Saúde

O que explica a lenta vacinação contra covid-19 na União Europeia

Foto: EPA

Apesar de seu peso econômico e diplomático, a União Europeia (UE) vem enfrentando problemas em seu programa de vacinação, iniciado no fim de dezembro. O total de imunizados até agora está bem abaixo de países como Estados Unidos e Reino Unido.

Na média dos países do bloco, o índice é de 14,2%, segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês). O total dos que já receberam as duas doses da vacina é de apenas 6%.

No início de abril, a Organização Mundial da Saúde (OMS) criticou a lentidão da vacinação no continente europeu, o que poderia resultar “no prolongamento da pandemia”.

Vários fatores explicam os percalços da campanha de vacinação no bloco europeu.

E não é pela falta de compra de imunizantes: foram fechados acordos com quatro laboratórios que totalizam 1,1 bilhão de doses, além de mais 500 milhões em opções futuras.

São aplicadas atualmente na UE as vacinas da Pfizer-BioNtech, Moderna e Astrazeneca/Oxford. As primeiras entregas da Janssen, da Johnson & Johnson, estão previstas a partir de 19 de abril.

Outros dois contratos foram firmados com a alemã Curevac e a francesa Sanofi, que ainda não solicitaram autorização de uso na União Europeia, e representam outros 500 milhões de doses potenciais.

No total, os gastos da UE com vacinas ultrapassam 2 bilhões de euros (R$ 13,4 bilhões).

Por que a vacinação está lenta?

O comissário europeu da indústria, Thierry Breton, responsável pela campanha de vacinação na UE, prefere apontar um responsável pela lentidão da imunização nos países do bloco: o laboratório britânico AstraZeneca, que entregou apenas 30 milhões de doses das 120 milhões previstas no primeiro trimestre do ano e ainda com atraso.

“Se tivéssemos recebido 100% das vacinas AstraZeneca previstas no contrato, a União Europeia estaria hoje no mesmo patamar da Grã-Bretanha em termos de vacinação”, disse o comissário, acrescentando que o “vácuo” registrado “é devido unicamente às falhas nas entregas da AstraZeneca.”

No segundo trimestre, o laboratório sueco-britânico deverá entregar na UE apenas 70 milhões de doses, menos da metade das 180 milhões previstas.

Discussões na Europa apontam outros erros na estratégia de vacinação do bloco, a começar pela demora na aquisição das vacinas, diferentemente do que fizeram os Estados Unidos. O governo do ex-presidente Donald Trump começou a investir para acelerar o desenvolvimento de imunizantes contra a covid-19 em abril do ano passado.

O presidente da França, Emmanuel Macron, reconheceu em um discurso recente que a Europa não soube agir rapidamente em relação às vacinas. “Somos muito lentos, muito complexos e reagimos menos rápido do que os Estados Unidos”, declarou Macron.

Segundo ele, os americanos foram “mais ambiciosos”, e a Europa precisa voltar a ter “gosto do risco”, se referindo às futuras vacinas de segunda geração contra a covid-19.

Em junho passado, a UE decidiu fazer compras conjuntas de vacinas contra a covid-19, que ficaram a cargo da Comissão Europeia.

O objetivo foi garantir condições mais vantajosas nas negociações por conta dos grandes volumes, além de proteger os pequenos países do bloco, com mais dificuldades para adquirir imunizantes de maneira isolada. A distribuição é feita de maneira proporcional à população.

Recentemente, Macron voltou a defender essa estratégia. Mas as compras envolvendo 27 países membros, com burocracias na tomada de decisões e negociações longas para tentar garantir melhores preços, atrasaram o processo.

A UE também demorou para adquirir vacinas com a nova tecnologia de RNA mensageiro, da Pfizer e da Moderna. Os primeiros contratos com esses dois laboratórios foram firmados só em novembro.

Devido à falta de doses, alguns países do bloco começaram a evocar a possibilidade de comprar sozinhos outras vacinas, como a russa Sputnik V, que ainda não tem autorização de uso na Europa.

Foi o que fez a Hungria, que preferiu nem esperar o aval da agência europeia. Resultado: 25,5% da população húngara já recebeu a primeira dose, bem acima da média europeia, e quase 10% tomou a segunda.

Recentemente, o país registrou um pico no número de mortes diárias, com base na média dos últimos sete dias.

Além disso, houve problemas de logística para distribuição das vacinas na Europa e de adaptação da capacidade de produção no continente.

Ceticismo com a AstraZeneca

Esses problemas logísticos foram solucionados, e o número de unidades de fabricação dos imunizantes contra a covid-19 vem sendo ampliado na Europa.

Mas há um outro fator que pode perdurar e dificultar a aceleração da campanha de vacinação no bloco: a desconfiança em relação à vacina da AstraZeneca por parte da população do continente.

Isso está levando várias pessoas a cancelarem agendamentos e preferirem os imunizantes da Pfizer ou da Moderna, mesmo que seja necessário esperar por sua disponibilidade.

O ceticismo em relação à AstraZeneca é devido aos raros casos de tromboses e embolias que foram detectados e levaram 12 países da UE a suspender temporariamente, em meados de março, a aplicação dessa vacina.

Após análise de um total de 29 casos de trombose na época, a Agência Europeia do Medicamento informou que ela “é segura e eficaz” e que não há uma relação direta entre o imunizante e os casos relatados. A OMS também fez declarações nesse sentido.

Diferentemente dos demais países do bloco, a Finlândia e a Dinamarca preferiram, no entanto, prolongar a suspensão por algumas semanas.

Na França, ocorreram alguns casos de mortes de pessoas que tomaram o imunizante e tiveram coágulos sanguíneos, inclusive cerebrais. O caso de um jovem de 24 anos que trabalha em um hospital e faleceu dez dias após tomar o imunizante ganhou repercussão.

As autoridades francesas vêm reiterando que a vacina da AstraZeneca é segura, possui o aval da agência sanitária do país e da UE, e que milhões de pessoas já receberam esse imunizante na Europa e no mundo, enquanto há apenas algumas dezenas de casos de efeitos graves.

Ou seja, que o risco é muito baixo e o benefício de ser vacinado é bem maior.

O primeiro-ministro francês, Jean Castex, foi imunizado com a vacina da AstraZeneca em frente às câmeras de TV. A chanceler alemã, Angela Merkel, informou que também tomará esse imunizante.

Mas a desconfiança de uma parte dos franceses e europeus não foi dissipada.

Na França, locais de vacinação no norte do país ficaram com centenas doses de Astrazeneca encalhadas no último final de semana e tiveram de fechar antes do horário previsto por falta de interessados.

Em Calais, no norte, a prefeita informou que tinha 550 doses de AstraZeneca e apenas 70 agendamentos previstos para os próximos dias.

Segundo responsáveis de centros de vacinação na França, as vagas para tomar vacinas da Pfizer e da Moderna desaparecem em poucos minutos, enquanto as da AstraZeneca levam até dois dias para serem preenchidas.

Vários médicos de consultórios e farmacêuticos, que também podem aplicar a AstraZeneca na França, informam que houve cancelamentos para tomar essa vacina e alguns enfrentam dificuldades para encontrar interessados.

Além dos supostos efeitos colaterais, falhas na comunicação sobre essa vacina por parte das autoridades também contribuiu para criar uma confusão sobre o imunizante, com diferentes mudanças em relação às faixas etárias autorizadas.

Na França, inicialmente, a recomendação inicial da agência de saúde era de aplicar esse imunizante apenas em pessoas com até 65 anos. Outros países europeus, como Bélgica e Suécia, fizeram o mesmo (na Espanha, era só até 55 anos).

O argumento é de que os estudos não indicavam os eventuais riscos e eficácia para populações mais idosas.

Logo depois, a França resolveu autorizar o imunizante para todas as idades. Após o período de suspensão dessa vacina decorrente dos casos de trombose, a França decidiu limitar a vacinação com AstraZeneca a quem tem mais de 55 anos. O argumento foi de que as reações adversas ocorreram com pessoas jovens.

Na Alemanha, o governo passou a autorizar essa vacina só para pessoas com mais de 60 anos. No país, também tem ocorrido o mesmo que na França: locais de vacinação com a vacina da AstraZeneca vazios e os que aplicam o imunizante da Pfizer têm fila de espera.

‘Vacinódromo’

Alguns especialistas consideram que o ceticismo em relação à AstraZeneca será superado com a ampliação das campanhas de imunização e o aumento do número de pessoas vacinadas. Outros argumentam que as autoridades deveriam fazer campanhas de informação a respeito.

