Judiciário

POLÊMICA: TST barra redução de hora de almoço em acordo pré-reforma

TST (Tribunal Superior do Trabalho) condenou a montadora Mercedes-Benz a pagar o valor total do intervalo intrajornada —equivalente a uma hora de almoço— a um trabalhador de São Bernardo do Campo que não usufruiu do período completo de pausa por causa de redução prevista em acordo coletivo.

Na decisão unânime, o relator do recurso, ministro Alexandre Agra Belmonte, argumenta que a jurisprudência do tribunal não reconhece normas coletivas que reduzam o intervalo intrajornada em contratos de trabalho vigentes anteriormente à lei 13.467/2017 —a reforma trabalhista de Michel Temer (MDB).

A mudança na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), que passou a vigorar em novembro de 2017, permitiu que o negociado com sindicatos prevalecesse sobre o determinado na lei em algumas situações, entre elas a redução da hora do almoço.

Segundo Belmonte, no entanto, o recurso diz respeito a questão anterior à reforma e, “com base na lei no tempo, foi usada a jurisprudência interpretativa da norma trabalhista vigente antes da reforma”.

empregado, que prestou serviços para a Mercedes durante 25 anos e foi demitido em 2014, afirmou que nunca havia tido intervalo intrajornada de uma hora, como determina o artigo 71 da CLT.

Em sua defesa, a montadora sustentou que o intervalo havia sido reduzido para 45 minutos por meio do acordo coletivo firmado desde 1996 com o sindicato da categoria.

Antes da reforma trabalhista, porém, além do acordo coletivo para redução da jornada, era necessária uma autorização do Ministério do Trabalho, explica Rodrigo Takano, sócio de trabalhista do Machado Meyer.

“O que o tribunal está dizendo é que para situações que ocorreram anteriormente à reforma, o entendimento é este: não basta o acordo coletivo para redução de jornada”, diz.

O ex-funcionário solicitou o pagamento da hora cheia —60 minutos com caráter de hora extra, isto é, 50% sobre o valor da hora normal e com reflexos para cálculo de 13º salários e férias, por exemplo—, mas foi derrotado na primeira e na segunda instâncias.

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Política

Lula começa a articular alianças de olho nas eleições de 2020

Em reunião com dirigentes do PDT e do PSB na semana passada, o ex-presidente Lula falou sobre a construção de uma rede de esquerda de oposição a Bolsonaro, mas também iniciou conversas sobre alianças com o PT nas capitais, já de olho nas eleições de 2020.

PT deve apresentar um pacote de projetos para combater o desemprego, alavancar o consumo e ampliar a arrecadação. Algumas das propostas já foram protocoladas no Congresso por deputados e senadores do partido e serão apenas reempacotadas.

A iniciativa está dentro da nova diretriz da legenda de formular propostas para se contrapor às políticas de Bolsonaro.

PAINEL / FOLHA

 

Opinião dos leitores

  1. O que as autoridades estão esperando para tirar esse " MOLUSCO " da superintendência da PF e enfiá-lo numa cadeia comum, sem direito a porra nenhuma, pois nem curso universitário essa desgraça tem.

  2. na verdade o lula está num hotel cinco estrelas, não demora muito o fernandinho beira mar, tambem vai começar a articular como a facção vai começar a agir, só no brasil, tambem com o congresso e o STF que temos não poderíamos esperar coisa boa

  3. A justiça e os partidos que apoiam o Lula, transformaram a Superintendência da PF em Curitiba em uma "casinha da luz vermelha "…lá tudo pode(com todo respeito).. Lamentável esse Brasil.

  4. Já tem muita gente com saudades de Lulinha, BG me explique aí se puder o que teva um trabalhador prestes a perder o PIS a vestir camisa da CBF ir para rua defender a reforma da Previdência, seriam masoquistas ? ???????????????????

  5. País DE MERDA …aonde um LADRAO CONDENADO fica ditando regras , esse FDP tem que cumprir pena igual a vagabundo condenado…VAGABUNDO

  6. A primeira pergunta que faço quanto a proposta de combate ao desemprego é esta: tendo deixado pela Presidanta o desemprego nas alturas, ainda em 2016, porque esse pacote não foi colocado em ação evitando aqueles números?
    O PT sabe tudo sobre governar quando não está governando.
    Pior que ainda tem jumento que acredita nele.

  7. Só em um país sem identidade, um preso mais sujo que pau de galinheiro se articula sobre nova eleição.

    Fique onde você está seu mentiroso,vpois nós brasileiros sérios não o queremos aqui.
    #ladrãoénacadeia

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Judiciário

Inquéritos sobre Aécio Neves ficam sem conclusão, e defesa tenta encerrar investigações

A maior parte dos inquéritos instaurados em 2016 e 2017 pelo Supremo Tribunal Federal sobre o deputado Aécio Neves (PSDB-MG)seguem inconclusos, o que abriu espaço para a defesa argumentar que os procedimentos têm que ser arquivados ou enviados à Justiça Eleitoral.

