Política

Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão em Ceará-Mirim para apurar irregularidades na gestão do ex-prefeito Marconi Barreto

Foto: Reprodução

Deu no Justiça Potiguar A operação deflagrada pela Policia Federal na manhã desta segunda-feira, 4, em Ceará-Mirim, cumpriu decisão do juiz federal Halison Rego Bezerra da 15 Vara Federal, atendendo denúncia do Ministério Público Federal sobre irregularidades na licitação de contratações da Prefeitura de Ceará-Mirim, na gestão do ex-prefeito Marconi Barreto. A operação recolheu documentos e equipamentos eletrônicos na Secretaria Municipal de Planejamento e nas empresas Ativa Serviço de Transportes e Mudanças, FLC Locações, MS Locações e Serviços. Além das residências de Kaleandro da Silva, Ulicia Karleny da Cunha e Kaliana da Silva Moreira. A investigação da Polícia Federal contou ainda com o auxílio da quebra de sigilo telefônico dos investigados, autorizada pela Justiça que fundamentou a operação de hoje.

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Esporte

Gabigol só quer definir se fica no Flamengo após final da Libertadores; entenda o impasse

O técnico Jorge Jesus dava entrevista coletiva e comentava a retomada do desempenho do Flamengo, pressionado em manter a distância de oito pontos sobre o Palmeiras na liderança do Brasileiro, quando o vice de futebol Marcos Braz trouxe à tona um impasse. Na saída do vestiário no Maracanã, o dirigente cobrou o atacante Gabigol, que sequer atuou contra o Corinthians, sobre sua permanência no Rubro-Negro na próxima temporada.

Segundo Braz, o Flamengo já fez uma proposta à Inter de Milão e encaminhou o acordo de compra, mas o atleta segue sem dar uma resposta sobre o futuro. O GLOBO apurou que a proposta é pela compra de 80% dos direitos em um novo contrato de até cinco anos, com multa definida.

— Ele tem que decidir a vida dele, se quer estar aqui em 2020. A situação está com ele. Com a Inter, está tudo muito bem encaminhado, equacionado. Agora, a decisão é dele — afirmou Braz, que completou:

— O Flamengo fez a proposta, está tudo equacionado. Agora, vamos ver se ele quer jogar em 2020 no Flamengo — reforçou.

As declarações soaram como um recado em hora errada. A explicação é a necessidade de o clube iniciar o planejamento para 2020. Se não puder contar com o atacante, o Flamengo já quer pensar em um plano B. Tanto que a sinalização positiva dos italianos já tem quase dois meses. Por isso, há desconforto na diretoria por uma demora na resposta. Diretor de futebol, Bruno Spindel lidera a operação e não quer perder o acordo alinhado por uma eventual oferta de um gigante europeu no fim do ano. O Flamengo também não gostaria de arrastar a negociação para dezembro, sobretudo se for para o Mundial.

Do lado do atleta, a ideia sempre foi aguardar o fim das partidas decisivas da temporada para definir o seu futuro no clube. O GLOBO também apurou que Gabigol só quer fazer isso após a final da Libertadores contra o River Plate, no dia 23.

O jogador e seus representantes entendem que os títulos ou a ausência deles podem influenciar na valorização. Tanto que pediram para adiar a resposta desde as quartas de final da Libertadores. A visão do Flamengo é que o ideal é resolver logo, embora o empréstimo se encerre no fim do ano.

— O prazo, teoricamente, é o último dia de contrato dele. Mas, não vou ficar esperando até o último dia. Estamos em reta final de temporada. Ele é superimportante para o Flamengo. Até por essa importância, uma reposição tem que ser feita com calma e tranquilidade. A prioridade é o Gabriel, a gente quer o Gabriel. Mas, tem que ver o que ele quer — explicou Marcos Braz.

O técnico Jorge Jesus aproveitou o gancho e falou sobre Gabigol. Mas não entrou no mérito da renovação. Disse apenas que com ele o jogador tem um momento melhor do que o que teve no futebol europeu.

— É uma referência, é um jogador de Seleção. No Benfica ninguém sabia se jogava ou não. Aqui, é um grande jogador. Porque tem um bom time que o valoriza e uma forma de treinar. Por isso, hoje, é completamente diferente. Esta notícia me deixa satisfeito pois é um paradigma daquilo que ele não era quando esteve na Europa— disse.

Gabigol tem 23 anos e recebe um salário acima de R$ 1 milhão ao longo de seu um ano de empréstimo. Para ficar no clube, o atacante terá que reduzir um pouco os vencimentos. Já que o clube pagaria a ele luvas para serem integradas ao contrato caso haja acerto.

O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. È muito mais vantajoso á mídia endeusar imbecis anti profissionais como Edmundo, Romário, Adriano e agora esse indivíduo aí, que não passa de um mais um futuro caso perdido. Eles dão muito mais retorno de audiência através da polêmica do que os 'good boys' tipo Bebeto, Caio e Kaká, por exemplo.
    A maior virtude do "mister"(?!?) Jesus está sendo conseguir á duras penas contornar as fogueiras de vaidade que uma plêiade de jogadores caros inevitavelmente incendeia.
    Até porque ele só ganhou campeonato português, onde só tem três times. Os outros são apenas saco de pancadas ou servem prá roubar pontos de um ou outro grande que esteja mal ou beirando uma crise. (Muito parecido com o perfil do campeonato daqui do estado)
    Fora isso, o mister é um ilustre (e fraco…) desconhecido.
    Porém, alguns fatos apontam que até Jesus está começando a perder o controle…
    Esse palhaço barbudo está fazendo o Framingo como ponte para voltar a europa com a moral que ele não teve, quando saiu do Santos pra Inter de Milão, chegando lá quis botar boneco e esquentou o banco de reservas. Apenas isso. E já está começando a botar as unhas de fora…
    Fora isso, o "projeto dobradinha Grobo/Framingo" vai de vento em pôpa:
    Iludindo um monte de bestas, ganhando audiência e fabricando idiotas…

    1. Realmente até o Lúcifer acredita nesta baboseira de Grobo/Framingo, vc esqueceu o Var, só muito idiota mesmo.

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Economia

Emprego com carteira assinada volta a crescer para os mais jovens

Os jovens brasileiros ainda têm à frente uma grande barreira de entrada no mercado de trabalho, mas que vem diminuindo nos últimos meses com a lenta recuperação da oferta de empregos nos últimos 12 meses. Levantamento do GLOBO com base nos microdados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) aponta que a melhora do emprego formal tem sido puxada por trabalhadores com até 24 anos. Entre outubro de 2018 e setembro deste ano, cerca de 1,1 milhão de jovens foram contratados com carteira assinada em todo o país.

Os números mostram que o segmento que mais sofreu com a crise, com taxa de desemprego superior a 28,1% em 2017, segundo a Pnad Contínua, do IBGE, é agora o primeiro a recuperar espaço no mercado de trabalho. O saldo de novos empregos formais só é positivo entre os trabalhadores até 29 anos.

Acima dos 30 anos, a perda de vagas continua, ainda que em menor intensidade, levando ao fechamento de mais de 613 mil vagas de outubro de 2018 a setembro deste ano. O fluxo divergente nas duas pontas resulta no saldo positivo de 478 mil vagas em 12 meses.

