Economia

Previdência privada não cresce desde 2016

O andamento da reforma da Previdência no Congresso, que tem como uma das mudanças a redução no valor das aposentadorias, não serviu para elevar o número de brasileiros que investem em previdência privada.

Há cerca de 13 milhões de investidores em planos privados, o mesmo número desde 2016, segundo a Fenaprevi (entidade das empresas de previdência privada aberta).

O que mudou recentemente é que, aqueles que já tinham a aplicação, voltaram a investir com os suspiros de recuperação da economia brasileira.

Os números de captação líquida (diferença entre aplicações e resgates) voltaram a subir, após terem desacelerado na recessão, e o saldo da reserva (o dinheiro acumulado nos fundos) continua subindo.

“O mercado de previdência privada é pró-cíclico. Quando a economia cresce, ele também cresce”, afirma Jorge Nasser, presidente da FenaPrevi, que põe na conta da lenta retomada a dificuldade de fazer o segmento deslanchar.

“O tamanho do mercado de previdência vai depender da capacidade de geração de renda. Houve uma recuperação pontual nos últimos dois meses, mas não acho que o movimento foi grande o suficiente para dizer que mudamos de patamar”, afirma Rogério Calabria, superintendente de produtos do Itaú.

Os 13 milhões de investidores de planos de previdência equivalem a cerca de um terço do número de trabalhadores com carteira assinada do país —fatia da população com renda estável e superior à dos informais e dos que trabalham por conta própria.

Como o mercado de trabalho se recupera com a ocupação desses dois últimos grupos, a renda média do trabalho está em queda: fechou o trimestre encerrado em julho em R$ 2.286, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística); pouco mais de dois salários mínimos.

Especialistas enfatizam que todos deveriam ter recursos para poupar, mas isso acaba não ocorrendo porque a educação financeira é baixa e também por causa da economia.

“Desde 2015 a crise leva as pessoas a terem que, em vez de poupar, retirar dinheiro. E assim elas não podem aplicar em alguma coisa que tenha prazo longo”, afirma o professor Michael Viriato, do Insper.

Do ponto de vista prático, a previdência privada serve para complementar a aposentadoria pública, garantindo que o trabalhador não tenha queda na renda ao deixar o mercado de trabalho.

O ponto é que grande parte da população tem pouca necessidade de complementar a renda na velhice porque se aposenta com valores próximos ao que recebia na ativa, entre um e dois salários mínimos. A fatia dos aposentados que recebem até dois mínimos é de 83%.

A Previdência pública no Brasil repõe 82% da renda do período ativo, uma das mais altas taxas do mundo.
Até aqui quem efetivamente precisava poupar era o trabalhador com salário maior que o teto da Previdência, que é de R$ 5.839. Independentemente das contribuições, a renda da aposentadoria é limitada a esse patamar.

São os trabalhadores com maior renda e maior capacidade de poupança. E poderiam ser estimulados por planos de previdência oferecidos pelos empregadores —mas aqui também pesa a dificuldade de retomada do emprego formal e a mudança nas relações de trabalho.

Gilberto Abreu, diretor de investimentos do Santander, estima que só 25% da população que ganha acima do teto tem investimentos para complementar a renda. E acrescenta ainda outra lacuna: essas pessoas podem ter planos de previdência, mas não estão calibrados para garantir que eles poupem mensalmente o suficiente para efetivamente complementar a renda.

“O grande buraco é quem tem [previdência], mas é insuficiente”, diz.

Enquanto isso, o mercado se esforça para olhar para a base da pirâmide. O Santander lançou um plano de previdência de renda fixa com taxa de administração de 1% ao ano e aplicação mínima de R$ 30 —85% do dinheiro da está na renda fixa. A taxa média de administração desses planos está 1,8% ao ano.

Tradicionalmente os custos da Previdência são elevados, o que era possível em um cenário de juros altos. A Selic a 6% e a expectativa de que ela fique em um patamar ainda menor por um longo período fazem com que os custos minem a rentabilidade do investimento.

A queda da taxa passa a ser uma estratégia de venda, a exemplo do que ocorreu com as taxas de carregamento (que ficavam com um percentual do dinheiro aplicado e retirado do investimento) no ano passado.

Ainda assim, não significa que o produto passará a atrair investidores de forma mais ampla.

“O brasileiro já não poupa por si, ainda mais em planos de previdência que foram super mal falados. As pessoas ficam com preconceito de aplicar”, completa Viriato.

Folhapress

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Educação

MEC vai lançar campanha de escolas cívico-militares

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O governo pretende lançar a partir de terça (3), em meio à chamada Semana da Pátria, uma campanha nas redes para apresentar o programa de escolas cívico-militares. O Ministério da Educação planeja uma divulgação bifuncional: que alardeie qualidades e combata críticas à “militarização do ensino”.

Promessa de campanha de Jair Bolsonaro, as escolas cívico-militares são criticadas por entidades de educação que questionam a aproximação de integrantes das Forças Armadas dos colégios.

A adesão ao programa será voluntária. O MEC estuda propor que os dirigentes de ensino sujeitem a consulta pública o ingresso de suas escolas no modelo cívico-militar, o que ampliaria a percepção de adesão da comunidade ao projeto.

A ideia é que o próprio presidente protagonize a divulgação do programa. Seria o primeiro anúncio ligado à educação em seu mandato.

Painel/Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

  1. Outra coisa Rimnaldo azevedo militar não é cachorro para ser adestrado. Muitos deve ter até mais educação que vc .tá ok

    1. O pior é que o treinamento inicial para oficiais temporários é chamado de “adestramento”.
      Por que será mesmo, hem?

    2. Apesar de não ser bolsonarista e tão pouco achar que uma escola militar vai fazer o papel dos pais que é educar. Só uma observação fui militar por 8 anos e o termo adestrado é usado normalmente na caserna, o militar não se sente ofendido por esse termo.

  2. Rinaldo. às escolas civis públicas hj são foco de drogas é sexo infelizmente os professores perderam o controle. Educação é disciplina são essências.

    1. Amigo a educação tem que começar em casa, a escola é apenas uma extensão! O papel do professor é ensinar os pais devem educar, agora chega um monte de criança na escola que em casa não recebem educação, aí querem colocar culpa nos professores , a culpa é de quem é responsável pela aducacao!!!

  3. Rinaldo. às escolas civis públicas hj são foco de drogas,os professores perderam o controle. Educação é disciplina são essências.

  4. Escola e Militares para militares.
    Escolas Públicas civis para civis.
    Militares precisam ser adestrados e por isso recebem instrução militar.
    Civis precisam ser educados e por isso recebem formação.
    Essa diferença é essencial para compreendermos a diferença e não confundir os alhos com bugalh8s quetendo transformar uma coisa na outra para transforma o Estado civil brasileiro num Estado Militarizado.
    É bom acordar, pois esse filme já passou uma vez na Alemanha Nazista e todos vimos no que deu no final. Comeca sempre com ótimas intencoes e termina em guerra, sangue e terror.

    1. Estamos vendo o contrário. As escolas militares educando e as escolas públicas adestrando os nossos jovens.

    2. creio que esse rinaldo , todo cheio de teoria, ou não estuda ou não tem filhos e se tiver estudam em escolas muito bem pagas.. aquelas mais caras.
      Proponho que faça uma pesquisa, mesmo que informal, nas periferias, dentre aqueles que necessitam de educação, de oportunidades e tenha coragem de apresentar o resultado…Não terá essa ousadia.
      De teorias frustadas o inferno está lotado, meu caro.
      Tá desculpado pelas baboseiras.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Em Tibau, Governo investe R$ 400 mil via Microcrédito

A governadora Fátima Bezerra fez a entrega de 139 cheques do Microcrédito do Empreendedor a pequenos empresários do município de Tibau. Foram quase R$ 400 mil investidos, por meio da Agência de Fomento do Rio Grande do Norte (AGN), na economia local. O evento foi realizado neste sábado, 31, em frente à prefeitura e ao som da Orquestra Filarmônica da cidade.

