Comportamento

Ofensas no Twitter devem virar crime no novo código penal brasileiro

As ofensas e xingamentos publicados nos Twitter e outras redes sociais da Internet devem virar crime novo Código Penal brasileiro que começou a ser elaborado essa semana.

A opinião é procuradora de Justiça de São Paulo, Luiza Nagib Elufuma, uma das 15 juristas responsáveis por elaborar um anteprojeto de lei de reforma do Código Penal brasileiro. O que este em vigor é de 1940.

Temas polêmicos como aborto, trânsito, assassinatos passionais e até crimes praticados por publicações, como jornais, revistas e televisão, também estão na mira dos juristas.

Presidido pelo ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o grupo trabalho teve sua primeira reunião de trabalho na última terça-feira, 18.

A peça deve estar pronta em seis meses.

Abaixo, a entrevista com a procuradora Luiza Nagib Eluf ao Estadão.

A senhora está cuidando da reforma do Código Penal, como membro de Comissão recentemente criada. Esse trabalho começa quando?

Ontem (terça-feira, 18) nós fizemos em Brasília a primeira reunião da comissão encarregada da reforma. Foi uma reunião que tratou apenas da metodologia de trabalho. Fizemos uma divisão em três subcomissões, com cinco membros cada. A primeira vai analisar a parte geral do Código Penal,que se refere a normas aplicadas a todos os crimes; a segunda delas vai ficar com a parte especial do Código, que se refere aos tipos penais, ou seja, as condutas que configuram crime como roubo, furto, homicídio, estelionato. A terceira, que vai cuidar das leis extravagantes, aquelas que estão fora do Código, mas que têm natureza criminal. Por exemplo: a lei de entorpecentes, do crime organizado, etc. Elas têm natureza penal, mas não foram incluídas no Código porque foram editadas depois.

 

Estamos tratando aqui de um texto de 1940.

O Código Penal é de 1940. Sua parte geral já foi reformada em 1984 e alguns artigos da parte especial foram sendo pontualmente modificados até recentemente. Temos que reorganizar e sistematizar o Código e vamos avaliar se as leis especiais devem ser incorporadas ou se devem permanecer fora do Código. Isso ainda vai ser definido pela comissão.

 

Qual é a sua subcomissão?

Eu fiquei com a da parte especial. Aquela que especifica quais condutas são criminosas.

 

A senhora pegou aí temas bastante complicados, como, por exemplo, o aborto. O que a senhora pensa sobre esse assunto?

De fato, fiquei com uma parte do trabalho que, realmente, pode gerar polêmica. E o aborto está entre esses temas que vamos analisar. Eu acredito que nós vamos ter algumas modificações com relação à prática do aborto no Brasil, como por exemplo a ampliação da permissão ao aborto que já existe hoje, para que se englobe a não-punição do aborto de feto anencefálico. Aliás, essa situação já foi objeto de avaliação até no Supremo Tribunal Federal, e a prática vem sendo autorizada pelo Poder Judiciário justamente porque o feto que não tem cérebro não tem condições de sobreviver ao parto. E é desumano obrigar a mãe a carregar essa gravidez até o final, sabendo que o filho dela vai morrer. Vamos falar sobre esse assunto com serenidade, sem paixões, sem arroubos religiosos pois nosso Estado é laico, apenas pensando no que é melhor para a população. Mas o resultado final dependerá da decisão de todos os membros da comissão.

 

E a questão da liberdade de decisão sobre o próprio corpo?

Essa questão é importante para as mulheres. É um problema de saúde pública no Brasil. A mulher que tem recursos tem acesso à interrupção da gravidez. A mulher que não tem, sofre demais, por vezes, lançando mão de métodos que colocam em risco a sua vida. Acredito que seria recomendável que nós tirássemos o aborto do Código Penal. Eu acredito que esse tema vem sendo tratado no Brasil com um certo irracionalismo. As pessoas estão ideologizando a prática do aborto. Não deve ser assim. Na verdade, temos que pensar no que é melhor para a população carente. Em sã consciência ninguém é a favor do aborto como método anticoncepcional. Ele é um último recurso. Mas nós sabemos que a nossa realidade social é trágica para as mulheres de baixa renda. Mulheres que não têm acesso a métodos anticoncepcionais e que, por vezes, não conseguem impor ao seu companheiro o uso do contraceptivo, do preservativo.