A melhoria, no entanto, é restrita aos trabalhadores mais qualificados, com ensino médio e superior completo. Profissionais menos escolarizados, mesmo os mais jovens, ainda enfrentam dificuldades em entrar no mercado formal. A falta de experiência é um empecilho para boa parte dos 4 milhões de jovens desempregados. Tanto que o governo deve apresentar esta semana um pacote de medidas para estimular a geração de empregos nesse segmento, oferecendo benefícios fiscais para as empresas.

Para analistas, o movimento do mercado traz um alento para os jovens.

– A crise deixou marcas profundas. Os jovens foram os mais afetados, às vezes entrando na vida laboral e não conseguindo emprego. Ficaram anos nem trabalhando, nem estudando, o que prejudica a qualificação. Se ficassem à margem, poderiam se tornar adultos ou idosos com dificuldades financeiras — diz Thiago Xavier, da consultoria Tendências.

Durante os dois anos em que esteve desempregado, Israel Lima, de 22 anos, percebeu que a falta de qualificação foi mais uma dificuldade na hora de ser chamado para as vagas às quais se candidatou. Para driblar o desemprego, apostou em trabalhos informais. Há três meses como operador de mercearia da rede de supermercados Mundial, ele afirma que ganhar o próprio dinheiro foi a estratégia para investir na carreira profissional.

– Fiz bicos como garçom, vigia e até vendendo bebidas na praia. Mesmo tendo feito curso de informática, na área de tecnologia e sabendo um pouco de inglês, não era o suficiente – conta. – Sem dinheiro não dá para se profissionalizar. É um ciclo, e você fica fechado ali, não dá para sair.

Segundo especialistas, como os jovens foram os que mais sofreram com a desocupação na crise, eles têm maior facilidade para retornar ao mercado nesse momento, devido ao contingente disponível. São eles que se adaptam às vagas de até dois salários mínimos geradas nos últimos meses.

– Como o jovem não é o chefe de família, tem disposição para trabalhar com salários menores, ele se adapta a esse momento da economia. Tem disponibilidade, escolaridade e salário reserva menor (quando um trabalhador aceita um salário inferior ao que desejaria para aquela vaga). Se ele não tem experiência, às vezes aceita o primeiro salário de forma a se colocar no mercado -explica Maria Andreia Parente Lameiras, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

A contratação de jovens como Israel tem sido feita pensando no aumento da produtividade. Segundo Maria Andreia, o empresário, ao optar por contratar com carteira assinada, pensa a médio e longo prazos, podendo capacitar quem trabalha com salários mais baixos.

– Os mais novos não têm vícios, vamos colocando dentro da nossa filosofia de trabalho. Às vezes, uma pessoa de certa idade é mais resistente a mudanças — diz Lídia Maciel, gerente de RH do Mundial.

Ganho de escolaridade

Os empregadores ainda têm descoberto – e aproveitado – as características positivas da “geração perdida”. São profissionais que se qualificaram durante a crise, mas não conseguiram ocupação nos últimos anos.

– O trabalhador jovem teve um ganho de escolaridade nos últimos anos, que torna lucrativa a contratação formal. Estamos aproveitando parte dessa geração que se formou e não havia conseguido emprego – ressalta José Márcio Camargo, economista da Genial Investimentos.

O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. O partido dos trabalhadores que NÃO TRABALHAM,porque aquele ladrao Lula nunca trabalhou, Manuela D’Ávila não sabe nem a cor da carteira de trabalho, aqui a BOYZINHA Natália Bonavides , também não conhece a cor da carteira de trabalho….ESSES PTRALHAS FICAM MORRENDO COM UMA NOTÍCIAS DESSAS , sugestão ; SE MUDEM PARA A VENEZUELA

  2. Esse eh objetivo. Inclusao dos jovens no mercado de trabalho, diminuindo a dependencia deles junto aos pais.

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Saúde

Enfermeiro poderá fazer consultas e prescrever remédios em novo plano

O Ministério da Saúde deve lançar ainda neste ano uma nova iniciativa em que a enfermagem poderá solicitar exames, realizar consultas e prescrever alguns remédios no SUS. As atividades são respaldadas por lei federal, mas enfrentam resistência dos conselhos médicos.

A proposta envolve a elaboração de novos protocolos de enfermagem e foi inspirada em experiências que já vigoram em outros países, como Reino Unido e Canadá, e em alguns municípios brasileiros.

Uma delas, em Jaraguá do Sul (SC), está entre as vencedoras de um prêmio da Opas (Organização Mundial de Saúde) e do Ministério da Saúde, que elegeu as melhores experiências para ampliar o acesso à atenção primária no SUS.

O município adotou um protocolo de enfermagem criado na capital catarinense, Florianópolis, e, em seis meses, conseguiu zerar a fila de espera para a primeira consulta na atenção primária.

Segundo Erno Harzheim, secretário de Atenção Primária à Saúde do ministério, estão sendo elaborados protocolos para as principais condições de saúde em que enfermeiros apoiariam o médico.

O primeiro será de rastreamento de câncer de colo do útero e de mama e é baseado em protocolos já vigentes em Florianópolis e Porto Alegre. A enfermagem faz a consulta, o exame físico, a coleta do Papanicolaou e orienta a mulher sobre o resultado. Se houver lesão sugestiva de câncer, encaminha-a ao médico.

No caso de câncer de mama, se a mamografia estiver normal, a enfermeira informa e orienta a mulher sobre a rotina de cuidados. Se existir alguma alteração suspeita, passa o caso para o médico.

Segundo Harzheim, os protocolos serão discutidos um a um com os conselhos federais de medicina e de enfermagem (CFM e Cofen). “Todos estarão ajustados às normas legais para que o enfermeiro possa trabalhar com alguns aspectos clínicos.”

Em nota, o CFM diz desconhecer a proposta do ministério e que foi chamado para se manifestar sobre ela. Reitera que, apesar de reconhecer a existência de protocolos específicos para ações no campo da saúde pública, a Lei do Ato Médico estabelece que o diagnóstico e a prescrição de tratamentos são atribuições exclusivas do médico.

O médico Renato Tasca, coordenador de sistemas e serviços da Opas no Brasil, afirma que as doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, já respondem por mais de 70% das causas de adoecimento do brasileiro, pondo os serviços de saúde “de joelhos”.

Por isso, diz, é essencial repensar o modelo de atenção à saúde. “Baseados em evidências científicas, os protocolos regulam e orientam o trabalho da enfermagem na atenção primária, permitindo ampliar o acesso, reduzir filas e agregar qualidade à atenção.”

Para o médico Drauzio Varella, colunista da Folha e um dos jurados do prêmio da Opas, os protocolos rompem a barreira do corporativismo médico ao atribuir à enfermagem papel relevante na atenção primária à saúde.

Opinião dos leitores

  1. Na Atenção Básica, a maioria dos Enfermeiros são nota 10 no atendimento, como também são resolutivo. Os médicos tem que parar de serem Estrelas e Deuses. Vamos respeitar, mas os Enfermeiros estão todo tempo se Capacitando. Merecem serem Valorizados financeiramente, pois eles que resolvem as demandas nas UBS, e no final quem é bem remunerado é o médico que pouco faz. Isso não é justo!