“Esse não é nenhum favor que a governadora está fazendo e sim uma obrigação do Governo que governa para todos e todas, mas olhando principalmente para aqueles que mais precisam. Imaginem nesse tempo em que estamos vivendo de economia patinando, de desemprego, de calamidade financeira do Estado. Nesses momentos é que o Estado tem que ter criatividade, energia, coragem, ideia, iniciativa. O Microcrédito é um exemplo disso, que financia os pequenos empreendedores que estão principalmente nas áreas de comércio e serviços”, destacou Fátima. Ela ressaltou ainda a vantagem dos juros zero para quem pagar em dia o financiamento do Programa.

Além disso, Fátima tratou das últimas ações que o Governo vem desenvolvendo como o projeto de lei Moto Legal e a melhoria de estradas, previstas no Plano de Recuperação das Rodovias Estaduais que deverá ser lançado na próxima semana. “Até dezembro não vamos deixar nenhum buraco nas principais estradas do RN”, antecipou.

O agricultor Jercino Augusto, um dos beneficiados com a iniciativa em Tibau, disse que com o dinheiro irá abrir um comércio de frutas. “Esse cheque representa o começo de uma nova história para melhorar a qualidade de vida, tanto minha como da minha família”, disse seu Jercino.

Para Elias Nascimento, que tem uma loja na cidade de produtos para tratamento e manutenção de piscinas, o empréstimo veio em boa hora. “O período de alta estação está chegando e é quando eu vendo um pouco mais. Vou comprar produtos para estocar e poder melhorar meu ganho”, planejou.

Só neste ano, o Programa beneficiou cerca de 3.500 microempreendedores, investindo mais de R$ 10 milhões em todas as regiões do Estado e estimulando a geração de emprego e renda. Somente nos últimos três dias foram investidos R$ 647 mil para 220 beneficiados em seis municípios: São Gonçalo do Amarante, Patu, Mossoró, Tibau, Itajá e Lajes.

Na solenidade de entrega dos cheques, a diretora presidente da AGN, Márcia Maia, revelou que os participantes têm uma satisfação muito grande com o Programa. De acordo com uma pesquisa de satisfação realizada pela Agência, mais de 95% dos clientes estão satisfeitas com os serviços prestados. “Em épocas de crise econômica muitas pessoas começam a empreender para ter uma renda por necessidade e muitas vezes se descobrem com talento para ser empreendedores”, acrescentou.

O prefeito de Tibau, Josinaldo Souza, mais conhecido como Naldinho, também esteve presente e destacou as ações do município. “É município e Estado somando esforços. Isso para mim, enquanto gestor, é muito gratificante”, frisou. Na ocasião, Naldinho fez a entrega de um veículo para os pacientes de hemodiálise e assinou a ordem de serviço de drenagem da rua Arabaiana.

O deputado Souza participou do evento e acrescentou: “Saiba que todos aqui acreditam no seu Governo Fátima, mesmo diante de tantas dificuldades, mas dia a dia você vem superando as dificuldades para colocar o Rio Grande do Norte em novos rumos. Obrigado por estar aqui fazendo esta solenidade, colocando emprego e renda para o nosso povo.”

Também participaram da solenidade de entrega dos cheques titulares da administração direta e indireta do Estado – Crispiniano Neto (FJA) e Alexandre Lima (Sedraf); representante do senador Jean Paul Prates; vereadores de Tibau, Daniel Santos, Nildo Nunes, Adeilton Teixeira e Raimundo Isaías; gestores municipais, lideranças locais e população da região.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Brasil tem queda de 22% no número de mortes violentas no 1º semestre, revela Monitor da Violência

O Brasil registra uma queda de 22% nas mortes violentas no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2018. A região Nordeste é a que tem a maior diminuição. É o que mostra o índice nacional de homicídios criado pelo G1, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal.

Em seis meses, houve 21.289 assassinatos, contra 27.371 no mesmo período do ano passado. São 6 mil a menos.

O Nordeste responde por mais da metade dessa queda (3.244 mortes a menos), ou seja, 53% do total no país.

A tendência de queda nos homicídios foi antecipada pelo G1 no balanço dos dois primeiros meses do ano, que apresentaram redução de 25% em relação ao mesmo período do ano passado, e no balanço das mortes violentas de 2018, que teve a maior queda dos últimos 11 anos da série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com 13%.

O número de assassinatos, porém, continua alto. O dado mostra que há uma morte violenta a cada 12 minutos no Brasil – 118 por dia, em média.

O levantamento faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Os dados apontam que…

– Houve 6.082 mortes a menos nos primeiros seis meses de 2019;
– Todos os estados apresentaram redução de assassinatos no período
– Três estados tiveram quedas superiores a 30%: Sergipe, Rio Grande do Norte e Ceará
– O Ceará, aliás, respondeu sozinho por 1/5 da queda nas mortes no Brasil
– A queda no Nordeste foi a maior entre as regiões do país: 27%

Opinião dos leitores

  1. E se moro tivesse seu projeto aprovado, cairia bem mais, entretanto o congresso e o governo não tem a mesma vontade

  2. Que ótima notícia. Bom trabalho, novamente, do Moro e do Presidente. Aos poucos as coisas vão melhorando, apesar da esquerda e da imprensa corrupta.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

No Senado, Flávio Bolsonaro e mais 11 impõem sigilo a gastos

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

A decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), de manter em sigilo as notas fiscais que justificam seus gastos com a chamada cota parlamentar passou a ser seguida na Casa por mais parlamentares. Pelo menos 12 senadores, incluindo Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, negaram pedidos feitos via Lei de Acesso à Informação com a mesma justificativa.

A recusa em abrir os detalhes dos gastos tem como base um parecer de 2016, produzido na gestão de Renan Calheiros (MDB-AL) na presidência da Casa. O documento afirma que qualquer senador pode se negar a apresentar uma nota fiscal, quando julgar necessário, por questões que envolvem a sua própria segurança.

A reportagem teve acesso a uma lista com 60 pedidos negados com base neste parecer, referentes a pelo menos 12 senadores. Além de Flávio e Alcolumbre, aparecem Telmário Mota (Pros-RR), Omar Aziz (PSD-AM), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Eduardo Braga (MDB-AM). Os demais nomes não foram identificados na lista que a reportagem obteve.

A cota parlamentar é o dinheiro usado para senadores pagarem despesas com passagens, serviços postais, manutenção de escritórios de apoio à atividade parlamentar, hospedagem, combustível, entre outras. O valor que cada um pode utilizar varia de acordo com o Estado de origem do senador – quanto mais longe de Brasília, maior.

Como revelou o jornal O Estado de S. Paulo, Alcolumbre briga na Justiça para que os senadores mantenham em sigilo as notas fiscais usadas para justificar o uso da cota. Uma ação popular ajuizada na Justiça Federal em Minas Gerais questiona a falta de transparência e pede a nulidade do parecer da gestão Renan.

Uma das justificativas dos três advogados do Senado escalados para fazer a defesa de Alcolumbre nesta ação é que, desde julho, a Casa passou a apresentar as cópias de notas fiscais de gastos de gabinete em seu site. A decisão, porém, não é retroativa. Ou seja, todas as notas de gastos feitos antes de julho permanecem em sigilo.

