O Primeiro Comando da Capital (PCC) determinou que seu departamento jurídico, a chamada sintonia dos gravatas, procure em razão da pandemia de covid-19integrantes do Estado que tenham HIV, sejam diabéticos, tuberculosos ou tenham doenças cardíacas respiratórias e imunodepressoras. Os advogados devem pedir prisão domiciliar para esses detentos, não importando os crimes que eles praticaram.
O documento – um salve da cúpula da facção – foi interceptado pela inteligência da polícia de São Paulo neste sábado, dia 26. A organização criminosa ainda orientou seus advogados – os gravatas – a pedir regime domiciliar para gestantes e lactantes e para os presos que cometeram crimes sem violência. Por fim, a facção quer a substituição das prisões temporárias por tornozeleiras eletrônicas e a progressão adiantada da pena para quem já cumpriu a maior parte do que era previsto em regime fechado.
O documento é a primeira manifestação da facção desde o começo da pandemia. Há duas semanas, 1,3 mil detentos fugiram de quatro presídios de regime semi-aberto depois que a Justiça proibiu a saída temporária deles na Páscoa. O Ministério Público Estadual (MPE) acredita que a facção deve inundar as varas de execuções criminais do estado com pedidos de libertação.
Em São Paulo, a Justiça também limitou o número de visitas para cada preso a uma única pessoa como forma de controlar a disseminação da covid-19. Por enquanto, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) não constatou nenhum caso da doença entre os 230 mil presos do Estado – há somente casos suspeitos. Já entre os funcionários há um agente na Praia Grande, no litoral paulista, que foi diagnosticado com o coronavírus.
Libertação em massa
Em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, a juíza Sueli Zeirak decidiu soltar 61 presos do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Tremembé. A decisão foi tomada na sexta-feira, dia 27 com base em um pedido feito pela Defensoria Pública. Além do CDP de Tremembé, a juíza é responsável pelas penitenciárias de Potim 1 e 2, Caraguatatuba e São José do Campos. Entre os presos soltos, existem 29 traficantes de drogas, oito assaltantes, cinco homicidas, cinco estelionatários, quatro furtadores, quatro receptadores e seis detentos presos por outros crimes.
O perfil dos libertados mostra que 19 tinham 60 anos ou mais – o mais velho deles tinha 83 anos e havia sido condenado a seis anos de prisão por homicídio. Havia ainda entre os soltos 17 detentos entre 40 e 59 anos, 15 com 30 a 39 anos e, por fim, dez com menos de 30 anos. Quanto às doenças que mais motivaram a libertação estão a hipertensão (19 casos), tuberculose (8 casos), bronquite (6), HIV(56) e diabetes (5). Mas há entre os soltos até um preso que alegava ter enxaqueca. Trata-se de um traficante de drogas condenado a sete anos de prisão e que tem 61 anos.
Ao frisar que a pandemia de coronavírus não é uma “gripezinha”, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, apresentou cenários possíveis para a doença no Brasil e advertiu o presidente Jair Bolsonaro e outros ministros durante reunião tensa neste sábado, 28, que, se morrerem mil pessoas, será o correspondente à queda de quatro Boeings. Depois, perguntou: “Estamos preparados para o pior cenário, com caminhões do Exército transportando corpos pelas ruas? Com transmissão ao vivo pela internet?”
Conforme o Estado apurou, Mandetta fez um apelo para o presidente criar “um ambiente favorável” para um pacto entre União, Estados, municípios e setor privado para todos agirem em conjunto, unificar as regras e medidas e seguir sempre critérios científicos. Sugeriu, inclusive, a criação de uma central de equipamentos e pessoal, para possibilitar o remanejamento de leitos, respiradores e até médicos e enfermeiros de um Estado a outro, rapidamente, dependendo da demanda.
O ministro também pediu ao presidente para não menosprezar a gravidade da situação nas suas manifestações públicas e, por exemplo, não insistir em ir a um metrô ou um ônibus em São Paulo, como chegou a aventar em entrevista coletiva. Mandetta deixou claro que, se o presidente fizesse isso, seria obrigado a criticá-lo. E Bolsonaro rebateu que, nesse caso, iria demiti-lo.
Ainda conforme fontes informaram ao Estado, Mandetta também disse que ele e sua equipe não vão pedir demissão no meio da crise, mas estão prontos a sair depois dela se for o caso. Ele, inclusive, se colocou à disposição para assumir a função de “bode expiatório”, em caso de fracasso, e se comprometeu a não capitalizar politicamente, em caso de sucesso. Disse que não tem ambições políticas nem reivindica nenhuma posição de destaque.
Apesar desses momentos mais tensos, ministros presentes consideraram que o resultado foi bom e que a reunião serviu como um “freio de arrumação”, até porque, de outro lado, todos, inclusive o próprio Mandetta, concordaram com a preocupação de Bolsonaro em preservar ao máximo a economia, o funcionamento dos transportes e da infraestrutura em geral.
CARREATAS
Os que viram a entrevista coletiva de Mandetta com sua equipe, após a reunião com o presidente, o ministro criticou as carreatas pela reabertura do comércio. Os atos foram defendidos por Bolsonaro, que chegou a compartilhar vídeos nas redes sociais. “Fazer movimento assimétrico de efeito manada… Daqui a duas semanas, três semanas, os que falam ‘vamos fazer carreata’, vão ser os mesmos que ficarão em casa. Não é hora”, disse Mandetta.
