Saúde

O que explica a lenta vacinação contra covid-19 na União Europeia

Foto: EPA

Apesar de seu peso econômico e diplomático, a União Europeia (UE) vem enfrentando problemas em seu programa de vacinação, iniciado no fim de dezembro. O total de imunizados até agora está bem abaixo de países como Estados Unidos e Reino Unido.

Na média dos países do bloco, o índice é de 14,2%, segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês). O total dos que já receberam as duas doses da vacina é de apenas 6%.

No início de abril, a Organização Mundial da Saúde (OMS) criticou a lentidão da vacinação no continente europeu, o que poderia resultar “no prolongamento da pandemia”.

Vários fatores explicam os percalços da campanha de vacinação no bloco europeu.

E não é pela falta de compra de imunizantes: foram fechados acordos com quatro laboratórios que totalizam 1,1 bilhão de doses, além de mais 500 milhões em opções futuras.

São aplicadas atualmente na UE as vacinas da Pfizer-BioNtech, Moderna e Astrazeneca/Oxford. As primeiras entregas da Janssen, da Johnson & Johnson, estão previstas a partir de 19 de abril.

Outros dois contratos foram firmados com a alemã Curevac e a francesa Sanofi, que ainda não solicitaram autorização de uso na União Europeia, e representam outros 500 milhões de doses potenciais.

No total, os gastos da UE com vacinas ultrapassam 2 bilhões de euros (R$ 13,4 bilhões).

Por que a vacinação está lenta?

O comissário europeu da indústria, Thierry Breton, responsável pela campanha de vacinação na UE, prefere apontar um responsável pela lentidão da imunização nos países do bloco: o laboratório britânico AstraZeneca, que entregou apenas 30 milhões de doses das 120 milhões previstas no primeiro trimestre do ano e ainda com atraso.

“Se tivéssemos recebido 100% das vacinas AstraZeneca previstas no contrato, a União Europeia estaria hoje no mesmo patamar da Grã-Bretanha em termos de vacinação”, disse o comissário, acrescentando que o “vácuo” registrado “é devido unicamente às falhas nas entregas da AstraZeneca.”

No segundo trimestre, o laboratório sueco-britânico deverá entregar na UE apenas 70 milhões de doses, menos da metade das 180 milhões previstas.

Discussões na Europa apontam outros erros na estratégia de vacinação do bloco, a começar pela demora na aquisição das vacinas, diferentemente do que fizeram os Estados Unidos. O governo do ex-presidente Donald Trump começou a investir para acelerar o desenvolvimento de imunizantes contra a covid-19 em abril do ano passado.

O presidente da França, Emmanuel Macron, reconheceu em um discurso recente que a Europa não soube agir rapidamente em relação às vacinas. “Somos muito lentos, muito complexos e reagimos menos rápido do que os Estados Unidos”, declarou Macron.

Segundo ele, os americanos foram “mais ambiciosos”, e a Europa precisa voltar a ter “gosto do risco”, se referindo às futuras vacinas de segunda geração contra a covid-19.

Em junho passado, a UE decidiu fazer compras conjuntas de vacinas contra a covid-19, que ficaram a cargo da Comissão Europeia.

O objetivo foi garantir condições mais vantajosas nas negociações por conta dos grandes volumes, além de proteger os pequenos países do bloco, com mais dificuldades para adquirir imunizantes de maneira isolada. A distribuição é feita de maneira proporcional à população.

Recentemente, Macron voltou a defender essa estratégia. Mas as compras envolvendo 27 países membros, com burocracias na tomada de decisões e negociações longas para tentar garantir melhores preços, atrasaram o processo.

A UE também demorou para adquirir vacinas com a nova tecnologia de RNA mensageiro, da Pfizer e da Moderna. Os primeiros contratos com esses dois laboratórios foram firmados só em novembro.

Devido à falta de doses, alguns países do bloco começaram a evocar a possibilidade de comprar sozinhos outras vacinas, como a russa Sputnik V, que ainda não tem autorização de uso na Europa.