Procurada para explicar a recusa em divulgar as notas fiscais, a assessoria de Flávio Bolsonaro primeiro questionou se os documentos já não estavam no site do Senado. Informada de que não estavam, disse “que ia ver com a área responsável” o motivo. Desde que assumiu o mandato, Flávio gastou R$ 102,9 mil da cota parlamentar, segundo consta no site da Casa. Até a noite de ontem, no entanto, as notas referentes aos gastos de fevereiro a maio do senador não estavam disponíveis.

A assessoria do senador Eduardo Braga afirmou que o site do Senado já traz informações detalhadas sobre os gastos e, caso seja determinado pela presidência da Casa um detalhamento maior – como a divulgação das notas fiscais -,”ela será seguida sem problemas”.

Também na lista dos que negaram acesso às suas notas fiscais via Lei de Acesso à Informação, Randolfe Rodrigues forneceu os documentos quando solicitado pela reportagem. Ele disse discordar da decisão do Senado sobre o sigilo.

Líderes

A assessoria de imprensa de Davi Alcolumbre confirmou que a orientação na Casa é dar transparência às notas apenas a partir de julho, e de deixar os documentos referentes a meses anteriores em sigilo.

Segundo a assessoria, essa decisão foi tomada em conjunto em reunião de líderes do Senado. O entendimento dos líderes foi o de que, ao divulgar os dados a partir de julho, a Lei de Acesso à Informação não seria desrespeitada, informou.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Sem misturar com os ladrões do passado e presente, nenhum deveria estar protegido por nenhuma lei de sigilo, se o dinheiro é do povo, tudo, tudo literalmente tem que estar e ser do conhecimento público, ninguém deve estar acima da lei, com sigilos ou carimbo de secreto.

  2. ESSA É A TAL NOVA POLÍTICA QUE BOLSONARO E SUA TRUPE DO PARTIDO DO SUCO DE LARANJA- PSL, ESTÃO IMPLANTANDO PRA SALVAR E MUDAR O BRASIL?

  3. Esse canalha acabou com a chance do Brasil ter um governo descente. Assim continuamos vendo os políticos impunimente mergulhados na lama da corrupção. E o pais patinando. Agora só Moro 2022

  4. Estão certos. Já pensou aparecerem notas de puteiros, cabarés ou coisa do gênero? Aí complicará a vida sentimental desses nobres.

  5. Por isso que o nosso país não vai pra frente. Sempre os políticos pensando nos seus próprios interesses.
    Malditos políticos corruptos!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Sarampo: entenda os sintomas, riscos e tratamento

Com 2,3 mil casos confirmados de sarampo nos últimos três meses, o Brasil vive um surto da doença. O epicentro da epidemia está localizado no estado de São Paulo, onde foram confirmados uma morte e 2.299 casos – 98% do total.

Em seguida vêm Rio de Janeiro (12), Pernambuco (5), Santa Catarina (4) e Distrito Federal (3), além de oito estados com um caso cada: Bahia, Paraná, Maranhão, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Sergipe, Goiás e Piauí.

Diante da evolução do surto no país, o Ministério da Saúde anunciou esta semana a aquisição de mais 18,7 milhões de doses de vacina contra o sarampo. O governo tem intensificado a imunização com foco em crianças de até 1 ano e adultos jovens.

Neste mês, o governo anunciou ainda uma nova recomendação para imunização de crianças. No intuito de conter o avanço da doença, o Ministério da Saúde recomenda que crianças entre seis meses e 1 ano recebam uma dose extra da vacina, com uma imunização denominada “dose zero”. A iniciativa visa a diminuir a incidência nesta faixa etária – grupo com maior presença proporcional de casos, com 38,3 em cada 100 mil habitantes, contra uma média geral de 4,10 em cada 100 mil habitantes.

Em entrevista à Rádio Nacional da Amazônia, a pediatra intensivista e especialista em saúde da criança e do adolescente Roberta Esteves Vieira de Castro explicou que o sarampo é uma doença viral grave e altamente contagiosa e que os sintomas iniciais são parecidos com os de um resfriado comum.

A médica destacou que a única forma de prevenção é a vacinação.

Confira abaixo os principais trechos da entrevista:

O que é o sarampo?

O sarampo é uma doença viral grave e altamente contagiosa que pode evoluir para complicações e levar à morte. É transmitido por um vírus. Os primeiros sintomas são febre, tosse, coriza, como se fosse um resfriado comum. O paciente pode ter perda de apetite e apresentar conjuntivite, com olhos vermelhos, lacrimejantes e fotofobia.

Surgem manchas vermelhas na pele. Essas erupções começam no rosto, na região atrás da orelha, e vão se espalhando pelo corpo. O paciente também pode sentir dor de garganta.

A maioria dos pacientes começa a se sentir melhor depois de dois dias do início da erupção cutânea. Depois de três a quatro dias, as manchas começam a ficar mais castanhas e tendem a desaparecer. A pele pode descamar como se fosse uma queimadura de sol. Muitos ainda têm tosse por uma ou duas semanas.

A grande preocupação é que o sarampo, em crianças pequenas e pacientes imunocomprometidos, pode levar a complicações. A diarreia é a complicação mais comum, mas outras podem aparecer como otite média aguda, pneumonia, hepatite e, até mesmo, encefalite.

A maioria dos casos de mortes decorrem de complicações no trato respiratório ou de encefalite.

Como o sarampo é transmitido?

A transmissão ocorre no contato de pessoa para pessoa e pela propagação no ar. As gotículas de secreções respiratórias de um paciente que tem sarampo podem permanecer no ar por até duas horas, ou seja, a doença pode ser transmitida em espaço público mesmo que não haja contato de uma pessoa com outra. Grandes surtos têm ocorrido em locais de aglomeração como escolas, clubes, aeroportos, shoppings.

A pessoa que tem sarampo pode começar a transmitir a doença cerca de cinco dias antes de aparecerem as manchas na pele. Além disso, ela continua transmitindo o vírus quatro dias depois de as erupções terem desaparecido.

Como é a prevenção?

A vacina é a única forma de prevenção. Para combater o avanço do sarampo no país, o Ministério da Saúde recomenda uma “dose zero”, para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias. É considerada uma dose extra que não substitui as vacinas do calendário nacional de vacinação – a primeira dose aos 12 meses e uma segunda dose aos 15 meses.

Se um paciente tomou apenas uma dose até os 29 anos, precisa completar o esquema vacinal com uma segunda dose.

Se a pessoa não tomou nenhuma dose, perdeu o cartão de vacinação ou não se lembra se tomou a vacina, o ideal é que ela procure um posto de saúde. Se ela tiver de 1 a 29 anos, precisa tomar duas doses da vacina, com intervalo de 30 dias entre elas. Se tiver de 30 a 49 anos, tem de tomar apenas uma dose.

Qual o tratamento?

Não existe tratamento específico para o sarampo. É necessário que o paciente faça repouso e beba bastante líquido para evitar a desidratação. Como é uma virose, o tratamento é de suporte e tem apenas o objetivo de melhorar o conforto do paciente.

Agência Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

‘A facada não me elegeu, eu já estava eleito’, diz Bolsonaro

O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse que a Câmara dos Deputados pagou cerca de R$ 400 mil referente aos custos das cirurgias que ele teve que fazer depois de tomar uma facada, em 6 de setembro do ano passado. Em conversa com jornalistas, ele lembrou que o atentado faz um ano e voltou a falar que o ato teve mandantes. “A facada não me elegeu, eu já estava eleito”, afirmou.

Bolsonaro se emocionou ao falar do assunto e chegou a chorar quando se lembrou do momento em que o médico disse que ele teria que ser operado.

O presidente disse ainda ter sequelas que o impedem de fazer alguns exercícios físicos, mas afirmou não manter nenhuma dieta específica. “Nem no início eu não fiz isso”.