Para completar a desconfiança de parte dos europeus, a AstraZeneca decidiu mudar de nome na Europa e passou a se chamar Vaxzevria. Curiosamente, o laboratório não publicou comunicado sobre isso. A mudança foi vista no site da agência sanitária europeia.

Segundo especialistas, a mudança de nome de uma empresa ou marca não resolve seus problemas. Se a desconfiança perdurar, isso poderá atrasar o ritmo da vacinação na União Europeia, já que os países contam com a vacina da AstraZeneca para ampliar o número de pessoas imunizadas.

“Vacinar, vacinar, vacinar, de manhã, tarde, noite, aos domingos e feriados”, afirmou Macron.

A partir desta terça-feira (6/4), por exemplo, o icônico Stade de France, nos arredores de Paris, se tornará um “vacinódromo” que simbolizará a tão esperada aceleração da vacinação contra a covid-19 no país.

Mas, por enquanto, faltaram as doses para isso. Em abril, a França prevê receber mais doses de imunizantes do que o total das entregas nos últimos três meses.

O comissário europeu Thierry Breton, responsável pela vacinação, declarou que a imunidade coletiva na União Europeia poderá ser atingida em meados de julho.

UOL

Opinião dos leitores

  1. Se não fosse a Coronavac dos comunistas chineses com o Butantan , estaríamos numa situação vacinal pior.
    Bolsonaro desdenhou da coronavac.

  2. E o Brasil segue batendo recordes de vacinação, para desespero dos “lacradores”. Se os governadores e prefeitos da oposição deixassem de politicagem e ajudassem o Brasil, estaríamos numa situação ainda melhor.

  3. A verdade é que o europeu está esperando o resultado em outros países, só após isto muitos irão se vacinar.
    O Presidente da França expõe isso em seu discurso, a europa tem que criar gosto pelo risco.
    Infelizmente o mundo virou um grande laboratório cheio de cobaias, mas é o que temos para hoje.

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Geral

AGU e Comissão de Ética Pública endurecem regras sobre viagens oficiais em aeronaves da FAB durante durante campanhas eleitorais

Foto: FAB/divulgação

A Advocacia-Geral da União (AGU) e a Comissão de Ética Pública (CEP) da Presidência reforçaram as regras que proíbem autoridades, políticos e servidores de utilizarem viagens oficiais, custeadas com recursos públicos ou em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), para participar de comícios e outros eventos de campanha.

A atualização da Resolução nº 7/2002 da CEP manteve a vedação à participação em atos político-eleitorais durante viagens de trabalho e retirou um trecho que previa apenas o registro dessas atividades na agenda oficial, eliminando uma interpretação que poderia abrir margem para justificativas.

Cartilha “Condutas Vedadas”

A cartilha “Condutas Vedadas”, publicada pela AGU em abril, também orienta que autoridades não misturem compromissos oficiais com atividades eleitorais. O documento afirma que quem desejar atuar em campanhas deverá se licenciar do cargo, sem remuneração.

As normas também mantêm a proibição de servidores coordenarem financeiramente campanhas eleitorais enquanto ocuparem cargos públicos.

Além disso, a Comissão de Ética preservou a exigência de divulgação das agendas oficiais, que devem informar data, horário, local, assunto, participantes e demais dados previstos pelo sistema de transparência da Controladoria-Geral da União (CGU).

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Geral

VÍDEO: presidente da Câmara de Vitória-ES xinga no microfone ao encerrar sessão: ‘Quero que se f***, vá todo mundo tomar no c*, que meu p** cresça’

O encerramento da sessão ordinária na Câmara Municipal de Vitória (CMV), realizada na noite desta terça-feira (21), chamou atenção de quem acompanhava os trabalhos dos parlamentares. Após declarar o fim dos trabalhos, o presidente da Casa, o vereador Anderson Goggi (Republicanos), proferiu xingamentos e ofensas com o microfone ainda ligado.

Assim que anunciou o encerramento da sessão, o vereador afirmou: “Eu quero que se f****, que vá todo mundo tomar no ** e que o meu *** cresça”. A fala foi captada integralmente pela transmissão ao vivo e repercutiu nas redes sociais.

As declarações foram registradas pela transmissão oficial da Câmara no YouTube e foram proferidas diante de outros parlamentares, servidores e do público que acompanhava a sessão das galerias.