Foi o que fez a Hungria, que preferiu nem esperar o aval da agência europeia. Resultado: 25,5% da população húngara já recebeu a primeira dose, bem acima da média europeia, e quase 10% tomou a segunda.

Recentemente, o país registrou um pico no número de mortes diárias, com base na média dos últimos sete dias.

Além disso, houve problemas de logística para distribuição das vacinas na Europa e de adaptação da capacidade de produção no continente.

Ceticismo com a AstraZeneca

Esses problemas logísticos foram solucionados, e o número de unidades de fabricação dos imunizantes contra a covid-19 vem sendo ampliado na Europa.

Mas há um outro fator que pode perdurar e dificultar a aceleração da campanha de vacinação no bloco: a desconfiança em relação à vacina da AstraZeneca por parte da população do continente.

Isso está levando várias pessoas a cancelarem agendamentos e preferirem os imunizantes da Pfizer ou da Moderna, mesmo que seja necessário esperar por sua disponibilidade.

O ceticismo em relação à AstraZeneca é devido aos raros casos de tromboses e embolias que foram detectados e levaram 12 países da UE a suspender temporariamente, em meados de março, a aplicação dessa vacina.

Após análise de um total de 29 casos de trombose na época, a Agência Europeia do Medicamento informou que ela “é segura e eficaz” e que não há uma relação direta entre o imunizante e os casos relatados. A OMS também fez declarações nesse sentido.

Diferentemente dos demais países do bloco, a Finlândia e a Dinamarca preferiram, no entanto, prolongar a suspensão por algumas semanas.

Na França, ocorreram alguns casos de mortes de pessoas que tomaram o imunizante e tiveram coágulos sanguíneos, inclusive cerebrais. O caso de um jovem de 24 anos que trabalha em um hospital e faleceu dez dias após tomar o imunizante ganhou repercussão.

As autoridades francesas vêm reiterando que a vacina da AstraZeneca é segura, possui o aval da agência sanitária do país e da UE, e que milhões de pessoas já receberam esse imunizante na Europa e no mundo, enquanto há apenas algumas dezenas de casos de efeitos graves.

Ou seja, que o risco é muito baixo e o benefício de ser vacinado é bem maior.

O primeiro-ministro francês, Jean Castex, foi imunizado com a vacina da AstraZeneca em frente às câmeras de TV. A chanceler alemã, Angela Merkel, informou que também tomará esse imunizante.

Mas a desconfiança de uma parte dos franceses e europeus não foi dissipada.

Na França, locais de vacinação no norte do país ficaram com centenas doses de Astrazeneca encalhadas no último final de semana e tiveram de fechar antes do horário previsto por falta de interessados.

Em Calais, no norte, a prefeita informou que tinha 550 doses de AstraZeneca e apenas 70 agendamentos previstos para os próximos dias.

Segundo responsáveis de centros de vacinação na França, as vagas para tomar vacinas da Pfizer e da Moderna desaparecem em poucos minutos, enquanto as da AstraZeneca levam até dois dias para serem preenchidas.

Vários médicos de consultórios e farmacêuticos, que também podem aplicar a AstraZeneca na França, informam que houve cancelamentos para tomar essa vacina e alguns enfrentam dificuldades para encontrar interessados.

Além dos supostos efeitos colaterais, falhas na comunicação sobre essa vacina por parte das autoridades também contribuiu para criar uma confusão sobre o imunizante, com diferentes mudanças em relação às faixas etárias autorizadas.

Na França, inicialmente, a recomendação inicial da agência de saúde era de aplicar esse imunizante apenas em pessoas com até 65 anos. Outros países europeus, como Bélgica e Suécia, fizeram o mesmo (na Espanha, era só até 55 anos).

O argumento é de que os estudos não indicavam os eventuais riscos e eficácia para populações mais idosas.