O presidente contou ainda que engordou cerca de quatro quilos desde que assumiu o governo e que não tem tido mais tempo para atividades físicas.

Abuso de autoridade

Bolsonaro disse também já decidiu vetar nove pontos do projeto de lei do abuso de autoridade. Ele afirmou que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, pediu que fossem vetados 10 pontos, mas que um ainda está em discussão.

O presidente comentou ainda que ficou “chateado” com a derrubada do veto ao projeto de fake News pelo Congresso Nacional.

Mais cedo, ele tinha dito que atenderia o que ele chamou de “centrão do Bolsonaro” em relação ao tema. Nesse grupo estariam, além da pasta de Moro, a Controladoria Geral da União (CGU) e a Advocacia Geral da União (AGU).

Almoço

Bolsonaro participou de um churrasco no quartel-general do Exército, em Brasília. Pouco depois de entrar, Bolsonaro mandou os seguranças convidarem um grupo de jornalistas e motoristas da imprensa que o esperavam na porta para participar do evento.

Ele conversou por cerca de uma hora e meia com seis jornalistas. Os jornalistas não puderam gravar a conversa e foram orientados a deixarem os celulares do lado de fora.

Vestido com uma camisa da Festa do Peão de Barretos (BA), o presidente manteve a conversa em tom informal, mas não se recusou a responder perguntas.

Também estava no evento sua filha mais nova, Laura. Mais cedo, ele havia acompanhado a filha a uma aula de equitação.

O almoço foi uma confraternização com funcionários de gabinetes do Bolsonaro. Foi servido churrasco, arroz, vinagrete, farofa e chope.

Bolsonaro disse ter tomado apenas um golinho” já que teria uma cota de” uma lata de cerveja por mês”. “A Michele não deixa, mas tenho uma escondida pra tomar quando ela sai”, brincou.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Mauro Filgueira 31/08/2019 às 17:59
    FACADA FAKE
    kkkkkkkkkkkkkkkkk
    Igual a bolinha de papel que jogaram em José Serra na campanha presidencial em que era o candidato do PSDB.

  2. "O povo brasileiro tem a vocação da miséria, por isso vota em políticos ruins." Assim recheava as aspas Vulpiano Cavalcanti, já nos longínquos anos cinquenta do século passado.

  3. Os senhores analfabetos, noiados é imbecis: Sr. J. Dantas; Luciana Morais Dantas; José aldomar; lucifer, vcs é outros pilantras ainda, nessa altura do jogo, ainda engolem o que é despejado na mídia, onde o rapaz inocente, com sua corja, manipula uma tropa de idiotas? Vão catar piolho, bando de safados. Já não bastou as piadas de péssimo gosto ( tipo greluda) , o triplex, as palestras que nunca aconteceram, o sítio de Atibaia, a derrocada da Petrobras, com os assaltos constantes aos seu cofres, Emilio e Marcelo Odebrecht, Leo Pinheiro, Palocci, e mais uma cambada de réus confessos; os acordos secretos do BNDES, financiamento de Ditaduras com objetivos escusos,perda de refinarias, aumento da criminalidade, traições a dona Marisa, transformar a falecida em culpada por tudo, o senhor cervero, Claudio Machado, Roberto Jefferson, Dirceu, dinheiro nas cuecas, e por fim, botar aquela anta para governar o país. Os discursos dessa moça, se vcs não sabem, foram gravados e estão nas mídias. E olhe que não sou Bolsonaro, como não sou idiota.

    1. PS: o livro que eu indiquei é apartidário, baseado em fatos e pesquisas. Mostra a complexidade e os vários fatores que contribuíram para eleição de Bolsonaro ( rejeição do PT, corrupção generalizada, honestidade do candidato, operação lava-jato, redes sociais, segurança pública, patriotismo, ataque a Bolsonaro, Lulismo,desejo de mudanças, etc…)…

  4. No lugar de falar besteiras e asneiras sem sentido, sugiro estudarem um pouco mais a respeito do assunto tão complexo, depois comentar com base científica e argumentos. Sugestão: A eleição disruptiva: por que Bolsonaro venceu ( Maurício Moura/Juliano Coberllini)…. Serve para todos, inclusive Bolsonaro…

  5. Lula livre!!
    Eduardo Cunha livre!!
    Sérgio Cabral livre!!
    Alcaçuz de portões abertos….

  6. Elegeu sim qdo não partipou dos debates alegando falta de condições de saúde o mesmo não sabia de nada e nem sabe nada a respeito Brasil pois quem está governando o Brasil eh outro sujo por nome de Paulo guedes

  7. Não considero nenhum politico Mito, tampouco idolatro politico e ainda mais bandido politico…politico bandido! Infelizmente ainda temos uma sociedade na qual prevalece a cultura do rouba mais faz, da idolatria a politico A, B ou C, e aí compondo os quatro cantos do mapa nós temos verdadeiramente uma sociedade entorpecida defendendo tudo o que não presta!
    Defendendo com a faca nos dentes, por exemplo: Bolsonaro, Lula, Dilma, Haddad, Manuela, Temer, Maia, Renan, Alcolumbre, Cunha, Aécio, Collor, Humberto Costa, Maria do Rosário, Pimenta e por vai a corda de carangueiro.
    Aqui, estamos educando os nossos filhos com vistas também a não se transformarem em seguidores de bandidos!

  8. O pior é que ainda tem doido lunático que acredita naquela palhaçada!!
    A saga que culminou com a eleição desse sujeito foi um ato tragicômico de uma ópera-bufa na qual os palhaços ao invés de serem eles estamos sendo nós.
    E olha que ainda estamos começando o primeiro ato !!!
    Melhor jair se acostumando…
    Ou seja, os que defendem aquela "facada" idiota como algo verídico, são os mesmos que estão vendo a imbecilidade desse sujeito mas estão com vergonha de assumir publicamente que fizeram m… votando nele!

    1. Eu assumo publicamente q foi o melhor voto q já dei até hoje!

      Brasil acima de tudo e Deus acima de todos!

  9. ele sempre foi assim, todos nós sabemos ocorre que 60 milhões o elegeram, depois será wiltsel ou moro ponto final!

    1. Não amigo, o Brasil nunca mais vai ter corruptos de estimação. Vamos avançar na próxima eleição, jamais erraremos novamente.

  10. Elegeu sim, assim escondeu o doidin dos pães que tú és, defensor de familiares corruptos. Imbecil!

    1. Tenho gravado numa rede social, o que eu disse no dia da facada….."o homem acaba de se eleger "

    2. Maria, quem é o idiota? Quem tenta pra acertar ou quem é enganado pelo canalha que comprovadamente é corrupto e mentiroso? Prefiro morrer tentando acertar.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Rodrigo Maia preenche espaço de Bolsonaro com agenda e fala de primeiro-ministro

Foto: Luis Macedo/Agência Câmara

O apelido pegou: com algumas menções elogiosas e outras nem tanto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), vem sendo tratado como “primeiro-ministro”.

A figura, que não existe no presidencialismo, regime adotado pelo Brasil, é chefe de governo no parlamentarismo, em que o presidente pode ser praticamente uma representação simbólica.

A alcunha advém do fato de que Maia tem se consolidado como protagonista no cenário político ao longo deste ano de governo Jair Bolsonaro (PSL).

Depois de se firmar como principal articulador político da reforma da Previdência, agora em tramitação no Senado, o deputado busca manter a Câmara no centro do debate político.

Conhecido como defensor da agenda econômica de reformas, que incluem a tributária e a administrativa, Maia tomou a frente em uma área diferente na última semana.

Em meio à crise das queimadas, pediu em nome da Câmara ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes a liberação de recursos do fundo da Operação Lava Jato para ações na Amazônia.

