Está marcada para as 9h desta quarta-feira 19 uma sabatina do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Pouco mais de dez dias após o site The Intercpt vazar os primeiros diálogos que o envolvem, o ministro responderá a perguntas de parlamentares, em audiência na qual é esperada ampla presença da oposição.
Ao anunciar a ida de Moro à Casa, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse que essa será “uma oportunidade para os senadores terem acesso a todas as respostas que julgarem necessárias”. Na terça, a CCJ também aprovou que Deltan Dallagnol, procurador da Lava Jato, seja convidado a depor – em data ainda não definida.
Nesta quarta, Moro terá trinta minutos para apresentar sua versão sobre os vazamentos, antes que a sessão seja aberta para perguntas. Cada senador inscrito terá cinco minutos para fazer seu questionamento e Moro contará com o mesmo tempo para responder. Na sequência, os parlamentares terão dois minutos para réplica.
Interessante como o senado não convocou Dilma e Lulla para dar explicações após a divulgação daquela gravação que ela orienta ele a assinar logo a nomeação de ministro para ter foro privilegiado, aquele episódio do bessias, pelo contrario alegaram que gravação sem autorização judicial não constitui prova, agora estão utilizando grampo de um hacker para cobrar explicações, não seria dois pesos e duas medidas?
Não estou colocando aqui o mérito da questão. Quem errou deve pagar. Porém, todos! A justiça, nossa última esperança, deve agir com imparcialidade e não arquitetar para beneficiar um projeto de governo e depois assumir publicamente sua participação nele.
Dr MORO com certeza vai dar um show!!
Vai sair mais forte do que fumo de Arapiraca desse muido.
Kkkkk kkk
Pra desespero dos pelegos vermelhos.
Lula tá preso babacas.
Em vídeo postado no YouTube, o engenheiro boliviano Nicolás Hinojosa, 32, afirma que seu software de envio de mensagens em massa por WhatsApp foi usado por apoiadores do então candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) no ano passado e que, por esse motivo, seu número foi bloqueado pelo aplicativo.
“Lamentavelmente, na semana passada, bloquearam meu número de WhatsApp por causa do que aconteceu no Brasil. As pessoas que fizeram campanha para o candidato Bolsonaro usaram meu software, mas nem sequer compraram as licenças, usaram a versão demo [teste]”, diz Hinojosa no vídeo de 5 minutos e 25 segundos, postado em 31 de outubro de 2018.
No dia 18 de outubro do ano passado, reportagem da Folha revelou que empresas brasileiras estavam comprando de agências de marketing pacotes de mensagens por WhatsApp em massa contra o PT.
A campanha de Bolsonaro negou ter conhecimento sobre as mensagens enviadas. No dia seguinte à publicação da reportagem, o WhatsApp anunciou ter bloqueado contas que estavam fazendo envios maciços de mensagens, entre elas as das agências mencionadas na reportagem.
Nesta terça-feira (18), a Folha mostrou que o dono de uma agência de marketing na Espanha afirmou em gravação que empresas brasileiras contrataram sua firma em 2018 para fazer disparos em massa de mensagens políticas a favor do então presidenciável Jair Bolsonaro.
Em entrevista à Folha, Hinojosa afirmou que 360 usuários lançaram mão de seu software “para enviar campanhas para Bolsonaro”.
“Calculo que tenham sido enviadas mensagens de cerca de 30 mil contas [números] de WhatsApp. Todas as mensagens que vi eram campanha para Bolsonaro. Textos e imagens em português”, disse.
“Imagino que outros [candidatos] também devem ter enviado [com o software dele]. Mas o que eu tenho certeza é de que vi [campanha] para o Bolsonaro.”
Procurado, o WhatsApp confirmou ter bloqueado as contas de Hinojosa por mau uso. “O WhatsApp bloqueou algumas contas dele antes das eleições”, disse a empresa por email.
“Na versão demo, obviamente saía na parte de baixo meu website, e lá dentro tinha meu número. Por causa disso, WhatsApp me identificou como se eu tivesse sido a pessoa responsável por esta onda de spam que essas pessoas fizeram e suspendeu meu número.”
A contratação dos disparos por pessoas físicas, sem declarar às autoridades eleitorais, é vedada por lei.
Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), apenas as campanhas oficiais podem fazer contratação de impulsionamento de conteúdo eleitoral nas redes sociais.
Interessante q em outras épocas, quando a modernidade na política era enviar as campanhas por SMS ou uma ligação, eu sempre recebia. Mas nas era do WhatsApp nunca recebi um spam com envio de campanha de nenhum dos candidatos.
Mais "denúncias" sem prova alguma, impulsionadas pela "Foice" de São Paulo. Um boliviano (?????), dizendo que o seu software foi usado sem ter sido comprado (sendo assim, não como provar e identificar os pseudo criminosos). É cansativo e vai ser por todo o mandato do presidente. Não querem deixar o cara governar. Essa corja não está nem ai para as enormes dificuldades do Brasil. Seus próprios interesses é só o que lhes importa. Vermes, parasitas, anti-patriotas. Mas o cidadão de bem já entendeu isso. E paciência tem limite.
Essa FOLHA e PAPEL HIGIÊNICO SUJO tem o mesmo VALOR , esses vermes ganhavam milhões dos PTralhas, agora a fonte secou , tem que trabalhar, esqueci , PTralha não sabe a cor da carteira de trabalho, e a coisa mais pitoresca que eu já vi …..são trabalhadores ( PT) sem ter trabalhado uma única vez , alguém sabe me dizer se a Deputada BENEVIDES alguma fez teve a carteira de trabalho assinada????
Para cumprir o cronograma dos sonhos do governo, que prevê a votação da reforma da Previdência na comissão especial semana que vem e no plenário da Câmara até a primeira quinzena de julho, a Casa Civil vai ter de acelerar a entrega de cargos a partidos de centro e centro-direita. As negociações não deslancharam porque o governo quer fazer todas as nomeações em pacote, mas a demora abriu espaço para disputas. A Codevasf, por exemplo, é alvo de queda de braço entre Câmara e Senado.
Presidentes de partidos de centro e integrantes da cúpula do Congresso dizem que o clima de desconfiança é mútuo e que “se o Planalto não entregar o que afiançou, ninguém vai votar no crédito”. Ou seja: sem a formalização das indicações, o andamento da reforma pode travar.
Como mostrou o Painel em abril, o governo ofertou estatais de porte regional a siglas que podem vir a formar sua base no Congresso, além de emendas extras aos parlamentares que votarem a favor das novas regras de aposentadoria.
O gordinho comedor de batata frita Rodrigo Maia deve tá dando cambalhotas, era isso que ele queria, emplacar os seus afilhados políticos no governo.
Por certo ouve articulação. Kkkkkk
É o velho toma-lá-dá-cá. Parece que a "mamata" ainda não acabou, e nem acabará tão cedo.
É bom a sociedade ficar de olho vivo nesses políticos profissionais sebosos, afinal somos nós mesmos que patrocinamos isso tudo.
Na política séria e na vida, tome lá e me indique k ,nomes competentes. Sem processo hoje em dia , quase impossível. Querem exemplos : BG , apresente um nome reeleito para Deputado que não tenha processo no Rn. Não signifa que são desonestos, afinal , a politicagem se impregnou até naquele Edificio em frente à Assembleia Legislativa do Rn, pessoas que nunca tiveram o nosso voto.
A desenvolvedora de projetos de energia Casa dos Ventos investirá cerca de R$ 2,4 bilhões em um complexo de geração eólica no Rio Grande do Norte, que ainda poderá ter a capacidade quase duplicada no futuro. “O recurso eólico em Rio do Vento (no RN) está entre os melhores do mundo”, afirma Lucas Araripe, diretor de novos negócios da Casa dos Ventos. “Tem vento constante, de velocidade, alta densidade e com desvio padrão muito baixo: quando junta-se esse vento excepcional com a grande escala do projeto, chega-se a um custo de geração de energia muito baixo.”
O empreendimento terá potência instalada de 445 megawatts, com equipamentos da dinamarquesa Vestas, que fornecerá 106 turbinas ao complexo. O valor do contrato não foi divulgado. Os suportes do motor serão produzidos na fábrica da Vestas no Ceará, enquanto que as pás e torres também serão produzidas localmente, de acordo com as regras do Finame II do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Segundo Araripe, cerca de 5% da produção já foi vendida em leilão realizado pelo governo brasileiro no ano passado, enquanto o restante será oferecida a consumidores no chamado mercado livre de eletricidade, no qual grandes empresas podem negociar diretamente seu suprimento. “Trabalhamos agora para vender essa energia”, afirmou. “Estamos conversando com grandes consumidores.”
A empresa irá agora buscar financiamentos junto ao BNDES e ao Banco do Nordeste (BNB) para o empreendimento, que tem operação prevista para o segundo semestre de 2021. Também não estão descartadas emissões de debêntures para levantar recursos.
O complexo eólico de Rio do Vento é dividido em diversas usinas, e eventualmente os interessados poderão fechar contratos que incluam uma opção de compra futura de uma ou mais unidades do parque.
Ao se tornar sócios do projeto, os clientes podem ter acesso à energia por custos menores, afirmou Araripe. A regulação do setor elétrico isenta de alguns encargos empresas que investem na produção da própria eletricidade. “Podemos assinar contratos normais de longo prazo ou dar ao cliente a opção de compra de uma fatia do projeto referente ao consumo dele, para ser sócio”, disse. “Ele vira sócio depois, sem o risco de implantação e construção.”
O projeto da Casa dos Ventos tem potencial para uma segunda fase que poderia levar a capacidade a 950 megawatts. Tanto a linha de transmissão quanto a subestação do empreendimento serão construídos levando em conta essa futura expansão.
De acordo com Araripe, a expansão deverá ser viabilizada mais à frente, devido a limitações para conexão à rede na região do parque.
Enquanto isso, a empresa deve fazer o próximo investimento em um projeto de até 400 megawatts na Bahia, para o qual pretende começar a buscar contratos após concluir as negociações para venda da energia de Rio do Vento.
Araripe disse ainda que pretende replicar nos novos projetos a estratégia adotada no Rio Grande do Norte, negociando uma parcela mínima de energia em leilões do governo para depois buscar contratos no mercado livre. Isso porque os valores pagos pela energia leilões federais têm caído em meio ao interesse de investidores pelos contratos e a baixa demanda por energia, que acirram a competição nos certames, nos quais vencem usinas com menor tarifa final.
Mesmo com o apoio da maior parte dos 42.587 torcedores que foram à Arena Fonte Nova, em Salvador, o Brasil empatou em 0 a 0 com a Venezuela. Com este resultado recuperou a liderança do grupo A da Copa América, com os mesmos 4 pontos do Peru (que hoje, mais cedo, derrotou a Bolívia por 3 a 1), contudo, adiou a classificação para as quartas de final da competição. A Venezuela somou seu segundo ponto e se manteve viva.
A equipe do técnico Tite começou animada, pois contava com um importante reforço. O meia Arthur se recuperou de dores no joelho direito e retornou à equipe titular no lugar do volante Fernandinho.
Desde o primeiro minuto o Brasil valorizou a posse de bola, tomando conta do jogo e criando boas oportunidades de marcar, em especial com os ponteiros Richarlison, pela direita, e David Neres, aberto na esquerda.
Foi dos pés de Richarlison que saiu a primeira chance clara do primeiro tempo. O atacante aproveitou saída de bola errada da Venezuela para avançar e chutar com perigo para defesa do jovem goleiro Fariñez aos 16 minutos.
Dois minutos depois, a equipe venezuelana mostrou que, mesmo com pouca posse de bola, poderia causar problemas ao Brasil. Rondón aproveitou bola levantada na área por Herrera para cabecear com perigo bem perto do gol de Alisson, que ficou apenas olhando.
Com o passar do tempo a Venezuela se fechou no campo de defesa, e o Brasil passou a ter muitas dificuldades para praticar seu melhor futebol.
As melhores chances eram pelas pontas. Como aos 37 minutos, quando Daniel Alves avançou pela direita e cruzou na medida para Firmino, que conseguiu chutar para o fundo do gol da Venezuela, mas o gol foi anulado de forma correta pelo árbitro, que assinalou falta do atacante brasileiro.
O empate perdurou até o intervalo. O técnico Tite decidiu realizar uma mudança no ataque do Brasil logo no início do segundo tempo, com a entrada de Gabriel Jesus no lugar de Richarlison.
Mesmo com a entrada do atacante do Manchester City na ponta esquerda, o Brasil continuava com dificuldades de encontrar espaços na defesa de uma Venezuela muito organizada.
Aos 11 minutos, Gabriel Jesus aproveitou um cochilo da defesa adversária para roubar a bola e finalizar com um chute colocado da entrada da área, mas a bola foi para fora.
Aos 14 minutos, Gabriel Jesus teve nova chance, mas não desperdiçou. Porém, o juiz acabou anulando o gol com auxílio do VAR (árbitro de vídeo) ao constatar que Roberto Firmino, que iniciou a jogada, estava em posição de impedimento.
Com o passar do tempo sem gol, a torcida passou a pedir a entrada do atacante Everton Cebolinha. Aos 26 minutos, o técnico Tite atendeu ao clamor da torcida e tirou David Neres para colocar o atacante do Grêmio.
O tempo passava, o Brasil pressionava a Venezuela em seu campo de defesa, mas continuava com muitas dificuldades de finalizar com perigo. Isso fez com que parte da torcida começasse a vaiar a seleção brasileira, em especial quando a equipe trocava passes laterais.
Aos 41 minutos parecia que o sofrimento chegaria finalmente ao fim, quando Everton fez boa jogada pela esquerda e cruzou na medida para Philippe Coutinho, que finalizou dentro da área para o fundo do gol venezuelano. Novamente, com o auxílio do VAR, o árbitro anulou o gol brasileiro por constatar impedimento de Firmino, que participou da jogada.
O Brasil continuou pressionando, mas sem grande efetividade. Aos 54 minutos, o Brasil teve sua última chance de fazer o gol da vitória em boa cabeçada de Fernandinho, que por pouco foi para fora.
Na próxima rodada o Brasil enfrenta o Peru, enquanto Venezuela e Bolívia fazem o outro jogo da terceira rodada do grupo A.
Timinho essa seleção do Tite. Agora a maior culpa é do técnico que tem seus apadrinhados, como Fernandinho, Filipe Luiz, Firmino e outros. Se formasse uma seleção, só com jogadores que jogam no Brasil a produção seria bem maior. Olha, um time que todos, com raras exceções ganham mais de 700 mil no mês, estão lá preocupados com a seleção. Estão ali, porque foram chamados e sairiam ruim na fita se não aceitassem.
Desde a copa do mundo que sou contra a esse VAR.
Pra mim tira a essência do Futebol.
Desde que o mundo é mundo que o torcedor chama o juiz de FDP, LADRAO , agora com esse VAR não se chama mais, perde a graça. Fica mecânico o jogo.
Apesar da pressão do presidente Jair Bolsonaro, o Senado derrubou por 47 votos a 28 o decreto que flexibiliza as regras para o porte de armas. Foi a maior derrota imposta pelo Senado ao governo. Antes da votação, Bolsonaro usou redes sociais, eventos públicos e entrevistas para pedir votos. E ligou pessoalmente para senadores. “Não deixeoprojetomorrer”,disseontem,em dois eventos.
A decisão pode ser revertida na Câmara dos Deputados, mas o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já sinalizou que a proposta também não deve prosperar por lá. “O governo tem uma defesa do decreto que acho frágil, mas respeito.” A gestão até já estuda um “plano B”. “Temos de buscar uma alternativa, retirar um ponto ou outro, mas manter a espinha dorsal desse decreto das armas”, afirmou a líder no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP).
O jornal O Estado de S. Paulo apurou que há duas estratégias em curso no governo: a primeira é de avançar projetos de leis que já estão em tramitação no Parlamento. Um deles seria a proposta do ex-senador Wilder Morais (PP-GO) que permite a posse de arma em toda propriedade rural e não só no imóvel. O texto já foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A outra estratégia é questionar no Supremo a decisão do Congresso de derrubar o decreto. Parlamentares governistas alegam que os decretos legislativos que tentam barrar as modificações discutem o mérito da proposta e a possibilidade de o presidente decidir sobre a questão.
O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou “ter certeza” de que o Supremo Tribunal Federal vai julgar, na semana que vêm, procedentes os decretos editados pelo presidente Jair Bolsonaro para facilitar a aquisição, registro, posse, porte e comercialização de armas de fogo. Mas o STF já impôs uma derrota ao governo ao impedir que Bolsonaro acabasse com conselhos criados por lei por meio de um decreto.
Mas o próprio Bolsonaro já falou ontem em uma alternativa, sem precisar da aprovação legislativa: vai determinar ao ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) que a Polícia Federal não dificulte quem quiser ter armas em casa. “A Polícia Federal está sob meu comando. No Brasil o grande ‘reclamoʼ do pessoal do passado era que a PF, na questão de efetiva necessidade, tinha dificuldade (em analisar os casos de porte)… Eu, como presidente, isso vai ser atenuado. Vou determinar ao ministro Sergio Moro.”
Ontem, senadores criticaram o modo como as mudanças da regra sobre porte chegaram ao Congresso. “O Senado não se intimida com esse bombardeio de robôs, de maníacos, reacionários, que acham que não é através do diálogo, da lei e da polícia que se resolvem as coisas. Que o senhor Presidente da República arme os policiais, treine os policiais, porque nós não podemos permitir que as pessoas cuidem sozinhas das próprias vidas”, disse a senadora Kátia Abreu (PDT-TO).
Com base em um parecer jurídico da consultoria do Senado, parlamentares contrários à proposta afirmaram que o Planalto extrapolou suas prerrogativas. O texto, segundo a consultoria, tinha nove pontos inconstitucionais e abria brechas para facilitar o acesso a uma arma.
Entre esses está o de permitir que pessoas enquadradas em “atividade profissional de risco” e no parâmetro de “ameaça à integridade física” possam ter uma arma, o que inclui até mesmo advogados e jornalistas.
Antes da votação, dez senadores discursaram a favor e contra o decreto. Entre os defensores estava o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente, que passou o dia telefonando para colegas e fez um dos discursos mais enfáticos em defesa das normas assinadas pelo pai. Flávio afirmou que o Congresso não poderia anular o decreto.
Na longa lista de credores da Odebrecht , que entrou com pedido de recuperação judicial na segunda-feira com dívidas que somam R$ 98,5 bilhões, um grupo de 42 pessoas se destaca: os executivos e ex-executivos que atuaram como delatores no maior acordo de colaboração já feito dentro da Operação Lava-Jato . Juntos, eles têm a receber R$ 438 milhões em incentivos e remunerações que não foram pagas pela empresa, cujo pedido de recuperação foi formalmente aceito pela Justiça ontem.
Nesta lista constam duas figuras centrais na história do grupo, responsáveis pela gestão da Odebrecht nos momentos de maior expansão e também no estouro do escândalo de corrupção: Emílio e Marcelo Odebrecht . Pai e filho pedem, juntos, R$ 97 milhões.
A delação da Odebrecht, que chegou ao Supremo Tribunal Federal ( STF ) em dezembro de 2016, teve a participação recorde de 77 delatores, a maior parte deles executivos e ex-executivos do grupo que deram informações sobre crimes de corrupção praticados pela empresa. Nesse processo, foram devolvidos à Justiça R$ 310 milhões. Agora, parte desses delatores tenta receber recursos que foram prometidos pela empresa, mas que acabaram não sendo pagos com a deterioração de suas finanças.
Na lista, há nomes como o do ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, o BJ, que pede R$ 14,4 milhões, e o do ex-presidente da construtora do grupo Márcio Faria da Silva, detentor de R$ 74,5 milhões em créditos. O ex-diretor de Relações Institucionais, Alexandrino Alencar, cobra R$ 2,5 milhões. Procurada, a Odebrecht não se manifestou.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, voltou a classificar o vazamento de mensagens supostamente trocadas entre ele e o procurador Deltan Dallagnol durante a Operação Lava Jato como um “ataque orquestrado” que mirou as instituições nacionais e teve como objetivo prejudicar o andamento das investigações ou mesmo buscar a anulação de condenações no âmbito da operação.
Em entrevista ao Programa do Ratinho, do SBT, gravado na segunda-feira, 17, e exibido na noite desta terça-feira, 18, Moro descartou a possibilidade de o conteúdo divulgado pelo site The Intercept Brasil ter sido vazado por integrantes da Lava Jato, como chegou a ser cogitado: “Não é alguém que traiu, existe, sim, um grupo criminoso organizado”.
O ministro evitou ainda reconhecer a autenticidade das mensagens, dizendo que não tem mais acesso a elas. “Mas sempre agi com lisura dentro da minha profissão”, enfatizou.
Ao responder perguntas sobre a Lava Jato, Moro buscou reforçar que os casos da operação não fazem mais parte do seu cotidiano e que não têm mais envolvimento com eles. “Meu papel como ministro é dar estrutura e autonomia aos órgãos de investigação.”
Moro comentou também sobre o pacote anticrime apresentado por ele ao Congresso. O ministro disse estar “dialogando intensamente” com parlamentares e que muitos têm dado apoio ao projeto, mas observou que os esforços da agenda nacional estão concentrados, no momento, na reforma da Previdência. Segundo ele, assim que o tema da Previdência estiver resolvido, o pacote anticrime deve ganhar tração no Legislativo.
Moro disse ainda não ter intenção de ser político. Ele reiterou que só aceitou o convite para ser ministro de Jair Bolsonaro sob a condição de que o governo “seja firme” no combate ao crime organizado, crime violento e à corrupção.
Cinco partidos de oposição (PCdoB, PDT, PSB, PSOL e PT) anunciaram hoje (18) obstrução conjunta à votação do parecer da reforma da Previdência na Comissão Especial do Congresso que debate o tema. Com direito a apresentarem até nove destaques na comissão especial, as legendas pretendem discutir em conjunto os pontos a serem destacados.
Há mais de nove horas, a comissão debate o parecer lido na última quinta-feira (13). Com 154 deputados inscritos para falar, 91 contra e 63 a favor, os debates devem durar até três dias. Alguns deputados estão retirando os nomes para apressar as discussões. Segundo o relator da proposta na comissão especial, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), a intenção original é votar o texto na próxima semana.
Mais cedo, Moreira admitiu que pode apresentar um voto complementar com mudanças na proposta, após o fim dos debates. Ele disse que as discussões servem de base para ajustes no relatório. “Há possibilidade de o relator fazer um voto complementar após as discussões. Eu nunca tive a pretensão de que o relatório fosse um decreto. Ele está sujeito a alterações. Estou aqui para ouvir, para melhorar ainda mais o relatório”, disse.
O relator respondeu ao deputado Vinicius Poit (Novo-SP), de partido contrário ao aumento de 15% para 20% da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido dos bancos, incluída na proposta. Segundo Poit, a medida deve resultar em aumento das tarifas bancárias e do spread bancário (diferença entre a taxa que os bancos pagam para captar recursos e emprestam aos tomadores finais). Moreira argumentou que o relatório propõe a volta da alíquota que vigorou até o fim do ano passado e explicou que as tarifas não caíram desde então.
A retirada da capitalização (sistema de poupanças individuais do trabalhador) da reforma também foi ponto de discussão. O líder do governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO) considerou “precoce” a exclusão do ponto e reiterou que o governo insistirá no tema. Também favorável à capitalização, o deputado Darci de Matos (PSD-SC) disse que o sistema ajudou a reativar a economia do Chile. “Claro que no Chile deu certo. O Chile tem uma renda per capita que é o dobro da do nosso país. O Chile cresceu 4% e nós crescemos 1%”, destacou.
Estados e municípios
O deputado Alexandre Frota (PSL-SP) cobrou que governadores e prefeitos se mobilizem para que os estados e municípios sejam reincluídos na reforma. “É muito importante que os governadores que estão nos assistindo agora coloquem aqui a sua assinatura, coloquem aqui as suas digitais. Eles não podem depois, mais tarde, baterem na porta do governo. Então eles precisam estar presentes nessa discussão”, declarou. Na semana passada, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que os governos locais poderiam ser recolocados na reforma, por meio de um destaque na comissão especial ou no Plenário.
Fórmula de cálculo
O cálculo dos benefícios foi outro ponto debatido. O deputado Aliel Machado (PSB-PR) disse que as pessoas vão perder 20% do valor do benefício com a mudança da média dos salários de contribuição dos 80% maiores salários para todos os salários. Segundo ele, seria adicionada uma perda de 40% caso o trabalhador tenha apenas 20 anos de contribuição.
Professores
A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) reclamou que as regras de aposentadoria dos professores permaneceram desconstitucionalizadas no relatório de Moreira. Ela questionou que alguns benefícios não estariam mais assegurados pela Constituição. Apenas a aposentadoria e a pensão por morte seriam garantidas.
A proposta do governo estabelecia idade mínima de 60 anos de idade para a aposentadoria de professores homens e mulheres, com 30 anos de tempo de contribuição. O relatório reduziu para 57 anos a idade mínima para mulheres, mantendo os 60 anos para homens. Os novos critérios, no entanto, serão definidos por lei complementar.
Militares
O deputado Capitão Wagner (Pros-CE) questionou a diferença de tratamento entre as Forças Armadas, os policiais civis e os policiais militares e bombeiros estaduais. Segundo o parlamentar, as alíquotas de contribuição estaduais são maiores que as das Forças Armadas. Enquanto os PMs e bombeiros terão de contribuir 35 anos, os policiais civis contribuirão por 30 anos.
O deputado Jorge Solla (PT-BA) disse que os militares foram os verdadeiros privilegiados na discussão atual, por não terem teto de aposentadoria, enquanto os demais trabalhadores terão o benefício limitado a um valor máximo. Relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, o deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), defendeu que a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal tenham as mesmas regras previstas para a Polícia Militar.
Ah lampião vivo, pra começar a exterminar essa classe de políticos q conscientemente sabem da necessidade de aprovar a reforma mas sempre se viram, como forma de não perderem as mamatas
kkkkk
essa é a chamada "oposição construtiva".
Os quadrilheiros que estão incomodados com a sangria de dinheiro do governo para enriquecer a custa de demagogia e hipocrisia.
Vira latas do PT e simpatizantes
BG
Esses partidos da boquinha querem que o Brasil vá pro lixo. Não podemos aceitar isto passivamente, temos que nos unir (evidente os Cidadãos de bem) deste País para derrubar estes mau caraters.
"…O Chile cresceu 4% e nós crescemos 1%…” . A questão é que esse crescimento no Chile só beneficiou quem já estava no topo da pirâmide sócio-econômica e os especuladores financeiros. Para a imensa maioria da população foi contrário : choro, ranger de dentes e suicídio.
E mais um detalhe : com a capitalização quem financiará a aposentadoria dos que já estão aposentados ???????????
Nenhuma nividade . O Pt foi contra o plano cruzado e inúmeros beneficíos para o Brasil. É um bando de maloqueiro , alguns ricos, outros pertencentes a mais antiga profissão e outros descumprindo a lei da monigamia.
O relator da reforma da Previdência, Samuel Moreira (PSDB-SP), defendeu nesta terça-feira, 18, o seu relatório e voltou a considerar que o texto apresentado por ele na última quinta-feira (13) seria uma evolução em relação à proposta apresentada pelo governo. Ele defendeu o fim dos repasses do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para o BNDES e o direcionamento desses recursos para o INSS.
O deputado José Guimarães (PT-CE) foi o primeiro parlamentar, mesmo dentre os da oposição, a avaliar que Moreira teria piorado a proposta original do governo. “Não sei como os empresários e a infraestrutura do País vão aceitar a retirada dos recursos do FAT para o BNDES. Como é que o banco vai financiar o desenvolvimento do País?”, questionou.
Moreira defendeu a retirada dos recursos do banco de fomento. “O BNDES tem que desmamar dos recursos do Tesouro. Temos que construir um entendimento sobre o tema, mas é preciso fazer esse debate. Estou conversando inclusive com pessoas do banco”, respondeu o relator.
O deputado Darci de Matos (PSD-SC) avaliou que os recursos do FAT não farão falta ao BNDES. “O banco já jogou muito dinheiro fora pela janela, emprestando para outros países. Com a abertura da caixa preta do BNDES, vai sobrar dinheiro para financiar os investimentos no País”, completou.
O deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) criticou a proposta de reforma e argumentou que o texto prejudica as camadas mais pobres da população. “A maldição dos pobres pega. A maioria dos parlamentares que votaram contra os pobres na comissão da reforma do Temer não se reelegerá”, afirmou. “O presidente Bolsonaro pode fazer uma reforma da Previdência, mas não dessa forma”, completou.
Em nove horas de sessão, 49 parlamentares já fizeram o uso da palavra. A lista de inscritos conta com 155 deputados, sendo 64 para falar a favor da reforma e 91 para falar contra a medida. Além disso, os cerca de 30 líderes partidários também têm direito a fala. A expectativa é de que o debate dure por diversas sessões.
Pessoas que desfrutam das regalias de brasilia ha anos com nossos recursos ficam desautorizadas a falar tais coisas e ainda mais sendo centrao! Ou nao????
O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira, 18, que, “por enquanto”, não há espaço para o secretário especial de Trabalho e Previdência, Rogério Marinho, em seu ministério. Ele afirmou, no entanto, que, “acabando a reforma da Previdência e havendo possibilidade, nós vamos dar o posto de destaque que ele merece”.
“Não vamos criar o 23º ministério, não pretendemos criar ministério, mas havendo possibilidade, ele sabe que mora no meu coração”, disse Bolsonaro. “Rogerio Marinho conheço há tempo. Ele não foi reeleito, perdeu porque foi relator da reforma da CLT e está fazendo excelente trabalho. Nós temos 22 ministérios Acabando a reforma da Previdência e havendo possibilidade, nós vamos dar o posto de destaque que ele merece.”
Questionado por jornalistas, o presidente disse que não há previsão de novas demissões de ministros. “Mas a gente está sempre monitorando. Se tiver que fazer mudança, a gente faz. Sem trauma e sem problema nenhum.”
Estadão Conteúdo
Grande verdade!
Jamais um PTralha ou simpatizante da corrupção e do quanto pior melhor, teria coragem de assumir a relatoria das reformas necessarias que esse deputado Rogerio assumiu, como a bem vinda reforma da CLT e a necessaria reforma da previdencia que os PTralhas nem ajudam e ainda atrapalham.
E os cupins da esquerda estão se enfraquecendo!
Parabéns ao nosso presidente. O deputado Rogério Marinho foi injustamente incompreendido nas últimas eleições pelo excelente trabalho que fez como relator da reforma trabalhista e agora mais uma vez brilhando com sua inteligência na previdenciária na equipe do Ministério da Economia. Ele merece.
Ou NEIDE, alienada é você. Por acaso vc sabe pelo menos quantas páginas tem a PEC da previdência? Vc sabe pelo menos o que é uma PEC? Vc leu pelo menos 10 páginas da PEC da previdência? Vc sabe qual o trâmite na câmara e senado para ele ser aprovada ? ALIENADA É VOCÊ MINHA FILHA
Alienado eu NEIDE? Você sabe o que é uma PEC? Você sabe quantas páginas tem a PEC da Previdencia? Quem é o Relator na comissão especial da Câmara? Quais os trâmites que precisa pra que ela seja aprovada e sancionada? Você já leu pelo menos 5 páginas desta PEC? Eu Sei estas respostas! Você sabe? A ALIENADA PARECE SER VOCÊ
Manda fazer um busto de homem honesto de defensor dos direitos trabalhistas e previdenciários. Processo na justiça ele não tem? Merece destaque mesmo!
O povo Norte riograndense se livrou desta praga mas Jair Bolsomico o trouxe de volta. Boa para quem sempre gritou contra a corrupção ovacionado o honesto justo Veríssimo Rogério Marinho.
O eleitorado potiguar, deixou de eleger um cara preparado desses pra eleger uns despreparados inoperantes que existe por aí.
Se vc parar e prestar bem atenção nos deputados federais eleitos pelo o RN vc vai descobrir que essa bancada e mais FRACA DO QUE CALDO DE BILOCA. Não vou nem citar nomes, mas pelo amor de Deus, é de fazer dó. E tem mais, se olhar os três senadores potiguares, aí é que é de lascar, até Francês Carioca tem. Ave maria, é o fim do RN, só pode ser!! Ôôô cambada fraca essa representação Potiguar.
Sem dúvida Lima. Ainda bem. Melhor pra RM e para o nosso país.
Agora sim , o capitão faz valer o meu voto em RM . O Rn merece. Adeus Alves e as demais famílias tradicionais.
Fatão é Fatão e não teremos novidades em relação a uma prole. Ainda não me arrependi de ter votado ( no segundo turno ) nela também. Vou cantando " paraiba masculina mulher macho sim senhor ".
Rejeitado nas urnas.
Usa o cargo público contra o próprio povo. Mas sempre terá abrigo nos cargos por indicação.
Bota a mão na lama e vende a alma sem medo prejudicar trabalhador, idoso ou deficiente. Destruidor de direitos trabalhistas e previdenciários, que currículo invejado no mercado e na bolsa de valores.
Salve -se quem puder R$!
Qual foi o direito trabalhistas tirado no relatório de Rogério Marinho??
A onde vc viu que direitos trabalhistas foram tirados?
Amigo vc tá emprenhado pelos ouvidos Tá?? Não existe isso que tu ta dizendo, vá se informar. Pare de falar igual a papagaio.
O cara está envolvido só em ferrar os trabalhadores, não esperem abdolutamente nada de positivo para o baixo clero. Lascou geral.
O PT vai pedir ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que investigue a atuação de uma agência de marketing na Espanha durante a campanha eleitoral de 2018.
Reportagem da Folha revelou nesta terça-feira (18) que empresas brasileiras contrataram a Enviawhatsapps para fazer, pelo WhatsApp, disparos em massa de mensagens políticas a favor do então candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL).
O partido vai anexar o pedido a uma ação que tramita no TSE desde outubro para apurar o impulsionamento de mensagens pelo WhatsApp contra a sigla, durante a eleição presidencial.
Em nota, a presidente nacional do partido, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), afirmou que “o TSE, a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal, acionados pelo PT desde o segundo turno das eleições, devem respostas à sociedade brasileira, para que sejam apuradas e punidas as violações à lei e ao processo democrático”.
Advogado do PT, Eugênio Aragão vai solicitar que a corte eleitoral inclua Novoa no processo e o ouça na condição de investigado. O caso está sob a relatoria do corregedor-geral eleitoral, ministro Jorge Mussi.
O partido acredita que as novas revelações podem destravar a ação que corre há oito meses. Até agora, ninguém foi ouvido no processo.
Gleisi diz que a reportagem da Folha desta terça “confirma a gravidade e a extensão das ações ilegais que interferiram diretamente no resultado das eleições presidenciais de 2018”.
“A difusão massiva de mentiras e notícias falsas contra o PT e o candidato Fernando Haddad foi parte de uma ação orquestrada para impedir que as eleições de 2018 transcorressem no campo limpo da democracia. Ela se soma à farsa judicial armada para condenar e prender injustamente o presidente Lula, que é inocente das acusações armadas contra ele, de forma a impedir sua candidatura que seria vitoriosa segundo todas as pesquisas”, afirma a petista.
A ação, ajuizada pelo PT, foi aberta após uma reportagem da Folha noticiar que empresários apoiadores de Bolsonaro bancaram o disparo de mensagens em massa contra seu adversário na disputa, Fernando Haddad (PT), que acabou derrotado no segundo turno.
Para os advogados do PT, o caso da empresa espanhola reforça os argumentos da sigla à Justiça Eleitoral e, se a prática for comprovada, a campanha de Bolsonaro teria praticado ao menos duas irregularidades: fraude na prestação de contas e abuso de poder econômico.
“Agora está explicado porque Bolsonaro gastou R$ 2,5 milhões em sua campanha. Um grande volume de recursos não foi declarado ao TSE”, disse Aragão à Folha.
Disparos em massa utilizam sistemas automatizados que não são permitidos pela legislação eleitoral. Além disso, pagamentos em benefício de um determinado candidato teriam de ser declarados à Justiça Eleitoral —do contrário, podem configurar caixa dois.
No cenário mais grave, a ação poderá resultar na cassação do mandato do presidente e de seu vice, Hamilton Mourão (PRTB), e até a decretação de inelegibilidade.
Especialistas em direito eleitoral afirmam que os candidatos não precisam demonstrar culpa ou mesmo conhecimento em relação aos fatos para que o TSE casse a chapa.
“Basta que se reconheça que eles foram beneficiados pelos atos considerados ilegais. Se a Justiça Eleitoral entender que não houve conhecimento ou participação direta, cassa-se a chapa, mas deixa-se de aplicar aos candidatos cassados a pena de inelegibilidade”, diz o advogado Fernando Neisser, que atuou na campanha presidencial petista antes de Haddad ser oficializado candidato.
Folhapress
O governo Jair Bolsonaro abriu mão de uma nova licitação para escolher a gráfica que imprimirá as provas do Enem deste ano sem apresentar justificativa, o que contraria indicação do TCU (Tribunal de Contas da União).
O Inep (Instituto Nacional de Estudos Educacionais), órgão do MEC responsável pela prova, encaminhou ao tribunal pedido para renovar contratos de impressão continuamente para o Enem e outras avaliações educacionais.
Hoje, a mesma empresa, Valid, suspeita de irregularidades, detém dois contratos para a impressão de todas as provas do órgão. O valor total é de R$ 294,7 milhões.
A gráfica RR Donnelley imprimiu o Enem de 2009 a 2018 por meio de duas licitações (2010 e 2016). Em 2009, a contratação teve dispensa de licitação após roubo da prova. Nos outros anos, após as licitações, o contrato foi renovado sem concorrência.
Essa gráfica anunciou falência no fim de março deste ano. Em julgamento de 24 de abril, o TCU proibiu o governo de renovar a contratação para o Enem continuamente.
Neste ano, a corte autorizou, excepcionalmente, contratar a segunda colocada na licitação de 2016, Valid, se “demonstrada a ausência de tempo para processar novo certame”.
O governo assinou o contrato com a Valid em 21 de maio, mas não enviou justificativa ao tribunal. No dia 10 deste mês, apresentou o recurso para derrubar a decisão de abril.
Considerada a experiência de 2016, haveria tempo para novo edital: naquele ano, o pregão foi aberto em 8 de junho, e o Enem ocorreu em novembro, mesmo mês escolhido para as provas deste ano.
No recurso ao TCU, o instituto pede que o tribunal reconsidere a determinação de realizar licitações anuais por se tratar de “serviço contínuo” com especificidades de segurança. O Inep alega que ocorrências típicas do certame, como impugnações, podem colocar em risco os exames.
Caso houvesse licitação, o Inep poderia obter preço menor. O contrato para impressão do Enem 2019 é de R$ 151,7 milhões, 6% superior ao valor de 2018 e acima da inflação do período, de 3,75% segundo o IPCA, aferido pelo IBGE.
O TCU instaurou processo em 2016 após a gráfica Plural, parceria do Grupo Folha com a Quad Graphics e concorrente no certame, enviar denúncias à corte e à Polícia Federal.
No relatório final sobre o Enem, o TCU concordou que a exigência de comprovação de planta gráfica reserva (para emergências) restringia a concorrência. Principal motivo de desclassificação da Plural, o ponto permitia a habilitação de somente duas empresas: RR Donnelley e Valid.
A denúncia da Plural, analisada pelo TCU e pela PF, indica suposta atuação conjunta das duas empresas. Profissionais da Donnelley responsáveis pela interlocução com o Inep foram para a Valid.
O TCU analisa o outro edital vencido pela Valid, em janeiro de 2019, no valor de R$ 143 milhões, para impressão de outras avaliações (Saeb, Encceja, Enade e pré-testes). A Secretaria de Controle Externo de Aquisições Logísticas do TCU apontou irregularidades em relatório de maio.
O tribunal cita que, na licitação do Enem de 2016, as duas companhias tiveram comportamento suspeito nos lances por menor preço. Já no pregão de 2019, vencido pela Valid, a RR Donnelley “não apresentou postura competitiva” mesmo sendo frequente colaboradora do Inep. Ao justificar o pedido de falência, a RR Donnelley citou a perda de contratos com o Inep.
Os critérios de desclassificação da Plural e da Esdeva também são questionados.
Sobre a Plural, que tinha o menor preço, o tribunal diz que “as alegações do Inep aparentam excessivo rigor”, tanto na questão da gráfica redundante quanto na suposta falta de comprovação de segurança, pois a empresa realizou impressões com essas exigências para o próprio Inep.
A proposta da Esdeva era R$ 11 milhões menor que a da Valid, mas o Inep não aceitou, no pregão, prorrogar prazo para envio de documentos.
Procuradas, a Valid e a RR Donnelley não quiseram se pronunciar.
A gráfica RR Donnelley assumiu o Enem em 2009 após o roubo da prova naquele mesmo ano. O crime ocorreu dentro da Plural, que não foi responsabilizada pela Justiça.
O Inep informou, por nota, que a corregedoria do órgão apura as denúncias. O instituto afirma que mantém política de transparência e se coloca à disposição dos órgãos de controle para esclarecimentos e ajustes pertinentes.
Folhapress
O Facebook divulgou hoje (18) os detalhes de sua iniciativa para criação e gestão de uma criptomoeda própria, que ganhou o nome de libra. O projeto é capitaneado pela plataforma, mas também ganhou a participação de outras companhias, como Mastercard, Visa PayPal, eBay, MercadoPago, Uber e Spotify.
A libra estará disponível a quem tiver um smartphone e conectividade com a internet, em todo o mundo. As operações poderão ser realizadas, segundo os responsáveis, entre consumidores e empresas em diferentes lugares do mundo.
O objetivo do Facebook e da rede, que ganhou o nome de Associação Libra, é permitir operações financeiras usando a internet e aplicativos diversos, como os da empresa (a rede social de mesmo nome, o Messenger, o Instagram e o WhatsApp). A expectativa é que a critptomoeda esteja disponível em 2020.
De acordo com o Facebook, um dos propósitos é oferecer alternativas desse tipo a quem hoje não tem conta em banco, cerca de 1,17 bilhão de pessoas, o que equivale a 31% da população global. No documento técnico divulgado, o Facebook aponta como obstáculo a ser superado o cenário de altas taxas para operações financeiras e empréstimos.
A libra usará a tecnologia Blockchain, de trocas distribuídas, que dá suporte a outros tipos de criptomoeda, como o bitcoin. Segundo o documento técnico, a libra será lastreada em um fundo formado por ativos em moedas importantes e estáveis. O texto não detalha, porém, quais moedas e que tipo de ativos.
“Diferentemente da maioria das criptomoedas, a libra é totalmente respaldada por uma reserva de ativos reais. Um cesto de depósitos bancários e títulos públicos de curto prazo será mantido na reserva libra para cada libra criada, gerando confiança em seu valor intrínseco. A reserva libra será administrada com o objetivo de preservar o valor da libra ao longo do tempo”, explica o documento da Associação Libra.
O Facebook anunciou também uma “carteira” para comprar, poupar, transacionar e gastar a libra, de nome Calibra. Por meio da aplicação, será possível enviar libras a outros contatos que o usuário possui na rede social. No futuro, a expectativa da companhia é possibilitar outras operações, como o pagamento de contas e a realização de compras.
Expectativas
Na avaliação do professor de economia da Universidade de Brasília (UnB) e autor de tese sobre o tema Edemilson Paraná, o arranjo construído pelo Facebook em parceria com grandes operadoras do mercado financeiro (como Visa, Mastercard e PayPal) traz uma solução mais estável e previsível, mitigando um dos principais problemas das criptomoedas, a falta de confiança de consumidores e instituições financeiras.
Com a aposta em uma moeda própria, diz o professor, o Facebook foi além de apenas oferecer um meio de pagamento digital (como o próprio PayPal ou serviços de concorrentes, como o Google Pay). Isso pode sugerir um movimento de busca por mais autonomia em relação a bancos e a estados. A iniciativa pretende operar de forma análoga a um estado nacional, em uma solução inovadora, mas que busca dialogar com as estruturas postas. Ao mesmo tempo que sinaliza um produto que pode ter um caráter disruptivo, estrutura a nova moeda com grandes operadores do mercado, como Visa e Mastercard.
Edemilson Paraná destaca que ainda é cedo para prognósticos, já que o sucesso da empreitada depende de uma série de fatores. O primeiro é o poder e a atuação dos estados na definição das regras para os sistemas financeiros nacionais e internacional. Para operar junto a consumidores e empresas, a nova moeda precisa estar aderente às normas de cada sistema monetário nacional (com seus ministérios da Fazenda, bancos centrais e outras instituições).
Outro desafio é a capacidade de adoção pelas pessoas. O Facebook tem mais de 2,3 bilhões de usuários em todo o mundo, o que é uma base bastante representativa. Além disso, Visa e Mastercard também têm atuação em escala internacional. Contudo, a popularização de uma nova moeda depende de que os agentes econômicos passem a utilizá-la para transações diversas, como compra e venda.
“O Facebook têm uma rede gigante para começar e parceiros importantes, mas ainda é preciso ver como isso vai evoluir. A iniciativa esbarra na queda de braço com os estados nacionais, que não querem abrir mão de sua soberania monetária. Acho que pode caminhar para ser semelhante ao WeChat na China, um sistema de compras, pagamento e transferência sem sair do Facebook”, diz o professor da UnB.
A Agência Brasil entrou em contato com o Banco Central para saber a avaliação da autoridade monetária sobre os impactos do projeto para o mercado financeiro brasileiro, mas a assessoria do órgão respondeu que não iria comentar.
Agência Brasil
A Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira, 18/06, nas cidades de Macau e Guamaré/RN, localizadas no Polo Costa Branca, 2 mandados judiciais de busca e apreensão expedidos pela 14ª Vara da Justiça Federal/RN, visando reprimir delito de armazenamento e/ou compartilhamento de arquivos, imagens e vídeos de conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes.
A investigação, conduzida pela delegacia especializada em crimes virtuais, teve início em março deste ano através de informações obtidas por meio de cruzamentos de dados realizados no espaço virtual, ocasião em que os policiais encontraram indicativos de que um investigado baixava arquivos pornográficos infantojuvenis tanto em sua residência, quanto no seu local de trabalho, razão pela qual foi requerido o cumprimento de mandado de busca nesses dois locais, onde foram apreendidos: um tablet, dois HDs, um cartão de memória e um notebook.
A PF também constatou por meio de exame preliminar no local das buscas, a existência de diversos links e informações que remeteriam ao crime investigado.
Após a realização da perícia criminal e, comprovada a conduta criminosa, responderá o acusado pelos delitos capitulados nos artigos 241-A e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90), cujas penas somadas, em caso de condenação, poderão alcançar até 10 anos de reclusão.
Um trecho do chat privado entre Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol revela que o ex-juiz discordou de investigações sobre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na Lava Jato porque, nas palavras dele, não queria “melindrar alguém cujo apoio é importante”. O diálogo ocorreu em 13 de abril de 2017, um dia depois do Jornal Nacional ter veiculado uma reportagem a respeito de suspeitas contra o tucano.
Naquele dia, Moro chamou Deltan Dallagnol em um chat privado no Telegram para falar sobre o assunto. O juiz dos processos da Lava Jato em Curitiba queria saber se as suspeitas contra o ex-presidente eram “sérias”. O procurador respondeu acreditar que a força-tarefa – por meio de seu braço em Brasília – propositalmente não considerou a prescrição do caso de FHC e o enviou ao Ministério Público Federal de São Paulo, segundo ele, “talvez para [o MPF] passar recado de imparcialidade”.
À época, a Lava Jato vinha sofrendo uma série de ataques, sobretudo de petistas e outros grupos de esquerda, que a acusavam de ser seletiva e de poupar políticos do PSDB. As discussões haviam sido inflamadas meses antes, quando o então juiz Moro aparecera sorrindo em um evento público ao lado de Aécio Neves e Michel Temer, apesar das acusações pendentes de corrupção contra ambos.
FHC foi citado na Lava Jato pelo menos nove vezes (1, 2, 3, 4 e 5, 6, 7, 8 e 9). Caso fossem investigados e comprovados, nem todos os possíveis crimes cometidos pelo ex-presidente estariam prescritos.
Naquele dia, antes de responder a Moro, Dallagnol encaminhou a dúvida do juiz para um chat em grupo chamado Conexão Bsb-CWB, no qual estavam procuradores das duas cidades. Foi de Brasília, onde o caso tramitava, que ele recebeu a resposta de que a documentação foi encaminhada a São Paulo sem a análise sobre a prescrição.
A acusação que Dallagnol classificou como “recado de imparcialidade” já era de conhecimento interno do Ministério Público desde o final de 2016, graças à delação de Emílio Odebrecht, que afirmou que deu “ajuda de campanha” a FHC para as eleições vitoriosas de 1994 e 1998. “Ajuda de campanha eu sempre dei a todos eles. E a ele também dei. E com certeza teve a ajuda de caixa oficial e não oficial”, afirmou o empresário, falando sobre caixa dois. “[E]u dava e dizia que era para atender mesmo. Então vai fulano de tal lhe procurar, como eu dizia também para Marcelo, e eles então operacionalizavam. Ele me pediu. Todos eles.” O valor dos pagamentos não foi divulgado.
O depoimento permaneceu em segredo de justiça até abril de 2017, quando foi enviado para ser investigado pela Procuradoria da República de São Paulo e virou notícia. Mas já nasceu morto: os fatos estavam prescritos, e a investigação não poderia terminar em uma denúncia formal. Foi arquivada pela Justiça três meses depois.
Essas revelações sugerem mais uma vez a parcialidade na Lava Jato, que tanto Moro quanto a força-tarefa negam veementemente. Na nota oficial divulgada pela força-tarefa em resposta à primeira série de reportagens do Intercept no último domingo, por exemplo, eles insistiram que seu trabalho sempre foi movido pela “imparcialidade da atuação da Justiça”. Em entrevista ao Estadão na semana passada, o ministro Moro disse que não via “[n]enhum viés político nas mensagens que me foram atribuídas.”
Mas, aqui, Moro estava explicitamente preocupado com investigações da Lava Jato contra um apoiador político de seu trabalho. E Dallagnol admitiu acreditar que outros procuradores da força-tarefa passaram adiante uma investigação que sabidamente não resultaria em processo, a fim de fabricar uma falsa percepção pública de “imparcialidade”, sem, no entanto, colocar FHC em risco.
As conversas agora reveladas fazem parte de um lote de arquivos secretos enviados ao Intercept por uma fonte anônima (leia nosso editorial e entenda). Os arquivos publicados até agora mostram, entre outras coisas, que a Lava Jato sempre teve muita preocupação com sua imagem pública, e seguia conselhos informais do então juiz Moro, o que é ilegal.
‘Porra bomba isso’
Para os procuradores, era importante incluir o PSDB no rol de investigados para acalmar o ânimo dos críticos. Eles já falavam sobre isso muito antes de Moro alertar Dallagnol sobre evitar “melindrar” FHC.
Em uma conversa no dia 17 de novembro de 2015, o procurador Roberson Pozzobon mandou uma sugestão em um grupo do Telegram chamado FT MPF Curitiba 2: investigar, num mesmo procedimento, pagamentos da Odebrecht aos institutos de Lula e FHC. “Assim ninguém poderia indevidamente criticar nossa atuação como se tivesse vies partidário”, justificou Pozzobon. “A da LILS [empresa que agencia as palestras de Lula] vocês já sabem os indícios para a investigação, mas vejam essa fratura expostas da Fundação iFHC”, disse ao grupo. Nesse caso – diferentemente daquele que virou notícia na imprensa sobre caixa 2 nos anos 1990 –, os pagamentos ao iFHC aos quais Pozzobon se referia não estariam prescritos, caso fossem propina.
Depois de comentar sobre o instituto de FHC, Pozzobon postou duas imagens no grupo.
A primeira é uma troca de e-mails de 2014 entre a secretária de FHC e dois interlocutores: um representante da Associação Petroquímica e Química da Argentina, a Apla, identificado como Manuel Diaz, e um empresário do ramo cultural, Pedro Longhi. A secretária fala para verificarem com a Braskem – empresa do ramo petroquímico controlada pela Odebrecht – qual a “melhor maneira para [a empresa] fazer a doação [para o iFHC]”.
A secretária dá duas opções para o que ela chama de “doação”. Uma delas seria fazer uma doação direta, ou seja, depositar dinheiro na conta bancária do instituto. A outra seria a contratação de um serviço não especificado. “Não podemos citar que a prestação de serviço será uma palestra do presidente”, afirmou. Manuel respondeu que poderia fazerser doação direta. Poucos dias depois, Helena Gasparian, então assessora de FHC, enviou outro e-mail à Braskem dizendo que o ex-presidente não iria comparecer ao evento.
A segunda imagem encaminhada por Pozzobon era de um laudo da Polícia Federal daquele mesmo ano, que mostrava que a Odebrecht havia feito pagamentos mensais que somaram R$ 975 mil ao iFHC entre dezembro de 2011 e de 2012.
Os policiais federais que fizeram o relatório explicaram que não foram atrás desses pagamentos ao iFHC porque os dados da Braskem não foram colocados à disposição deles. Mas ressaltaram: “É possível que outros pagamentos tenham sido feitos e não tenham sido encontrados” por causa das limitações dos dados ou caso tenham sido feitos por “meio de triangulação entre Grupo Odebrecht, o contratante do serviço (exemplo do evento APLA) e o Instituto Fernando Henrique Cardoso”.
Após enviar as imagens, Pozzobon sugeriu ao grupo aprofundar a investigação sobre as doações. Ao contrário da investigação referente aos recursos recebidos nos anos 90, esses fatos, se investigados, não estariam prescritos e poderiam apontar caixa 2 em campanhas do PSDB. Os procuradores reagiram com empolgação:
A euforia durou pouco, e os procuradores começaram a ponderar que o caso teria chance de ser enquadrado apenas como crime tributário – e que os argumentos de defesa de FHC poderiam também ser usados por Lula. O argumento: Lula também poderia alegar que os pagamentos feitos ao Instituto Lula e à LILS, sua empresa de palestras, não escondiam propinas ou caixa dois.
Quase um ano e meio depois dessa conversa, o fim do sigilo da delação de Marcelo Odebrecht, filho de Emílio, mostraria que o esquema de remessa de dinheiro aos institutos de FHC e de Lula tinha um modus operandi semelhante. A Fundação FHC – ex iFHC – disse ao Intercept que os valores recebidos foram regularmente contabilizados e que “não tem conhecimento de qualquer investigação ou denúncia do MPF tendo por base as doações feitas pela Odebrecht”.
‘Dará mais argumentos pela imparcialidade’
No ano seguinte às conversas do procuradores, em 2016, FHC ainda apareceria em outras três delações (1, 2, 3). Em uma delas, ele apareceu na boca do operador ligado ao MDB Fernando Baiano, por causa do suposto beneficiamento da empresa de um filho do ex-presidente, Paulo Henrique Cardoso, em contratos com a petroleira. Em junho, o caso do filho de FHC foi mencionado no chat FT MPF Curitiba 3. A preocupação dos procuradores era, novamente, criar a percepção pública de imparcialidade da Lava Jato:
Três dias depois, no mesmo grupo, o assunto voltou a ser discutido.
Nós perguntamos ao Ministério Público Federal do Paraná, sede da força-tarefa da Lava Jato, quais são os ex-presidentes investigados e em que fase está cada um dos procedimentos. Também questionamos quais fatos envolvendo os ex-presidentes foram mandados para outros órgãos. Eles não responderam aos questionamentos e se limitaram a enviar as notas já divulgadas pela instituição, que dizem que não há ilegalidade nas trocas de mensagens reveladas pelo Intercept.
Em uma conversa com os procuradores Paulo Galvão e Carlos Fernando Santos Lima, em 20 de maio do ano passado, no entanto, Deltan Dallagnol relembrou quais foram os ex-presidentes investigados pela operação. Dilma Rousseff e FHC são os únicos que ficam de fora:
Antes da publicação desta reportagem, o Intercept procurou as assessorias do ministro Sergio Moro, do MPF no Paraná e em São Paulo, da Procuradoria Geral da República e da Fundação Fernando Henrique Cardoso, antigo iFHC.
A PGR disse que não vai se manifestar.
A assessoria de Moro respondeu que ele “não comenta supostas mensagens de autoridades públicas colhidas por meio de invasão criminosa, que podem ter sido adulteradas e editadas e que sequer foram encaminhadas previamente para análise. Cabe esclarecer que o caso supostamente envolvendo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nunca passou pelas mãos do Ministro, então juiz da 13 Vara Federal de Curitiba, sendo encaminhado diretamente pelo Supremo Tribunal Federal a outros fóruns de justiça. Então, nenhuma interferência do então juiz seria sequer possível e nenhuma foi de fato feita”.
Já o MPF do Paraná, em um segundo contato, afirmou que “a divulgação de supostos diálogos obtidos por meio absolutamente ilícito, agravada por um contexto de sequestro de contas virtuais, torna impossível aferir se houve edições, alterações, acréscimos ou supressões no material alegadamente obtido.” Para o MPF, os diálogos inteiros podem ter sido “forjados pelo hacker”. Eles disseram também que “um hackeamento ilegal traz consigo dúvidas inafastáveis quanto à sua autenticidade, o que inevitavelmente também dará azo à divulgação de fake news”, dizendo que há uma “uma agenda político-partidária” nas reportagens.
O Intercept reafirma que as reportagens da série são publicadas assim que produzidas, editadas e checadas dentro de princípios editoriais rigorosos, e que o material é autêntico.
Na época em que foi citado na delação de Emílio Odebrecht, Fernando Henrique Cardoso disse que não tinha “nada a temer” e defendeu a operação Lava Jato. “O Brasil precisa de transparência. A Lava Jato está colaborando no sentido de colocar as cartas na mesa”, afirmou. Ao Intercept, o ex-presidente disse, por meio de sua assessoria, que não teve conhecimento de nenhum inquérito ou denúncia relacionados à delação de Cerveró. Também afirmou desconhecer as menções sobre seu filho e a compra de votos nas eleições – por isso, “não sabe se teriam resultado em investigação ou denúncia”. A única confirmada pelo ex-presidente foi a investigação que terminou arquivada.
Após a divulgação da primeira leva de reportagens sobre as mensagens secretas da Lava Jato, FHC fez uma defesa pública de Moro: “O vazamento de mensagens entre juiz e promotor da Lava-Jato mais parece tempestade em copo d’água. A menos que haja novos vazamentos mais comprometedores…”, disse.
The Intercept Brasil
A verdade é uma luz. Ñ se pode esconder a luz, pq o seu brilho sempre vai aparecer na escuridão das mentiras. Sinto falta aqui, dos ardoroso defensores da grande mentira q se inventou pra viabilizar a eleição do Bozodoido.
Na nova peça de propaganda de Glenn Greenwald, a manipulação beira o ridículo de juntar, numa hipotética conversa, diálogos ocorridos em novembro de 2015, junho de 2016 e abril de 2017. É mais uma etapa dessa enorme e criminosa safadeza.
A turma do Chororol ainda não chegou a um ponto crucial: esses diálogos afetam as provas que constam no processo e que embasaram a condenação do bandido de estimação deles?
As provas existentes foram valoradas de forma claramente equivocada?
Ninguém minimamente sério consegue ligar essas conversas, supondo que não foram editadas, claro, ao resultado do processo.
Aimmmm ele não foi imparcial… As provas é que precisam se mostrar aptas a condenar, quando existem, ou inocentar, se não. Se o Juiz conversou isso ou aquilo, com fulano ou cicrano, não importa.
Estou achando que a maior bomba que esse site crimecept vai revelar é que Vanderval é hétero.
Hoje, a múmia canalha do FHC hoje ataca o Lula de novo. Entende-se agora. O moro e o dalagnol precisam ser afastados para não cometerem mais crimes usando a estrutura do Estado.
Trecho da nota do Ministro Moro sobre mais essa trama criminosa:
– "O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, não reconhece a autenticidade de supostas mensagens obtidas por meios criminosos, que podem ter sido editadas e manipuladas e que teriam sido transmitidas há dois ou três anos.
– Nunca houve interferência no suposto caso envolvendo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que foi remetido diretamente pelo Supremo Tribunal Federal a outro Juízo, tendo este reconhecido a prescrição."
Ou seja, OUTRO juiz declarou a prescrição do suposto crime.
E se alguém teimar em dar alguma credibilidade a essa divulgação criminosa, é muito fácil desmascarar essa mais recente palhaçada. Para desmontá-la, pule o texto principal e foque sua leitura na íntegra dos diálogos – a chave está na conversa de Moro com Dallagnol e na de Dallagnol com Sergio Bruno, da PGR. Para compreender o que houve, é preciso colocar as frases em ordem cronológica – respeitando os horários de cada diálogo – e não em blocos separados, como fez Glenn. A coisa ficará bem clara. Mas, volto a dizer, sem perícia, tudo isso pode ser mera invenção, mentiras fabricadas por criminosos.
Quanta banoseiras. O Ministro Moro já publicou nota desmentindo isso em poucas palavras. Disse que não reconhecia tais diálogos, que não foram sequer periciados, e que o STF remeteu o caso para outro juízo, que o extinguiu. Só bandido e quem defende bandido ainda dá crédito a essa trama criminosa. As comunicações telefônicas são protegidas por nossa Constituição. Portanto, a única ilegalidade nessa coisa é o próprio "hackeamento". Coisa de pilantram
Estou esperando o vazamento em que lula é inocente, já saiu?
De que adiantava investigar um crime prescrito, era perda de tempo. Teria que avançar nos criminosos que estavam saqueando o Brasil. Lógica acertada, tanto que apesar do STF e interferência de Dilmanta, o país desbaratou boa parte da quadrilha que saqueavam o Brasil.
Dr SÉRGIO MORO VAI SAIR DESSE EPISÓDIO POR CIMA DA CARNE SECA COMO DIZIA MINHA ??????
Todo perdido o homi. Agora vive de mentiras. Quem era Moro.
Interessante como o senado não convocou Dilma e Lulla para dar explicações após a divulgação daquela gravação que ela orienta ele a assinar logo a nomeação de ministro para ter foro privilegiado, aquele episódio do bessias, pelo contrario alegaram que gravação sem autorização judicial não constitui prova, agora estão utilizando grampo de um hacker para cobrar explicações, não seria dois pesos e duas medidas?
Não estou colocando aqui o mérito da questão. Quem errou deve pagar. Porém, todos! A justiça, nossa última esperança, deve agir com imparcialidade e não arquitetar para beneficiar um projeto de governo e depois assumir publicamente sua participação nele.
Dr MORO com certeza vai dar um show!!
Vai sair mais forte do que fumo de Arapiraca desse muido.
Kkkkk kkk
Pra desespero dos pelegos vermelhos.
Lula tá preso babacas.