 

A sociedade brasileira já está madura para chegarmos a este nível de entendimento legal?

A minha avaliação inicial é de que o momento ainda não é propício à discussão da descriminação do aborto. Eu vejo muitas paixões. A população ainda não está suficientemente esclarecida sobre o que se pretende com uma medida dessas. O que queremos é tratar com mais atenção a população feminina. Evitar a execração pública da mulher.

 

A senhora vai tratar também dos crimes na internet. É meio de mudanças de alta velocidade. Como a senhora vê esse tema?

Os crimes de internet hoje atormentam a população, às vezes mais do que os crimes patrimoniais, que são o nosso flagelo. As pessoas são difamadas, injuriadas, caluniadas pela internet. Às vezes têm seu sigilo de comunicação violado, o sigilo bancário violado pela internet. Há uma série de condutas que são absolutamente antiéticas e que têm de ser consideradas criminosas no Código Penal. A nossa comissão vai se debruçar sobre esse tema e vai procurar adaptar a lei à realidade tecnológica.

 

Quais os pontos mais delicados? Como ficam, por exemplo, as relações nas redes sociais?

A existência das redes sociais é muito positiva. O que não podemos fazer é usar as redes sociais para prejudicar as pessoas. É com isso que o Código vai se preocupar. Nós temos que coibir a conduta antiética. O que é o “crime”? É o máximo do antiético. Vamos tentar cercar o uso das redes sociais e da internet como um todo de uma proteção para que não se faça mau uso de uma tecnologia tão boa.

 

Na área das publicações, a questão da censura, como a censura prévia do Estado. Ela será abordada?

Na verdade, esse não é bem um caso penal. A censura prévia não é tratada na esfera penal. No entanto, nós vamos cuidar da difamação, da injúria, da calúnia. E como a Lei de Imprensa encontra-se revogada, nós teremos que ocupar um certo espaço também aí porque muito da difamação, da calúnia, da injúria, é cometido pelos meios de comunicação. Pelos jornais, revistas, televisão.

 

A senhora acha que a publicação de uma reportagem, por exemplo como a da Operação Boi Barrica, da Polícia Federal, é crime?

Publicar reportagem sobre um fato, publicá-la corretamente, não é crime. O problema é quando você mente a respeito dos fatos. Esse é o crime. É você passar a falsa informação.

 

Mas até isso só pode, a rigor, ser questionado depois da publicação; não antes.

Eu não estou falando de censura prévia e censura não é assunto para o Código Penal. Vamos falar apenas do malefício que, eventualmente, seja causado a alguém. Da notícia mentirosa, com fim de derrubar pessoas de seus cargos, de prejudicar a imagem de alguém, sua reputação. Estamos falando da mentira publicada como verdade.

 

Entre os temas relacionados, qual é o mais complicado e o de maior impacto?

O mais difícil de todos é o aborto. É um tema difícil de avançar. Não evitaremos a discussão, porém, entre nós. É preciso esclarecer que o que estamos fazendo é um anteprojeto de Código, que o Senado transformará em projeto. Nós vamos apresentar nosso trabalho aos senadores. Quem propôs a formação da comissão foi o senador Pedro Taques, proposta encampada pelo presidente do Senado, José Sarney, e pela vice-presidente do Senado, Marta Suplicy.

 

Quais outros pontos acha importantes?

Outro tema importante a ser discutido é dos crimes de trânsito. Há uma polêmica sobre a aplicação da lei. É nossa missão na comissão de reforma desfazer o conflito de entendimentos que hoje se instalou na jurisprudência. Uns entendem que dirigir veículo sob efeito de álcool e provocar acidente é crime culposo; outros entendem que é doloso. E toda vez que nós temos uma interpretação antagônica da mesma lei, é sinal de que essa lei precisa ser melhor redigida, precisa ser melhor adequada aos casos concretos.