Criticou a posição de Bolsonaro de rejeitar a ajuda financeira do G7 (“o Brasil não pode abrir mão de nenhum real”) e ao mesmo tempo as declarações do presidente francês, Emmanuel Macron, sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia (“o presidente da França ficou isolado”).

Além disso, recebeu um grupo de ex-ministros do Meio Ambiente que pleitearam que a Casa se esforce para barrar textos antiambientais.

Em outros fronts, por exemplo, tem articulado projeto para abrir o futebol brasileiro a investidores estrangeiros, sinalizou que a Câmara pode avançar nos pacotes de segurança pública elaborados por Alexandre de Moraes e pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, e instalou comissão para tratar da abertura do mercado de saneamento para empresas privadas.

“Ele assumiu esse espaço porque ele [o espaço] foi deixado pelo governo”, afirmou o deputado Alexandre Frota, expulso do PSL após críticas a Bolsonaro e que aderiu ao PSDB do governador paulista, João Doria. “O governo não enviou ninguém para conversar, para articular, para criar estratégias, quando encaminhou a Previdência.”

Maia disse à Folha na sexta-feira (30) que o modelo de governo de Bolsonaro permite que o Legislativo aja com maior independência para tocar agendas próprias. “O fim do governo de coalizão, que foi decisão do presidente, gerou dois Poderes claros. No governo de coalizão, o Parlamento ficava como subproduto do Executivo”, afirmou.

Segundo o cientista político e professor da PUC Minas Malco Camargos, a impressão de força incomum do Congresso de 2019 vem, na verdade, do fato de que legislaturas anteriores costumavam ficar a reboque de articulações do presidente.

“Fala-se que estamos caminhando para um semipresidencialismo, mas na verdade o que está acontecendo é que o Legislativo está deixando de ser subserviente e ocupando a sua função”, diz.

Se Maia acumulou aliados e poder dentro da Casa (teve, na eleição para a presidência da Câmara deste ano, sua maior quantidade de votos dos três pleitos que disputou), a postura de protagonista não agrada a todos os parlamentares.

Ele recebe críticas principalmente daqueles ligados às bases bolsonaristas nas redes sociais. Na quarta-feira (28), depois da reunião com os ex-ministros, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) foi ao Twitter verbalizar insatisfação.

“Maia quer sinalizar que o Parlamento ‘seja um instrumento de equilíbrio neste processo de desenvolvimento, sem deixar de lado o Meio Ambiente’. Como falei no meu discurso de domingo na [avenida] Paulista: o Executivo é com Jair Bolsonaro. E parece que o parlamentarismo é apoiado aqui'”, escreveu.

Parte das críticas pode ser explicada por um antagonismo que se criou entre o mandatário da Câmara e o do Planalto no primeiro semestre e que virou a base do presidente contra Maia.

A troca de farpas chegou ao ponto de Bolsonaro dizer que Maia era como uma namorada que quer ir embora. Sobrou também para Sergio Moro, que teve seu projeto anticrime chamado pelo deputado de “copia e cola” do texto do ministro do Supremo Alexandre de Moraes.

O próprio Frota chegou a ser escalado, quando ainda estava no PSL, para ajudar no restabelecimento de relações entre membros do governo e o presidente da Câmara na época da Previdência.

No segundo semestre, o clima segue mais ameno. Embora tenha procurado se distanciar das falas de Bolsonaro nas questões ambientais, Maia foi cuidadoso ao expor as críticas. Disse em diversas vezes que, embora as palavras “radicais” do presidente possam passar uma ideia equivocada, o governo não adotou ações que facilitassem queimadas.

Para o presidente da Câmara, o relacionamento mudou de ambos os lados. “Eu acho que, do ponto de vista da relação do governo com a política, teve uma mudança. Acho que teve também uma compreensão [dos deputados] do estilo do presidente e que não deveríamos cumprir o papel de necessariamente polemizar em todos os conflitos”, disse. “Já que muitas vezes isso não leva a nada, era melhor deixar o presidente falar.”

O professor da PUC Minas avalia que a mudança de atitude do governo veio por causa do sucesso que a reforma da Previdência obteve na Câmara.

“Como há a ausência do poder articulador do presidente, o próprio Executivo percebeu que o Maia tem prestado esse serviço no Congresso, e passou a enxergá-lo não como adversário, mas como aliado”, disse.

“O curioso é que é um aliado que vai ganhando protagonismo, e não subserviência.”

Na segunda-feira (26), uma notícia negativa relacionada a Maia ajudou a derrubar a Bolsa e a elevar o dólar. A Polícia Federal havia atribuído a ele os crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica eleitoral (caixa dois) e lavagem de dinheiro ao concluir inquérito sobre supostos repasses da Odebrecht ao deputado.

As redes sociais pegaram fogo. “Rodrigo Maia é o primeiro-ministro imaginário do país imaginário do centrão”, escreveu um usuário. “Rodrigo ‘Botafogo’ Maia, tua casa vai cair!”, postou outro, em referência ao apelido atribuído ao político na lista de supostos repasses da Odebrecht.

Na terça (27), porém, o clima no Congresso era de normalidade. Maia negou as acusações ao chegar à Casa, e o dia transcorreu sem que o assunto fosse o centro do debate.

Para o cientista político, a menos que existam fatos novos, as acusações contra Maia não são suficientes para abalar o apoio que ele possui entre seus pares.

“Acho que ele e o próprio Bolsonaro já entenderam que essas críticas não abalam o funcionamento da política hoje em dia. Independentemente do volume de críticas que você recebe, se você tem um conjunto de atores que encampam o seu discurso, isso faz valer a sua vontade”, afirma Camargos.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Fonte Folha, kkkk. BG muda essas fontes. Rodrigo Maia sua hora vai chegar. Hoje é o queridinho dos bandidos do legislativo e da imprensa.

  2. Esse defende também a impunidade e os privilégios absurdo dos políticos e agentes públicos, e que se não freiarmos os Ímpetos, serão os mais favorecidos com a economia da reforma da previdência.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Meio Ambiente

Para 75%, é legítimo interesse de estrangeiros na Amazônia

Para 75% dos brasileiros, o interesse internacional na Amazônia é legítimo e a floresta está correndo riscos. A gestão de Jair Bolsonaro (PSL) no combate ao desmatamento e a queimadas, por sua vez, é vista como ruim ou péssima por 51%.

Esses são alguns achados de pesquisa do Datafolha realizada nos dias 29 e 30 de agosto, uma semana após o início da crise envolvendo focos de incêndio descontrolados na região amazônica, que levou o Brasil a entrar em rota de colisão com países europeus, França em especial.

Foram ouvidas 2.878 pessoas com mais de 16 anos em 175 cidades brasileiras, e a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos.

O envolvimento internacional na região, proposto pelo presidente francês, Emmanuel Macron, foi objeto de algumas das questões.

Além dos 3/4 que acham o interesse legítimo, 22% discordam dessa afirmação. Também consideram que outros países usam a crise ambiental como desculpa para explorar a Amazônia 61% dos ouvidos, ante 35% que discordam.

Por outro lado, 66% dos entrevistados defendem que o Brasil aceite dinheiro estrangeiro para aplicar na região.

Ao longo da semana, França e outros países ofereceram ajuda financeira ao país, mas Bolsonaro rejeitou inicialmente —depois, insinuou que não aceitaria verba europeia, enquanto discutia cooperação com EUA e Israel, cujos governos o presidente considera aliados ideológicos.

O viés nacionalista aparece quando a pergunta é sobre quem deve gerir a região. Para 40%, a Amazônia é responsabilidade do Brasil, como prega a política oficial do governo.

Já 35% acham que o país é soberano lá, mas deveria ouvir outras nações.