  2. Já atuei em um município no ES que tinha o próprio protocolo para o PDF e funcionava bem… Havia uma certa sobrecarga de trabalho, pois quase não sabemos dizer "NÃO".
    Enfim, é super válido que o enfermeiro receba o valor de remuneração tão quão igual ou mais que os médicos, já que vão trabalhar dobrado. Eles falam tanto de ato médico; que estão vigiando o trabalho dos colegas Enfermeiros e esquecendo o deles que está mais para curativa do que preventiva.
    Alguns esquecem que o profissional Enfermeiro é autônomo e há muitos respaldo pelo nosso conselho COFEN e COREN. Att. Rocha LASER

  3. Já existiam alguns programas em Saúde Pública que eram conduzidos, da maneira proposta, pelas Enfermagem, em Saúde Pública. Vamos ver se esses políticos e magistrados vão usar esses serviços, para si e seus familiares. Principalmente nisso que se denomina SUS, Apesar da resistência de alguns, sempre foi a Enfermagem que levou o serviço na rotina. A questão não é QUEM vai tocar o serviço: é se vão dar condições para o serviço ser realizado, no caso, o próprio governo. Na teoria, o SUS é um programa muito bom. Pena que as autoridades e, principalmente, os GESTORES estejam mais preocupados em gratificações e diárias.

  4. Acho uma Boa, já destruíram profissionais taxistas, motoristas de ônibus, postos de gasolina, advogados….., vamos destruir a carreira médica tambem. Não precisam se importar se alguém morrer, perder o emprego, ou virar um subempregado em qualquer área, o que importa é que alguém está se dando bem, a população economizando e pagando mais barato, isso é economia de mercado.

  5. Alguém que seja são, acha que a guilda dos médicos deixará isso? Tem que ter muita boa vontade.. Médicos mandam e desmandam na área de saúde.

  6. "Enfermeiros fazem o teste rápido para detectar a doença e, se positivo, imediatamente medicam o paciente com penicilina". Teste rápido para sífilis não indica doença atual e, portanto, não se faz penicilina de imediato.

  7. Interessante a ideia. Assim tambem podemos exportar enfermeiros pra Cuba… do jeito que eles fazem….

  8. Mas quando complica, encaminham aos médicos.
    Isto valeria para a população carente que tem menos recursos para consultar um médico.
    Imaginem se a população mais abastada aceitaria?
    Até o momento em que a consulta do enfermeiro será de maior valor que a do médico.
    O correto seria valorizar o Sistema Público de Saude (erroneamente definido como SUS, pois não é único e sim público), com mais recursos e menos corrupção.

  9. Bom para a população, mas acho é pouco para os médicos elitistas que fizeram campanha pró-bozo. Pega o troco!

  10. tá certo, afinal pra que estudar 6 anos de medicina né? esses planos de saúde estão virando uma verdadeira furada…
    pensem aqui comigo… se paga 250, 300, dependendo da idade 1500 reais num plano de saúde… o atendimento está ficando igual ao SUS.
    melhor guardar esse dinheiro todo mês e só pagar as consultas que são 200, ou 250 e numa eventualidade pagar a cirurgia PARTICULAR e passar na frente de todo mundo.

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Saúde

Com alertas em rótulos, 78% dos brasileiros reduziriam consumo de refrigerante

A maior parte dos brasileiros (78%) diz que com certeza ou provavelmente reduziria o consumo de refrigerantes e sucos de caixinha se houvesse alertas de excesso de açúcar nos rótulos, mostra pesquisa Datafolha.

Para 79% dos entrevistados, preços mais altos de bebidas açucaradas também induziriam à redução do consumo, segundo a pesquisa, que foi contratada pela ONG ACT Promoção da Saúde e entrevistou 2.060 pessoas entre 06 e 14 de agosto deste ano.

A Anvisa aprovou recentemente mudanças na rotulagem de alimentos, com indicações de altos teores de açúcar, sódio e gorduras saturadas e o desenho de uma lupa. O modelo se assemelha ao que é defendido pela Opas (Organização Pan-americana de Saúde).

A mudança visa ajudar os consumidores a melhorar a alimentação com escolhas mais saudáveis e, dessa forma, auxiliar no combate à obesidade no país, problema que atinge quase 18,9% da população adulta e que voltou a crescer este ano, alcançando o maior índice dos últimos 13 anos.

A indústria alimentícia tem se posicionado contra o modelo apresentado pela Anvisa e pressionado a agência para a adoção de rotulagem baseada em “semáforos nutricionais”. Segundo o setor, os modelos de advertência subestimariam o poder de decisão do consumidor.

Em artigo recente na Folha, João Dornellas, presidente-executivo da Abia (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos), defende que o modelo de advertências não traz informações suficientes para auxiliar o consumidor a avaliar e comparar os alimentos de acordo com suas necessidades pessoais e familiares. “O que contribui para uma dieta equilibrada é a informação”, disse.

Contudo, pesquisas mostram que alimentos ultraprocessados têm relação direta com ganho de peso. Entre esses alimentos estão refrigerantes, salgadinhos de pacote e alimentos prontos congelados.

A Abia também já contestou a própria classificação de alimentos como ultraprocessados por, segundo o presidente da associação, não encontrar “respaldo na ciência e na tecnologia de alimentos”, embora o termo já seja adotado por diversos grupos de pesquisa ao redor do mundo e conste no “Guia Alimentar para a População Brasileira”, do Ministério da Saúde.

“Você tem dezenas de nomes para açúcar e o leigo não sabe reconhecer o que é açúcar, porque não está escrito açúcar. Isso é proposital, gera confusão”, diz Paula Johns, diretora-geral da ACT. “Por isso que você ter com clareza se um produto tem excesso de algum nutriente crítico, como açúcar, sódio, gordura, é uma demanda. Todas as pesquisas que já fizemos sobre rótulo demonstram que a grande maioria das pessoas não sabe de fato ler o rótulo.”

As respostas obtidas na pesquisa Datafolha de que preços mais altos ajudariam na redução do consumo vai ao encontro de evidências científicas, segundo Johns.

Um estudo publicado no ano passado na revista científica Lancet analisou dados de 13 países quanto aos efeitos de impostos sobre doenças crônicas não transmissíveis (como problemas cardiovasculares e diabetes).

A pesquisa concluiu que sobretaxar alimentos não saudáveis, bebidas açucaradas e alcoólicas, e tabaco podem resultar em benefícios para a população, especialmente para as pessoas que têm menor renda —que são também as mais afetadas por problemas como a obesidade.

Segundo a pesquisa Datafolha, 61% dos brasileiros são a favor de aumentar a tributação sobre bebidas não saudáveis.

No Reino Unido, entrou em vigor no ano passado uma taxa sobre bebidas açucaradas com mais de 5 g de açúcar por 100 ml, o que causou movimentação desse setor da indústria para alteração de fórmulas.

Em 2018, a Coca-Cola ameaçou deixar o país após redução de benefícios fiscais dos quais goza. O então presidente Michel Temer cedeu à pressão e restituiu o benefício. O presidente Jair Bolsonaro, em julho, aumentou o benefício fiscal para a indústria de refrigerantes.

A Receita Federal tem autuado indústria do setor de refrigerantes e outras bebidas açucaradas por, segundo o órgão, sobrevalorizar preços para aumentar o benefício fiscal.

Johns diz que, considerando as pesquisas feitas sobre o assunto, como as Datafolha, a conscientização sobre alimentos não saudáveis tem aumentado. “A aceitação é muito grande para políticas regulatórias que vão modificar o ambiente e ajudar a fazer escolhas melhores. Não dá para colocar só nas costas do indivíduo a questão da escolha melhor quando ele está em um ambiente totalmente desfavorável ou inviável de optar por uma boa alternativa.”

Em 17 de outubro, nutricionistas e ONGs estiveram em audiência pública na Câmara dos Deputados, na Comissão de Seguridade Social e Família, para pedir a aprovação de um projeto de lei, apresentado há 12 anos, que proíbe a venda de refrigerantes em escolas de educação básica.

A pesquisa encomendada pela ACT mostra que 77% dos brasileiros são contra a venda de bebidas açucaradas em escolas.

Procurada pela reportagem, a Abia questiona a forma como o estudo foi construído. “A referida pesquisa assume a existência de alimentos ‘não saudáveis’, enquanto defendemos que a saudabilidade está nas dietas —que podem ser equilibradas ou não—, e não em um alimento isoladamente. Além disso, a forma de construção das questões parece querer direcionar o respondente a concordar com o argumento apresentado.”

A associação também diz que as medidas apontadas na pesquisa não possuem “respaldo técnico-científico” e, “com base em experiências internacionais, a implementação de tais restrições não apresenta resultados efetivos nas escolhas do consumidor ou mesmo nos índices de obesidade”. ​

FOLHAPRESS

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Cultura

Samuel Rosa anuncia a separação da banda Skank

A conversa estava marcada para a tarde de quarta-feira (30), mas o músico Samuel Rosa, 53, desmarcou alegando atraso no voo do Rio para SP, mal-estar, dores de cabeça e mais sintomas de virose. Pedindo desculpas, justificou: “É uma entrevista realmente importante. Preciso estar 100%”.

Na manhã seguinte, ele soltou a bomba: após três décadas de estrada, a banda Skank vai, por ora, encerrar as atividades. “É uma parada sem previsão de volta”, afirma Samuel.

Em 2020, o grupo vai rodar o Brasil com a turnê “30 Anos”, classificada pelo vocalista como uma “turnê de despedida”. “Ainda tenho pretensão de voltar a tocar com o Skank. Vislumbro isso lá na frente. Só que de uma outra forma, em outra circunstância, em algum projeto pontual.”

“Mas, nesse momento, para mim, a melhor forma de me surpreender e de surpreender as pessoas é fora do Skank”, explica Samuel. “Quero me testar em outro ambiente musical, com outros parceiros. Cara, são 30 anos tocando com as mesmas pessoas! Já fiz de tudo lá. Está na hora de brincar um pouco, sabe?”

Partiu dele a decisão do desmanche. Quando questionado se houve consenso na banda, diz que “seria melhor perguntar” aos outros integrantes: “Mas se uma pessoa quer sair, o que acontece? A convivência é por opção, não por contrato”.

Uma nota enviada pelo grupo reforça o clima amistoso. “Não acreditamos que é preciso estar em baixa para dar uma parada, não precisa ser trágico, nem problemático”, afirma o baixista Lelo Zaneti. O tecladista Henrique Portugal complementa: “É um grande desafio pessoal para cada um. Pode ser extremamente saudável nos reinventarmos”.

E a repetição, para Samuel Rosa, “é morte”. “É arriscado viver a vida sem correr riscos. O Skank já não oferece mais riscos. É muito cômodo. Você repete muitas vezes com medo do novo, mas você não percebe que é nesse amparo que você está se sufocando, morrendo.”

“Nesse sentido, várias bandas já morreram, mas nem sabem disso e continuam existindo”, diz ele. “Muita gente acha que longevidade é sinônimo de sucesso, mas às vezes é simplesmente uma falta de assunto.”

Indagado pelo repórter, que usou como exemplos os grupos Capital Inicial e Jota Quest —também longevos e acostumados a emplacar hits—, o músico diz o que recomendaria às duas bandas. “Eu poderia ser linchado pelo outros integrantes, mas se o Dinho [Ouro Preto, vocalista do Capital Inicial] e o Rogério [Flausino, vocalista do Jota Quest] estivessem na minha frente, eu sugeriria também para eles um voo solitário.”

“São bandas que, assim como o Skank, já têm o jogo ganho. Você tem lá a sua turnezinha. Aí você faz um show que não é tão bom de bilheteria, mas o próximo dá sold out [ingressos esgotados], e assim você vai mantendo.”

“Eu já quis parar o Skank outras vezes”, ele confessa. “Sempre nos vi entre os três grupos com o maior trânsito em rádio, festivais, vendagem de discos. Não lembro de um ostracismo da banda.”

“Mas sempre que eu começava a achar que tinha caído no esgotamento de vez, vinha um Planeta Atlântida [festival de música do Rio Grande do Sul] te chamando para o casting. Surgia um show com sold out em Belo Horizonte. Parece que se eu não falar ‘chega!’, o Skank não vai acabar nunca.”

Samuel planeja seguir carreira solo. Diz ter em mente um projeto para lançar em 2021. “É um caminho natural. Olha a carreira de vários artistas, e você vai ver que muitos começaram em grupos e viraram carreira solo. Até o Lulu Santos, por exemplo.”

Não significa, para ele, que as bandas estejam perdendo espaço na indústria musical. “Eu acho que está existindo uma pluralidade, sabe? Para todo mundo. Hoje, o Skank não é mais a bola da vez, mas a gente enche o Espaço das Américas.”

“O mundo não é como na nossa época, quando só tinha Flamengo, Coca-Cola, catolicismo e acabou. Hoje, há uma porrada de coisas ao mesmo tempo, e isso é salutar.”

“O que eu acho frustrante é que a forma de consumir música hoje é como comer com a mão de novo. É grosseira”,

Ele ilustra o que quer dizer com um exemplo de sua filha Ana, 17.

“Outro dia, estava no carro com ela e com as amigas. E quando ela está com as amigas no carro, eu me sinto o próprio motorista de Uber. Elas não falam comigo, e tudo que eu falo, ninguém responde”, diz, aos risos.

“Uma hora eu não aguentei: ‘Minha filha, você não escuta a música até o fim’. ‘Pai, ninguém escuta a música até o fim’. Tum, pula para a outra música. Aí o som começa, dá uma ondinha e tal, tum: já passa de novo. Que que é isso?”, abre os braços, estupefato.

Ele reforça, no entanto, os ganhos dos tempos atuais.

“Você escuta uma música nova, e a partir dela, já passa para o disco do cara e depois já passa para outras coisas semelhantes. Então a gama de informação hoje é muito maior. Nos últimos anos, a gente começou a espaçar mais os lançamentos porque não víamos muito sentido. O mercado mudou. A atenção das pessoas está muito mais difusa.”

O cenário atual contrasta com os primórdios do Skank, no início da década de 1990, em Belo Horizonte (MG). Após desistir oficialmente da profissão de psicólogo —ele se formou na UFMG, mas nunca buscou o diploma— e do sonho de ser jogador de futebol, Samuel e os outros três integrantes da banda começaram a pesquisar o dancehall, estilo musical semelhante ao reggae que surgia na Jamaica.

“Só que sem internet para estudar e comprar um disco desses, você tinha que ir até o Rio de Janeiro, numa loja de Copacabana chamada Modern Sound. Gastava todo o dinheiro que tinha, comprava um ou dois discos e voltava para BH.”

MÔNICA BERGAMO

Para continuar lendo é só clicar aqui: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2019/11/samuel-rosa-anuncia-a-separacao-da-banda-skank.shtml

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Economia

McDonald’s demite presidente por se relacionar com funcionária

O McDonald’s demitiu seu presidente-executivo, o britânico Steve Easterbrook, 52, após descobrir que ele mantinha um relacionamento com uma funcionária, numa violação à política da cadeia de fast food.

A decisão foi tomada pelo conselho na sexta-feira (1º). Neste domingo (3), Easterbrook enviou um email aos funcionários em que confirmava o relacionamento. “Isso foi um erro”, disse Easterbrook. “De acordo com os valores da empresa, concordo com o conselho que é hora de seguir em frente.”

A empresa não forneceu nenhum detalhe sobre o relacionamento e afirmou que Easterbrook será substituído imediatamente por Chris Kempczinski, que ocupa o cargo de presidente da McDonald’s USA.

Easterbrook se tornou presidente-executivo em março de 2015. Sob sua gestão, as ações da gigante de fast food quase dobraram de valor. O executivo tentou transformar o McDonald’s de um império decadente de fast food em uma “empresa moderna e progressiva de hambúrgueres”, em suas palavras.

Como os consumidores passaram a migrar para alternativas mais saudáveis de alimento ​​e as vendas caíram em todo o setor, ele tentou estimular o crescimento com iniciativas que incluíam a revitalização do cardápio e o café da manhã durante o dia.

Apesar dos esforços, as vendas nos EUA, principal mercado da rede, mantêm-se estagnadas.

“Kempczinski foi fundamental no desenvolvimento do plano estratégico do McDonald’s e supervisionou a transformação mais abrangente dos negócios dos EUA na história do McDonald’s”, disse Enrique Hernandez, presidente do conselho do McDonald’s, em comunicado.

O McDonald’s tem 38 mil pontos de venda (dos quais 14 mil nos EUA) em mais de cem países.

Com Financial Times e The Wall Street Journal

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Luladrão fazia do jatinho presidencial um motel, onde praticava adultério, inclusive com essa que está pensando em casar, taí o principal motivo da morte de mariza. E ainda tem mulher q defenda um traste desse

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Política

Bolsonaro diz que os filhos não atrapalham seu governo, fala em 80% de chance de deixar PSL e indica criação de novo partido

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que, numa escala de 0 a 100, é de 80% a probabilidade de que saia de seu partido, o PSL. E, nesse caso, há 90% de chance de que funde um novo partido. A  declaração foi dada em entrevista ao programa Domingo Espetacular, da TV Record, exibida na noite deste domingo (3).

“Eu pago a conta sobre qualquer desvio de terceiro no partido. E a mesma coisa acontece no tocante a fundo partidário”, afirmou Bolsonaro, que trava embate com o presidente nacional da sigla, o deputado Luciano Bivar (PE).

A crise do presidente com seu partido vem se alastrando na esteira das denúncias sobre o esquema de candidaturas laranjas nas eleições de 2018 e ganhou proporções ainda maiores quando foi revelado um áudio do deputado Delegado Waldir (GO) chamando Bolsonaro de “vagabundo”.

“Quero que o partido não tenha problema nas eleições municipais do ano que vem e numa possível reeleição minha em 2022.”

Segundo Bolsonaro, ou ele passa a ter o comando das ações no partido ou pode vir a sair da sigla. Sobre esta última possibilidade, numa escala de 0 a 100, declarou: “80% pra sair e 90% pra criar um novo partido. Que vai começar do zero. Sem televisão, sem fundo partidário, sem nada.”

Bolsonaro afirmou que seu sonho seria criar um partido até março e ter cerca de 200 candidaturas pelo país nas eleições municipais do ano que vem.

Na entrevista, o presidente voltou a atacar a TV Globo e ao governador do Rio, Wilson Witzel (PSC-RJ), por conta da reportagem do Jornal Nacional, divulgada no dia 29, que relacionava seu nome à investigação dos assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes.

Segundo depoimento do porteiro do condomínio de Bolsonaro, obtido pelo telejornal, Élcio Queiroz, principal suspeito do crime, teria pedido para ir à casa de Bolsonaro no dia dos assassinatos. Os registros de presença da Câmara dos Deputados, no entanto, mostram que Bolsonaro estava em Brasília nesse dia.

No dia seguinte à exibição da reportagem, o Ministério Público do Rio de Janeiro disse que o porteiro deu informação falsa ao citar Bolsonaro.

Na entrevista, Bolsonaro disse que o caso não está encerrado e que o advogado-geral da União pediu que o procurador-geral  tome depoimento do porteiro, bem como dos servidores públicos, no caso o delegado da Polícia Civil, para esclarecer o que ocorreu.

“Não pode uma emissora como a Globo jogar um balde de água suja sobre mim e depois ficar por isso mesmo. A Rede Globo tem que explicar quem é que vazou um processo que corria em segredo de Justiça.”

“É um jornalismo sujo por parte da TV Globo. Inclusive eu os tenho desafiado. ‘TV Globo, me dá espaço de 15 minutos ao vivo no Jornal Nacional’.Para explicar isso e mais coisas. Obviamente, vou cobrar de vocês quem vazou isso para vocês'”, acrescentou.

Bolsanaro também voltou a insinuar que as informações do processo teriam sido vazadas pelo governador Witzel – que nega. “Ele tem usado a máquina pública para me perseguir”, disse o presidente.

Sobre as declarações de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), sobre um novo AI-5, uma das mais repressoras medidas da ditadura militar no país, o presidente afirmou que ele está protegido pela imunidade parlamentar.

“Para que serve o artigo 53 da Constituição? Lá está escrito que os senadores e deputados são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer palavras, opiniões e votos. Ponto final. Eu puxei a orelha dele, porque falou em AI-5. Mas o pessoal aproveita, qualquer coisa que a gente faz, potencializam.”

Bolsonaro também disse que os filhos não atrapalham seu governo.

“Eles têm me ajudado muito a identificar pessoas que não estão na nossa linha. Acontece. Algumas exonerações foram feitas no passado. Ninguém vive dentro do Palácio dizendo o que tenho que fazer.”

“O Brasil mudou”, completou o presidente. “Há até pouco tempo, era um país onde a família não existia. Onde a ideologia de gênero era uma marca. Onde meritocracia também não existia. Mudou. Hoje o presidente respeita o Estado laico, mas é cristão. É um presidente, um governo, que respeita a família. Se alguém não estiver nessa linha, vai esperar no futuro o PT voltar.”

A respeito do vazamento de óleo no litoral brasileiro, afirmou que todos os indícios levam a crer que a responsabilidade é do navio grego Bouboulina,  da empresa Delta Tankers.

“A notícia ruim: o que foi recolhido é uma pequena quantidade do que foi derramado. Então o pior ainda está por vir. Nós temos um anúncio de uma catástrofe muito maior que está a ocorrer por causa desse vazamento que, pelo que tudo parece, foi criminoso.”

À noite deste domingo (3), Bolsonaro foi ao jogo Itália X Paraguai, pela Copa do Mundo Sub-17, e voltou a falar sobre o caso Marielle quando abordado por jornalistas ao cumprimentar torcedores paraguaios.

