OTIMISMO: Forbes vê cenário positivo para o mercado de ações do Brasil; Bolsonaro e Paulo Guedes elogiados

Desempenho da bolsa brasileira supera o de gigantes mundo afora – Imagem: Shutterstock

O Brasil poderá ter o melhor desempenho no mercado global de ações neste primeiro trimestre ou até mesmo no semestre, segundo avaliação da revista Forbes.

O otimismo da publicação com as ações brasileiras tem como base o cenário traçado pela Fitch diante da expectativa de avanço da agenda reformista do governo de Jair Bolsonaro.

Em relatório publicado, segundo a Fobers, a Fitch espera crescimento de 2,4% neste ano e de 1,3% em 2018.

“A recuperação econômica do Brasil vai ganhar força nos próximos trimestres, disseram pesquisadores da Fitch Solutions em um relatório publicado na terça-feira. Eles citaram um sentimento positivo entre os empresários impulsionado pela nova administração de Bolsonaro”, escreveu a publicação.

Neste ano, a bolsa já acumula alta de mais de 6% e tem renovado sucessivamente o seu patamar recorde.

Entre as principais medidas esperadas pelos investidores, está a reforma da Previdência. O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a proposta da reforma será enviada ao Congresso em fevereiro, com um regime de capitalização.

“Brasil é o melhor mercado de ações do mundo”

Parece que o sentimento de otimismo com o Brasil ultrapassou as fronteiras do país e já atingiu uma galera de peso lá na gringa. No começo desta semana, o colunista da Forbes, Kenneth Rapoza, fez uma espécie de homenagem pública ao afirmar que o Brasil atualmente é o melhor mercado de ações do mundo. Para ele, a nossa bolsa mostrou uma força invejável neste começo de ano e caminha para apresentar o melhor desempenho trimestral (e talvez semestral) entre todos os mercados do globo.

“Parabéns, Jair Bolsonaro”, afirma Rapoza, com a congratulação em português. “Antes que os tanques do exército entrem, como seus oponentes acreditavam há apenas quatro meses, o Brasil está a caminho de ser o mercado de melhor desempenho neste trimestre, se não no primeiro semestre de 2019.”

O colunista, que escreve sobre investimentos em mercados emergentes, explica que, com base nas maiores transações dos mercados, o índice de ações brasileiro está superando as principais bolsas do mundo, como dos EUA, da Rússia, da Índia, da China, do México, da Europa, do Japão e de outros mercados emergentes.

Rapoza também baseia seu argumento sobre o mercado de ações no otimismo dos pesquisadores da Fitch Solutions. Segundo eles, a recuperação econômica do Brasil ganhará força nos próximos trimestres, apoiada em um sentimento positivo de negócios que foi reforçado pelo novo governo. “O clima geral no Brasil não é exatamente eufórico, mas pode ser descrito uma mistura de suspiro de alívio e de ‘esperar para ver'”, afirma.

Dados que refletem o tom positivo

Rapoza fez uma análise da situação econômica do país e relata que, ainda que as estimativas de crescimento do PIB brasileiro neste ano tenham sido cortadas, há uma clara tendência positiva para o sentimento de negócios local.

“Mais investimento corporativo geralmente se traduz em novas contratações. O mercado de trabalho brasileiro abriu 755.537 vagas de emprego entre janeiro e novembro, e a taxa de desemprego caiu para 11,6%. O percentual ainda é alto, mas é o menor desde julho de 2016”, disse.

Para o colunista, a inflação estável é outro ponto positivo para o desenvolvimento do país, já que isso significa que os brasileiros também têm mais dinheiro em seus bolsos.

Reformas, reformas, reformas

Se você acha que a mania de bater na tecla das reformas é exclusiva dos investidores brasileiros, então achou errado. Rapoza também é um dos que acredita que o maior desafio do governo Bolsonaro é a reforma da Previdência, e faz um alerta para a falta de alinhamento entre os cabeças do novo governo: de um lado, Paulo Guedes e sua equipe declaradamente liberal e pró-reforma. De outro, a classe militar, uma das maiores beneficiárias do atual sistema de aposentadoria brasileiro e que não dá sinais que pretende abrir mão de suas regalias.

Para o colunista da Forbes, a falta de progresso com as reformas irá corroer a confiança do investidor, embora a maioria do mercado tenha dado o benefício da dúvida ao capitão. Por ora, Rapoza fica com o grupo dos otimistas e diz: Bolsonaro fez um bom começo.

Com informações do G1 e Seu Dinheiro