Com o microfone ainda aberto, Goggi aparece visivelmente exaltado e, antes de deixar o plenário, faz xingamentos em voz alta.

Na sessão desta quarta-feira (22), Anderson Goggi se retratou pelo episódio ocorrido após o encerramento da sessão do dia anterior. O vereador afirmou que a declaração foi um desabafo motivado pela frustração de não conseguir votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e disse ser um “cidadão que acerta e que erra”.

g1

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Geral

Shopping Via Direta volta a ser colocado a venda e Justiça Federal condena empresa por litigância de má-fé

Foto: Tripadvisor

A Justiça Federal determinou a retomada do procedimento para venda do Shopping Via Direta, em Natal, com o objetivo de quitar débitos fiscais. Na mesma decisão, o Juiz Federal Marco Bruno Miranda condenou a empresa por litigância de má-fé, ao entender que houve alteração da verdade dos fatos durante o processo.

Após o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) restabelecer a eficácia dos atos expropriatórios, o magistrado determinou a inclusão do empreendimento no procedimento de alienação por iniciativa particular. Nessa modalidade, interessados poderão apresentar propostas diretamente à Justiça através de corretor credenciado.

Na decisão, o Juiz Federal destacou que a Desembargadora Federal convocada Cristina Maria Costa Garcez exerceu juízo de retratação, revogando decisão anterior e restabelecendo a validade dos atos que autorizaram a alienação do imóvel.

O magistrado também registrou que a empresa informou ao Tribunal estar em negociação com a Fazenda Nacional para solucionar a dívida, circunstância que motivou, à época, a retirada do imóvel do leilão. Entretanto, segundo a decisão, transcorridos mais de dezoito meses, não houve evolução das tratativas para um acordo.

Ao fundamentar a condenação, Marco Bruno Miranda afirmou que a instância superior foi induzida a erro pela parte executada, caracterizando violação aos deveres de lealdade, boa-fé e cooperação processual.

Na decisão, o juiz registra: “A Desembargadora Federal foi deliberadamente enganada pela parte executada, em séria violação dos deveres de lealdade, boa-fé e cooperação processual, caracterizadora de litigância de má-fé, por alteração da verdade dos fatos.”

Em razão desse entendimento, a Justiça Federal condenou a empresa ao pagamento de multa por litigância de má-fé, fixada em 1% sobre o valor atualizado da causa.

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Geral

TÁCIO LORRAN: Flávio Bolsonaro emitiu R$ 1,5 milhão em notas para empresas usadas em esquema de Vorcaro

Foto: reprodução/Metrópoles

Por Tácio Lorran, Metrópoles

O escritório de advocacia do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) emitiu e cancelou duas notas fiscais no valor total de R$ 1 milhão em favor de uma empresa de fachada usada por Daniel Vorcaro para movimentar R$ 58 milhões do Banco Master.

As notas indicam que as conexões entre Flávio e Vorcaro vão além das reveladas até agora na crise do Dark Horse. O que se sabia é que o presidenciável conseguiu dinheiro com o dono do Master para financiar o filme do pai.

As duas notas, no valor de meio milhão de reais cada, foram emitidas no dia 7 de abril de 2025 pelo escritório que tem Flávio Bolsonaro como único sócio e eram relacionadas a serviços prestados à Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A. Na mesma ocasião, foram canceladas. Naquele momento, Vorcaro já tinha injetado milhões na empresa de consultoria.

Dois dias depois, em 9 de abril, o escritório de Flávio faturou uma terceira nota, também de R$ 500 mil, desta vez em favor da Contábil Correa. Nesse caso, não há registro de cancelamento.

Confira as notas fiscais:

Primeira nota fiscal emitida pelo escritório de Flávio Bolsonaro em favor da Copenhagen:

Segunda nota fiscal emitida pelo escritório de Flávio Bolsonaro em favor da Copenhagen:

Nota fiscal emitida pelo escritório de Flávio Bolsonaro em favor da Contábil Correa:

As duas firmas guardam um forte elo entre si: o contador Rogério Lourenço Novo. Ele aparece na Receita Federal como o único diretor responsável pela Copenhagen, empresa da qual diz ser dono. Também consta como o único sócio da Contábil Correa. Rogério ainda figura como membro efetivo do conselho fiscal da Ambipar, outra empresa da teia de Vorcaro.