Enquanto o povo estiver desunido nessa briga ideológica idiota, que dá prejuízo ao próprio povo, as coisas não vão melhorar. Eu repito, repito e quase ninguém se toca. O que adianta botar a culpa nesse ou naquele? Militantes culpavam os políticos uns dos outros pela sujeira e lixo de um bairro. Até que eles se uniram em mutirão, limparam e fizeram latas de lixo. Problema resolvido. Acordem
Este Sr. Ricardo Lucido, que, de lucido não tem nada, em outra postagem sobre a qual comentei, demonstrou ser petista faz tempo, agora diz que votou em Bolsonaro, quer fazer os outros de trouxa?
Abel irmão de Cain , ROMÃO tirando O fica romã . Fruta boa para um Chá . Aos dois meu fraterno abraço . Parece que não concordamos em um ponto . VOTEI NO PRESIDENTE É ME ARREPENDO . Esse é um fator menor , daqui a pouco vocês podem até concordar comigo . No geral acho que temos a mesma opinião . MAJoritariamente prevalente na nossa sociedade .
Existe um grande pano de fundo nisso tudo, o Brasil e o mundo precisam divulgar as estatísticas de mortes antes do covid, assim, teríamos como analisar se as mortes por outras doenças (h1ni, infarto, leucemia, AVC, todas outras), estão se mantendo ou diminuindo; se diminuíram, constataremos que muitas mortes de causas outras, estão sendo imputadas ao covid, e isso mascara a leitura real, pois essa praga apenas seria mais um fator pra agravar a ou acelerar algo que estaria pra acontecer. Ao esclarecer isso, não deixaremos de dar a importância devida a doença, apenas servirá pra desmistificar o alarmismo da doença, e as autoridades e os doentes dessas outras doenças, tomarem as devidas precauções de proteções e higienizações para que seus quadros de saúde não se agravassem em casos de infectados também pelo covid 19. E isso contribuiria para a retomada da vida cotidiana dos que não são acometido por doenças preexistentes. Evitando assim, um colapso econômico do país.
Bom dia . Como reagirá o mito , votei nele e me arrependo , diante desse firme posicionamento do ministro Mandetta ? Será que surtirá efeito ? A ficha vai cair ? Os dois neurônios tico e teco vão aceitar ? Como reagirão os Bananinhas 01, 02,03 ? Os militares endossarão esse momento ? Meus amigos são dúvidas cruéis . Mas tenho uma opinião . O presidente deve continuar insistindo na sua tática . Ele não vai mudar e portanto ele , na minha opinião que é livre e pessoal , vai cair . Ou muda ou cai . Acho mais fácil para ele a segunda opção . Assume Mourão que pode ser mais tosco do que ele , mas é muito mais lúcido e preparado para gerir esse barco desgovernado . Como dizia Gertrudes , parteira lá nas veredas da propriedade de vovô ; “ menino teimoso agente conhece logo na hora que nasce . Bota a cabeça pra fora mas teima em não sair . Nesses eu dou três palmadas é uma puxadinha não orelha , para já começar aprendendo a chorar “ .
Votou foi??
Çei!!!
Tem muito trouxa querendo fazer os outros de trouxa.
Kkk
Vc é um petista enrustido , está se fazendo de eleitor de Bolsonaro para confundir o eleitorado dele.
"……. Mandetta a Bolsonaro….." kkkkkkkkkkkkkk, o Ministro este dando carão no Presidente. Essa foi a melhor piada do fds.
A imprensa não conseguirá derrubar o presidente, a cada dia perde mais a credibilidade .
Bolsominions e petralhas de gema são uns doentes. Participo de alguns grupos e neles o bosominions dizem que eu sou petralha e os petralhas desconfiam que eu sou bolsominion. Vcs são uns psicopatas. Temos que isolar esses doentes para o bem do nosso sofrido Brasil
As demissões englobariam, portanto, cerca de 600 mil empregados, segundo executivos que participaram das discussões no setor. Para ter uma dimensão da destruição de vagas, em todo o ano passado foram criados 644 mil postos formais de trabalho no país, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
Embora oficialmente admitam estar empenhados em preservar empregos e seguir as recomendações de confinamento definidas pelas autoridades de saúde, empresários têm mantido contato com Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes (Economia) para convencê-los a implementar um modelo similar ao da Coreia do Sul.
O país asiático liberou parte da população para o trabalho depois da realização maciça de testes para garantir que não haveria uma nova fase de contaminação.
Liderados por Flávio Rocha, dono da Riachuelo, e Luiza Trajano, da Magazine Luiza, os grandes comerciantes estão preocupados com os efeitos de um isolamento mais prolongado na cadeia produtiva.
“Uma empresa do porte da nossa tem estrutura de capital e caixa para atravessar este momento sem precisar demitir”, disse à Folha Rocha, dono da Riachuelo.
Segundo o empresário, sua rede enfrenta uma redução de mais de 90% nas vendas.
“Demitir será o último recurso”, afirmou.
Rocha defende que o país adote o modelo implantado por Andrew Cuomo, no estado americano de Nova York. O governador decidiu fazer testes maciços na população para encerrar o isolamento.
No entanto, os empresários brasileiros a favor da reabertura do comércio, ainda que parcialmente, não apresentaram propostas de como arcar com os custos dos testes para a população.
Não se sabe se o governo federal terá recursos para, ao menos, fazer testes na população economicamente ativa, algo que, para o empresariado, poderia ser mais vantajoso do que arcar com os custos de uma recessão.
Reservadamente, assessores de Bolsonaro afirmam que a pressão do empresariado pelo fim parcial do isolamento cresceu na semana passada depois que Mato Grosso, Rondônia e Santa Catarina decidiram liberar parcialmente o comércio e os serviços. No entanto, muitas decisões foram contestadas por prefeitos, que mantiveram locais fechados.
“Estamos vivendo um pandemônio”, disse Marcelo Silva, presidente do IDV (Instituto para o Desenvolvimento do Varejo), que reúne as grandes cadeias.
“Há locais a que os distribuidores já não conseguem chegar por restrições de circulação, e isso afeta o abastecimento de supermercados e farmácias que estão funcionando.”
O dirigente considera ser necessário “sincronizar as medidas” para evitar exacerbação.
Silva disse que as demissões no setor já começaram entre as pequenas e médias. “Por enquanto, a recomendação do instituto para seus associados é negociar ao máximo antecipação de férias, redução de jornada, e home office para evitar uma recessão.”
O IDV representa os 30 mil maiores lojistas do país e 200 centros de distribuição. Essas empresas empregam cerca de 750 mil funcionários diretamente em todo o país.
Pessoas próximas a Guedes afirmam que essa situação também foi levada a ele pelo empresário Abilio Diniz, fundador do Pão de Açúcar e hoje principal acionista da rede de supermercados Carrefour.
Questionado pela Folha, Abilio disse ter ligado a Guedes para falar sobre economia. “Conversamos sobre a necessidade de colocar muito dinheiro na retomada”, disse.
O setor encaminhou ao ministro uma série de demandas para conseguir sobreviver à crise. “Boa parte foi acolhida pelo governo com a medida provisória que flexibilizou as regras trabalhistas”, disse Silva, do IDV. “Mas o que realmente vai fazer a diferença são as medidas tributárias.”
As redes do varejo pedem postergação de todos os tributos federais e estaduais por quatro meses meses, ressarcindo os cofres públicos em parcelas até o fim deste ano.
“Não adianta o governo injetar liquidez na praça, dando linhas de crédito, tudo mais, e, na outra ponta, continuar com o aspirador de pó gigante dos tributos dragando os recursos. Isso não resolve”, afirmou Rocha.
Apesar do pleito, Guedes resiste à postergação do pagamento de tributos.
Diante do agravamento da crise, que levou o FMI (Fundo Monetário Internacional) a rever para baixo as projeções de crescimento da economia mundial, Guedes se fechou à proposta, segundo assessores.
No começo da onda do coronavírus, a Secretaria de Política Econômica do ministério chegou a rever o ritmo de crescimento do PIB de 2,5%, neste ano, para 2,1%.
Técnicos da equipe econômica não descartam uma nova recessão no segundo semestre.
Linhas de crédito disponíveis na praça, que foram reforçadas com medidas de liquidez (como trocas de títulos) adotada pelo BC nas últimas semanas, serão a saída.
Mesmo com excesso de recursos no sistema bancário, as instituições não querem correr riscos e estão elevando suas taxas, especialmente nas operações de curto prazo (capital de giro). Ou seja: o crédito irá fundamentalmente para as empresas de grande porte, justamente as que são capazes de suportar condições econômicas mais hostis.
Enquanto o povo estiver desunido nessa briga ideológica idiota, que dá prejuízo ao próprio povo, as coisas não vão melhorar. Eu repito, repito e quase ninguém se toca. O que adianta botar a culpa nesse ou naquele? Militantes culpavam os políticos uns dos outros pela sujeira e lixo de um bairro. Até que eles se uniram em mutirão, limparam e fizeram latas de lixo. Problema resolvido. Acordem
O vice-presidente, general Hamilton Mourão, 66, diz que é hora de as autoridades deixarem o individualismo de lado no combate ao coronavírus no Brasil e defende um consenso frente à pandemia.
“O fulano está pensando só nisso porque é de direita e o outro só aquilo porque é de esquerda. Não, nós temos de buscar um meio-termo e a igualdade”, disse.
O general recebeu a Folha em seu gabinete no Palácio do Planalto na sexta-feira (27). Segundo ele, é preciso encontrar um modelo de isolamento que não seja “oito ou oitenta”.
Questionado sobre a decisão de Bolsonaro de não mostrar o exame negativo para o vírus, respondeu: “Acho que tem de confiar na palavra do presidente. Seria o pior dos mundos o presidente chegar e declarar que testou e deu negativo e depois aparecer que deu positivo”.
Mesmo com a mídia e grande parte da política do Brasil estarem contra, as ações do governo federal tem trazido resultados positivos nessa guerra contra a doença, basta comparar os resultados das medidas com os dos outros países. O nosso quadro da batalha contra o covid pode mudar, mas parece que estamos no caminho certo, paralelo a isso o governo está tentando implementar medidas no plano econômico, que apesar de tímidas pra o quadro que vive o Brasil, acredito que minimizará os efeitos nocivos que essa quarentena provocou na economia popular.
Em reunião no Palácio da Alvorada na manhã deste sábado (28), ministros pediram ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) um alinhamento de discurso sobre as ações governamentais contra o novo coronavírus.
A avaliação feita por aliados ao presidente é que o pronunciamento da última terça-feira (24), apesar de ter conseguido mobilizar sua rede de apoiadores, elevou a fervura do campo oposicionista.
A fala, em que o presidente chamou o novo coronavírus de “gripezinha” e “resfriadinho”, intensificou os panelaços pelo país e inflou um debate sobre impeachment.
O presidente recebeu o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres e 8 de seus 22 ministros: Luiz Henrique Mandetta (Saúde), Sergio Moro (Justiça), Jorge Oliveira (Secretaria-Geral), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Tarcísio Freitas (Infraestrutura), Walter Braga Netto (Casa Civil), Fernando Azevedo (Defesa) e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional).
Durante a reunião, que teve duração de cerca de duas horas, ministros e presidente chegaram a um acordo sobre o tom a ser adotado pelo governo no combate à Covid-19.
Os ministros avaliaram com o presidente que é preciso maneirar no discurso por haver um distanciamento entre o que Bolsonaro e seus filhos dizem nas redes sociais e as ações propostas por sua gestão, como fechamento total das fronteiras aéreas do país para estrangeiros, isolamento social e medidas de auxílio econômico para minimizar os danos da crise.
O radicalismo foi adotado pelo presidente para inflar a militância bolsonarista. Integrantes do gabinete digital da presidência haviam detectado um enfraquecimento do discurso pró-governo nas redes sociais, onde Bolsonaro tem forte apoio.
Além do pronunciamento, o governo fez circular nas redes sociais um vídeo com o slogan “O Brasil não pode parar”, que sustenta o discurso de Bolsonaro de que uma paralisação total do país para o combate à doença terá prejuízos fortes à economia.
Embora a peça publicitária não tenha sido publicada em contas oficiais do governo, ela foi espalhada na rede bolsonarista e divulgada pelo senador Flávio em suas redes.
Com a repercussão negativa, a Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social), que até então não respondia as demandas da imprensa sobre se tratava-se de um vídeo oficial, divulgou nota dizendo que o vídeo era um experimento.
A ação teve o resultado esperado por Bolsonaro: reascendeu a militância das redes, levou carreatas de apoio à reabertura dos comércios a algumas cidades brasileiras e diminuiu o tom dos panelaços contra o presidente.
Os ministros também fizeram um balanço de suas ações e apoiaram as medidas adotadas por Mandetta na crise.
Técnicos da área ouvidos pela Folha relataram desconforto na pasta com a tentativa recente de interferência em decisões e com declarações do presidente que minimizam o impacto do novo coronavírus, sobretudo a ocorrência de mortes —ao todo, 92 pessoas já morreram pela doença, de acordo com dados divulgados na sexta-feira (27)
Em entrevista ao Programa Brasil Urgente, Bolsonaro chegou a lançar suspeita sobre os dados oficiais de mortes por coronavírus em São Paulo, mas não mostrou evidências.
A preocupação foi levada ao presidente e chegou-se a um meio termo entre a defesa das ações que serão mantidas e as falas direcionadas às redes.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) confirmou, na noite deste sábado (28), o primeiro caso do novo coronavírus (Covid-19) em São Gonçalo do Amarante/RN.
Trata-se do secretário de Saúde do município, Jalmir Simões, de 51 anos. O referido paciente passa bem e está isolamento preconizado, seguindo todas as orientações médicas.
O secretário já estava afastado das suas atividades desde o aparecimento dos primeiros sintomas, obedecendo as orientações da Vigilância Epidemiológica.
A Secretaria de Estado da Saúde Pública e a Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró acabam de confirmar, na noite deste sábado (28/03), o primeiro óbito pelo novo coronavírus no Rio Grande do Norte.
A vítima é o professor da UERN do Departamento de Química, Luiz di Souza, de 61 anos, com histórico de diabetes, e que teve contato com caso suspeito.
O paciente deu entrada em hospital privado na cidade de Mossoró no dia 21 de março, na última sexta-feira (27) teve a confirmação que estava com a Covid-19, indo a óbito na noite deste sábado.
Em isolamento devido à pandemia de coronavírus, músicos da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, de Brasília, gravaram uma versão da música “Heal The World” em conjunto, cada um em sua casa.
Regidos pelo maestro Claudio Cohen, 22 músicos usaram trompas, trompetes, tuba, clarinetas, flautas, oboé, violinos, violoncelos, contrabaixo, harpa e percussão para gravar um arranjo de Heal The World (“Cure o Mundo”), música gravada por Michael Jackson em 1991 e que se tornou um hino humanitário.
“A ideia de produzir esse vídeo foi espontânea dos músicos, com o objetivo de passar uma mensagem de conforto nestes tempos de isolamento social, além de mostrar a nossa capacidade de trabalho mesmo que separados em nossas casas”, explica Cohen, em nota distribuída pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal. Além de reger o grupo, ele toca violino.
A letra da música, em inglês, fala que “há gente morrendo” e que, se você se importa com os vivos, “faça do mundo um lugar melhor”.
A música de Michael Jackson, de 1991, inspirou a Fundação Heal the World, organização de caridade fundada pelo artista em 1992.
Um dos primeiros países a adotar medidas drásticas de confinamento para combater o coronavírus, a Eslováquia (Europa central) vai começar a reabrir algumas lojas não essenciais, com a condição de que entre apenas um cliente por 25 metros quadrados.
Entre os negócios que terão a proibição de funcionamento relaxada pelo governo estão lojas e oficinas de bicicletas, lojas de jardinagem e de material de construção e utensílios domésticos.
A Eslováquia, cuja população é de 5,45 milhões pessoas, não registrou nenhuma morte desde que o primeiro caso foi confirmado no país, em 5 de março, e está entre os países europeus com menos números totais de doentes (292, dos quais 2 se recuperaram) e com menor taxa de casos confirmados por 100 mil habitantes (5,4).
Diferentemente de outros países em que a falta de testes pode levar a subnotificação dos casos confirmados, a Eslováquia tem intensificado os exames.
O serviço público realizou 6.470 testes até agora, e laboratórios privados foram integrados ao programa oficial na sexta (26).
O país adotou o confinamento amplo no dia 12 de março, logo depois de a Itália decretar quarentena.
Naquele momento, apenas dez eslovacos haviam obtido resultado positivo para contágio com o novo coronavírus.
Foram proibidas viagens, e as fronteiras ficaram abertas apenas para residentes no país. Todos os eventos culturais, esportivos e religiosos foram suspensos, assim como partidas esportivas.
O governo eslovaco também proibiu visitas a hospitais e casas de idosos e suspendeu aulas em todas as escolas.
Apenas um paciente está em estado grave hoje no país, internado em UTI.
Enquanto a Eslováquia relaxa suas regras, a Espanha, um dos mais afetados do continente, apertou o confinamento neste sábado.
Com 832 mortes em 24 horas, número recorde, o governo determinou que todos os trabalhadores não essenciais devem ficar em casa até 9 de abril.
Se eles ficarem fechados para o mundo vai da certo , ninguém entra niguem sai , coisa que se a China tivesse adotado medidas mais radicais o MUNDO NAO ESTAVA PASSANDO POR ISSO Mais tem muita gente aplaudindo o Governo Chinês
O Ministério da Saúde divulgou hoje um gráfico que compara a curva de crescimento no número de contaminados pelo novo coronavírus do Brasil com Alemanha, Espanha e Itália em 15 dias após o centésimo caso.
A linha azul, mais grossa, representa o conjunto dos três países europeus, cuja população somada alcança cerca de 200 milhões, pouco menos que o número de habitantes no Brasil, representado pela linha verde.
Onde não se testa não tem como subir essa curva, o governo com a política de acabar com a quarentena não tem interesse em fazer testes em massa. A população vai pegando covid e fazendo sua reclusão em casa sem fazer testes, somente os casos graves são testados. Tudo isso é para passar a falsa sensação de controle da epidemia.
Esse isolamento salvará milhares de vidas – isso é o que indica esse gráfico. Passada a fase de respeito as vidas, vamos cair para cima e salvar a economia
Não há credibilidade nos gráficos apresentados, sabemos que muitos casos aqui não foram registrados ( pelos mais diversos motivos), assim como já ocorria em casos de dengue e zica, temos muitos casos registrados como a conhecida "virose", ou simplesmente classificados como"casos suspeitos".
Enquanto países como China e Itália, passaram a computar o máximo de casos possíveis para com isso possibilitar a eficácia do isolamento, aqui ainda lutamos para conseguir mais testes, e nessa nossa realidade estamos computando mais casos suspeitos que casos confirmados. Sendo assim, ainda não há uma análise real!!
Não entendi esse gráfico…. Não faz 15 dias que atingimos 100 casos…
Como comparar com 15 dias dos outros países??
A não ser que não tenha entendido direito….
Grata
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse hoje que não faltarão recursos para a saúde e nem para a economia. A afirmação do ministro foi feita durante videoconferência realizada pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e 40 membros do Conselho Superior Diálogo pelo Brasil. O combate aos impactos da pandemia do coronavírus na economia foi o tema da reunião.
“Nenhum brasileiro será deixado para trás. Vamos liberar todos os recursos que a saúde necessitar e, da mesma forma, não deixaremos faltar liquidez na economia”, assegurou o ministro.
Ele também descartou aumento de impostos neste momento, como sugeriram alguns deputados. “A crise que estamos vivendo é transitória. Se aumentarmos impostos, quebraremos as pernas das empresas, o que vai impedir a retomada da economia mais adiante”, ponderou o ministro.
Para Skaf, “o dinheiro tem que chegar nas mãos das empresas”. Ele pediu ao ministro que a medida anunciada ontem (27) para financiar a folha de pagamento de pequenas empresas que faturam entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões por dois meses seja estendida às demais companhias, menores e maiores.
Guedes disse aos empresários que um dos grandes desafios agora do governo é conseguir mais testes para a população. Em resposta ao ministro, os empresários se dispuseram a contribuir comprando exames para testar os funcionários e passar o excedente para o poder público.
“Vamos comprar um milhão de testes. Cerca de 70 mil serão para os nossos colaboradores e o restante vamos doar”, disse o co-presidente do Conselho da Ambev, Victorio de Marchi.
Edgard Corona, presidente do Grupo Bio Ritmo/Smart Fit, também prometeu adquirir exames para seus funcionários e para a população. “Queremos inundar o Brasil de testes”, disse Corona.
Guedes disse que o ministro-chefe da Casa Civil, Braga Neto, foi destacado para cuidar da logística da distribuição dos exames doados pelas empresas.
Em outra videoconferência, promovida pelo BTG Pactual, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, comentou os projetos do Executivo que estão sendo discutidos no Congresso Nacional no momento. Ele afirmou que faz sentido manter acesa a discussão sobre a PEC emergencial porque o projeto vai dar garantia para os próximos anos. Para este ano, Mansueto afirmou que muitas medidas da PEC emergencial já estão sendo executadas pelo governo federal. Ele mencionou que não estão sendo feitos concurso público nem concedidos incentivos tributários em caráter emergencial.
Sobre o andamento da reforma tributária, o secretário afirmou que o debate entre os parlamentares já evoluiu muito. “Nunca vi Congresso tão engajado sobre a reforma tributária como neste momento”, disse o secretário. Mansueto participou de uma live com o presidente da BTG Pactual Asset Management e ex-ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, e com o sócio do BTG Pactual e ex-diretor do Banco Central, Eduardo Loyo.
Mansueto disse que a reforma administrativa pode esperar e que não precisa ser feita nos próximos três meses. Isso porque, disse o secretário, a proposta tem como objetivo tornar a carreira pública mais eficiente e não reduzir despesas. “Dizem que a reforma vai cortar salários, cortar custos mas não é nada disso. Temos de fazer a reforma administrativa para melhorar incentivos para o servidor”, disse. O ideal, portanto, para Mansueto é que a reforma esteja aprovada antes de começarem os concursos públicos recorrentes.
Questionado sobre a priorização que tem sido dada ao chamado Plano Mansueto, o secretário disse que a proposta tornou-se prioridade para os governadores por conta das dívidas com a União. Ele reforçou que, por conta da pandemia, o planejamento hoje “é de guerra” e pode ser feito considerando apenas um horizonte de apenas duas semanas.
Sobre a operacionalização do pagamento de R$ 600 aos trabalhadores informais, o secretário afirmou que serão usados diferentes cadastros, como o Cadastro Único que tem, segundo ele, o dobro de famílias do Bolsa Família. Para não deixar ninguém desassistido, o governo também vai aceitar os pedidos dos trabalhadores informais autodeclarados. As informações deles serão conferidas com outros cadastros, como os de bancos públicos, do Ministério da Cidadania.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) recebe, a partir de hoje (28), doações de alimentos, marmitas, kits de higiene, entre outros itens, que serão entregues a motoristas de caminhão em todo o país. A ideia da campanha Siga em Frente, Caminhoneiro é minimizar os efeitos da situação de calamidade pública em função do novo coronavírus e possibilitar que esses profissionais tenham condições de continuar trabalhando.
A PRF lembra que os caminhoneiros são peças-chave na logística de distribuição de medicamentos e vacinas pelo país. “Com poucos estabelecimentos funcionando durante a quarentena imposta pela prevenção à disseminação do Coronavírus, os motoristas de caminhão têm dificuldades em encontrar pontos de apoio para garantir as necessidades básicas de alimentação e higiene”, destaca a PRF, em nota.
As doações devem ser entregues nos postos da PRF, das 9h às 13h. Cerca de mil voluntários vão distribuir a caminhoneiros de todo o país os produtos arrecadados. Cada ponto de apoio terá a presença de três voluntários uniformizados e identificados, que vão entregar as doações aos motoristas de caminhão em um esquema de drive thru.
O Ministério de Saúde divulgou neste sábado, 28, o perfil dos óbitos por Covid-19, transmitido pelo novo coronavírus. Segundo os dados, 90% das vítimas fatais tinham acima de 60 anos. Ainda, 84% apresentaram pelo menos um fator de risco. Entre eles, cardiopatia, diabetes e pneumopatia.
Até o momento 61,4% das pessoas que vieram a óbito foram homens, 62 casos. Já mulheres representam 38,6%, com 39 casos. O maior número de óbitos foram registrados na última quinta-feira, 26, quando 14 pessoas morreram.
Até as 15h deste sábado, 28, quando os dados apresentados foram fechados, 15.140 pessoas estavam hospitalizadas por conta da Covid-19. Deste, 569 foram confirmados com a doença.
O Prefeito de Parnamirim Rosano Taveira fez o teste do coronavírus e o resultado foi NEGATIVO. O prefeito continua sem ter nenhum sintoma, mas por ter circulado em diversos locais da cidade antes da quarentena, e por eventualmente ser necessário sair do isolamento, em virtude do cargo que ocupa, a equipe de saúde da Prefeitura achou mais prudente fazer o teste. Os resultados chegaram hoje (28).
O Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, reforçou neste sábado (28) a necessidade de isolamento social para conter o avanço do novo coronavírus no Brasil. “Se a gente sair andando todo mundo de uma vez vai faltar para o rico, para o pobre”, ele disse.
A declaração foi feita durante entrevista para divulgar os novos dados do coronavírus no Brasil. São 114 mortes e 3.904 casos confirmados no país. 2,8% é a taxa de letalidade e São Paulo concentra 1.406 casos.
O balanço acrescentou 22 mortes e 487 casos confirmados ao total. No balanço anterior, da sexta-feira (27), o Brasil tinha 92 mortes e 3.417 casos confirmados.
Este é o segundo maior aumento diário de casos confirmados no Brasil até agora. Na sexta-feira, foram 503 novos casos.
Necessidade de isolamento
Mandetta ressaltou a orientação de “a gente ficar em casa, parado”, até que o poder público “consiga colocar os equipamentos na mão dos profissionais que precisam”.
“Porque se a gente sair andando todo mundo de uma vez vai faltar para o rico, para o pobre, para o dono da empresa, para o dono do botequim, para o dono de todo mundo”, disse Mandetta.
“Nós precisamos ter racionalidade e não nos mover por impulso neste momento. Nós vamos nos mover, como eu disse desde o princípio, vamos nos mover pela ciência e pela parte técnica, com planejamento. Pensando em todos os cenários quando a gente fala de colapso, de sobrecarga, ou de sobreuso no sistema. A gente está falando disso”, disse Mandetta.
“Agora vai ter que poupar o sistema de saúde. Agora não é hora de sobrecarregar o sistema de saúde, seja em nome do que for. Agora é hora de aguardar, vamos ver como essa semana vai se comportar, e nós vamos ter nessa semana a discussão dentro da Saúde para achar os parâmetros”, ele disse.
Logística
O ministro ressaltou a necessidade de garantir a logística e o funcionamento dos serviços essenciais. “Se a gente não tiver uma logística, como é que a gente vai chegar com alimento no supermercado? As vezes, a pessoa pode ter o recurso, mas não tem a mercadoria, a mercadoria não chegou porque parou tudo.”
“Isso é uma medida que tem ser muito bem elaborada, tem que garantir alimentos nessas comunidades, a pessoa não consegue ficar na casa dela, geladeira fica vazia, o estômago fica vazio, ele pode sair dali pra entrar na casa de alguém, pra forçar um supermercado”, disse o ministro.
“Não existe quarentena vertical, horizontal. Existe a necessidade de arbitrar em determinado tempo qual o grau de retenção que uma sociedade deve fazer. O lockdown – parada absoluta ou total, pode vir a ser necessaria, em algum momento, em alguma cidade. O que não existe é um lockdown ao mesmo tempo, desarticulado. Isso é um desastre que vai causar muito problema pra nós da saúde”, ele afirmou.
Liberar hospitais
O ministro defendeu o isolamento social para evitar o avanço da doença e também para evitar sobrecarregar os hospitais com outros tipos de atendimento.
“Quando a gente manda parar diminuem acidentes, traumas e aumentam leitos de UTI quando precisamos”, disse o ministro. “Ou seja, mais um benefício quando manda parar, além de diminuir a transmissão”.
Mandetta ressaltou o alto número de acidentes automobilísticos no Brasil, que leva a internações em hospitais por traumatismos.
“Há informações que nós estamos tendo de queda de até 30%, 40% até 50% do nível de taxa de ocupação dos leitos que antes estavam sendo utilizados para pessoas politraumatizadas. Mais uma razão pra gente gente diminuir bastante a circulação de pessoas”, ele afirmou.
“É um efeito secundário benéfico, além do efeito de diminuir a transmissão”, ele explicou.
Durante seu pronunciamento, Luiz Henrique Mandetta também disse que não tem covid-19. Ele afirmou que faz o teste com frequência e até agora todos deram negativo.
PERFEITA A COLOCAÇÃO DO MINISTRO.
PRESTEM ATENÇÃO. ELE DIZ SAIR TODO MUNDO DE UMA VEZ.
REPARE QUE ELE NÃO MANDA FECHAR COMÉRCIO EM GERAL.
Manda as pessoas ficarem em casa.
Vai de encontro com o que penso, as empresas os comercios de um modo em geral, precisam do pinga pinga, pra sobreviverem.
O FOCO, O CERTO, NESSE MOMENTO.
SEM DUVIDAS NENHUMA, É
SALVAR VIDAS E OS EMPREGOS.
POR CONSEQUÊNCIA, AS EMPRESAS TAMBÉM.
Enquanto o coronavírus se espalha pelo planeta, governos do mundo inteiro tentam desenvolver formas de conter a transmissão e identificar mais rapidamente pessoas contaminadas antes que elas possam infectar outras pessoas. Dentro desse cenário, uma ferramenta poderosíssima está sendo analisada por vários países pela sua vantagem: ela já está no bolso de bilhões de pessoas ao redor do planeta. O smartphone tem virado arma pela sua capacidade de monitorar a localização de seu usuário em tempo real.
A Coreia do Sul é hoje o maior exemplo de um país que conseguiu controlar o coronavírus. Desde que o governo percebeu a dimensão do problema que teria em mãos, passou a testar ampla e ostensivamente a população para obter diagnósticos rápidos e isolar os contaminados antes que pudessem repassar para o vírus para outras pessoas.
O que não se fala tanto é o componente tecnológico envolvido nesta política tão ampla de testes, que tem como o smartphone como peça central. Graças a ele, o governo sul-coreano é capaz de intensificar o combate à Covid-19 utilizando a geolocalização como forma de identificar contaminados.
Quando alguém é diagnosticado com o coronavírus, sua vida é completamente revirada. O governo olha o histórico de uso do cartão de crédito, que permite saber quais estabelecimentos a pessoa visitou, mas talvez mais impactante é o monitoramento do histórico de localização por meio do GPS do smartphone. Com isso, é possível traçar uma linha do tempo de todos os lugares por onde a pessoa contaminada andou.
Com essa informação em mãos, o governo passa para a parte dois. Isso envolve cruzar a trajetória da pessoa contaminada com a de outras e publicar alertas para todos que potencialmente dela se aproximaram, dando dados detalhados dos locais por onde o paciente infectado passou. Isso serve de orientação para que o público possa se testar e buscar atendimento o mais rápido possível.
Os dados de geolocalização também serve para garantir que as ordens de isolamento estão sendo cumpridas. Com ela, é possível para as autoridades perceber que alguém que tenha suspeita de Covid-19 está saindo para a rua quando deveria ficar em casa. A punição envolve multa pesada, que pode chegar a passar do equivalente a R$ 12 mil.
Outros países no mundo estão adotando a tecnologia de geolocalização. Israel tem emitido alertas para pessoas com suspeitas de infecção. O Reino Unido utiliza a informação de forma anonimizada para entender se as pessoas estão realmente se isolando. Taiwan utiliza a tecnologia de geofencing, criando “cercas” invisíveis ao redor de casas das pessoas que deveriam estar em quarentena para garantir que elas não saiam de casa.
Os contras dessa abordagem
A primeira e mais óbvia questão neste caso é a privacidade. Nem todo mundo quer ter seus passos ostensivamente monitorados e retransmitidos para tantas pessoas, mesmo em uma situação de crise como a do coronavírus. Um cenário no qual governos podem monitorar pessoas em tempo real não é muito distante de distopias da ficção científica.
A Electronic Frontier Foundation (EFF), organização que defende uma série de temas relacionados à liberdade e privacidade digital, faz uma série de apontamentos críticos sobre a abordagem e como muitas dessas medidas podem parecer abusivas e pouco efetivas.
Uma das observações do grupo é que, se o número de contaminados no país for grande o suficiente, com transmissão comunitária, tentar definir quem infectou quem se torna imprático e pouco útil. “Se a transmissão comunitária já se tornou comum, rastrear os contatos pode se tornar inviável e retirar recursos de formas mais efetivas de contenção”, diz a organização sobre o assunto.
Outro fator que deve ser levado em consideração é que, por mais que o smartphone já seja uma tecnologia completamente difundida na maior parte do planeta, ainda há quem não tenha um. Quantos idosos deixam de usar smartphone por ter dificuldades com o dispositivo? Quantas pessoas muito pobres têm dinheiro smartphones? Não há como recorrer à tecnologia para monitorar essas pessoas, que, inclusive, correm mais riscos do que a média da população.
Uma complicação observada na Coreia do Sul ligada ao monitoramento de localização das pessoas é que foram observados casos de pessoas que preferiram não buscar atendimento e testes após apresentarem sintomas temendo a exposição dos lugares por onde passaram.
Mas também há dúvidas sobre a eficácia da geolocalização como ferramenta de monitoramento e contenção do vírus do ponto de vista tecnológico. Essas críticas recaem sobre a eficácia do GPS para essa função, que tem um nível de imprecisão muito alto.
A imprecisão do GPS pode chegar a uma casa de 60 metros. Se lembrarmos que as orientações de distanciamento social dos especialistas preveem uma distância de dois metros, não é difícil entender como o método pode gerar muitos falsos-positivos. Muitas pessoas que podem estar “potencialmente infectadas” aos olhos de governos sequer chegaram perto de alguém que realmente estava contaminado, mesmo que os dois “pontinhos” estivessem totalmente sobrepostos no mapa.
O GPS também tem a complicação de não ser capaz de medir altitude, o que significa que mesmo que duas pessoas estejam no mesmo prédio, elas podem estar a vários andares de distância uma da outra, o que torna a informação de geolocalização pouco confiável.
Com tudo isso, a EFF diz que não há clareza sobre a eficácia da utilização da geolocalização para contenção do coronavírus. Se agentes de saúde determinarem que a prática é necessária por motivo de segurança, “esses poderes precisam expirar assim que a crise acabar, conter regras rígidas contra vieses e serem sujeitos a auditorias e garantias estritas”.
E o Brasil?
O Brasil também começou recentemente a utilizar a tecnologia de geolocalização para ajudar a combater o coronavírus no Brasil. O destaque vai para a prefeitura do Recife, que fechou uma parceria com uma empresa chamada In Loco, empresa especializada em soluções de marketing e segurança digital utilizando, como o nome indica, em dados de localização.
Por meio da parceria, a prefeitura do Recife pode planejar ações para garantir o isolamento dos cidadãos. Com os dados, é possível perceber se, por exemplo, um bairro não está seguindo a recomendação, com muitas pessoas na rua. A partir daí, é possível tomar alguma ação, como enviar um carro de bombeiro para o local para avisar as pessoas para que fiquem em suas casas.
Da mesma forma, aplicativos da prefeitura podem ser equipados com a tecnologia, o que permitiria dispensar a presença física para emitir o alerta. Assim, caso percebam um comportamento perigoso em uma região, é possível enviar apenas uma notificação para os celulares das pessoas em vez de precisar direcionar um agente até a área para orientação. É possível identificar se alguma pessoa saiu de casa quando não deve e orientar
Como informou ao Olhar Digital André Ferraz, CEO da In Loco, a empresa está presente em 60 milhões de smartphones no Brasil, sendo que 700 mil destes aparelhos está localizado na cidade de Recife, o que representa cerca de metade da população da capital pernambucana. Os dados são obtidos por meio de aplicativos que contam com a tecnologia da empresa.
Ferraz diz que o processo é voluntário. O usuário verá um alerta para saber se ele gostaria de oferecer seus dados para contribuir com os relatórios para auxiliar no combate ao coronavírus. Segundo o CEO da In Loco, o papel da empresa na parceria é oferecer estes relatórios, e os dados dos usuários são anonimizados, o que diz que nem a empresa, nem a prefeitura pode identificar quem são as pessoas por trás daqueles dados.
Até o momento, o Recife é a única cidade a fechar parceria com a In Loco, mas a empresa diz que várias outras prefeituras já entraram em contato para tentar aplicar a mesma ideia para tentar combater o coronavírus. A ideia da In Loco é disponibilizar sua tecnologia o mais rápido possível pelo país.
A abordagem da In Loco e da prefeitura do Recife é bem diferente do que se tem visto em outros países, principalmente na Coreia do Sul, que utilizam as informações de geolocalização quase como um método de prevenção pela humilhação. André Ferraz defende que o método coreano “é um constrangimento para a pessoa e muito invasivo”, principalmente pela natureza delicada dos dados de localização. “É um tipo de informação muito sensível, porque é coletada passivamente. A pessoa não aperta um botão para declarar por onde ela passou”.
Verdade, Silva. PT=Crime, Bandidagem, Corrupção etc.
Por que não? Se Geddel e Cunha conseguiram…
Fácil, direciona o HC pra gilmar mendes, ou qualquer outro petralha desse stf
Se o governo fosse do PT, isso já tinha acontecido.
Era a primeira providencia.