Logo depois, a França resolveu autorizar o imunizante para todas as idades. Após o período de suspensão dessa vacina decorrente dos casos de trombose, a França decidiu limitar a vacinação com AstraZeneca a quem tem mais de 55 anos. O argumento foi de que as reações adversas ocorreram com pessoas jovens.

Na Alemanha, o governo passou a autorizar essa vacina só para pessoas com mais de 60 anos. No país, também tem ocorrido o mesmo que na França: locais de vacinação com a vacina da AstraZeneca vazios e os que aplicam o imunizante da Pfizer têm fila de espera.

‘Vacinódromo’

Alguns especialistas consideram que o ceticismo em relação à AstraZeneca será superado com a ampliação das campanhas de imunização e o aumento do número de pessoas vacinadas. Outros argumentam que as autoridades deveriam fazer campanhas de informação a respeito.

Para completar a desconfiança de parte dos europeus, a AstraZeneca decidiu mudar de nome na Europa e passou a se chamar Vaxzevria. Curiosamente, o laboratório não publicou comunicado sobre isso. A mudança foi vista no site da agência sanitária europeia.

Segundo especialistas, a mudança de nome de uma empresa ou marca não resolve seus problemas. Se a desconfiança perdurar, isso poderá atrasar o ritmo da vacinação na União Europeia, já que os países contam com a vacina da AstraZeneca para ampliar o número de pessoas imunizadas.

“Vacinar, vacinar, vacinar, de manhã, tarde, noite, aos domingos e feriados”, afirmou Macron.

A partir desta terça-feira (6/4), por exemplo, o icônico Stade de France, nos arredores de Paris, se tornará um “vacinódromo” que simbolizará a tão esperada aceleração da vacinação contra a covid-19 no país.

Mas, por enquanto, faltaram as doses para isso. Em abril, a França prevê receber mais doses de imunizantes do que o total das entregas nos últimos três meses.

O comissário europeu Thierry Breton, responsável pela vacinação, declarou que a imunidade coletiva na União Europeia poderá ser atingida em meados de julho.

UOL

Opinião dos leitores

  1. Se não fosse a Coronavac dos comunistas chineses com o Butantan , estaríamos numa situação vacinal pior.
    Bolsonaro desdenhou da coronavac.

  2. E o Brasil segue batendo recordes de vacinação, para desespero dos “lacradores”. Se os governadores e prefeitos da oposição deixassem de politicagem e ajudassem o Brasil, estaríamos numa situação ainda melhor.

  3. A verdade é que o europeu está esperando o resultado em outros países, só após isto muitos irão se vacinar.
    O Presidente da França expõe isso em seu discurso, a europa tem que criar gosto pelo risco.
    Infelizmente o mundo virou um grande laboratório cheio de cobaias, mas é o que temos para hoje.

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[VÍDEO] DE OLHO NO NORDESTE: Flávio Bolsonaro acena à região onde Lula venceu nos nove estados e diz acreditar em vitória no 2º turno

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) publicou nas redes sociais nesta quinta-feira (8) um vídeo direcionado aos eleitores do Nordeste, região onde o presidente Lula (PT) venceu nos nove estados no primeiro turno das eleições. Na gravação, o senador afirma que o Nordeste é a “solução do Brasil” e diz acreditar que conquistará o apoio dos nordestinos no segundo turno.

Durante o discurso, Flávio afirmou que a região foi responsável pela eleição de seu pai, Jair Bolsonaro, em 2018, e declarou que pretende voltar ao Nordeste com o ex-presidente para agradecer aos eleitores. “A gente vai voltar aqui, junto com o presidente Jair Messias Bolsonaro pessoalmente, para agradecer a cada um de vocês, devolver justiça para o Brasil e entregar prosperidade para o povo nordestino”, disse.

Apesar da declaração, Jair Bolsonaro perdeu para Fernando Haddad (PT) no Nordeste em 2018. Naquele segundo turno, Haddad recebeu 69,7% dos votos válidos na região, contra 30,3% do candidato do PL.

No primeiro turno de 2026, Lula venceu nos nove estados nordestinos. Na Bahia, recebeu 66,17% dos votos, enquanto Flávio obteve 28,53%. No Ceará, o petista teve 63,29%, contra 31,27% do adversário. Em Pernambuco, Lula alcançou 63,45%, ante 31,03% do senador.

No Rio Grande do Norte, Lula recebeu 59,75% dos votos, enquanto Flávio Bolsonaro registrou 34,77%. Já no Piauí, o presidente obteve 70,99%, seu maior percentual entre os estados apresentados na reportagem.

Em todo o Brasil, Flávio terminou o primeiro turno com 56,1 milhões de votos (47,03%), contra 53,8 milhões (45,16%) de Lula.

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REPASSES ATRASADOS: Após reunião com Governo do RN, Femurn ameaça ir à Justiça por dívida de R$ 253 milhões aos municípios

Foto: Reprodução

A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) cobrou do Governo do Estado o pagamento de R$ 253 milhões em repasses atrasados às prefeituras potiguares. Durante reunião nesta quarta-feira (7), o presidente da entidade, José Augusto Rêgo, exigiu a regularização dos valores e a implantação das transferências diretas às contas municipais, conforme determina a legislação em vigor desde 19 de setembro.

Segundo José Augusto, o governo se comprometeu a pagar nesta sexta-feira (9) uma parcela pendente do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), além de três das quatro parcelas atrasadas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

Uma nova reunião está marcada para sexta-feira (9), às 10h, com representantes do Governo do Estado, da Femurn e do Banco do Brasil. O encontro é considerado pela entidade a última tentativa de solucionar administrativamente os atrasos. Caso não haja acordo, a federação pretende acionar os órgãos de controle.

A legislação determina que os recursos do ICMS, do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e do Fundeb sejam transferidos diretamente às contas das 167 prefeituras, sem passar pela conta única estadual. Segundo a Femurn, o Banco do Brasil já informou que não existem impedimentos operacionais para a implantação do sistema, restando ao governo formalizar o convênio.

“Não tem mais acordo, não tem mais negociação. A negociação é cumprir a lei e pagar o atrasado”, afirmou José Augusto. O dirigente destacou que os atrasos comprometem despesas municipais, incluindo o pagamento dos servidores. “Não se paga crise com o dinheiro dos outros”, declarou.

Em setembro, a Femurn já havia denunciado mais de R$ 260 milhões em transferências constitucionais pendentes. Na ocasião, o governo anunciou o pagamento de R$ 137 milhões referentes ao ICMS e ao Fundeb.

Com informações do BNews RN

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ELEIÇÕES 2026: Flávio Bolsonaro pede ajuda ao presidente da Colômbia contra o tráfico e o convida para sua posse

Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ao presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, apoio no combate ao tráfico de drogas durante uma videochamada entre os dois. Candidato à Presidência da República, Flávio também convidou o colombiano para uma eventual posse em janeiro, embora ainda dispute o segundo turno contra o presidente Lula (PT), marcado para 25 de outubro.

“Vou implementar um regime muito duro aqui no Brasil e vou precisar muito conversar com o senhor para a gente ter esse intercâmbio de informações”, afirmou Flávio. Espriella, que assumiu a Presidência colombiana em agosto, concordou que o tráfico é um problema global e defendeu a cooperação entre países que compartilham fronteiras.

Flávio propôs ainda a troca de informações e a entrega de criminosos procurados pelos dois países. Brasil e Colômbia dividem aproximadamente 1.600 quilômetros de fronteira na região amazônica.

Durante a conversa, o senador também afirmou que, caso seja eleito, pretende integrar o Brasil ao Escudo das Américas, iniciativa de segurança lançada pelos Estados Unidos para combater organizações criminosas na região, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho.

A videochamada foi transmitida pelo canal de Eduardo Bolsonaro no YouTube. No primeiro turno, Flávio recebeu 47% dos votos, contra 45% de Lula, segundo os números apresentados pela reportagem.

Com informações de O Globo

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Bolsonaristas apontam oportunidade para Hugo Motta fazer gesto à direita e buscar reeleição na Câmara

Foto: Kebec Nogueira/Metrópoles

Lideranças bolsonaristas avaliam que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pode usar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal como forma de se aproximar da direita e conquistar apoio para sua reeleição ao comando da Casa. A informação é da coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles.

Segundo aliados de Flávio Bolsonaro (PL), Motta poderia acelerar a votação da proposta, que atualmente tramita em uma comissão especial, e levá-la ao plenário. A medida seria interpretada como um aceno aos bolsonaristas, que ficaram insatisfeitos com o deputado após ele declarar apoio à reeleição do presidente Lula no primeiro turno.

Desde segunda-feira (5), Motta começou a procurar deputados eleitos e reeleitos para buscar apoio à sua permanência na presidência da Câmara. No entanto, enfrenta resistência principalmente no PL, que elegeu a maior bancada da próxima legislatura, com 121 deputados, e avalia disputar o comando da Casa.

Uma ala do PL, por outro lado, defende priorizar a presidência do Senado para concentrar esforços em pautas contrárias ao Supremo Tribunal Federal (STF). Nesse cenário, o partido poderia abrir mão da presidência da Câmara em favor de uma legenda do Centrão.

 

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ESTRATÉGIAS OPOSTAS: Flávio amplia alianças partidárias, enquanto Lula aposta em influenciadores e muda comunicação no 2º turno

Foto: O Globo

As campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) adotaram estratégias diferentes para o segundo turno da eleição presidencial. Enquanto Flávio intensifica articulações com partidos, governadores e lideranças políticas, Lula aposta em mudanças na comunicação, com vídeos em formato de selfie, participação de influenciadores de esquerda e ações para aumentar a rejeição ao adversário. As informações são do jornal O Globo.

Desde o primeiro turno, Flávio recebeu o apoio de Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), da federação PP-União Brasil, da Frente Parlamentar da Agropecuária, do Novo e do Republicanos. A campanha agora busca atrair Podemos e MDB. Parte dessas legendas integrou a base do governo Lula, inclusive com participação em ministérios.

Já Lula reconheceu problemas na condução da campanha. Em reunião com aliados nesta quarta-feira (7), afirmou que esta foi a campanha “menos organizada” de que participou desde 1989. Ministros também avaliaram que houve excesso de foco nas realizações do governo, sem apresentação suficiente de propostas para um eventual quarto mandato.

A nova estratégia petista inclui maior presença de Lula nas redes sociais, vídeos curtos e aproximação com influenciadores de esquerda e parlamentares eleitos com forte atuação digital. O presidente também pretende ampliar entrevistas em rádios e intensificar o contato direto com os eleitores.

Nesta quarta-feira, Lula publicou vídeos em formato de selfie, incluindo um sobre o fim da escala 6×1, no qual questionou a posição de Flávio Bolsonaro. A campanha também passou a explorar declarações do adversário para associá-lo a possíveis cortes em programas sociais.

A mudança foi ironizada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que criticou a aposta de Lula em vídeos gravados pelo próprio presidente. Enquanto isso, Flávio reuniu a bancada eleita do PL em Brasília para alinhar a atuação dos parlamentares e reforçar as articulações políticas para o segundo turno.

Com informações de O Globo

Opinião dos leitores

  1. O Globo deveria ter sido mais claro, Lula APOSTA NA MENTIRA. Os pilares da esquerda são: Mentira, hipocrisia e corrupção. Hoje, nem os analfabetos acreditam mais no PT. Vota no PT quem resolve ser cúmplice.

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CRISE INTERNA: Janja vira alvo de insatisfação por participação excessiva na campanha de Lula

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

As críticas à primeira-dama Janja Lula da Silva cresceram dentro do PT depois que o presidente Lula terminou o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o Poder360, integrantes do partido consideram inconvenientes as interrupções da primeira-dama em reuniões de campanha e reclamam de suas interferências nas decisões eleitorais.

Um dos episódios ocorreu nesta quarta-feira (7), durante encontro de Lula com parlamentares jovens do PT. Janja teria interrompido falas dos participantes. Na coordenação da campanha, também há insatisfação com sua presença constante em comícios, especialmente quando canta o jingle “Tapete vermelho”, que exalta a trajetória política do presidente.

As críticas são feitas reservadamente para evitar desagradar Lula, que, segundo a publicação, trata o assunto como tabu. Integrantes do partido também avaliam que Janja dificulta a chegada de informações ao presidente por exercer controle excessivo sobre o acesso a ele.

A ex-senadora Kátia Abreu (PT), coordenadora da campanha de Lula no Tocantins, criticou publicamente a atuação da primeira-dama. Na quarta-feira (7), afirmou que Janja está ocupando um espaço maior do que o vice-presidente Geraldo Alckmin. A mesma reclamação havia sido apresentada durante reunião com Lula e aliados na terça-feira (6), em Brasília.

O Poder360 também relembrou o episódio de maio de 2025, quando Janja abordou o presidente chinês Xi Jinping sobre possíveis danos do TikTok a mulheres e crianças, causando constrangimento durante uma reunião oficial.

Com informações do Poder360

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PODERDATA/AYA: Rejeição a Flávio Bolsonaro cai para 43%; Lula registra 46%

Fotos: Estadão Conteúdo e Ricardo Stuckert/PR

Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (8) mostra que a rejeição ao senador Flávio Bolsonaro (PL) caiu de 46% para 43% em uma semana. Já o percentual de eleitores que afirmam não votar no presidente Lula (PT) de jeito nenhum passou de 47% para 46%. O levantamento foi realizado entre os dias 5 e 7 de outubro.

De acordo com a pesquisa, 43% dos entrevistados afirmam que Flávio Bolsonaro é o único candidato em quem votariam, ante 38% na rodada anterior. Outros 8% dizem que poderiam votar no senador, percentual que era de 9% na semana passada.

No caso de Lula, 42% declaram que o presidente é o único candidato em quem votariam, contra 40% no levantamento anterior. Outros 8% afirmam que poderiam votar nele, ante 9% na pesquisa passada.

O PoderData/Aya entrevistou 3 mil eleitores em 705 municípios das 27 unidades da Federação, entre 5 e 7 de outubro, por telefone. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08134/2026.

Com informações do Poder360

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[VÍDEO] Cartazes de Lula e críticas a Flávio Bolsonaro aparecem nas paredes do IFRN de Apodi

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra cartazes com conteúdo político nas dependências identificadas como o campus do IFRN, em Apodi, na região Oeste potiguar. As imagens registram materiais com fotografia e declaração do presidente Lula, além de críticas ao senador Flávio Bolsonaro.

Entre os materiais expostos, aparece um cartaz com a frase “Quem vota em Flávio Bolsonaro vota também no vice acusado de estupro”. Não há informações sobre quem colocou os cartazes ou quando foram instalados.

Opinião dos leitores

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Publicitário Pedro Ratts escreve sobre os 25 anos da agência Ratts Ratis

Foto: Cedida

A agência de propaganda Ratts Ratis, que leva o meu sobrenome (o Ratts da minha mãe com o Ratis do meu pai), chega aos seus vinte e cinto anos, completados em 8 de outubro de 2026. Completar vinte e cinco anos não foi tão difícil. Difícil mesmo é aguentar a saudade de cada dia, cada mês, cada ano que passou nesta longa jornada. Clientes que se tornaram amigos, amigos que se tornaram clientes, colaboradores que se tornaram amigos e amigos que se tornaram colaboradores. Muita história para contar. Muita coisa pra celebrar.

Nós começamos em 2001 com cinco pessoas: eu, minha esposa, Cleidinha, minha irmã, Tereza, Gracinha, também conhecida como Xuxinha e nosso querido e agora saudoso Nildo, que infelizmente nos deixou, precocemente, quinze dias atrás. Tudo começou num espaço emprestado pelo meu querido Felinto Rodrigues, o Felintão. Um vão só, sem salas, cinco birôs, cinco cadeiras e um sonho: fazer propaganda boa no Rio Grande do Norte. Lembro que a gente não tinha dinheiro para contratar telefonista e nem central telefônica. Então compramos um telefone sem fio e quando Xuxinha atendia com um “Ratts Ratis Comunicação bom dia”, ela dizia: “um instante que eu vou ‘transferir’ a ligação para o departamento de criação”… e lá ia ela correndo com o telefone sem fio na mão e me entregava. E aí eu atendia: “equipe de criação, bom dia! (só eu mesmo criando)” E foi assim que a gente começou.

Nós fomos a primeira agência a rodar um filme publicitário em película no mercado, com a modelo internacional potiguar Fernanda Tavares, para a Toli. Fomos a primeira agência a investir no digital no mercado, e, inclusive, a fazer um lançamento imobiliário no online, pelo Twitter, para a construtora Paiva Gomes. Fomos a primeira agência a lançar no mercado local uma campanha toda feita com inteligência artificial, para a Clínica Vacina. Fizemos sempre o nosso melhor, com acertos e erros, vitórias e derrotas, bons e maus momentos, mas com uma certeza: foram vinte e cinco anos felizes, o que nos projeta para seguir em frente, sempre fazendo o nosso melhor. Obrigado a todos os que fizeram parte desta história: equipes, colaboradores, clientes, veículos, fornecedores, amigos e todos os que, de alguma forma, nos ajudaram a estar aqui, comemorando esta data. É muito bom fazer o que se ama. Eu amo ser publicitário. Que venham mais vinte e cinco anos. Muito obrigado. De coração.

Opinião dos leitores

  1. Você merece todo reconhecimento empresarial nesse mercado publicitário Pedrito. Sua jornada foi marcado por momentos de muita luta, alegria, superação, coragem e muito trabalho. Que Deus continue te abençoando e que a RATTS RATIS continue trilhando todo sucesso merecido.

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PODERDATA/AYA: Flávio Bolsonaro lidera com 53% dos votos válidos contra 47% de Lula

Fotos: Evaristo Sá e Ricardo Stuckert

A primeira pesquisa PoderData/Aya realizada após o primeiro turno das eleições de 2026, divulgada nesta quinta-feira (8), aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) na liderança da disputa presidencial para o segundo turno. No confronto direto contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o candidato liberal registra 53% dos votos válidos, enquanto o petista soma 47%.

O levantamento revela uma mudança no ritmo da corrida pelo Planalto em relação ao cenário das urnas no último domingo (4), quando Flávio obteve 47,03% dos votos válidos e Lula alcançou 45,16%, uma diferença estreita de 1,87 ponto percentual. Na nova sondagem, a dianteira do senador dobrou e passou a ser de 6 pontos percentuais.

De acordo com o instituto, em apenas uma semana a intenção de voto em Lula recuou 3 pontos percentuais, ao passo que a taxa de Flávio avançou na mesma proporção, consolidando a vantagem numérica do candidato do PL na largada da nova fase da campanha. No primeiro turno, o senador contabilizou 56.104.503 votos válidos, superando os 53.879.538 sufrágios recebidos pelo atual presidente.

A pesquisa PoderData/Aya foi conduzida com recursos próprios e realizada por meio de ligações para telefones fixos e celulares entre os dias 5 e 7 de outubro.

O levantamento ouviu 3.000 eleitores distribuídos em 705 municípios das 27 unidades da Federação. Para garantir a fidelidade representativa da população brasileira em termos de sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, a execução exigiu dezenas de milhares de chamadas telefônicas até a consolidação da amostra final. A margem de erro estimada é de 1,8 ponto percentual, para um intervalo de confiança de 95%. O estudo está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08134/2026.

Com informações do Poder360

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