Menos preparada para lidar com casos complexos, a Justiça Eleitoral é cobiçada por advogados por deixar em segundo plano análises de casos relacionados a crimes comuns, como corrupção, e é vista como mais branda nas punições.

Aécio, ex-senador e ex-governador de Minas Gerais, foi alvo de ao menos nove investigações oriundas das delações da Odebrecht, da JBS e do ex-senador Delcidio do Amaral (ex-PT).

A maior parte dos inquéritos instaurados em 2016 e 2017 pelo Supremo Tribunal Federal sobre o deputado Aécio Neves (PSDB-MG)seguem inconclusos, o que abriu espaço para a defesa argumentar que os procedimentos têm que ser arquivados ou enviados à Justiça Eleitoral.

Menos preparada para lidar com casos complexos, a Justiça Eleitoral é cobiçada por advogados por deixar em segundo plano análises de casos relacionados a crimes comuns, como corrupção, e é vista como mais branda nas punições.

Aécio, ex-senador e ex-governador de Minas Gerais, foi alvo de ao menos nove investigações oriundas das delações da Odebrecht, da JBS e do ex-senador Delcidio do Amaral (ex-PT).

Aécio tem se mantido discreto. As gravações feitas na delação da JBS e a prisão preventiva de Andrea Neves, irmã de Aécio, inibiram as aparições públicas do ex-senador, que havia ganhado notoriedade por ficar em segundo lugar na disputa à Presidência da República em 2014 com um discurso anticorrupção.

No entanto, com os entraves nos inquéritos e o avanço nas discussões do grupo do governador João Doria (PSDB-SP) a respeito de sua expulsão do PSDB, o mineiro resolveu reaparecer em evento do partido, voltar a opinar sobre política nacional e dobrar a aposta em sua permanência na legenda.

O retorno também acontece poucos meses após o STF decidir que crimes como corrupção e lavagem de dinheiro têm que ser processados na Justiça Eleitoral quando investigados junto com caixa dois.

Desde o ano passado, essa tem sido a tentativa da defesa de Aécio.

O argumento da defesa do tucano, comandada pelo criminalista Alberto Toron, é que as investigações são relacionadas a fatos eleitorais e que não há provas de que Aécio cometeu irregularidades. Um dos casos já foi enviado para o juízo eleitoral de Minas Gerais, ano passado, e apura suspeita de caixa dois em 2010.

Algumas apurações relacionadas a Aécio foram encaminhadas para a primeira instância após a restrição do foro privilegiado (só vale para supostos crimes cometidos no mandato), mas ainda estão inconclusas.

A ação em que o tucano é réu foi uma delas. Chegou à Justiça Federal de São Paulo em abril deste ano, um ano depois de o STF acolher a denúncia da Procuradoria-Geral da República. Recursos da defesa adiaram a remessa: os advogados entraram duas vezes com embargos de declaração, que têm o objetivo de questionar eventuais obscuridades ou omissões em decisões judiciais.

Em São Paulo, o Ministério Público Federal também virou responsável por apurar outros eventuais crimes apontados na delação de Joesley e Ricardo Saud.

Os empresários afirmam ter repassado ao menos R$ 60 milhões ao parlamentar, por meio de notas fiscais frias, e a partidos políticos que se coligaram com o PSDB em 2014, entre outras acusações. Em troca, ele se comprometeria a beneficiar o frigorífico no Legislativo.

Na Justiça Estadual em Minas Gerais corre um caso que diz respeito à suspeita de Aécio ter organizado fraudes a licitações em troca de repasses de propina nas obras da Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, quando era governador.

A investigação chegou à primeira instância no meio do ano passado e está sob sigilo desde então. Em fevereiro, os autos voltaram à Polícia Federal para novas diligências. A promotora responsável pelo caso é Patricia Medina Varotto de Almeida.

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Opinião dos leitores

  1. E certos advogados que temos pra defender criminos são atuantes. Mais para defender quem realmente precisa enganam muitos. Será de credibilidade de um advogado está cheias de máculas e maus feitos. Fui vítima de dois que confiei e paguei. E serviram apenas para prejudicar uma pessoa que tem problemas de saúde. Recebeu o dinheiro e sumiu.

  2. A justiça e cega e ainda nos faz de besta. Só pode uma pessoa que praticou tantas coisas ficar impune é o mesmo que desacreditar de vez que exista justiça seria nesse país. Deve ter alguma conveniência por trás disso.

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Jornalismo

Ministra do STM aponta ‘visível manipulação de provas’ no caso dos 80 tiros que mataram o músico no RJ

Única a votar para manter presos os noves militares envolvidos na morte do músico Evaldo dos Santos Rosa, que estava em um carro alvo de 80 tiros – 63 acertaram – e do catador de recicláveis Luciano Macedo, no Rio, a ministra Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, do Superior Tribunal Militar (STM), apontou ‘uma tentativa visível de manipulação de provas’.

No julgamento, realizado na sessão de quinta-feira, 23, a ministra afirmou que no auto de prisão em flagrante os militares apresentaram fotos de veículos alvejados como se fossem os blindados que eles ocupavam no momento da morte do músico.

A defesa dos militares nega enfaticamente e afirma que jamais houve manipulação. O advogado Paulo Henrique Pinto de Mello declarou ao Estadão que as fotos já estavam no Auto de Prisão em Flagrante, ‘provavelmente, inseridas pelo delegado da Polícia Judiciária Militar que é o condutor do procedimento’.

Na sessão de quinta, por maioria de votos, o STM decidiu libertar nove dos 12 militares que participaram da ação em 7 de abril, em Guadalupe, na zona norte do Rio. Todos foram soltos nesta sexta, 24.

Os outros três militares do pelotão envolvido na fuzilaria – foram 257 tiros ao todo – já haviam sido libertados e respondem ao processo em liberdade.

Do total, 11 ministros votaram pela soltura dos militares. Maria Elizabeth votou pela manutenção da prisão e indicou a suposta manipulação de provas como ‘mais um motivo hábil a indicar que a soltura dos pacientes possa perturbar e impedir a produção correta de provas’.

“Durante o auto de prisão em flagrante, ao utilizarem-se da mentira, que inclusive comprometeu o Comando Militar do Leste, comprometeu a própria credibilidade do Exército, eles influíram para que viessem aos autos três fotos de viaturas atingidas”, afirmou a ministra.

“Tais viaturas de fato possuem marca de tiro, no entanto, tais fotografias que são parte de veículos, se percebe nitidamente que se tratam de automóveis completamente diferentes daquele que estava sendo utilizado na ação. Os militares que engendraram esse esquema ardiloso para enganar o Comando do Leste apresentaram na APF fotos de blindados que foram de fato alvejados por tiros.”

A ministra prosseguiu. “Só que os militares não trafegavam nesses blindados. Eles trafegavam numa viatura em que não se constatou tiro algum. Os militares forjaram em três fotografias inidôneas que haviam sido alvejados durante a ação quando, na verdade, o veículo que dirigiam era outro e que a perícia não constatou nenhum disparo ou nenhum tiro.”

Maria Elizabeth insistiu que ‘o réu não pode prejudicar a instrução processual’. A ministra mostrou fotos dos veículos aos outros ministros.

“Neste caso, em concerto múltiplo, os réus apresentaram 3 fotografias de veículos blindados alvejados por alguma razão como se fossem os veículos que eles estavam dirigindo no momento. Sendo que o veículo que eles dirigiam no momento da ação não foi atingido por disparo algum”, apontou.

A ministra havia votado na sessão de 8 de maio. O julgamento, no entanto, foi interrompido por um pedido de vista e retomado na quinta.

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. Além da presidência e dos ministérios coloca também a justiça nas mãos doa militares que tá tudo Serto.

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Política

Governo Federal reafirma apoio à MP da reforma administrativa como veio da Câmara

Um dia depois de manifestações favoráveis ao governo, o Palácio do Planalto reafirmou o desejo de que a Medida Provisória 870, que trata da reforma administrativa, seja aprovada exatamente como veio da Câmara dos Deputados. O texto ainda precisa ser analisado pelo Senado nesta semana, antes que perca a validade, no dia 3 de junho. Caso haja alguma alteração, a medida volta para a Câmara. Se isso ocorrer, o governo corre o risco de ver a norma caducar e a Esplanada voltará a ter a mesma estrutura do governo anterior, com 29 ministérios, em vez das atuais 22 pastas.

“O governo considera que, em grande parte, o texto original foi acatado naquele relatório e aguarda o prosseguimento das atividades regimentais daquelas Casas para a conclusão e firma final daquela Medida Provisória”, disse o porta-voz do governo, Otávio Rêgo Barros.

Mais cedo, um grupo senadores, entre eles o líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), defendeu a aprovação de uma emenda para devolver o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, comandando pelo ex-juiz Sergio Moro, como estava no texto original da MP. Na Câmara, o texto aprovado determina que o Coaf seja deslocado para o Ministério da Economia. Desde que foi criado, o órgão sempre esteve subordinado ao Ministério da Fazenda (atual pasta da Economia).

