Diversos

Ex-Globo, mulher de Cunha ressurge na emissora como notícia

No especial em que comemorou seus 50 anos, em abril, a Globo exibiu um clipe com imagens de apresentadores de telejornais.

A emissora esqueceu — intencionalmente ou não — de mostrar Claudia Cruz, que trabalhou como âncora entre 1989 e 2001.

Indignada, a jornalista fez, na ocasião, um post em tons de revolta e desabafo no Facebook.

“Ser apagada da história é muito ruim. Apresentei Bom Dia Rio, RJ 1 e 2, Jornal Hoje e Fantástico por vários anos! E, simplesmente, sumi na poeira como castigo por ter acionado a empresa na justiça, por ter sido injustiçada. História que nunca contei.”

Pouco depois de deixar a Globo, Claudia Cruz abriu um processo trabalhista contra o canal. Essa disputa jurídica pode ser o motivo pelo qual ela foi ‘deletada’ no show da emissora.

Na sexta-feira (16), a apresentadora ressurgiu na Globo. Os telejornais da casa destacaram as fotos do passaporte dela, do marido, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e da filha Danielle.

Os documentos fazem parte de um pacote de provas sobre supostas contas não declaradas do político em um banco na Suíça.

De acordo com a Procuradoria Geral da República, os valores depositados teriam origem em propinas relacionadas a um esquema de desvios de recursos na Petrobras.

Ao citar Claudia Cruz nas matérias, a Globo não informou que ela é jornalista tampouco ser ex-funcionária da casa.

Essa informação realmente não é relevante, já que há nenhuma ligação entre a carreira da ex-âncora na TV e os negócios de seu marido.

Mas não deixa de ser curioso que uma das principais apresentadoras do jornalismo global da década de 1990 agora vire manchete em alguns dos programas dos quais ela participou.

Terra

 

Opinião dos leitores

  1. GLOBO E CUNHA, UNIDOS PELO BRASIL!!!
    GLOBO E FIFA, ESSE TIME TEM HISTÓRIA!!!
    GLOBO E VC, TUDO A VER?

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Diversos

Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 46 milhões

Ninguém acertou as seis dezenas da Mega-Sena na noite deste sábado (17). Com isso, o prêmio, que está acumulado desde o dia 7, chegará na casa dos R$ 46 milhões, na próxima quarta-feira (21).

Confira os números do sorteio de hoje:

09 — 36 — 37— 53 — 55 — 60

Setenta apostas marcaram cinco números e cada uma delas vai receber R$ 49,5 mil. A quadra vai pagou R$ 874,88.

Para o próximo sorteio, as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de quarta-feira, em qualquer casa lotérica. Clientes Caixa que utilizam o internet banking também podem jogar online. Cada aposta custa R$ 3,50.

Opinião dos leitores

  1. Ah, esquema fuderoso por trás dessas loterias da caixa! E essa mega-sena é um esquemão para muito político, colarinho branco e chefão nesse país. Por que o MP não faz uma devassa nesse esquema aí?

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Economia

Por apoio no Congresso, governo vai liberar R$ 700 mi em emendas

O governo sinalizou ao Congresso que vai liberar 700 milhões de reais em emendas parlamentares. O objetivo é reaglutinar apoios e tentar sair da chamada agenda negativa do impeachment, que paralisa Brasília nos últimos meses. Além de abrir o cofre, o Palácio do Planalto deu aos partidos aliados a garantia de fazer indicações em “porteira fechada” nos ministérios – ou seja, preenchimento de cargos em todos os escalões.

As medidas negociadas têm sido conduzidas pelo ministro Ricardo Berzoini, da Secretaria-Geral da Presidência, e pelo secretário especial da Presidência da República, Giles Azevedo. O empenho de integrantes do governo para entregar o que foi prometido aos aliados tem mudado o discurso dos mais descontentes, principalmente na Câmara, comandada pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), rompido com o governo desde julho deste ano.

As negociações em torno da liberação das emendas ganharam celeridade logo após o Palácio do Planalto ter sido derrotado ao não conseguir colocar maioria na sessão do Congresso Nacional realizada no início do mês. A votação foi o primeiro teste da nova equipe de articulação política também integrada pelo ministro Jaques Wagner (Casa Civil).

Logo após o revés no plenário, Berzoini chamou para uma conversa no Palácio do Planalto os líderes do maior bloco da Câmara, composto pelo PP, PTB, PSC e PHS, responsáveis por conduzir o esvaziamento da sessão. O objetivo da reunião foi o de “entender” o motivo da revolta, ocorrida apenas quatro dias depois de concretizada a reforma ministerial. Dias depois das conversas, líderes ouviram de Berzoini que o “governo estava fazendo um esforço” para atender aos parlamentares.

Mudança – O recurso das emendas é aplicado em obras realizadas nos redutos eleitorais dos parlamentares. “Mudou tudo, não desmerecendo os antecessores, mas parece que agora o ministro Ricardo Berzoini realmente tem voz ativa. Tem atuado para atender aos deputados. Algumas obras começaram a sair, a serem pagas”, ressaltou o líder do PTB, deputado Jovair Arantes (GO). “O clima mudou e já até informamos ao Palácio que pode ter sessão do Congresso semana que vem, se eles quiseram”, disse o líder do PR, deputado Maurício Quintella (AL).

Outra mudança de tratamento com integrantes da base aliada, que também tem sido posta em prática para tentar assegurar a governabilidade, é garantir a autonomia dos novos ministros para nomear para os principais cargos das respectivas pastas. Uma das principais críticas de integrantes da base antes da reforma ministerial era o fato de que, mesmo indicando o ministro, o partido não conseguia ocupar espaços estratégicos, que normalmente permaneciam nas mãos de integrantes do PT.

“Há tomadas de decisões sobre os pleitos das bancadas que estavam represados. Há uma melhora no ambiente, mas tem que ser um exercício diário, porque liberação de cargos e emendas uma hora acaba”, considerou o líder do PMDB, deputado Leonardo Picciani (RJ).

Entre os possíveis efeitos esperados pelo governo com a liberação dos recursos e cargos está a mudança da pauta no Congresso, que ultimamente tem se concentrado nas discussões em torno de um possível processo de impeachment de Dilma.

Uma das apostas de integrantes da cúpula do governo nesta semana é um avanço nas discussões em torno da proposta que renova a Desvinculação de Receitas da União (DRU) e estabelece em 30% o porcentual do arrecadado com tributos federais que pode ser usado livremente pelo governo. O projeto tramita na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Esse mecanismo de realocação de receitas federais expira no fim deste ano.

Além do comprometimento com os acordos firmados, parlamentares também têm ressaltado mudança na atitude dos ministros do núcleo duro do Palácio considerados “mais abertos ao diálogo”. Entre os exemplos lembrados estão as discussões em torno da proposta da CPMF. Berzoini tem dito aos parlamentares da base que o texto, ao contrário do posicionamento inicial do governo, poderá receber “contribuições” e ser alterado.

(Com Veja e Estadão Conteúdo)

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Educação

Com mudanças, Fique atento aos horários de provas do Enem

No sábado (24) e domingo (25), estudantes de todo o país farão as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para não perder o Enem, os candidatos devem ficar atentos aos horários do exame. Em todos os estados, os portões de acesso serão abertos às 12h (horário oficial de Brasília) e fecham uma hora depois, às 13h, quando não será mais permitida a entrada nos locais de prova.

É importante que o candidato fique atento às diferenças de fuso horário do seu estado com relação a Brasília e não se esqueça que a partir de amanhã (18), a capital federal e cidades de outros dez estados passarão a adotar o horário de verão, adiantando os relógios em uma hora. Assim, a diferença para os estados que não participam do horário de verão fica alterada. O horário de abertura e fechamento de portões vale também para os participantes sabatistas. Eles devem chegar ao local de prova no mesmo horário dos demais candidatos.
Para os que guardam os sábados por motivos religiosos, a prova do primeiro dia começa a ser aplicada somente às 19h, horário da capital federal. A exceção, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), é para os estados de Roraima, Rondônia, Amazonas, Acre, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde, devido ao fuso horário, as provas iniciarão às 19h, levando em consideração o horário local. A orientação do Inep é que os candidatos verifiquem, com antecedência, os locais onde farão as provas e que antes do dia do exame observem o caminho a ser feito.
No primeiro dia, os candidatos terão 4h30 para as provas de Ciências Humanas e suas Tecnologias e Ciências da Natureza e suas Tecnologias. No domingo, com 5h30 de duração, serão aplicadas as provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Redação e Matemática e suas Tecnologias. Para ajudar os candidatos a se preparar para o Enem, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) preparou o aplicativo Questões Enem, que reúne todas as matérias desde a edição de 2009. No sistema, é possível escolher as áreas do conhecimento que se quer estudar. O acesso é gratuito. Fique Atento:

– Os portões serão abertos às 12h, no horário oficial de Brasília, e fecham às 13h.

– Brasília está no horário de verão: relógios adiantados em uma hora. Fique atento às diferenças de fuso horário.

– Sabatistas também entram entre 12 e 13h, no horário de Brasília. Provas do primeiro dia serão aplicadas às 19h, também no horário de Brasília em algumas localidades, e 19h no horário local em Roraima, Rondônia, Amazonas, Acre, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

– Verificar os locais de prova com antecedência.

– Conhecer o local de prova antes do dia do exame.

Agência Brasil

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Economia

Governo corta verbas de sete programas sociais

A crise econômica e o ajuste fiscal levaram o governo federal a fazer cortes em pelo menos sete programas sociais, alguns exibidos como bandeiras de campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff. Somente em dois deles (Pronatec e Aquisição de Alimentos) os gastos previstos no orçamento de 2016 caíram R$ 2,487 bilhões em relação à previsão de despesas deste ano. O governo cortou, no orçamento do próximo ano do Farmácia Popular, R$ 578 milhões para subsídios na compra de medicamentos vendidos na rede conveniada, o que permite descontos de até 90% no preço dos remédios. Dilma, que chegou a prometer que a área social seria poupada, já admitiu cortes no setor.

Há casos de programas, como o Minha Casa Melhor (de aquisição de móveis e eletrodomésticos para beneficiados pelo Minha Casa Minha Vida) que tiveram suas contratações suspensas em fevereiro deste ano. Outros já haviam sofrido cortes drásticos em 2015. O Água para Todos, por exemplo, destinado a garantir água para regiões carentes, teve uma queda de R$ 550 milhões, se comparado o orçamento de 2014 com o deste ano.

No caso do Fies, a oferta de vagas do primeiro para o segundo semestre de 2015 ano caiu 75%. Além disso, os juros cobrados subiram de 3,5% para 6,5% ao ano. Entre 2014 e 2015, o programa já sofrera uma redução de 418 mil vagas (de 731 mil para 313 mil). Já o Ciência sem Fronteiras sofre um baque no número de bolsas oferecidas para interessados em estudar no exterior. O objetivo inicial, anunciado em 2011, era distribuir 101 mil bolsas até o fim deste ano. Mas o painel de controle do próprio programa informa que a meta não será alcançada. Até o primeiro trimestre de 2016, serão 87 mil bolsas oferecidas.

O agricultor José Maurin, de 75 anos, foi um dos afetados pelo corte no programa Aquisição de Alimentos (PAA)
Agricultor alimenta porcos com produção que está estragando

A redução dos investimentos prejudica a vida de quem depende dos programas sociais, entre eles, os produtores rurais. A Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) afirma que em estados como São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná, o governo não renovou contratos de fornecimento de alimentos este ano, tampouco informou aos produtores com antecedência que o programa sofreria cortes. Com isso, os alimentos que já haviam sido plantados e estão em ponto de colheita vêm sendo descartados e até mesmo jogados aos porcos.

— Foi um desastre. Era a nossa sobrevivência. A gente não sabe o que vai acontecer daqui para frente — conta Lucilei Guilhem, presidente da Associação Nossa Senhora Das Graças e Malu, em Caiuá, interior de São Paulo.

A Confederação de Trabalhadores na Agricultura (Contag) confirma o impacto dos cortes e diz receber reclamações de atrasos de pagamento aos profissionais rurais. O governo nega a falta de pagamentos e cortes, mas confirma a redução do orçamento do programa este ano e também na previsão orçamentária de 2016. Enquanto em 2014 o orçamento do Aquisição de Alimentos era de R$ 1 bilhão, este ano a previsão de gastos já havia caído para R$ 647 milhões. Desse montante, foram gastos até setembro R$ 300 milhões. A previsão de orçamento para 2016 é de R$ 560 milhões.

— Já enviamos diversos documentos pedindo ao governo que o orçamento se recomponha. Recebemos reclamações de vários estados falando sobre a falta de pagamento aos agricultores — conta Alberto Broch, presidente da Contag.

Em Goiás, a presidente da Cooperativa Mista Agropecuária dos Produtores Rurais de Ferninópolis, Luciana Naves, conta que enviou à Conab o projeto de 2015, com o que cada agricultor continuaria a produzir, mas os contratos não foram celebrados.

— Enviamos o projeto de 2015 e a Conab aprovou. Mas, no fim de agosto, tivemos a má notícia de que a verba para atender aos projetos estava cortada. Pegaram-nos de surpresa. Não fomos orientados a não fazer o projeto e os produtores se organizaram para entregar esses produtos. São 84 famílias cadastradas pela cooperativa e a maioria tem esse valor como uma forma de sobrevivência. Nunca passamos por essa situação antes — diz.

Na pasta da Educação, os cortes atingem principalmente um dos programas mais exaltados durante a campanha presidencial, o Pronatec. O programa sofreu corte de mais da metade em seu orçamento para 2016, em comparação com o gasto previsto para 2015, que é de R$ 4 bilhões. Na lei orçamentária apresentada à Câmara pelo governo, a previsão caiu para R$1,6 bilhão no próximo ano. Do montante previsto para 2015, foram executados até setembro R$ 2,4 bilhões. O Pronatec terá este ano um milhão de vagas, um terço do oferecido em 2014.

Sobre a redução dos investimentos nos programas, o MEC afirma que tem trabalhado para viabilizar as metas do Plano Nacional de Educação e, para tanto, todos os programas e ações do ministério estão mantidos e terão continuidade no próximo ano. Porém, diante da situação fiscal pela qual passa o país, o ministério terá que fazer mais com menos.

SUSPENSÃO NO CRÉDITO

Lançado em junho de 2013, o Minha Casa Melhor, da Caixa, foi suspenso no fim de fevereiro deste ano e não há previsão de retomada das contratações. O objetivo do programa era oferecer linha de crédito para aquisição de móveis e eletrodomésticos para os beneficiários do Minha Casa Minha Vida. Dos R$ 3 bilhões destinados ao programa, aproximadamente R$ 2,92 bilhões foram utilizados. Cerca de 700 mil famílias utilizaram o cartão, segundo o banco.

Ainda na área da habitação, o governo afirma que pretende investir este ano R$ 250 milhões no programa Água para Todos. Deste montante, foram gastos R$ 204 milhões até setembro. Os investimentos estão bem abaixo do valor de 2014, quando foram gastos R$ 800 milhões no programa. Para 2016, a previsão orçamentária é de R$ 268 milhões. De acordo com o Ministério da Integração Nacional, o programa continua, e, desde 2011, já beneficiou mais de cinco milhões de pessoas com “tecnologias de abastecimento de água”.

Na área da Saúde, a navalha vai passar pelo Farmácia Popular. A doação de remédios vai continuar, mas o governo acabará com subsídios de R$ 578 milhões, que garantiam descontos nas farmácias e drogarias da rede privada com a identificação “Aqui tem farmácia popular”.

Com o fim do cofinanciamento de medicamentos, a Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa) estima que cerca de três milhões de pessoas devem deixar de ser beneficiadas. A modalidade oferece tratamento para colesterol, osteoporose, mal de Parkinson, glaucoma e rinite.

Em nota, o Ministério da Saúde disse que os medicamentos cofinanciados ofertados como parte do programa integram a Relação Nacional de Medicamentos (Rename) e, portanto, devem ser ofertados na rede pública de saúde, independente da disponibilização no Programa Farmácia Popular.

Sobre a redução nos programa sociais, o Ministério do Planejamento afirma que, em momento de cenário restritivo, escolhas precisam ser feitas. Segundo a pasta, a prioridade é pagar o que já está contratado e alterar o calendário de novas ações. O objetivo é reduzir os restos a pagar, com menos limite orçamentário e mais limite financeiro. (*Estagiário, sob supervisão de Maiá Menezes.)

O Globo

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Acidente

Naufrágio mata 12 refugiados que tentavam chegar à Grécia

Pelo menos 12 pessoas morreram neste sábado (17) no naufrágio de uma barca com refugiados sírios que tentava chegar à ilha grega de Lesbos após zarpar da costa da Turquia.

A embarcação tinha partido de um ponto do município turco de Ayvacik, ao norte de Lesbos, mas, durante a madrugada, virou e alguns refugiados conseguiram ligar para a Guarda Costeira turca, segundo informa o jornal Hürriyet.

As equipes de resgate conseguiram salvar 25 pessoas, além de recuperar 12 corpos, mas a busca continua porque, segundo os testemunhos dos sobreviventes, na embarcação viajavam entre 48 e 52 pessoas.

A ilha grega de Lesbos, junto com as de Quios e Kos mais ao sul, é um dos destinos mais procurados pelos refugiados sírios que tentam chegar a um país da União Europeia para pedir asilo.

A Turquia abriga cerca de dois milhões de refugiados sírios e, embora lhes permita uma estadia indefinida como “hóspedes” e lhes ofereça ajudas materiais, não lhes reconhece o status de refugiados nem facilita a integração de seus filhos no sistema escolar turco.

Terra

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Economia

BC enfrenta desafio para levar inflação ao centro da meta

O Banco Central (BC) está numa encruzilhada. Insiste que vai cortar a inflação praticamente pela metade entre este ano e o final do próximo. Hoje, ela beira os 10% ao ano. Mas o BC afirma que termina 2016 em 4,5%, o centro da mete que ele mesmo se propôs a cumprir. Ocorre que não há um economista que considere a previsão viável. Nem analistas de mercado, nem economistas que um dia estiveram dentro da própria instituição dizem que isso seja possível.

Nesta semana, o Copom (Comitê de Política Monetária do BC), se reúne para decidir justamente como vai perseguir essa meta. Precisa avaliar se eleva a Selic, a taxa básica de juros, hoje em 14,75%. O cenário é delicado. De um lado, a recessão, acompanhada de desemprego e queda da renda, se agrava. As pessoas compram menos e isso naturalmente vai reduzir a inflação. Mas, de outro, o dólar subiu demais e permanece instável, o que pressiona os preços.

O Estado ouviu três ex-presidentes e quatro ex-diretores do Banco Central. Também consultou projeções atualizadas de mais de 20 instituições financeiras. Numa atípica unanimidade, todos veem que a melhor estratégia para o BC é esperar.

“O BC não tem uma vida fácil”, diz o economista Affonso Celso Pastore, ex-presidente do Banco Central e sócio da A.C.Pastore & Associados. “A taxa de juros que está aí impede que a inflação faça uma escalada sem limites: tanto que estamos vendo uma inflação perto de 10%, mas é provável que vá a 6% no ano que vem”, diz. “Mas não vai a 4,5%, como diz o BC. Esse discurso é inconsistente.” O próprio BC já teria se dado conta e, internamente, estaria estudando como mudar o discurso e o prazo para cumprir a meta.

Na avaliação de Pastore e dos demais economistas, o BC não tem muito a fazer neste momento porque sofre os efeitos de uma espécie de círculo vicioso, alimentado muito mais pela política do que pela economia.

Fiscal. Para deter a inflação, o principal trunfo do banco é elevar os juros. Mas a alta estaria no limite. Ele precisa agora da ajuda do ajuste fiscal – que o governo gaste menos, reduza o volume de dinheiro que injeta na economia. Porém, o ajuste depende da aprovação de uma série de medidas no Congresso. Como governo e Congresso não se entendem, o ajuste empacou.

Para agravar, a crise política gerou uma incerteza tão grande sobre os rumos do Brasil que afetou o apetite dos investidores. Muitos tiram dinheiro do País, o que eleva o dólar. O dólar mais alto alimenta a inflação – e volta-se à origem do problema: o BC precisa do ajuste, que empacou na crise política, que leva à incerteza, que mexe com o câmbio, que eleva a inflação. “Com a dificuldade de implementar um ajuste fiscal profundo, o processo de ancorar as expectativas vai ser muito mais demorado”, diz Carlos Langoni, ex-presidente do BC e diretor do Centro de Economia Mundial da FGV.

O mais complicado neste processo é que o BC precisa ser cauteloso sem parecer leniente com a inflação, o que agravaria a situação da economia. “As inflações começam pequenas e depois vão aumentando”, diz Gustavo Loyola, também ex-presidente da instituição e sócio da Tendências Consultoria. “Se eu estivesse no BC seria bastante conservador. Não estou defendendo que o BC saia por aí como um míssil sem direção, elevando os juros. Mas ele não deve se comportar como se a briga com a inflação estivesse perdida. O Banco Central precisa ser o último a jogar a toalha.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Polícia

Quatro mortes marcam noite de sábado em Natal e Extremoz

Quatro pessoas foram mortas na noite deste sábado (17) na capital do Rio Grande do Norte, de acordo com a Polícia Militar.

O primeiro crime de homicídio foi registrado no Conjunto Jardim Lola, na zona Norte de Natal. Segundo populares, a vítima caminhava em via pública quando foi surpreendida por dois homens que chegaram atirando, e logo fugiram com destino ignorado. A motivação do crime ainda é desconhecida.

Na zona Oeste, uma mulher identificada como Jeane da Rocha, foi morta na Rua Cafarnaum, no bairro do Planalto. A vítima ainda chegou a ser socorrida, mas morreu antes do socorro médico.

Na cidade de Extremoz, um comerciante identificado apenas como “Anibal” foi morto a tiros durante uma festa. A motivação do crime é desconhecida, mas a Polícia já tem informações sobre o suspeito de praticar o crime.

Finalizando a noite, a PM registrou mais um apenado encontrado morto em uma unidade prisional do Estado. O apenado, ainda não identificado, foi encontrado pelos agentes do Presídio Provisório Raimundo Nonato, na zona Norte de Natal, morto com características de envenenamento. A direção da unidade investigará o crime.

Com informações do Portal 190RN.com

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Judiciário

CPI da Petrobras: “Ministério da Justiça não responde nossos questionamentos”

Ao se referir aos pedidos de informação feitos ao Ministério da Justiça sobre os grampos encontrados na Superintendência da Polícia Federal do Paraná (um deles dentro da cela que Alberto Youssef dividiu com Paulo Roberto Costa), o presidente da CPI da Petrobras, deputado Hugo Motta (PMDB-PB) é crítico. Motta cobra respeito, mesmo destacando que essa questão não é o foco da comissão, que investiga corrupção cometida em contratos da Petrobras.

“O Ministério da Justiça não tem respondido aos nossos questionamentos. A CPI tem, por reiteradas vezes, tentado esse contato e o ministério muitas vezes não responde em tempo hábil e, quando responde, não responde da maneira que a CPI e principalmente os parlamentares esperam. Então eu entendo que o ministério deveria ter mais respeito e poder responder os questionamentos. Até porque a CPI tem a prerrogativa de investigação”, Diz Motta.

Chegando perto do seu fim, a CPI tem discutido horas nas últimas sessões sobre a continuidade ou não de seus trabalhos. O prazo de funcionamento vence no dia 23 de outubro e até agora não há uma decisão do Plenário da Câmara dos Deputados a respeito do futuro da comissão. Motta defende sua prorrogação. “Na minha avaliação a prorrogação é sim vista com bons olhos para que a gente possa seguir o nossos trabalhos”, resume. Caberá aos líderes selar o destino da CPI.

O presidente da Comissão também fala a respeito de uma crítica recorrente nos bastidores da Casa: a de que a CPI, por vir a reboque da investigação feita pela Polícia Federal, perde o caráter vanguardista e seria somente um palanque político para troca de farpas entre governo e oposição.

“O cabo de guerra político é inevitável dentro da Casa. Não há como querer que, numa Casa política, não trate de política e não em todos os seus âmbitos. Seja nas comissões temáticas seja nas CPI e sem dúvida aconteceu, por diversas vezes, o cabo de guerra político entre governo e oposição. Isso é natural da discussão política. Nossa apuração é uma apuração política porque somos políticos”, afirma Motta. “Mas posso dizer que a CPI cumpriu seu caráter técnico e investigativo”, acrescenta ele.

IG

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Segurança

Mais um preso é morto dentro no RN

Mais um detento foi assassinado dentro de uma unidade prisional do Rio Grande do Norte. Desta vez, o crime aconteceu no final da tarde deste sábado (17) no Presídio Provisório Raimundo Nonato Fernandes, na zona Norte de Natal. De acordo com Vilma Batista, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do RN (Sindasp-RN), o preso foi identificado como MAgnum Guedes de Moura, que respondia por porte ilegal de arma. O caso foi o 20º do tipo só em 2015 no estado.

 

Mortes de apenados em presídios do Estado em 2015:

17/10 – Magnum Guedes de Moura (Presídio Raimundo Nonato Fernandes/Natal)
16/10 – Clésio Barbosa de Souza Oliveira (Alcaçuz)
10/10 – Joel Rodrigues da Silva, o “Joel do Mosquito” (Raimundo Nonato Fernandes/Natal)
9/10 – Cryslon Carlos Lima (CDP de Parnamirim)
6/10 – José Wilde da Silva (Penitenciária de Alcaçuz/Nisia Floresta)
5/10 – Edson Nascimento da Costa e Alexandre Ferreira Freitas (Presídio Raimundo Nonato Fernandes/Natal) e José Fagner Tibúrcio e Sairo Luan Leite (Presidio Pereirão/Caicó)
3/10 – Jefferson Vieira Lopes da Silva (Penitenciária Mário Negócio/Mossoró)
25/8 – Denison Costa e Silva (CDP Potengi/Natal)
24/8 – Cassiano Henrique Galvão (Presídio Raimundo Nonato Fernandes/Natal) e Fábio Júnior da Silva (Presídio “Pereirão”/Caicó)
18/8 – Emerson Santos da Luz (Pavilhão 5/Alcaçuz/Nísia Floresta)
16/8 – Antonio Edigleidson de Souza, Genilson Bezerra de Oliveira, Gladstone Clementino Araújo e João Paulo Silva Dias (Presídio de Caraúbas)
10/6 – Alexsandro Teodósio da Silva Pessoa (Pavilhão 5/Nísia Floresta)
6/2 – Eliel Heberton da Silva (Ceduc/Caicó)

Com informações da Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. Sendo bandido pobre, negro e desdentado pode morrer. Os de colarinho branco q matam desviando dinheiro da saúde, merendas das escolas e programas sociais podem viver. Inclusive temos um ex governador preso em uma cela especial e até agora nao vi ninguém pedir o absurdo de sua morte.
    Continuemos vivendo na nossa hiprocisia diária.

  2. Ser bandido no Brasil é uma opção? Quanta ignorância. Quero ver essa energia toda senhor Anderson para pedir a morte de políticos corruptos que, ao desvairem verbas públicas, assassinam silenciosamente milhares de brasileiros todos os dias. Sugiro um pouco mais de leitura para compreender os nossos problemas sociais.

  3. Não foram 20 assassinatos, foram centenas de famílias que foram salvas das maldades destes bandidos !!!!

  4. Infelizmente nesse ritmo que vai vamos levar pelo menos 20 anos para acabar com esse câncer que destrói e maltrata milhares de famílias do nosso RN, precisa urgentemente elevar este número para pelo menos 250 por ano!!!!!

    Só vou respeitar quem tem respeito por mim!!!!

    Optou pela vida bandida, arque com as consequências !!!!

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Denúncia

Baiano diz que Paulo Roberto Costa escondeu R$ 3 milhões da PF

Aílton de Freitas

Fernando Baiano aproveitou sua delação premiada para acertar contas com seu ex-companheiro de traquinagens, Paulo Roberto Costa. Baiano relatou aos procuradores uma história de contornos cinematográficos que ficou perdida no meio da Lava-Jato – o dinheiro que supostamente foi levado do escritório de Costa por suas filhas, no dia de sua prisão.

De acordo com Baiano, Costa conseguiu mandar R$ 3 milhões em dinheiro vivo para Campos. O destinatário final era Felipe, sobrinho de sua mulher, Marici.

O dinheiro, ainda segundo Baiano, voou do Rio para o Norte Fluminense de helicóptero e quem o entregou nas mãos de Felipe foi um personagem já conhecido da Lava-Jato, o ex-policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, o Careca.

Esses milhões não constam da declaração de bens feita por Costa aos procuradores, quando o ex-diretor da Petrobras fez sua delação.

LAURO JARDIM

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Jornalismo

O Programa Ponto de Vista deste domingo é com Bruno Giovanni

Nelson Freire

O Entrevistado deste domingo no excelente programa Ponto de Vista do amigo Nelson Freire, é esse blogueiro.

A entrevista vai passar às 10:10h na Band Natal, abordado por Nelson, falamos de Mídias Sociais, Economia, Política, Blogs, Internet e outros temas. A entrevista tem reprise à noite, após o Canal Livre. E no sábado seguinte, às 8.00 da manhã. Assistam, ficou bem legal o papo.

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Política

CUNHA: apoio no Conselho de Ética vai embora e a autoconfiança também

A autoconfiança de Eduardo Cunha vai cedendo espaço à inquietação. Crivado de denúncias, o presidente da Câmara rumina dois temores, informam seus amigos. O primeiro é o receio de perder o mandato e migrar do STF para as mãos do juiz Sérgio Moro, em Curitiba. O segundo é o medo de ver a mulher, Claudia Cruz, e a filha, Danielle Cunha, hostilizadas em público e condenadas pela Justiça.

A prioridade de Cunha passou a ser manter o pescoço grudado à cabeça na Câmara. Avalia que, se seu mandato for cassado, pode ter um destino de André Vargas —referência ao ex-deputado petista André Vargas, cuja carreira política foi fulminada pela Lava Jato. Pilhado mantendo relações monetárias com o doleiro Alberto Youssef, Vargas teve o mandato passado na lâmina e migrou do foro privilegiado do STF para a primeira instância do Judiciário.

Alcançado pelo juiz Sérgio Moro, Vargas foi preso e já arrostou sua primeira condenação por corrupção e lavagem de dinheiro: 14 anos de prisão, em regime inicialmente fechado. Num sentimento compartilhado com alguns aliados, Cunha acredita que, sem mandato, será tratado por Moro de forma ainda mais inclemente. Uma eventual cassação levará para o primeiro grau da Justiça também a mulher e a filha de Cunha.

A pedido do procurador Rodrigo Janot, o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF, autorizou investigações também contra Cláudia Cruz e Danielle Cunha. Daí o receio de Cunha. Documentos enviados pela Promotoria da Suíça à Procuradoria da República comprovam que a mulher de Cunha era beneficiária de uma das contas secretas abertas pelo marido na Suíça. A filha do deputado era dependente no uso de um cartão de crédito vinculado à conta que armazenava dinheiro de má origem.

Até a semana passada, Cunha posava de valente. Dizia que não perderia o mandato nem deixaria o comando da Câmara. A divulgação do papelório que confirma a existências das contas bancárias que o deputado dizia não possuir na Suíça deixou-o em situação tão precária que os aliados o aconselham a abdicar da Presidência para tentar salvar pelo menos o mandato.

CONSELHO DE ÉTICA

O isolamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), diante do agravamento das denúncias contra ele nos últimos dias já produz reflexos no Conselho de Ética, que deve analisar seu processo por quebra de decoro parlamentar. Aliados calculam que, em menos de 24 horas, ele perdeu cerca de metade dos votos que tinha no colegiado e agora terá de apostar em manobras regimentais para evitar a perda do mandato e, consequentemente, do foro privilegiado.

O caso de Cunha chegou ao Conselho de Ética graças a uma representação feita pelo PSOL e pela Rede com base em acusações da Procuradoria-Geral da República de que ele manteria contas secretas na Suíça. Cabe ao colegiado aprovar parecer indicando a cassação ou a manutenção do mandato, após uma investigação. O julgamento sobre o destino político do parlamentar é tarefa do plenário.

Aliados do peemedebista contabilizavam, na noite de quinta-feira, de 11 a 14 votos a favor de Cunha entre os 21 titulares do conselho – o presidente vota, mas só em caso de empate. Na tarde do dia seguinte, após a divulgação dos documentos que reforçam que o presidente da Câmara possui contas na Suíça, o cálculo girava em torno de apenas cinco apoios. Foram colocados em dúvida votos de PP, PSD e PR, antes considerados favoráveis. Os votos dos deputados do DEM (1), do PSDB (2) e do PPS (1), para alguns parlamentares, permanecem uma incógnita.

 

Opinião dos leitores

  1. Surpreendidos com a decisão do Supremo Tribunal Federal, que derrubou a fraude regimental na Câmara, a oposição, que carregava Eduardo Cunha no colo, agora quer jogar o sujeito no colo do governo.

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Jornalismo

“HUB TAM É NOSSO”: Professor aponta mais uma vez que Recife e Fortaleza estariam tecnicamente descartadas

O Professor Universitário Rubens Ramos, estudioso de aviação é logística, escreveu um texto referente ao ultimo relatório apresentado pela TAM aos representantes do RN, PE e CE, o texto que o professor escreveu, mais uma vez apontando Natal como o melhor local tecnicamente vai de encontro ao que o próprio blog escreveu na sexta-feira e as informações de quem viu o relatório completo da ARUP(empresa de consultoria que apresentou o estudo), se a escolha for técnica, dificilmente perderemos essa parada. Segue o texto:

ARUP, discretamente, descartou FOR e REC*

Caros amigas e amigos potiguares,

A meu ver, e em decorrência das vantagens econômicas de NAT/SBSG sobre FOR/SBFZ e REC/SBRF, a decisão afunila-se claramente para nós.

A considerar a reportagem de Nadjara Martins na Tribuna de hoje(sábado), aliás, excelente jornalista, temos que, discreta e diplomaticamente, a consultoria ARUP descartou FOR e REC.

1 – O DESCARTE DE REC
Começando pelo último, REC, aeroporto que não está no plano imediato de concessão à iniciativa privada, o relatório aponta a exigência de um novo terminal independente do outro lado da pista, o que mostra de início que o atual, embora tenha capacidade de absorver mais passageiros, não serve para o hub internacional.
E mais, o relatório coloca a situação de tal forma difícil ao apontar que:
a) a FAB teria que deixar imediatamente REC (ir para onde?) para a construção do novo terminal, uma verdadeira “ordem de despejo”; e nesse ínterim,
b) uma empresa estatal em dificuldades financeiras (INFRAERO) terá que fazer o projeto básico e a licitação de um novo terminal; e
c) a empresa ganhadora, após vencer todas etapas de recursos e impugnações, assinado o contrato irá desenvolver o projeto executivo, obter as licenças apropriadas, realizar sondagens do solo para fundações, e construir o novo terminal.

A probabilidade de tudo isso acontecer em 2 anos e estar plenamente operacional em 2018 existe, mas é praticamente nula.

Podemos dizer, na prática, como a imprensa já registrou, que REC está fora da disputa.

2 – O DESCARTE DE FOR
Haveria então a grande final, FOR x NAT.

Mas isso também já foi decidido.

Para FOR, o terminal não foi colocado como problema central, pois sua ampliação já está licitada e em andamento, embora com obra paralisada. A obra pode ser retomada e não haveria o problema de nova licitação, apenas aditivos de contrato. Nem seria necessário dar “ordem de despejo” à FAB. Não há, assim, problema com o terminal.

O problema grave de FOR é outro, a necessidade de ampliar a pista de 2454 m para 3000 m (há pequeno erro de digitação no texto da reportagem e se fala em 3000m2). O que ocorre é que isso exige a desapropriação de aproximadamente 15 quarteirões de casas para manter uma área anterior à cabeceira da pista, com o devido recuo livre e espaço para sinalização anteriores à pista.

Apesar de toda mobilização dos governos do Ceará e da Prefeitura de Fortaleza, parece evidente que a probabilidade dessa ampliação da pista acontecer é praticamente nula no período considerado para implantação do hub.

A meu ver, FOR está, também, descartada.

Claro, tudo é possível, tanto para REC como para FOR, mas as probabilidades são mínimas.

3 – EM CONCLUSÃO
Em resumo, sobre REC e FOR, a escolha de uma delas é uma decisão de alto risco. Escolher NAT/SBSG nesse critério é de baixo risco.

Ficamos então com a mesma definição de antes e as vantagens fundamentais de NAT/SBSG:
1) melhor localização em relação às rotas do corredor EUR/SAM, vantagem de custo em combustível da ordem de 2% sobre FOR e 4% sobre REC;
2) tamanho e possibilidade de expansão – tamanho de hub internacional (15 km2 contra 5 km2 de FOR e 4 km2 de REC), único com tamanho para 2 pistas e alto desempenho de operação simultânea, único com espaço de entorno para ampliação ao nível de Atlanta (ATL) ou Dubai (DWC);
3) relação contratual 100% privada, sem necessidade de licitações públicas para nada, como por exemplo a construção de hotel dentro do aeroporto para abrigar a tripulação dos vôos do hub. Aqui temos a mais alta segurança jurídica e agilidade empresarial.

A conclusão, a meu ver, continua a mesma.

NAT/SBSG tem as vantagens fundamentais a seu favor, e nenhuma falha grave contra si, diferente de FOR e REC.

O hub é nosso.

Rubens Ramos, em 17 de outubro de 2015

Opinião dos leitores

  1. Este relatório da Arup me deixou com várias "pulgas" atrás da orelha. Ainda não o li por completo.
    No relatório da Oxford previa geração de quase 30 mil empregos, entre diretos e indiretos, nos próximos 5 anos, no mercado de PE. Como exemplo, citava a FedEx que em PE emprega 12 mil funcionários.
    Mas calma: isso tudo com apenas 24 aeronaves?
    E porque um novo terminal (exclusivo) por tão pouco?
    A TAM esconde o jogo.
    O Guararapes, com os dois terminais que possui, teria capacidade combinada de 24 milhões de passageiros/ano e 22 fingers. Dentro do aeroporto já existe um galpão exclusivo da TAM Cargo.
    Caso esse novo terminal saia do papel o Guararapes teria, hipoteticamente, capacidade combinada para mais de 30 milhões de passageiros/ano. O suficiente para garantir o atendimento da demanda da RMR pelas próximas duas décadas, quando, sem pressa, poderia se construir um novo aeroporto.
    Não me venham dizer que falta “condições técnicas” para REC receber o HUB com a atual estrutura, pois para operar poucas dezenas de aeronaves, como está no relatório (mesmo em 2038 seriam apenas 36 aeronaves), até o terminal de Caruaru o faria sem grandes transtornos e em poucas horas, por exemplo.
    .
    Bom, o que sei é que não só de turismo vive um HUB.
    Um HUB vive do comércio, da indústria e do serviço.
    E em PE já existem vários polos consolidados: logístico, turístico, hospitalar, educacional, jurídico, diplomático, automotivo, petroquímico, farmacoquímico, cervejeiro, de alimentos em geral, carnavalesco, de bebida (gasosa, fermentada e destilada), frutífero, de festas juninas, caprino/bovino, gesseiro, de vinhos finos, têxtil, sucroalcooleiro, portuário, ferroviário, eólico, mineral, científico, de eventos nacional e internacional etc.
    Todos demandam pelo transporte aéreo, seja no suprimento ou seja no atendimento do mercado.
    Também PE reúne as melhores condições de compartilhamento entre os moldais de transporte, de cargas e passageiros, entre aviões, navios, transatlânticos, trens, metrô, ônibus, caminhões e carros.
    Recife é, dentre as concorrentes, a mais central e a mais densamente povoada. Num raio de até 300 km habitam quase 15 milhões de pessoas. Neste raio o acesso ao HUB poderá ser feito de forma mais democrática por todas as faixas de renda.
    Sei também que REC está em linha reta a apenas 250 km de NAT. Isso é um “pulo” para um avião. Ao ser abordar LOCALIZAÇÃO ESTRATÉGICA preferiria me encontrar mais próximo ao mercado emissor do que ao receptor. Mais um atrativo para REC.
    O nobre professor ainda não conseguiu explicar a relação entre os 2% de economia de combustível na rota EUR/SAM e da diferença de 10% no faturamento entre ambas as cidades.
    Será que uma equação compensa a outra?
    Obviamente, NÃO!
    Porque o mercado de REC usará o HUB de NAT se a concorrência servirá opções desde REC?
    Por míseros 2% de econimia?!
    Muita gente vai preferir pagar um pouquinho a mais e embarcar desde o Guararapes.
    Finalmente, pela lógica do professor teríamos no Brasil HUB’s apenas no Oiapoque, Chuí, Pontal do Seixas e outro no extremo oeste do AM.
    Nunca SP seria o principal HUB do Brasil.
    A realidade é bem diferente, não acham?
    .
    Que fique bem claro, a Infraero realiza um excelente trabalho em REC e não tem intenção de conceder seu melhor terminal no médio prazo. Pelo contrário, REC passa a ser estratégico nos planos da Infraero. Além disso, no ano que vem a Infraero arrecadará bilhões de reais com as concessões dos terminais de FOR, SSA e POA.
    Isso que dizer que ela terá $$$ para investir em no terminal exclusivo da TAM em REC.
    Terminal este que será construído no local hoje ocupado para manutenção das aeronaves da Aeronáutica, já liberada à Infraero.
    Todos os aeroportos concedidos, em até 30 anos, voltarão a serem administrados pela Infraero.
    Todos!
    Com a decisão da TAM, mais rápido do que imaginávamos, o Guararapes poderá ser um dos aeroportos mais movimentados da América do Sul, segundo as perspectivas lançadas pelas respeitáveis consultorias internacionais.
    Afinal, qual a necessidade de REC ter um aeroporto para 30 milhões de passageiros/ano no curto e médio prazo? Apenas o aumento da demanda explica.

    1. Caro Alberto, um hub vive basicamente de si mesmo, um centro de conexões. Ser ou não destino não é, a princípio relevante, embora possa ajudar pois parte da demanda doméstica seria dirigida para aí.
      REC não tem capacidade para mais que algo em torno 20 devido ao comportamento da demanda. Assim como nas cidades, o transporte aéreo de passgeiros também tem os "horários de pico". Na teoria uma pista poderia absorver cerca de 40 milhões de passageiros.ano, na prática terá cerca de 20.
      GRU/SBGR se tornou hub por ser inicialmente destino e depois por conjugar isso à localização nacional.
      REC, como aeroporto, será ainda mais rentável sendo essencialmente doméstico.
      Um abraço.

  2. O pessoal fala em refinaria mas nossos políticos estavam preocupados em receber propina da construção da ponte da redinha e nem questionaram na época a altura da ponte que inviabilizou que navios de grande porte pudessem atracar no nosso porto. Portanto estes não tem força, bem interesse por nada serio….

    1. mesmo se não houvesse a ponte, qual a razão q faria alguém pensar em um grande navio atracar num porto de cabotagem como o de natal?
      Eu até concordo que o SBSG eh um aeroporto mais que capaz de ser um HUB (e nas proximas decadas, será.) mas em se tratando de porto, o complexo de Suape (portos de graneis conteiner, terminais Transpetro, refinaria, estaleiros, etc ) eh o verdadeiro "HUB" maritmo do NE atualmente.

  3. este espaço de comentários deveria ser a respeito do HUB, porem vejo muitos potiguares ainda remoendo o assunto da refinaria em PE, a Rnest (e o pior, sem propriedade de assunto)…
    A refinaria – a Rnest foi projetada para refinar 240 mil BPD, principalmente de diesel e abastecer o mercado do NE.
    e agora os dados
    Produção de petroleo em UO-RNCE (quase tudo que produz o CE e enviado ao RN) – em torno de 60K BPD
    Refino de petroleo na RPCC (sim, existe um refinaria aí no RN, em guamaré) – 30K BPD
    Desse refino de óleo, produz, gasolina, entre outros, e QAV (que alimenta o aeroporto de SGA e abastece as vezes outros estados). produção de 8K m³mes
    Dados em PE
    Produção de petroleo – 0 BPD (eh PE não produz nada de óleo, como vcs afirmam)
    Refino – a Rnest vai produzir os 240 K BPD
    Só a titulo de curiosidade, uma taxa de 4% de refino usualmente pode render QAV, portanto dessa produção, pode sair algo em torno de 20 K m³mes do combustível.

    Agora que viram os dados, ainda vao querer se enganar? Como o RN iria receber uma refinaria de capacidade da Rnest com uma produção dessas? Se ela se localizasse em guamaré, teria que arrumar, alem da refinaria, um porto por lá tmb para receber de fora o petroleo que não produz, ou a refin. ficaria ociosa. O RN recebeu uma refinaria do tamanho dessa produção.
    E PE, que nem petroleo produz, pq recebeu? Devido ao porto de Suape. Ali a Rnest recebe toda a carga necessária pelo porto, processará, e distribuirá ao mercado do NE. E aí a outra vantagem de Rec, que eh zona de influencia regional (além de mercado proprio grande). Um conceito parecido, justificaria o HUB da TAM em REC tmb, porem pelos numeros de fingers, area e estacion. de avioes que o estudo indicou, creio q o tamanho do HUB seja mais adequado para natal.

    Agora meu comentário.
    Professor, vc ja escreveu q acredita q o SGA ira fazer com q voos de GRU, GIG, etc irao fazer escala obrigatória em natal rumo a EUR e vice versa. Se isso acontecer em curto/medio prazo e trazendo a informação de consumo de QAV de BSB de algo de 40K m³mes, eu estou vendo a cena bonita dos caminhões transportando o QAV excedente que a RPCC não produz, vindo dos portos que recebem pela transpetro mais próximos do SBSG, no MA e em PE.
    Eh o que venho falando em outros posts deste blog. Não basta soh o aeroporto, precisa de toda a infraest. envolvida. Falei do QAV pq eh um dos principais, o comb. sendo importado de refinarias distantes por BR´s sem duplicação (304 e 406) elevaria o custo que vc tanto prega no SBSG, sem falar em outros gargalos, como funcionários do SBSG indo trabalhar pegando um VLT (se estiver pronto) levando 2H de trajeto até natal (lembremos, eh um VLT, não um metro de altavelocidade).
    Por fim, eu acho que esse projeto de aeroporto eh importante, mas acho que seja apenas uma peça de uma caixa de engrenagens… ainda faltam todas as engrenagens para essa caixa rodar. Por isso ainda não descarto REC ou FOR (for, apenas por força politica). Acho que uma implantação do HUB em REC em menor escala atendendo uma fração do planejado e daqui ha uns 20, 30 anos uma mobilização a um SBSG mais maduro, estruturado e completo, seria a melhor alternativa… Na verdade, esses jeitinho brasileiros são praxe em nosso cotidiano.
    Por fim, sou leigo em aviação, mas entendo algo em petróleo.

    1. Antes que me respondam, acabei citando BSB… DF não produz oleo, nem tem refinaria, nao tem nada, so tem politico. Até onde sei, o qav de lá vem de minas (Regap), e por caminhão mesmo… mas é DF, não dá pra comparar a capital com o RN. a estrutura economica deles não se compara ao do RN.
      assunto off HUB – já deram um jeito nas condições dos onibus intermunicipais do RN? Entendam, estruturem seu estado antes de querer ser Atlanta.

  4. Uma dúvida: na questão da refinaria Abreu e Lima, onde nos julgávamos vencedores da contenda e que depois perdemos para a "força política" de Pernambuco, tecnicamente também não éramos os prováveis merecedores da instalação no RN? Sou "quase leigo" nessa questão do HUB, mas me parece que nessas disputas entre RN, CE e PE (como Fernando de Noronha é refinaria) o "tecnicamente" é bem menor que o "politicamente". Torço muito para que o nosso estado, sofrido, receba esse justo investimento para nós, mas sugiro controlarmos a expectativa com a vinda. Nesse momento, o bastão deve estar com nossos governantes, que precisam se unir, independente do "credo ideológico, e trabalhar verdadeiramente para trazer esse investimento pra cá. Que esqueçam um pouco as diferenças e se juntem verdadeiramente para trazer o HUB pra cá, como muito bem fazem os políticos pernambucanos e cearenses. Vamos deixar a vaidade de lado e vamos nos espelhar em quem faz direito. Fica a modéstia dica.

  5. O Hub já era de Natal desde o início. A concorrência entre as 3 cidades tem como principal finalidade a obtenção de benefícios (legítimos) para a empresa aérea. Aliás, se a LATAM não instalar o Hub, outra companhia aérea instalará. Lembrem-se que os acionistas da AZUL adquiriram a TAP (ainda que com alguns problemas na concretização do negócio), empresa com presença forte entre o Nordeste (inclusive Natal) e Lisboa, crescendo interesse de usar esta como trampolim para a Europa. Ou a LATAM corre ou chegam na frente dela.

  6. falta dois meses pra papai noel vir ..B em que vovó dizia onde G rana e peia não resolver é pq foi pouco…

  7. Salvo engano, a refinaria da Petrobrás que está sendo construída em Recife deveria ter sido construída no RN, segundo estudos de viabilidade técnica que foram feitos à época da escolha.
    Ocorre que prevaleceu o critério político.
    Acredito que com o Hub da TAM, apesar de ser de uma empresa privada, o "peso" político também contará bastante e deverá envolver até o governo federal, podendo haver promessas a TAM relacionadas a algumas facilidades ou benefícios futuros caso a opção seja por REC ou FOR.

  8. A esperança continua, mas partindo dos interesses dos bandidos do PT, tudo isso fica pra trás, não esqueçam da refinaria, tudo tecnicamente favorecia o RN, e vejam o que aconteceu. É ver pra crer.

    1. Temos uma refinaria, invlusive a única do NE q produz querosene de aviação.

  9. Pela primeira vez o jornal Tribunadonorte trata o assunto de forma profissional e nao politiqueira como das vezes anteriores.

  10. Parabéns nas análises. Venho acompanhando suas explanações desde o início da novela Hub. Como sempre muito preciso e objetivo nas suas conclusões.

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Clima

Começou o horário de verão

Entrou em vigor à meia-noite o horário de verão em dez estados mais o Distrito Federal. Os moradores desses estados devem adiantar os relógios em uma hora. O horário de verão vai durar até o dia 21 de fevereiro de 2016.

O governo federal estima que irá economizar cerca de R$ 7 bilhões com a adoção do horário de verão. O valor diz respeito aos investimentos que precisariam ser feitos no sistema elétrico caso a mudança de horário não fosse adotada. Neste caso, seria necessário atender a uma demanda adicional de 2,6 mil megawatts (MW) no período, segundo o Ministério de Minas e Energia.

 

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Polícia

Ex-vereador preso na Lava Jato cumprirá prisão domiciliar

Alexandre Romano foi libertado após receber uma tornozeleira eletrônica (Foto de arquivo)

O ex-vereador de Americana (SP) Alexandre Romano (PT), preso em agosto na Operação Lava Jato, passou a cumprir prisão domiciliar neste sábado (17). A decisão foi proferida pela Justiça Federal em São Paulo. As justificativas não foram divulgadas, porque a decisão foi tomada sob segredo de Justiça. Romano estava preso em Curitiba e foi libertado após receber uma tornozeleira eletrônica.

A prisão do ex-vereador foi determinada pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância da Justiça. No entanto, o caso de Romano foi enviado à Jsutiça de São Paulo, por determinação do Supremo TRibunal Federal (STF).

No mês passado, a Corte decidiu retirar o processo de Moro, por tratar de fatos ocorridos em São Paulo.

A prisão do ex-vereador fez parte da 18ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Pixuleco II. Romano foi apontado como operador de empresas de fachada que simulavam a prestação de serviços que movimentaram valores que superam R$ 50 milhões, a partir de contratos de crédito consignado junto ao Ministério do Planejamento.

Terra

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