As duas notas emitidas pelo escritório de Flávio Bolsonaro e depois canceladas indicavam a prestação de serviços de consultoria jurídica para a Copenhagen, uma empresa que não tem sede própria nem site. Na Receita Federal, está registrada no endereço da Contábil Correa, um prédio comercial em São Caetano do Sul.

Rogério Lourenço Novo já foi investigado pela Polícia Federal por supostamente operar um esquema de notas fiscais falsas de empresas de fachada para evadir impostos entre 2013 e 2015. A fraude foi estimada em mais de R$ 100 milhões.

Empresa está entre as que mais receberam do Master

Criada em novembro de 2024 e com capital de apenas R$ 40, a Copenhagen se tornou uma das 10 empresas que mais receberam dinheiro do Master.

Daniel Vorcaro depositou R$ 58 milhões na Copenhagen. Os primeiros aportes, no total de R$ 11,2 milhões, ocorreram logo após a abertura da empresa.

No papel, a Copenhagen pertence ao fundo de investimentos Estônia, administrado pela Trustee DTVM. A gestora é investigada pela Polícia Federal (PF) por movimentar e ocultar patrimônio do grupo de Daniel Vorcaro.

O que diz Flávio Bolsonaro

A assessoria de imprensa de Flávio Bolsonaro enviou a seguinte nota, reproduzida na íntegra:

“Diante de tentativas de vincular falsamente meu nome ao Banco Master, esclareço o que segue:

Firmei contrato de prestação de serviços de assessoria jurídica com a BR Global, nome fantasia da Contabil Correa Contabilidade e Auditoria Ltda., empresa de contabilidade e auditoria que atende mais de 200 empresas e clientes em São Paulo.

Em determinada ocasião, fui consultado sobre a possibilidade de prestar serviços a uma cliente da BR Global, a Copenhagen Assessoria. Apesar da consulta, a contratação não avançou, não tendo o meu escritório recebido qualquer valor da Copenhagen Assessoria, razão pela qual as notas fiscais foram cancelas. Ou seja, estou sendo ‘acusado’ de NÃO receber alguma coisa.

Não tenho e jamais tive conhecimento de qualquer relação ou vinculação entre a BR Global ou a Copenhagen e o Master. Qualquer tentativa de me associar a este banco é capciosa, desprovida de qualquer fundamento fático e será tratada com as medidas judiciais cabíveis, nas esferas cível e criminal, contra quem lhe der causa.

Por fim, como não sou investigado e meus dados são sigilosos, não poderiam estar em nenhuma investigação formal. Recai a suspeita de que órgãos governamentais, com fins eleitoreiros, tenham vazado dados protegidos por sigilo fiscal à imprensa. Conduta gravíssima, ilegal que será objeto de representação aos órgãos competentes para responsabilização dos autores.”

“A empresa é minha”

Ao Metrópoles, Rogério Lourenço Novo admite que é o dono da Copenhagen desde setembro de 2025. Ele afirma ter contratado o escritório de Flávio Bolsonaro para prestar serviços “aos clientes do seu escritório de contabilidade”, no que chamou de “quarteirização”.

Perguntado para quais dos seus clientes Flávio Bolsonaro prestou serviço, Rogério Lourenço Novo diz que tem mais de 200 e não se lembra nem para quem nem o que foi feito. O contador pediu um tempo para buscar as informações, mas não retornou a ligação.

A Trustee DTVM sustenta que não tinha ingerência sobre as relações comerciais da Copenhagen nem sobre a definição de qualquer pagamento ou negociação entre a companhia e o Banco Master para ocultar patrimônio de quem quer que seja.

Por Tácio Lorran, Metrópoles

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Economia

Brasil cai 22 posições e fica em 69º em ranking de produção industrial com 90 países

Fábrica de alumínio em Pindamonhangaba | Foto: Paulo Whitaker/Reuters

O Brasil caiu 22 posições no ranking mundial de crescimento da indústria de transformação e passou da 47ª para a 69ª colocação entre 90 países no primeiro trimestre de 2026. No início de 2024, o país ocupava o 33º lugar.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido), compilados pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), a indústria de transformação brasileira recuou 0,1% em relação ao primeiro trimestre de 2025.

Na comparação com o quarto trimestre de 2025, porém, o setor avançou 1,5%, o que permitiu ao Brasil subir da 80ª para a 69ª posição no ranking, embora ainda distante das colocações registradas nos anos anteriores.

Mesmo com o desempenho negativo, o Brasil ficou à frente de países como Alemanha, México, África do Sul e Chile.

No cenário global, a produção industrial cresceu 1,2% no primeiro trimestre de 2026, impulsionada pelos setores de média-alta e alta tecnologia. Na América Latina, a indústria encolheu 0,4%, influenciada principalmente pelas quedas da Argentina (-2,3%) e do México (-1,8%). O recuo de apenas 0,1% da indústria brasileira evitou um resultado ainda pior para a região.

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Eleições 2026

PESQUISA GERP: Flávio tem 46% das intenções de voto, contra 45% de Lula, em eventual 2º turno

Fotos: Carlos Moura/Agência Senado | Ueslei Marcelino/COP30

Pesquisa Gerp divulgada nesta quarta-feira (22) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto e Lula (PT) com 45% em um eventual segundo turno. Os dois aparecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro de 2,19 pontos percentuais.

Ainda de acordo com o levantamento do instituto Gerp, Lula é o candidato com maior rejeição. Segundo a pesquisa, 47% dos entrevistados disseram que não votariam no petista de jeito nenhum, enquanto 46% deram a mesma resposta para Flávio Bolsonaro.

A pesquisa entrevistou 2.000 pessoas de 15 a 17 de julho de 2026. O grau de confiança do levantamento é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-05026/2026.

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Geral

Falha em sistema do SUS dificulta entrega de medicamentos e gera fila de até 4 horas na Unicat

Foto: reprodução

Blog do Dina, por Dinarte Assunção

Pacientes que buscaram atendimento na Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat), em Natal, relatam enfrentar dificuldades para retirar medicamentos nesta terça-feira (22). Além de uma fila extensa na unidade, usuários afirmam que o sistema utilizado para cadastro e reserva de medicamentos apresenta falhas desde pelo menos a segunda-feira (21).

Segundo relato de um paciente que afirma tentar realizar o agendamento desde ontem, mas não consegue concluir o procedimento porque o portal da Unicat exibe uma mensagem de erro. Ele informou que aguarda o atendimento na fila por 4 horas. Ainda de acordo com o relato, um vigilante da unidade informou aos pacientes que o sistema interno da Unicat também teria ficado fora do ar, o que estaria impactando o atendimento presencial.

O Blog do Dina procurou a o Governo para esclarecer o registro de instabilidade no sistema da Unicat, mas até o momento da publicação dessa matéria não tivemos resposta.

Blog do Dina, por Dinarte Assunção

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Geral

Brasileiro vive mais, mas passa 12,5 anos da vida com alguma doença ou limitação, aponta estudo mundial

Expectativa de vida do brasileiro cresce, mas tempo de vida doente também — Foto: Freepik

Os brasileiros estão vivendo mais, mas também passam mais tempo convivendo com doenças, limitações ou incapacidades. É o que aponta um estudo publicado na revista The Lancet Public Health, com dados de 204 países e territórios entre 1990 e 2023.

No Brasil, o tempo médio vivido com problemas de saúde aumentou de 10,4 anos, em 1990, para 12,5 anos, em 2023 — alta de 2,1 anos (20%). O país ocupa a 16ª posição no ranking mundial de anos vividos em más condições de saúde.

Atualmente, a expectativa de vida do brasileiro é de cerca de 76 anos, mas o estudo mostra que o ganho de longevidade não foi acompanhado pelo mesmo avanço na qualidade de vida.

Doenças que mais contribuem para os anos vividos com problemas de saúde

Segundo o estudo, as principais causas são:

  • Distúrbios musculoesqueléticos, principalmente dor lombar;
  • Transtornos mentais, como depressão e ansiedade;
  • Doenças dos órgãos dos sentidos, como perda auditiva relacionada à idade;
  • Lesões não intencionais, principalmente quedas;
  • Outras doenças crônicas não transmissíveis.

Os principais fatores de risco incluem glicemia elevada, diabetes, excesso de peso, obesidade, desnutrição materno-infantil e tabagismo.