 

Tivemos agora, recente, vários casos de atropelamentos com decisões judiciais diferentes. O que a senhora pensa disso?

Tivemos uma família que foi destroçada. O rapaz que sobrou, o filho, disse: “Acabaram com milha família, fiquei sozinho” É extremamente doloroso. Vamos ter de punir com mais rigor. Alguns membros da comissão talvez sejam refratários ao aumento das penas. Eu até concordo, dependendo do caso. Não acho que o aumento da pena faça milagre, mas sou a favor de penas mais rigorosas para crimes de trânsito com consumo de álcool. É inadmissível dirigir embriagado, provocar acidente, ou atropelamento, ferir ou matar pessoas. Isso, para mim, é abominável. É algo que eu estou priorizando.

 

O que a senhora defende objetivamente nestes casos?

Acho que precisamos aumentar a pena, aumentar o rigor da punição. A pessoa tem de ser presa e ficar presa. É um fato absolutamente previsível para o autor da infração, que age com dolo e não com culpa. Ele sabe, como qualquer criança, que se o sujeito está embriagado, não tem condições de dirigir.

 

Ele assume o risco.

Não há dúvida de que assume o risco de produzir um acidente. Agora, se ele não se preocupa com a própria vida, não significa que deva ser perdoado ao desprezar a vida dos outros. Os casos se repetem e as pessoas não aprendem. Nem com a chamada “lei seca”, que na verdade nem é seca, porque a pessoa pode beber, ela só não pode é dirigir depois. Eu escrevi um artigo que dizia: “Lei seca, uma boa ideia”, parafraseando uma propaganda de bebida. E as pessoas vieram me criticar: “Você é contra a bebida?” Não, não sou contra a bebida, embora não beba absolutamente nada. Sou contra beber e sair dirigindo. Não deveria poder sair nem a pé (risos). Há numerosos casos de pessoas que morreram atropeladas ao sair embriagadas do bar e atravessar a rua.

 

A senhora citou o presidente do Senado, José Sarney. A família dele impede hoje que o Estado publique reportagens, um caso de censura prévia. E a senhora já disse que é contra a censura prévia. Como vai ser esse debate na comissão?

Essa questão não será debatida na comissão. Isso não é uma questão penal. Nada a ver com a comissão.

 

Outra questão a ser tratada na reforma é a da abordagem que se dá aos casos de estupro, dos crimes sexuais. O que vai ser discutido?

Em 2009, tivemos uma lei que reformulou a abordagem dos crimes sexuais. Porém, devido ao excesso de emendas e substitutivos, acabou ficando um Frankstein. Esse é o meu medo. Você sabe que é assim: o projeto sai do Senado com as sugestões dos Senadores, vai para a Câmara, recebe novas emendas, volta ao Senado, novas mudanças. Nessa tramitação, como são muitas pessoas dando opinião, é preciso se tomar cuidado para que não se romper a coerência. Foi o que aconteceu com essa última lei que modificou os crimes contra a dignidade sexual, a Lei 12.015, de 2009. Ela fez uma fusão de dois artigos: o atentado violento ao pudor e o estupro. Antes, estupro era somente contra a mulher, tinha que haver “conjunção carnal” que significa ato sexual vaginal. O atentado violento ao pudor englobava os atos libidinosos diversos da conjunção carnal. Fundindo-se os dois artigos, a violência sexual contra homens também se tornou estupro, o que eu reputo correto. Porém, o equívoco foi fundir todos os atos libidinosos violentos no estupro.

 

Ficou tudo com a mesma pena.