Bolsonaro disse que quem diz que ele tenta obstruir as investigações “não tem o que fazer” e negou que tenha pegado a gravação com os áudios da portaria do condomínio.

“O que eu fiz foi filmar a secretária eletrônica com a respectiva voz de quem atendeu o telefone. Só isso, mais nada. Não peguei, não fiz backup, não fiz nada. E a memória da secretária eletrônica está com a Polícia Civil há muito tempo. Ninguém quer adulterar nada não”, afirmou Bolsonaro.

No sábado (2), Bolsonaro havia dito que “nós pegamos antes que fosse adulterado, pegamos lá toda a memória da secretária eletrônica, que é guardada há mais de anos, a voz não é minha”.

Neste domingo, ele criticou quem relaciona o nome dele ao caso do assassinato da vereadora e do motorista dela. “Caso Marielle, eu quero resolver também. Mas querer botar no meu colo é, no mínimo, má fé e falta de caráter”, afirmou Bolsonaro.

Na semana passada, após ser atacada por Bolsonaro pela reportagem sobre o caso Marielle, a Globo afirmou em nota lamentar que o presidente demonstre “não conhecer a missão do jornalismo de qualidade e use termos injustos para insultar aqueles que não fazem outra coisa senão informar com precisão”.

“[A reportagem] ressaltou, com ênfase e por apuração própria,  que as informações do porteiro se chocavam com um fato: a presença do então deputado Jair Bolsonaro em Brasília, naquele dia, com dois registros na lista de presença em votações”, afirmou.

FOLHAPRESS

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Política

Rodrigo Maia e Alcolumbre se reúnem para discutir polêmicas da família Bolsonaro

Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), discutiram na semana passada, com outros integrantes do partido, a forma de reagir a crises que envolvem o Executivo. A ordem é fugir dos temas polêmicos e seguir tocando a agenda econômica no Congresso.

A conversa ocorreu em um jantar na terça (29), pouco depois que o Jornal Nacional revelou que o porteiro do condomínio de Jair Bolsonaro havia citado o nome do presidente em um depoimento no processo que apura o assassinato da morte da vereadora Marielle Franco.

Na conversa estavam também o prefeito de Salvador, ACM Neto, que preside o partido, e outros parlamentares.

De acordo com um dos presentes, a proposta é tratar publicamente eventuais processos e investigações que envolvem a família de Bolsonaro como um problema deles, “sem trazer isso para perto da gente”. Ou seja, ignorar os temas sempre que possível.

Na quinta (31), a regra foi rompida com as declarações do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) de que a resposta a uma hipotética “radicalização” da esquerda poderia ser o AI-5.

MÔNICA BERGAMO

Opinião dos leitores

  1. O governo Bolsonaro parece aquele prefeito de interior que vive na delegacia apagando ocorrência dos filhos irresponsáveis. O que eles menos estão preocupados é com o país.

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Geral

Foto da prova do Enem 2019 que circula nas redes sociais é real, diz Inep

Foto: Reprodução

A foto de uma página do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019 que circulou nas redes sociais na tarde de domingo (3) é real, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O ministro da Educação, Abraham Weitraub, disse que o fato não interfere no exame e que o suspeito de divulgar a imagem fazia a prova em Pernambuco. A Polícia Federal investiga o ocorrido.

O MEC não deu detalhes, mas em grupos de WhatsApp circulou uma imagem da página dedicada à redação. A foto foi compartilhada quando os candidatos já tinham começado a fazer o exame e deveriam manter seus celulares desligados e guardados dentro de um saco plástico lacrado.

“O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informa que é real a imagem da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 que circula nas redes sociais. É importante esclarecer que a divulgação, que ocorreu após o início da aplicação, não prejudicou o andamento do exame. Todos os participantes já tinham passado pelos procedimentos de segurança e estavam nos locais de prova.”

O ministro afirmou que “a foto da prova é verdadeira, porém, foi tirada e postada após o início do exame e da realização dos procedimentos de segurança. Tudo dentro da normalidade”.

“No Enem segue tudo funcionando perfeitamente bem a prova tem tudo para ser um grande sucesso. Saiu agora sobre uma foto de uma prova. A foto é verdadeira mas em nada compromete à realização do Enem.” – Abraham Weitraub

De acordo com o ministro, todos os procedimentos de segurança já haviam sido realizados. “A prova já havia sido distribuída para todo mundo e alguém tirou uma foto e colocou nas redes. Isso não compromete em nada, tudo segue normal”, disse.

“Agora a Policia Federal vai identificar essa pessoa responsável e vai tomar as devidas providencias legais contra ela. Isso aparentemente aconteceu em Pernambuco e a gente já está chegando ao nome da pessoa.”

G1

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Educação

Gabaritos do Enem serão divulgados no dia 13 de novembro

Os gabaritos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) serão divulgado no dia 13 de novembro, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Texeira (Inep). Os participantes fazem hoje (3) as provas de redação, linguagens e ciências humanas. No dia 10, fazem as provas de matemática e ciências da natureza.

Desde as 18h30 deste domingo, os estudantes já podiam sair dos locais de prova com os Cadernos de Questões do Enem, o que ajuda na hora de conferir os gabaritos.

No dia 13, os participantes poderão acessar os gabaritos pelo portal do Inep ou pelo aplicativo do Enem. No total, são seis gabaritos para cada dia e seis Cadernos de Questões, de acordo com as cores da prova e opções acessíveis.

Segundo o Inep, os candidatos deverão ficar atentos para conferir o gabarito relativo à cor de prova que fez em cada domingo de aplicação.

Mesmo com o gabarito em mãos, não será possível saber a nota final do Enem. Isso por que o sistema de correção da prova, que segue a chamada Teoria de Resposta ao Item (TRI), não atribui um valor fixo para cada questão.

Os resultados individuais do Enem 2019 serão divulgados também na Página do Participante ou no aplicativo do Enem, em data a ser anunciada, a partir de consulta com CPF e senha. A previsão é de que ocorra em janeiro.

De acordo com o Inep, o resultado dos participantes eliminados não será divulgado, mesmo que eles tenham realizado o Enem nos dois dias de aplicação. Para os treineiros, que fazem o exame para autoavaliação de conhecimentos, a consulta só será liberada 60 dias após a divulgação dos resultados.

Agência Brasil

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Esporte

Hamilton fica em segundo no GP dos EUA, mas conquista sexto Mundial de F1

Foto: AFP/F1
O britânico Lewis Hamilton, da Mercedes, conquistou neste domingo seu sexto Mundial de Fórmula 1 ao terminar em segundo no Grande Prêmio dos Estados Unidos em Austin, no Texas.

Hamilton fica assim a um título dos sete do alemão Michael Schumacher, o piloto com mais campeonatos da história (1994, 1995, 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004).

O britânico de 34 anos ficou atrás de seu companheiro de equipe, Valtteri Bottas, na 19ª corrida da temporada e acrescentou outro campeonato aos já conquistados em 2008, 2014, 2015, 2017 e 2018.

A vitória no GP dos Estados Unidos foi a quarta do finlandês em 19 corridas disputadas nesta temporada, contra 10 do hexacampeão.

Com o resultado, Hamilton ficou com 67 pontos de vantagem sobre seu companheiro de equipe, eliminando qualquer chance de ser ultrapassado nas duas provas que restam (GP do Brasil e GP de Abu Dhabi).

“Não consigo acreditar. Obrigado por tudo”, disse por rádio Hamilton aos membros da equipe após cruzar a linha de chegada e superar os cinco títulos do argentino Juan Manuel Fangio (campeão em 1951, 1954, 1955, 1956 e 1957).

O britânico lutou com determinação após iniciar a prova na quinta posição, mas não conseguiu superar seu companheiro de escuderia, que largou na pole e acabou vencendo o GP.

“Eu esperava poder ganhar hoje, mas não consegui com esses pneus”, explicou o seis vezes campeão do mundo.

Lewis Hamilton resistiu firme nas últimas voltas ao retorno Max Verstappen depois de ter sido ultrapassado por Bottas que seguiu uma estratégia diferente em relação às mudanças de pneus.

O holandês teve que se contentar com o terceiro lugar e o monegasco, Charles Leclerc, terminou em quarto, tendo feito a melhor volta da prova.

“É impressionante, sinceramente”, confessou o britânico, emocionado. “Foi uma corrida muito dura hoje. Valterri fez um grande trabalho. Como esportista, me sinto o mais revigorado que posso me sentir neste exato momento. E quanto ás corridas que ainda faltam, não vamos relaxar”, acrescentou o hexacampeão do mundo.

Estadão Conteúdo

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Esporte

Chilenos confirmam “supermanifestação” no país em dia da final da Libertadores

A expectativa do Flamengo pelo confronto com o River Plate, na final da Libertadores se tornou em apreensão: o Chile, que sediará o confronto, passa por momento social turbulento e o clima é de incerteza. Neste fim de semana, mais um fato que coloca pontos de interrogação sobre o local da decisão: chilenos convocaram uma “supermanifestação” para o dia da partida.

Uma imagem que circulou pelas redes sociais no último sábado (2) chama os chilenos para o evento no dia 23 de novembro. Por cima de imagem do Estádio Nacional – que, a princípio, será palco da partida – está escrita a frase “para que o mundo saiba que pouco se importam com nós”.

Opinião dos leitores

  1. A traducao ao modo brasileiro parece ser outra. Os chilenos estao sofrendo alguma diarreia e precisam dizer ao mundo (nos están cagando)…. e poderao sofrer uma crise economica que nunca sofreram, pois reclamam por serem ricos, assim podem destruir estacoes de metro que outros países pobres nao tem. Tudo por causa de 15 centavos….. e que la 15 centavos nao se compra nem uma bala de hortela.

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Economia

Déficit engaveta planos de governadores para 2020

Um ano após vencer as eleições, ao menos 11 governadores projetam dificuldades financeiras para 2020. Somados, os déficits previstos nesses Estados alcançam R$ 36,1 bilhões e, se não impedem, atrasam os planos aprovados pela população nas urnas. Sem recursos, promessas de obras, aumento de salário para os servidores e novas ações em áreas prioritárias acabam condicionados ao sucesso de programas de concessões, de arrecadação incerta, ou de corte de gastos, de ganho limitado.

Levantamento feito pelo jornal O Estado de São Paulo mostra ainda que esses mesmos Estados e o Distrito Federal preveem uma soma ainda maior em renúncias fiscais: R$ 41,8 bilhões. São isenções ou reduções de impostos aprovadas para determinados setores econômicos com o intuito de aquecer a economia e, consequentemente, elevar a arrecadação. Diante da crise persistente, no entanto, essas medidas já começam a ser revistas.

Ainda em debate nas Assembleias Legislativas, as leis orçamentárias de Estados como Roraima, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Santa Catarina e o Distrito Federal preveem mais despesas do que receitas. E, em muitos casos, a situação é recorrente. O Rio Grande do Sul, por exemplo, gasta mais do que arrecada desde 2010, prejudicando ano após ano sua capacidade de promover investimentos.

Com déficit de R$ 5,2 bilhões em 2020, o governador gaúcho Eduardo Leite (PSDB) prevê investir R$ 1 bilhão, dos quais somente R$ 308 milhões são do Tesouro, o restante depende de transferências da União ou emendas. A escassez de recursos levou o Estado a paralisar, pela segunda vez, a reforma da escola estadual mais antiga de Porto Alegre, o Instituto de Educação General Flores da Cunha, de 1869, fechado há três anos.

A obra já consumiu R$ 1,2 milhão, mas ainda são necessários R$ 21,7 milhões para a conclusão. Segundo o governo, “montante considerado expressivo diante da situação financeira”.

Para tentar reverter o quadro deficitário, Leite anunciou, mês passado, uma proposta de reforma administrativa que visa a economia de R$ 25 bilhões em dez anos. Com o mesmo objetivo, o governador de Minas, Romeu Zema (Novo), também busca apoio para recuperar o Estado que tem hoje o pior quadro financeiro do País – ano que vem será o sexto com despesas superando receitas.

O déficit mineiro atinge uma referência nacional no atendimento a queimados. O Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, precisa de R$ 10 milhões para reparos no prédio e reforma das redes elétrica e hidráulica. O projeto foi colocado em uma lista elaborada pelo governo como obras prioritárias, mas sem verba.

A aposentada Maria Francisca das Graças Silva Santos, de 68 anos, esteve na unidade dia 31 para visitar o irmão, José Aparecido dos Santos Silva, de 58, internado há um mês para tratamento de queimadura nas pernas. “Todas as vezes que estive aqui percebi que um dos dois elevadores estava parado”, relata. A direção do PS afirmou, em nota, que “tem encaminhado solicitações de reformas pontuais, que vêm sendo atendidas”.

Para aliviar seus respectivos caixas, tanto Leite como Zema pretendem privatizar estatais e contam com o apoio de parlamentares para destinação de emendas nas áreas mais demandadas. Entre os dez Estados e o Distrito Federal, o único que participa do Regime de Recuperação Fiscal da União é o Rio.

Em Santa Catarina, ajustes internos reduziram o rombo previsto de R$ 1,2 bilhão para R$ 804 milhões e o governador Carlos Moisés (PSL) pôde anunciar investimentos da ordem de R$ 200 milhões em obras de infraestrutura.

O Estado espera zerar o déficit e passar a ter superávit em 2022. Para alcançar o objetivo, segundo Moisés, o governo trabalha na redução dos gastos públicos, com previsão de economizar R$ 500 milhões em quatro anos; na descentralização dos recursos, a partir de convênios com consórcios municipais; combate à sonegação fiscal, revisão do programa de isenções e novas concessões.

“O que se fazia antes era superestimar a arrecadação, maquiar a realidade. Neste ano, conversei com os Poderes e me determinei a dar transparência à realidade do Estado”, disse o governador, referindo-se ao déficit. As ações, diz ele, já elevaram a arrecadação em 12% neste ano.

Já a dificuldade fiscal de Mato Grosso em pagar as contas engessa a máquina em diversas frentes. De acordo com o deputado Dilmar Dal Bosco (DEM), líder do governo na Assembleia Legislativa, as emendas parlamentares estão represadas, não são feitas novas obras e os salários de servidores chegaram a ser pagos com 22 dias de atraso.

Bosco ressalta que o governo está cortando custos. “Tivemos uma reforma administrativa, reduzimos o número de secretarias de 24 para 15 e diminuímos o número de servidores.” Já o deputado Lúdio Cabral (PT), da oposição, critica o que chama de discurso de déficit. “Você acha que está em crise um Estado que prevê R$ 6 bilhões de renúncia fiscal?”, questiona.

Para a economista Mariana Almeida, professora do Insper, a solução para reduzir os déficits dos Estados não é só local. “A questão vai além de pura capacidade de gestão. Envolve elementos como pacto federativo e estrutura tributária”, afirma ela, sobre duas reformas de atribuição federal.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Aqui no RN vai ter plano de cargo p todo mundo em 2020, com aumento de, no mínimo, 30%. Civil e PM vão ganhar mais 50% e um cabo vai ganhar 15 mil.

    1. Olha.. se um cabo chegar a ganhar 15 mil… vai ter muita gente atras de pegar um cabo!!! principalmente esse pessoal da esquerda que gosta de perseguir.

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Política

‘Legalização das drogas não é tema pertinente ao STF’, diz Eduardo Bolsonaro

Em discurso na Esplanada dos Ministérios, para um grupo de cerca de 300 pessoas, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o ministro da Cidadania, Osmar Terra, fizeram neste domingo (3) duras críticas às mobilizações que existem na sociedade, no Congresso e no Supremo Tribunal Federal (STF) a favor da liberalização das drogas.

“Esse encontro aqui é para a gente chamar a atenção do STF e dizer que nós somos contrários à legalização das drogas e que esta é uma matéria que não deve ser pertinente à Suprema Corte, mas sim ao Congresso Nacional. Se alguém quiser mudar a lei, tem de passar pelo Congresso”, disse Eduardo Bolsonaro.

O Supremo deveria retomar nesta semana um julgamento sobre a descriminalização da maconha para uso pessoal, mas o processo foi retirado da pauta pelo presidente do STF, o ministro Dias Toffoli.

O ministro da Cidadania criticou inclusive a direção da Fiocruz alegando que ela faz pesquisa com “viés ideológico” para dizer que não há epidemia de consumo de drogas no País.

“A Fiocruz tem papel importante na pesquisa de medicamentos, de vacinas. Mas, nesta questão das drogas, que envolve questão ideológica da direção da Fiocruz, que tem um viés profundamente ideológico, ela está completamente equivocada, errada e nós temos de denunciar”, afirmou o ministro.

Questionado se o governo pensava em algum tipo de intervenção neste processo, o ministro disse que a Fiocruz é ligada ao Ministério da Saúde e que diretoria da instituição é eleita, “tem uma certa autonomia”. “Mas temos de dizer que nós não concordamos com o que ela está dizendo porque não concordamos com o que o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, que defendeu sempre a liberação da droga”.

Para Eduardo Bolsonaro e o ministro, cabe apenas ao Congresso Nacional legislar sobre a questão das drogas, e não ao Supremo Tribunal Federal. “Não estamos aqui para dizer que o Supremo está errado ou certo. Nós estamos aqui para dizer que esse problema é tão grave que são os representantes do povo, o Congresso Nacional é que tem decidir. O STF fica para discutir apenas alguma questão constitucional”, afirmou o ministro.

“Tem lobbies estrangeiros defendendo a legalização das drogas. Tem juízes, por falta de informação, liberando o plantio, sem ter nenhuma base científica. Não é só um problema de espiritualidade, tem a ciência ao lado da gente e a ciência mostra o dano definitivo ao cérebro com o uso da droga”, declarou o ministro.

O deputado, por sua vez, depois de citar que alguns parlamentares se sentem até “seduzidos” a liberar a proibição do uso de drogas, “pressionados pelos fortes lobbies”, reiterou que o governo Bolsonaro “é contra tudo” a qualquer liberação de drogas. Citou ainda áudios que teriam circulado com integrantes do crime organizado criticando o governo Bolsonaro por estar combatendo o tráfico de drogas. “O crime organizado não tem conosco o diálogo cabuloso como tinha no governo do PT, como vimos em áudios”, acusou.

Para Eduardo, “as Farcs tentam implantar o comunismo e têm como fonte de financiamento a cocaína, fazem parte do foro de São Paulo, que é o grupo que faz parte do PT”. E emendou: “Eles pregam a demonização das igrejas, a destruição da família, o controle da internet e depois dizem que nós é que somos o perigo à democracia? Nós aqui não tocamos fogo em nenhum prédio, somos incapazes de quebrar uma janela, que estamos aqui, nesta manifestação, em família. Nós é que somos o perigo à democracia? Nós não podemos deixar eles ganharem essa narrativa”.

O ministro e o deputado anunciaram ainda que o governo vai passar de 11 mil para 20 mil vagas nas comunidades terapêuticas para atendimento aos que precisam de tratamento.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. É o Brazilzil na contramão de grande parte do mundo, como Canadá, EUA, Alemanha, Bélgica, Holanda, Austrália, etc. que liberaram total ou parcialmente, o uso medicinal e recreativo da Maconha.. Uns caretas!!!

  2. OTÁRIO, ESSA FAMILIA DE VERMES PREGAM TODO TIPO DE SANTIDADE , TREMENDOS LADROES, MILICIANOS, ESGOTADORES DE DINHEIRO PUBLICO…..SANTO DO PAU OCO…..VESTE UMA SAIA DE URTIGA QUE CAI BEM….

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Meio Ambiente

[VÍDEO] Ministro da Defesa sobrevoa Abrolhos, região atingida por óleo

O Ministro da Defesa, Fernando Azevedo, fez um sobrevoo pela região do arquipélago baiano de Abrolhos (BA) na manhã deste domingo (3) e acompanhou as operações de monitoramento e limpeza de áreas atingidas pelas manchas de óleo.

Ontem (2), a Marinha informou que pequenos fragmentos de óleo foram encontrados e recolhidos na região de Abrolhos. Segundo a Marinha, os fragmentos foram retirados do mar pelo Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), formado pela Marinha do Brasil (MB), Agência Nacional de Petróleo (ANP) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Desde o início do aparecimento de manchas de óleo nas praias nordestinas, mais de 4 mil toneladas de resíduos já foram retirados desses locais, segundo levantamento divulgado neste sábado pelo GAA. O descarte desse material é feito pelas secretarias de Meio Ambiente dos estados.

Em nota, o GAA informou também que “foram detectados e removidos pequenos fragmentos de óleo em Ponta da Baleia, em Caravelas e na Ilha de Santa Bárbara, em Abrolhos, por equipes e navios da Marinha, juntamente com o ICMBio [Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade]”.

De acordo com o GAA, estão limpas as praias do Ceará, do Rio Grande do Norte, da Paraíba e de Pernambuco. As localidades que ainda permanecem com vestígios de óleo e com ações de limpeza em andamento são as seguintes: Maragogi, Japaratinga, Barra de São Miguel, Coruripe, Feliz Deserto e Piaçabuçu, em Alagoas; Artista, em Sergipe; Arembepe, Berlinque, Barra Grande, Cueira, Pratigi, Alcobaça, Mar Moreno e Piracanga, na Bahia.

Ainda segundo a nota, foram empregados nos trabalhos de limpeza das praias e observação marítima 15 navios, quatro aeronaves, três drones e mais de 2.350 militares e 85 servidores do Ibama e ICMBio.

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