Países onde as pessoas vivem mais tempo com doenças

  1. Estados Unidos – 14 anos
  2. Austrália – 13,9 anos
  3. Canadá – 13,7 anos
  4. Nova Zelândia – 13,1 anos
  5. Holanda – 12,9 anos
  6. San Marino – 12,9 anos
  7. Suíça – 12,8 anos
  8. Líbano – 12,8 anos
  9. Reino Unido – 12,7 anos
  10. Porto Rico – 12,7 anos

Países onde as pessoas vivem menos tempo com doenças

  1. Nauru – 6,9 anos
  2. Ilhas Salomão – 7,3 anos
  3. Laos – 7,4 anos
  4. Tuvalu – 7,6 anos
  5. Madagascar – 7,7 anos
  6. Chade – 7,8 anos
  7. Níger – 7,8 anos
  8. Sudão do Sul – 7,9 anos
  9. Ilhas Marshall – 7,9 anos
  10. Mianmar – 8 anos

O estudo também mostra que as mulheres vivem mais do que os homens, mas passam mais tempo com doenças. Para os pesquisadores, os dados reforçam a necessidade de ampliar investimentos em prevenção, diagnóstico precoce, reabilitação e cuidados de longo prazo, para que o aumento da expectativa de vida seja acompanhado de mais anos com saúde.

Com informações de g1

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Geral

Iniciativa privada viabiliza reabertura do Aeroporto de Caicó após mais de 4 anos de abandono pelo Poder Público

Foto: reprodução/Instagram/Plantão Caicó

Após mais de quatro anos interditado, o Aeroporto Rui Mariz, em Caicó, voltará a receber pousos e decolagens a partir desta quinta-feira (23).

A reabertura ocorreu por iniciativa de empresários da região, que assumiram as providências para recuperar o aeródromo após anos sem uma solução por parte do Poder Público.

O terminal estava fechado desde janeiro de 2022 por questões de segurança operacional. Em 2024, o Governo do Estado anunciou a transferência da gestão para a Infraero, órgão do Governo Federal.

A autorização para reabertura consta no sistema oficial do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), que liberou o aeroporto para voltar a funcionar. A pista asfaltada possui 983,78 metros de comprimento por 30 metros de largura. O terminal estava fechado desde janeiro de 2022 por questões de segurança operacional.

Com a liberação, o aeroporto volta a atender operações da aviação executiva, voos particulares, transporte aeromédico e deslocamentos institucionais, beneficiando Caicó e toda a região do Seridó.

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Geral

FOTOS: Interpol descobre delegacia falsa da Polícia Federal brasileira na África

Fotos: Interpol

Uma operação global antifraude envolvendo 97 países descobriu uma delegacia falsa simulando a Polícia Federal brasileira em Essuatíni, na África. O país faz fronteira com a África do Sul e Moçambique.

No local, a ação coordenada pela Interpol prendeu 82 pessoas que fingiam ser policiais federais e desmantelou uma rede que operava jogos de azar online ilegais, lavagem de dinheiro e golpes sofisticados de falsa identidade.

Os policiais – verdadeiros – apreenderam 240 dispositivos eletrônicos, como celulares e computadores, além de moeda estrangeira e réplicas de uniformes da Polícia Federal do Brasil.

Segundo informações da Interpol, os golpistas fingiam ser integrantes da PF em videochamadas, convenciam as vítimas de que elas haviam sofrido um crime, levando-as a transferir fundos para “guarda segura” — valores que acabavam sendo roubados.

Com o alto volume de apreensões, uma equipe de apoio operacional da Interpol foi enviada ao país africano, a pedido das autoridades do país, para realizar a perícia forense dos dispositivos apreendidos.

Essa descoberta fez parte da operação First Light 2026, que focou no combate a golpes de engenharia social e atividades de lavagem de dinheiro associadas. Ao todo, 5.811 pessoas foram presas e houve interceptação de US$ 293 milhões em ativos ilícitos (cerca de R$ 1,5 bilhão).

Engenharia social é um termo que se refere a técnicas que exploram a confiança de uma pessoa para obter dinheiro ou informações confidenciais.

“Os golpes de engenharia social continuam a representar uma ameaça significativa para a nossa sociedade. A Interpol se dedica a apoiar os países-membros na construção de uma estratégia abrangente e coordenada para enfrentar crimes financeiros facilitados pela tecnologia, redes criminosas organizadas e a lavagem de dinheiro que as sustenta”, destaca Tomonobu Kaya, diretor do Centro de Combate a Crimes Financeiros e Corrupção.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Essa quadrilha comandada por LULADRAO, é imbatível. Com um professor bandi e ladrão como LULADRAO, seus alunos se tornam doutores rapidinho.

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