Economia

Carros têm mais incentivos do que transporte público no Brasil

O Brasil escolheu o carro. Governo após governo dedica parte de sua arrecadação para beneficiar essa indústria. A crise de 2008 provocou uma nova onda de incentivos. Somente no ano passado, a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis e o subsídio da gasolina, uma espécie de “bolsa carro”, somaram R$ 19,38 bilhões. O valor é quase o dobro do montante destinado a melhorar o transporte público nas cidades: R$ 10,2 bilhões em 2013. Enquanto isso, a população se espreme em metrôs, trens e ônibus superlotados. Em série de reportagens multimídia que começa a ser publicada hoje, O GLOBO percorre as maiores metrópoles do país para ver como anda a mobilidade urbana para milhões de brasileiros e mostra as consequências da opção por um Brasil motorizado e individualista.

São 47 milhões de automóveis e 19 milhões de motos nas vias brasileiras, frota 175% maior que em 1998. Nesse período, a população brasileira cresceu 28,5%. A cada ano, 3,7 milhões de carros novos invadem as ruas do país. Cálculos do economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Carlos Henrique Ribeiro de Carvalho mostram que a capacidade de produção da indústria triplicou nos últimos 20 anos. Os incentivos ao carro em 2013 foram maiores que os R$ 14,38 bilhões previstos para obras da Copa do Mundo e são equivalentes a dez meses do Bolsa Família.

PARA O GOVERNO, IMPACTO É POSITIVO

A Copa do Mundo e as Olimpíadas ajudaram a diminuir um pouco esse desequilíbrio. Facilitar o ir e vir das pessoas nos grandes eventos passou a ter prioridade. E as manifestações de junho de 2013 deixaram claro que o transporte público caro e ruim é capaz de mobilizar a população a não só pedir preço de passagem menor como exigir serviços públicos de qualidade. Não era só por R$ 0,20, como diziam as faixas de protesto. O assunto foi um dos pontos centrais no debate eleitoral.

— Toda obra de mobilidade urbana que se faz já vai nascer cheia. O esgotamento é tamanho que vai ter demanda sempre — afirma Paulo Resende, coordenador do Núcleo de Infraestrutura e Logística da Fundação Dom Cabral.

Desde 2009, os incentivos ao carro somaram R$ 56,4 bilhões — mais de dois anos de Bolsa Família. Neste cálculo estão as reduções do IPI, segundo a Receita Federal. Há também a isenção da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), tributo que incide sobre os combustíveis, e a diferença entre o valor da gasolina no país e a cotação mundial, segundo o Centro Brasileiro de Infraestrutura. Enquanto isso, em mobilidade urbana foram investidos R$ 32,6 bilhões no mesmo período, segundo estudo inédito do economista Cláudio Frischtak, presidente da Inter.B Consultoria Internacional, que falará sobre o tema em seminário na próxima sexta-feira na FGV.

E a pressão da indústria automobilística por baixar ainda mais o IPI este ano e pela manutenção em 2015 do benefício, previsto para terminar em 31 de dezembro, começou na semana passada, no lançamento do Salão do Automóvel. As montadoras alegam que estão com os pátios cheios, mas bateram seguidos recordes de vendas de 2003 a 2012.

No BNDES, a indústria automotiva também foi privilegiada. De 2008 a 2013, os desembolsos para o setor foram de R$ 32 bilhões, enquanto os projetos de mobilidade urbana levaram R$ 9 bilhões. Segundo o banco, dois fatores explicam isso: obras de tempo maior com o dinheiro liberado aos poucos e dificuldade dos estados de estar em condições de contrair os empréstimos.

— Já nos anos 1990 houve a redução na carga tributária para o carro popular com mil cilindradas. A tributação no Brasil é mais baixa que a da Europa e próxima à dos Estados Unidos, o país do automóvel. Também houve aumento de crédito, que era uma das barreiras para a população de classes mais baixas comprar carro — diz Carvalho, do Ipea.

(mais…)

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Futuro do PSB é incerto, avaliam especialistas

Abalado pela morte trágica do seu principal líder, Eduardo Campos, o PSB foi provavelmente o partido que mais sentiu as turbulências da campanha eleitoral de 2014 e é também a legenda cujo futuro é mais difícil prever. Neste momento, como afirma seu presidente nacional Carlos Siqueira, o caminho do PSB é o de uma “oposição de esquerda”. “Os eleitores nos colocaram na oposição e assim vamos nos manter”, disse o presidente nacional do PSB ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. “Neste primeiro momento, eles não têm muita alternativa a não ser se colocar dessa forma”, avalia o cientista político do Insper e colunista do jornal O Estadão de São Paulo Carlos Melo ao Broadcast Político, serviço em tempo real da Agência Estado. “A retórica tem que ser oposicionista, mas ao longo do ano que vem muita coisa pode acontecer”.