Com a mesma pena e a mesma denominação. O que aconteceu? Comecei a ver nos jornais um número imenso de estupros no metrô. E teve um que me chamou a atenção. A moça fora estuprada dentro de um vagão superlotado. Fui estudar o caso. Achei impossível que ninguém tivesse feito nada para impedir o crime num local lotado de gente. Quando vi os detalhes, verifiquei que não ocorreu uma conjunção carnal. Não houve penetração de nenhuma espécie. Apenas o sujeito rasgou a calcinha da moça e bolinou suas partes íntimas rapidamente. E isso foi chamado de estupro. Tal situação gera um problema na aplicação da Justiça. Porque você vai aplicar uma pena a esse caso que é equivalente à pena do ato sexual praticado mediante violência, o que não é justo. Uma coisa é você estuprar verdadeiramente. Outra coisa é você passar a mão. É menos grave. Porém, a pena mínima de estupro é de seis anos. É crime hediondo.

 

A senhora acha que devem ser feitas graduações?

Exatamente. Nós temos que desdobrar as condutas. Tenho essa proposta pronta.

 

Essa questão do projeto sendo alterado, da lei Frankstein, isso não é uma questão democrática? Não é assim mesmo no Parlamento?

Claro, todos vão opinar, isso é bom, mas “Frankstein” não, precisa ser evitado. O que eu quis dizer com “Frankstein” é tornar o trabalho final disforme, assistemático, incoerente, sem lógica. Precisamos tomar todo o cuidado para não acontecer.

 

Qual é o prazo para o trabalho?

180 dias, seis meses. A minha parte não será demorada porque eu já venho fazendo os estudos. Tenho um livro de duas mil páginas sobre os crimes sexuais publicado em 1999. Quase tudo o que sugeri naquela obra virou lei. Mas o que ficou faltando, e que deveria ser um novo livro, claro, agora vai esperar a reforma do Código. Esse é o drama dos escritores da área jurídica: as leis estão sempre mudando.

 

Na questão dos crimes passionais, que a senhora também estuda, é preciso mudar muita coisa?

Tenho um livro com 40 mil exemplares vendidos, “A Paixão no Banco dos Réus”, de 2002. A lei já mudou, eu já atualizei. Agora, vou estudar melhor o crime de homicídio em geral, não apenas passional. O Brasil é um dos países nos quais mais ocorre homicídio. São números equiparáveis às guerras. O ministro Gilson Dipp, presidente da Comissão, nos falou que na França, em determinada cidade, constataram a ocorrência de 50 homicídios por ano. Para os padrões europeus, isso é um absurdo e criaram uma força-tarefa para estudar como evitar essas ocorrências. No Brasil, especialmente em São Paulo e Rio de Janeiro, esse é quase o número de homicídios diários.

 

No caso do crime passional, qual é a origem dessa doença?

É uma boa pergunta. É mesmo uma doença social. O patriarcalismo leva o homem a matar a mulher. 99% dos crimes passionais é cometido por homens. Há muita pressão social para o homem punir a mulher infiel, é cultural. A criminalidade tem duas causas. A individual, a predisposição da pessoa que é descontrolada e violenta, e a exógena, referente ao meio social. E o crime passional tem um componente exógeno marcante. O sujeito é louco de ciúme da mulher. É uma possessividade que a sociedade patriarcal ensina aos homens. Então ele fica preocupado, quando supõe ser traído, não porque goste da mulher, mas por causa da sua imagem social. Não é por amor, o passional mata sempre por vingança. E as estatísticas mostram que a maioria dos crimes cometidos no Brasil, não só os passionais, mas os homicídio em geral, são por vingança. Ou seja: temos uma sociedade vingativa, que mata para revidar.

 

Tanto nas áreas urbanas quanto no interior?

Sim. Tanto nas cidades quanto nas áreas rurais. O principal móvel do crime de homicídio doloso é a vingança. Eu posso até contar um caso. Ouvi de uma testemunha de um homicídio, certa vez: “Doutora, foi assim: o sujeito falou para o traficante: ‘Eu vou te pagar, está aqui o dinheiro’. E o traficante respondeu: ‘Agora eu não quero mais receber, eu só quero matar você’. E matou”. Temos de fazer uma mudança cultural. Temos de aprender a usar a Justiça para resolver conflitos, sempre que possível. Se o casal não está se dando bem que vá a uma Vara de família cuidar da partilha dos bens, da guarda dos filhos. Não é necessário matar para se separar.

