Diversos

ONS diz que raio é possível causa para o apagão que atingiu 13 estados

Os motivos do apagão de terça-feira ainda são desconhecidos, mas nesta quinta-feira, 6, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) afirmou que a queda de raio é cogitada como uma das hipóteses de causa do blecaute que deixou seis milhões de pessoas sem luz em 13 Estados na terça-feira.

Falha humana e recorde de consumo de energia são hipóteses descartadas, segundo o ONS. O diretor-geral do órgão, Hermes Chipp, negou que o fato de o País estar registrando picos recordes de consumo de energia tenha provocado o apagão da última terça-feira. “Não há relação com isso. “Não há nenhuma linha de transmissão operando fora do limite”, afirmou Chipp, lembrando que as termelétricas estão em operação neste momento, o que reduz o estresse sobre a transmissão.

De acordo com Chipp, o relatório com as conclusões sobre o apagão deverá ser concluído em 15 dias.

Sobre as condições de abastecimento de energia, Chipp afirmou que o ONS está focando no curto prazo para administrar o sistema durante esse período de escassez. “As chuvas virão. Nunca teve um ano em que as chuvas não vieram. Só espero que venham nos lugares adequados para ficarmos mais tranquilos”, afirmou o operador, em referência sobre a necessidade de as chuvas ocorrerem nas principais bacias hidrográficas do País.

Apesar das condições mais adversas, Chipp comentou que os reservatórios do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, o mais importante do País, ainda têm uma margem de segurança para aguentar a demanda do sistema até as chuvas ocorrerem. “O sistema terminou o ano em 40% da capacidade e hoje está em 38,8%. Ainda estamos com uma margem grande”, assegurou.

Para lembrar. Vale lembrar que, no final de dezembro de 2012, a presidente Dilma Rousseff mostrou irritação com técnicos do ONS e do Ministério de Minas e Energia que atribuíram aos raios os apagões ocorridos no País. “No dia em que falarem para vocês que caiu um raio, gargalhem”, afirmou a presidente, durante um café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto.

“Raio cai todo dia neste País, a toda hora. Raio não pode desligar sistema. Se desligou, é falha humana. Raio é derivado de uma coisa chamada chuva, crucial para o sistema funcionar. Não posso querer que tenha chuva e não tenha raio. A nossa briga é para impedir que, quando o raio cai, o sistema pare”, disse Dilma na ocasião.

No ano passado, o governo atribuiu a duas queimadas no Piauí a causa do apagão que atingiu Estados de toda a Região Nordeste em agosto.

Reunião. Hoje, representantes da Aneel, do Ministério das Minas e Energia e das empresas envolvidas no apagão se reuniram na sede do ONS para analisar o incidente, identificando as suas causas e as providencias que devem ser tomadas para evitar novos incidentes.

“Esse relatório só é concluído quando é encaminhado para Aneel, que tem a função de fiscalizar tudo que foi identificado e concluído”, disse Chipp. Após ir para Aneel, o relatório é enviado para o comitê de monitoramento do setor elétrico (CMSE) e os dois órgãos fazem uma avaliação do documento para saber se os procedimentos adotados foram coretos ou se serão necessários novos ajustes.

Chipp deu como exemplo as notícias que dão conta que a carga de energia do metro de São Paulo foi cortada no apagão durante o procedimento de recomposição do sistema. Em tese, isso não deveria ter acontecido por se tratar de uma carga considerada essencial “Isso tem que ser revisto para que possamos isolar essa carga”, afirmou.

Apagão. Na última terça-feira, o País registrou recorde no consumo de energia do País às 14h02, um minuto antes duas falhas quase simultâneos que derrubaram o trecho Miracema (TO) – Colinas (TO) da Interligação Norte – Sudeste.

Estadão

Opinião dos leitores

  1. Da vez passada a desculpa foi a queimada. Agora foi um raio.
    Dá próxima vez que acontecer vão botar a culpa na queimada de novo.

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Saúde

Novos laudos médicos apontam piora de Bolsonaro com crises de soluço e risco de queda

Foto: Gustavo Moreno/STF

Novos laudos médicos apresentados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao STF apontam uma piora em seu quadro de saúde durante uma sessão de fisioterapia. Segundo os documentos, uma nova crise de soluços impediu a continuidade dos exercícios previstos.

Os relatórios médico e fisioterapêutico, obtidos pelo Metrópoles e encaminhados ao STF, descrevem um quadro de saúde debilitado. Entre os sintomas registrados estão instabilidade de equilíbrio, sonolência acentuada e crises recorrentes de soluços.

O fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas informou que, na sessão realizada na segunda-feira (29), Bolsonaro conseguiu concluir todas as atividades programadas. Já no atendimento de quinta-feira (2), a equipe precisou interromper os exercícios e realizar apenas procedimentos voltados ao alívio dos sintomas.

A defesa anexou os novos laudos ao processo para reforçar o pedido de prorrogação da prisão domiciliar, argumentando que o estado de saúde do ex-presidente exige cuidados contínuos.

Ainda nesta sexta-feira (3), o ministro Alexandre de Moraes decidiu manter Bolsonaro em prisão domiciliar, desta vez sem estabelecer prazo para o término da medida.

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Judiciário

Escritório de ministra indicada por Lula ao STM recebeu R$ 700 mil de empresa sob investigação

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O escritório de advocacia da ministra do Superior Tribunal Militar (STM), Verônica Sterman, recebeu cerca de R$ 700 mil de uma empresa investigada por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao chamado “Careca do INSS”.

Os pagamentos teriam sido feitos entre outubro de 2024 e fevereiro de 2025, conforme revelado pela coluna de Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Os repasses partiram da ACX ITC Serviços de Tecnologia, cujo responsável registrado declarou à Polícia Civil de São Paulo que era apenas um “laranja” e que recebeu R$ 5 mil para fornecer seus dados para a abertura da empresa.

Conforme a coluna, em março de 2025, Verônica Sterman foi indicada pelo presidente Lula (PT) para uma vaga no Superior Tribunal Militar. A nomeação ocorreu poucos meses depois do período em que o escritório recebeu os pagamentos citados na reportagem.

Além disso, a indicação da ministra teve o apoio da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. Na cerimônia de posse no STM, Verônica Sterman agradeceu publicamente a ex-clientes, entre eles Gleisi Hoffmann e o ex-ministro Paulo Bernardo.

 

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Economia

Brasil fica em 1º lugar no G20 em gasto com juros da dívida, aponta levantamento

Foto: Getty Images

O Brasil terminou 2024 na liderança de um ranking que chama atenção: foi o país que mais gastou com juros da dívida pública entre as nações do G20, grupo que reúne as maiores economias do mundo.

Segundo dados do Financial Stability Board (FSB) compilados pelo Poder360, o país destinou 8,8% do Produto Interno Bruto (PIB) apenas para o pagamento de juros da dívida. É o maior percentual entre todos os integrantes do grupo, conforme o Poder360.

O levantamento mostra ainda que esse gasto aumentou de 5,8% para 8,8% do PIB entre 2023 e 2024. O avanço de três pontos percentuais foi o segundo maior do G20, atrás apenas do Canadá.

Mesmo com esse resultado, o Brasil não tem a maior dívida pública entre os países analisados. Pela metodologia do FSB, a dívida brasileira corresponde a 88% do PIB, ocupando a oitava posição. O Japão, por exemplo, tem uma dívida muito maior, próxima de 220% do PIB, mas gasta cerca de 2,5% do PIB com juros.

De acordo com a análise divulgada pelo Poder360, países como Japão e Estados Unidos conseguem pagar juros menores porque transmitem maior confiança ao mercado. Já quando há necessidade de ampliar o endividamento para financiar despesas, os investidores tendem a exigir juros mais altos, elevando o custo da dívida pública.

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Política

Datafolha mostra virada: direita supera a esquerda pela primeira vez desde 2014

Foto: Reprodução

A direita voltou a aparecer numericamente à frente da esquerda entre os brasileiros, segundo pesquisa Datafolha. O levantamento mostra que 44% dos eleitores com 16 anos ou mais se identificam com a direita ou a centro-direita, enquanto 39% se enquadram na esquerda ou na centro-esquerda. Outros 17% foram classificados como de centro.

Segundo o Datafolha, esta é a primeira vez, desde o início da série histórica, em 2014, que a direita supera a esquerda. Em 2022, o cenário era inverso: a esquerda reunia 49% dos entrevistados, contra 34% da direita.

A classificação não foi feita apenas com base na autodeclaração política dos entrevistados. Para definir o perfil ideológico de cada participante, o instituto aplicou perguntas sobre temas sociais, culturais, políticos e econômicos.

Entre as mudanças registradas, cresceu o número de pessoas que atribuem a pobreza à “preguiça de quem não quer trabalhar”, passando de 22% para 40%.

Ao mesmo tempo, caiu de 76% para 58% a parcela dos que relacionam a pobreza à falta de oportunidades iguais, embora essa ainda seja a opinião predominante entre os entrevistados.

Entre os homens, 50% foram classificados à direita e 33% à esquerda. Já entre as mulheres, 44% foram classificadas à esquerda e 37% à direita.

Levantamento

A pesquisa foi realizada presencialmente nos dias 17 e 18 de junho, com 2.004 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-09956/2026.

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Política

FORÇA DIGITAL: Flávio domina engajamento nas redes e lidera crescimento de seguidores a 90 dias das eleições

Foto: Vittor Sale

Faltando três meses para as eleições presidenciais, levantamento da consultoria Bites mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi quem mais ganhou novos seguidores no primeiro semestre e liderou o engajamento na maior parte do período analisado.

Já o presidente Lula (PT) mantém a maior base de seguidores nas redes sociais. Os dados, encomendados pela CNN, mostram que Lula encerrou junho com 38,9 milhões de seguidores nas principais plataformas digitais.

Flávio aparece em segundo lugar, com 21 milhões, mas registrou o maior crescimento em números absolutos entre janeiro e junho: foram 5,6 milhões de novos seguidores, um avanço de 36%. No mesmo período, Lula ganhou 1,8 milhão de seguidores, alta de 5%.

Flávio lidera tração da audiência

Além do tamanho da audiência, a consultoria avaliou a chamada “tração”, indicador que mede a capacidade de gerar repercussão e mobilizar usuários nas redes sociais.

Flávio Bolsonaro liderou em 21 das 26 semanas analisadas. Romeu Zema ficou em primeiro lugar em três semanas, enquanto Lula liderou nas duas restantes.

Desempenho nas redes 

O levantamento considera o desempenho dos pré-candidatos no Instagram, TikTok, Facebook, X e YouTube.

Entre os demais nomes monitorados, Romeu Zema se destacou pelo crescimento da base de seguidores, enquanto Renan Santos registrou a maior alta proporcional no semestre.

Base de seguidores e crescimento no primeiro semestre

  • Lula: 38,9 milhões de seguidores (+1,8 milhão; +5%)
  • Flávio Bolsonaro: 21 milhões (+5,6 milhões; +36%)
  • Romeu Zema: 6,2 milhões (+2,4 milhões; +63,3%)
  • Ronaldo Caiado: 4,7 milhões (+795 mil; +20,1%)
  • Renan Santos: 2,8 milhões (+2,3 milhões; +430,7%)

A consultoria ressalta que o desempenho nas redes sociais não deve ser confundido com intenção de voto. Ainda assim, os indicadores ajudam a mostrar como cada pré-candidato chega ao início da campanha no ambiente digital.

Principais indicadores

  • Maior base de seguidores: Lula (38,9 milhões)
  • Maior crescimento em números absolutos: Flávio Bolsonaro (+5,6 milhões)
  • Maior crescimento proporcional: Renan Santos (+430,7%)
  • Segundo maior crescimento em números absolutos: Romeu Zema (+2,4 milhões)
  • Segundo maior crescimento proporcional: Romeu Zema (+63,3%)

O levantamento também mostra desempenho mais discreto dos demais presidenciáveis.

Aldo Rebelo soma 347 mil seguidores, com crescimento de 31,2% no semestre. Já Augusto Cury e Cabo Daciolo passaram a integrar o monitoramento da Bites somente após o lançamento de suas pré-candidaturas.

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Política

Flávio falará sobre tarifas em audiência nos EUA no dia 7 de julho


Foto: Reprodução

O senador e pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL), falará no dia 7 de julho na audiência do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) sobre a investigação comercial contra o Brasil, que pode resultar em novas tarifas ao país. O congressista será o 1º a falar durante o 2º dia da sessão, marcada para começar às 10h em Washington D.C (11h no horário de Brasília).

Flávio planeja falar por 5 minutos para pedir a suspensão do tarifaço e propor uma “resolução construtiva e negociada das questões identificadas na investigação”. O senador defende que a aplicação das tarifas “beneficiaria” o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A audiência pública será realizada nos dias 6 e 7 de julho na repartição da U.S. International Trade Commission, localizada na capital norte-americana. O prazo limite legal para a definição e aplicação das medidas corretivas contra o Brasil é 15 de julho de 2026. A decisão sobre a aplicação da tarifa cabe ao presidente Donald Trump (Partido Republicano).

Representantes de confederações e empresas privadas do Brasil e dos Estados Unidos prestarão depoimento durante as sessões, podendo argumentar contra ou a favor da aplicação de tarifas. Eis o cronograma completo da audiência (PDF, em inglês – 155 kB).

O embaixador Roberto Azevêdo, ex-diretor geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), irá à audiência para representar a CNI (Confederação Nacional da Indústria), a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional).

Entidades norte-americanas também estão escaladas para falar, principalmente dos setores de agropecuária e energia, como a Associação Americana do Comércio de Sementes e Associação de Pecuaristas dos Estados Unidos, além da Associação de Combustíveis Renováveis.

O governo brasileiro não enviará representantes para a audiência pública. A avaliação é de que a sessão é um espaço de interesse dos setores privado e civil, e não governamental.

Poder 360

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Geral

Moraes determina transferência de joias sauditas recebidas por Bolsonaro

Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta quinta-feira (2) a transferência da custódia das joias sauditas dadas de presente pela Arábia Saudita ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Atendendo a um pedido da Receita Federal e acatando a um parecer favorável da PGR (Procuradoria-Geral da República), o magistrado decidiu arbitrar pelo envio dos itens de uma agência da Caixa Econômica Federal para a Alfândega do Aeroporto de São Paulo.

Na decisão é apontado o parecer da PGR, que apontou não haver mais interesse criminal sobre os objetos. O entendimento é de que a transferência se faz necessária para o andamento do procedimento fiscal, com a incorporação dos itens ao patrimônio da União.

“A Receita Federal afirma, em síntese, que a transferência da custódia dos bens é essencial para a instrução e o regular prosseguimento do procedimento fiscal de perdimento em curso no âmbito da Receita Federal do Brasil, que permitirá a transferência de sua propriedade à União”, destaca a decisão.

Ao final do parecer, Moraes determinou a comunicação da deliberação à Receita Federal, à Polícia Federal em São Paulo e à Procuradoria-Geral da República.

Entenda o caso

A Polícia Federal indiciou Bolsonaro, em 2024, pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e apropriação de bens públicos por tentar vender as joias sauditas dadas ao governo brasileiro nos Estados Unidos. Segundo o relatório da corporação, a venda dos itens teria como objetivo o enriquecimento ilícito do ex-presidente. O valor da operação é estimado em cerca de R$ 6,8 milhões.

Em março, porém, a PGR pediu o arquivamento da investigação, argumentando que não há uma legislação clara que regulamente esse tipo de situação. Para o órgão, não é possível responsabilizar criminalmente alguém com base em cenários marcados por lacunas legislativas ou por forte divergência interpretativa sobre o que é lícito ou ilícito.

Gonet ressaltou, no entanto, que sua análise se limita à esfera penal e não impede a apuração de eventuais responsabilidades em outras áreas, como na esfera civil ou administrativa.

Ainda no mesmo mês, o TCU (Tribunal de Contas da União) decidiu que presentes de uso pessoal, recebidos por presidentes e vice-presidentes, não são patrimônios públicos e podem continuar com os políticos ao saírem do cargo.

CNN

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Geral

Lula gasta mais de R$20 milhões somente em propaganda no Face e Instagram

Foto: Divulgação

O governo federal desembolsou mais de R$20 milhões em publicidade nas plataformas da Meta, controladora do Facebook e do Instagram, ao longo de um período de aproximadamente três meses.

Os dados são públicos e constam na Biblioteca de Anúncios da empresa, ferramenta que reúne informações sobre campanhas patrocinadas veiculadas nas redes sociais.

Levantamentos baseados na plataforma apontam que o valor aplicado pela administração federal supera R$22 milhões nos 90 dias analisados.

Com isso, o governo aparece como o maior anunciante da Meta no Brasil durante o período, à frente de partidos políticos, empresas e outras instituições.

As campanhas patrocinadas tiveram como foco a divulgação de programas sociais, mudanças na legislação do Imposto de Renda, investimentos em infraestrutura, iniciativas na área da educação, combate ao feminicídio e outras ações da administração federal.

A plataforma informa faixas de investimento para cada anúncio, sem divulgar o valor exato de cada campanha individual.

Em recortes mais recentes, os gastos permaneceram elevados.

Segundo os dados da Meta, apenas nos 30 dias anteriores à atualização do levantamento foram investidos cerca de R$7,9 milhões em anúncios.

Já na semana mais recente considerada pelo levantamento, os investimentos ultrapassaram R$4 milhões.

A Biblioteca de Anúncios da Meta reúne informações sobre publicidade relacionada a temas sociais, eleições e política, além de campanhas institucionais promovidas por órgãos públicos.

O sistema apresenta o período de veiculação, estimativas de alcance e as faixas de valores investidos em cada anúncio, permitindo o acompanhamento público dessas despesas.

Os investimentos em publicidade digital fazem parte da estratégia de comunicação da administração federal e se somam aos recursos destinados à divulgação institucional em outros meios de comunicação.

Dados divulgados recentemente indicam que os gastos totais com publicidade institucional do governo em 2026 alcançaram R$178 milhões apenas no primeiro semestre do ano.

Diário do Poder

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Política

Zenaide Maia encerra ciclo de entregas de obras antes do período eleitoral com quase R$ 1 bilhão em investimentos no Rio Grande do Norte

Foto: Divulgação

A sexta-feira (3) marcou o encerramento do calendário de inaugurações e entregas de obras permitidas pela legislação eleitoral. E a senadora Zenaide Maia fechou esse ciclo da mesma forma como conduziu seu mandato: entregando resultados para a população potiguar.

No bairro Auta de Souza, em Macaíba, a parlamentar participou da entrega de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), construída e equipada com mais de R$ 1 milhão destinados por seu mandato. Na ocasião, também recebeu o Título de Cidadã Macaibense, uma homenagem que simboliza o reconhecimento pelo trabalho realizado em favor do município.

As cerimônias de entrega encerram, mas o trabalho continua. Enquanto a legislação estabelece limites para inaugurações neste período, os investimentos conquistados pelo mandato seguem transformando a realidade dos municípios, com obras em andamento, recursos já assegurados e projetos que continuarão beneficiando milhares de potiguares.

Ao longo do mandato, Zenaide Maia destinou quase R$ 1 bilhão em emendas parlamentares ao Rio Grande do Norte, alcançando todos os 167 municípios. Os recursos fortalecem a saúde, a educação, a segurança pública, a assistência social, a agricultura, a infraestrutura e o desenvolvimento municipal.

Os investimentos contemplam hospitais públicos, maternidades e unidades de saúde; universidades e institutos federais, como a UFRN e os 21 campi, além da Reitoria do IFRN; instituições filantrópicas; as Ligas Contra o Câncer de Natal e Mossoró; hospitais das Forças Armadas; a Polícia Rodoviária Federal; a Polícia Federal; além de centenas de obras, equipamentos e ações executadas em parceria com prefeituras e com o Governo do Estado.

“Nosso mandato tem um compromisso: fazer com que os recursos públicos cheguem onde as pessoas vivem e precisam. Cada obra entregue, cada equipamento adquirido e cada serviço ampliado representam mais dignidade, mais oportunidades e mais qualidade de vida para a população”, destaca a senadora.

Mais do que números, os investimentos representam vidas alcançadas, atendimento à saúde ampliado, escolas fortalecidas, municípios mais estruturados e oportunidades para quem mais precisa.

Ao encerrar esse período de entregas, fica uma marca que ultrapassa as inaugurações: a de um mandato municipalista, presente nos 167 municípios potiguares e construído com diálogo, compromisso e resultados concretos. Porque obras têm data para serem inauguradas. O trabalho, esse, continua todos os dias em favor do Rio Grande do Norte.

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Geral

Natal registra primeiro semestre com chuvas 23% acima da média histórica

Foto: Demis Roussos

Natal encerrou o primeiro semestre de 2026 com um volume de chuvas 23,2% acima da média histórica para o período. Entre janeiro e junho, foram registrados 1.381,6 milímetros de precipitação, enquanto a média dos últimos 22 anos é de 1.121,3 milímetros. Os dados são da Defesa Civil Municipal, com base em medições do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O acumulado representa 260,3 milímetros a mais do que o esperado para os seis primeiros meses do ano e coloca 2026 entre os períodos mais chuvosos da série histórica iniciada em 2003. O levantamento considera apenas os anos com medições consistentes, desconsiderando períodos que apresentaram falhas de registro.

O cenário exigiu atuação permanente das equipes da Prefeitura ao longo do semestre. Serviços de limpeza da rede de drenagem, monitoramento de áreas suscetíveis a alagamentos, operação de bombas de drenagem, vistorias preventivas e atendimento às ocorrências provocadas pelas chuvas fizeram parte das ações desenvolvidas para reduzir os impactos do período chuvoso.

Na avaliação do prefeito Paulinho Freire, o comportamento das chuvas registrado neste primeiro semestre confirma a necessidade de manter investimentos permanentes em infraestrutura e prevenção.

“Os números mostram que Natal enfrentou um primeiro semestre com chuvas muito acima da média histórica. Isso exige planejamento, equipes preparadas e investimentos contínuos para que a cidade responda da melhor forma possível. Estamos executando obras de drenagem, ampliando a manutenção preventiva e atuando diariamente para reduzir os impactos das chuvas e oferecer mais segurança à população”, afirmou.

À frente da Defesa Civil Municipal, a secretária de Segurança Pública e Defesa Social, Samara Trigueiro, explica que o volume de precipitações registrado neste primeiro semestre exigiu acompanhamento permanente das áreas mais vulneráveis e atuação integrada entre os órgãos municipais.

“Quando enfrentamos um período com chuvas acima da média, o monitoramento precisa ser contínuo. A Defesa Civil acompanha as áreas mais sensíveis da cidade, realiza vistorias preventivas, orienta a população e atua de forma integrada com os demais órgãos municipais para que as respostas sejam rápidas sempre que necessário. O trabalho preventivo é fundamental para reduzir riscos e proteger as pessoas”, afirmou.

Atuação integrada

A resposta ao período de chuvas acima da média mobilizou diferentes órgãos da administração municipal. Enquanto a Defesa Civil intensificou o monitoramento das áreas mais vulneráveis e o atendimento às ocorrências, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) ampliou os serviços de manutenção preventiva da rede de drenagem. A Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU) atuou na sinalização e no monitoramento de vias afetadas, e as demais equipes municipais permaneceram de prontidão para atender às demandas registradas durante o período chuvoso.

Entre as ações executadas pela Seinfra está a limpeza de mais de 520 quilômetros da rede de drenagem da capital. O trabalho resultou na retirada de aproximadamente 57 mil toneladas de resíduos, na limpeza de 5.755 bocas de lobo e de 953 poços de visita, além da identificação de 273 ligações clandestinas de esgoto que comprometiam o funcionamento do sistema.

A secretária municipal de Infraestrutura, Shirley Cavalcanti, explica que a manutenção preventiva da rede de drenagem é um trabalho permanente e indispensável para garantir maior eficiência ao sistema, principalmente em períodos de chuva intensa.

“Quando o volume de precipitação supera o esperado, toda a infraestrutura de drenagem passa a operar sob maior demanda. Por isso, a manutenção contínua da rede é essencial. A limpeza de galerias, bocas de lobo e poços de visita aumenta a capacidade de escoamento das águas pluviais e contribui para reduzir os riscos de alagamentos”, explicou.

Além da manutenção permanente da rede de drenagem, a Prefeitura mantém em andamento obras estruturantes para solucionar pontos históricos de alagamento e segue monitorando áreas que exigem maior atenção durante o período chuvoso.

A Defesa Civil também orienta a população a colaborar com a preservação do sistema de drenagem, evitando o descarte irregular de lixo em ruas, galerias e bocas de lobo, prática que compromete o escoamento das águas pluviais e aumenta o risco de alagamentos. Em situações de emergência, o órgão pode ser acionado pelo telefone 199.

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