Agência Brasil

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Economia

DEPOIS DA QUEDA, O COICE: Eike Batista é multado em R$ 536 milhões

O ex-magnata Eike Batista foi condenado nesta segunda-feira (27) a pagar R$ 536 milhões em multas por manipular preços de ações quando estava à frente do conselho administrativo da petroleira OGX, informou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Eike, de 62 anos, também ficou inabilitado por sete anos para exercer cargos de administração ou de conselheiro de empresas com capital aberto.

A CVM impôs duas multas, uma de R$ 440,8 milhões e outra de R$ 95,7 milhões, por ocultação de informações.

O empresário é acusado de vender ações da companhia em 2013, quando já sabia que a empresa não podia explorar petróleo em campos adquiridos em um leilão em 2007.

Essa é a segunda vez que o CVM multa Eike por uso de informações privilegiadas. A primeira, em 2017, cobrava um montante de R$ 21 milhões.

A defesa do empresário anunciou que vai recorrer da decisão.

Eike foi condenado em 2018 a 30 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, mas recorreu da sentença.

AFP

Opinião dos leitores

  1. Tem que fazer todos esses bandidos travestidos de empresários devolver o que roubaram x10 e depois prendelos para pagar o estrago que fizeram a todo um país.

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Diversos

[VÍDEO] Mulher faz apelo por DNA ao se dizer mãe legítima de Wesley Safadão

Uma mulher chamada Vanuzia utilizou o Instagram na noite desse domingo (26) para fazer um apelo na rede social. Ela, que se diz ser supostamente a mãe do cantor Wesley Safadão, pede, na publicação, um teste de DNA para provar a maternidade.

“Eu ainda estou tentando realizar meus sonhos de tirar a dúvida com o Wesley. É difícil? É. Mas para Deus nada é impossível. Deus irá me ajudar a realizar esse sonho, colocando um anjo no meu caminho, para tirar essa dúvida. Imagine você, cinco anos com a dúvida e não conseguir realizar o sonho de fazer o DNA. Só assim conseguiria saber se ele é realmente meu filho. Porque eu não assinei nenhum papel em fórum, não dei meu filho para adoção. Meu filho foi criado como filho legítimo, então não tenho como provar que ele é realmente meu filho”, disse ela no vídeo.

Nos comentários da publicação, diversas pessoas se pronunciaram sobre o caso. Alguns seguidores chegarem até a dizer para ela programar o ‘Programa do Ratinho’ para que o DNA seja realizado.

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Política

Câmara de Natal discute proposta de segurança para a ponte Newton Navarro

A segurança na ponte Newton Navarro foi tema de audiência pública nesta segunda-feira (27) na Câmara Municipal de Natal. Proposta pelo vereador Paulinho Freire (PSDB), presidente da Casa Legislativa Municipal, e subscrita pelo vereador Robson Carvalho (PMB), a audiência discutiu a proposta técnica apresentada pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-RN) e do Conselho Regional de Arquitetura e Urbanismo (CAU) que tem o objetivo de aumentar a segurança na ponte e coibir o crescente número de suicídios no local.

O presidente da Câmara falou sobre a importância do debate. “A Ponte Newton Navarro trouxe progresso e um belo elo de ligação da zona norte à zona sul da cidade, mas falta proteção para quem transita por ela, por isso, realizamos essa audiência para conhecer essa proposta do CREA e do CAU e em seguida cobrar do poder público para que ele aloque recursos e o problema do alto índice de suicídio na ponte seja solucionado”, afirmou Paulinho Freire.

Com 1.782 metros de extensão, a ponte Newton Navarro foi inaugurada em 2007 e tem 60 metros de altura, no ponto mais alto, o equivalente a um prédio de 20 andares. De acordo com a proposta apresentada, serão colocadas placas de vidro com dois blocos com espessura de 4 milímetros cada uma em toda a extensão da ponte. “A ponte Newton Navarro é uma ponte turística não poderíamos impactar o visual dela, por isso apresentamos a colocação dessas placas com o total de 8 milímetros de espessura e com altura de até dois metros e cinqüenta do piso ao topo da placa”, disse a presidente do CREA-RN, a engenheira Ana Adalgisa Dias.

A obra vai custar cerca de R$ 2. 700,000 (dois milhões e setecentos mil reais). O coordenador da Câmara Especializada de Engenharia Civil (CREA), Alessandro Câmara, comentou os principais pontos da proposta apresentada. “Nós analisamos alguns pontos para construir o projeto de segurança da ponte, como evitar a ocorrência de suicídio, aproveitar a estrutura existente, não obstruir o visual e utilizar material resistente”, explicou Alessandro. O engenheiro acrescentou que a utilização do vidro ocorre em outras pontes no mundo. “A proposta é utilizar a estrutura existente e implantar as placas de vidro em toda a extensão da ponte, com inclinação para dentro, dificultando a pessoa passar para o outro lado”, finalizou Alessandro Câmara.

O vereador Robson Carvalho enfatizou que para que o número de suicídios na ponte diminua são necessárias medidas de curto, médio e longo prazo. “Precisamos retirar essa simbologia negativa que a ponte adquiriu e com medidas de curto prazo, como colocar proteção na ponte, com medidas de médio e longo prazo como políticas públicas para coibir o suicídio, disponibilizando tratamento psiquiátrico continuado, transformar a ponte Newton Navarro em uma ponte da vida, da cultura, do esporte e do amor”, disse o vereador.

Para o Coronel Monteiro Júnior, comandante do Corpo de Bombeiros, o suicídio é uma questão de saúde pública. “A iniciativa de proteção na ponte é louvável, mas necessitamos trabalhar no foco do problema. O suicídio é uma questão de saúde pública, não são apenas medidas de segurança que vão diminuir os índices, o poder público deve fornecer o tratamento, descobrir a raiz da doença, tratar o cidadão para que ele não cometa o ato”, afirmou o comandante.

A psicóloga Nayran Cardoso, do hospital psiquiátrico Professor Severino Lopes, comentou que é preciso perceber os sinais da depressão. “As pessoas que são acometidas de depressão têm dificuldades de acesso ao tratamento, dificuldade de aceitação da família e do ambiente de trabalho. Essas pessoas muitas vezes dão sinais, e precisamos estar atentos a eles, por isso a importância desse debate sobre o suicídio, sobre maneiras de identificar a doença, tratá-la e formas de coibi-la”, disse. Participaram da audiência pública, os vereadores Eleika Bezerra (PSL), Franklin Capistrano (PSB) , Carla Dickson (PROS) e Felipe Alves (MDB).

Opinião dos leitores

  1. Bla bla bla bla por fim irão gastar uma fortuna e NÃO será resolvido, TÍPICO DE SERVIÇO PÚBLICO

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Polícia

Governo do Estado vai contratar 122 agentes penitenciários este ano

Foto: Sandro Meneses

O Governo do Estado mantém o compromisso de reforçar o sistema penitenciário do RN e confirmou a nomeação de 122 novos agentes penitenciários concursados dentro do limite das vagas em aberto. As convocações estão previstas para os meses de julho e outubro. O anúncio foi feito pelo vice-governador Antenor Roberto, após reunião com uma comissão de representantes dos concursados e mais o chefe do Gabinete Civil, Raimundo Alves, os secretários de Estado da Justiça e Cidadania (Sejuc), Pedro Florêncio, da Segurança Pública e Defesa Social, Francisco Araújo, e o procurador geral do Estado, Luis Antonio Marinho, nesta segunda-feira, 27.

Antenor Roberto reafirmou o compromisso da administração e da governadora Fátima Bezerra em convocar os concursados até o preenchimento de todas as vagas abertas. “Com essa determinação, a governadora Fátima Bezerra também garante que o sistema prisional, agora ampliado com novos agentes, vai também proporcionar um melhor atendimento aos familiares, aos advogados e àqueles que estão sob custódia do Estado”, enfatizou.

A equipe econômica estudou o impacto financeiro e a Procuradoria Geral do Estado analisou a contratação considerando as limitações impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF. O Governo tem estes balizamentos que precisam ser respeitados observando a segurança jurídica dos seus atos e a capacidade financeira.

Opinião dos leitores

  1. Tem que gerir o que tem!!! Chama o Mauro Albuquerque de volta q ele bota os agentes pra trabalhar…Como contratar, se não podem pagar os q já tem??? São mais 60 pra entrar em greve às nossas custas!!!

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Meio Dia RN

[VÍDEO] Confira a última participação de Gabriel Diniz no Meio Dia RN

O cantor Gabriel Diniz fez a sua última participação no programa Meio Dia RN no dia 29 de novembro do ano passado. Essa foi provavelmente a última participação dele em um programa de rádio no Rio Grande do Norte.

No programa, ele estava lançando o sucesso Jennifer que estourou nacionalmente, sobre os projetos que tinha para o ano de 2019 e sobre toda uma carreira que ainda estava por vir.

A entrevista começa em 0:41 e termina em 11:04.

O Blog relembra esse momento.

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Política

Decreto sobre Fundo Amazônia só sai após acordo com ‘todas as partes’, diz Salles

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou na tarde desta segunda-feira, 27, que o decreto que irá alterar normas do Fundo Amazônia será formulado depois que estiver “claro quais são os pontos de comum acordo” de todas as partes envolvidas. A declaração foi dada após o ministro se reunir com os embaixadores da Noruega, Nils Martin Gunneng, e da Alemanha, Georg Witschel, para discutir a situação dos recursos que os dois países doaram ao Brasil para bancar projetos do fundo. A reunião contou com a participação do ministro de Secretária de Governo, Alberto Santos Cruz.

Como revelou o jornal O Estado de S. Paulo no último sábado, o governo Jair Bolsonaro trabalha na edição de um novo decreto para alterar as normas do fundo e permitir que seus recursos, que hoje chegam a R$ 3,4 bilhões, possam ser usados, por exemplo, para pagar indenizações a donos de propriedades privadas que vivam em áreas de unidades de conservação.

Questionado sobre como os embaixadores responderam a essa mudança em específico, o ministro respondeu que a reunião tratou de “questões mais gerais”. “Não entramos em nenhum detalhe muito específico”, respondeu.

Uma segunda mudança pretendida pelo governo vai incluir a redução do número de membros do Comitê Orientador do Fundo Amazônia. Esse grupo, responsável por criar as diretrizes e critérios para aplicação dos recursos, é formado atualmente por 23 membros, entre representantes do governo federal, governos dos Estados da Amazônia e entidades da sociedade civil.

Ao saírem da reunião, que ocorreu no Palácio do Planalto, os embaixadores não deram detalhes sobre o encontro, apenas afirmaram a imprensa que há um diálogo com o governo, que esperavam dar continuidade. “Talvez semana que vem vamos nos reunir mais uma vez”, disse o embaixador da Noruega.

Salles definiu a reunião como “ótima”, e que os embaixadores foram “muito solícitos”, apresentando suas “preocupações, questionamentos e ponderações”, relatou, acrescentando que o governo também apresentou seus pontos. “Debatemos muitos aspectos importantes da gestão do fundo, dos objetivos, da importância do Fundo para a redução do desmatamento ilegal, e portanto também alinhamos as nossas expectativas para aprimoramento dessas questões”, disse.

Segundo ele, os temas serão retomados na próxima semana, sendo que ao longo desta “informações e dados” serão trocados entre o governo e as embaixadas para que o diálogo seja “bastante produtivo”, avaliou.

Estadão Conteúdo

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Judiciário

Advogado Gladstone Heronildes apresenta compromissos voltados ao advogados do RN

O advogado trabalhista Gladstone Heronildes candidato ao cargo de Desembargador do TRT – 21, pela vaga destinada a OAB pelo Quinto Constitucional segue realizando visitas aos escritórios de advocacia de Natal e do interior do RN. Nessas oportunidades, Gladstone apresenta os seus compromissos e aproveita para ouvir atentamente os pleitos dos colegas que, assim como ele, militam na Justiça do Trabalho.

“Minha candidatura surgiu do incentivo de amigos advogados que sabem das dificuldades de não ter um legítimo representante da classe na corte da segunda instância do TRT. Conhecendo todas essas demandas e dando vez e voz ao advogado trabalhista sei que vou cumprir à risca a finalidade da vaga do Quinto Constitucional, que é ter um advogado-juiz para defender as prerrogativas da classe”.

Nessas conversas, Gladstone aproveita para reafirmar a necessidade do TRT – 21 ter um desembargador com um perfil que reúna: experiência com comprovada prestação de serviço, capacidade técnica, acessibilidade, maturidade e coragem.

Compromissos de Gladstone como desembargador:

1. Ser um representante da classe advocatícia no âmbito do TRT para honrar a advocacia com a atenção e disponibilidade necessárias para o bom andamento dos processos;

2. Empregar a minha conduta ética e moral nas atribuições atinentes ao cargo de magistrado, mantendo-me imparcial e justo nas decisões e julgamentos;

3. Trabalhar por políticas de humanização dos atendimentos no Tribunal, celeridade dos processos e interiorização da atuação da Justiça do Trabalho no RN;

4. Incentivar as práticas que privilegiem a conciliação das partes, bem como criar um canal de comunicação mais aberto com a OAB, Ministério Público do Trabalho e a sociedade civil;

5. Utilizar dos meus conhecimentos técnicos e da minha experiência prática obtida em quase 20 anos de militância na Justiça do Trabalho, para promover vereditos mais reparadores nos conflitos trabalhistas;

6. Exercer a função de magistrado, mas atuar como representante da advocacia buscando incansavelmente a garantia do respeito às prerrogativas dos advogados para que seja assegurada a sua ampla e irrestrita atuação profissional na prestação de seus serviços ao jurisdicionado nas audiências;

7. Aperfeiçoar o sistema de triagem das reclamações trabalhistas a fim de separar melhoras mais simples das mais complexas, e dessa forma, permitir a melhor instrução dos processos em audiência;

Opinião dos leitores

  1. ????quando sentar na cadeira de desembargador, esquece até que tem pai , e a doença de JUIZITE…sobe para a cabeça

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Política

Bolsonaro defende ‘pacto pelo Brasil’ ao comentar atos pró-governo, diz porta-voz

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Por meio do porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira, 27, que é necessário fazer um “pacto pelo País” e retribuir o “sentimento” da população expressado nas ruas durante as manifestações que ocorreram pelo Brasil no último domingo em apoio às reformas do governo Bolsonaro.

“Essa voz das ruas não pode ser ignorada, é hora de retribuirmos esse sentimento. O que devemos fazer agora é um pacto pelo Brasil, estamos todos no mesmo barco, e juntos podemos mudar esse País”, disse o presidente, de acordo com o porta-voz.

As manifestações que ocorreram ontem no País defenderam a aprovação de pautas governistas, como a reforma da Previdência, a administrativa e o pacote anticrime do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. Por outro lado, os atos também registraram muitas críticas ao Parlamento, especialmente aos membros do chamado ‘Centrão’ e ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Rêgo Barros também afirmou que Bolsonaro avalia que os “brasileiros foram às ruas de forma espontânea e pacífica” e que os atos foram “forte sinal de que a sociedade não perdeu as esperanças, e que seus anseios serão escutados pelos dirigentes do País”.

Questionado sobre a quem Bolsonaro estava se referindo quando postou em suas redes sociais que os atos foram como um recado “para aqueles que teimam com velhas práticas de não deixar que o povo se liberte”, o porta-voz apenas respondeu que Bolsonaro colocou “de forma clara importância das manifestações” em mostrar o sentido da sociedade sobre o avanço de “questões estruturais”, completando que o presidente está otimista com as reformas, como a da Previdência.

Estadão Conteúdo

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Política

Tirar o Coaf da Justiça quebra as pernas de Moro, diz líder do PSL no Senado

Um dia depois das manifestações pelo país e um dia antes da votação da medida provisória que define a estrutura do governo Jair Bolsonaro (PSL), o líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), insiste em que a Casa faça alterações no texto para devolver o Coaf ao Ministério da Justiça.

Mesmo que a alteração na versão que saiu da Câmara eleve o risco de a MP caducar e o governo sair dos 22 ministérios e retornar para as 29 pastas da gestão Michel Temer, Olímpio diz que vai liberar sua bancada na votação desta terça-feira (28), mas apoiará o destaque para que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras volte para o guarda-chuva do ministro Sergio Moro.

“Quebra as pernas dele tirar o Coaf de lá”, disse Olímpio na tarde desta segunda-feira (27).

Para o senador, manter o Coaf com Moro deixa o órgão mais próximo à estrutura da Polícia Federal, o que, segundo sele, garante um funcionamento mais ágil.

Em seu primeiro dia como presidente, Bolsonaro tirou o Coaf do extinto Ministério da Fazenda e levou o órgão que atua na prevenção e no combate à lavagem de dinheiro para a pasta da Justiça.

Uma comissão especial de deputados e senadores alterou o texto da MP e levou o Coaf para o Ministério da Economia. Na semana passada, a Câmara manteve esta decisão.

Devolver o órgão para Moro tornou-se uma das principais bandeiras das manifestações a favor do governo que ocorreram neste domingo (26) em todo o país.

Na quinta-feira (23), Bolsonaro usou uma de suas lives na internet para defender que o Senado não mude o texto aprovado pela Câmara.

A medida provisória da reforma administrativa, que precisa ser aprovada até 3 de junho, visa confirmar a estrutura do governo implantada pelo presidente no começo do ano.

O destaque para alterar este trecho da MP foi apresentado pelo senador Alvaro Dias (Pode-PR) e, segundo Olímpio, até sexta-feira (24), antes das manifestações, contava com 30 votos, menos que o necessário para aprovar uma alteração em votação nominal.

Nesta segunda, senadores foram à tribuna defender a alteração.

“Amanhã [terça-feira], a gente vai dar uma resposta. Voltando para a Câmara, eu tenho certeza de que muitos que votaram lá para tirar do Ministro Sergio Moro o Coaf, com o que aconteceu no final de semana, pressão direto, não só física, mas nas redes, muitos vão repensar o seu voto e deixar como o governo colocou. O governo tem o direito de colocar o organograma que quiser”, discursou o senador Eduardo Girão (Pode-CE).

Indagado sobre o apelo feito pelo presidente para que seus aliados no Senado aprovassem o texto da maneira que saiu da Câmara, para evitar que caduque, Major Olímpio se mostrou irredutível e disse que o risco sempre existe.

“O presidente pode abrir mão de um direito. Eu não posso abrir mão de uma obrigação. Todos os dias estamos aqui, com a compressão de tempo, votando medidas provisórias. Se a Câmara não quiser [votar um texto alterado], a Câmara responda para a sociedade, cada um na medida de sua responsabilidade”, afirmou.

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), terá uma reunião com o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) no final desta tarde para traçar uma estratégia de atuação.

Folhapress

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Polícia

Modelo de avião que levava Gabriel Diniz teve 26 acidentes em 9 anos

O modelo de avião que transportava o cantor Gabriel Diniz (autor do hit “Jenifer”) e caiu hoje na região de Porto do Mato, em Estância (SE) registrou 26 acidentes de 2009 a 2018, com quatro mortes ao todo. O acidente de hoje não foi computado nesta conta. Os dados são do Sipaer (Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), ligado ao Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), da Aeronáutica.

A maior parte das ocorrências se deve à falha do motor em voo (seis ocorrências), perda de controle no solo (também seis ocorrências) e perda de controle em voo (com três ocorrências ao todo).

As investigações do Cenipa apontam que a maioria dos acidentes foi causada em decorrência de escolhas equivocadas tomadas pelos pilotos (dez ocorrências). Em abril, o país contava com o registro de 299 unidades desse modelo com autorização para voar, segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

O Seripa II (Segundo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), de Pernambuco (PE), órgão regional do Cenipa, investiga as causas do acidente.

Táxi-aéreo clandestino

A aeronave que caiu nessa tarde poderia estar realizando o Taca (Transporte Aéreo Clandestino). O transporte de passageiros é fiscalizado pela Anac e precisa de autorização para ser realizado.

Segundo a agência, ao contratar um táxi-aéreo, o usuário deve se certificar de que a empresa tem autorização para prestar o serviço por meio da lista de prestadoras autorizadas.

Por meio do site da Anac ou do aplicativo Voe Seguro – Consulta de Táxi-Aéreo Pirata (disponível para o sistema Android), é possível checar se a empresa possui licença para prestar o serviço e se a aeronave está autorizada a transportar passageiros.

Se você encontrar alguma empresa ou pessoa oferecendo o táxi-aéreo clandestino, é importante denunciar à agência para evitar riscos e manter a segurança aérea. A Anac realiza a campanha “Voe seguro, não use táxi-aéreo clandestino”, que tem a iniciativa de incentivar a pesquisa de informações antes de se contratar o transporte aéreo. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 163 diretamente à Anac.

Blog Todos a Bordo

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Economia

Caixa é condenada a indenizar clientes por cobrança de tarifa de cheque sem fundo entre 2002 e 2007

A Caixa foi condenada pela primeira turma do TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) a indenizar clientes que foram indevidamente punidos com cobrança de tarifa de cheques sem fundo.

Pela decisão, caberá à Caixa levantar todos os clientes lesados e as tarifas cobradas indevidamente entre setembro de 2002 e abril de 2007. Cabe recurso.

Nesse período, o banco cobrava R$ 15 por cheque não descontado por falta de dinheiro na conta. Se um correntista tivesse mais de um cheque a ser compensado no mesmo dia, mas fundos para apenas um deles, a Caixa cobrava a tarifa sobre todos os cheques apresentados na data.

Segundo a decisão, a prática é ilegal porque há uma regra estabelecida para a ordem de compensação de cheques.

Na decisão, o desembargador Wilson Zauhy afirma que o banco “adotou um modus operandi de cobrança de valores contrário à lei, por meio do qual obteve evidente vantagem econômica em detrimento de grande número de consumidores”.

A ação foi movida pelo Ministério Público Federal e não cita o número de correntistas lesados.

Zauhy afirma ainda que muitos dos clientes afetados não perceberam os “pequenos e indevidos desfalques perpetrados em suas contas”. Ele diz que a Caixa “agiu de má-fé ao praticar tais cobranças”.

No processo, a Caixa alegou dificuldades técnicas para levantar quem foram os clientes lesados no período. O Tribunal considerou, porém, que a instituição tem a obrigação de fazer a investigação interna inclusive porque ela possui as informações dos clientes.

Aceitar o recurso do banco seria, nas palavras do desembargador, “beneficiar a parte [o banco] por sua própria torpeza”.

Os clientes receberão indenização em dobro e com correção monetária (que muda de acordo com o ano em que o cliente foi lesado). Na decisão em primeira instância, a Caixa havia sido condenada a corrigir os valores pela taxa de juro do cheque especial, condenação revertida pelo TRF-3.

Até a conclusão deste texto, a Caixa não havia se pronunciado.

Folhapress

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