 

E a maioridade penal. O que a senhora defende?

Esse tema não vai entrar na comissão de reforma do Código Penal. A maioridade penal é fixada pela Constituição Federal.

 

Mas e a senhora, o que defende?

Eu, pessoalmente, se fosse constituinte, rebaixaria para 16 anos. Mas isso também é um tema que foi ideologizado. Quem é de esquerda, é contra a diminuição. Quem é de direita, quer diminuir. Mas, evidentemente, a questão nada tem a ver com direita e esquerda. O problema é a impunidade, que incentiva a prática de crimes. E hoje temos um número enorme de adolescentes, na faixa dos 16 aos 18, cometendo crimes horríveis. São pessoas muito perigosas. Teriam de ficar em estabelecimentos específicos para essa faixa etária, mas é preciso ter mais rigor do que o previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente. Basta lembrar o caso do Champinha, que matou uma moça e um rapaz, um dos crimes mais cruéis de que tive notícia, que quase foi libertado por causa das limitações do Estatuto.

 

Algum outro aspecto a destacar?

Sim, tenho pensado muito no caso dos lençóis hospitalares, descartados no exterior ainda contaminados e mandados para o Brasil. Estão sendo revendidos aqui ainda sujos de sangue das pessoas doentes! Um crime terrível! A Comissão precisará se debruçar sobre essa lamentável novidade.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Vazamento no STF: Moraes manda PF colocar tornozeleira eletrônica em vigilante da Receita

Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que a Polícia Federal colocasse tornozeleira eletrônica em um vigilante da Receita Federal no Rio de Janeiro. A medida foi tomada no âmbito da investigação sobre vazamento de dados de ministros do STF e de familiares.

A operação da PF contra o vigilante ocorreu na última quinta-feira (19). O alvo trabalha no Centro de Atendimento ao Contribuinte da Receita, em Laranjeiras, na mesma unidade de um servidor do Serpro suspeito de vender informações sigilosas sobre autoridades da Corte.

No total, quatro servidores da Receita Federal foram investigados por suposto vazamento de dados, entre eles declarações de Imposto de Renda de familiares de ministros. Os mandados foram cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, a pedido da Procuradoria-Geral da República e autorizados por Moraes.

Em nota, a Receita Federal afirmou que “não tolera desvios, especialmente relacionados ao sigilo fiscal” e que seus sistemas são “totalmente rastreáveis, auditáveis e puníveis, inclusive na esfera criminal”. A investigação faz parte do Inquérito 4.781, conhecido como inquérito das fake news.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

VÍDEO: Paulinho assume comando e reage a incêndio que destruiu estátua de Nossa Senhora de Fátima

Imagens: Reprodução/Instagram/Paulinho Freire

O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), se manifestou sobre o incêndio que atingiu a estátua de Nossa Senhora de Fátima, em construção no bairro de Pajuçara, na Zona Norte da capital.

“Mesmo em Brasília, sigo acompanhando o que acontece em nossa cidade, com atenção e responsabilidade”, disse. Paulinho afirmou que determinou à Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) que apurasse imediatamente o ocorrido.

Segundo o prefeito, o artista responsável pela obra, Ranilson Viana, assumiu o compromisso de recuperar a imagem “o quanto antes, sem qualquer custo para o Município”.

Paulinho destacou ainda o valor da fé da população: “Reconheço a fé e o significado de Nossa Senhora de Fátima para tantas pessoas, para tantas famílias. Estamos tratando o caso com todo o cuidado, respeito e a seriedade que a nossa cidade merece”.

A Seinfra explicou que o incêndio teria sido causado por um curto-circuito em uma máquina de solda utilizada nos trabalhos da estrutura. No momento do incidente, membros da equipe estavam no local; um dos trabalhadores sofreu ferimentos leves e recebeu atendimento médico.

O fogo se espalhou rapidamente e atingiu grande parte da imagem, que ainda estava em construção. O Corpo de Bombeiros Militar foi acionado para controlar as chamas.

Ranilson confirmou que assumirá integralmente a recuperação da estátua e que a obra será retomada assim que houver condições estruturais seguras, sem gerar qualquer gasto ao município. Moradores registraram imagens do incêndio, que viralizaram nas redes sociais, chamando atenção para o episódio.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

PT topa rifar Cadu na eleição indireta do RN para segurar sucessão no Governo

Foto: Reprodução

A governadora Fátima Bezerra (PT) admite, nos bastidores, abrir mão do nome de Carlos Eduardo Xavier, o Cadu, na eleição indireta para o Governo do RN. O objetivo é destravar votos e viabilizar a escolha de um sucessor ainda sob controle do partido. A condição é clara: qualquer substituto precisa ser filiado ao PT.

A articulação ganhou força após o Carnaval, com a tentativa do Governo de atrair deputados hoje alinhados à pré-candidatura do prefeito Allyson Bezerra (União), segundo informações da 96 FM.

Parte desse grupo é formada por ex-aliados da gestão estadual, que se afastaram nos últimos meses. Para reconquistar apoio, o Palácio avalia mudar o nome colocado na disputa indireta.

Em entrevista, Cadu confirmou que a troca é uma possibilidade real. Segundo ele, a hipótese está sendo discutida internamente, mas o PT não abre mão de comandar a sucessão. A alternativa defendida por aliados de Allyson — um nome técnico, fora do partido — não teria aceitação na cúpula petista.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Bombeiros usam 15 mil litros de água e 20 militares para conter incêndio em estátua de Nossa Senhora em Natal

Foto: Divulgação/CBMRN

Para controlar o incêndio que atingiu a estrutura da estátua de Nossa Senhora de Fátima em construção no bairro Pajuçara, na Zona Norte de Natal, nesta terça (24), contou com cerca de 20 militares e três viaturas do tipo Auto Bomba Tanque Salvamento (ABTS), além de uma unidade de salvamento, uma de resgate e o oficial de operações.

Segundo o Corpo de Bombeiros do RN, para apagar completamente o fogo, foram utilizados aproximadamente 15 mil litros de água. Durante o atendimento, uma pessoa foi encontrada com queimaduras de primeiro e segundo grau. A vítima recebeu os primeiros socorros no local e foi encaminhada para atendimento hospitalar.

Após o controle do incêndio, a área foi interditada pela Defesa Civil e por equipes técnicas do Corpo de Bombeiros. O local passará por avaliação estrutural, e as causas do incêndio ainda serão apuradas. Em casos de emergência, a corporação orienta que a população acione imediatamente o telefone 193.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

MP vê “escândalo de grandes proporções” em cachê pago à ministra Margareth Menezes por empresa ligada à Rouanet

Foto: Divulgação/Instagram

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) classificou como um “escândalo de proporções significativas” o pagamento de cachê à ministra da Cultura, Margareth Menezes, por uma empresa que já foi beneficiada pela Lei Rouanet. A avaliação é do subprocurador-geral Lucas Furtado, que pediu nesta segunda-feira (23) a abertura de investigação para apurar possível conflito de interesses.

Margareth se apresentou no bloco “Os Mascarados”, em 12 de fevereiro, no circuito Barra-Ondina, em Salvador. O bloco é organizado pela Pau Viola Cultura e Entretenimento, empresa que teve oito projetos aprovados para captação via Lei Rouanet durante a atual gestão do Ministério da Cultura. Segundo a equipe da artista, o cachê foi de R$ 290 mil e incluiu despesas com músicos, produção, figurino e logística.

Para o MP, a situação merece apuração porque a empresa contratante tem interesses diretos junto ao ministério comandado pela própria ministra. O pedido ao TCU inclui análise dos contratos firmados e do processo de autorização dos projetos culturais, com base na Lei nº 12.813/2013, que trata de conflito de interesses no serviço público.

A Pau Viola afirmou que não houve irregularidade e destacou que a aprovação pela Lei Rouanet não significa repasse direto de dinheiro público federal. Informou ainda que apenas um dos projetos autorizados captou recursos: R$ 1 milhão para o Festival de Lençóis, realizado em 2024.

O Ministério da Cultura também negou favorecimento e disse que todos os trâmites seguiram as regras vigentes. Mesmo assim, o MP sustenta que, se confirmadas irregularidades, os envolvidos devem ser responsabilizados.

Opinião dos leitores

  1. É triste ver o Brasil sofrer com tanto roubo e descaso, a ignorância dos pobres, e o interesse particular por enriquecimento ilicito dos ricos, fazem do nosso país, uma terra sem perspectiva. Termos que aceitar um legislativo sem moral, um STF enlameado pela conduta de alguns ministros, bem como, um presidente triplamente condenado, nos leva a não acreditar em solução.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Incêndio destrói imagem de Nossa Senhora de Fátima em Natal, mas o rosto da santa permanece intacto

Foto: Reprodução

Um incêndio destruiu grande parte da imagem de Nossa Senhora de Fátima na tarde desta terça-feira (24), em Natal, mas deixou intacto justamente o rosto da santa. Mesmo cercado pelas chamas, o principal símbolo da imagem resistiu ao fogo, assim como a coroa, enquanto a estrutura cedeu e tombou diante de moradores que acompanhavam a cena.

Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), o fogo começou após um curto-circuito em uma máquina de solda usada durante o serviço. O problema elétrico fez com que as chamas se espalhassem rapidamente, consumindo a estrutura da imagem. O Corpo de Bombeiros Militar foi acionado e conseguiu controlar o incêndio.

Vídeos gravados por moradores e divulgados nas redes sociais mostram a cena após o fogo: a estrutura destruída no chão, mas a cabeça e a coroa da santa preservadas. Durante o incidente, um trabalhador sofreu ferimentos leves, recebeu atendimento médico e não há registro de vítimas graves.

A imagem tem 35 metros de altura, com base de 8 metros, e integra um projeto coordenado pela Prefeitura do Natal, com investimento estimado em R$ 5 milhões.

O artista responsável pela obra, Ranilson Viana, assumiu a responsabilidade pelo ocorrido e informou que arcará com todos os custos da recuperação, sem prejuízo para o município. A obra faz parte do Complexo do Santuário de Nossa Senhora de Fátima, pensado para fortalecer a devoção, o turismo religioso e a economia da capital potiguar.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

O PLANO FALHOU: quatro mulheres são flagradas tentando entrar com drogas em Alcaçuz

Foto: Divulgação/SEAP-RN

Quatro mulheres foram presas nesta terça-feira (24) ao tentar entrar com drogas na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Parnamirim. As detenções aconteceram em horários distintos e foram resultado direto do procedimento de revista eletrônica com uso de bodyscan, equipamento de raios-X instalado na entrada da unidade prisional.

O primeiro flagrante ocorreu às 9h40, quando uma mulher de 24 anos foi identificada com duas porções de substância possivelmente análoga à maconha escondidas na genitália. Cerca de 30 minutos depois, outra jovem, também de 24 anos, foi detida ao tentar ingressar no presídio com maconha escondida em um absorvente.

Por volta das 10h30, uma mulher de 46 anos foi surpreendida com 50 pontos de LSD camuflados sob um curativo no pé, usado após uma cirurgia. Já às 14h15, uma jovem de 23 anos foi flagrada com nove embalagens contendo substâncias possivelmente análogas à maconha e à cocaína.

As quatro mulheres receberam voz de prisão das policiais penais femininas e foram encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais. Todo o material apreendido foi enviado à Polícia Científica para análise.

Segundo a direção da unidade, em 2026 já foram realizadas 2.998 revistas em Alcaçuz, sendo 2.491 em visitantes e 507 em prestadores de serviço, todas com uso obrigatório da revista eletrônica.

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Prefeito e ex-prefeito de Carnaúba dos Dantas declaram apoio a Walter Alves para 2026

O prefeito de Carnaúba dos Dantas, Kleyton Dantas, e o ex-prefeito Gilson Dantas, ambos do MDB, declararam apoio ao nome de Walter Alves como pré-candidato a deputado estadual nas Eleições 2026.

A declaração reforça o alinhamento político do grupo com o projeto liderado por Walter e pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), destacando os inúmeros benefícios e ações já conquistados para a cidade ao longo dos últimos anos.

Eleito em 2024 com mais de 64% dos votos válidos, Kleyton Dantas tem administração aprovada pela população, assim como o ex-prefeito Gilson Dantas, que também deixou sua marca à frente do Executivo municipal.

Para o prefeito Kleyton, o apoio é um reconhecimento ao trabalho realizado. “Walter sempre foi parceiro de Carnaúba dos Dantas. Ao lado do MDB, garantiu benefícios importantes para o nosso município. Por isso, declaramos nosso apoio ao seu nome para deputado estadual em 2026”, disse.

O ex-prefeito Gilson Dantas também destacou a parceria construída ao longo dos anos. “Walter tem compromisso com nossa cidade e já demonstrou isso com ações concretas. Nosso apoio é resultado de gratidão e confiança no trabalho que ele continuará fazendo pelo Seridó e por todo o Rio Grande do Norte”, explicou.

Walter Alves agradeceu a confiança das lideranças e reafirmou o compromisso com o município. “Recebo com muita gratidão o apoio do prefeito Kleyton e do ex-prefeito Gilson, duas grandes lideranças de Carnaúba dos Dantas. Seguiremos trabalhando juntos para garantir ainda mais avanços e oportunidades para o povo da cidade”, afirmou.

O apoio da dupla fortalece o projeto político de Walter Alves para 2026 e amplia a base de alianças no Seridó, consolidando parcerias com lideranças que possuem forte aprovação popular e histórico de resultados concretos para a população.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Missa lembra um ano da morte de Dr. Araken Brito e reacende críticas à falta de ação em trecho onde ocorreu acidente que vitimou o ciclista

Completa-se nesta terça-feira (24) um ano do acidente que vitimou o médico Araken Brito de Sousa, em Natal. A data será marcada por uma missa de um ano de saudades, celebrada às 19h30, na Capela do Colégio Marista de Natal, reunindo familiares e amigos.

Além da homenagem, a lembrança do acidente reacende críticas à falta de providências dos órgãos de trânsito no trecho onde ocorreu a colisão que vitimou Araken. Passados doze meses, nenhuma intervenção estrutural foi realizada no local.

Um dos principais fatores que contribuíram para o acidente foi o estreitamento da avenida no trecho entre o Hotel Tirol e o Midway. A avaliação é de que medidas simples — como o alargamento da pista ou adequações geométricas — poderiam ter reduzido o risco e evitado a tragédia.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Artista responsável pela obra, Ranilson Viana, afirma que vai recuperar imagem de Nossa Senhora de Fátima sem prejuízo financeiro para Natal

Imagem: reprodução

A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) informou em nota nesta terça-feira (24), que o artista Ranilson Viana, responsável pela obra da imagem de Nossa Senhora de Fátima, se dispôs a recuperar integralmente a imagem, sem qualquer prejuízo ao município de Natal. Uma equipe do escultor trabalhava no local quando um curto-circuito em uma máquina de solda provovou o incêndio que destruiu a imagem.

NOTA

Sobre o incêndio na imagem de Nossa Senhora de Fátima, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) esclarece que em contato com o artista responsável pela obra, Ranilson Viana, a informação recebida é de que ocorreu um curto-circuito provocado pela máquina de solda que originou o incidente.

No momento do ocorrido, funcionários da equipe do artista trabalhavam no local. Um deles sofreu ferimentos leves e recebeu atendimento médico.

Ranilson Viana também informou que se responsabilizará integralmente pela recuperação da imagem e que retomará os serviços tão logo a estrutura permita, sem qualquer prejuízo financeiro para o município.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *