Judiciário

Recurso de Lula em tribunal da Lava Jato andou mais rápido que 85% dos casos

O processo do sítio de Atibaia (SP), cujo principal réu é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teve um período inicial de tramitação no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) mais rápido que o de 85% dos casos da oitava turma da corte, responsável pelos processos da Lava Jato.

O recurso que envolve o petista levou 71 dias entre o momento em que foi protocolado e o fim da elaboração do voto do juiz relator.

O tempo é semelhante à ação contra um homem chamado Valdecir, abordado pela polícia em Cascavel (PR) ao voltar do Paraguai com 19 rádios automotivos sem notas fiscais.

Mas o processo contra Lula, que foi condenado em primeira instância por corrupção e lavagem de dinheiro, é considerado mais complexo e demanda mais análise que a suspeita de crime de descaminho (entrada ou saída de produtos permitidos no país, sem pagamento de tributos) pela qual Valdecir responde.

O levantamento foi feito pela Folha com base em 993 processos que corriam este ano na turma e que foram liberados pelo relator para a revisão —ou seja, nos quais o voto já havia sido concluído.

Apesar da rapidez com que tramitou, o caso do sítio de Atibaia pode retroagir em nove meses por causa de uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de que réus que não são delatores precisam se manifestar por último em ações penais.

O entendimento fez o TRF-4 marcar para esta quarta-feira (30) um julgamento que irá decidir se, por este motivo, o caso de Lula deve ter a sentença anulada e voltar à primeira instância. O procurador regional Maurício Gerum, da força-tarefa da Lava Jato, já se manifestou de forma favorável à anulação.

Os dados de todos os processos que tramitavam nas turmas criminais do TRF-4 em 15 de maio deste ano foram informados pelo próprio tribunal no dia 30 de setembro à defesa de Lula.

Em uma análise mais ampla, contando os processos da oitava turma que nem sequer tiveram o voto do relator concluído, o processo do sítio foi mais célere que 91% das 1.702 ações.

O TRF-4 é o tribunal que analisa os recursos a decisões da Justiça Federal de 1ª instância nos estados da região Sul, inclusive os da Lava Jato em Curitiba.

Quando um recurso chega ao tribunal, normalmente ele é distribuído a um juiz relator (no caso dos processos da Lava Jato, a João Pedro Gebran Neto), que elabora um relatório e, ao final, encaminha para um juiz revisor (na operação, é Leandro Paulsen), que pauta a data do julgamento.

O caso do sítio de Atibaia foi enviado para a revisão em 11 de setembro. Ele havia chegado ao tribunal em 2 de julho, mesma data em que o juiz relator do caso Valdecir, Thompson Flores, liberou este outro processo.

Desempregado, Valdecir havia sido condenado em primeira instância a um ano e um mês em regime aberto e ao pagamento de multa pelo transporte dos equipamentos de som. Recorreu, alegando que apenas transportava os 19 rádios e que ganharia R$ 217 por isso. O recurso foi rejeitado em 25 de setembro.

Os processos, porém, não costumam correr de forma tão rápida quanto os de Lula e Valdecir. Por exemplo, numa ação que analisava o recurso de um homem acusado de entrar em uma agência dos Correios em Jaguapitã (PR) e roubar R$ 2.482, o voto demorou 380 dias para ser enviado ao revisor.

Antes do sítio, o outro processo em que Lula foi condenado na Lava Jato, sobre o tríplex em Guarujá (SP), também havia tramitado de forma célere no TRF-4. Foram 154 dias até o julgamento na corte. À época, apenas um réu da Lava Jato havia sido julgado pela oitava turma de forma mais rápida: Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, em 138 dias.

FOLHAPRESS

 

Opinião dos leitores

  1. Não querendo defender lula, mas "o pau que bate em Chico não bate em Francisco"…
    Infelizmente nossa "Justiça" só julga com interesse.

  2. Existe norma do CNJ que estabelece tramitação célere para processos de muito apelo público. Por que a celeuma?

  3. Faltou a FolhaFalida dizer quantos recursos os advogados do Ladrão Mor utilizaram. Toda semana se aprecia algum recurso ou pedido desse cidadão. Uma verdadeira aberração.

  4. Acho correto!! corretíssimo!!
    Para os grandes ladrões e maiores criminosos as coisas tem que andar mais rápido, mesmo. Seria melhor esperar o julgamento de todos os ladrões de galinhas em primeiro lugar pra só depois irem atrás dos chefes de quadrilha?? Eles contam com isso mesmo para ficarem impunes….

  5. Tem que aguardar na fila semelhante aos outros e correr na mesma velocidade, mas onde esse canalha anda e seus asseclas, tudo se transforma em arrumado, roubo e corrupção, e na justiça não é diferente, o exemplo maior é STF onde os bandidos tomaram " de conta".

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Economia

Empresários da indústria vão à Assembleia defender o Proedi

Uma representação da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern) vai à Assembleia Legislativa, na manhã de hoje, conversar com deputados sobre a importância do Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (Proedi) para a geração de emprego e renda no Estado. O presidente da Casa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), passou o fim de semana em São Paulo e tinha retorno previsto a Natal para ontem à noite, e foi agendada uma audiência dele com os empresários para às 9h30, tendo à frente o diretor da Fiern, João Batista Gomes Lima, substituindo o presidente da instituição, Amaro Sales, que se encontra em Brasília.

João Lima também preside o Sindicato da Indústria de Fiação e Tecelagem do RN e disse de sua expectativa sobre a compreensão dos parlamentares em relação ao Proedi. “Nós temos certeza de que vamos entrar em acordo e deixar a validade do Proedi como está”, resumiu ele, que já na sexta-feira (25) havia divulgado um manifesto em que 83 das mais de 110 beneficiadas com a nova política de isenção fiscal do Governo, “recebiam com preocupação e perplexidade as ações de deputados e prefeitos que questionam e buscam encerrar ou limitar o Proedi”.

Para continuar lendo é só clicar aqui: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/empresa-rios-da-indaostria-va-o-a-assembleia-defender-o-proedi/463308

TRIBUNA DO NORTE

Opinião dos leitores

  1. Se os Deputados e Prefeitos tivessem um plano B para gerar emprego, renda e arrecadação para o Estado, ok. Mas o problema é que não têm e só querem fazer zuada e politicagem barata.
    Depois fica todo mundo reclamando que os Estados vizinhos não param de crescer enquanto nós andamos para trás.

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Esporte

Goleiro Bruno tem contrato rescindido após 45 minutos em campo

Vinte e três dias depois da apresentação e da estreia, na qual foi ovacionado em campo e posou para selfies com torcedores, Bruno Fernandes, 34, rescindiu o contrato com o Poços de Caldas FC, time da cidade homônima, em Minas Gerais. A informação foi confirmada pelo presidente do clube nesta segunda-feira (28).

Bruno disputou apenas uma partida com o time, a sua estreia no dia 5 de outubro. A reportagem tentou contato com a advogada dele, mas não teve retorno.

O ex-goleiro do Flamengo conseguiu progressão ao regime semiaberto em julho. Ele cumpre pena de 20 anos e nove meses pelo assassinato de Eliza Samudio, ocorrido em 2010.

A pena inicial era de 22 anos e três meses, mas foi reduzida pela prescrição do crime de ocultação de cadáver. Em setembro de 2017, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais validou a certidão de óbito de Eliza. O corpo dela nunca foi encontrado.

Segundo o presidente Paulo César da Silva, a decisão foi um consenso dos dois lados e eles ainda vão discutir detalhes da rescisão. O contrato era válido até janeiro de 2020.

“A gente não consegue contar com o atleta. É complicado, entendeu? Em 60 dias de contrato, ele jogou 45 minutos, a Justiça não libera para ele treinar. É uma coisa que se torna difícil para o clube, você manter um salário alto de um jogador do nível dele para não usar”, afirmou Paulo César à Folha.

Paulo César disse ainda que a Justiça negou pedidos da defesa de Bruno para que ele pudesse treinar em Poços de Caldas e jogar com o time em cidades vizinhas. A estreia dele chegou a ser adiada em setembro por questões legais. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais não retornou ao contato.

Ao jornal O Tempo, a advogada de Bruno disse que o contrato foi desfeito porque o clube não pagou o salário e não cumpriu com obrigações acordadas. Ela afirmou ainda que ele estaria analisando outras propostas.

Em 2017, Bruno assinou com o Boa Esporte, de Varginha, mas voltou à prisão depois de dois meses por determinação da Justiça.

O salário de Bruno era o mais alto do elenco, disse Paulo César. Ele não quis revelar valores, alegando questões de contrato. “Mas não é um jogador barato, não. É um jogador caro”, salientou.

O Poços de Caldas FC não tem renda atual, segundo o presidente, e as entradas dos jogos costumam ser doações em alimentos. Além do salário, o clube alugava um local para que Bruno treinasse em Varginha, cidade onde cumpre pena, e o combustível das viagens.

O clube, que ficou parado por um ano e sete meses, deve disputar a terceira divisão do campeonato mineiro no ano que vem. Isso só ocorrerá no segundo semestre. A comissão técnica também deixou o clube nas últimas semanas por questões de valores.

Paulo César alega que os jogadores da equipe não estão inscritos na federação, porque ainda estão sendo avaliados, para só depois terem contrato assinado.

“Quem sabe tenha a possibilidade de [Bruno] disputar o mineiro conosco, se não tiver nenhum clube. Mais para a frente o clube vai ter caixa, vai estar mais organizado”, afirmou o dirigente.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Bruno estar dando bobeira, é só recorrer ao $tf que eles liberam na hora, não estar nem em asgunda instancia

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Economia

Governo estuda até fim do monopólio da Petrobras para reduzir preço de voo para os Brasileiros

O governo Jair Bolsonaro estuda até a quebra do monopólio da Petrobras na venda do querosene de aviação como forma de reduzir os custos para as empresas aéreas. A iniciativa pretende atrair estrangeiras para ampliar rotas e derrubar o preço das passagens no país.

Nesta segunda-feira (28), o ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e o secretário nacional de Aviação, Ronei Glanzmann, em conversas com representantes do setor em um evento de aviação em Brasília, sinalizaram que pretendem promover essas medidas para derrubar os custos que mais influenciam o preço das passagens.

Entre eles estão a variação cambial e a tributação (incidência de ICMS, PIS e Cofins).

Segundo cálculos da Abear, associação que representa as companhias, hoje os custos de uma companhia impactam em 30% o preço de uma passagem. No exterior, o peso é de 22%.

A diferença faria com que uma empresa de baixo custo, como a Ryanair, operasse no Brasil vendendo passagens pelo menos 27% mais caras do que nos outros países onde a empresa tem voos regulares, segundo estimativas das companhias nacionais.

As empresas afirmam que 90% dessa diferença de custos se deve à cobrança do ICMS e o restante, à política de preço da Petrobras, que, como no mercado de distribuição de gás, detém o monopólio do refino e da distribuição do combustível de aviação.

Recentemente, por meio de acordo com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), a Petrobras aceitou vender sua rede de distribuição de gás para que o mercado ganhe novos competidores e, assim, o preço possa cair.

No caso do querosene de aviação, porém, ainda não está claro se a solução será parecida, segundo pessoas que participaram das conversas com o ministro Tarcísio. Elas falaram com a reportagem sob a condição de anonimato.

Na equipe econômica, a preferência é pela abertura de mercado, em vez de uma interferência na política de preços da estatal. Atualmente, o querosene de aviação tem repasses mensais das variações dos insumos em dólar.

No que se refere à tributação, Abear e companhias vêm negociando reduções consistentes de ICMS com governadores. Em fevereiro, por exemplo, São Paulo reduziu a alíquota de 25% para 12%, abrindo mão de cerca de R$ 300 milhões em arrecadação.

Em contrapartida, houve um aumento de 490 voos que devem trazer de volta essa receita para o caixa do governo paulista em um ano e meio, segundo projeções do setor.

Isso porque, com a redução do imposto, por exemplo, muitas companhias que antes abasteciam em locais com alíquotas menores passaram a fazer o procedimento nos aeroportos de São Paulo.

Hoje, 18 estados mantêm acordos de redução de ICMS. Distrito Federal, Ceará, Pernambuco, Paraná e Rio Grande do Sul foram os mais relevantes.

Nos estados do Sul, com a redução do imposto houve contrapartida com aumento de rotas pelas companhias. Dezoito cidades passaram a ter voos regulares, sendo dez no Paraná e oito no Rio Grande do Sul.

Embora o maior peso seja do imposto estadual, o governo federal também sinalizou para o setor que poderá acabar com a cobrança de PIS e Cofins sobre o combustível de aviação. Caso seja implementado, significará R$ 0,07 por litro a menos, cerca de R$ 80 milhões por ano.

Consultado, o Ministério de Infraestrutura disse que os assuntos estão na “agenda interna de trabalho” e que estão ainda longe de serem medidas anunciadas.

O ministro Tarcísio antecipou somente que uma medida provisória para estimular o turismo deverá prever o fim da cobrança de um adicional de US$ 18 que incide sobre a tarifa de embarques internacionais.

Nesta segunda, o secretário Glanzmann reuniu-se com executivos da mexicana Volaris, da americana Jetblue e da chilena Sky durante o evento do setor. As empresas querem entrar no Brasil.

Flybondi, Jetsmart, Norwegian também estão interessadas, mas não tinham conversas com o secretário.

Nas reuniões com as companhias, Glanzmann disse que o processo de obtenção de autorização e registro está rápido.

O grupo Globália, dona da Air Europa, por exemplo, obteve sua licença em menos de duas semanas. E sinalizou com o pacote de medidas de redução de custos.

As empresas estão preocupadas em fazer as contas para avaliar se, com as estruturas de custo no Brasil, conseguirão cumprir sua meta de oferecer passagens baratas com serviço de qualidade.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Enquanto esses canalhas não terminarem de privatizar a Petrobras não sossegarao . Já não basta desde FHC que esses fdp tentam entregar a BR. Nos governos de LULADRAO e Dilmao continuo a venda da empresa, agora esse maluco vai terminar de fazer o serviço sujo, entregando o maior património Nacional aos especuladores estrangeiros e multinacionais. Depois que extraírem todo o petróleo do pré sal e o governo não dê nenhum benefício para nosso povo, vão embora e deixaram aqui nosso país mais pobre e destruído.
    Exemplo disso tem aos Montes, síria, México, Venezuela, Líbia……..os militares sérios não deixarão que isso ocorra, espero.

  2. Alguém fale aí para esse povo que não existe monopólio derna 1997. Qq empresa pode produzir, refinar e comercializar petróleo e combustíveis no Brasil. Agora se querem outras empresas, tem que dar benesses como incentivos e benefícios fiscais, simples assim.

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Política

Publicação de Bolsonaro gera mal-estar no Supremo e infla ânimos no PSL

Em publicação em uma rede social nesta segunda-feira (28), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) se comparou a um leão acossado por hienas que o atacam. Uma delas representa o STF (Supremo Tribunal Federal).

O vídeo foi retirado pouco tempo depois de sua conta no Twitter, após repercussão negativa, mas o impacto no Poder Judiciário permaneceu.

Após questionamento da Folha, o ministro Celso de Mello, decano da corte, disse que a postagem evidencia que “o atrevimento presidencial parece não encontrar limites”.

A postagem causou mal-estar também entre outros ministros do Supremo. Integrantes da corte disseram à Folha que enviaram recados ao Palácio do Planalto de que o filme era despropositado.

Nos bastidores, alguns ministros classificaram a publicação como infantil e, com ironia, disseram que o governo precisa chegar à vida adulta.

Houve reações negativas em série. A OAB não se manifestou, mas um conselheiro federal classificou o vídeo como desapreço pela democracia.

A publicação também inflamou os ânimos da ala do PSL ligada ao presidente da legenda, deputado Luciano Bivar (PE).

Na legenda, o vídeo foi classificado como um tiro no pé do clã Bolsonaro. A avaliação é a de que o governo tem como única marca a discórdia.

No Twitter, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), ex-líder do governo no Congresso, reagiu ao vídeo afirmando que “Deus limitou só a inteligência”. “A burrice é ilimitada.”

“Quando um político (ou uma família de políticos) posta um vídeo comparando o PSL —maior partido da base e que mais ajudou o governo— a uma hiena, significa dizer que ele está dispensando os votos e ajuda do partido?”, escreveu ela.

Em nota à Folha, Celso de Mello afirmou: “É imperioso que o senhor presidente da República —que não é um ‘monarca presidencial’, como se o nosso país absurdamente fosse uma selva na qual o leão imperasse com poderes absolutos e ilimitados— saiba que, em uma sociedade civilizada e de perfil democrático, jamais haverá cidadãos livres sem um Poder Judiciário independente, como o é a magistratura do Brasil”.

Bolsonaro postou o vídeo em meio às vitórias da esquerda e manifestações de rua em países da América Latina. “Chile, Argentina, Bolívia, Peru, Equador… Mais que a vida, a nossa liberdade. Brasil acima de tudo! Deus acima de todos!”, escreveu o presidente.

Além do STF, entre as hienas exibidas no vídeo compartilhado pelo presidente aparecem a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), o PSL (seu partido, com o qual trava uma disputa há dias), legendas de esquerda (como PT e PSOL) e veículos de imprensa, incluindo a Folha.

O vídeo termina com a chegada de outro leão, “conservador patriota”, e com um apelo: “Vamos apoiar o nosso presidente até o fim e não atacá-lo”. “Já tem a oposição pra fazer isso!”, dizia o letreiro.

A publicação em rede social foi feita no momento em que Bolsonaro entrava numa limusine em Riad, capital da Arábia Saudita, a caminho de um jantar com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman.

O tuíte do presidente veio depois de postagens com teor semelhante do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), seu filho, que já admitiu em outra ocasião publicar nas redes do presidente. Em uma delas, Carlos afirma que Mauricio Macri, derrotado nas eleições na Argentina, foi ingênuo e “ficou em cima do muro”.

Na entrevista coletiva que concedeu assim que chegou a Riad, Bolsonaro foi mais comedido. Falou que a “bola está com eles”, referindo-se aos argentinos, e que para o Brasil “continua tudo normal”.

O Palácio do Planalto foi questionado sobre a postagem do vídeo na rede social de Bolsonaro. A Folha perguntou por que o vídeo foi apagado e se o material foi publicado com sua autorização. O Planalto respondeu que não comentaria o caso.

No Supremo e no Congresso, a avaliação é a de que, mesmo que tenha sido Carlos o autor da postagem, o presidente precisa pôr um freio no filho.

Na montagem publicada, além da Folha, são identificados como hienas veículos como a TV Globo, a revista Veja, o jornal O Estado de S. Paulo e a rádio Jovem Pan.

Mais cedo, ao comentar áudios de Fabrício Queiroz, ex-assessor de seu filho Flávio, Bolsonaro afirmou que órgãos de imprensa “jogam pesado” porque podem ter problemas na renovação de concessões.

O presidente responsabilizou a mídia por notícias que, na avaliação dele, tentam desestabilizá-lo.

Emissoras de rádio e TV precisam renovar contratos para operar.

A atual permissão da Globo vence em abril de 2023. A concessão é renovada ou cancelada pelo presidente, e o Congresso pode referendar ou derrubar na sequência o ato presidencial em votação nominal de 2/5 das Casas (artigo 223 da Constituição).

Segundo lei sancionada no  governo Michel Temer (MDB), o presidente pode decidir sobre a concessão até um ano antes de ela vencer —ou seja, em abril de 2022, último ano do mandato de Bolsonaro.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Muito bom presidente, esses canalhas são todos podres e tem medo da verdade, INTERVENÇÃO JÁ!!!!

  2. PQP , na época do PT no poder o chefe mor da quadrilha chamou os Ministros do STF de covardes, nenhum deles se manifestou . Pq hein ?

  3. O babaca do Bolsonaro tá certo qdo fala do STF, porém tinha que falar menos e agir mais. Mais só abre a boca pra falar besteira, que cara mais sem juízo é esse, olha para o zoios dele e vê que não tem juízo nem nos pés. Estamos é fufu com esse maluco, que não é beleza.

  4. "Poder Judiciário independente, como o é a magistratura do Brasil”.
    Brincadeira né lê uma coisa dessa, onde que nossa justiça é independente? Só se for na casa do decano.

  5. Bota pra fuder Mito.
    Não tem boquinha não, esses fdp querem a todo custo emperrar o governo, com essa tal democracia.
    Se isso existi se eles ajudavam ao governo, governar da sua maneira propostas aceita por 54. Milhões de votos, mais não, deputados só votam por dinheiro e esses quardiões da constituição, querem legislar e aparecer na TV, pousando de celebridades.
    Eo povo???
    Que se lasque.
    Bota pra rreá presidente, boquinha só com os vermes vermelho.

  6. Importante é que o povo gostou do vídeo. Incomoda por quê é a verdade. Votamos em Bolsonaro para ele quebrar as regras e incomodar os bandidos do STF e demais do Brasil.

    1. Como disse a ex-líder do governo no congresso: a burrice é ilimitada e, parece, contagiosa.

    2. Depois que uma ditadura, seja de direita, esquerda ou centro, se instala em um País, a chibata come no couro, e ninguém tem o direito nem de reclamar.
      A democracia se constrói no dia a dia , com o fortalecimento das instituições, e não com bravatas idiotas.

    3. Quebrar as regras que vc fala são as leis. E por falar em bandidos, que diz do Queiroz e do Flávio???

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Esporte

Vale por muitos! Trio do Flamengo domina artilharia com mais gols do que 16 clubes no Brasileirão

Foto: Pedro Martins / MowaPress/Globoesporte.com

Três que valem por muitos! Três que valem por 11! Três que valem por 16 times! O bonito gol de Arrascaeta garantiu mais do que a vitória do Flamengo sobre o CSA, domingo, no Maracanã. Fez com que o Rubro-Negro dominasse também o pódio da artilharia da competição, com o uruguaio ao lado de Bruno Henrique e Gabigol.

Com 11, Arrascaeta está empatado com Wellington Paulista e Gilberto, mas leva a melhor no número de assistências: oito. O trio ofensivo do Flamengo soma 42 gols no Brasileirão, referente a 72,4% dos 58 marcados pela equipe.

A marca se torna ainda mais impressionante se comparada aos adversários. Apenas Grêmio (47) e Palmeiras (44) foram às redes mais vezes do que os três flamenguistas somados. O Athletico-PR, com 42, está empatado.

Na temporada, a predominância do trio rubro-negro também se faz presente: são 75 gols em 123 do Flamengo somando todas as competições. Gabigol lidera a artilharia, com 35, e está apenas a um de igualar a marca de Hernane Brocador em 2013 (a melhor do Século para o clube).

Melhores ataques do Brasileirão

Flamengo – 58 gols
Grêmio – 47 gols
Palmeiras – 44 gols
Arrascaeta, Bruno Henrique e Gabigol – 42 gols
Athletico-PR – 42 gols

Globoesporte.com

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Judiciário

Toffoli propõe barrar prescrição até fim do julgamento de recursos em tribunais superiores

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, enviou nesta segunda-feira (28) proposta aos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, para impedir a prescrição (quando o tempo máximo para punição pela irregularidade é atingido) até o fim do julgamento de recursos nos tribunais superiores.