Por fim, 22% dos entrevistados pelo Datafolha acham que uma gestão internacional, como sugeriu Macron, seria uma boa ideia.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. A mídia não está do lado da população, viu BG, mas visando interesses de determinados grupos de comunicação….

  2. Em tempo, pra não ser injusto, vc um dos mais responsáveis jornalistas do estado, tem um alcançar excelente para nosso estado e inclusive no Brasil, com seu blog. Vejo aqui excelentes discussões com os mais variados segmentos da sociedade e penso que uma matéria dessa deveria ser melhor sedimentada, retirando interesses de ONGs, políticos, pessoas mau intencionadas.

  3. Quero saber como é que BG ainda tem coragem de reproduzir uma matéria mentirosa dessas. Fica feio pra vc BG, está compartilhando uma mentira deslavada dessa.

  4. Temos Militares Russos na Venezuela e Americanos na Colômbia, vizinhos nossos babando e esperando apenas um pretexto para "Salvar" a amazônia brasileira…. Kkkkkk quero saber de qual lado a imprensa e os brasileiros comunistas idiotas vão ficar quando invadirem e tomarem de conta da maior reserva de matéria prima e recursos naturais do planeta…. As indústrias da Europa e as grandes potências, não tem mais fonte de recursos naturais para processarem e sobreviverem. Assim como estão fazendo com o petróleo, eles vão buscar e tomar de alguém, a qualquer preço… Quando a França fez 190 testes nucleares na região da América central, expondo todos a irradiação, onde estavam o brasileiros ambientalistas? A França está distribuindo a Guiana Francesa con garimpo sem sustentabilidade, o que os brasileiros estão fazendo para salvar? Soberania… cada um no seu quadrado…A amazônia é nossa, mesmo com os comunistas brasileiros querendo entregar, os verdadeiros patriotas e forças armadas não vão deixar…Existem problemas, e só nós vamos resolver…1- Expulsar as 300 ONGs estrangeiras;2- Reorganizar a demarcação indígena; 3- Legislação dura para queimadas;4- Fiscalização ambiental maior; 5- Maior controle e presença das Forças armadas nas fronteiras… Brasil!

  5. Ahhh Datafolha véia de guerra!!! Não acredito nisto….indagação tendenciosa…..há várias formas de se manipular pesquisas. Está é uma prova disto.

  6. Não acredito nesse percentual, acho que algum idiota fez essa reportagem. eu sou brasileiro e a Amazônia é 100% nossa.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

‘Embaixador do Turismo’ brasileiro chama Macron de ‘franga’

Chamado de “embaixador do Turismo” brasileiro por Jair Bolsonaro, Renzo Gracie, gravou um vídeo e postou em suas redes sociais em que chama o presidente da França, Emmanuel Macron, de “micron”, “palhaço”, “franga” e ameaça lhe dar um “gogó no pescoço” caso o encontre. Diplomado com o cargo pela Embratur, Gracie, integrante da família famosa de lutadores de jíu-jítsu, diz que o único fogo que existe é no coração dos brasileiros e de Bolsonaro.

O vídeo circula pelas redes sociais e foi revelado em reportagem do UOL. Renzo já participou das famosas lives de Bolsonaro, ocasião em que foi agraciado com o tal título, pelo qual diz não receber nenhum salário. Ele deve acompanhar o presidente em viagem aos Emirados Árabes Unidos, onde é dono de academias de luta.

Questionado pelo repórter quanto ao vídeo, Gracie repetiu as grosserias e ainda chamou a primeira-dama francesa, Brigitte, de “dragão”: “Não é porque ele dorme com o dragão que entende de incêndio”.

BR18

Opinião dos leitores

  1. Se o PT tivesse ganhado nós estávamos comendo carne de cachorro e lixo, há ladrão.

  2. O maioria do povo brasileiro merece passar por tudo isso, pois foram eles que elegeram este "idiota"!

    1. Não tinhamos outra alternativa. Um doido é menos ruim do que um ladrão e sua quadrilha

  3. Cada dia mais, vejo que meu voto no MITO foi dez. O Brasil precisava acordar e mostrar que tem força e poder neste mundo que só se sobressaem quem tem protagonismo.

    1. O Brasil tem muita força. O exército acabou de suspender o expediente das segundas-feiras por falta de grana pra alimentar os soldados. Pense num país que tem força!

    2. Concordo plenamente com vc. Nós temos uma cultura de cordialidade exarcebada, isso nunca foi tão negativo pra nós como nos últimos anos. O mundo estava acostumado a nós ridicularizar, nos atribuindo títulos que não se dá a um animal. Desde que me entendo de gente, sofremos com os preconceitos das nações do primeiro mundo, somos ladroes, racinha etc. Chega, já estava mais do que na hora de nos impor. Agora sim, começaremos a ser um povo respeitado. Temos o mundo nas mãos, todos estão com medo de perder a Amazônia. E que negócio é esse que a Amazônia é patrimônio do mundo? Nunca!!! Eles destruíram a Amazônia deles e agora querem se apossar da nossa floresta com essa história de preservação. E essa jovem ativista do meio ambiente que está viajando o mundo falando sobre preservação da natureza etc, louvável, mas até eu faria isso, não viajaria de barco, não sei nadar, mas com tudo pago e conhecendo o mundo todo, quem não iria??? Chega!!! Eu sou brasileira com muito orgulho e com muito amor. Vamos em frente meu Presidente!!!

  4. Imagina a propaganda de um ministro do turismo desse, O mundo agora tem certeza dos imbecis que somos.
    Incivilidades se trata com civilidade e conhecimento. A tolice do macron, é um argumento frágil, onde qualquer menos afortunado de inteligência facilmente rebateria, mas como temos incapazes no governo, vemos cotidianamente esse tipo de impropriedades. Tontos

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Governo do RN encerrará 2019 com dívida nova de R$ 500 milhões

O governo do Estado não tem possibilidade de superar a crise fiscal, que implica na impossibilidade de investir com recursos próprios, nos próximos dois anos. Em 2019, terminará o ano com um saldo negativo de R$ 500 milhões, que se somará com os débitos acima de R$ 2 bilhões que ficaram de 2018. Além disso, as dívidas que vêm do exercício anterior, só serão pagas com recursos extras. Essa análise foi detalhada pelo secretário estadual do Planejamento, Aldemir Freire, ao comparecer à Comissão de Finanças e Fiscalização da Assembleia Legislativa. A TRIBUNA DO NORTE teve acesso à íntegra da apresentação feita pelo secretário, na qual ele detalhou a situação das contas do Estado e a visão de como pretende enfrentar a crise fiscal.

Aldemir Freire esteve na CFF para apresentar um diagnóstico e um prognóstico da situação financeira do Rio Grande do Norte e, na ocasião, admitiu a impossibilidade de superar as dificuldades nos dois primeiros anos de governo. O secretário afirmou que a administração pública estadual “ainda roda 2019 no negativo”. Ele disse que as receitas próprias do Estado estão em recuperação, mas é preciso evitar o crescimento das despesas para impedir o acirramento da crise financeira.
Para Aldemir Freire, “é impossível equacionar a crise no período de oito meses”. “Vamos levar quatro anos para enfrentar essa crise e os dois primeiros anos, não engano a ninguém, serão difíceis”, disse.

O secretário do Planejamento declarou, ainda, que “nos últimos anos, o Estado gastou mais que suas receitas, não se endividou com o sistema financeiro”, mas a única fonte de investimentos é o empréstimo feito com o Banco Mundial e ainda ficou devendo mais de R$ 2 bilhões a fornecedores de bens e serviços e salários dos servidores públicos.
Segundo Aldemir Freire, a aposta do governo para tentar equilibrar as contar públicas e saldar dívidas com a folha de pessoal e fornecedores, continua sendo a obtenção de recursos extras, como a venda da folha salarial ao Banco do Brasil, cujo contrato foi assinado na segunda-feira (26), no valor de R$ 251 milhões, mas descontados as dívidas, consignados contratuais, milhões, que deverão entrar na conta única do Estado na primeira semana de dezembro.

Caso o Estado também receba os recursos da cessão onerosa do petróleo do pré-sal (em torno de R$ 457 milhões, segundo relatório do senador tucano do Ceará, Cid Gomes) e se feche a adesão ao Plano de Equilíbrio Fiscal (PEF) do governo federal, que tramita no Congresso Nacional, Aldemar Freire acrescentou que “vai pagar e alongar em 20 anos o que está devendo”.
Se isso ocorrer até o fim do atual exercício, o secretário Aldemir Freire estima que “controlando e segurando as despesas, volta-se ao equilíbrio em 2022, conseguindo-se fechar as contas do ano mais lá frente”.

Débito com salários em atraso está em R$ 800 milhões

O secretário de Planejamento e Finanças, Aldemir Freire, estima que a dívida com as folhas de novembro e dezembro e do 13o salário de 2018 (o décimo de 2017 atrasado foi pago em maio e junho com recursos dos royalties do petróleo) chega a R$ 800 milhões.

Pelas contas do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta do Estado (Sinsp-RN), a divida para com o funcionalismo chega a próximo disso – R$ 793 milhões: 13o do ano passado, 96 milhões e novembro e dezembro, 332 milhões cada mês.
Segundo Aldemir Freire, não dá pra apontar uma data para quitação dos atrasados, “porque tem uma série de coisas que não depende do governo e que dificultam essas datas”.

Primeiro, ele exemplificou que é preciso haver o leilão da cessão onerosa do petróleo, que vai ocorrer no começo de novembro, depois falta a aprovação do programa de ajuste fiscal do governo federal, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

“Com a venda da folha salarial, o PEF e eventualmente a operação de royalties é o que estamos imaginando para fechar o ano”, disse Aldemir Freire, para afirmar que “a dívida consolidado não é nosso gargalo, o estado tem margem de endividamento”, que hoje é de 24% em relação à Receita Corrente Líquida (RCL) e pode chegar a 200%, segundo a legislação do Senado Federal.

Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. Só não consigo entender como um Estado falido desse, paga salário de 30/35 mil reais. Sinceramente não cabe na minha cabeça uma situação dessa. O governo deveria criar um abate-teto com base em algum parâmetro entre 10/15 mil, pois só assim sairá desse perrengue.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Economistas se surpreendem com resultado do PIB, mas mantêm cautela

O Produto Interno Bruto de R$ 1,78 trilhão nos meses de abril, maio e junho deste ano surpreendeu os economistas. O valor corresponde ao fluxo de novos bens e serviços finais produzidos no segundo trimestre deste ano. O resultado foi 1% acima do registrado no mesmo período em 2018 e 0,4% superior ao primeiro trimestre de 2019.

Antes da divulgação do PIB pelo IBGE, a tendência geral dos economistas ouvidos no mercado financeiro era apostar em um crescimento de 0,2% de um trimestre a outro. O percentual em dobro é melhor do que se esperava, mas não o suficiente para marcar uma vigorosa retomada da economia, concordam economistas de postos diferentes ouvidos pela Agência Brasil.

Para Thiago Xavier, economista da Consultoria Tendências, o resultado do PIB é uma “pequena surpresa, mas precisa ser relativizada”. De acordo com ele, “uma das razões para ter cautela é a base muito frágil de comparação dos resultados. Independentemente de qual for a métrica, [o resultado] tem bases de comparação fracas”.

Xavier assinala que as comparações entre períodos iguais de 2019 e 2018 têm que levar em consideração que no primeiro semestre do ano passado houve a greve dos caminhoneiros que desarticulou toda a economia nacional, e que no primeiro semestre deste ano a ruptura da barragem da Vale em Brumadinho (MG) reduziu a produção mineral.

Capital e trabalho

Flávio Castelo Branco, gerente-executivo de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI) faz coro com economista da Consultoria Tendências e acrescenta que na última medida do PIB o crescimento atribuído à indústria se destaca porque o histórico é negativo.

“É uma notícia positiva e enseja expectativas, mas vamos lembrar: a indústria tinha caído dois semestres seguidos e o crescimento anterior tinha sido fraco. Agora estamos de cinco a seis pontos percentuais menores que estávamos no início da recessão”.

A recessão mencionada pelo representante do capital também é citada pelo representante da força de trabalho.

“O país está longe de ter uma dinâmica capaz de ter um crescimento que reponha as perdas do período recessivo e recoloque o país nos mesmos patamares econômicos de 2013 e 2014”, assinala Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

“Nessa dinâmica é preciso de mais três ou quatro anos para recuperar o mesmo posicionamento de 2014. Isso significa que podemos ter mais uma década perdida em que o país mergulha e depois sai do fundo do poço para voltar para a mesma posição”, compara.

Cenário internacional

Se o passado recente de baixo crescimento econômico relativiza os feitos medidos pelo PIB do 2º trimestre de 2019, o futuro exige cautela. O Brasil pode sentir efeitos do conflito comercial e cambial entre os Estados Unidos e China, da saída do Reino Unido (Brexit) da União Europeia, e da recente moratória da Argentina.

Estados Unidos, China, União Europeia e Argentina são os principais parceiros comerciais do Brasil. A redução do comércio internacional desses países pode tornar o bom desempenho da economia mundial duvidoso. “Quando o mundo fica mais incerto, países emergentes ficam mais expostos”, pondera Thiago Xavier, da Consultoria Tendências.

“O cenário internacional já foi melhor e nós não aproveitamos por causa da nossa situação doméstica”, rememora Castelo Branco, da CNI. Para ele, “o maior freio está dentro da nossa economia”.

Em sua avaliação, a aprovação final da reforma da Previdência Social, a simplificação da cobrança de tributos, a desburocratização das obrigações das empresas e a medida provisória da liberdade econômica poderão fortalecer a economia do país em meio ao tempo fechado entre os parceiros comerciais.

“Esses fatores vão preponderar sobre as dificuldades que vêm do ambiente internacional”, acredita o gerente-executivo de Política Econômica da CNI.

Reformas e investimentos

Além das medidas em andamento, Castelo Branco tem expectativa positiva quanto ao programa de privatização e concessões do governo federal e acredita que o Banco Central continuará reduzindo a taxa básica de juros (Selic). “Isso tudo cria um ambiente mais favorável para a demanda de investimentos e para a demanda das famílias, fazendo a roda do crescimento girar um pouquinho mais rápido”, descreve.

“O que vai viabilizar um crescimento mais robusto da economia é o investimento. É preciso atrair muito recursos para infraestrutura e para isso temos que fazer alterações nas leis para que estimule a entrada de capital”, acrescenta José Ronaldo Souza Júnior, diretor de Macroeconomia do Ipea.

O crescimento de 0,4% do PIB foi previsto pelo Ipea, que antecipou que o país crescerá em 2019 0,8%, três décimos de pontos percentuais abaixo do verificado em 2017 e 2018 (1,1%).

“Será o terceiro ano com a atividade econômica em ritmo muito baixo. Com uma dinâmica que não responde ao que se esperava. Nós já temos um período longo de baixo crescimento”, lamenta Clemente Ganz Lúcio, do Dieese.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Empresas ainda resistem a aplicar reforma trabalhista, diz advogado

A reforma trabalhista (lei 13.467/17) está prestes a completar dois anos de vigência. Conforme avaliação do advogado Agostinho Zechin Pereira, especialista na área trabalhista e sócio da banca Lemos e Associados Advocacia, embora a norma tenha trazido avanços, ainda há dúvidas em relação a sua aplicabilidade por parte das empresas.

De acordo com o advogado, na prática, há “a resistência por parte das empresas em aplicar as regras da Reforma Trabalhista, muito em função do que alguns membros do Judiciário e do Ministério Público do Trabalho pensam sobre essas novas regras”.

Apesar disso, conforme ressalta o especialista, algumas regras da reforma trabalhista já produziram adesão e efeito imediato, como é o caso da contribuição sindical, que passou a ser facultativa para o trabalhador.

Leia a matéria completa no Justiça Potiguar clicando AQUI.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

TCU aponta indício de fraude em benefícios de R$ 2,25 bilhões pagos pelo governo em 2018

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou indícios de irregularidade em benefícios pagos pelo governo que somaram R$ 2,25 bilhões em 2018. A maior parte das suspeitas foi encontrada em benefícios previdenciários acima do teto do INSS, acumulados indevidamente ou concedidos mediante uso irregular de documentos, num total de R$ 957,1 milhões. Outros R$ 649,5 milhões em repasses duvidosos são do Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.

Os dados serão encaminhados ao Poder Executivo e devem servir de base para o governo direcionar os trabalhos da força-tarefa que faz a revisão dos benefícios com indícios de irregularidade. O pente-fino foi instituído pela Medida Provisória (MP) 871, transformada em lei pelo Congresso Nacional.

A auditoria analisou 55,6 milhões de benefícios pagos em 2018, incluindo Previdência, assistência, Bolsa Família, seguro-desemprego e seguro-defeso (benefício de um salário mínimo pago a pescadores artesanais durante o período de proibição da atividade de pesca).

Na análise dos dados da Previdência, o TCU detectou no ano passado 34 mil casos de acumulação indevida de benefícios, além de 25,2 mil casos de uso irregular do CPF ou do Número de Inscrição do Trabalhador (NIT). Há ainda 1.457 pessoas que receberam valores acima do teto do INSS (na época, de R$ 5.645,80) indevidamente.

No caso do Bolsa Família, havia 207,7 mil beneficiários com renda formal acima do limite permitido no programa. O benefício é pago a famílias com renda per capita de até R$ 178,00 (valores de 2018). Mas havia beneficiários com renda per capita até acima de 10 salários mínimos. Há ainda sócios de empresas com “alto capital social” e com “alta folha de funcionários” que receberam o Bolsa Família, provavelmente de forma irregular. Pessoas já falecidas também receberam pagamentos do programa.

No BPC, foram identificados 12,8 mil beneficiários com indícios de fontes de renda incompatíveis com as regras do programa, incluindo servidores federais e seus pensionistas.

Os auditores também encontraram outros R$ 12,8 bilhões em benefícios com problemas de cadastro, de menor potencial. As inconsistências se dão até por abreviação de nomes ou por conta de datas inválidas. Esses dados serão encaminhados para os órgãos para a atualização cadastral junto aos beneficiários.

Estadão Conteúdo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cidades

Reunião definirá mudanças em itinerários de ônibus de Natal

A Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU) confirmou que as mudanças nos itinerários dos ônibus da cidade passarão por diálogo entre as empresas, a Prefeitura e as comunidades.

O assunto chegou até a Prefeitura só Natal por iniciativa do vereador Preto Aquino que alertou sobre mudanças nos itinerários dos ônibus da comunidade Guarapes.

A mudança em específico será discutida na próxima terça-feira (3), no CMEI Marilanda Bezerra.

“Essa é uma conquista para a população. Agora vamos discutir com todos os envolvidos. Ganha a população que poderá participar das decisões, ganha a empresa que vai melhor atender os usuários e ganha o poder público, que mostra o trabalho em prol do cidadão”, disse.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Brasil tem 110 exportadores de couro e 65 possuem certificação internacional de critérios ambientais

A suspensão de compras de couro brasileiro pela dona de marcas como Timberland, Kipling e Vans, confirmada na última quarta-feira (28), pegou o setor de surpresa.

A VF Corporation alegou não ter como assegurar que o material não prejudique o meio ambiente no país. A associação dos curtumes rebateu, dizendo que as fabricantes de couro têm certificação nacional e internacional.

Quase todo o couro produzido no Brasil é vendido para o exterior. De 110 curtumes que exportam, segundo o Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), 65 fazem parte do Leather Working Group (LWG), um selo voltado a boas práticas ambientais.

Criado em 2005, no Reino Unido, ele reúne 450 empresas de 42 países. Entre elas estão Nike, Adidas, Ikea, Michael Kors e a própria Timberland.

O LWG fiscaliza questões como o controle da emissão de gases das fábricas, se a empresa pode garantir a origem dos animais comprados para a produção de couro (rastreabilidade) e como é feito o descarte de produtos químicos utilizados na fábrica, entre outros critérios.

O Leather Working Group é claro em seu regulamento que, para obter a certificação, as propriedades localizadas no bioma Amazônia não podem estar ligadas ao desmatamento.

O CICB diz que o selo é uma exigência dos compradores internacionais na hora de fechar contrato. E estima que 70% do couro exportado do Brasil tenha a certificação.

A VF, que tem 20 marcas de vestuário e calçados voltados a atividades ao ar livre, é cofundadora do Leather Working Group e cita a certificação entre os requisitos previstos em sua política para materiais derivados de animais, enviada ao G1.

Além disso, no site da empresa, a VF afirma que a Timberland se comprometeu a adquirir até 2021 somente couro de fábricas com classificação LWG ouro e prata (as mais altas) e que pretende expandir essa política para as outras marcas da empresa.

Seguindo apenas este critério, o Brasil teria 63 empresas habilitadas para vender o produto.

O que diz a VF
Em resposta ao G1 na sexta-feira (30), a VF disse que a suspensão foi decidida após uma reavaliação dos fornecedores da marca. A empresa não respondeu se os incêndios na região amazônica teriam motivado a interrupção do fornecimento.

A VF disse que menos de 5% do couro comprado por ela vem do Brasil.

“Menos de 5% de nosso suprimento global de couro vem do Brasil. No entanto, defendemos nossos valores e nosso compromisso com o planeta e seu povo, não importa quão pequeno seja o volume de uma região ou fornecedor”, diz a VF em nota.

Na quarta-feira (28), a empresa havia dito que não era possível “assegurar satisfatoriamente” que os “volumes mínimos” comprados de couro brasileiro estariam de acordo os requisitos de abastecimento responsável da companhia.

O CICB, associação de produtores do Brasil, chegou a associar a suspensão às notícias sobre as recentes queimadas na Amazônia. Já a VF disse apenas que a decisão foi tomada de forma cuidadosa e é parte de um longo processo. E que a cadeia de fornecedores de couro vem sendo revista desde 2017.

O presidente do CICB, José Fernando Bello, já havia dito que a empresa não adquiria grandes volumes, mas afirmou que “vender para uma marca famosa ajuda a vender para outras”.

G1

Opinião dos leitores

  1. Se a VF não quer nosso couro, nós não compramos produtos da VF.!!! Quem garante que suas empresas cumprem todos os regulamentos em seus processos industriais??? Simples assim. #Timberlandnuncamais

    1. O Brasil tá acima da média mundial, dos que dão o anel de couro, também.

    2. Parabéns, guerreiro. A Timberland e cia quebrarão com sua iniciativa e sua hashtag

    3. Patriota Zé Ruela acaba de quebrar uma das 100 melhores empresas para se trabalhar nos EUA, 67 anos de história, 5700 funcionários no mundo, lucro de quase 2 bilhões por ano com sua brilhante hastag. Votou no Bozo, com certeza .

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *