff estava em um relacionamento com Vorcaro.

Vorcaro chegou a cogitar uma emboscada com drogas contra Seikaly, e citou pressão da polícia e da milícia. Os integrantes da Turma, usando o login de uma servidora do Ministério Público Federal, chegaram a produzir um ofício falso à Interpol para buscar informações sobre Seikaly.

As conversas ocorreram em outubro de 2024, entre Daniel Vorcaro e Felipe Mourão, conhecido também como “Sicário”. Vorcaro, nos diálogos interceptados pela Polícia, sugeriu simular um incidente envolvendo drogas e disse que investiria até R$ 10 milhões, alegando que seria para “ensinar que com filho não se mexe”.

O Globo

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Partidos políticos assinam acordo com TSE por uso responsável de IA nas eleições

Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os partidos políticos assinaram nesta quarta-feira (17) um Termo de Compromisso para reforçar a integridade das eleições de 2026.

Entre os principais pontos do acordo estão o uso ético e responsável da Inteligência Artificial, o combate à desinformação, a promoção da participação dos eleitores e o respeito à pluralidade política e ideológica.

As legendas também se comprometeram a cumprir as cotas de financiamento e propaganda destinadas a mulheres, pessoas negras e indígenas, além de atuar na prevenção da violência política contra a mulher.

Outro destaque é o fortalecimento da transparência do sistema eletrônico de votação. Os partidos deverão participar das etapas de fiscalização e auditoria dos sistemas eleitorais, contribuindo para a verificação e validação das tecnologias utilizadas.

Presidente do TSE, o ministro Kassio Nunes Marques afirmou que o ambiente digital será um dos principais desafios do processo eleitoral.

“Todos sabemos que os desafios desta eleição não serão pequenos. Diante de um ecossistema digital complexo, o uso ético e responsável das ferramentas de Inteligência Artificial depende, indubitavelmente, da participação de todos os contendores da eleição e da Justiça Eleitoral”, declarou.

O ministro também reafirmou o compromisso da Corte com a imparcialidade e a segurança jurídica durante o pleito.

“Renovo, em nome do TSE, o compromisso de imparcialidade na solução das disputas trazidas em juízo, bem como a fiel observância aos precedentes fixados pelo colegiado. Tenho a convicção de que Vossas Senhorias, da mesma forma, envidarão todos os esforços para manter o nível do debate público, de forma a concentrar o esforço de campanha na apresentação de soluções aos muitos problemas que persistem em nosso amado país”, afirmou.

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Gestão Nilda inicia maior investimento recente em sinalização viária de Parnamirim

A gestão da prefeita Nilda Cruz iniciou, nesta semana, uma das maiores ações de modernização da sinalização viária já realizadas em Parnamirim. Com investimento superior a R$ 2,5 milhões, a iniciativa reforça o compromisso da administração municipal com a segurança no trânsito, a mobilidade urbana e a qualidade de vida da população.

A prefeita acompanhou de perto o início dos trabalhos, que preveem a implantação de cerca de 7 mil metros quadrados de sinalização horizontal com tecnologia termoplástica de alta durabilidade, material que oferece mais visibilidade, resistência e eficiência para a organização do tráfego.

O investimento integra um conjunto de ações estruturantes colocadas em prática pela gestão Nilda para enfrentar problemas históricos e preparar a cidade para o crescimento dos próximos anos. Além da revitalização da sinalização horizontal, o programa contempla a modernização da rede semafórica, com a implantação de equipamentos mais modernos e manutenção permanente dos sistemas.

A iniciativa representa um marco para a mobilidade urbana de Parnamirim, fortalecendo a segurança de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. A expectativa é que as melhorias contribuam para um trânsito mais organizado, reduzam riscos de acidentes e garantam mais eficiência na circulação de veículos em diversos pontos da cidade.

“Estamos trabalhando para construir uma cidade mais segura, organizada e preparada para o futuro. Esse investimento demonstra o compromisso da nossa gestão com obras e ações que geram resultados concretos para a população”, destacou a prefeita Nilda Cruz.

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Fim da escala 6×1: Mudança terá custo bilionário a municípios, diz associação

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A PEC que prevê o fim da escala 6×1 aguarda votação no Senado após ser aprovada pela Câmara dos Deputados. O texto reduz a jornada semanal para 40 horas, distribuídas em cinco dias de trabalho.

A medida já preocupa municípios e setores da economia. Segundo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, a mudança pode provocar reajuste de até 8% nas tarifas de ônibus municipais. Nesse cenário, as prefeituras teriam de escolher entre repassar o aumento aos usuários ou ampliar os subsídios ao transporte público.

O presidente da Associação Paulista de Municípios, Fred Guidoni, afirmou que os impactos vão além do transporte e atingem áreas como saúde, educação, limpeza urbana e obras públicas.

“No final do dia, quem vai pagar essa conta é o orçamento público”, declarou.

De acordo com dados da Confederação Nacional dos Municípios, a redução da jornada exigiria a contratação de mais de 700 mil servidores em todo o país, gerando um custo estimado de quase R$ 40 bilhões. Apenas em São Paulo, seriam necessários cerca de 100 mil novos servidores, com impacto de aproximadamente R$ 10 bilhões.

Guidoni também alertou para possíveis prejuízos na prestação dos serviços públicos, especialmente em cidades menores e com dificuldades financeiras.

“Se imediatamente não fizer a reposição dessa mão de obra ou a substituição, os serviços têm uma tendência natural a serem diminuídos na qualidade de prestação e na quantidade de prestação”, afirmou.

O dirigente defende que, caso a proposta seja aprovada, a implementação ocorra de forma gradual e acompanhada de uma revisão do Pacto Federativo para garantir recursos aos municípios.

“Os municípios já estão endividados por demasia para ter mais dessa responsabilidade nos seus orçamentos”, concluiu.

Opinião dos leitores

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Desembargador Expedito Ferreira engrossa caldo do PSDB e vai acompanhar decisão conjunta para o Governo

O desembargador aposentado Expedito Ferreira de Souza, que tem história no Alto Oeste Potiguar, onde iniciou sua vida no município de Alexandria, e é pré-candidato a Assembleia Legislativa se soma ao grupo do PSDB que vão tomar decisão conjunta para o Governo do Estado.

Dr. Expedito tem vários serviços prestados à magistratura potiguar. Ele foi presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte e do Tribunal Regional Eleitoral, além de ter se destacado como juiz em Mossoró por um grande período.

O caldo no PSDB vem engrossando para se tomar a mesma decisão em relação a governador. Além do presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira, a deputada Cristiane Dantas, o líder do PSDB na Assembleia, Taveira Júnior, o prefeito de Parelhas, Dr. Tiago, a médica Júlia Almeida, pré-candidata a deputada estadual, o ex-vice-governador Fábio Dantas, e o ex-prefeito Flávio de Berói, que concorre a deputado no PSDB e exerce liderança em Nova Cruz e no Agreste. Agora se soma o desembargador Expedito Ferreira, nome que vem sendo trabalhado para a Assembleia Legislativa.

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“Nem no tempo da pandemia sofremos tanto quanto agora”, avalia o presidente da Abrasel

Presidente da Abrasel no RN, Thiago Machado

O fechamento das unidades dos restaurantes Nau e Mangai em Recife, dois dos nomes mais conhecidos da gastronomia nordestina e com forte presença em Natal, acendeu um sinal de alerta entre empresários do setor de alimentação fora do lar. No Rio Grande do Norte, a avaliação é de que o segmento atravessa um dos momentos mais delicados dos últimos anos.

“Nem no tempo da pandemia sofremos tanto quanto agora.” A afirmação é do presidente da Abrasel no RN, Thiago Machado, ao comentar o cenário enfrentado pelos estabelecimentos potiguares. A preocupação encontra respaldo nos números. Levantamento realizado pela associação apontou que 33% dos bares e restaurantes do estado operaram no prejuízo nos primeiros três meses deste ano.

Em Natal, alguns dos restaurantes que encerraram suas atividades recentemente incluem o Restaurante Caicoense (que funcionava no Natal Shopping), o Duma Cozinha e o tradicional português Santa Maria, que fechou após mais de duas décadas de funcionamento na capital potiguar.

Segundo Machado, a dificuldade está diretamente relacionada à incapacidade de repassar custos ao consumidor. Dados da pesquisa mostram que 47% dos estabelecimentos não realizaram qualquer reajuste nos preços dos cardápios nos últimos 12 meses, enquanto outros 48% conseguiram corrigir os valores apenas em linha com a inflação ou abaixo dela.

“O empresário vê seus custos aumentarem, mas encontra um consumidor com renda apertada e menor disposição para gastar. Muitos acabam absorvendo os reajustes para não perder clientes, comprometendo as margens e ampliando o endividamento”, afirma ele.

O problema também se reflete na saúde financeira das empresas. Boa parte dos estabelecimentos do setor declarou possuir algum tipo de pagamento em atraso, segundo dados recentes da entidade. Em todos os levantamentos realizados neste ano, mais de 40% dos bares e restaurantes do Rio Grande do Norte relataram acúmulo de dívidas.

Para a Abrasel, o quadro é agravado pelo elevado custo do crédito e pela redução do poder de compra das famílias brasileiras. Estudos recentes da Confederação Nacional do Comércio (CNC) sobre consumo indicam que os juros elevados têm levado consumidores a adotar uma postura mais cautelosa, reduzindo gastos em setores de serviços e lazer, justamente os mais dependentes da renda disponível.

A pressão sobre os custos também permanece elevada. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), compilados pela Abrasel, mostram que a inflação continua impactando alimentos e bebidas, principais insumos do setor, enquanto bares e restaurantes seguem encontrando dificuldades para repassar integralmente esses aumentos aos consumidores.

A pressão inflacionária sobre custos e insumos apontada por Thiago Machado não afeta apenas bares e restaurantes. Em busca de maior competitividade, empresas tradicionais de outros setores têm transferido parte de suas operações para o Paraguai, atraídas pela chamada Lei de Maquila, que simplifica a tributação e reduz a burocracia para exportadores. Marcas como Lupo, JBS e BRF estão entre as companhias que já aderiram ao modelo.

Nesse contexto, o encerramento das operações do Nau e do Mangai em Recife ganhou significado simbólico para empresários da região. Inaugurados em dezembro de 2020 na capital pernambucana, os empreendimentos pertencem a grupos consolidados e mantêm operações de destaque em Natal. O fechamento reforçou a percepção de que nem mesmo marcas consolidadas estão imunes às dificuldades enfrentadas atualmente pelo setor.

Embora a Abrasel ainda aposte em uma recuperação gradual ao longo do ano, a entidade avalia que o momento exige atenção. “O fechamento de grandes operações mostra que o problema não está restrito aos pequenos negócios. Toda a cadeia está sentindo os efeitos de um cenário econômico que comprime receitas, aumenta custos e dificulta investimentos”, acrescenta Thiago Machado.

Informalidade

O aumento dos custos de produção, os juros elevados e a retração do consumo, apontada pelo presidente da Abrasel, vêm pressionando as empresas do setor e limitando sua capacidade de investimento. Nesse contexto, outro fator que preocupa é o avanço da informalidade.

“Quando a informalidade cresce, os primeiros e mais impactados são os pequenos negócios e os trabalhadores que atuam dentro das regras. Empresas que recolhem impostos, cumprem obrigações trabalhistas e seguem a legislação passam a competir em condições desiguais, o que enfraquece todo o ambiente econômico, destaca Thiago Machado.

Para a Abrasel, o aumento da informalidade não é apenas consequência das dificuldades econômicas, mas também um indicativo de que muitos empreendedores encontram obstáculos para permanecer na formalidade. O presidente afirma que “isso exige atenção do poder público e a construção de políticas que estimulem a geração de empregos, reduzam a burocracia e fortaleçam a competitividade dos negócios formais”, sob pena de, segundo ele, “a situação se agravar ainda mais no setor de bares e restaurantes”.

Opinião dos leitores

  1. Essa conta será para o próximo presidente e governador…o estrago que o PT fez, vai durar uns cinco anos!

  2. CONTRAPONDO A ENTREVISTA, NATAL VAI NA CONTRAMAO. O PLANO PALUMBO, PETRÓPOLIS/TIROL, RECENTEMENTE INAUGUROU DOIS NOVOS RESTAURANTES. PASSE PELO BAIRRO DE QUINTA A SEXTA FEIRA QUE A MAIORIA ESTÃO LOTADOS. QUEM NÃO INOVA, RENOVA O CARDÁPIO, TENDE A FICAR PARA TRÁS E FECHAR AS PORTAS.

  3. É que no tempo da pandemia o Brasil tinha im presidente no comando.
    Hoje temos um politiqueiro turista andarilho acabando destruindo o País.
    Essa a diferença.
    Poderiamos está hoje em outros patamares, o avião tinha decolado mas jogaram no chão de novo, vamos ter que suar pra botar pra voar de novo.
    O governo era bom, não tinha escandalos de corrupção, agora estoura um semanalmente.
    É muito roubo por tudo que é direçao.

  4. A qualidade da comida do Mangai no Midway caiu bastante. A última vez que fui almoçar e levei convidados visitando Natal, percebemos que não tem nada semelhante ao Mangai de anos aqui em Natal.

  5. Só a jumentada cognitiva faz de conta que não vê o esfacelamento da economia nos governos PeTralhas! É só o grosso entrando até nós PeTralhas…kkkkkkk

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