A proposta é alterar o Código Penal e estabelecer que “enquanto pendente de julgamento os recursos especial (no STJ) ou extraordinário (no STF) ou os respectivos agravos” o prazo de prescrição não será contabilizado.

A alteração legal foi sugerida em meio ao julgamento no Supremo sobre a validade das prisões após condenações confirmadas na segunda instância da Justiça.

O placar está em 4 votos a 3 para manter o entendimento que autoriza as prisões e permite os recursos aos tribunais superiores, mas com o réu já preso. Faltam os votos de quatro ministros, e o julgamento será retomado no dia 7 de novembro.

Se virar lei, mudança proposta por Toffoli poderia reduzir impactos em eventual decisão do STF que só autorize prisão após o trânsito em julgado, quando não houver mais recursos pendentes. Isso porque evitaria que processos prescrevessem enquanto aguardam análise pelo Supremo ou pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Interlocutores de Toffoli, disseram, no entanto, que a proposta independe do resultado do julgamento sobre validade da prisão após segunda instância. Ou seja, ela é válida mesmo que o tribunal mantenha o entendimento que autoriza prisões após duas instâncias confirmarem a condenação.

“Com a alteração legislativa sugerida, evitar-se-á eventual extinção da punibilidade por prescrição no âmbito dos tribunais superiores”, afirmou Toffoli no documento a Alcolumbre e Maia.

Quem defende a prisão após condenação em segunda instância afirma que a possibilidade de recorrer a instâncias superiores adiam o cumprimento da condenação por anos e que muitos casos acabam prescritos, sem possibilidade de punição em razão do tempo decorrido do fato.

G1

Opinião dos leitores

  1. Mais um puxadinho feito sob medida contra a constituição brasileira.. Para soltar o corrupto detonaram o direito penal brasileiro…reviveram a nefasta impunidade…quem for rico e possa contratar bons advogados para protelar..pode cometer crimes e não sendo pego em flagrante não vai preso ..pode rir na cara dos ofendidos e vítimas… esta proposta de projeto de lei…pegue anos para ser aprovada.. não resolve a demora nos julgamentos… todos para as calendas gregas… isto é uma imoralidade … um crime contra o Brasil….

  2. Tão fazendo de tudo pra soltar Lula e mais uns cinco mil presos.
    Quem não lembra o caso Maluf, condenado em 1997 em duas instâncias e só foi julgado em 2007, após 20 anos no tribunais superiores.

    1. O Brasil não perdoará nenhum membro do stf que tente soltar um número tão grande de criminosos e dê um salvo conduto a todos os criminosos. Diante dos índices de violência atual, é totalmente inconcebível uma decisão que premie a impunidade no Brasil. É uma irracionalidade desmedida!

    2. Tofoli so nao disse que se houver a mudanca sobre a prescricao, so valera para os processos novos, apos aprovacao pelo Congresso, pois o tema da prescricao eh materia penal, e nao pode retroagir para prejudicar quem ja esta respondendo atualmente pelos processos.
      Brasileiro nao eh bobo em nada!

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Diversos

[VÍDEO] Ratos aprendem a dirigir carrinho elétrico em experimento científico

Parece mentira, mas não é. Uma equipe de cientistas da Universidade de Richmond, nos Estados Unidos, fizeram o impensável: ensinaram 17 ratos a dirigir pequenos veículos elétricos. O experimento, que oferecia comida em troca da direção, faz parte de um estudo sobre cognição animal.

De acordo com a universidade, para receber o cereal matinal, os ratos eram encorajados a entrar em um pequeno carrinho construído pelos cientistas usando um pequeno pote transparente de comida, montado sobre uma placa de alumínio, com três barras de cobre funcionando como pedais. Cada ‘pedal’ tinha o seu comando específico (acelerar, girar e parar).

Além do alimento, os ratos motoristas também ficaram mais relaxados ao dirigir. Uma análise das fezes dos animais apontou a presença de níveis mais altos de hormônios capazes de combater o estresse na comparação com os animais que não sabiam dirigir. Participaram um total de 17 ratinhos: 11 machos e seis fêmeas.

Para a líder do estudo, Kelly Lambert, apesar de parecer algo bizarro, eventualmente, a pesquisa pode proporcionar ideias de experimentos que ajudem a compreender condições humanas, como a depressão ou o Mal de Parkinson.

O Dia

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Política

Ainda não viu? Confira o vídeo em que Bolsonaro se compara a leão atacado por hienas

O presidente Jair Bolsonaro publicou um vídeo em que se compara a um leão sendo atacado por hienas.

Entre os que foram considerados hienas no vídeo estão instituições como Supremo Tribunal Federal (STF), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), além de partidos como PT, PSOL e PDT e veículos de comunicação como Rede Globo e Folha de S.Paulo.

A publicação terminou sendo apagada das redes sociais após repercussão negativa

Opinião dos leitores

  1. Gostei! Elegemos o mito p incomodar essa corja q se enraizou-se (legislativo e STF CORRUPTOS). Infelizmente o Bolzo é pequeno para essa máquina já instalada.

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Política

Celso de Mello diz que Bolsonaro não tem “estatura presidencial” e que constitui “expressão odiosa”

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O decano do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Celso de Mello, afirmou, após ser procurado pela Folha, que o vídeo publicado em uma rede social do presidente Jair Bolsonaro (PSL), comparando o tribunal a uma hiena, evidencia que “o atrevimento presidencial parece não encontrar limites”.

“Esse comportamento revelado no vídeo em questão, além de caracterizar absoluta falta de ‘gravitas’ e de apropriada estatura presidencial, também constitui a expressão odiosa (e profundamente lamentável) de quem desconhece o dogma da separação de poderes e, o que é mais grave, de quem teme um Poder Judiciário independente e consciente de que ninguém, nem mesmo o Presidente da República, está acima da autoridade da Constituição e das leis da República”, afirmou o decano.

No vídeo postado em sua conta no Twitter, Bolsonaro se comparou a um leão acossado por hienas depois das vitórias da esquerda e de manifestações de rua em países da América Latina.

Entre as hienas exibidas no vídeo aparecem algumas identificadas como STF, PSL, partidos de esquerda como PT e PSOL, CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e veículos de imprensa, incluindo a Folha.

O vídeo termina com a chegada de um outro leão chamado de “conservador patriota” e com um apelo: “Vamos apoiar o nosso presidente até o fim e não atacá-lo”. “Já tem a oposição pra fazer isso!”, diz um letreiro. Mais tarde, a postagem e o vídeo foram apagados da conta de Bolsonaro.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Esse Ministro pensa que está acima da Lei e de todos, mas votará para soltar os bandidos. Não tem credibilidade para atacar ninguém , muito menos o Presidente da República.

  2. BG
    Esse BENGALEIRO já devia ter saído, está "amparado" por uma Pec(proposta de emenda constitucional) IMORAL, feita por políticos NEFASTOS a Nação Brasileira, prolixo leva um tempo enorme para uma decisão, enquanto isto o tribunal abarrotado de processos e ainda mais DOIS MESES de ferias para essa gente.

  3. Bolsonaro fechar esse STF a popularidade dele sobe pra 95% só é a favor desse puteiro,5% dos corruptos vermelhos.

  4. Ai se um presidente do Brasil tivesse poder pra alguma coisa, esse merdinha levava um chute na bunda grande!!! E seria muito bom!!!

  5. Qual a estatura do STF?
    Faça uma pesquisa de opinião pra saber o que o povo pensa do STF.
    Esses príncipes não aceitam críticas, se consideram Deuses do Olimpo.

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Política

[VÍDEO] Integrantes da Parada do Orgulho LGBT depredam sede do PSL

Dois participantes da 21ª Parada do Orgulho LGBTQIAP+ de Natal, popular “Parada Gay”, realizada neste domingo (27), aproveitaram o final do evento para depredar a sede do PSL na capital potiguar.

Os dois passaram pela via e após reconhecer a sede voltaram para realizar o ato de vandalismo com uma pedra

Opinião dos leitores

  1. Agora experimente chamar um gay de gay para ver o escândalo e o problema que vc se mete.
    A organização da parada tem a obrigação de condenar esse ato.
    Quem quer respeito, respeita também.

  2. Quem faz uma parada para pedir respeito deveria ser o primeiro a dar exemplo e respeitar aquele que pensa diferente.

  3. São cidadãos(ãs) que exigem respeito mas agem com desrespeito e intolerância, é uma pena que tenham protagonizado esse ato de ódio desmedido e violência. No mínimo devem um pedido de desculpas aos agredidos bem como reparar o prejuízo que causaram.

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Diversos

[VÍDEO] Avião fica entalado embaixo de viaduto após erro incrível

Após um grave erro de cálculo de uma transportadora, um avião ficou entalado embaixo de um viaduto. A cena peculiar foi registrada na última semana em Harbin, na China.

O motorista que transportava o avião – que era um Airbus A320 – não levou em consideração a altura da carga, o que fez com que o veículo entalasse embaixo do viaduto. Por conta da situação, o motorista seguiu o procedimento padrão para essas situações: esvaziar os pneus.

Com isso, o motorista criou um espaço entre o topo do avião e o viaduto, o que fez com que ele conseguisse tirar o caminhão de baixo da ponte para encher os pneus e seguir viagem.

O Dia

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Judiciário

STF decidirá se condenados por Tribunal do Júri devem ser presos logo após veredito

Em meio à expectativa para a conclusão do julgamento sobre a constitucionalidade da prisão em segunda instância, que ficou para o próximo dia 7, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que vai analisar, no plenário, se condenados pelo Tribunal do Júri podem recorrer em liberdade ou já devem ser presos após o veredito.

O Tribunal do Júri julga crimes dolosos contra a vida, como homicídios. Hoje, é possível que um condenado nesses tribunais recorra em liberdade.

Essa discussão é complementar à da constitucionalidade da prisão em segunda instância, pois ambas envolvem a possibilidade de executar a pena antes do fim de todos os recursos, o chamado trânsito em julgado.

Um dos principais argumentos dos que são favoráveis à prisão em segunda instância é que a Justiça precisa dar uma resposta rápida à sociedade e às vítimas, especialmente em casos de crimes graves como os homicídios.

O que o plenário do Supremo analisará, no caso dos tribunais do júri, é um recurso do Ministério Público de Santa Catarina que questionou uma decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que permitiu que um condenado por feminicídio recorresse em liberdade.

Na semana passada, em votação no plenário virtual (pela internet), os ministros do Supremo reconheceram, por unanimidade, a repercussão geral desse caso de Santa Catarina —o que significa que o resultado desse julgamento terá impacto em todos os outros casos semelhantes pelo país.

O relator do recurso que irá ao plenário é o ministro Luís Roberto Barroso, que argumentou que a Constituição estabelece que os vereditos do Tribunal do Júri são soberanos. Não há data para essa discussão ocorrer no plenário.

Nesta segunda-feira (28), o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, marcou para a quinta-feira da semana que vem, dia 7, a retomada do julgamento sobre a constitucionalidade da prisão de condenados em segunda instância. O julgamento foi suspenso na última quinta (24), faltando quatro votos.

O placar parcial está em 4 votos a favor da prisão com execução antecipada da pena (dos ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e Luiz Fux) e 3 contra (Marco Aurélio, Rosa Weber e Ricardo Lewandowski).

Entre os 4 ministros que faltam votar, 3 (Gilmar Mendes, Celso de Mello e Dias Toffoli) têm sido contra a prisão logo após condenação em segunda instância, sinalizando para a tendência de formar maioria para mudar a jurisprudência.

Desde 2016 o Supremo tem permitido a prisão de condenados em segundo grau, uma das principais bandeiras da Operação Lava Jato.

Uma mudança hoje teria potencial de beneficiar 4.895 réus cujas prisões foram decretadas em razão da condenação em segunda instância, de acordo com levantamento do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Estão sendo julgadas três ADCs (ações declaratórias de constitucionalidade) que pedem para os ministros declararem constitucional o artigo 283 do Código de Processo Penal, que diz que ninguém pode ser preso exceto em flagrante ou se houver “sentença condenatória transitada em julgado”.

A discussão é se esse artigo é compatível com o que diz a Constituição de 1988 sobre o princípio da presunção de inocência: “Ninguém será considerado culpado até o transito em julgado da sentença penal condenatória” (artigo 5º, inciso 57).

Para uma parte dos ministros, a prisão em segunda instância fere o princípio da presunção de inocência, que requer que se espere o trânsito em julgado (o fim de todos os recursos nos tribunais superiores) para declarar alguém culpado.

Para outra parte, a Constituição não exige que se aguarde até o fim dos recursos para executar a pena —há uma diferença entre ser preso e ser considerado culpado.

Conforme esses ministros, é possível antecipar a pena porque a segunda instância é a última a analisar as provas de um processo criminal. Eventuais recursos nas instâncias superiores —o STJ e o STF— discutem teses jurídicas, não reexaminam as provas.

Se a decisão do Supremo for no sentido de esperar o esgotamento dos recursos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso mais célebre da Lava Jato, poderá ser solto.

Dos 4 ministros que faltam votar, apenas Cármen Lúcia tem sido a favor da execução da pena após condenação em segundo grau. Se os outros 3 ministros mantiverem seus posicionamentos anteriores, a corte atingirá ao menos 6 votos, de um total de 11, contra a prisão nessas circunstâncias.

O presidente da corte, Dias Toffoli, fez em 2016 uma proposta intermediária: a de permitir a prisão após julgamento do recurso no STJ, que é considerado uma terceira instância. A expectativa, agora, é se ele manterá essa proposta.

Toffoli é o último a votar e deverá caber a ele desempatar o placar, que poderá estar em 5 a 5. Nesse contexto, seu voto tende a ser crucial para definir se o resultado final será pelo trânsito em julgado ou pela proposta do STJ, que pode virar um voto médio entre as posições dos dois grupos extremos.

A proposta da prisão em terceira instância não beneficiaria Lula, que já teve sua condenação mantida pelo STJ em abril deste ano.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Então vão levar para vala comum o Conselho de Sentença que dentro do Tribunal do Júri representa a sociedade e é convidado a externar através do voto livre a sua opinião acerca do julgamento em debate.
    Na corrida que vai por pior que seja o crime doloso o infrator apesar de condenado por maioria absoluta sairá livre, leve e solto direto para casa, pois a descisão prolatada será igual a zero mediante ao que com certeza o STF vai validar.
    Em linha geral o crime e seu praticante Brasil afora será mais uma vez beneficiado através da turminha do quanto pior, melhor do STF.
    No Brasil o retrocesso jurídico apadrinhado pela supremo irá nos levar para um caminho sem volta, inclusive a criação do tribunal de execução sumária com o povo fazendo justiça com as próprias mãos.

  2. Somente a corruptocracia vai poder recorrer em liberdade até a prescrição da pena, segundo o incagavel STF

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Meio Ambiente

Procuradoria recorre de decisão alegando que União ainda não acionou plano de contenção de óleo

Em recurso encaminhado ao TRF-5 (Tribunal Federal da 5ª Região) na manhã desta segunda-feira (28), o MPF (Ministério Público Federal) lista dez pontos para provar à Justiça que a União ainda não acionou o Plano Nacional de Contingência Para Incidentes de Poluição por Óleo (PNC) nos termos da legislação.

Desde o dia 30 de agosto, as manchas de óleo já atingiram 249 localidades em 92 municípios dos nove estados do Nordeste.

No dia 18 de outubro, o MPF ajuizou ação na Justiça Federal de Sergipe e obteve decisão desfavorável. O pedido desta segunda-feira é para que a decisão anterior seja revista.

O documento, assinado por procuradores da República dos nove estados do Nordeste, alega que, para que o plano seja colocado em funcionamento, se faz necessário o reconhecimento de maneira formal “da significância nacional do desastre ambiental”. Isso, segundo o MPF, ainda não foi feito.

O MPF diz que o comitê de suporte do PNC, composto por 17 órgãos, entre eles a Casa Civil da Presidência da República e outros ministérios do governo federal, ainda não foi sequer reunido. Segundo o recurso judicial, os nove estados nordestinos não estão participando, como determina o PNC, do comitê. Cada estado teria direito a um representante de cada órgão estadual ambiental.

Como a Folha mostrou, os comitês que faziam parte do PNC foram extintos em abril pelo governo Bolsonaro.

Os procuradores da República destacam também que o plano prevê a garantia da informação e transparência.

“Mas, ao contrário, conforme documentos do processo judicial juntados pela própria União, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) está desautorizado a dar entrevistas e repassar informações à imprensa”, diz o recurso.

Conforme o MPF, os instrumentos previstos no PNC, fruto de estudos multidisciplinares de caráter técnico e científico, são ignorados ou desconhecidos pela União.

Há também a alegação de não utilização das ferramentas adequadas para proteção de áreas sensíveis e vulneráveis.

O MPF contesta a informação repassada por órgão ambientais federais de que as barreiras de proteção feitas com boias não teriam eficácia neste caso.

Os procuradores afirmam, ao contrário do governo federal, que não há ineditismo em relação ao tipo de óleo que atinge a costa do litoral nordestino.

“A União tem afirmado que esse óleo, mais denso, subsuperficial, é inédito, mas não é.”

São citados como exemplos vazamentos na décadas de 1980, 1990 e 2000 na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, e no Tebar (Terminal Aquaviário Almirante Barroso), em São Paulo.

O governo federal, por meio da AGU (Advocacia-Geral da União), comunicou que o PNC já está em execução e que os órgãos federais estão trabalhando em conjunto para remover a poluição.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Bem na época que a região Nordeste vende seus pacotes turísticos, recebe uma sabotagem dessas , esse governo não age pra combater , pois foi esse próprio governo que fez tudo isso. O Sr presidente tratou de viajar pra não ter que resolver nada…. O Nordeste e seu povo é mais forte do que essa milícia, as urnas mostraram isso.

    1. Qual interesse teria o governo de sabotar as praias com óleo?Agora se me contarem que foi arquitetado pelos não conformados com uma eleição direta não seria surpresa.

  2. Gostaria de saber se o olho poderia ter como causa os abalos sísmicos que aconteceram em alto mar?
    Já que os abalos aconteceram, pouco tempo antes das primeiras manchas.

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Judiciário

STF retomará julgamento sobre segunda instância no dia 7 de novembro

Foto: Sérgio Lima/Poder 360

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, confirmou que a Corte vai retomar o julgamento sobre a constitucionalidade da execução provisória de condenações criminais, conhecida como prisão após segunda instância, no dia 7 de novembro.

Na quinta-feira (24), o julgamento foi suspenso com placar de 4 votos a 3 a favor da medida. Faltam os votos dos ministros Gilmar Mendes, Celso de Mello, Toffoli e da ministra Cármen Lúcia. A análise da questão ocorre há quatro sessões.

No dia 17 de outubro, a Corte começou a julgar definitivamente três ações declaratórias de constitucionalidade (ADCs), relatadas pelo ministro Marco Aurélio e protocoladas pela Ordem dos Advogados, pelo PCdoB e pelo antigo PEN, atual Patriota.

O entendimento atual do Supremo permite a prisão após condenação em segunda instância, mesmo que ainda seja possível recorrer a instâncias superiores. No entanto, a OAB e os partidos sustentam que o entendimento é inconstitucional e uma sentença criminal somente pode ser executada após o fim de todos os recursos possíveis, fato que ocorre no STF e não na segunda instância da Justiça, nos tribunais estaduais e federais. Dessa forma, uma pessoa condenada só vai cumprir a pena após decisão definitiva do STF.

A questão foi discutida recentemente pelo Supremo ao menos quatro vezes. Em 2016, quando houve decisões temporárias nas ações que estão sendo julgadas, por 6 votos a 5, a prisão em segunda instância foi autorizada. De 2009 a 2016, prevaleceu o entendimento contrário, de modo que a sentença só poderia ser executada após o Supremo julgar os últimos recursos.

Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o julgamento terá impacto na situação de 4,8 mil presos com base na decisão do STF que autorizou a prisão em segunda instância. Os principais condenados na Operação Lava Jato podem ser beneficiados, entre eles, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde 7 de abril do ano passado, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, após ter sua condenação por corrupção e lavagem de dinheiro confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), no caso do tríplex do Guarujá (SP), além do ex-ministro José Dirceu e ex-executivos de empreiteiras.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Vergonha desse paiseco de merda, que se compara a ditaduras de 5a categoria, um pseudo orgão superior de justiça quer soltar o maior criminoso da história mundial. O que ele roubou, fez a criminalidade ficar desenfreada provocando a morte de milhares de brasileiros, fez os assaltantes fazerem milhares de vitimas roubando produtos do suor e do sangue dos trabalhadores, totalmente sem controle; provocou varias mortes e atendimento desumano nos hospitais público pela falta das verbas desviadas; desfalcou as já minguadas verbas da educação, levando a evasão escolar inimaginável, entregando os jovens a fortalecerem os exércitos das facções criminosas, onde morrem aos montes… Mesmo assim, o stf não vê o mal que esse CANALHA fez a nação, mesmo que esta decisão só comprove " no Brasil o crime compensa ". Nós não merecemos.

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Economia

Dólar fecha abaixo de R$ 4 pela primeira vez em mais de dois meses

Em mais um dia de otimismo no mercado financeiro, a moeda norte-americana fechou abaixo de R$ 4 pela primeira vez em mais de dois meses e a bolsa voltou a bater recorde. O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (28) vendido a R$ 3,992, com recuo de R$ 0,017 (-0,44%). A última vez em que a divisa tinha fechado nesse nível foi em 15 de agosto (R$ 3,99).

O dólar operou em baixa durante toda a sessão. Na mínima do dia, por volta das 12h, a cotação chegou a R$ 3,975. A moeda acumula queda de 3,94% em outubro.

No mercado financeiro, o dia também foi marcado pelo otimismo. O índice Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), fechou o dia aos 108.187 pontos, com alta de 0,77%. O indicador voltou a atingir o nível mais alto da história, superando o recorde anterior (107.543), registrado na última quarta-feira (23).

Desde a aprovação em segundo turno da reforma da Previdência, na semana passada, o dólar tem caído, e a bolsa subido, com alguns dias de oscilações. O cenário internacional também tem contribuído para o otimismo no mercado financeiro.

A indicação de que o presidente norte-americano, Donald Trump, quer assinar parte do acordo comercial com a China antes da cúpula Fórum de Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (Apec), que ocorrerá em 16 e 17 de novembro, aliviou as pressões sobre o dólar. A decisão da União Europeia de concordar em adiar o Brexit (saída do Reino Unido do bloco) para 31 de janeiro também trouxe alívio aos mercados internacionais.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. quando o dolar aumenta a gasolina dispara, mais quando ele baixa os preços continuam do mesmo valor, indignado com esses abusos.

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