Política

Arrocho em corruptores da Petrobras é histórico

No Brasil, a ideia de que o parceiro ativo é tão culpado quanto o parceiro passivo num ato de corrupção nunca prosperou de verdade. Estava subentendido que essa era a maneira de fazer negócios. Por isso, a expedição de mandados de prisão contra 25 executivos de grandes empreiteiras, entre eles cinco presidentes, tem um aroma de história.

São prisões preventivas e temporárias. Não se confundem com sentenças condenatórias. Mas, num país que se habituou a aceitar a corrupção com objeto e sem sujeito, um simples interrogatório representa  uma novidade alvissareira.

Uma época é mais ou menos como uma festa. Acaba sempre com uma boa faxina e um exame de consciência. No futuro, quando os livros puderem falar sobre a farra da Petrobras sem o receio de encontrar alguém escondido dentro do sofá, 2014 será lembrado como o ano de nascimento de uma nova época. Uma época em que o Brasil descobriu que oferecer propina também é pecado.

Recomeça agora uma nova festa. Entre a conclusão dos inquéritos e o veredicto, deve durar mais de cinco anos. Não dá para dizer como será. Mas é possível prever que, se não terminar em punição, a ressaca será de amargar.

Sérgio Moro, o juiz da Operação Lava Jato, mandou que a PF recolhesse ao xadrez executivos das mais vistosas logomarcas da empreita: Camargo Corrêa, OAS, Queiroz Galvão, Mendes Júnior, Iesa, UTC e Engevix. Na Odebrecht, não houve prisões. Mas os escritórios foram varejados por uma batida policial.

Juntas, essas empreteiras colecionaram na Petrobras contratos de R$ 59 bilhõesdesde 2003. Outra novidade: o doutor Moro mandou bloquear as contas bancárias dos presos. Somam R$ 720 milhões. Cogitou trancar também as contas das empreiteiras. Mas teve receio de inviabilizar-lhes o funcionamento.

Há 20 anos, a plutocracia foi pilhada remunerando falsas consultoriais de uma empresa de PC Farias. Ninguém teve que dar muitas explicações. No caso dos anões do Orçamento, as empreiteiras tiveram o desgaste de meia dúzia de manchetes. Mas ficou nisso.

Abriu-se no Congresso uma CPI para os congressistas corruptos do Orçamento. Produziu cassações. Circulou também a ideia de abrir uma CPI para os corruptores. Foi abatida em pleno voo. Outras operações da PF, como a Castelo de Areia, ruíram no STJ graças a tecnicalidades levantadas por advogados bem remunerados.

Na Lava Jato, as provas não são feitas de areia. As prisões escoram-se sobretudo em documentos e depoimementos de delatores. O material parece forte o bastante para justificar mais do que algumas horas de má exposição. Com sorte, a Papuda terá de abrir mais duas alas: uma para os ativos e outra para os passivos. Não vai acabar com a corrupção. Mas pelo menos vamos parar de confundir assalto com macheza empresarial.

UOL

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Bloco Bikoka terá Babado Novo e cerveja free durante todo percurso na quinta de Carnatal

O bloco Bikoka promete animar a quinta-feira dos foliões. O cardápio musical ficará por conta do Babado Novo sob o comando da vocalista Mari Antunes, eleita cantora revelação do carnaval 2014. O bloco vai oferecer cerveja free durante todo o percurso.

Vendas:

Ponto de Venda Sem Taxa de Conveniência: CENTRAL DO CARNATAL
Av. Senador Salgado Filho, Loja 320, Nº 2234 – Candelária – Natal/RN
Horário de Funcionamento: 09 AS 20H

Site: www.ingressorapido.com.br

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Planalto avalia como preservar Dilma

O governo está atônito com a velocidade da Operação Lava Jato, que levou à prisão presidentes de grandes empreiteiras e o ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque, indicado para o cargo pelo ex-chefe da Casa Civil José Dirceu, condenado no processo do mensalão. A maior preocupação, agora, é com a blindagem da presidente Dilma Rousseff e com a extensão do escândalo, já considerado no Palácio do Planalto como a pior crise política do governo petista desde a administração de Luiz Inácio Lula da Silva.

Dilma está em Brisbane, na Austrália, para participar neste fim de semana da Cúpula do G-20, o grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo. Ela se encontrava com integrantes da equipe econômica para acertar detalhes que serão apresentados durante o encontro quando soube da nova fase da Lava Jato e da prisão de Duque. As informações sobre a ação da Polícia Federal e as prisões chegaram às mãos de Dilma antes das 21h desta sexta no horário de Brisbane (perto de 9h em Brasília).

Na capital federal, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, foi avisado da megaoperação pelo diretor-geral da PF, Leandro Daiello, às 6h30 desta sexta. Daiello acordou Cardozo. O chefe da PF disse ao ministro que a sétima fase da Lava Jato seria avassaladora, atingindo doadores de campanha eleitoral e escancarando o esquema de corrupção que assolou a Petrobrás.

O escândalo tem potencial explosivo porque ainda faltam aparecer os nomes dos políticos envolvidos, justamente no momento em que Dilma prepara a montagem do Ministério do segundo mandato. Até agora, porém, sabe-se que o esquema de desvio de dinheiro na Petrobrás atinge expoentes dos principais partidos da base de sustentação do governo no Congresso, alvejando o PT, o PMDB e o PP, partidos já citados nas delações premiadas do ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef.

Auxiliares de Dilma tentavam construir o discurso da blindagem e da contenção de danos, segundo o qual foi a presidente quem iniciou as mudanças na Petrobrás, mandando demitir diretores corruptos. Na campanha e logo após ser reeleita, Dilma afirmou que nunca engavetou investigações, que não compactua com a corrupção e que apurações desse porte são fundamentais para o País acabar com a impunidade, “doa a quem doer”.

Na prática, porém, um clima de perplexidade tomou conta do Planalto e do Congresso. O cuidado no governo é para que a blindagem de Dilma não acabe jogando luzes sobre a gestão de Lula, uma vez que tanto Duque como Costa foram nomeados na época em que ele era presidente.

A menção na Lava Jato a Marice Corrêa Lima, cunhada de João Vaccari Neto, desgasta ainda mais o tesoureiro do PT, já citado na investigação como intermediador dos recursos desviados da estatal para o partido. Marice teve mensagem eletrônica interceptada indicando, segundo o Ministério Público Federal, que um representante da OAS mandou entregar a ela R$ 110 mil. Vaccari e Marice negam as acusações.

Estadão

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

FOTO: 26 pessoas são presas por embriaguez em blitz da Lei Seca em Natal

Blitz da Lei Seca apreendeu 57 CNHs e prendeu 26 pessoas na madrugada deste sábado (15) em Natal

Vinte e seis pessoas foram presas por embriaguez e 56 carteiras de habilitação apreendidas durante blitz da Lei Seca , realizada na madrugada deste sábado (15). A operação aconteceu na avenida Engenheiro Roberto Freire e foi coordenada pela Polícia Militar com apoio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RN).

FOTO: Divulgação Polícia Militar

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Detidos na operação Lava Jato são transferidos para Curitiba

Todos os detidos durante a sétima etapa da operação Lava Jato, da Polícia Federal, desencadeada na sexta-feira (14), estão na sede da PF em Curitiba. Os suspeitos chegaram na capital paranaense por volta das 4h20 deste sábado (15), passaram por exames de corpo de delito e começariam a prestar depoimento às 10h. Além dos 16 suspeitos levados de avião para a cidade, outros quatro chegaram a Curitiba escoltados em voos comercias ou se entregaram. Com isso, chega a 20 o número de detidos na operação.

De acordo com a assessoria de imprensa da PF, o avião que trouxe 16 detidos saiu de Brasília nesta sexta-feira, passou por São Paulo e pelo Rio de Janeiro. A previsão é de que a aeronave chegasse a Curitiba por volta das 21h de sexta. No entanto, um “problema” impediu a saída do avião do Rio de Janeiro, o que atrasou a chegada à capital. A PF não divulgou qual foi o problema ocorrido no momento da decolagem.

Entre os detidos, está o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e presidentes de cinco grandes companhias: OAS, Camargo Corrêa Construções, Iesa Óleo e Gás, UTC e a construtora Queiroz Galvão (veja a lista completa dos mandados de prisão).

R7

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Presidente do PT diz que expulsará corruptos

Por Josias de Souza – UOL

Rui Falcão, o presidente do PT federal, disse que o partido expulsará dos seus quadros os filiados enroscados na Petrobras. “Eu já fui ao STF e à Procuradoria-Geal da República pedir acesso ao que possa existir sobre o PT nessas delações da Lava Jato. Se tiver qualquer filiado do PT envolvido em corrupção, malfeitos, apropriação de recurso público e em aproveitamento de propina, nós vamos aplicar o estatuto e vamos expulsá-los do partido”, disse, em entrevista a Mario Sergio Conti.

Vamos e venhamos: como dar crédito ao companheiro se nenhum dos petistas condenados no STF foi convidado a se retirar a legenda? José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares até já migraram do regime semiaberto para a prisão domiciliar. E nada de o PT expurgá-los. Por que a legenda agiria de outro com gente como o tesoureiro petista João Vaccari Neto?

Opinião dos leitores

  1. O senhor vai expulsar a se mesmo? O lula e a Dilma? Duvido. Quem vai expulsar é o povão só precisa vcs deixarem as investigações serem concluídas. O Collor por muito menos caiu.

  2. Nesse caso quem é que vai assumir dr ???????kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk No PT , entra aquela cantiga. Se gritar pega ladrão! Não fica um meu irmão.

  3. A solução mais plausível para o Sr. Rui Falcão, seria, sem dúvida, fechar o Partido URGENTE, ou ele vai peitar? tem dúvida do envolvimento de ALGUÉM? por acaso de onde veio os TREZENTOS MILHÕES PARA A CAMPANHA DA REELEIÇÃO DA SENHORA DILMA?.

  4. Então esse partido de corruptos vai a acabar, pois todos são bandidos, começando pelo ladrão-mor o LULALAU. E o povinho brasileiro que se f…

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Carro de devedor pode ser retomado em até três meses

Entrou em vigor ontem a nova regra para retomada de veículos inadimplentes, que vai facilitar a recuperação de bens com atraso nas parcelas de financiamento. A nova lei desburocratiza o processo, que hoje pode levar mais de um ano. Com isso, a expectativa é que o prazo caia para cerca de três meses e os bancos deixem de ser tão seletivos na hora de liberar o crédito e até mesmo reduzam os juros.

Essa é a expectativa das montadoras, para quem a restrição do crédito tem importante contribuição na queda das vendas – de 9% no ano ante igual período de 2013. Metade das vendas de veículos é financiada.

“Essa lei é um instrumento fundamental para o setor automotivo ao premiar o cliente adimplente, possibilitando o fortalecimento do setor financeiro na concessão de crédito com a redução do custo e maior segurança jurídica”, diz Luiz Moan, presidente da Anfavea, associação que representa as montadoras.

Atualmente, além do prazo longo, recuperar um carro em inadimplência custa, de acordo com o bem e com a complexidade do processo de apreensão, entre R$ 4 mil e R$ 14 mil, segundo as financeiras. O cálculo inclui custos com advogados, quitação de multas e impostos não pagos e gastos com leiloeiro.

Entre as normas aprovadas estão a eliminação de etapas no processo judicial e possibilidade de alienação online dos bens do devedor.

O setor automotivo conta com essa medida para melhorar o desempenho nesta reta final do ano e tentar chegar em dezembro com uma queda acumulada de 5% a 6%, ainda assim a maior desde 2002. A principal expectativa, contudo, é que a nova regra ajude o setor a reagir mais rapidamente em 2015.

“A partir de agora, os bancos deverão aumentar o apetite por riscos novamente e devem baixar o nível de restrições atuais”, diz Flavio Meneghetti, presidente da Fenabrave, que representa as concessionárias de veículos. “Nossa expectativa é que os bancos aumentem em até 20% o volume de aprovação dos contratos.”

De acordo com Meneghetti, isso poderá representar um aumento de cerca de 30 mil veículos financiados ao mês. Será, diz ele, um forte estímulo às vendas neste fim de ano e, principalmente, em 2015, “ano que se projeta como sendo possivelmente de bastante volatilidade”.

Segundo as montadoras, hoje entre 40% e 50% das fichas com pedido de crédito são recusadas pelos bancos. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) diz que as alterações no Decreto-lei 911/69 representam avanço, pois desburocratizam o sistema de cobrança judicial, reduzem custos e trazem maior segurança jurídica para o financiamento de bens. A entidade informa não dispor do número de veículos retomados anualmente.

Pelo número de carros que vão a leilão todo mês é possível se ter uma ideia. Só a Sodré Santoro, maior empresa do ramo no País leiloa de 5 mil a 6 mil veículos ao mês, dos quais 35% foram recuperados por bancos.

Cadeia. Para chegar ao leilão, o processo é demorado e exige serviços de uma indústria da retomada de carros. Além dos bancos e financeiras, essa cadeia envolve cartórios, o Poder Judiciário escritórios de advocacia, empresas de renegociação de dívidas e até de localização, com profissionais que fazem serviços de detetives.

“Para retomar o carro é preciso intervenção judicial e, como o Judiciário está congestionado, a autorização para busca e apreensão demora a sair”, diz Décio Carbonari, presidente da Anef, entidade representante dos bancos das montadoras.

O processo judicial começa após o terceiro mês de atraso. O prazo para o juiz deferir o pedido de busca e apreensão leva de 30 dias a um ano, informa Carbonari. Antes da mudança da lei, o mandado só valia para a cidade em que foi expedido.

“De cada 100 mandados, em média 15 carros são localizados”, afirma Carbonari. “Chega um momento em que fica muito caro tentar recuperar o veículo e o processo se inviabiliza.” Segundo ele, de cada 100 inadimplentes, 70% fazem acordo para evitar a Justiça. Após a ação, em média 22% saldam a dívida e 8% são retomados. Ainda assim, “o processo é custoso”.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Opinião dos leitores

  1. Vale salientar que a maioria das acoes contra as financeiras sao do famoso anatocismo, juros sobre juros, isso o governo nao vai atras de regulamentar!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Caciques do PMDB agora temem dias piores após nova etapa da Lava-Jato

O Globo

O clima no PMDB era de apreensão na sexta-feira com a deflagração da sétima fase da Operação Lava-Jato. Assim que a Polícia Federal começou a cumprir os mandados de prisão, parlamentares passaram a trocar mensagens de Whatsapp e telefonemas, preocupados com a extensão dos danos e a forma como o partido acabará atingido. Em São Paulo desde a noite de quinta-feira, o vice Michel Temer, que está no exercício da Presidência por conta de viagem da presidente Dilma à Austrália para reunião do G20, passou o dia em conversas, por telefone, com políticos do partido. Até o fim da tarde, Temer e Dilma não haviam conversado sobre a operação.

A avaliação geral entre os peemedebistas é que a situação deverá se agravar nos próximos dias, porque os empresários que foram presos deverão colaborar com as investigações por pressão das empreiteiras e dos familiares, não tendo mais motivos para represar informações que envolvam os políticos.

Ninguém no PMDB esperava pela deflagração da operação, ontem. Dirigentes compararam a atuação da PF a um furacão, afirmando que as consequências são “imprevisíveis”.

— Veio como um furacão, estava todo mundo tranquilo — relatou um peemedebista da cúpula. — A diferença do mensalão para a Lava-Jato é que, no mensalão, tinha muito bagrinho e pouco peixe graúdo. Agora, é o contrário. O pânico é que há pouco bagrinho e só tubarão — comparou o parlamentar.

Os caciques do PMDB adotaram o discurso de que as investigações ganharam “pernas próprias” e que, neste momento, o maior prejudicado é o PT, com a prisão de Renato Duque, indicado para uma diretoria da Petrobras pelo ex-ministro José Dirceu. No entanto, integrantes do partido disseram que a situação não é confortável para ninguém e que há medo generalizado com o que virá pela frente nas próximas semanas. Como as empreiteiras envolvidas doaram para as campanhas eleitorais, a questão, segundo integrantes da cúpula, é quem recebeu dinheiro “por fora” e, pior, quem está envolvido no recebimento de propina por participar de esquemas na Petrobras.

— A questão que todo mundo não sabe responder é onde isso vai parar. Todo mundo está preocupado e ansioso com os desdobramentos dessas novas prisões porque, além das investigações, a economia vai mal, e a presidente tem um novo mandato pela frente que nem começou ainda, e já há no horizonte dezenas de abacaxis. O clima geral é de fim do mundo — disse um peemedebista.

O escândalo também acaba afetando as eleições às presidências da Câmara e do Senado, já que o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), é candidato ao comando da Casa a contragosto do Planalto, e já avisou que sua candidatura é “irremovível”. No Senado, mesmo sem se apresentar como candidato, Renan Calheiros trabalha para permanecer na presidência nos próximos dois anos. É o não candidato mais candidato ao posto, segundo seus próprios aliados. Como Fernando Soares, o Baiano, está foragido e é apontado como “operador do PMDB” na Petrobras, a cúpula do partido avalia que setores do PT usarão esse fato para atingir as candidaturas e impedir que o partido reedite, no biênio 2015-2016, o comando das duas Casas, hoje com Renan e o deputado Henrique Eduardo Alves (RN).

Além disso, o eventual envolvimento de políticos do PMDB no esquema de recebimento de propina para intermediar obras das grandes empreiteiras com a Petrobras pode atrapalhar as negociações da reforma ministerial.

— Há muita gente que ficará exposta — avaliou um dirigente do partido.

BAIANO: NINGUÉM SABE, NINGUÉM VIU NO PMDB

Questionado sobre as investigações, Cunha disse que não há preocupação com a nova fase da Operação Lava-Jato e foi enfático ao afirmar que o PMDB não tem um operador. O deputado não entrou em detalhes sobre Fernando Soares, o Baiano:

— O PMDB não tem operador. Se alguém fez qualquer coisa, o fez em caráter individual, e responderá por isso. Não existe operador do PMDB.

O discurso de todos é que o partido não tem ligações com Fernando Soares.

O escândalo acaba trazendo à tona outro problema no partido: a divisão entre as bancadas da Câmara e do Senado e o jogo de empurra-empurra de responsabilidades de quem está mais envolvido. Deputados lembram que a bancada da Câmara sempre foi mais beligerante com o governo e que, nos anos de investigações da Polícia Federal, essa ala do partido era nitidamente de oposição, e ainda resistia a se aliar ao governo Lula. Ou seja, ficava à margem de eventuais negócios obscuros. Nesse grupo, está Temer, que na época, era presidente da Câmara.

Deputados costumam dizer que a influência na Petrobras é maior por parte da cúpula do PMDB do Senado, como o presidente da Casa, Renan Calheiros (AL), e os senadores José Sarney (AP) e Edison Lobão (MA).

No Senado, os peemedebistas usam raciocínio inverso: a influência seria maior entre deputados.

No momento, os discursos de deputados e senadores unificam-se num ponto: todos são cautelosos ao falar sobre a existência de Fernando Soares, se tiveram algum mínimo contato com ele. A declaração geral é que podem ter recebido o lobista, mas que é praxe da função parlamentar participar de reuniões e audiências com desconhecidos.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Mais da metade dos presos do mensalão pode terminar o ano em casa

Passado um ano das primeiras prisões que resultaram do julgamento do mensalão, sete dos 19 condenados a penas de reclusão já conseguiram progredir para o regime aberto, dormem em casa e, aos poucos, pensam até em retomar as atividades políticas. Outros quatro já ingressaram com pedidos semelhantes e podem passar a dormir em casa nas próximas semanas. Ou seja, dos 19 presos do julgamento do mensalão, 11 deles têm a possibilidade de terminar 2014 em prisão domiciliar.

O julgamento do mensalão começou em agosto de 2012, mas os 12 primeiros mandados de prisão foram expedidos e executados somente em 15 de novembro do ano passado. Há exatamente um ano, apresentavam-se à Polícia Federal (PF), com a prisão decretada pelo ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino, o operador do mensalão Marcos Valério, a ex-diretora da SMP&B Simone Vasconcelos, o publicitário Cristiano Paz, a ex-presidente do Banco Rural Kátia Rabelo, o ex-deputado federal Romeu Queiroz, o ex-sócio de Marcos Valério Ramon Hollerbach, o ex-tesoureiro do PL Jacinto Lamas e o ex-vice presidente do Banco Rural José Roberto Salgado.

Entre novembro de 2013 e janeiro deste ano, foram presos outros integrantes do escândalo, como o ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha (PT), o ex-presidente do PTB Roberto Jefferson e o ex-presidente do PR Valdemar Costa Neto.

Atualmente, dos 19 condenados do mensalão que foram presos, já cumprem pena em casa Genoino, Dirceu, Delúbio Soares, Bispo Rodrigues, Valdemar Costa Neto, Pedro Henry (ex-deputado por Mato Grosso) e Jacinto Lamas. No início do mês, pediram para ter acesso ao mesmo benefício Romeu Queiroz, João Paulo Cunha, Pedro Corrêa (ex-presidente do PP) e Rogério Tolentino (ex-advogado de Marcos Valério). A tendência é que Queiroz, Corrêa e Tolentino tenham direito à prisão domiciliar até o final de novembro. Já Cunha depende de pagamento de multa para ter seu pedido deferido.

Vida após a prisão
Aos poucos, alguns condenados no mensalão pensam ou tentam voltar à atividade política, embora, oficialmente, eles não possam exercer militância ou ter envolvimento com ações partidárias por conta da condenação no mensalão. Nomes como Delúbio, Dirceu e Genoino ainda querem ser inocentados pelo STF por meio de revisões criminais (instrumento jurídico que prevê um novo julgamento em caso de coletas de novas provas).

O iG apurou que, por exemplo, Delúbio Soares tem recebido militantes do PT e parlamentares durante a hora do almoço na sede da Central Única dos Trabalhadores, em uma situação semelhante à do ex-presidente do PR Valdemar Costa Neto, que também já recebeu parlamentares em seu local de trabalho, um restaurante em Brasília. O próprio Delúbio tem comentado com pessoas próximas que preferiria receber visitas na CUT do que na prisão, antes de cumprir prisão domiciliar. Agora, podendo dormir em casa, Delúbio Soares tenta transferir seu domicilio para São Paulo, para ficar mais perto da família.

O ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu não integra mais o escritório do advogado José Gerardo Grossi, onde ele exerceu trabalho externo durante pouco mais de cinco meses. Dirceu tenta agora retomar sua empresa de consultoria. Mas ele também pretende ministrar palestras. Dirceu tem feito consultas a contadores já pensando na modificação das atividades da sua atual empresa de consultoria.

IG

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Denúncia

Indicado de Dirceu na Petrobras recebia propinas na Suíça

O Globo

Preso na sexta-feira no Rio de Janeiro, o ex-diretor de Serviços e Engenharia da Petrobras Renato de Souza Duque é acusado de receber propina por contratos celebrados na companhia e ter até contas na Suíça para guardar o dinheiro desviado. Pelas investigações, um subordinado dele, o ex-gerente Pedro Barusco, recebeu aproximadamente US$ 100 milhões (R$ 260 milhões). Barusco não foi preso porque está colaborando com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal. O valor das contas de Duque ainda não é conhecido.

No relatório enviado pelo MPF à Justiça do Paraná, as acusações contra Duque estão balizadas em depoimentos de dois executivos da Toyo Setal que fizeram acordo de delação premiada. Julio Camargo e Augusto Ribeiro contaram como funcionava o cartel dos fornecedores da Petrobras. O relatório do MPF cita nove obras da Petrobras nas quais houve desvios de recursos. Em sete delas os delatores contaram ter pago propina a Duque e Barusco. Registram ainda que no caso de Barusco já há um bloqueio feito na Suíça de mais de US$ 20 milhões (R$ 52 milhões) por autoridades daquele país. Ribeiro contou ter negociado com o próprio Duque o pagamento de mais de R$ 50 milhões em propina.

“Que o declarante negociou o pagamento da propina diretamente com Renato Duque e acertou pagar a quantia de R$ 50 a R$ 60 milhões, o que foi feito entre 2008 a 2011”, registra trecho do depoimento anexado pelo MPF. Ribeiro disse que havia um cartel de fornecedores, chamado de “Clube”, que acertava previamente quem venceria cada licitação e as propinas a serem pagas. No caso do ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa o padrão era 1% do contrato. Na diretoria de Duque, o valor fixado era de 2%. Ribeiro disse ter barganhado e conseguido em alguns casos pagar 0,6% a Costa e entre 1,2% e 1,3% a Duque. Citou obras da refinaria de Paulínia (SP), como uma das quais pagou propina ao ex-diretor de Serviços.

O outro delator foi ainda mais específico. Julio Camargo informou em seu depoimento uma conta na Suíça controlada por Duque. Disse ter repassado a esta conta parte de uma propina de R$ 12 milhões pela conquista de uma obra na refinaria Repar, em Araucária (PR), por um consórcio formado pela Camargo Correa e a Promon Engenharia. “Que o pagamento da propina se deu a maior parte no exterior em contas indicadas por Duque e Barusco, sendo que uma delas era em nome da Offshore Drenos, mantida no Banco Cramer, na Suíça controlada pelo próprio Renato Duque”, disse Camargo no depoimento.

Mais R$ 12 milhões foram repassados por outra obra na Repar feita por um consórcio formado por Mendes Júnior, MPE Engenharia e SOG, subsidiária da Toyo Setal. Disse ter feito pagamentos de R$ 2 milhões por um contrato do gasoduto Urucu-Manaus. Julio Camargo contou que Duque e Costa exigiram propina de R$ 6 milhões para obras da refinaria Henrique Lage em São José dos Campos (SP), a Repav, apesar de o empreendimento ser financiado pelo governo japonês. O executivo contou ter pago outros R$ 3 milhões a Duque pelo gasoduto Cabiúnas 2. O Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) está na lista. Camargo diz que atuou em favor do consórcio TUC, formado por UTC Engenharia, Construtora Norberto Odebrecht e uma subsidiária da Toyo, a Kojima. Ele afirmou que Duque, Barusco e Costa exigiram propina pelo contrato e que teria ficado a cargo de Ricardo Pessoa, da UTC, e Márcio Farias, da Odebrecht, o pagamento. Não foi informado o valor.

A defesa de Duque afirmou que a prisão é “injustificada e desproporcional”. Ressalta não haver ação penal contra Duque nem a imputação de nenhum crime específico.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Mega-Sena acumula e pode pagar R$ 80 milhões na quarta-feira (19)

Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 1.653 da Mega-Sena, realizado nesta sexta-feira (14) em Osasco (Grande São Paulo). Com isso, o prêmio acumulado para o próximo sorteio, na quarta-feira (19), é de R$ 80 milhões. As dezenas sorteadas foram: 01, 21, 22, 27, 32, 45.

Ao todo, 134 apostadores acertaram cinco números e levam R$ 39.421,72 cada. Outros 12.071 jogadores acertaram quatro números e faturam R$ 625,17. A arrecadação total foi R$ 90,2 milhões, informa a Caixa.

O prêmio sorteado era de R$ 67 milhões. Por conta do feriado da Proclamação da República, em 15 de novembro, o sorteio foi antecipado de sábado (15) para hoje.

As demais loterias que aconteceriam neste sábado (15) –os concursos 1.504 da Lotomania, 650 da Timemania e a extração 4.919 da Loteria Federal– também foram antecipadas.

O último vencedor da Mega-Sena saiu em 25 de outubro. Na ocasião, um único apostador de Tobias Barreto (SE) acertou as seis dezenas e levou R$ 61.050.152,43. O prêmio estava acumulado havia seis sorteios.

Os sorteios da Mega-Sena são realizados duas vezes por semana –quartas-feiras e sábados. A aposta mínima custa R$ 2,50 e pode ser feita até as 19h (horário de Brasília) do dia do concurso, em qualquer uma das lotéricas do país.

UOL

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Jovem suspeito de praticar assaltos é morto em Parnamirim

Andrews Ataan da Silva, de 19 anos, morreu no inicio da manhã deste sábado, 15, na Rua Mor Egeu, no conjunto Jockey Club, na cidade de Parnamirim, região metropolitana de Natal.

De acordo com a Polícia Militar, Andrews, que era conhecido por portar armas ilegalmente e praticar assaltos, foi surpreendido pelos disparos que atingiram sua cabeça. Ele morreu no local.

Os militares estão aguardando a chegada dos peritos do ITEP e doa gentes da Delegacia de Homicídios de Natal

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Morre aos 85 anos o ex-ministro e cardiologista Adib Jatene

O diretor-geral do Hospital do Coração (HCor) e ex-ministro da Saúde, Adib Jatene morreu aos 85 anos de idade na noite da última sexta-feira em São Paulo. De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, Jatene sofreu infarto agudo do miocárdio – o segundo em dois meses – ele foi levado para o HCor, mas não resistiu e morreu.

O velório de Jatene começa às 09h no HCor e seu enterro terá início às 17h, no Cemitério do Araçá, em São Paulo. Nascido em Xapuri, Acre, Jatene se formou na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) em 1953 e especializou-se em cardiologia. Ele ganhou fama internacional ao fazer a primeira cirurgia de safena do País, em 1968, e criou o primeiro coração-pulmão artificial em 1950.

Além do HCor, Jatene ainda foi um dos criadores do Instituto Dante Pazzanese, um dos principais centros de referência no tratamento de cardiopatias (doenças do coração). Em 1992, o médico tornou-se ministro da Saúde no governo do presidente Fernando Collor, entre fevereiro e outubro.

Em 1995, Jatene voltaria à pasta ao ser convidado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Durante o governo tucano, o médico foi um dos principais articuladores da Contribuição Provisório sobre Movimentação Financeira (CPMF) – imposto destinado ao custeio da saúde pública, e posteriormente da previdência social e erradicação da pobreza.

Terra

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Dupla faz idosos de reféns durante três horas em abrigo de Natal

Por volta das 19h, dois homens anunciaram um assalto em um abrigo no bairro Lagoa Nova. Um dos funcionários conseguiu avisar a PM que chegou a tempo e frustrou a ação criminosa.

Com a presença dos PM’s, a dupla fez funcionários e pacientes, entre eles idosos, de reféns durante cerca de 3 horas. Policiais do Batalhão de Operações Especiais, BOPE, foram acionados para comandar as negociações.

Um dos assaltantes se entregou a Polícia por volta das 20h, já outro manteve durante duas horas a arma apontada para os idosos até a conclusão da negociação que terminou com o outro criminoso se entregando. Ninguém ficou ferido. A dupla foi flagranteada na delegacia de plantão da polícia civil na Zona Sul de Natal.

Com informações do Portal 190RN.com

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

URGENTE: Idosos são feitos reféns em assalto a abrigo no bairro Lagoa Nova

Alguns Idosos foram feitos reféns por dois homens durante um assalto no início da noite de hoje em um abrigo no bairro Lagoa Nova, Natal. Segundo a PM,  as vítimas continuam dentro do local com um homem armado. O outro integrante da dupla foi preso pela polícia.

Ainda de acordo com a PM, os dois suspeitos invadiram o local para assaltar, porém a PM foi chamada e cercou o abrigo. Algumas pessoas já foram liberadas, mas algumas ainda se encontram em poder do criminoso.

O Bope foi chamado e irá iniciar uma negociação com o suspeito.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

MPF rastreia dinheiro desviado da Petrobras no exterior

Os executivos Júlio Camargo e Augusto Mendonça Neto, delatores do núcleo empresarial investigado na Operação Lava Jato, relataram em depoimentos que pagaram mais de 30 milhões de reais ao ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, preso nesta sexta-feira, e a um subordinado dele, Pedro Barusco, que era gerente de serviços.

Os pagamentos de propina eram exigidos como condição para que a estatal assinasse contratos com empreiteiras do cartel investigado na operação, de acordo com os delatores. Foram denunciadas propinas em contratos da Refinaria de Paulínea (Replan), do Gasoduto Urucu-Manaus, do Terminal Cabiúnas 3, da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) no Paraná, no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e no Projeto Cabiúnas 2.

Camargo e Mendonça Neto chegaram a indicar os bancos no exterior em que os pagamentos eram feitos. De acordo com eles, havia pagamentos nos bancos Cramer e Credit Suisse, na Suíça, e no banco Winterbothan, no Uruguai. O Ministério Público Federal já requisitou em pedidos de cooperação internacional que os países confirmem a circulação de dinheiro de Duque e do subordinado no país. Em relatório, o Ministério Público Federal destaca ainda que Barusco teve recentemente 20 milhões de dólares apreendidos administrativamente na Suíça.

O caminho do pagamento de propinas, providenciado pelos delatores na maioria das vezes, foi descrito em diferentes projetos da Petrobras. Em contratos da Repar, por exemplo, o consórcio Interpar contratou a empresa Auguri Empreendimentos, uma das firmas mantidas por Camargo, e o dinheiro seguiu para contas do exterior de Duque e Barusco.

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa também utilizava contas na Suíça para receber propina no exterior. Mas, em função do acordo de delação premiada, pelo qual prestou depoimentos com o objetivo de elucidar crimes em troca de penas mais brandas, teve de abrir mão do dinheiro.

Agora, uma série de políticos teme eventual delação premiada de Duque, indicado unicamente pelo PT – mais precisamente pelo ex-ministro José Dirceu.

Veja

Opinião dos leitores

  1. A ENGEVIX ENGENHARIA envolvida na OPERAÇAO LAVA JATO eh do mesmo grupo da INFRAMERICA, a empresa que administra o AEROPORTO ALUIZIO ALVES. Isso vai terminar chegando por aqui. Veremos nos próximos capítulos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *