Como acontece com praticamente todo viral feminista, as imagens de mulheres “belas, recatadas e do lar” causaram polêmica. É difícil ir contra a ideia de que as mulheres não podem ser livres e frequentar bares, boates ou festejar como os homens (é o século 21, afinal de contas), mas as imagens reacenderam o interessante debate sobre a liberdade de escolha: “Então eu não posso ser dona de casa?”, “Eu escolhi não trabalhar e cuidar dos filhos, não sou oprimida!” e por aí vai.
A origem da discussão, para quem não acompanhou, foi a matéria que a revista Veja fez sobre Marcela Temer, esposa de Michel Temer, destacando e valorizando suas características comportadas e dizendo que o vice-presidente é um homem de sorte por ela ser assim. Isso causou indignação em muitas mulheres, que entenderam que o tratamento dado pela matéria reforçava ser esse o único tipo de mulher digna de respeito (crítica com a qual eu concordo). Logo, a resposta foi mostrar que nós somos plurais e nem por isso menos dignas.
A polêmica vem porque nem sempre fica claro que o objeto da crítica não são as mulheres “recatadas e do lar”, e sim quem só vê valor nelas. Então, para deixar bem claro: não estamos criticando mulheres que escolheram ser donas de casa ou constituir família. Criticamos um sistema que oprime, cala e silencia e que se manifesta no cotidiano, na mídia e em outras esferas.
Toda mulher tem o direito de ser recatada e do lar, e se engana quem pensa que isso é ser contra o feminismo. Feminismo é, por essência, liberdade. É escolha. É permitir que cada mulher faça o que quiser, desde que essa escolha seja, de fato, uma escolha, e não uma pressão social.
Muitas das mulheres que se dizem contra o feminismo apoiam pautas feministas sem saber. E muitas das que se dizem anti-feministas o fazem com o argumento de que escolheram “ter uma família, se depilar” ou coisas do gênero. O que talvez elas não saibam é que isso não as exclui do feminismo. Ter uma família, se depilar ou cultivar todos os pelos do corpo, escolher ser mãe ou não, ser bissexual, lésbica, heterossexual, monogâmica ou não. Cabe todo mundo, desde que todas se respeitem.
Se as fotos “belas, recatadas e dos lares” ensinaram alguma coisa, foi que nós mulheres não vamos mais aceitar sermos excluídas da vida pública*. O entendimento de que devemos obrigatoriamente ficar em casa é o que legitima assédios, estupros e culpabiliza as mulheres por tais violências. Mas a campanha também é uma ótima oportunidade também para reforçar que feminismo é lutar por igualdade e para que as mulheres possam escolher o acham melhor para suas vidas. Feminismo não é palavrão, feminismo é liberdade.
*Aqui é importante destacar que isso se refere particularmente às mulheres brancas, já que as negras, muito mais marginalizadas historicamente, sempre trabalharam e encararam a esfera pública, também sempre muito hostil com elas.
Blos, Nana Soares, Estadão
O IFRN Cidade Alta promove na próxima segunda-feira (25) aula inaugural para recepcionar os alunos. O evento marca a abertura da Unidade Rocas do campus que de início vai receber mais de 100 novos alunos inscritos para os cursos técnicos integrados em Multimídia e Lazer e o curso de graduação em tecnologia em Gestão Desportiva e de Lazer. Ao todo a unidade vai atender a mais de 300 alunos regulares.
Feministas são aquelas que querem os mesmo direitos dos homens, porém não querem descarregar um caminhão de cimento. São coerentes!
Lembra-me o filme; A BELA e a FERA!
Ali sim pode-se chamar de "golpeeeeeeeee"!
E não o que ele vai SOFRER quando assumir.
Se muitos puxarem pela lembranças; o saudoso VICE do Collor também tinha uma namorada com idade de ser FILHA.
A mesma também era BELA, RECATADA e SOLTEIRA… E ao lado do então PRESIDENTE ITAMAR FRANCO, ela adorava desfilar na sapucaí sem calcinha.
Ô BRASIL bom de se morar!
OPÇÃO POR SER DO LAR É O MESMO QUE ( QUERER SER ANALFABETA )
Papo idiota de encalhada infeliz.
Cada pessoa pode escolher o que quer fazer e ser, desde que respeitados as leis, costumes e o direito alheio.
Tem mulher que gosta de ser peluda, tem mulher que gosta de ser briguenta, tem outras que gostam de outras, mas tem mulher que gosta de ser romântica, de ser tratada com cavalheirismo, de ser dona de casa… E não há problema algum nisto.
Da mesma forma existem homens que gostam de feministas (são poucos, mas existem) e os que preferem mulheres comuns, que sejam carinhosas, amáveis e sociáveis, mas sem abrir mão de terem a sua independência financeira e social.
Sim, ia esquecendo, também tem homens que preferem mulheres recatadas e do lar, que ocupem seu tempo organizando a casa, delegando funções aos empregados e gastando tempo e dinheiro em salões caros, em compras e em cafézinhos com amigas deste mesmo perfil, mas estes caras são muito ricos e 90% das mulheres estão de olho neles.