Um levantamento feito pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas, referência no tratamento de HIV/aids, mostrou que um em cada cinco dos adolescentes com aids acompanhados pelo hospital abandonou o tratamento no ano passado. Foram avaliados 581 adolescentes, de 12 a 17 anos, dos quais 131 estão há pelo menos seis meses sem ir ao médico ou sem voltar ao consultório para nova avaliação. Dos jovens avaliados, 71 são do sexo masculino e 60, do feminino. A maioria foi infectada pela mãe durante o parto (transmissão vertical).
De acordo com o infectologista Jean Gorinchteyn, do Emílio Ribas, durante o período de observação, os jovens em tratamento deveriam ter comparecido a pelo menos duas consultas, nas quais sua saúde seria avaliada e o receituário fornecido, para que os medicamentos fossem retirados gratuitamente na própria farmácia do instituto.
“As avaliações clínicas devem ser feitas a cada três meses. Se ele não vem para a consulta, não recebe a receita e não retira o remédio> Portanto, está interrompendo o tratamento. Normalmente, são administradas de três a cinco drogas antirretrovirais, algumas combinadas, mas este número pode ser reduzido a um comprimido só, favorecendo muito a adesão”, explicou o médico.
Gorinchteyn ressaltou que, uma vez iniciado o tratamento, ele jamais pode ser interrompido, e os horários têm de ser seguidos com rigor. Segundo ele, a interrupção do tratamento pode tornar o vírus resistente à medicação, ou seja, “o vírus deixa de ser sensível ao remédio e o organismo não responde ao tratamento”.
O infectologista informou que o Emílio Ribas tem uma estratégia para buscar os pacientes, caso deixem de comparecer aos retornos médicos. A convocação é sempre direta, por telefone ou por telegrama. É preciso avaliar que, apesar de serem menores de idade, que teoricamente teriam um adulto responsável por eles, a maioria desses adolescentes contraiu o HIV por transmissão vertical, na gestação da mãe contaminada.
“Isso quer dizer que muitas das mães estão doentes, ou já não estão mais vivas para cuidar dessas crianças. São jovens que podem estar sob cuidados de tutores ou responsáveis que, eventualmente, desconhecem o não comparecimento deles ao ambulatório. Muitas vezes, quando esses responsáveis foram questionados disseram acreditar que as crianças iam às consultas.”
Para Gorinchteyn, a interrupção do tratamento pode ocorrer pelo fato de jovens dessa faixa etária terem dificuldade para encarar uma doença que precisa de acompanhamento constante e que já é tratada desde o nascimento. “Eles também recebem uma carga de preconceito, por estarem contaminados, mas sem ter a real culpa por isso. Assim, cria-se a dificuldade de aceitação da doença e das dificuldades de inserção social”, ressaltou o médico.
Assim, os jovens acabam abandonando o tratamento, como se isso pudesse negar a existência da aids, lamentou o médico. No entanto, disse ele, identificar esse tipo de abandono do jovem pelo cuidador não quer dizer exatamente que tenha havido negligência, mas que existe dificuldade do jovem com relação à doença e à necessidade de um tratamento regular, com regras e restrições, o que pode ser difícil para uma pessoa dessa faixa etária. Gorinchteyn destacou que nenhuma consulta é feita sem a presença de um maior de idade.
“O que queremos saber agora é quanto dessa não adesão deve-se à falta de responsabilidade do tutor e quanto se deve à falta de disponibilidade do próprio paciente. Temos de ter essa parceria muito mais clara com o responsável, que não pode se submeter ao desejo do paciente, que, muitas vezes, encontra desculpas para não comparecer às consultas”, acrescentou o médico. Para ele, é preciso “afinar o comportamento do cuidador” quanto a essa pressão do paciente.
De acordo com o infectologista destacou que é preciso acolher psicologicamente essas crianças e adolescentes e não se deixar levar pelas desculpas da criança e levar em conta que sendo tutor é preciso assumir a responsabilidade do tratamento do menor de idade. Gorinchteyn chamou a atenção ainda para o fato de que uma vez que o jovem não tem a preocupação em fazer o tratamento corretamente nada garante que ele vá ter relações sexuais com proteção, podendo então transmitir o vírus.
Agência Brasil
NOTA DE REPÚDIO
À Ordem dos Advogados do Brasil – RN, após debate entre meus dois EUs em sessão ocorrida nesta data ao ler essa nota acima, venho a público externar meu repúdio a ação ridícula, paga pelos advogados do RN através das anuidades caras e absurdas da OAB, ocorrida na Câmara Municipal de Natal, contra a sociedade civil e burra que paga impostos municipais (IPTU e ISS). Estavam de forma simulada, fascistas reivindicando a prefeitura falida de Natal um curto debate sobre o transporte público e a falta de mobilidade urbana (causada pelos vândalos durante os protestos) através da violência, baderna, depredação do patrimônio publico, protegidos por vários advogados bancados pela OAB em prol do fascismo no RN. Enquanto, causas sérias como segurança publica, saúde publica e educação de qualidade estão sendo deixadas de lado. Gostaria de lamentar profundamente o episódio da falta de repressão contra a bandidagem e formação de quadrilha pelo Art. 288 – Associarem-se mais de três pessoas, em quadrilha ou bando, para o fim de cometer crimes, incompatível, no todo, com o regime democrático vigente, praticados por uma minoria. Punição já contra os autores e defensores da apologia ao crime.
Natal, 18 de julho de 2013
Primo das Primas
Eu 1 e Eu 2.
É mais uma atitude da falta do que fazer da OAB. Esses movimentos estão saturando a vida de quem trabalha e emprega. Não existe liderança e só baderna, já está ficando absurdo isso!
A turma invade prédio público. Depois, obviamente, através da violência – é um ato de violência – dizer que não iriam mais sair dali. São convidados a sair. Não saem. Os representantes do Poder Publico têm de fazer o q? Claro, chamar a policia. A turma continua a dizer que não sai. Fazer o q a Policia.? Usar as armas que tem, ou seja, a força, spray de pimenta, gás, etc. É assim em qualquer lugar civilizado do mundo. A imprensa está sendo hipócrita ao acobertar isso. Se a policia se omitir, acabou a ordem publica. Isso é baderna. Protestar, sim, é um direito. Desde que pacificamente. Invasão de prédio público não é ato pacifico nem aqui e nem em lugar nenhum. Outra coisa: a OAB deveria ter vergonha de sair do seu lugar para publicar nota de repudio. Nota de repudio, sim, a nota da OAB. Chega da OAB se meter a defender quem não presta. Mania de defender foras da lei, em nome de um pseudo "direitos humanos". Ridículo. Vão se preocupar em defender os advogados que todos os dias são humilhados por magistrados arrogantes,intolerantes e mal educados em audiências ou mesmo aqueles que se negam sequer a recebê-los para um mero despacho. Esse é o papel desta honrada instituição. Fui….
Carla, não se invade um prédio público, pois ele é público.
Igual ao Rio de Janeiro. A delegacia tinha mais advogados do que baderneiros. Uma pena. Algum advogado defendeu o Oficial PM q foi cuspido gratuitamente ?