Para Melo, desde o momento em que Campos deixou a base de apoio ao governo de Dilma Rousseff (PT), em 2013, esse caminho já se configurava. Com a morte do candidato, o PSB teve de tomar decisões rápidas e acabou sendo levado a apoiar Aécio Neves (PSDB) depois da derrota de Marina Silva no primeiro turno. Isso empurrou o partido ainda mais para o campo oposto do PT, apesar de ter estado próximo do partido de Lula desde 1989.

O PSB passou de seis para três governadores, mas conseguiu crescer a bancada no Congresso Nacional: foi de 24 para 34 deputados federais e de quatro para sete senadores. “O partido cresceu, mas tem um problema sério de direção. Há uma parte ligada ao ex-presidente Roberto Amaral e lideranças no Norte e Nordeste que são petistas, e tem a parte paulista, ligada a Márcio França, e a ala pernambucana que são próximas ao PSDB”, lembra Melo. Para ele, o partido pode até ficar próximo de outros na oposição a Dilma, como PPS e PSDB, mas corre risco de perder parlamentares que, por terem um alinhamento mais à esquerda, podem sentir que não estão mais ideologicamente representados e optar por trocar de legenda – o que é permitido pela legislação eleitoral. “Mesmo para especialistas, está muito difícil de prever o que vai acontecer com o PSB, só se tiver uma bola de cristal.”

O cientista político da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Marco Antonio Carvalho Teixeira também disse considerar incerto o futuro da legenda, especialmente pelo drama da falta de liderança desde a morte de Campos. “Restou um partido sem liderança nacional. A grande aposta deles não existe mais.” Teixeira explica que o PSB há décadas servia como uma linha auxiliar do PT. Com o amadurecimento de Campos, alçou o voo solo mas não podia imaginar que perderia essa figura central, que era ainda jovem. “Para ser uma terceira via de fato, o partido precisa de liderança e é disso que o PSB carece. O grande risco nesse momento é voltar a ser apenas coadjuvante. Se for oposição ser linha auxiliar do PSDB, se voltar a ser governo, se firmar como linha auxiliar do PT.”

Teixeira avalia que o PSB ficou em uma situação peculiar, cresceu num projeto bastante calculado por Eduardo Campos, e agora, sem essa liderança central, é uma legenda média para grande, mas com configuração de partido pequeno. “O PSB é um grande partido, com vocação de nanico”, disse sobre a contradição.

O cientista político da FGV avalia que os quadros mais promissores do PSB hoje, como Márcio França em São Paulo, Paulo Câmara e Geraldo Júlio em Pernambuco e Ricardo Coutinho na Paraíba, são lideranças estaduais. Talvez o mais promissor para um quadro nacional seja o governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg. “Rollemberg ganhou projeção, mas é preciso dar tempo. Ele é o que teria maior potencial pelo lugar estratégico em que se tornou governador e pelo momento do DF, que, pode-se dizer, vive uma fase de ‘terra arrasada’ em termos de liderança política”, disse Teixeira sobre os escândalos que envolveram os ex-governadores José Roberto Arruda e Joaquim Roriz.

Teixeira lembra também que o filho de Eduardo Campos, João, é um quadro promissor, mesmo que no médio ou longo prazo, já que ele tem 20 anos. “Se em 2016 ele se eleger o vereador mais votado em Recife, por exemplo, ele já ganha projeção”, afirmou. Para ele, investir na construção de uma liderança nacional é o caminho mais seguro para o PSB. “Trazer de fora pode ser um grande risco. Lembremos no que deu com o Garotinho.” Depois de aceitar a filiação do ex-governador do Rio Anthony Garotinho em 2000, o PSB lançou a candidatura presidencial dele em 2002. Garotinho acabou não chegando ao segundo turno da disputa, saiu para o PMDB e agora está no PR.

Fusão com o PPS

Processo que começa a ser discutido mais intensamente, em grande parte por esforço do presidente nacional do PPS, Roberto Freire, a fusão não é consenso dentro do PSB. Há integrantes do partido que a defendem, como forma de expandir a legenda e dar uma cara mais clara de oposição. Outros têm receio de que possa ser a desculpa que alguns integrantes, mais alinhados com o PT, procuram para desertar. “Não sei se o PPS seria uma opção muito agregadora para o PSB. Será que agrega atrair Freire, que nem se elegeu deputado em São Paulo?”, ponderou Carlos Melo do Insper.

Marco Antonio Carvalho Teixeira acredita que a fusão era mais provável com Eduardo Campos vivo que após a sua morte. “Hoje a fusão com o PPS seria um jogo de soma zero para o PSB, não vejo vantagem.” O PPS elegeu 10 deputados federais. Em 2010, havia elegido 12, mas a bancada já havia minguado a 7 até antes das eleições. O presidente nacional do partido, Roberto Freire, que vinha de seis mandatos consecutivos na Câmara, não conseguiu se reeleger. O PPS não tem representação no Senado, mas assumirá uma cadeira. José Antônio Medeiros é suplente de Pedro Taques (PDT), que foi eleito governador do Mato Grosso.

Estadão Conteudo

Opinião dos leitores

  1. Se fizer a escolha do PPS, terminará do mesmo jeito: no ostracismo e isolamento. Será uma linha auxiliar usada pelo PSDB, definhando como o DEM.
    Se fizer a escolha por ser linha auxiliar ao Governo, poderá voltar a tentar dar a volta por cima e produzir uma situação favorável num futuro próximo.
    Árvore com sombra…

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Duelo de gigantes: PT e PSDB devem travar verdadeiras 'batalhas' no Senado Federal nos próximos quatro anos

No dia 1º de fevereiro do próximo ano, 513 deputados e 27 senadores eleitos e reeleitos tomarão posse no Congresso Nacional. A exemplo do que aconteceu nas eleições presidenciais, PSDB e PT devem protagonizar novos embates nos plenários e comissões das duas casas.

No entanto, as principais ‘batalhas’ entre oposição – fortalecida com votação de Aécio Neves no segundo turno – e situação devem acontecer no Senado Federal. Isso se dará pela presença de lideranças fortes de ambos os lados. Além disso, cientistas políticos esperam que a oposição ao segundo mandato da presidente Dilma Rousseff seja mais forte na Casa, justamente onde a base do governo é mais estável.

Para o cientista político David Fleischer, o próprio papel do Senado de fiscalizar as ações do governo já constitui um cenário mais denso entre governista e oposicionistas.

— O Senado vai ter importância grande em 2015, talvez maior destaque do que nos últimos 4 anos. O Senado vai ser calcanhar de Aquiles da Dilma no segundo mandato.

No Senado, o Partido dos Trabalhadores terá 12 cadeiras. O número pode mudar se a senadora Marta Suplicy, atual ministra da Cultura, voltar à Casa.  Nesse caso, a ex-prefeita de São Paulo, que está licenciada desde setembro de 2012, poderá assumir papel importante na defesa dos interesses da presidente Dilma Rousseff em pautas polêmicas como a reforma política.

(mais…)

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Derrotados, governadores em fim de mandato fazem demissões em massa nos estados

Aproximadamente 10 mil servidores comissionados foram demitidos nas últimas semanas, nos Estados em que os governadores não foram reeleitos ou não tiveram seus aliados escolhidos como seus sucessores na eleição deste ano. A faxina ocorre em Estados como Distrito Federal, Tocantins, Maranhão, Espírito Santo e Roraima.

Os governadores alegam que não se trata de demissões políticas, mas de um processo de reestruturação econômica. As equipes de transição, do outro lado, afirmam que as demissões têm o objetivo de adequar os Estados à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e reduzir os déficits fiscais de cada gestão neste final de mandato e, assim, livrar os gestores de eventuais punições ou investigações por atos de improbidade administrativa. Assim, os estados seriam entregues, ainda que superficialmente, “no azul” para os sucessores.

Essas medidas, conforme as equipes de transição, também têm objetivo político. Elas argumentam que, ao efetuar cortes drásticos na reta final de gestão, os atuais gestores não dariam aos sucessores o “bônus político” do corte de gastos ou de reformas administrativas nos Estados. Em alguns casos, como no Maranhão, as equipes de transição acusam governos de demitirem funcionários fantasmas de forma antecipada, para que eles não sejam descobertos durante a próxima gestão.

A situação é mais intensa no Tocantins, onde o governador Sandoval Cardoso (PSD), que não se reelegeu, demitiu 6.550 servidores de uma vez só, aproximadamente 12% do funcionalismo público tocantinense. Foram extintas Funções de Confiança (FCA), Função de Confiança de Segurança Pública (FCSP), Função de Confiança do Magistério (FCM), Função de Confiança de Diretor Técnico de Hospital, entre outras. As exonerações, publicadas no Diário Oficial do Estado de quarta-feira última, passaram a valer a partir da sexta-feira, 31 de outubro.

A equipe de transição do governador eleito Marcelo Miranda (PMDB) tem manifestado preocupação com as contas públicas tocantinenses. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do Estado apontava que, em 2013, Tocantins teve um déficit orçamentário de 3,7% do PIB estadual, algo na casa dos R$ 550 milhões. A preocupação da equipe de transição é que, em 2014, o governo ainda mantenha um desempenho deficitário semelhante e as demissões seriam uma forma de mascarar esse déficit.

No Distrito Federal, as exonerações atingiram 2 mil servidores. Foram afetadas áreas como a Secretaria de Governo, Educação, Saúde, Desenvolvimento Social, Segurança Pública, Polícias Civil e Militar. As exonerações em massa começaram a partir do dia 7 de outubro, dois dias depois do atual governador Agnelo Queiroz (PT) ser eliminado da disputa eleitoral deste ano. Depois de ter ficado fora do segundo turno das eleições, Queiroz já extinguiu seis secretarias de governo.

Oficialmente, as demissões no governo do Distrito Federal (GDF) têm o objetivo de gerar superávit para a próxima gestão. O governador eleito Rodrigo Rollemberg (PSB) tem classificado como “preocupante” a situação financeira do GDF. Para o socialista, a gestão Agnelo deixará uma dívida de aproximadamente R$ 2 bilhões. O petista nega e fala que, com as demissões, entregará o Estado com suas contas no azul.

(mais…)

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

As voltas da política

É próprio da política e dos políticos se pensar na próxima eleição. Mal foram contabilizados e anunciados os votos da atual campanha eleitoral, que já começam a se multiplicar as projeções e expectativas em relação às eleições municipais de 2016.

E nessas projeções, se sobressaem as projeções eleitorais e expectativas de confronto na capital. O prefeito Carlos Eduardo, com uma administração muito bem avaliada, é candidato à reeleição. A maior expectativa é quanto ao posicionamento do PT e de lideranças como a senadora eleita Fátima Bezerra em relação à administração da capital.

Em 2012, o deputado estadual Fernando Mineiro quase chegou ao segundo turno e a deputada estadual Fátima Bezerra preferiu ficar com Carlos Eduardo Alves. Mesmo contra a vontade de alguns, dois nomes do PT participam da administração de Carlos Eduardo:  o médico Cipriano Maia, que cuida da área da Saúde, e a economista Virgínia Ferreira, responsável pelo Planejamento.

Uma fonte assegura que o governador eleito deverá convocar Virgínia Ferreira, além de Marcelo Toscano, titular da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo. Virgínia é considerada uma peça importante de ligação entre a administração municipal e as autoridades do governo federal, com amplo acesso entre as hostes petistas e o gabinete da deputada Fátima Bezerra. Sua saída, se for confirmada, seria uma perda e tanto para a administração do prefeito Carlos Eduardo Alves.

Resta saber como o PT vai se comportar, a partir de agora, em relação a Carlos Eduardo Alves. Mineiro, que pode vir a disputar a eleição para prefeito de Natal em 2016, não baixa a guarda e o tom questionador de quem é oposição. Fátima Bezerra, que já começa a ser apontada como uma forte candidata às eleições para governador, em 2018, tem garantido o apoio aos projetos da atual administração municipal.

Carlos Eduardo não pediu votos para Fátima Bezerra. Ficou com a vice Wilma de Faria. Mas, livre do compromisso com Wilma, Virgínia Ferreira trabalhou para a deputada petista.

A porção petista dentro do governo de Carlos Eduardo poderá diminuir consideravelmente, é o que garantem alguns observadores.

Vamos acompanhar.

Opinião dos leitores

  1. Carlos Eduardo deu um tiro no é e ficou contra os que lhe apoiaram para Prefeito e a favor dos que foram contra. Ninguém conseguiu assimilar a sua presença no mesmo palanque em que se encontravam José Agripino, Rogério Marinho, João Maia, Henrique, Garibaldi e Hermano Morais, enquanto aqueles que quebraram lanças por ele, como Robinson Farias e outros, brigando inclusive com seu próprio partido para apoiá-lo no segundo turno, como foi o caso de Fátima Bezerra.
    Perdeu Carlos Eduardo, Perdeu Agnelo em Parnamirim. O povo está se LIBERTANDO de CACIQUES e OLIGARQUIAS.
    O ELEFANTE ACORDOU!!!
    E tem gente que vai ter sérias complicações para se reeleger…

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esporte

Anderson Silva testa força da perna antes de voltar ao UFC

Anderson Silva vive a ansiedade pela volta ao octógono, mas até entrar em cena, as avaliações são constantes para que o lutador possa reaparecer em condições de voltar ao reinado no MMA. Como parte do treinamento, o brasileiro passou por várias avaliações, entre elas a isocinética. O treinamento muscular consiste em medir, de forma precisa, o grau de força do paciente.

“Iniciei a avaliação com o professor Daniel Gonçalves, em junho, porque meu médico Dr. Marcio Tannure queria saber meus níveis de força e potência, após a cirurgia. O trabalho foi tão bom que retornei para confirmar se estava tendo melhora. E agora, depois dos resultados positivos, decidimos incorporar o isocinético ao nosso cronograma de treinamento e recuperação”, destacou Anderson.

O responsável pela avaliação isocinética é o preparador físico e fisiologista do Vasco, Daniel Gonçalves. Acostumado a trabalhar com atletas de alta performance, Daniel reforça a equipe de Anderson no processo de recuperação conjugando os treinos físicos e de musculação montados pelo preparador físico Rogério, que acompanha o lutador.

“O trabalho no aparelho isocinético é essencial para a plena recuperação de joelho e condução do processo final de fortalecimento muscular e de condicionamento físico em casos de pós-lesão (entorses, estiramentos musculares e condromalácia) e de pós-cirúrgico de joelhos (reconstrução do ligamento cruzado anterior, meniscectomia e artroplastia)”, explicou Daniel.

Anderson Silva volta a lutar no UFC 183, dia 31 de janeiro, contra Nick Dias. Até lá, o brasileiro segue fazendo o trabalho físico, musculação, treinos de lutas e avaliações isocinéticas para acompanhar a evolução da recuperação da perna esquerda.

Terra

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Agnelo põe o dedo na ferida e aponta responsáveis pela derrota de Henrique

O dedo na ferida. Assim se pode definir a entrevista do deputado estadual, reeleito para mais um mandato, Agnelo Alves. Ao dizer que candidatos a deputado estadual e federal trataram de cuidar de suas campanhas, algumas delas com grande estrutura, e não pediram voto para o candidato a governador, deputado Henrique Alves. Na visão de Agnelo Alves, tio do ainda presidente da Câmara dos Deputados e pai do prefeito Carlos Eduardo Alves, os candidatos a deputado, alguns eleitos e outros não, contribuíram com a derrota do candidato ao fazer o que se chama, no mundo político, de “campanha solteira”.

O fenômeno não é novo. Uma olhada criteriosa nos números das eleições de 2006 e 2010 vai mostrar algo parecido. No primeiro turno das campanha em que a então governadora Wilma de Faria disputou a reeleição, a soma dos votos dos candidatos a a deputado federal e estadual comprova que vai muito além da votação da candidata majoritária, que foi ao segundo turno e ganhou a eleição.  O mesmo aconteceu em 2010 quando o então governador Iberê Ferreira disputou a reeleição e perdeu para a então senadora Rosalba Ciarlini.

Mas, desta vez, a frustração da não vitória de Henrique Alves no primeiro turno e a expectativa que se criou em relação ao amplo leque de alianças podem colocar em xeque o projeto de grandes coligações. Resta saber como vão se pronunciar lideranças que apoiaram Henrique e não escolheram o resultado esperado ou produziram o que esperavam.

O deputado Agnelo Alves não disse, mas os comentários nos meios políticos apontam que, imaginando-se eleito às vésperas da votação em primeiro turno, a campanha do deputado Henrique Alves suspendeu o reforço de estrutura prometido  aos apoiadores nos municípios. Sem ajuda, muitos cruzaram os braços e imaginaram que a vitória estaria assegurada por conta do apoio de inúmeros prefeitos e lideranças.  Era tão grande o número de apoiadores que muitos se deram ao trabalho de não trabalhar muito, confiando nos outros. Deu no que deu.

O certo é que a derrota de Henrique vai virar um “case” da política potiguar: “Como se perder uma eleição em 120 dias”.

Opinião dos leitores

  1. Querem tirar as oligarquias dos alves e dos maias e colocar a do pt. Tenha santa paciência. Se quer mudança de verdade tem que colocar o professor roberio, amanda, dario ou rogerio. O deputado mineiro e farinha do mesmo saco. Vejam quem ele ja apoiou nas eleições passadas.

  2. A ferida é o próprio Henrique, e o sobrenome de peso que carrega ALVES. Acho que o RN agora acordou, e viu que a trinca ROSADO/ALVES/MAIA, pouco fazem em favor do RN, o próximo GRANDE cacique a ser derrotado pelo povo será AGRIPINO. Ele acumula varios e sucessivos cargos de senador, tem poucas e inexpressivas propostas de lei, parecido a henrique. E sua arma ferrenha em Brasilia é ser o lider da oposição ao PT. Deve ser por isso que o RN, do nordeste, foi o estado que menos cresceu. FORA AGRIPINO!

  3. Eu estou lendo nos comentários a frase: "Robinson humilde" …é isso mesmo?kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  4. Mineiro será prefeito. O PT nao tem razoes lógicas de tentar ajudar esse governo sem criatividade e perseguidor. A força das ruas ira dizer isso mais uma vez, a começar com força total pela minha querida comunidade Guarapes, e pelas demais comunidades da região Oeste de Natal que sempre dá o 2° lugar as grandes vitorias de Prefeito e nem portanto passa a ser a ultima das ultimas a ser lembrada nos projetos e programas de governo depois que ganham. Chega! Basta!! Movimento #AcordaGuarapes

  5. Quem derrotou HENRIQUE foi O FATOR "R": REJEIÇÃO RELEVANTE, REPÚDIO RESPALDADO, REINADO RENITENTE E ROBÉRIO.

    1. Eita, mais "R's" que na seleção de futebol nos tempos do tetra!

  6. Agnelo tem razão, mas não disse tudo. Não foram os candidatos a deputado que fizeram "campanha solteira" por conta própria, à revelia do líder. Eles fizeram campanhas solteiras porque foram isolados por Henrique que se achava um iluminado, superior, ungido, inatingível e invencível com base num acordão que foi rejeitado pelo povo e que lançou os demais companheiros à própria sorte.
    Dizem que nada do que Henrique prometeu foi cumprido. Diante disto e com HA se achando acima de tudo e todos, não restou outra alternativa aos abandonados senão tentar salvar a própria pele e se descolar da imagem de superioridade e da rejeição que o palanque do "líder" exalava e transmitia.
    A verdade é que a campanha de Henrique foi um belo exemplo de erros e posturas inadequadas. Achando-se acima de tudo e todos e olhando os demais de cima para baixo, HA achou que todos iriam bajular a sua figura e esqueceu que humildade, compromisso e parcerias são mais importantes numa campanha do que arrogância, esperteza e autosuficência. Resultado: perdeu feio a campanha e está mais isolado e sem argumentos do que quando começou a caminhada.
    Faltou tudo na campanha de Henrique desde o respeito e apoio aos demais candidatos até humildade e senso crítico. E falta de humildade é um comportamento que inerva e afasta o eleitor. Enquanto Henrique pisava nas nuvens e já se achava eleito e sua esposa se esmerava para brilhar mais do que uma primeira dama americana, Robinson pisava no chão apoiado pela postura e simpatia de sua discreta mulher e sabia que não era o candidato desejado pelo povo, mas era menos pior e mais confiável e simpático.
    A simplicidade venceu a arrogância. Se os tais institutos de pesquisa fossem para as ruas agora ouviriam que não foi Robinson que venceu as eleições. Foi Henrique que perdeu-se.
    Agora só nos resta apostar que o governador eleito terá equilíbrio, humildade e boas intenções para tirar o RN do abismo. Vamos torcer e rezar.

  7. Os políticos dão as explicações mais variadas para essa derrota, mas nunca reconhecem que o povo está cheio dessas oligarquias que dominam e afundam o RN há muito tempo. Chegou a hora de banir essas oligarquias do nosso estado. Em 2016 o seu filho será o próximo, Agnelo. Mineiro Prefeito.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Tecnologia

Celulares de AM, AP, MA, PA e RR recebem nono dígito neste domingo

Os números de celulares dos Estados Amazonas (áreas 92 e 97), Amapá (área 96), Maranhão (áreas 98 e 99), Pará (áreas 91, 93 e 94) e Roraima (área 95) terão um nono dígito adicionado nos números de celular a partir deste domingo (2).

Com a mudança, o dígito 9 (nove) será acrescentado à esquerda dos atuais números de celular, que passarão a ter o seguinte formato: 9xxxx-xxxx. Independentemente do local de origem da chamada, no momento da discagem, o nono dígito deverá ser incluído por todos os usuários de telefone fixo e móvel que ligarem para celulares nesses DDDs.. O processo é semelhante ao que já acontece em outros Estados, como São Paulo e Espírito Santo.

Até o dia 11 de novembro, ainda será possível completar as chamadas sem colocar o novo número. Após esse período, uma gravação avisará os usuários sobre a necessidade do nono digito e as ligações não serão mais concluídas.

De acordo com o cronograma da Anatel, todos os telefones móveis brasileiros terão o nono dígito até dezembro de 2016.

Mudando a lista de contatos.

Para quem tem celulares básicos, a adição do nono dígito no início dos números dará trabalho, pois o dono do aparelho deverá fazer manualmente o processo. Será necessário acessar individualmente cada contato e colocar o nove em frente aos números.

Esse trabalho poderá ser poupado se a pessoa tiver um smartphone – na ocasião da mudança na Grande São Paulo, vários aplicativos que incluem automaticamente o nono dígito foram lançados.

UOL

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Polícia Militar prende dois suspeitos de vários homicídios em São José do Mipibu

Policiais Militares da Companhia de São José de Mipibu, com apoio do BPCHOQUE, prenderam na madrugada de hoje, Tiago Ferreira de Sales e Diego Ferreira de Sales, no centro da cidade.

Foram encontrado com eles um revólver calibre 38, municiado. Os dois são suspeitos de vários homicídios (consumados e tentados) no Município.

A família Ferreira Sales já possui um histórico ligado a prática de crimes de pistolagem. O pai de Tiago, conhecido Mazinho, já se encontrava preso acusado do cometimento de crimes desta natureza.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Agricultor é morto a golpe de facão em Apodi

Um homem, agricultor, identificado como José Paulino Neto, de 58 anos, foi assassinado a golpe de facão na noite de ontem na cidade de Apodi.

Segundo testemunhas, o assassinato ocorreu por uma discussão entre dois moradores. Depois de um intenso bate-boca, o assassino pegou um facão e golpeou José Paulino, atingindo a boca e o pescoço, que morreu no local.

O criminoso fugiu.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Homem morre esfaqueado no acesso à Zona Norte

Um homem ainda não identificado morreu esfaqueado pelas costas na noite deste sábado no acesso à Zona Norte, bem na cabeceira da ponte do Igapó.

O resgate do SAMU foi acionado mas a vítima já se encontrava sem os sinais vitais. O ITEP esteve no local e realizou a perícia.

Não há informações sobre as motivações do crime.

Com informações do Via Certa

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Após homologar delação premiada, STF vai decidir se abre inquérito contra políticos

Um mês depois de homologar o acordo de delação do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, o ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava-Jato no STF, ainda não determinou a abertura de inquérito contra políticos suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção na estatal. Em quase cem depoimentos da delação premiada, Costa apontou o dedo para pelo menos 28 deputados, senadores, governadores, entre outras autoridades.

As declarações do ex-diretor, já confirmadas em parte pelo doleiro Alberto Youssef, devem botar contra a parede grande número de políticos e inflamar ainda mais o clima no Congresso nesta fase após a reeleição de Dilma Rousseff. Pela gravidade das acusações, o surgimento de nomes vinculados às fraudes será mais um ingrediente na crise que só cresce desde a primeira vez em que Costa foi preso, em março.

As revelações de Costa atingem PT, PMDB, PP, PSB, SD e PSDB, entre outros partidos. Cada um em uma situação específica. Costa e Youssef também denunciaram grandes empreiteiras e contratos bilionários delas com a Petrobras. Só em um dos casos, Costa confessou ter recebido US$ 23 milhões da Odebrecht, o equivalente à soma dos empréstimos que, segundo o STF, o lobista Marcos Valério simulou para abastecer os dutos do mensalão. A empresa nega. Para procuradores e delegados, as investigações principais nem começaram.

— Se for comprovado o envolvimento dos parlamentares, isso vai ter uma repercussão muito forte no Congresso, que é o espaço próprio para se discutir essas questões político-partidárias — disse o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, Alexandre Camanho.

Investigadores suspeitam que parte do esquema da Petrobras era reproduzido em outros órgãos. Nas investigações já começam a aparecer referências ao Dnit e à Eletrobras, entre outras frentes de investigação que devem ser abertas. Costa continua disposto a colaborar, o que pode prolongar a tensão no Congresso e na Petrobras.

— O compromisso dele é colaborar com a investigação — afirmou João de Baldaque Mestiere, um dos advogados de Costa.

O Globo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

3000 pessoas pedem impeachment de Dilma Rousseff em SP

María Martín, El País

Com o peito inflado como o de um galo, um senhor de uns 70 anos com polo azul e os cabelos pintados de castanho repreendia o “covarde”. “Cadê o filho da puta?”, perguntavam vários dos participantes de um protesto que pedia o impeachment de Dilma Rousseff, na avenida Paulista, em São Paulo.

O “covarde”, que usava uma estrelinha do Partido dos Trabalhadores, corria feito um louco entre os carros de uma travessa da avenida. A ousadia de gritar “fascistas” aos integrantes da marcha que reuniu hoje cerca de 3.000 pessoas, segundo a Polícia Militar, lhe podia sair caro. Organizadores do protesto, convocado pelas redes sociais, tiveram que intervir para evitar um linchamento, e o “covarde” sumiu com apenas alguns chutes nas costas.

Protesto na Paulista pede 'impeachment' de Dilma (Foto: AFP)Protesto na Paulista pede impeachment de Dilma (Imagem: AFP)

Opinião dos leitores

  1. João Brasil vc ta muito desenformado pq o mais votado em São Paulo foi o Celso com um milhao e quinhetos mil votos.

  2. Só tinha umas 2 mil na rua. As outras 38 mil devem ter ficado dentro dos seus carros, no ar condicionado.
    E o protesto daqui de Natal? Porquê ninguém fala mais nada?
    Não deve ter ido ninguém. Nem os médicos.
    Parece que a ficha dos leitores da VEJA está caindo. A tentativa de manipular o povo para tomar o poder não está mais funcionando simplesmente porque a mentira tem pernas curtas.

  3. PERGUNTA: O QUE O POVO DE SÃO PAULO TEM NA CABEÇA?
    RESPOSTA: TIRIRICA!!!
    KKKKKKKKKKKK
    ISSO SÓ PODE SER UMA PIADA DE MAU GOSTO, NÃO?
    AGORA ENTENDI PORQUE TIRIRICA FOI ELEITO O MAIS VOTADO NESSE ESTADO…

  4. Falando em impeachment,será que o governador Robinson vai dar,logo que assumir, um chute nos fascistas aboletados da secretaria estadual de saude?o servidor, humilhado por essa canalha ,penhoradamente agradece.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Clima

Leitor alerta para o nível da Lagoa do Bonfim

O Leitor do Blog, Luiz Guerra faz uma alerta importante sobre a situação da Lagoa do Bonfim, vejam:

“Com essa seca em São Paulo, fico imaginando: o que será da lagoa do Bonfim daqui a alguns anos. De 2010 pra cá, seu nível só vem baixando. Desde 1994 nunca vi tão baixo com agora. Cerca de 38 cidades recebem água dela pela adutora Monsenhor Expedito. Será que vamos esperar acontecer o que está acontecendo em São Paulo para se tomar medidas que possam amenizar a retirada de água da mesma? Será que não daria pra construir poços ou utilizar os já existentes que foram perfurados pela Petrobrás em alguns desses municípios?”

DO BLOG: O Nível da Lagoa do Bonfim está bem baixo, essa preocupação de Luiz faz todo sentido e mais uma vez o alerta é importante.

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esporte

Classificação SÉRIE B: ABC é o 13 e o América o 18

Final dramático o da série B para os clubes potiguares, vejam a classificação:

Classificação

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esporte

Jogador dá bolada no rosto do juiz e leva suspensão de 50 anos

A arbitragem não agradou e um jogador mais esquentadinho perdeu a cabeça. Na saída de campo, acertou uma bolada no juiz e ainda ficou espirrando água no homem do apito. Feio, né? Quantos meses de punição o infrator deveria receber por isso? Na visão do tribunal esportivo da Suíça, o gancho tem de ser em anos, e não meses. Mais que isso, em décadas.

Ricardo Ferreira atua no Portugal FC, time amador da quarta divisão da Suíça que homenageia o país homônimo. Ele agrediu o juiz, foi a julgamento e levou 50 anos de gancho. A agressão aconteceu em um jogo contra o Worb e pode ter acabado com a carreira do jogador, embora ainda permita recursos.

Segundo o jornal Blick, a federação local determinou que Ferreira fosse barrado do futebol pela vida inteira. A suspensão de 50 anos se deve ao sistema informatizado da entidade, que exige que se coloque um prazo de expiração do gancho. Na prática, porém, a ordem é que o jogador não volte a atuar. Ferreira se defende.

“A bolada não foi intencional. A água e os insultos foram atitudes das quais eu já me arrependi”, disse o jogador. O problema é que o histórico dele pesou contra.

“Em 2009, ele tirou o apito da boca de um árbitro com um tapa. Aquilo rendeu uma suspensão de 12 meses. Além disso, ele já perdeu 45 rodadas por suspensões nesses anos por conta de abusos seguidos contra rivais e juízes. Nós não queremos um jogador desses na nossa liga”, disse Robert Breiter, advogado da Liga Suíça.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *